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sábado, 21 de dezembro de 2013

CHAMEM O LADRÃO

corrupcao_16Chamem o ladrão – A presidente Dilma Vana Rousseff, que diante de escândalos de corrupção adotou o silêncio como regra, que se prepare, pois o trenó do Papai Noel pode chegar ao Palácio da Alvorada puxado não pelas fabulosas renas, mas por cavalos com chifres.
Ao substituir a prática do criminoso Mensalão pelo loteamento dos ministérios, o que deu na mesma, o PT abriu a porteira para que os chamados partidos da base aliada indicassem todo tipo de gente para cargos de responsabilidade.
Um escândalo está prestes a estourar no Ministério da Agricultura, reduto exclusivo do PMDB, partido do vice Michel Temer e maior legenda da base de apoio no Congresso Nacional. Em determinada repartição da pasta, um apadrinhado por conhecido político transformou o próprio gabinete em central de arrecadação.
Como se comandasse um mensalão, o abusado tem obrigado alguns dos seus comandados a arrecadarem o máximo que puderem junto às empresas ligadas ao agronegócio que são fiscalizadas pelo órgão. Há empresas pagando com regularidade como forma de evitar problemas e comprometer a continuidade dos negócios.
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A ousadia do cidadão é tamanha, que as sugestões de cobrança de propina acontecem sem qualquer constrangimento e em reuniões no próprio ministério e com vários participantes. Recentemente, alguns servidores pediram demissão para não compactuar com a prática criminosa. O acinte maior fica por conta do valor estipulado como propina: R$ 200 mil mensais de cada empresa.
Esse marginal que se instalou no Ministério da Agricultura por indicação de algum alarife afirma, sem qualquer rubor facial, que a ordem é faturar, pois parte do dinheiro arrecadado é entregue ao padrinho político.
O mais interessante é que a Esplanada dos Ministérios se transformou em inesgotável usina de escândalos, mas a presidente continua afirmando que seu governo é intransigente com casos de corrupção. Resta torcer para que o bom velhinho deixe na janela de Dilma Rousseff um pacote com comprimidos de lucidez, porque do jeito que está não dá mais.
Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

POPULARIDADE DE LULA FOI COMPRADA A PESO DE OURO



Radiografia completa – Na segunda-feira (29), os veículos de comunicação do País, como sempre fazem, dedicaram espaço ao noticiário político, com ênfase aos escândalos de corrupção que marcam o primeiro ano da era da neopetista Dilma Vana Rousseff. Entre os imbróglios que mereceram destaque no primeiro dia da semana está o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que detectou “falhas graves” em contratos do Ministério da Agricultura.

Quando foi apeado do cargo, depois de um sangramento político que durou semanas a fio, Wagner Rossi foi alvo de elogios por parte da presidente da República, que agiu dessa forma para não açoitar o PMDB, principal partido da base aliada do governo no Congresso Nacional.

As irregularidades detectadas pela CGU podem chegar à impressionante cifra de R$ 228 milhões, dinheiro que saiu do bolso do contribuinte diretamente para o cofre dos alarifes que há mais de cinco séculos dominam a cena política verde-loura.

A imprensa fez a sua parte ao noticiar o fato, mas errou enormemente ao deixar de comentar a órbita de mais um escândalo de corrupção. O primeiro quesito a ser abordado é que nenhum partido político assume um ministério por competência ou dedicação incondicional à pátria. O faz, sim, por interesses financeiros, pois manter-se no poder custa caro e campanhas eleitorais não são baratas.

O segundo ponto, o mais preocupante, é que os seguidos desvios de dinheiro público a partir de ministérios mostram o grau de virulência da passagem de Luiz Inácio da Silva pelo Palácio do Planalto. A alardeada popularidade de Lula foi conseguida com a conivência do governo nos casos de corrupção. Depois que o esquema do mensalão, montado pelo PT palaciano, transformou-se em um rumoroso imbróglio de repercussão nacional.

À época, a saída encontrada pelos inquilinos do Palácio do Planalto foi substituir o esquema criminoso de mesadas pela entrega de ministérios aos partidos da chamada base aliada, que passaram a ter o direito de praticar atos de corrupção em todas as instancias possíveis.

