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domingo, 3 de novembro de 2013

AMANHÃ, SEREMOS UMA ARGENTINA?

Por Ciro Bondesan dos Santos*
(Amanhã, seremos uma Argentina?)
Diz-se que o estudo da historia serve para sabermos o que aconteceu para entendermos o presente e para planejarmos o futuro. Assim, não precisamos ir longe, e basta estudar apenas os primeiros anos deste século.
Hoje, o pais mais estável do mundo é a Alemanha. Por que?
O PT de lá (a esquerda), após fazer uma analise criteriosa da economia mundial, revelou que seus pares do Ocidente estavam se "dobrando" à China e aos produtos chineses, e que a sua Alemanha também ia se tornando um pais inviável e com muito desemprego, só ultrapassada, na Europa, pela Polônia e Eslováquia.
Assim, algo tinha que ser feito imediatamente.
Em 2003, o governo Gerhard Schröder adotou, em pleno acordo com sindicatos, as empresas e o governo, a medida de decretar o congelamento do salário no país. Tal pacote foi chamado de NULLRUNDE e culminou com a Agenda 2010 de Angela Merkel, na qual ela (de 'direita') adotava a carga semanal de horas trabalhadas, facilitando contratações, e aprovou uma reforma previdenciária na qual, hoje, o alemão só se aposenta com 67 anos de idade, além de ser removida uma série de feriados.
Com estas medidas sendo mantidas e efetivamente estarem em vigor até hoje nem precisou esperar os 10 anos calculados para que a Alemanha atingisse o que é hoje. Ou seja, a esquerda começou o 'serviço sujo' que a direita continuou.
Aqui, no Brasil, a direita fez o serviço difícil e a esquerda (até a saída de Antônio Palocci em 2006) continuou. Infelizmente, após a saída de Palocci, o populismo do tipo peronista, que desgraça a Argentina, começou a tomar corpo.
Dessa forma, visando o continuísmo no poder (do tipo do que ocorreu no México e que durou quase 70 anos, o chamado PRIismo), o Brasil está numa encruzilhada: ou seus políticos assumem uma atitude de amor a Pátria ou, então, de amor ao Poder, conformando-se, em troca disso, seguirem com o país sem crescimento, sem justiça, sem saúde, sem transporte, sem segurança pública, com apagões recordes a serem batidos ou não, com aumento vertiginoso da criminalidade, de mortes no transito (1º lugar no mundo), do favorecimento a cada município com incentivos governamentais e de leis que os estimulem a ter, cada um, a sua própria Cracolândia. Também será incentivada a construção de penitenciárias municipais de modo que cada município tenha o seu próprio "depósito de presos", uma vez que a simples cadeia não comporta a quantidade de foras da lei.
Outra coisa, vemos a retomada de crescimento nos USA (resultado de uma lida árdua de aumento de tecnologia na matriz energética, com o gás americano custando US$ 3,50 o m3, enquanto o europeu sai entre 10 a 12 dólares e o nosso, para que possamos manter o nosso grande amigo Evo Morales – que nos respeita muito –, nas mãos da estatal PETROBRÁS custará ao otário do consumidor tupiniquim a merreca US$ 18,00 o m3, fato esse que já fez com que o motorista brasileiro praticamente parasse de usar GNV.
A União Europeia investe maciçamente em energia renovável (eólica na Europa, atômica na Inglaterra, bioenergia, etc.).
Será que, assim, quando o 'Pré-Sial' estiver produzindo, o petróleo custará mais ou menos 80 dólares o barril, ou seja, haverá realmente rentabilidade ou não no 'Pré-Sial'?
Toda a população e o Governo se rejubilaram, mas será que estão certos? Se, no século passado, se dizia que mexer no petróleo do Oriente era coisa que os USA não deixariam, hoje, os americanos não fazem mais o mesmo esforço e nenhuma empresa americana foi a leilão. Mas, há indícios de que algo não vai bem.
Enfim, todos dizem que o que acontece na Argentina, hoje, vai acontecer aqui amanhã. Mascararam os balanços, fraudam as estatísticas, e aqui estamos a começar a esconder a inflação real, estamos a vê-la de avolumando firme, uma vez que o que está a segurar o "DRAGÃO INFLACIONÁRIO são os preços manejados pelo governo, (energia, água, etc., todos inflados de impostos) com uma inflação mantida, assim, em torno de 3% ao passo que os preços livres sofrem aumentos que variam entre 8 e 19%, dando um índice médio entre 5 e 6 %.
Pergunta-se então, quando esses preços forem soltos desse controle estatal, como a gasolina e o diesel, para onde iremos todos nós? A Petrobrás esta à beira da falência e as nossas leis (vindas de um Congresso que não trabalha com a cabeça, mas com o bolso dos congressistas, dificultando a vida de um brasileiro que não pode ser julgado sem ter milhares de provas concretas, a ver o dinheiro sumir criminalmente levado por pessoas inteligentíssimas que não deixam rastros e, como não deixam provas, in dúbia pro réu, acaba por prejudicar toda a sociedade.
Mas que o dinheiro tem sumido, lá isso tem, e aos borbotões. Assim, se uma pessoa incendeia um ônibus, é condenada, cumpre uma parte pequena da pena e é solto "em regime semiaberto", um eufemismo para a impunidade. Nem pensar em fazê-lo pagar o prejuízo que causou ou, muito menos, devolver ao erário o dinheiro surrupiado ao povo pagador de impostos.
Na Europa, o meliante de "colarinho branco", que não rouba para comer, mas para enriquecer de modo fraudulento e covarde, é obrigado a ressarcir o prejuízo durante anos de trabalho e reeducação, pagando principalmente ao governo. Na China, se o réu é fuzilado, a família tem que pagar até a bala que o matou.
A Justiça é lenta e, assim sendo, dá enorme prejuízo a todos, à sociedade e até ao réu. Apreendem-se carros irregulares e roubados e estes são deixados nos pátios até virarem sucatas inúteis corroídas pela ferrugem.
A Transbrasil foi à falência e, ao invés de se julgar logo o seu processo, digamos, em no máximo um ano, apreenderam no Aeroporto de Brasília uma série de seus aviões B-767, que valiam de 20 a 40 milhões de reais cada, se leiloados, o que dariam para pagar os funcionários e os impostos devidos pela empresa falida. Mas, como o processo de falência dessa empresa só foi julgado 13 anos depois e estes aviões viraram sucatas, o que se pode apurar da venda deles, mal chegou a 140 mil reais cada.
Perdeu-se, destarte, muito dinheiro lesando todos os interessados na distribuição da justiça. Será que é essa mesma justiça que finge ser justa ou serão as nossas leis que são ineficientes demais?
Não é à toa que, no exterior, tendo em vista que o nosso comércio exterior é 30 a 40 % feito com a União Europeia e com os USA, nosso governo considere, no entanto, Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina, Irã, etc., como nossos 'melhores amigos', mesmo que os citados não nos tragam lucro algum e somente 'despesas'... As melhores piadas são sempre feitas a partir de absurdos como esses.
Quantos anos a Venezuela levou para tornar-se uma espécie de Cuba ampliada?
Quantos anos a Bolívia e a Argentina levaram para virarem nações como a Venezuela? E então, quantos anos levará o Brasil para se tornar uma Argentina?
O PT e os sindicatos abreviarão ao máximo este período ou serão minimamente patriotas para impedir que tal retrocesso ocorra?
*Ex-professor da USP – Engenheiro e economista

