Mostrando postagens com marcador venda de emendas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador venda de emendas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BARBIÉRE ACUSA DEPUTADO DO PV DE VENDER EMENDAS.

O deputado Roque Barbiere (PTB), pivô das acusações de venda de emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo, apontou ontem à noite, em discurso no plenário, o primeiro nome de um colega segundo ele suspeito de integrar o esquema. Trata-se de Dilmo dos Santos (PV), um dos membros do Conselho de Ética. Conforme o petebista, seu colega parlamentar do PV fez sete indicações negociadas para cidades do interior.

"A imprensa, sem que eu desse um nome, já podia investigar. Por exemplo, essa eu já assumo, o membro do Conselho de Ética José Dilmo mandou para a minha região sete emendas para fazer barracões, todas de R$ 150 mil, para caracterizar a carta-convite. Logicamente, só foi por isso", disse Barbiere. "A imprensa, não foi o deputado Roque Barbiere, foi a Lourdes (SP) entrevistar o prefeito Franklin.

Perguntaram para que serviria o barracão. Ele disse que não sabia. Foram entrevistar o João, presidente da Câmara. Ele também disse que não sabia. O que significa? Que esse prefeito não correu atrás desta verba, ela foi oferecida a ele por alguém", disse. Os barracões aos quais se referia são galpões multiuso indicados por Dilmo para cidades do interior. O único que o deputado verde admite ter saído de emenda da sua cota de R$ 2 milhões é o da cidade de Lourdes. Os outros, diz, foram indicações que fez ao governo, fora de sua cota. Parte das informações trazidas à tona por Barbiere já haviam sido publicadas na imprensa em semanas anteriores.

O pivô das acusações de venda de emendas ainda levantou suspeitas sobre a forma de contratação das empresas que, segundo ele, executam as obras. "Coincidentemente, três cartas-convite foram apresentadas pelo mesmo engenheiro. Isso é normal? Não é normal", afirmou. Ministério Público. O deputado petebista voltou a sustentar que levará nomes e testemunhas ao Ministério Público e agradeceu o Conselho de Ética por tê-lo convidado, e não convocado, a dar explicações. "Quero agradecer ao Conselho de Ética que, por cortesia, me convidou em vez de convocar, pois se convoca bandido". Embora tenha ido à tribuna e prometa falar aos promotores, o deputado tem se recusado a comparecer ao Conselho de Ética, para a qual enviou um relato de diversas páginas em que não aponta nomes de parlamentares supostamente envolvidos no esquema. Barbiere subiu ontem à tribuna após o deputado Carlos Giannazi (PSOL) ter discursado em favor do prosseguimento de um processo contra o petebista caso ele não apresente nomes dos supostos envolvidos nas vendas de emenda.

O deputado ainda se gabou da aprovação de projetos elaborados em conjunto por todas as lideranças da Casa que pretendem dar mais transparência à indicação e à execução das emendas. "O projeto só saiu por causa das minhas denúncias."

Fonte: O Estado de São Paulo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ALCKMIN INDIGNADO COM VENDA DE EMENDAS.



Continua causado polêmica a denúncia inominada do deputado Roque Barbiere de que um terço dos parlamentares da Assembleia Legislativa paulista negociam emendas ao orçamento estadual. Sem dar os nomes dos eventuais envolvidos no esquema criminoso, Barbiere acabou conquistando o que mais buscava: sair do ostracismo. Ao afirmar o que muitos sabem ser verdade, mas não têm como provar, o parlamentar coloca sob suspeita a atividade do Legislativo paulista.

A denúncia de Barbiere, que se não for comprovada cairá no descrédito, é assunto exclusivo, pelo menos por enquanto, da Assembleia Legislativa, que tem o dever de apurar os fatos e, se for o caso, punir os culpados. Contudo, causou estranheza no meio político a decisão do governador Geraldo Alckmin de palpitar sobre um assunto que é de outro Poder, que não daquele que está sob sua tutela.
O que Alckmin e os políticos não podem fazer é abusar da indignação, pois negociação de emendas é uma prática comum do Oiapoque ao Chuí. O que não significa que todos os parlamentares fazem isso.

