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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

IBOPE MILAGREIRO


dilma_rousseff_373Camisa de força – Até quando a população brasileira será enganada por um partido que na última década mostrou ser um bandoleiro da política nacional? O País está paralisado e com a economia a um passo do despenhadeiro, mas a Dilma Vana Rousseff, o mais novo “arroz doce de festa” do planeta, está preocupada apenas com os eventos de campanha, os quais têm servido para lançar novas promessas e entregar máquinas a prefeituras e governo estaduais comandados por companheiros e aliados. Nenhuma obra importante está sendo entregue, até porque a paralisia que subiu a rampa do Palácio do Planalto é inédita.
Como se fosse pouco, Dilma tem autorizado de forma reiterada a sangria dos cofres oficiais para financiar as campanhas publicitárias do governo, recheadas de efeitos de especiais para fingir que o Brasil é o país de Alice, aquele das maravilhas.
Para embalar a farsa, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira (13) os resultados de uma pesquisa do Ibope que mostra o aumento do percentual da população que avalia como ótimo ou bom o desempenho do governo de Dilma Rousseff. De acordo com o levantamento, esse contingente passou de 37% para 43%. A aprovação da forma como a petista governa subiu de 54% para 56%, enquanto a parcela da população que confia na presidente se manteve estável em 52%.
Gerente Executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca destaca que um dos pontos que mais influenciou o crescimento da aprovação do governo foi a forte queda do índice, no vácuo das manifestações de junho e julho. Ou seja, nenhuma novidade além da velha e popular teoria do “tudo que desce, sobe”. E vice-versa. Em março, o governo Dilma bateu recorde de aprovação, com 63% da população considerando-o ótimo ou bom. Em julho, com as manifestações, o percentual chegou a 31%.
É temerário acreditar que as pessoas que estavam descontentes na metade do ano reavaliaram a situação após as manifestações e mudaram de opinião. De lá para cá nada foi feito que justificasse essa mudança apontada pela pesquisa. Ademais, pelo menos dois terços da população brasileira querem mudanças radicais e imediatas, mas até agora Dilma e seus estafetas se movimentaram para tal. Em suma, os números da pesquisa não batem e muito menos revelam a realidade, cada vez mais dura, vale salientar
O Ibope ouviu 2.002 pessoas, entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro, em 727 municípios. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais. O mais interessante nessa missa encomendada é que o Brasil tem quase 200 milhões de habitantes, mas a opinião de duas mil pessoas basta para lançar mais uma mentira sobre os incautos.
Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A OPOSIÇÃO DESCONECTADA

O Estado de S.Paulo
Perto de 2/3 dos entrevistados na mais recente pesquisa eleitoral do Ibope querem que o próximo presidente mude "totalmente" ou "muita coisa" na maneira de governar o País. Mas, no menos favorável dos cenários para Dilma Rousseff, apenas 1/3 votaria em candidatos oposicionistas se a eleição fosse agora. Com a agravante de que, só por uma mudança a esta altura inconcebível do quadro sucessório, nenhum deles estará nas urnas eletrônicas em outubro do ano que vem. São os adversários da candidata de Lula em 2010, José Serra e Marina Silva, ele com 17% das intenções de voto, ela com 15%, indicando que devem a sua relativa popularidade ao recall - a lembrança da eleição passada.
Já o cenário mais provável é também o mais animador para Dilma. Ante o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos, ela subiu dois pontos da sondagem anterior, em outubro, para a atual, em que aparece com 43%, acentuando o seu favoritismo e a possibilidade de se reeleger no primeiro turno. A aprovação ao seu governo também se sustenta. O senador mineiro continua onde estava, com 14%, e o governador pernambucano caiu de 10% para 7%. O tropeço nem serve de alento para Marina, que se filiou ao PSB quando não conseguiu registrar como partido a sua Rede Sustentabilidade e há de guardar em algum recanto da "aliança programática" com Eduardo Campos o sonho de vir a ser ela, afinal, a encarnação da nova política que anunciam.
Isso porque, na hipótese em que a ambientalista substitui o governador (e Serra toma o lugar de Aécio), o seu desempenho sofreu em um mês um tombo de 6 pontos - de 21% para 15%. A razão só pode ser uma: Marina deixou a ribalta do noticiário, onde foi parar ao aderir à sigla de Campos e onde parecia se firmar ao se tornar a crítica mais audível da gestão Dilma, a ponto de carimbá-la como "retrocesso". Superada, aparentemente, a fase de "sabor do mês" de Marina, o eleitorado de que a amostra seria representativa voltou ao ponto de partida: Dilma em viés de crescimento, Aécio estável.
À parte o fato ofuscante de que 11 meses ainda separam os brasileiros do dia em que irão exercer o mais importante dos seus direitos políticos - tempo de sobra, antes de tudo, para reduzir às devidas proporções o prognóstico de vitória de Dilma já na primeira rodada -, o que mais chama a atenção nos números do Ibope é o paradoxo que deles emerge: de cada 10 eleitores que querem que muito ou tudo mude no governo, 3 associam a preferência pela presidente ao seu desejo de mudança; ou, dito de outro modo, de cada 10 "votos" de Dilma, 4 lhe foram dados pelos mudancistas. E isso numa quadra do mandato da presidente em que sobressai a sua incapacidade de promover mudanças - a não ser para pior.
Não se diga que o povo é bobo. O povo simplesmente olha em volta e não vê na oposição quem assuma a sua demanda: dos insatisfeitos com o modo como o Brasil é conduzido, 44% não têm candidato. Ou, pior ainda, o povo não identifica a oposição como motor de mudanças. O que os oposicionistas dizem e fazem está desconectado da população. Anteontem, numa reunião em que os oito governadores do PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique declararam a céu aberto apoio à candidatura Aécio, ele proclamou que o partido "está pronto no ano que vem (sic) para apresentar ao Brasil uma nova proposta". O eleitor que espere, enquanto a presidente toca a todo vapor a sua campanha.
Os tucanos deram ao evento um nome - "Federação Já, Poços de Caldas+30" - que não dispensa explicações. De um lado, trata-se de uma convocação, capaz de sensibilizar somente os conhecedores, pela desconcentração fiscal do País. De outro, não menos hermeticamente, alude ao encontro em que os então governadores Tancredo Neves e Franco Montoro, na mesma cidade, deram a largada à campanha das Diretas Já, em 1983.
Tamanha a distância entre o que aglutina os tucanos e o que interessa ao cidadão comum, que a sempre referida parcela não desprezível do eleitorado reage como se lesse na bandeira oposicionista a inscrição "Nada a declarar" - e, abaixo, em letras miúdas, "que você consiga entender".