INDICADA PELO MST, EX-ASSENTADA HOJE É MÉDICA EM CUBA

Indicada pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), Sheila deixou um assentamento de Apiacá, no Estado, para cursar faculdade em Cuba


Sheila Ramos Vieira, 25 anos, torce para que o tempo passe depressa e ela possa concluir logo o maior projeto da sua vida. Há seis anos, Sheila deixou o Assentamento Santa Fé, em Apiacá, no Sul do Espírito Santo, para cursar Medicina na Escola Latino Americana de Medicina (Elam), em Cuba, onde sua formatura acontecerá em agosto de 2014. Sheila é filha de Maria Ramos Vieira, 46, coordenadora do assentamento e ligada ao Movimento Sem terra (MST). A mãe fala com orgulho da jovem – a mais velha dos seus quatro filhos –, a primeira a conquistar um diploma de curso superior na família. Por telefone, Sheila contou para A GAZETA como é sua vida na ilha de Fidel e sobre sua expectativa de voltar ao Brasil para exercer aqui sua carreira.


Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Sheila admite que sua vida em Cuba a fez compreender a ideologia do país e a ver que há razão no que o governo cubano pratica



Quando você foi para Cuba?
Deixei o Brasil quando estava com 19 anos de idade. Cinco pessoas do Espírito Santo estavam no mesmo grupo. Eu era de Apiacá, e as outras eram de São Mateus, de Linhares e de Vitória.

Todas foram estudar Medicina?
Sim, todas tinham esse objetivo. Naquela época, ao todo, vieram do Brasil 280 estudantes, todos para fazer o mesmo curso. Só alguns – não sei dizer quantos – desistiram.

