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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A LISTA DE PIMENTEL

Antonio Palocci caiu porque não quis ou não pode divulgar a lista de clientes de sua consultoria. Já a lista do ministro Fernando Pimentel é conhecida. E não é boa para ele. De certo modo, sua situação explica por que Palocci preferiu deixar a chefia da Casa Civil a revelar nomes de clientes, contratos e valores recebidos.

A lista de Pimentel inclui dois tipos de clientes: empresas que tinham contratos com a prefeitura de Belo Horizonte quando o hoje ministro era prefeito e que continuaram tendo depois, quando o ex-prefeito mantinha forte influência na administração municipal; e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que, como toda entidade patronal, tem enorme interesse nas relações com os diversos níveis de governo.

Como Palocci, Pimentel também estava fora do governo quando prestou as consultorias. Mas, como Palocci, continuava na política e como integrante da cúpula do grupo político dominante no Brasil, o PT e seus aliados, com óbvia expectativa de voltar a algum governo muito brevemente.

Consultoria no Brasil de hoje é coisa séria. Não se trata de dar uma OC (Opinião Cinsera), como se brinca no meio. Há contratos nos quais se especificam assuntos, horas de trabalho, relatórios, documentos a serem apresentados e os nomes dos profissionais envolvidos. E depois há o acompanhamento: atas de reunião, participantes, textos e projetos apresentados. Para quê? Justamente para evitar a OC e a picaretagem. Por exemplo, para evitar que o presidente da companhia contrate um "laranja" para receber dinheiro e depois repassá-lo.

Pimentel diz que fez contratos informais, na base da confiança, e que não há relatórios porque praticou consultoria direta. Ou seja, foi lá e conversou com o pessoal.
É, pode ser, especialmente no caso de uma empresa privada pequena. Os sócios de uma nova empreiteira, por exemplo, podem querer saber como participariam de grandes obras públicas.
Contratam alguém do ramo, com experiência no setor público. Quem melhor que o ex-prefeito de uma cidade em obras?

Mas quanto valem essas conversas? Da empresa QA Consulting, a consultoria de Pimentel, a P-21, recebeu R$400 mil, em um ano e meio, sem especificar quantas conversas foram. Digamos que tenham sido 16, uma por mês. Dá R$25 mil por conversa, pagamento normal para um consultor de nível, como diz o pessoal do meio. Mas, como não há registro de quantas reuniões foram, a suspeita permanece, não é mesmo?

Qual suspeita? Uma conversa com alguém que sabe das coisas vale muito mais que uma simples consultoria. Uma conversa com alguém que tem acesso e influência sobre autoridades que decidem sobre gastos vale ainda muito mais. E se não houve conversa nenhuma?

É especulação, claro. Mas, como não há registro formal das consultorias, fica palavra contra suspeita.
O caso da FIEMG, que pagou R$1 milhão por nove meses de consultoria de Pimentel, é ainda mais grave. Foi uma consultoria cara sob qualquer padrão. Além disso, a Federação é uma entidade pública e que vive de dinheiro público, imposto recolhido na folha de pagamento. Obrigatoriamente, teria de prestar contas detalhadas desse contrato com o ex-prefeito. Mas não há nada: nem relatórios de reuniões, nem documentos produzidos pelo consultor, nem atas, nada.

Há apenas a palavra do então presidente da FIEMG, Robson Andrade, hoje presidente da Confederação Nacional da Indústria. Disse que foi uma consultoria sobre economia e sustentabilidade, que foi útil, e lembrou que entidades sindicais têm interesse em manter bom nível de relacionamento com os governos.

Certamente, mas qual tipo de relacionamento?

Resumo da ópera: Pimentel recebeu dinheiro de empresas privadas que tinham contratos com uma prefeitura que ele comandou e sobre a qual exercia influência. E de uma entidade patronal que praticamente confessa estar fazendo lobby. Tudo isso sem um papel, um documento, um relatório que formalize as consultorias.

Pimentel sustenta, entretanto, que a emissão de notas fiscais e o pagamento de impostos constituem a formalização da atividade profissional. Palocci dizia a mesma coisa. E não é verdade. Pimentel, como Palocci, não é acusado de sonegação de impostos. A suspeita, a desconfiança é outra: é de lobby, advocacia administrativa, recebimento de prêmios, dinheiro de campanha etc.