Entre os itens da amaldiçoada herança deixada por Lula da Silva, a inflação é o que mais preocupa no momento, mas a nocividade da corrupção é a que mais assusta. Mesmo assim, a pasmaceira da sociedade diante de seguidos escândalos chega a impressionar.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 16 de agosto de 2011

WAGNER ROSSI E A OUROFINO.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi utiliza um avião de uma empresa que depende de autorizações da pasta para vender seus produtos. A Ourofino Agronegócio trabalha com agrotóxicos, sementes e saúde animal e colocou à disposição do ministro e de seu filho Baleia Rossi (PMDB-SP), deputado estadual, um avião Embraer Phenon 100 avaliado em US$ 7 milhões, como revelou o jornal Correio Braziliense nesta terça-feira, 16. Wagner Rossi confirmou ter usado o avião. Ele admitiu ainda ter dado pessoalmente em outubro do ano passado aos donos da empresa a notícia de que a Ourofino poderia comercializar uma vacina contra febre aftosa, o que multiplicou os ganhos na área.
Pessoas do setor e integrantes do governo afirmam que a empresa seria beneficiada pelo ministério por meio de processos mais ágeis para obter licenças de seus produtos. Relatos dão conta que servidores do ministério da Agricultura fazem pressões nesse sentido junto ao Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxicos, que conta com representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O ministro diz que a pasta age dentro de sua “missão institucional” ao defender prioridades para alguns produtos.

Ao Estado, Rossi admitiu ter viajado no avião da Ourofino em “três ou quatro ocasiões”. Ele citou ter usado o avião duas vezes para ir de Brasília para a cidade onde mora. Em outra ocasião, foi a Uberaba (MG), onde a Ourofino tem filial. Além de ceder o avião para os deslocamentos, a empresa também doou R$ 100 mil para Baleia, filho de Rossi, na eleição de 2010, e contratou a produtora A Ilha, também de Baleia, para a realização de vídeos institucionais.

A proximidade do ministro com a empresa é tanta que ele esteve no dia 1º de outubro do ano passado para anunciar aos sócios da Ourofino, Norival Bonamichi e Jardel Massari, que seria concedida a licença para a empresa vender o produto Ourovac Aftosa, vacina destinada à prevenção da febre aftosa. Rossi atribuiu o gesto “a uma questão de gentileza” e destacou que a empresa é a maior do setor em sua região. A Ourofino fica em Cravinhos, a 5 km de Ribeirão Preto.

Como prometido, a licença saiu no dia 17 de outubro e a empresa pode entrar em um mercado disputado por menos de 10 fabricantes. Só em maio deste ano a divisão de saúde animal da empresa registrou aumento de 81% em seu faturamento, saltando de R$ 16,4 milhões para R$ 29,7 milhões. O crescimento foi atribuído pelo presidente da empresa, Dolivar Coraucci, justamente à participação na campanha de vacinação contra a febre aftosa. O ministro nega que tenha havido favorecimento. Rossi destacou que a Inova Biotecnologia, braço da Eurofarma, também recebeu a licença para fabricar a vacina em outubro do ano passado.

Outro vínculo da empresa com o ministério acontece por meio de um assessor da pasta. Ricardo Saud é apontado como “representante” da Ourofino. Ele foi sócio da Ethika Suplementos e Bem-estar. A empresa hoje faz parte do Grupo Ourofino, mas Saud não consta mais no quadro societário, segundo o grupo. O funcionário do ministério é filiado ao PP e foi secretário de Desenvolvimento em Uberaba na época de construção da filial da empresa.

A Ourofino não é a única empresa com a qual Rossi mantém relações próximas. Ele próprio admite receber empresários do setor em sua casa em Ribeirão Preto durante os finais de semana. “É natural que promova encontros dessa natureza”, disse. “Não tenho porque esconder minhas atividades como ministro de Estado”, completa

Fonte: O Estado

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ESCÂNDALO NA AGRICULTURA.