De que forma essas pessoas foram indicadas?
Um desses capixabas que viajaram comigo é ligado ao Movimento de Pequenos Agricultores (MPA); um é ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o outros a prefeituras – não lembro bem. Eu vim por minha ligação com o Movimento dos Sem Terra (MST).

E você. Como foi sua indicação?
Fiquei sabendo de três companheiras do MST do Espírito Santo que estavam estudando em Cuba, e como eu era da área da Saúde, no movimento, tinha esse sonho também. Quando surgiu a vaga, o pessoal do setor de Saúde perguntou se eu queria, eu disse: “Claro que sim!”. Uma das capixabas que estudavam em Cuba, quando eu vim, fez o processo de revalidação do diploma para o Mato Grosso, a outra foi para o Ceará, mas a terceira não sei hoje onde está.

Você era militante?
Minha família e eu, há muitos anos, somos ligados ao MST, que tem vários setores. Eu atuava do setor da saúde. Quando o governo cubano ofereceu a bolsa de estudos, o MST do Espírito Santo me indicou. Então, a Embaixada de Cuba fez uma seleção, com entrevista e aplicação de prova de conhecimentos gerais.

Como foi sua formação estudantil?
Fiz o ensino médio em Apiacá, no Espírito Santo, em escola pública. Mas em Cuba, durante um ano fiz um curso com aulas de Física, Química, Biologia e Espanhol, como se fosse um pré-vestibular para o curso de Medicina, que tem seis anos de duração.

Foi difícil a sua adaptação aos estudos?
No início, foi difícil. Não dominava o idioma, não conhecia ninguém. A adaptação longe da família, sabendo que tinha mais seis anos pela frente, não foi mesmo fácil.

Você se sentia preparada, com o seu nível de conhecimento?
Cursei ensinos fundamental e médio em Apiacá, e a gente sabe que a escola pública no Brasil não dá muita base para o os alunos. Imagine, então, a dificuldade que é para alguém como eu entrar numa faculdade de Medicina. A salvação em Cuba foi o cursinho preparatório que eu fiz.

E como foi e ainda é o nível de cobrança na faculdade cubana?
Em Cuba eles são muito exigentes. Na faculdade, se você não faz bem alguma coisa é chamado a atenção, é cobrado. E estar longe da família – eu só pude ir ao Brasil a cada dois anos – é muito sofrido. Houve dia em que até chorei.

O que você planeja fazer após se formar?
Se eu quisesse – embora hoje não seja fácil conseguir –, poderia ficar em Cuba por mais dois anos, além da graduação, fazendo o curso de MGI, que no Brasil se chama Saúde da Família. Mas eu quero mesmo é voltar para o meu país.

E, no Brasil, você vai buscar atuar no Programa Mais Médicos?
Quero sim. Vai ser preciso obter o número do registro. Não sei se as pessoas sabem, mas a prova piloto aplicada no Brasil é muito difícil. Alguns médicos já disseram que essa prova tem nível alto, de uma residência médica. Eu sei que vou ter que batalhar muito, que terei que me empenhar para conseguir. Mas vou tentar, com certeza.

Como é o curso de Medicina em Cuba, em comparação com o Brasil?
Há algumas diferenças entre os dois. Em Cuba, não recebemos formação em algumas patologias, nas áreas de epidemiologia e infectologia. Enfermidades como cólera, hanseníase, malária, pelo avanço da Medicina aqui, muito raramente, aparecem. Acontece, às vezes, mas por causa da vinda de turistas. Então a gente não aprende sobre essas doenças. O forte em Cuba é a prevenção, é a atenção básica. Um Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, pode ser evitado se há cuidados preventivos.

Quando será sua formatura? Sua família irá?
Vou terminar meu curso e me formar em agosto de 2014. Mas acho que ninguém da minha família vai poder vir a Cuba para participar da formatura.

Como é o seu dia a dia em Havana?
Também por ter que morar longe da minha família, do meu país, me dedico muito mais aos estudos, em Cuba. Estou no sexto ano de Medicina, e a minha rotina é a seguinte: vou bem cedinho para o hospital, volto para casa às quatro horas da tarde, e, uma vez por semana, faço um plantão de 24 horas. E, durante o tempo livre que a gente tem, é preciso estudar, porque temos que nos preparar para seminários na faculdade.

Como você vive?
Vivo numa residência com outros estudantes de Medicina, pessoas de várias nacionalidades. Há muito mais latino-americanos no grupo. São porto-riquenhos, peruanos, guatemaltecos. Tem também argentino, paraguaio, venezuelano. O governo cubano dá a residência, alimentação. A faculdade empresta os livros. Após conclusão de uma disciplina, devolvemos para um colega estudar.

