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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EMPRESÁRIO CONFIRMA, ERENICE RECEBEU RECURSOS ILEGAIS.

SÃO PAULO - O empresário Rubnei Quícoli incluiu o nome da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), em depoimento à Polícia Federal, como suposta beneficiária de recursos ilícitos. No último dia 12, ele manteve informações que havia prestado em setembro de 2010 no inquérito que investiga suposto tráfico de influência da ex-ministra.


Quícoli repetiu ter ouvido de Marco Antonio de Oliveira, ex-diretor dos Correios, solicitação para repasse de R$ 5 milhões - valor que seria destinado ao pagamento de dívidas de campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Segundo Quícoli, o dinheiro também seria usado na quitação de dívida de Erenice e do então candidato ao governo de Minas, Hélio Costa.

"As credenciais pessoais dele (Quícoli) não o autorizam a fazer ataques contra ninguém", reagiu o criminalista Mário de Oliveira Filho, que defende Erenice.

Segundo Oliveira Filho, "as testemunhas já desmentiram (Quícoli), a palavra dele não vale absolutamente nada, é uma palavra isolada".

O criminalista destacou um detalhe do novo relato do empresário. "No primeiro depoimento à Polícia Federal ele (Quícoli)disse que o dinheiro era para quitar dívidas de campanha de Dilma e de Hélio Costa. Agora, do nada ele incluiu o nome de Erenice. É uma grande bobagem."

Fonte: O Estadão - http://bit.ly/hxb1uO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

BLINDAGEM - SENADO REJEITA OUVIR ERENICE E DILMA.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou nesta quarta-feira requerimento convidando a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra a prestar esclarecimentos sobre o suposto esquema de favorecimento de empresas privadas em negociações com órgãos públicos durante sua gestão na pasta. Com isso, o requerimento que convidava a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) a falar sobre as denúncias foi retirado da pauta pelo autor do primeiro pedido, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).


O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), considerou o assunto "matéria vencida". Ele lembrou que há um inquérito na Polícia Federal sobre as acusações e que a audiência com a ex-ministra "seria uma tentativa de criar um fato político".

A comissão instaurada na Casa Civil para apurar as denúncias teve seus trabalhos prorrogados por mais 20 dias. O prazo inicial terminaria nesta quarta.

O filho da ex-ministra, Israel Guerra, é acusado de usar a influência da mãe para cobrar propina em negociações entre empresas privadas e o governo.

Após as denúncias, Erenice Guerra pediu demissão do cargo. Mais dois funcionários da Casa Civil deixaram o órgão após denúncias de que também estariam envolvidos no suposto tráfico de influência.

Fonte: http://bit.ly/bM7I8p