O ministro e as demais pessoas envolvidas dizem que são suspeitas indevidas, politicamente alimentadas e que não há prova de nada. De fato, não há também nenhuma prova de que as consultorias foram feitas.

Fonte: O Globo

CONSULTORIA: EMPRESA E PIMENTEL SE CONTRADIZEM

Pimentel confirma ter recebido dinheiro de empresa de bebidas, mas donos da firma negam

Hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), recebeu, em 2009, R$130 mil da ETA Bebidas do Nordeste, empresa que produz o refresco de guaraná Guaraeta em Paulista, na Região Metropolitana de Recife. Segundo Pimentel, sua empresa P-21 Consultoria e Projetos Ltda, de Belo Horizonte, teria sido contratada para "elaborar um estudo de mercado para a empresa" pernambucana. Porém, os sócios da empresa de bebidas e o seu administrador na época negam terem contratado o serviço.

Em entrevistas ao GLOBO no fim de semana e na última segunda-feira, Pimentel mencionou três clientes de sua empresa - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Convap e QA Consulting - e omitiu a ETA Bebidas, na hora de somar os valores que recebeu até o fim de 2010. Os pagamentos da ETA a Pimentel foram feitos em duas parcelas, o primeiro de R$70 mil, em maio de 2009, e o segundo de R$60 mil, em julho do mesmo ano. Pimentel montou a consultoria logo depois de deixar a prefeitura, em 2009, e se desligou antes de virar ministro do governo Dilma.

- Ih, rapaz, esse negócio é muito estranho. É valor muito alto para o trabalho que a gente tinha. Tem alguma escusa, tentaram esconder alguma coisa - disse Roberto Ribeiro Dias, que participou do quadro societário da ETA até 2010.

Aparentemente o plano de negócios que o ministro informa ter desenvolvido não foi bem sucedido: desde então, as atividades da empresa foram diminuindo, até que a ETA fosse vendida ao pernambucano Ricardo Pontes, no início deste ano. O slogan da empresa, no Nordeste, é "Guareta, naturalmente porreta!". Hoje a ETA funciona num galpão numa rua discreta e sem saída, no município de Paulista, região Metropolitana de Recife, e está inoperante.

- Esses valores (pagos a Pimentel) não são compatíveis para o nosso negócio. O que a gente fazia de vez em quando era contrato de R$10 mil, R$15 mil para meninas fazerem propaganda em jogo do Sport com o Santa Cruz. A gente não tinha condições de fazer nada muito diferente disso - diz Ribeiro Dias.

Firma atuava só no Nordeste, diz sócio

O GLOBO localizou ontem outro sócio de Dias na empresa de bebidas, Eduardo Luis Bueno, que disse desconhecer a prestação dos serviços de consultoria.
- P-21? Fernando Pimentel? - perguntou, querendo saber o valor que teria sido pago para a empresa do ministro.

Ao ser informado que foram R$130 mil, Bueno respondeu:
- Difícil.
Bueno afirmou que a empresa funciona apenas no Nordeste e que levantaria informações sobre o assunto. Durante a tarde, novos contatos foram feitos com o empresário no escritório de sua outra empresa, a Unaprosil (que atua com produtos químicos), em São Paulo. Funcionários informaram que ele não estava no local e que não seria mais possível falar com ele.

Além da ETA, Bueno já foi sócio de uma empresa em Belo Horizonte, que funciona em uma pequena sala do Bairro Estoril, a Caraça Construções Ltda. Firma com amplo objeto social (construção de rodovias, aluguel de máquinas, aeronaves e comércio varejista), ela foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por doação ilegal de R$361 mil a dez candidatos a deputado nas eleições de 2006, em Minas.

Os beneficiados foram três candidatos do PV, três do PP, um do PL, um do PSC e um do PSDB. A menor doação teria sido feita a um do PT: R$600 para o deputado federal Virgílio Guimarães. A empresa declarou rendimento igual a zero em 2005, por isso não teria condições de fazer as doações. Bueno se livrou de pagar multa de R$1,7 milhão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque o Ministério Público Eleitoral teria apresentado o processo depois do prazo legal.

