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terça-feira, 24 de abril de 2012

DENGUE TOMA CONTA DO RIO, E AÍ CABRAL?

Fim da picada – O ano de 2006 caminha para a sua metade quando o então presidente Luiz Inácio da Silva disse, com excesso de confiança, que a saúde pública no Brasil estava a um passo da perfeição. Naquele momento a massa pensante logo percebeu que se tratava de um chiste eleitoral, pois Lula era candidato à reeleição, mas durante a campanha a tese perdurou como se fosse verdade. Meses depois, a farsa veio à tona.
Tão logo a petista Dilma Vana Rousseff venceu a eleição presidencial de 2010, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), do Rio de Janeiro, tentou fazer do seu secretário da Saúde, Sérgio Côrtes, o substituto do então ministro da pasta, José Gomes Temporão. Cabral Filho deixou a Granja do Torto anunciando que Côrtes seria o novo ministro da Saúde, mas esqueceu de combinar com a petista.
Quando a FIFA escolheu o Rio de Janeiro como sede provisória da entidade durante a Copa do Mundo de 2014, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse em tom de galhofa: “Chinelada na paulistada. É humilhante… Mostro a vista e mostro um negócio desses. Vai levar o que pra São Paulo?”.
Nesta terça-feira (24), um anúncio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que a Cidade Maravilhosa está sob uma epidemia de dengue. De acordo com o secretário Hans Dohmann (Saúde), a capital fluminense ultrapassou o índice de 300 casos por cem mil habitantes, com tendência de crescimento. Do dia 1º de janeiro até 21 de abril de 2012, foram registrados 50.016 casos e 12 mortes pela doença na cidade.
Para se ter ideia da extensão do problema, em apenas uma semana o número de casos na cidade aumentou em quase 10 mil. Na análise anterior, com informações e registros referentes até a data de 14 de abril, o Rio contabilizava 40.252 casos de dengue.
Que Lula sempre abusou das inverdades e que Eduardo Paes é um galhofeiro todos sabem, mas para a sorte dos brasileiros o governador Sérgio Cabral Filho não conseguiu emplacar seu pupilo no Ministério da Saúde. Resta saber o que o prefeito carioca mostrará de agora em diante aos executivos da FIFA.

FONTE: Ucho.Info

sexta-feira, 6 de abril de 2012

NO RIO O CRIME MANDA


(Ilustração: Cássio Scavone, o Manga)

Os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 estavam prestes a começar quando o então presidente Luiz Inácio da Silva, ladeado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse que a capital fluminense contaria com o melhor sistema de segurança pública do País logo após o término do evento esportivo. Quase cinco anos depois, os cariocas continuam aguardando a promessa se transformar em realidade.

Com a violência crescendo a cada dia na cidade que é o principal cartão-postal brasileiro, o Rio não consegue se livrar do status de ”faroeste tropical”, mesmo com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), lançadas com pirotecnia por Cabral Filho e cuja ideia foi abandonada pelo governo federal depois de cogitado lançamento nacional.

Na quinta-feira (5), a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro decidiu reforçar o patrulhamento na favela da Rocinha, na Zona Sul carioca, depois da morte do policial militar Rodrigo Alves Cavalcante, que participava de uma ronda local. Garantir segurança ao cidadão é um dever inconteste do Estado que está previsto de forma clara na Constituição Federal, mas a decisão de reforçar o policiamento na Rocinha apenas e tão somente porque um policial foi morto por bandidos é o que se pode chamar de tapa na cara da sociedade. Não fosse a morte do PM, a Rocinha continuaria recebendo doses mínimas de segurança.

Para mostrar a falência do Estado em relação à segurança pública, o calvário do pai do policial morto é a prova maior. Além de Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, o pai, Osaide de Holanda Cavalcante, 67 anos, perdeu outros dois filhos – um policial e outro segurança, ambos mortos por criminosos.

Quando a FIFA escolheu a cidade do Rio de Janeiro como sede provisória da entidade durante a Copa de 2014, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) abusou da galhofa e disse “Chinelada na paulistada. É humilhante… Mostro a vista e mostro um negócio desses. Vai levar o que pra São Paulo?”. Paes, que em seguida tentou minimizar o próprio besteirol, disse que o importante é a vista. Pois bem, senhor prefeito carioca, será que a vista do Rio de Janeiro, incontestavelmente linda, serve de consolo para um pai que perde três filhos para a inoperância oficial? Com a palavra, Eduardo Paes!

Fonte: Ucho.Info