Acontece que muitas vezes o viés mercantilista da emenda não está em sua forma conceitual, mas muitas vezes na execução das obras e serviços que contemplam. Obras são contratadas por um determinado preço e condições previamente estabelecidas, mas antes da execução o preço sobe e a qualidade da obra, por exemplo, cai. Eis o pulo do gato

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DEPUTADO DE SÃO PAULO LEVOU "MAÇO DE R$100"

Uma testemunha disse à Corregedoria Geral da Administração do governo paulista que viu em 2009 o então deputado estadual José Antônio Bruno (DEM) receber "maço de notas de R$ 100", relata Fausto Macedo. O dinheiro teria origem no suposto esquema de venda de emendas na Assembleia de São Paulo. Bruno negou a acusação

Segundo depoimento, José Antonio Bruno (DEM) recebeu, em 2009, maços com notas de R$ 100 por ter intermediado liberação de verbas; acusado nega
"Vi Fabrício entregar nas mãos do deputado José Antonio Bruno (DEM) um maço de notas de R$ 100", afirmou a testemunha C.A.A.V., em depoimento na Corregedoria-Geral da Administração (CGA). As notas de R$ 100 teriam origem em suposto esquema de venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo, denunciado pelo deputado Roque Barbiere (PTB).A cena relatada ocorreu em agosto de 2009, enfatiza o depoente, que se identifica como "pastor evangélico autônomo". O depoimento reforça ainda mais a denúncia de Barbiere, segundo quem deputados estaduais paulistas negociam sua cota de verbas no Orçamento do Executivo, por meio das emendas, com prefeitos e empreiteiras.

Ainda conforme o depoente, um homem identificado apenas como "Fabrício" frequentava o gabinete do parlamentar, mas não era funcionário: "Houve uma oportunidade em que Fabrício chegou muito eufórico na sede do gabinete, cumprimentou a todos e entrou direto na sala do deputado", relata.
A porta da sala de Bruno ficou entreaberta. "Então, eu ouvi ele (Fabrício) dizer ao deputado José Antonio Bruno: "Deputado, tá aqui a emenda". Ato contínuo eu vi Fabrício entregar nas mãos do deputado um maço..."

Zé Bruno, como é conhecido, exerceu mandato no período 2007-2010. Deixou o Legislativo estadual em março passado e hoje se dedica à Resgate, sua banda musical. Ele é guitarrista e vocalista.
O ex-deputado nega ter recebido valores em troca de emendas (leia texto abaixo). "Não faço isso", afirmou. Porém, ele próprio disse suspeitar que um ex-assessor seu, que identifica apenas como "Cremonesi", participasse de negociações para a venda de emendas.

Os nomes são apontados em procedimento da CGA, a corregedoria vinculada diretamente ao governador. A CGA está na estrutura da Casa Civil. Atua na prevenção e no combate à corrupção nos órgãos da administração. A investigação da CGA não mira a Assembleia, nem poderia. Não é sua competência institucional vasculhar a vida de parlamentares. Mas a apuração foi aberta porque a preocupação do governo é se o episódio pode ter provocado alguma lesão aos cofres públicos do Estado.

Comissões. Oficialmente, a CGA informou que conduz uma apuração preliminar. A corregedoria vai se manifestar "no momento oportuno". Seus primeiros movimentos revelam que não existe nenhum convênio, ou assinatura de repasse de verba atendendo a indicação de Zé Bruno no exercício 2010.
C.A.A.V. foi ouvido por uma equipe de seis corregedores, sob comando do delegado da Polícia Civil João Batista Palma Beolchi.

A testemunha disse que trabalhou no gabinete de Zé Bruno de fevereiro de 2009 a maio de 2010, como auxiliar parlamentar. Ele contou que certa ocasião foi "isolado" depois que se recusou a repassar parte de seu salário para o deputado. "Em meados de abril de 2010 eu fui chamado à sala do deputado, o qual me informou que a partir do mês seguinte uma parte do meu salário deveria ser repassada a ele. Eu não concordei com isso e 15 dias depois, fui exonerado."

"Deixei de participar de reuniões como costumeiramente fazia", relata. "Tanto nas reuniões no gabinete como nas nas sedes dos municípios os participantes passaram a ser apenas a chefe de gabinete Fran, Cremonesi, o prefeito, o deputado e, vez por outra, Fabrício."
Ele declarou que "sabia pelos comentários correntes que o objetivo dessas reuniões era obter comissões para liberação das emendas".

Fonte: O Estado de São Paulo