Como você avalia a sua formação?
O governo cubano quer formar médicos humanistas, que atendam os pacientes com sensibilidade, o que não acontece na maioria dos países, onde os médicos são um pouco arrogantes, não estão muito preocupados com as pessoas. É essa a minha formação: humanista.

Você estará preparada para, no Brasil, atuar num pronto-socorro, fazer um parto?
Em Cuba aprende-se de tudo um pouco. O profissional tem condições de diagnosticar o que o paciente tem para, depois, ser tomada outra medida. Eu, no sexto ano, estou revendo cirurgia, ginecologia e obstetrícia, MGI, medina interna, que é a clínica geral, no Brasil. E estou sim, sendo preparada em Cuba para fazer um parto, atuar em certas emergências cirúrgicas.

Como é viver e trabalhar num país com restrição? Como você se informa?
A gente só pode usar a intranet, para fazer pesquisa, estudar. Recebo e mando e-mails para a minha família, mas não tenho acesso a informações pela internet, não acesso redes sociais. Também posso falar com minha família, no Brasil, pelo telefone. É que com o bloqueio econômico dos Estados Unidos, em Cuba só alguns lugares têm internet, entende?

Que informações você obteve sobre a receptividade dos médicos cubanos no Brasil?
Ouvi dizer que no Sul do Brasil eles foram bem recebidos – acho que no Rio Grande do Sul –, mas que em outro Estado, Pernambuco ou Ceará, foram vaiados por médicos brasileiros no aeroporto. Parece que uma pessoa chamou um doutor cubano de escravo. Não sei se porque ele era negro ou sobre o que a mídia informou sobre eles.

A informação é que médicos recebem em torno de R$ 70 mensais em Cuba.
É mais ou menos isso que os médicos recebem por mês. Mas é que o custo de vida é bem menor do que no Brasil, e a situação econômica cubana é difícil. A remuneração é de acordo com a condição do país.

Você está pronta para enfrentar desafios? Trabalhar em áreas distantes, carentes?
Voltando para o Brasil, estou disposta a trabalhar em qualquer lugar. Nossa, já passei tanta dificuldade na minha vida, que trabalhar numa comunidade muito carente não vai ser nada complicado.

Como foi sua infância. Você sonhava ser médica?
Sempre pensei em estudar, em ser uma médica, mas, ao mesmo tempo, achava que não seria possível, que era algo muito distante da minha realidade. Nasci no Assentamento Georgina, em São Mateus, no Espírito Santo. Não dava para sonhar muito naquela situação. No Brasil, com certeza, seria muito difícil para mim fazer um curso de Medicina. Mesmo que eu passasse no vestibular, não teria como comprar livros, pagar moradia, me manter. Minha infância e adolescência foram muito pobres.

Além de acadêmica, sua formação envolve também orientação político-ideológica?
A gente, na convivência, acaba entendendo a ideologia cubana. Olha, essa é uma questão diária de quem está no país. Não há como não aprender. Você começa a compreender as coisas, a ver que há muita razão, que o que o governo prega está certo.

O que trará na “bagagem” para divulgar?
Acho que vai valer a pena contar para as pessoas o que considero positivo. Por exemplo: em Cuba não tem analfabeto, as pessoas têm direito à saúde – são atendidas quando precisam. E também têm direito de fazer uma faculdade.

Mas não há unanimidade do povo cubano em relação ao regime.
Todo ser humano é ambicioso, e em Cuba, embora a maioria compreenda o sistema, algumas pessoas não conseguem compreender. Querem sair, trabalhar em outros países.

Você é ambiciosa? Quais são seus desejos?
Não me acho ambiciosa. Meu sonho, além de trabalhar na minha profissão, é ter uma vida melhor do que eu tinha antes, no Brasil. Tenho vontade de ter uma casa melhor, garantir uma vida melhor para a minha família. Mas não tenho ambição de ter vários bens
Cláudia Feliz - A Gazeta