O GLOBO também localizou, por telefone, o terceiro sócio da ETA Bebidas, Adriano Magalhães da Silva, que entrou no lugar de Dias e ainda trabalha na sede da Unaprosil, no Rio.
- Olha, não sei de nada disso, quem respondia pelas ações da empresa era o administrador (por nós nomeado), o Leonardo. Só ele pode responder sobre essa história - disse o empresário, informando o número de Leonardo Coelho.

Ao ser questionado sobre a consultoria de Pimentel, Coelho mostrou surpresa:
- Não sei disso, mas foi o Adriano que pediu para você me ligar? Vou ver com ele essa história e te ligo em seguida - afirmou, sem retornar as ligações e deixando de atender o telefone durante toda a tarde de ontem.

O novo dono da empresa, Ricardo Pontes, disse que os antigos sócios nunca comentaram sobre uma eventual consultoria de Pimentel.
- Eles pretendiam vender chá aqui, mas o negócio não deu certo e eu não fiquei com a empresa deles, que é outra figura jurídica. Só posso responder pela minha parte - disse o empresário, que pretende usar a estrutura comprada para produzir sucos de uva, laranjas e frutas vermelhas em garrafas, que estão para chegar ao mercado.

A assessoria de Pimentel confirmou em nota que a P-21 recebeu os pagamentos da ETA. Depois, ao voltar a ser procurada pelo jornal para comentar o fato de os sócios da ETA terem negado o negócio, a assessoria do ministro não retornou mais.

Fonte: O Globo

domingo, 5 de junho de 2011

BAFÔMETRO, DNA E CONSULTORIAS.


Celso Ferri

 Quando um motorista se recusa a soprar no bafômetro, ele é imediatamente suspeito de estar embriagado; quando um homem se recusa a fazer o teste de DNA para determinar paternidade, ele é imediatamente suspeito e alguns juízes aceitam a recusa como admissão tácita de que é realmente o pai do pimpolho.

Agora, quando um consultor se recusa a revelar a lista de seus clientes que lhe pagaram, como se diz, os olhos da cara por seus conselhos... aí tem coisa: ninguém iria lhe pagar por conselhos banais ou, mesmo, de algum valor comercial.
Pelas quantias pagas, é de se supor que a informação foi valiosíssima e partiu de quem tem conhecimentos que extrapolam a área comercial e entram "de com tudo" nos meandros do governo. 
Para saber como funciona o governo, não há necessidade de pagar tanto: todo mundo sabe. 

O busílis é saber como fazer mover a máquina a favor deste ou daquele interessado — e isto, o dr. Palocci sabe, vale ouro, diamantes e apartamentos de vários milhões.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A JOGADA DAS CON$ULTORIAS NO BRASIL E EM MARICÁ.

