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sábado, 15 de setembro de 2012

COVARDIA EXPLÍCITA



Que o governo do PT transformou o Brasil em um país sem qualquer planejamento todos sabem, mas é difícil imaginar uma legenda que nasceu para defender os trabalhadores agir de forma sorrateira para prejudicar a massa laboral.

Segundo informa o experiente jornalista Oscar Andrades, profundo conhecedor dos escaninhos da política nacional, a alta rotatividade no mercado de trabalho formal poderá “prejudicar ainda mais tanto o trabalhador desempregado quanto o que continua em atividade”. Em seu blog, Andrades explica que o governo da presidente Dilma Vana Rousseff estuda alternativas para reduzir o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), além de medidas para dificultar o saque do seguro-desemprego e o extinguir o pagamento do PIS.

No tocante ao seguro-desemprego, uma das propostas é a de aumentar de seis para oito meses o prazo mínimo que o empregado demitido precisa ter trabalhado nos três anos anteriores à demissão para ter direito ao benefício. Na mesma toada o governo pretende dificultar a liberação do seguro-desemprego para quem solicitar o benefício pela segunda ou terceira vez. Não faz muito tempo, o Ministério do Trabalho determinou que todo trabalhador que solicita o seguro-desemprego pela terceira vez em um período de dez anos é obrigado a frequentar curso profissionalizante.

Em relação à liberação do PIS, lembra Oscar Andrades, a proposta do governo é pagar o abono proporcionalmente ao período trabalhado no ano anterior. Só receberia o valor total quem estivesse empregado o ano inteiro.

Secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Juruna afirmou que as centrais sindicais não aceitam em qualquer hipótese o corte dos benefícios dos trabalhadores, todos estabelecidos em lei. Segundo Juruna, trata-se de contrassenso do governo dificultar o acesso ao seguro-desemprego, “pois o benefício contribui para movimentar a economia”. Já Central Única dos Trabalhadores (CUT) informou que estuda medidas a serem apresentadas ao governo para impedir a rotatividade dos trabalhadores nas empresas.

Reféns da própria incompetência, os atuais ocupantes do poder central buscam de forma incessante soluções pontuais para problemas crônicos da economia. E não será com o sacrifício da classe trabalhadora que o crescimento econômico do País será retomado.

A irresponsabilidade que ocupa o Palácio do Planalto é tamanha, que recentemente o governo autorizou o uso de parte do dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar as arenas esportivas que servirão de palco para a Copa do Mundo de 2014. No contraponto, a remuneração desse dinheiro ultrpassa a fronteira do ridículo.

Como já noticiado pelo ucho.info, pelo menos três dos doze estádios que estão em construção serão considerados elefantes brancos após o evento esportivo. Nesse rol de inviabilidade futura estão os estádios de Cuiabá, Manaus e Natal, capitais de estados onde o futebol não é a maior atração local.
Lula, como é de conhecimento da extensa maioria, é um farsante profissional, que embalado pela criatividade dos marqueteiros conseguiu enganar milhões de brasileiros, sempre na esteira de discursos visguentos e ufanistas. Alguém há de afirmar que os planos acima citados estão sobre a escrivaninha de Dilma Rousseff, que foi apresentada ao eleitorado nacional como garantia de continuidade. Para encerrar a ópera bufa em que se transformou a passagem do PT pelo Planalto Central só faltava um golpe contra os trabalhadores. Enfim…

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O MINISTÉRIO DOS CORRELIGIONÁRIOS.

Considerando-se "ministro da confiança da presidente Dilma Rousseff", o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, age com absoluta desenvoltura, tanto no preenchimento de cargos de comando de sua pasta como no repasse de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ao tomar posse em 2007, Lupi passou a dispor de 600 cargos de livre provimento, em Brasília e nas Superintendências Regionais do Trabalho nos Estados, e não perdeu tempo em preenchê-los com militantes do PDT, partido do qual é presidente licenciado "pro forma". Aparelhada a máquina, o ministro tem buscado "novas parcerias" com as centrais sindicais, alegadamente para ajudar o Ministério na intermediação de empregos no Rio e em São Paulo. Ocorre que algumas das centrais sindicais estão proibidas pelo TCU de receber dinheiro público por irregularidades nas prestações de contas. Matreiramente, Lupi encontrou uma brecha para canalizar dinheiro para essas entidades por meio de sindicatos a elas filiados. Trata-se, claramente, de uma burla, pois são as centrais que lideram os programas para onde vão os recursos e são elas que os capitalizam para seus próprios fins.

Lupi faz questão de afirmar que separa as funções de ministro de Estado e de militante partidário e que toma o cuidado de só se reunir com seus colegas de legenda depois do expediente. Mas não fica bem claro se o convênio com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, que recebeu R$ 46,4 milhões do FAT, foi discutido em âmbito ministerial ou partidário. A Confederação é filiada à Força Sindical, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). E a presidente da Confederação, Monica de Oliveira Lourenço Veloso, também é diretora da central.

O objetivo de tais convênios é sempre criar empregos - e eles os criam, mas nem sempre para as categorias que eles objetivam ajudar. Muitos são empregos diretos como os dos nomeados para cargos de confiança no governo ou os integrantes da burocracia sindical. Mas há também empregos indiretos, incluídos naturalmente nas estatísticas que o ministro do Trabalho costuma recitar mensalmente para a mídia.

Saíram do FAT, por exemplo, R$ 6 milhões, destinados, na gestão de Lupi, ao Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras, Trabalhadores na Indústria de Confecção de Roupas e de Chapéus para Senhoras, do Rio, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT). Grande parte do dinheiro, porém, foi utilizada pelo sindicato para reformar e mobiliar a sua sede. Foram criados empregos, portanto, na construção civil e na indústria de móveis, mas ignora-se qual foi o ganho para a categoria beneficiária da verba.

Mais recentemente, o ministro do Trabalho descobriu um novo nicho para aplicação de recursos do FAT - a contratação de ONGs para capacitação de pessoal para atuar durante a Copa de 2014. O Ministério do Turismo já tem um programa com essa finalidade, com uma dotação de R$ 257 milhões, denominado "Bem Receber a Copa", no qual o TCU detectou indícios de irregularidades. Mas isso não impede que o Ministério do Trabalho também tome iniciativas na mesma direção.

Como o Estado noticiou (27/9), o ministro Lupi firmou um convênio com o Instituto Nacional América, no valor de R$ 3 milhões, para treinar trabalhadores na área de turismo em Porto Alegre e em 19 municípios de sua região metropolitana. Acontece que aquele Instituto foi punido pela Corregedoria-Geral da União com suspensão de novos contratos com a União por irregularidade e está sujeito a recolhimento de multa. A entidade já recebeu R$ 1,5 milhão e a CGU mandou verificar se já foram feitos ou são previstos novos pagamentos, mas está claro desde já que o pagamento foi feito bem antes de os cursos começarem a ser ministrados.

Lembra-se que a presidente Dilma Rousseff, em sua primeira reunião ministerial, anotou a proposta de rever os programas pulverizados pelos Ministérios de qualificação e capacitação de mão de obra, que custaram R$ 1 bilhão nos últimos dois anos, mas nada foi feito

Fonte: O Estado de São Paulo