sábado, 14 de setembro de 2013

A GRANA DOS MÉDICOS CUBANOS

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Senhoras e senhores, agora que ficou definitivamente consagrada a mutreta dos médicos cubanos no Brasil, estabelecida de forma insidiosa entre o governo petista e a ditadura dos irmãos Castro, convém aqui especular sobre os destinos da elástica baba financeira que vai escorrer para os cofres da Ilha Cárcere. A pergunta básica é a seguinte: para onde vai o dinheirame – algo entre um bilhão e meio e três bilhões de reais, ou mais – extorquido do bolso do indefeso trabalhador brasileiro?
Sobre o destino do grosso ervanário já foram levantadas várias hipóteses. Senão, vejamos: em data recente, um militante de “O Globo”, porta-voz da esquerda festiva, reproduzindo informe oficioso, noticiou que parte da grana dos 4 mil médicos cubanos contratados poderá servir para amortizar fração do empréstimo de US$ 980 milhões contraída pela ditadura comunista do Caribe junto ao BNDES do Dr. Lula, ao que se diz apenas parcialmente aplicado na reconstrução do Porto de Mariel e na reforma do aeroporto de Havana.
Outra hipótese levantada com insistência nos sites da internet é que pelo menos metade da grana tomada do contribuinte nativo em nome do programa Mais Médicos retornaria ao Caixa Dois do PT para financiar a campanha eleitoral do próximo ano. De fato, levando-se em consideração que o pagamento mensal dispensado a cada médico cubano será na ordem de 60 reais – segundo o cirurgião caribenho Carlos Rafael Jimenez, em recente depoimento no Congresso Nacional -, não resta dúvida quanto ao potencial bilionário da campanha presidencial da guerrilheira Dilma. (Neste particular, é bom recordar a operação de milhões de dólares contrabandeados em caixas de Havana Club Rum, em voo originário de Cuba, remetidos por Fidel Castro para “dar força” à reeleição de Lula. Na denúncia publicada pela revista Veja, em julho de 2005, o falso diplomata cubano Sérgio Cervantes, notório “observador” das FARCs, teria sido o agente da operação.
Já na Ilha Cárcere, por sua vez, a certeza (e não mera hipótese) entre os perseguidos políticos é de que a grana bilionária do programa Mais Médicos, sacado do bolso do parvo povo brasileiro, servirá para Raul Castro – “alcoólatra e brutamontes confesso”, no dizer do jornalista Carlos Franqui, Ex-Íntimo do Vampiro do Caribe – ampliar o aparelhamento da DGI (Direción General de Inteligência), órgão da polícia secretaque, na Ilha Cárcere, exerce implacável repressão sobre a população em geral e, em particular, sobre os dissidentes em desacordo com os métodos do comunismo dos irmãos Castro. Como se sabe, a DGI, só em Havana, emprega cerca de setecentos mil espiões para manter sob severa espreita cada quarteirão da desgastada cidade.
Por fim, há a hipótese dos que admitem, com considerável dose de razão, que os irmãos Castro, sinistros predadores do subcontinente, simplesmente enfiarão no bolso o grosso da grana do programa petista, subtraído de forma astuciosa da lograda patuléia cabocla. Amparando a conjetura, basta assinalar recente reportagem da revista Forbes (especialista em quantificar e qualificar a fortuna dos milionários) que elegeu Fidel Castro como um dos homens mais ricos do mundo. A revista informa, sem meias palavras, a razão do vasto patrimônio em dólares de Fidel: os pagamentos dos negócios externos de Cuba são depositados na conta pessoal do insaciável ditador.
Em resumo: bem medido e pesado é possível que cada uma dessas hipóteses seja factível. Pior: no frigir dos ovos, os vastos recursos enviados ao “Paraíso do Caribe” poderiam servir a todos os propósitos acima apontados e mais outros que o desconfiado leitor pode livremente descortinar.
PS – Fidel tem horror aos médicos-enfermeiros cubanos, não confia neles. O tirano se trata com médicos espanhóis e seus exames são analisados em clínica de Boston. Chávez se meteu a besta com a medicina da ilha e se ferrou.

 Ipojuca Pontes,

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

NOVO PROGRAMA DA DILMA, VEM AÍ O "MAIS MILITAR"

Uma sociedade corrompida não formaliza uma Nação Livre! 

 “Libertas quae sera tamen”
 

“Que o mundo pereça, mas faça-se Justiça!”

CUBA! VEM AI CONVÊNIO “MAIS MILITAR.”
 Sarides Freitas
 
Por opção ideológica, tão logo assumiu o governo em 2003, os comunistas planejaram, e desde então está em execução, uma estratégia de desmonte, sucateamento e desmoralização das Forças Armadas; arquiinimigas da ideologia comunizante dos mandatários do País, desde então. Faz parte do pacote, reduzir o salário dos militares à condição de indigente, incompatível com a dignidade e a responsabilidade.
 