JOSÉ DIRCEU FOI APONTADO PELO STF COMO O CHEFE DA QUADRILHA. NINGUÉM INVENTOU ISSO. HÁ UMA QUADRILHA, UM BANDO. É UM FATO. HÁ DOCUMENTAÇÃO E PROVA NO STF. É O CASO CHAMADO MENSALÃO. E O FIM DO JULGAMENTO DEVE OCORRER EM 2012.
       DIRCEU TAMBÉM TEM CONSULTORIA. ELE DESCOBRIU QUE O NEGÓCIO DO PETRÓLEO EM MARICÁ VIROU UMA GRANDE MINA DE OURO. O PETRÓLEO VAI ATRAIR MUITAS EMPRESAS PARA MARICÁ E ELAS VÃO PRECISAR DE CONSULTORIA.
NINGUÉM CHEGA A UM LUGAR DESCONHECIDO SEM FAZER CONSULTA. ATÉ AÍ TUDO BEM. O PROBLEMA É QUANDO QUEM DÁ A CONSULTA É O MESMO QUE ESTÁ NO GOVERNO. É O CASO EM MARICÁ DE MARIA HELENA ALVES OLIVEIRA E MARCELO SERENO. AMBOS SÃO AMIGOS DE ZÉ DIRCEU, COMO TODOS SABEM, E FORAM POSTOS EM MARICÁ POR ELE PARA LÁ “FAZER AS BASES”. ELA É PROPRIETÁRIA DA CTM, E ELE É DONO DA ESPARTACUS CONSULTORIA INSTITUCIONAL.
TODO O MUNDO SABE O QUE FAZEM AS CONSULTORIAS. O PROBLEMA É QUANDO A CONSULTORIA PERTENCE A ALGUÉM QUE TRABALHA NO GOVERNO E ADMINISTRA ORÇAMENTO. ESSE ALGUÉM ACABA MISTURANDO SEUS INTERESSES PARTICULARES DE LUCRO COM OS INTERESSES COLETIVOS E PÚBLICOS DA POPULAÇÃO. É PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL SE SEPARAR UMA COISA DA OUTRA. APENAS NA TEORIA. QUEM POSSUI EMPRESA, PRINCIPALMENTE DE CONSULTORIA, DEVERIA FICAR FORA DOS GOVERNOS, E VIGIADO NO LADO DE “FORA”. DO CONTRÁRIO, É COMO BOTAR A RAPOSA PRA TOMAR CONTA DO GALINHEIRO.
       ZÉ DIRCEU TEM A CARA-DE-PAU DE DIZER QUE OS PETISTAS SÃO BONS CONSULTORES E CAROS. SIM, AQUELE PARTIDO QUE CRESCEU ÀS CUSTAS DO DISCURSO DA “CLASSE TRABALHADORA”, QUE CRESCEU PROMETENDO ESTATIZAR O SISTEMA FINANCEIRO E GRITAVA “FORA FMI”, QUE ESTAVA AO LADO DO FUNCIONALISMO; AQUELE PARTIDO QUE ARREGIMENTAVA “FRANCISCANOS” POBRES E MILITANTES QUE TIRAVAM DO PRÓPRIO BOLSO PRA FAZER CAMPANHA NA RUA; AQUELE PARTIDO QUE ERA OPOSIÇÃO A SARNEY, AO COLLOR, À REDE GLOBO, AO GRANDE CAPITAL: ONDE ELE ESTÁ?
       PARTIDO DOS TRABALHADORES? NÃO. PARTIDO DOS CONSULTORES. O “COMPANHEIRO” FICA MINISTRO OU SECRETÁRIO DE FAZENDA EM ALGUNS GOVERNOS E SE APRESENTA PARA CRIAR UMA CONSULTORIA. POR QUÊ? PORQUE DEPOIS QUE SAI DO GOVERNO, EM QUE VAI TRABALHAR? NO QUE SE ESPECIALIZOU? ESPECIALIZOU-SE EM PROCESSAR INFORMAÇÕES IMPORTANTES. QUANDO ESTEVE DENTRO DO GOVERNO FEZ MUITOS CONTATOS COM EMPRESAS E GENTE DE IMPORTÂNCIA, FEZ UM VERDADEIRO “CADASTRO”. QUANDO SAI DO GOVERNO, COM ESSE “CADASTRO” EM MÃOS E OS “CONTATOS DE AMIGOS QUE FICARAM NO GOVERNO”, O CONSULTOR VAI SUGERIR À EMPRESA-CLIENTE QUAL A MELHOR APLICAÇÃO NA CIDADE. ELE SABE QUAL SERÁ O INVESTIMENTO DO GOVERNO A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZOS, E ASSIM PODERÁ COM TEMPO PROJETAR O BOM INVESTIMENTO FUTURO. ELE POSSUI INFORMAÇÕES E CONTATOS INTERNOS PRIVILEGIADOS, E COM ISSO FAZ GRANDES NEGÓCIOS E PODE INTERMEDIÁ-LOS. É UMA FORMA DE REALIZAR O VELHO CRIME DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, APENAS DANDO-SE O NOME BONITO DE CONSULTORIA.
SE DIZEM QUE É IMPOSSÍVEL O MINISTRO OU O SECRETÁRIO NÃO CONFUNDIREM SEUS NEGÓCIOS PARTICULARES COM OS PÚBLICOS, POR QUE A LEI AINDA PERMITE O EMPRESÁRIO TOMAR POSSE DE CARGO PÚBLICO?