A primeira reação pública da presidente Dilma Rousseff às denúncias de grossa corrupção no Ministério dos Transportes foi a de dar um voto de confiança ao seu titular Alfredo Nascimento, a ponto de lhe atribuir o comando das investigações dos malfeitos. Dois dias depois, quando se revelou que o patrimônio de uma empresa do filho de Nascimento havia crescido inimagináveis 86.500% em dois anos, a presidente deu o dito pelo não dito. Ou, nas palavras do já ex-ministro, ao depor no Congresso, retirou-lhe o apoio prometido. A história - ou, pelo menos, a sua primeira parte - se repete.

No domingo, um dia depois de a revista Veja noticiar que um influente lobista aboletado no Ministério da Agricultura, Júlio Fróes, teria uma gravação na qual o secretário executivo da pasta, Milton Ortolan, exigiria 10% de propina para renovar o contrato de uma gráfica com o órgão, o Planalto informou que a presidente "reitera sua confiança" no ministro Wagner Rossi, que está tomando "todas as providências necessárias". A essa altura, Ortolan, que se declara amigo de Rossi há 25 anos e foi seu chefe de gabinete, havia se demitido, embora protestando inocência. O ministro também soltara uma nota dizendo não ter a menor ideia de quem era Fróes, o lobista.

Na semana anterior, Rossi já tinha sido colocado na berlinda por um ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, demitido por mandar pagar uma fatura de R$ 8 milhões a uma empresa fantasma. Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, ele afirmou que "só tem bandido" na pasta e na Conab. Rossi foi se explicar a uma comissão da Câmara - conforme instrução da presidente a todos os ministros em situação similar -, onde foi tratado na palma da mão pelos correligionários do PMDB, parceiros da base aliada e até parlamentares da oposição. Mas, à parte a confiança de Dilma, as coisas mudaram de figura para o apadrinhado do dirigente da sigla e vice-presidente, Michel Temer.

Em primeiro lugar, o relato da Veja não ficou na acusação de Fróes. Fala dos espaços de que ele dispunha, fazendo lembrar o poder exercido nos Transportes por um pseudosservidor que agia a mando do deputado Valdemar Costa Neto, um dos chefões do PR que controlavam a pasta. Entre outros feitos, Fróes chegou a redigir o equivalente à minuta de um contrato de R$ 9 milhões com a Fundação São Paulo, presidida por ele mesmo e mantenedora da PUC paulista. Rossi autorizou a contratação a toque de caixa. Depois, testemunhas teriam visto Fróes distribuindo pastas com dinheiro aos que o ajudaram no contrato.

Além disso, segundo a Folha de S.Paulo e O Globo, Rossi - que dirigia a Conab havia três anos quando foi promovido a ministro por Lula em março de 2010 - transformou numa sesmaria peemedebista, com vagas para o PTB e o PT, o organismo com um orçamento da ordem de R$ 2,8 bilhões. Nos seus cabides estão pendurados um filho do senador alagoano Renan Calheiros, um neto do senador cearense Mauro Benevides, um sobrinho do falecido político paulista Orestes Quércia e a ex-mulher do líder do partido na Câmara, Henrique Alves. Rossi, oriundo do quercismo, voltará a depor no Congresso amanhã, desta vez na Comissão de Agricultura do Senado.

Mas, enquanto não se materializar o espectro que ronda todas as autoridades na mira da imprensa - um letal "fato novo" -, ele tem as costas quentes. A sua queda não interessa nem à presidente nem aos sócios da coalizão governista, a começar do PT. Para Dilma, um coisa é afrontar o PR - e ainda assim, mordendo e assoprando -, outra é provocar o PMDB de Michel Temer, unido como nunca esteve, cujos 78 deputados e 20 senadores fazem da sigla a maior força do Congresso. O PT, por sua vez, tem um motivo capital para não criar marola. É o fundamentado temor de que, à primeira denúncia que espocar contra um companheiro, os aliados darão à oposição as assinaturas para a CPI sobre escândalos que o governo barrou no caso do PR.

"É perigoso dar um tratamento isonômico a situações diferentes", teoriza o senador petista Walter Pinheiro. Mas o deixa-disso deixa Dilma cada vez mais debilitada diante da tigrada

Fonte: O Estadão