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domingo, 25 de setembro de 2011

DESCOBERTA VALA COM 1700 CORPOS EM TRÍPOLI.

Prisão de Abu Salim, em Trípoli (Foto: François Mori/AP)


Os insurgentes líbios anunciaram a descoberta neste domingo em Trípoli de uma vala comum com 1.270 corpos. Um simpatizante do regime de Muammar Khadafi, detido horas antes, denunciou o local exato da cova. Há suspeita de que os corpos encontrados na fossa poderiam pertencer aos presos da prisão de Abu Salim massacrados pelo regime em 1996.

O chefe do Conselho militar de Trípoli, Abdul Hakim Belhadj, que esteve detido durante anos na prisão de Abu Salim, afirmou que as forças rebeldes estavam coletando informações sobre o local, mas que ainda não havia certeza da existência da vala comum.

A prisão de Abu Salim servia de cárcere para os adversários do regime e era conhecida pela tortura sistemática de presos realizada com diferentes técnicas. A prisão abrigou também presos acusados de pertencer ao Grupo Islâmico Líbio de Combate (GICL). Esse grupo teria fomentado uma rebelião da população carcerária que terminou no massacre de 1996, um dos maiores da história do país. Mais de 1,2 mil pessoas foram assassinadas.

No final de agosto, quando os rebeldes alcançaram o controle de Trípoli, os habitantes próximos a este complexo penitenciário abriram as portas da prisão e liberaram centenas de detidos.

Fonte: Revista Época

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOGO DUPLO (Dilma apóia Estado Palestino mas ignora Libia)



No discurso de abertura dos trabalhos da 66ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidente Dilma Rousseff enfatizou o compromisso com a democracia, a exemplo do que faz repetidas vezes em seus discursos. No discurso que teve como foco a crise financeira internacional, Dilma encontrou espaço para soltar a voz em defesa dos excluídos e desvalidos, não sem antes reforçar o avanço da democracia. “É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo”, disse Dilma Rousseff.

Em determinado trecho de sua fala, a presidente brasileira defendeu o ingresso da Palestina na Organização das Nações Unidas, o que significa reconhecer oficialmente o Estado palestino. “O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional”, afirmou Dilma Vana Rousseff.

A presidente age de maneira correta e coerente ao defender o reconhecimento do Estado palestino, pois não será com retaliações que a paz no Oriente Médio terá uma chance de prevalecer. Contudo, o discurso de Dilma seguiu alguns ditames da esquerda internacional, que por questões muito mais marqueteiras do que ideológicas vive às turras com os Estados Unidos. Se por um lado Dilma Rousseff se mostrou uma legítima representante da democracia ao sair em defesa do povo palestino, agiu como adepta do totalitarismo ao não dar as boas vindas ao novo governo da Líbia, que durante quatro décadas impôs aos líbios uma ditadura sanguinária e truculenta.

Quando se fala em democracia e liberdade não há espaço para exceções, pois ambas representam direitos invioláveis dos cidadãos de qualquer nação. A omissão de Dilma Rousseff diante do novo governo líbio, já reconhecido por diversos países, tem uma explicação. Seu antecessor, o histriônico Luiz Inácio da Silva, não economizou salamaleques ao ditador Muammar Al-Khaddafi durante sua visita ao Brasil.

Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 17 de março de 2011

PARE O KADAFI.

A Liga Árabe acabou de propor uma resolução formal ao Conselho de Segurança da ONU pela criação da zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Depois de semanas de um impasse internacional, este é o momento da verdade, se nós não conseguirmos persuadir a ONU a agir agora, nós poderemos testemunhar na Líbia um dos maiores massacres deste novo século.


As forças do Kadafi estão esmagando os manifestantes cidade por cidade. Se eles retomarem o país, uma retaliação brutal aguarda os líbios que desafiaram o regime. Relatos de tortura e assassinato já estão vazando das áreas retomadas.

Cidadãos líbios comuns estão pedindo que o mundo não os abandone. A comunidade Avaaz está profundamente comprometida com a não-violência, mas a imposição de uma zona de exclusão aérea para manter os aviões de guerra do Kadafi no chão é um caso específico onde uma ação militar liderada pela ONU é realmente necessária. Um questionário enviado para a nossa comunidade mostra que 86% das pessoas apóiam a zona de exclusão aérea. Agora, no momento em que o voto da ONU se aproxima, chegou a hora de aumentar ainda mais a nossa pressão.

Nós torcemos quando o povo da Líbia saiu às ruas e agora não podemos, e não devemos, ignorar o seu pedido de ajuda neste momento tão difícil. Mesmo se você já participou, clique abaixo para enviar uma mensagem para o Conselho de Segurança da ONU:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_3/?vl

A ONU está dividida, mas a situação está mudando rapidamente. A China, Rússia e Alemanha são contra enquanto a Liga Árabe, a Confederação Islâmica, o Reino Unido e a França são a favor. Os EUA e Índia estão em cima do muro. Este não é o velho debate Ocidente versus Oriente, nem, como alguns suspeitam, uma conspiração de interesses petrolíferos. O Conselho Nacional de Transição da Líbia, que a França reconheceu como o governo legítimo está desesperadamente pedindo uma zona de exclusão aérea e apóio internacional. Porém a cada dia que passa, o perigo aumenta de que qualquer ajuda chegará tarde demais.