       VOCÊ CONHECE ALGUMA CRIANÇA QUE, NUMA RODA DE AMIGOS, DIZ ASSIM: MEU GRANDE SONHO É SER CONSULTOR DE EMPRESAS? É CLARO QUE NÃO. MAS DEPOIS QUANDO O SUJEITO CRESCE, DESCOBRE QUE ESTE É UM BOM NEGÓCIO E DÁ DINHEIRO EM POUCO TEMPO. PALOCCI TEM QUE SE EXPLICAR COMO PÔDE TORNAR SER PATRIMÔNIO 20 VEZES MAIOR, EM TÃO POUCO TEMPO.
       OS PETISTAS ESTÃO APRENDENDO ISSO. IDEOLOGIA SOCIALISTA? PIADA DE SALÃO. QUAQUÁ QUER FAZER AQUI EM MARICÁ O MESMO SOCIALISMO PETROLÍFERO DE HUGO CHAVES, UM “SOCIALISMO DE CONSULTORES”. UM SOCIALISMO EM QUE OS COMPANHEIROS QUE REPRESENTAM A “CLASSE TRABALHADORA” SÃO RICOS E EMPRESÁRIOS DE CONSULTORIAS, COM ESCRITÓRIOS NA AVENIDA PAULISTA E APARTAMENTOS DE 6 MILHÕES.
       É PRECISO QUE A JUSTIÇA QUEBRE O SIGILO BANCÁRIO DESSAS PESSOAS ENVOLVIDAS. QUEM É MINISTRO OU SECRETÁRIO TEM QUE MOSTRAR SEU PATRIMÔNIO ANTES E DEPOIS DO GOVERNO. QUEM NÃO DEVE NÃO TEME. E QUEM ACHAR ISSO ERRADO QUE VÁ PROCURAR OUTRO EMPREGO!
       EM MARICÁ, MARIA HELENA ASSUMIU AS PASTAS ESTRATÉGICAS (FAZENDA, EXECUTIVA, T.I., CONTROLE INTERNO, RH). COMO PODE UMA “CONSULTORA DE TRIBUTOS MUNICIPAIS” SER AO MESMO TEMPO SECRETÁRIA DE FAZENDA? EM NOVA IGUAÇU, AO LADO DE LINDBERGH FARIAS, TENTOU DIRECIONAR LICITAÇÃO DE EMPRESA DA FAMÍLIA – A DSF. TUDO RELATADO E NO MP DE MANAUS, PELO VEREADOR MARCELO RAMOS. OLHANDO O JOM DE MARICÁ, VEMOS UM FESTIVAL DE DISPENSAS, INEXIGIBILIDADES, OMITIDOS E RERRATIFICAÇÕES QUE DEIXAM A LINGUAGEM ININTELIGÍVEL, FEITA PRA NINGUÉM ENTENDER MESMO, NEM MESMO OS PROFISSIONAIS DO RAMO, COMO OS ADVOGADOS ENTENDEM DIREITO. O DISCURSO DE MH É TRAZER A MODERNIZAÇÃO CONTRATANDO MUITAS EMPRESAS. ORA, ELA ESTÁ COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO PARA, NO MÍNIMO, CONSTRUIR UM CONJUNTO DE DEMANDAS POR SERVIÇOS FUTUROS. QUER DIZER, POR BAIXO, ELA PREPARA A FUTURA CLIENTELA PARA SUA EMPRESA OU A EMPRESA DE AMIGOS NA CIDADE. NÃO TEM COMO SAIR PERDENDO.
       MARCELO SERENO, IDEM. MAL SAIU DE “MANGUINHOS” E JÁ ESTÁ DE OLHO NO PETRÓLEO DO COMPERJ, EM MARICÁ. É DONO DA ESPARTACUS.
       NADA COMO UMA CIDADE MÉDIA EM CRESCIMENTO PARA SE INVESTIR EM CONSULTORIA! DEPOIS DE QUATRO ANOS DE MANDATO, ESSES SECRETÁRIOS ESTARÃO DO LADO DE “FORA” COM UMA LISTA ENORME DE CLIENTES QUE SABEM: OS DOIS EX-SECRETÁRIOS TÊM CONTATO NA ADMINISTRAÇÃO E NOS CARTÓRIOS E PODEM “AGILIZAR” O PROCESSO DE INICIAÇÃO DA EMPRESA.
       EM MARICÁ A COISA SE AGRAVA. AQUI HÁ DÚZIAS DE PROCESSOS ABERTOS NO MP ARGUINDO DIVERSAS MOVIMENTAÇÕES, QUE LEVAM AS DIGITAIS DE MH, NO MÍNIMO ESTRANHAS. É O CASO DOS CONTRATOS MILIONÁRIOS COM A HOPE CONSULTORIA, A DBSELLER, A PEÇA OIL DISTRIBUIDORA, A ENGEBIO, E OUTRAS. SÃO CONTRATOS DE PORTE DE CIDADE GRANDE.
       TODOS OS CONTRATOS E NOMEAÇÕES ASSINADOS POR MARIA HELENA E MARCELO SERENO DESDE QUANDO CHEGARAM À PMM DEVEM SER AUDITADOS IMEDIATAMENTE.
       EM MARICÁ, MUITOS ESTÃO MORRENDO NA SAÚDE PÚBLICA FALIDA; ITAIPUAÇU ESTÁ PIOR QUE A LUA, EM MATÉRIA DE CRATERAS; O LIXO CAMPEIA PELAS ESQUINAS; DENGUE E PERNILONGO E RATOS; O MATO TOMA CONTA DAS RUAS; ASSALTOS E SEQUESTROS E SAIDINHAS DE BANCO; TRÁFICO DE DROGAS CRESCENTE; DESEMPREGO; SERVIDORES MASSACRADOS E SEM SALÁRIO, ETC.
       NÃO DÁ MAIS PRA SUSTENTAR VAMPIROS QUE ESTÃO NA PMM APENAS PARA SUGAR O SANGUE DA POPULAÇÃO E AINDA PREPARAR TERRENO PARA SUAS LINDAS E RENTÁVEIS CONSULTORIAS.


