Geralmente desconhecida por grande parte da população, é uma doença que atinge os adolescentes, acomete mais os meninos e a faixa etária mais atingida vai de 06 a 18 anos, sendo mais comum na puberdade e rara abaixo dos 09 anos. Uma deficiência na irrigação arterial ocasiona necrose ( morte ) da cabeça do fêmur, podendo numa fase mais avançada também atingir o colo do osso.
Tecnicamente a doença é uma epifisiólise femoral proximal e pode ser classificada como :
Epifisiólise aguda - A criança apresenta-se com quadro radiológico positivo. A instalação é súbita, geralmente associada a episódio de queda ou trauma e há dor importante no quadril, cuja sintomatologia tem menos de três semanas de duração.
Epifisiólise crônica - A criança apresenta-se com quadro radiológico positivo, inclusive já exibindo certo grau de remodelação do colo femoral. Os sintomas têm mais de três semanas de duração, são moderados e usualmente associados a claudicação.
'Epifisiólise crônica agudizada - A criança apresenta-se com quadro radiológico positivo, inclusive mostrando mudanças no colo femoral que sugerem cronicidade. Os sintomas de dor moderada e claudicação têm duração maior que três semanas, contudo há um episódio agudo (trauma) de duração inferior que agrava sensivelmente os sintomas.
Pré-epifisiólise - Radiologicamente há mudanças na fise e na metáfise (alargamento da fise, osteoporose, cistos metafisários, etc) contudo não há escorregamento epifisário. Os sintomas podem variar de discreta fraqueza no quadril e coxa, até dor. Deve-se procurar esta categoria especialmente em crianças com escorregamento contralateral ou sindrômicas.
Epifisiólise traumática - É ocasionada por trauma de alta energia, não precedido de sintomas e cuja radiologia não evidencia sinais de cronicidade. Trata-se da fratura tipo I de Salter-Harris (deve ser desconsiderada no estudo da epifisiólise verdadeira).
Não existe um fator determinante e as causas podem ser diversas, as principais são:
Desequilíbrio endócrino;
Trauma;
Inflamação;
Nutrição inadequada;
Fatores genéticos.
Outras causas possíveis:
Estresse (Stress);
Após radioterapia
Osteodistrofia renal
Hipotiroidismo
Hipopituitarismo
Mielomeningocele
É importante que os pais fiquem atentos aos sintomas, principalmente dor súbita com diminuição dos movimentos do quadril, crianças que começem a mancar súbitamente sem história de trauma ou queda e até a uma dor persistente no joelho pode ser indicação da doença.
Há dois tipos de crianças que são mais comumente atingidas, as muito alta e magras que geralmente são acometidas na fase do estirão puberal ( entre 13 e 15 anos ) e as altas e obesas , com genitália ainda pouco desenvolvida, não sendo rara uma história traumática.
TRATAMENTO:
O tratamento pode ser conservador ou cirurgico:
Conservador:
Uso de muletas
Fisioterapia
Aparelho de abdução articulado
Medicamentos
Repouso
Obs.:Depende do tratamento indicado. Para crianças sob observação devem ser evitadas atividades e exercícios de impacto nos quadris (saltar, correr, etc.). Elas devem levar uma vida escolar normal e participar em todas as outras atividades que não impliquem em suportar pesos excessivos.
Cirúrgico:
Abaixamento do teto acetabular
Osteotomias varizantes Ou valgizantes
Evolução a longo prazo
Depende da extensão é do envolvimento da cabeça femoral (quanto menor, o prognóstico é melhor) como também da idade da criança (o prognóstico é melhor se mais jovem que 6 anos). A duração do processo, da fragmentação à regeneração leva entre 12 e 18 meses. Em geral, o prognóstico a longo prazo é bom na maioria dos casos.
Resumindo, a Doença de Legg-Calvé-Perthes ou Necrose asséptica da cabeça femoral é uma doença de degeneração do quadril onde a porção arredondada do maior osso da perna perde parte da sua irrigação sangüínea e morre. As deformidades na função articular podem ser causadas por uma história prévia de trauma ou não, é válido lembrar que esse tipo de Doença de Perthes existem vários tipos de alternativas para retardar como o uso de antiinflamatórios, fisioterapia e bengalas, até chegar ao ponto de cirurgia.
Fontes: Wikipédia
Cinica do Quadril
FisioWeb
Milani, C. . Patologias do quadril infantil. Escola Paulista de Medicina, São Paulo, 1992.
Tachdjian, M.O. . Ortopedia pediátrica. Ed. Manole, 2ª ed.(trad.), 1995
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
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