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sábado, 31 de agosto de 2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESP.SANTO ABRE 66 VAGAS PARA RESIDENTES

O Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) anunciou abertura de processo seletivo para 66 vagas para Residência Médica, com ingresso previsto no ano de 2014. As provas objetivas serão realizadas no dia 04 de novembro e as provas práticas nos dias 05 e 06 de dezembro de 2013.

As inscrições devem ser realizadas preferencialmente no endereço eletrônicowww.ccs.ufes.br/residenciamedica. Em caso de dificuldade, a inscrição também poderá ser realizada na secretaria da Comissão de Residência Médica da Universidade. O valor da taxa de inscrição é de R$ 250.

Edital completo encontra-se disponível em www.ccs.ufes.br/residenciamedica ewww.ufes.br.

Confira as áreas de conhecimento e número de vagas específicas:

01- Clínica Médica - 11 vagas (03 vagas reservadas para Serviço Militar e Provab)
02- Cirurgia geral - 08 vagas (01 vaga reservada para Serviço Militar)
03- Obstetrícia e Ginecologia - 05 vagas
04- Pediatria - 04 vagas
05- Anestesiologia - 03 vagas
06- Patologia - 01 vaga
07- Infectologia - 02 vagas
08- Oftamologia - 03 vagas
09- Dermatologia - 02 vagas
10- Radiologia e Diagnóstico por imagem - 04 vagas
11- Urologia - 02 vagas - pré-requisito em Cirurgia Geral
12- Cirurgia Vascular - 02 vagas - pré-requisito em Cirurgia Geral
13- Gastroenterologia - 02 vagas - pré-requisito em Cirurgia Geral
14- Mastologia - 01 vaga - pré-requisito em Obstetrícia e Ginecologia ou Cirurgia Geral
15- Medicina Intensiva - 02 vagas - pré-requisito em Clínica Médica ou Cirurgia Geral
16- Cirurgia de Aparelho Digestivo - 02 vagas - pré-requisito em Cirurgia Geral
17- Reumatologia - 02 vagas - pré-requisito em Clínica Médica
18- Nefrologia - 02 vagas - pré-requisito em Clínica Médica
19- Cardiologia - 02 vagas - pré-requisito em Clínica Médica
20- Neonatologia - 03 vagas - pré-requisito em pediatria
21- Hepatologia - 01 vaga - pré-requisito em Gastroenterologia ou Clínica Médica ou Infectologia
22- Transplante de Fígado - 01 vaga - pré-requisito em Cirurgia do Aparelho Digestivo
23- Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia - 01 vaga - pré-requisito em Obstetrícia e Ginecologia


Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 26 de julho de 2013

REMENDO NO "MAIS MÉDICOS"

O Estado de S.Paulo
As mudanças que o governo quer introduzir no seu polêmico programa Mais Médicos - destinado a aumentar o número desses profissionais, em especial nas regiões mais carentes do País -, como resposta às duras críticas que ele vem recebendo desde que foi lançado, só complicam as coisas. Não poderiam ser mais infelizes as medidas com as quais o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pretende dar consistência a um programa que, como ficou claro desde o início, foi formulado canhestramente por pessoas que parecem não entender suficientemente do assunto.
De acordo com uma delas, instituições privadas de ensino que estiverem dispostas a fazer doações ao Sistema Único de Saúde (SUS), na forma de investimentos, tanto em prédios como em equipamentos, terão maiores facilidades que seus concorrentes na abertura de novas Faculdades de Medicina. Pesará nesse caso também o preço das mensalidades a serem cobradas dos alunos.
Com essa fórmula, aparentemente engenhosa, o governo pretende ao mesmo tempo fortalecer o SUS e atingir a sua ambiciosa meta de criar 11.447 novas vagas em cursos de Medicina, em 60 municípios, até 2017 - 7.832 em instituições privadas e 3.615 em universidades federais.
O ministro não vê problemas em fazer aquela troca de doações por vagas, desde que se garanta a qualidade dos novos cursos, porque a seu ver os donos das instituições privadas ganham muito com a utilização da rede de hospitais e ambulatórios do SUS, onde se faz a formação prática de seus estudantes.
As coisas não são exatamente como pretende o ministro. Ele se esquece de que hospital do SUS não é hospital-escola, ou seja, não é nele que se faz aquela formação. Logo, as faculdades privadas não ganham nem perdem com o SUS. Portanto, se fizerem alguma doação, não será porque se julgam devedoras do governo, mas porque isso vale a pena pelas facilidades que receberão em troca.
Em vez de ajudar a melhorar as relações do governo com as entidades representativas dos médicos a respeito do Mais Médicos, essa medida tende a piorá-las, a julgar pela reação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo seu vice-presidente, Carlos Vital, ela é "um equívoco na sua essência", porque o Brasil já possui número suficiente de médicos. "Hoje o número disponível de vagas já é mais do que suficiente para a projeção do crescimento demográfico. É uma irresponsabilidade abrir vagas nos cursos médicos quando se deveria qualificar a formação profissional", diz ele.
Em outras palavras, precisamos mesmo é de médicos mais qualificados. Quanto ao critério do custo das mensalidades, Vital adverte que pode criar um "balcão de negócios", no qual terá preferência para abrir novos cursos quem oferecer o menor preço. Nem sempre alto custo garante boa qualidade, argumenta. Ele pode vir acompanhado de má qualidade.
A outra medida anunciada por Mercadante é igualmente polêmica - a transformação em residência médica dos dois anos que os estudantes de Medicina terão de trabalhar obrigatoriamente no SUS, pagos com uma bolsa do Ministério da Educação, depois de concluído os seis anos do curso. O que levou o governo a isso foi a péssima repercussão na classe médica tanto daquele trabalho compulsório como da extensão em mais dois anos do curso de Medicina, segundo a proposta original. Contabilizar esse tempo como residência seria uma forma de resolver o problema, se ele fosse assim tão simples.
A primeira pergunta que o ministro Mercadante terá de responder, quando oferecer detalhes de sua proposta, é como essa residência poderá ser feita na rede do SUS, se os seus não são hospitais-escola. Residência não se faz em qualquer hospital. E os cinco hospitais universitários que ele promete construir não poderão, evidentemente, cumprir esse papel, porque suas vagas nem de longe serão suficientes.
Esse é mais um remendo que reforça a impressão de que o Mais Médicos resultou de uma lamentável improvisação pela qual se poderá pagar caro.