                                                                      

quarta-feira, 18 de maio de 2011

MINISTROS CONSULTORES.


 Pelo menos cinco ministros do governo federal têm empresas de consultoria que continuam ativas em pleno exercício do cargo. Enquanto o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, mudou o ramo de atividade de sua antiga empresa de consultoria, a Projeto, atendendo à recomendação da Comissão de Ética da Presidência, os colegas de Esplanada não fizeram o mesmo. São eles: Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Comércio e Indústria), José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Leônidas Cristino (Portos) e Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional).

Dados da Receita Federal mostram que as empresas em nome desses cinco ministros estão com o registro "ativo" para atividades de consultoria.
Em declaração à imprensa na segunda-feira, 16, o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, afirmou que recomendou a Palocci que alterasse o objeto social de sua empresa do ramo de consultoria para o de administração imobiliária.
Na avaliação de Pertence, a descrição "consultoria" era ampla demais e abriria possibilidade de conflito de interesse com um cargo de ministro de Estado - no caso do ministro Palocci, especialmente pelo fato de ele ser chefe da Casa Civil, espécie de núcleo central por onde transitam todas as ações estratégicas do governo.
Nesta terça-feira, 17, procurado pelo Estado por intermédio de sua assessoria de imprensa, o presidente da Comissão de Ética Pública não quis se manifestar sobre os casos dos outros cinco ministros que mantêm empresas de consultoria.

Fonte: O Estadão -

terça-feira, 17 de maio de 2011

PALOCCI: COBRANÇA DA FATURA.