Em total desrespeito á Lei 10.331, de 18 de dezembro de 2001, que regulamenta o art; 37, inciso X da Constituição Federal, este governo comunista não concede revisão nos soldos dos militares das Forças Armadas, à luz da Constituição Federal, desde janeiro de 2003, portanto, há dez longos anos. O que acarretou uma perda inflacionária de 135%. Com tamanho achatamento dos soldos a evasão de militares altamente qualificados tem se multiplicado ano, após ano. Esta evasão faz parte, como já mencionado, do plano de desmonte das Forças Armadas. Com esta covarde conduta de depreciar a remuneração do militar, a meta é afastar novos vocacionados.
 
Quando isto ficar patente, e o mínimo necessário para preenchimento das vagas nas Unidades Militares for insuficiente, será a hora de golpear de morte as Forças Armadas...
 
Tal qual sacaram das entranhas comunizante o convênio com Cuba: “MAIS MÉDICO”, será empurrado goela abaixo dos já adestrados comandantes, o convênio também com Cuba:“MAIS MILITAR”.
 

Ai é só hastear a bandeira com foice e martelo e entoar “A INTERNACIONAL COMUNISTA!”


Ah! Restará a todos a gratificante missão de gritar sempre:

Viva Castro! Viva Che!

Isto... Ou 
“EL PAREDON!”


 General!

Armas ensarilhadas se enferrujam e emperram a Liberdade...

1935 - Intentona Comunista. DERROTADA!

1964 - Contra Revolução

            - Dito popular (um é pouco, dois é bom, três é demais...)

2013 - ? ? ?

É graças aos soldados e não aos políticos que a Democracia se eterniza...

Tergiversação: conduta permanente dos descompromissados com a honra. (Sarides Freitas)
 
 
 
 
   “Nada se mostra mais lesivo, para efeito de se destacar o caráter altamente negativo, do que a presença na condução do Estado de altos dirigentes integrantes de quadrilha, formada e constituída para corromper o poder e submeter a vontade hegemônica de grupos neles encastelados a qualquer custo”. Celso de Melo (Mensalão)
 
Sarides Ferreira de Freitas abonari 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

15 ENFERMOS DE CÓLERA EN HOSPITAL NACIONAL DE RECLUSOS


LA HABANA, Cuba, 6 de septiembre de 2013, Dania Virgen García/ www.cubanet.org.- En el Hospital Nacional de Reclusos (HNR) del Combinado del Este, en La Habana, hay 15 casos confirmados de cólera, según informa el recluso Daniel Pérez Díaz, que se encuentra ingresado allí.
Según Pérez Díaz,  el pasado 2 de setiembre había 15 casos confirmados de cólera que recibían atención hospitalaria en el HNR.  En la sala de terapia intensiva hay ingresados doce reos que se encuentran reportados graves.
Pacientes  con diferentes patologías ingresados en la sala de terapia intensiva del HNR, fueron trasladados a salas abiertas sin tener en consideración los riesgos de contagio que esto podría traer aparejado. El responsable de esta decisión fue el Dr. y Mayor del Ministerio del Interior, Alexis.
El día 2, mientras el doctor Alexis pasaba visita, se detuvo frente a la cama del recluso Daniel Pérez Díaz y le comunicó  que no estaba interesado en su curación, le anunció no le concedería licencias ni ninguna otra facilidad para agilizar su curación, le llamó “contrarrevolucionario” y le amenazó con golpizas por facilitar informaciones a quienes llamó “periodistas baratos”.
Fonte: CubaNet

domingo, 1 de setembro de 2013

MISSÕES DE MÉDICOS NO ESTRANGEIRO NA VISÃO DOS CUBANOS

"Mãe, o que você acha de Carlos David?", pergunta Laura, 25, com uma barriga redonda em um vestido florido, a Ana, uma médica de 49 anos que deixará Havana rumo ao Brasil no dia 10.

"Gosto muito", diz a médica, que diz que o terceiro neto nasce em novembro. "Com o primeiro foi o mesmo. Eu estava na Venezuela, mas pude vir para o parto. Foi bom. Agora não sei como vai ser."

Não só Ana, funcionária de um hospital de Havana, mas também seu marido, em missão técnica pelo governo de Cuba num país africano, podem perder o nascimento.
A médica não tem dúvida, no entanto, de que valerá a pena ser um dos 4.000 profissionais recrutados por Cuba para o Mais Médicos.

Ela diz não saber quanto ganhará no Brasil. Ouviu que serão US$ 1.000 (R$ 2.380) dos US$ 4.201 (R$ 10 mil) que o governo brasileiro pagará ao cubano por médico, mas isso não lhe importa.

"Por pior que seja o país, vale a pena. Sempre o salário vai ser maior do que aqui. E o que ganhamos vale muito aqui em Cuba. Além do mais, é uma coisa que não é fácil de entender. Nós somos formados desde pequenos com outra ideia de medicina, gostamos de servir", diz Ana.

Sem os sete anos em que ela e o marido passaram na Venezuela, em missão similar a que cumprirá no Brasil, ela jamais compraria a casa própria subsidiada pelo Estado no valor de US$ 4.000.

Em Cuba, há duas moedas vigentes. O peso cubano, da maioria dos salários e de alguns produtos básicos, e o CUC, equivalente ao dólar, que compra tudo o mais.
A médica, com mestrado em emergências médicas e professora, ganha algo como US$ 26 mensais --ou R$ 62.
Editoria de Arte/Folhapress

META DE VIDA

O único nome real do relato acima é o do bebê. Ana, seus familiares e os demais profissionais de saúde cubanos ouvidos pela Folha em Havana mantêm o anonimato por não estarem autorizados a falar com a imprensa.

Em muitas das histórias, a conclusão de Ana se repetiu. Enquanto ao chegar ao Brasil profissionais cubanos foram chamados de "escravos" nesta semana, viajar ao exterior como funcionário do governo, mesmo sob restrições, é algo disputado.

No caso dos médicos, pode ser a oportunidade de fugir de salários irrisórios e de dois ou três bicos. Mais importante: pode ser a chance de obter o dinheiro que não conseguiriam a vida toda.

"Todos os cinco que trabalham comigo têm outros trabalhos. Um vende perfume, o outro é carpinteiro, outra aluga equipamento de som e outro é taxista. Eu, que estudei para ter meu dinheiro e ser independente, vivo do meu marido, que tem curso técnico", explica a pediatra Consuelo, 43, que tenta se inscrever de maneira independente no Mais Médicos.

Consuelo conta que as ferramentas do médico-carpinteiro e o equipamento de som do colega empreendedor foram conquistas dos dois após voltarem da missão na Venezuela, onde, como Ana, ganhavam US$ 200 (R$ 476).

A família em Cuba recebia até US$ 100 (R$ 238) mensais. Todos ganham ainda um cartão que dá 30% de desconto nas lojas dolarizadas.
Para Roberto Veiga, editor da influente revista cubana ligada à igreja "Espacio Laical", é razoável que o governo cubano cobre um "imposto" dos médicos que leva para trabalhar no estrangeiro.

E o governo conseguiria esse recrutamento se o salário em Cuba fosse maior?
"Os baixos salários são a expressão-chave da crise econômica. Mas, ainda que houvesse em Cuba a possibilidade de um salário digno, creio que a superpopulação de médicos faria a possibilidade de trabalho no exterior atrativa, talvez de outra maneira", diz.

Pavel Vidal Alejandro, economista cubano que atua em universidade da Colômbia, diz que para explicar o fenômeno inteiro é preciso voltar à queda da URSS, quando a ilha comunista perdeu seu aliado político e econômico. Os salários são hoje 70% do que eram em 1989 e os preços se multiplicaram por oito.

"É verdade que os médicos cubanos vão receber no Brasil bem mais do que recebem em Cuba. Mas também é verdade que o Estado também vai receber bem mais alto rendimento. A empresa estatal tem um modelo de rentabilidade de negócio baseado em baixíssimos salários. O que está ocorrendo é uma extensão desse modelo, levado à Venezuela, ao Brasil."

Nos anos 90, ocorreu uma mutação em Cuba. A despeito do acesso universal à carreira universitária, as profissões foram divididas em duas categorias básicas: as que poderiam gerar rendimentos em dólares e as que não podiam.
Os médicos, elite do Estado e ponta de lança da diplomacia comunista, ficaram no lado mau da balança, com salários irrisórios e proibidos de buscar emprego no único oásis da crise: o turismo.

Os anos 2000, e o convênio estratégico de Cuba com a Venezuela, que levaria 30 mil profissionais de saúde por ano, mudou o quadro e melhorou o status da profissão.
Agora, cursar medicina pode ser também o começo de uma trajetória que terminará em uma missão externa.

O incentivo é uma ajuda no esforço do governo para garantir o preenchimento das vagas abertas em medicina nas 13 universidades médicas espalhadas pelo país, 25 faculdades de medicina, 4 de odontologia e 4 faculdades de enfermagem.

Segundo o governo, 47.676 estudantes de medicina começarão o ano letivo amanhã e 10.374 estrangeiros --a maioria deles selecionado por parceiros políticos, como PT e PC do B no Brasil e FMLN, de El Salvador.

Ainda assim, chegam a sobrar vagas de medicina. Pelo menos é o que diz a cubana Ana (nome fictício), selecionada para o Mais Médicos, que é docente. Ela diz que, ao contrárioda sua época, agora alunos que não conseguiram entrar em outras carreiras acabam em medicina.

A médica de 49 anos rebate às críticas de que a produção em massa de médicos debilita a formação.
Para a pesquisadora americana Julie Feinsilver, autora de estudos como "Fifty Years of Cuba's Medical Diplomacy: From Idealism to Pragmatism" (50 anos de Diplomacia Médica: do Idealismo ao Pragmatismo), a flexibilidade do sistema de saúde e sua revisão constante são um dos trunfos locais.

Com a crise dos anos 90, a atenção primária foi ainda mais focada na prevenção de doenças e na análise territorial e comunitária dos fatores de riscos de saúde, um princípio básico do ensino local.

"Esse tipo de abordagem ampla é precisamente o que melhor funciona nas comunidades que os cubanos devem atender no Brasil, muito mais do que um modelo mais clínico e curativo. Claro que os cubanos também são treinados para isso, mas a ênfase é mais atenção primária do que medicina de ponta".

Sheila González caminha sob o sol a pino, rodeada de edifícios em ruínas, escombros quase bonitos de um bombardeio que não ocorreu.
Grávida de Daniel há sete meses, a futura mãe vive em uma zona pobre no centro da capital cubana, Havana.

Carregando o almoço do dia, Sheila pode ser considerada o símbolo do sistema de saúde cubano que, ao lado da educação, é hoje a maior bandeira dos guerrilheiros que chegaram ao poder em 1959.

No país que ostenta uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do continente, é prioridade zero cuidar da gravidez da moça de 27 anos, mãe solteira, técnica em recursos humanos.

"Minha ginecologista e a médica da família são muito exigentes. Estão atentas a tudo. Ao meu peso, ao peso dele, à minha pressão. Sei que meu filho está em boas mãos, antes e depois de nascido", conta Sheila, que, abaixo do peso ideal no começo da gravidez, entrou num programa estatal que reforça a dieta, com almoço diário.

"Gosto do meu país. Não falo mal do governo. Falo o que acho que tem que melhorar", diz ela. E começa a citar o salário de US$ 15, a cesta básica para gestantes que é insuficiente e por que duvidou em ter mesmo Daniel.
Flávia Marreiro/Folhapress
Cubana Sheila González, 27, grávida de sete meses, segura almoço reforçado que ganha do Estado após avaliação nutricional
Cubana Sheila González, 27, grávida de sete meses, segura almoço reforçado que ganha do Estado após avaliação nutricional

"Minha mãe teve duas filhas, e em condições melhores do que eu", diz, em declaração emblemática -a natalidade em Cuba cai, e a população, também por causa das migrações, encolhe.

Em outras palavras, se a atenção médica não falta e é universal, o sistema de saúde tampouco está imune à precariedade de recursos por causa da crise econômica.

A infraestrutura, em muitos lugares, não difere dos edifícios decrépitos do centro de Havana. Médicos não reclamam em público, mas enviam "revolucionariamente" cartas ao governo falando das condições em que trabalham.
Sem falar dos salários baixíssimos e dos plantões não remunerados que fazem.

Para completar, a exportação de médicos em massa, intensificada na última década, também é um fator de pressão no sistema. Sheila se queixa. "Muitos médicos bons se foram. Muitos só pensam de forma gananciosa."

Em outra ponta da cidade, a professora Alina Guerra, 56, diz que médico nunca faltou, mas ela só voltou a se consultar quando Dorália, sua médica, voltou da Venezuela.
Para a pediatra Consuelo (nome fictício), a exportação de médicos ao Brasil terá efeitos concretos. Quando dois de seus companheiros forem ao Mais Médicos nos próximos meses, ela conta que vai dobrar os plantões.

"Os cubanos brincam dizendo 'Vai à Venezuela fazer o que?', o amigo responde 'Em uma missão?', e ouve: 'Não, vou ver meu médico'."
De acordo com a pesquisadora Julie Feinsilver, autora de estudos sobre a saúde na ilha, não é possível dizer se falta médico ou se é apenas uma questão de percepção, por causa da má distribuição.

Para ela, o sistema de saúde é um dos aspectos que dão legitimidade ao governo. Segundo Feinsilver, "a saúde da população cubana" é, para o governo dos irmãos Castro, "uma metáfora da saúde do corpo político" da ilha.

Fonte: Folha de São Paulo