Uma zona de exclusão aérea sozinha não é a solução final, ela deverá ser apoiada por sanções direcionadas e congelamento das contas do regime, a interrupção da transmissão das declarações do Kadafi incitando a violência, e mais países reconhecendo diplomaticamente o Conselho Nacional de Transição da Líbia. Mesmo tudo isso poderá não ser suficiente. Porém aqueles que opõe uma ação forte devem se perguntar se, com dezenas de milhares de vidas em jogo, eles estão dispostos a defender a passividade.

A lei internacional e o Conselho de Segurança da ONU deixaram claro que, quando crimes contra a humanidade são cometidos, a comunidade internacional tem a responsabilidade de proteger os povos destes crimes, mesmo que o agressor seja o seu próprio governo. Mesmo que ainda não conhecemos a total magnitude dos crimes do Kadafi, nós não podemos virar as costas neste momento. Clique para enviar uma mensagem urgente para os delegados do Conselho de Segurança da ONU:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_3/?vl

Na melhor das hipóteses, o Kadafi irá reagir à resolução da ONU sobre a zona de exclusão aérea, parando os ataques aéreos. Porém se ele não parar, a imposição da zona de exclusão aérea terá que ser feita com ataques diretos aos caças que ele tentar usar e possivelmente ataques aéreos aos sistemas de mísseis antiaéreos. Há também a possibilidade de uma zona de exclusão aérea levar a um envolvimento militar mais profundo na Líbia.

Enquanto o mundo (e a Avaaz) criticaram fortemente a guerra do George W. Bush no Iraque, e defendemos soluções pacíficas para conflitos em muitos lugares, este não é o Iraque. Se não agirmos logo, a Líbia poderá se tornar Darfur, com graves crimes contra a humanidade cometidos contra comunidades inteiras. O regime do Kadafi tem um longo histórico de tortura, massacrando o seu próprio povo e financiando o terrorismo internacional. Mas o povo líbio está unido contra as tropas do Kadafi -- mesmo a sua própria tribo e cidade natal se distanciou das suas ações.

A situação da Líbia, e a reação internacional a ela, é complexa, com muitos atores e agendas, assim como o futuro de uma Líbia pós-Kadafi ainda é incerto. Esta complexidade deve guiar o cuidado que temos em nossas ações porém, pelas vidas de dezenas de milhares de líbios, nós não podemos ficar parados. Vamos tomar a melhor decisão que podemos e agir, agora.

Fonte:  http://bit.ly/hBEn69

quarta-feira, 9 de março de 2011

LIBIA: ZONA DE EXCLUSÃO AÉREA. "URGENTE"

Caros amigos,


O Conselho de Segurança da ONU tem 48 horas para decidir se irá impor a zona de exclusão aérea e impedir os ataques mortais contra civis na Líbia. Uma pressão global conjunta de cidadãos ao redor do mundo ajudaram a pressionar o Conselho a chegar a uma posição antes, nós precisamos dela agora:

Enquanto os aviões do Kadafi bombardeiam o seu próprio povo, o Conselho de Segurança irá decidir em 48 horas se eles irão impor a zona de exclusão aérea para impedir os aviões de guerra do governo de voar.

Juntos nós enviamos 450.000 emails para o Conselho de Segurança da ONU, colocando pressão no Presidente do Conselho e ajudando a conquistar sanções sobre o regime e justiça para o povo da Líbia. Agora, para impedir um massacre, nós precisamos de um chamado massivo pela zona de exclusão aérea.

Se o Kadafi não puder usar seus aviões, ele irá perder uma arma chave em uma guerra em que os civis são os que mais sofrem. Enquanto os seus helicópteros e aviões estiverem no ar, o número de mortes irá aumentar. Nós só temos 48 horas – vamos conseguir 1 milhão de mensagens para parar os ataques mortais do Kadafi antes que seja tarde:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

A oposição pediu a ajuda da comunidade internacional para “proteger o povo da Líbia dos crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos contra eles”. O Ministro das Relações Internacionais do Reino Unido diz que há “relatos confiáveis do uso de helicópteros de guerra contra civis pelas forças do governo”.

Enquanto isso, a liderança da OTAN diz que qualquer tentativa de impor a zona de exclusão aérea precisaria primeiro de uma resolução da ONU. Em muitas crises como esta, um ou outro país da ONU vetou um posicionamento forte -- mas na Líbia uma situação nova emergiu. As sanções do Conselho de Segurança são reais. Embaixadores da ONU dizem que representantes “concordam significativamente" que o Kafafi precisa sair. O que nós precisamos é de mais um empurrão da sociedade civil global.

A resolução não seria a solução final -- a imposição da zona de exclusão aérea poderá ser perigosa e complexa. Porém somente a ameaça da imposição poderá mostrar para o Kadafi que o seu tempo expirou. Os nossos governos precisam saber que nós estamos ao lado do povo da Líbia e que não aceitamos demoras. Envie uma mensagem agora e depois encaminhe este email para amigos e familiares:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

Os movimentos pacíficos pela democracia no mundo árabe inspiraram o mundo. Porém, o Kadafi escolheu o pior caminho – a repressão violenta para esmagar as manifestações corajosas e pacíficas. Neste momento nós podemos ver dois futuros para a Líbia: a violência prolongada de um ditador contra o seu povo, ou, medidas internacionais que apóiam as aspirações do povo da Líbia.

Nestes dias cruciais, nós precisamos reconhecer que as nossas ações, como cidadãos globais, irão afetar o destino dos nossos irmãos e irmãs na Líbia. Nós devemos nos unir em solidariedade às pessoas que já se foram e aquelas que estão lutando para sobreviver.

Leia mais:

Cresce apoio a criação de zona de exclusão aérea sobre a Líbia:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gQfiN5OKe8-CwAbNkU3DftrUxbTg?docId=CNG.9a572d8b10c3096aca5789489ba40124.5f1

Conselho de Segurança da ONU debateu sobre zona de exclusão aérea na Líbia:

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/conselho-de-seguranca-da-onu-debateu-sobre-zona-de-exclusao-aerea-na-libia-20110308.html

Liga Árabe apoia zona de exclusão aérea na Líbia:

http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/liga+arabe+apoia+zona+de+exclusao+aerea+na+libia/n1238140310157.html

Entenda o que é uma área de exclusão aérea:

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/entenda-o-que-e-uma-area-de-exclusao-aerea-20110307.html


Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas --

Fonte: http://bit.ly/eLk5Tu
















sábado, 26 de fevereiro de 2011

ENQUANDO GADDAFI MATA OPOSITORES, MULHER E FILHAS FOGEM PARA A VENEZUELA.

O líder líbio Muammar Gaddafi afirmou na TV estatal, dirigindo-se a milhares de partidários em Trípoli, que a população precisa proteger o país e suas instalações petrolíferas. Ele preferiu não falar sobre a decisão de dois de seus sete filhos de integrar a marcha dos manifestantes a Trípoli, nem a presença de uma de suas esposas e quatro filhas em uma ilha na costa da Venezuela, como informa nesta sexta-feira o diário venezuelano El Universal. Ainda assim, em seu discurso na TV, Gaddafi acrescentou:


– Estamos prontos para triunfar sobre o inimigo.

Ao menos cinco pessoas morreram em Trípoli quando forças de segurança abriram fogo nesta sexta-feira contra manifestantes contrários ao governo no distrito de Janzour, no oeste da cidade, disse um morador local. A fonte, que não quis ser identificada, também afirmou que opositores do líder líbio estavam gritando slogans contra ele no distrito de Fashloum, no leste da capital.

– As forças de Gaddafi estão atirando contra os manifestantes em Janzour… Acredita-se que entre 5 e 7 manifestantes foram mortos em protestos em Janzour há cerca de 15 minutos – disse o morador. Suas informações não puderam ser imediatamente confirmadas.

A violência ocorreu depois que manifestantes contrários a Gaddafi assumiram o controle de diversas cidades próximas a Trípoli, após uma rebelião centralizada na cidade de Benghazi, que retirou grande parte do leste da Líbia do controle de Gaddafi. Conflitos eclodiram em áreas próximas de Trípoli nas últimas 24 horas, mas os confrontos desta sexta-feira foram os primeiros protestos contra Gaddafi na capital desde 22 de fevereiro.

Em Trípoli, centenas de manifestantes na mesquita de Slatnah, no distrito de Janzour, em Shargia, estavam gritando slogans contra Gaddafi, como: “Com nossas almas, com nosso sangue protegemos Benghazi!”, segundo moradores. Outro morador de Trípoli disse a um correspondente da agência inglesa de notícias Reuters, que está em Benghazi, que franco-atiradores na capital líbia estavam matando pessoas.

O empresário Ali, que não quis dar seu nome completo, declarou por telefone à agência que ele estava perto de uma mesquita em uma rua que leva à praça Verde, central. Uma multidão estava reunida em frente à mesquita.

– Eles acabaram de começar a atirar contra as pessoas. Pessoas estão sendo mortas por franco-atiradores, mas não sei quantos estão mortos – disse.

Dois moradores de Benghazi disseram à Reuters que haviam falado com seus amigos em Trípoli por telefone depois das orações do meio-dia. Os amigos disseram que pessoas realizaram protestos em frente às mesquitas em toda a cidade depois das orações e pretendiam se reunir na praça Verde. Mohammad, de 42 anos, em Benghazi, disse que moradores de Trípoli acreditavam que se os manifestantes conseguissem se concentrar na praça Verde “seria o fim do regime”.

Protestos de massa nos centros de cidades prenunciaram a queda de líderes autocráticos na Tunísia e no Egito no começo deste ano

Fonte: boletim@e.correiodobrasil.com.br