O Palácio do Planalto na era Dilma Rousseff vive sua primeira tormenta, tendo no centro do furacão seu principal ministro, Antonio Palocci (Casa Civil). Momento visto pela base aliada como a oportunidade tão esperada para cobrar o atendimento de pedidos esquecidos nos escaninhos do Planalto.
É o velho filme de sempre. A cada crise no governo de plantão, os chamados aliados costumam se dividir em duas alas. A dos que buscam apoiar de imediato o ministro em apuros para se tornarem credores confiáveis. E a dos que fazem cobranças públicas por se considerarem alijados. Afinal, não veem motivos para defender quem não lhes estende a mão.
Por enquanto, o grupo dos que hipotecam apoio a Palocci é maioria. Nem todos o fazem com sinceridade. Muitos cumprem apenas a encenação necessária diante da crença de que a tormenta passará e o ministro seguirá a vida no comando da Casa Civil. Reservadamente, alguns chegam a dizer que ele deveria dar explicações mais detalhadas para o aumento de seu patrimônio revelado pela Folha.
Cobrança que alguns petistas estão fazendo publicamente. Não deixam de defender o aliado, mas em seguida acrescentam que seria interessante Palocci esclarecer publicamente o que sua empresa de consultoria, a Projeto, fazia, quanto faturava, buscando eliminar qualquer tipo de dúvida sobre a origem dos recursos que bancaram a compra do apartamento de R$ 6,6 milhões em São Paulo.
O fato é que Palocci terá de conviver, nos próximos dias, com esses dois tipos de aliados. O risco, para ele, é o grupo dos que fazem cobranças aumentar de acordo com o desenrolar do noticiário. Risco que, na avaliação de amigos, existe, na medida em que o ministro da Casa Civil decidiu não revelar nenhum detalhe sobre o cotidiano de sua empresa de consultoria.
Sua decisão só faz reforçar o argumento daqueles que enxergam irregularidades em seus negócios privados. Quanto mais se recusa a dar detalhes sobre as atividades de sua consultoria, mais estimula seus inimigos e pretensos aliados a levantarem questionamentos sobre a lisura dos serviços que prestava. Ainda mais tendo sido ele ministro da Fazenda e muito próximo do ex-presidente Lula, alguém com acesso a gabinetes de Brasília. Ou seja, argumentos e dados seus adversários têm de sobra para dispararem torpedos na sua direção.
Tendo já enfrentado outras crises, Palocci sabe muito bem que todo aquele que decide atuar na vida pública corre riscos e deveria estar preparado para não deixar perguntas sem respostas. Por sinal, essa deveria ser uma regra básica para todo aquele que decide ter um cargo público. Estar preparado para responder todo e qualquer tipo de questão sobre dados que possam, de uma forma ou de outra, interferir no seu trabalho

Valdo Cruz - Folha.com

O NEGÓCIO É CONSULTORIA COMPANHEIROS!!!

Nos bastidores da política nacional, não se fala em outra coisas que não seja o enriquecimento quase instantâneo do ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, revelado recentemente em uma matéria do jornal Folha de São Paulo.
Segundo a matéria do jornal, devidamente apurada, o ministro vinteplicou seu patrimônio de 2006, quando assumiu o cargo de deputado federal com apenas R$ 375.000,00 declarados, até 2010, quando compra dois imóveis totalizando mais de 7 milhões de reais. O problema é que mesmo o salário bruto de deputado federal, contando os quatro anos de exercício da função, não ultrapassa 1 milhão de reais. De onde viria esse dinheiro todo?
Meus parabéns para quem chutou CONSULTORIA! Afinal, os petistas são ótimos e caros consultores. Já diria José Dirceu.
Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência, destacou que o colega foi muito cuidadoso e buscou se enquadrar dentro de todos os aspectos da lei antes de aceitar o cargo mais importante dentro do governo Dilma. “Ele cumpriu rigorosamente todos os encaminhamentos necessários para uma pessoa que geria uma empresa ou alguma atividade econômica antes de assumir o ministério”, disse Carvalho.
Já o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi um pouco mais incisivo na declaração: “Estava me preparando para pedir informações para o próprio ministro-chefe da Casa Civil e para a Comissão de Ética Pública [da Presidência], quando fui informado [que a oposição entrará com representação]. Decidi aguardar para ver os elementos que serão apresentados a mim”. E completou: “Qualquer fato que envolva autoridade pública merece um olhar mais cuidadoso”.

1ª Dama, nomeada na PMM, O prefeito Quaquá, Marcelo Sereno e Lindbergh Farias. Marcelo Sereno possui firma de CONSULTORIA no ramo de PETRÓLEO. Em Maricá, com Maria Helena Alves Oliveira, administra 20 MILHÕES EM ROYALTIES DE PETRÓLEO. Coincidência???
http://bit.ly/mjZhIs
Fonte: