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domingo, 1 de maio de 2011

OXI, A PEDRA DE R$ 2, CHEGA A SÃO PAULO.

Mais destrutivo e viciante do que o crack, o oxi chegou à cracolândia. As pedras, que são vendidas por R$ 2, cinco vezes menos do que o crack, matam um terço dos viciados já no primeiro ano de uso. Especialistas dizem que a nova droga deve agravar ainda mais os problemas de saúde pública na Luz, região central, onde centenas de dependentes químicos vagam dia e noite.



José Patrício/AETráfico. Na rua Helvétia, o oxi é vendido aos gritos de "pedra de R$ 2"; apreensões da polícia ainda não detectaram a droga, pois análises não levam em conta suas substâncias

As pedras de oxi são feitas de pasta base de cocaína acrescida de cal virgem, querosene ou gasolina, ingredientes mais baratos e corrosivos do que o bicarbonato de sódio e o amoníaco, que compõem o crack. Segundo especialistas, assim como o crack, o oxi é capaz de viciar nas primeiras vezes em que é consumido.

Entre os dependentes que circulam pela cracolândia, o oxi é conhecido como "a pedra de R$ 2". O comércio de drogas nas proximidades da Estação Júlio Prestes é livre, a qualquer hora do dia ou da noite, como em uma feira livre com mais de 150 pessoas. As pedras de R$ 2 surgem em pequena quantidade nas mãos dos traficantes, que também são usuários e fazem a venda para sustentar o próprio vício.

Na Rua Helvétia, há também uma feira do rolo, onde viciados negociam roupas usadas, tênis, produtos eletrônicos e até objetos sem valor aparente em um escambo frenético, sempre tendo a obtenção das pedras como objetivo final. Lá, o oxi é oferecido aos gritos de "pedra de R$ 2!". A droga é uma opção ao crack, cuja pedra custa R$ 10 e permanece no topo da preferência dos "noias". Assim são chamados os dependentes de droga da região, que reagem de forma agressiva. Confundido com policial à paisana, o repórter do Estado foi agredido por um grupo de usuários na última semana.

As apreensões realizadas na cracolândia ainda não foram capazes de detectar o oxi, mais por questão de método do que por falta da droga no mercado. "No exame do Instituto de Criminalística, dá positivo para cocaína. Como é em pedra, fica caracterizado como crack, mas também pode ser oxi", afirma o diretor da Divisão de Educação e Prevenção do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), Reinaldo Correa.

A partir de agora, as pedras apreendidas serão testadas também para oxi. Há indícios de que 60 quilos de crack apreendidos em março na capital sejam, na verdade, oxi. Amostras foram queimadas e restou óleo, característica da nova droga.

Mudança. Para especialistas, oxi deve ganhar espaço entre usuários de crack. "Se oferecer àqueles que já estão na sarjeta algo mais barato e poderoso, a aceitação será maior. O serviço municipal de saúde está rendido e ficará em situação ainda pior", diz Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e especialista em dependência química.

Nas ruas, o oxi deixa um rastro degradante, que começa pelos resíduos de querosene nos cachimbos e avança até o vômito e a diarreia persistentes, algumas das diferenças em relação aos efeitos do crack. "Causa um isolamento e eles (os dependentes) têm "barato" até na própria sujeira", diz Correa, do Denarc.

Fonte: O Estadão.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

OXI - UM ALERTA (By Marco Sobreira)

Um novo e devastador perigo ameaça nossos jovens, principalmente os de menor poder aquisitivo, refiro-me ao OXI ou OXIDATO como é conhecido entre os seus usuários. Imaginem uma droga pior que o crack, barata, com poder de viciar instantaneamente e com repercussões orgânicas ainda não estudada o suficiente para se avaliar o tamanho e a velocidade dos danos ao organismo de seus consumidores?


O crack é produzido ao se adicionar bicarbonato e amoníaco ao cloridrato de cocaína, já o oxi é fabricado através da adição de querosene e cal virgem à cocaína. Estudada inicialmente nas cidades acreanas, onde o refugo da cocaína, conhecida como “tia”ou “mescla” era misturada até com solução de bateria, tudo dependendo do que o traficante tinha às mãos.

Brasiléia ou Epitaciolândia são cidades pobres, onde os habitantes moram em casas de madeira sobre palafitas, são amplamente conhecidas por qualquer um que estude o tráfico de drogas oriundos da Bolívia, sua proximidade com a cidade de Cobija. O rio que separa as duas cidades é alagadiço, enche no período de chuvas e fica tão raso na seca que pode ser atravessado a pé, facilitando o tráfico.

Vendido em pedras, que podem ser mais amareladas ou bem esbranquiçadas dependendo da quantidade de querosene ou cal virgem adicionados, o grande apelo do OXI é justamente o seu preço, enquanto a “mescla” custa de 5 a 10 reais por trouxinha que serve para três cigarros, o OXI é vendido de 2 a 5 reais por 5 pedras. É uma droga popular.

A pedra é consumida em latinhas com furos, como o crack, o que torna a fumaça mais pura e seu efeito ainda mais forte, também é consumida misturada ao cigarro ou à maconha e em pó, aspirado. Seja como for, o consumo é sempre acompanhado de bebida, cachaça, cerveja ou coisa pior, há relatos de uso com álcool etílico na falta ou impossibilidade de se adquirir outras bebidas.

O uso do álcool é quase indispensável, por causa de uma das características do OXI, a “fissura”. No começo seu usuário sente uma sensação de euforia, de ânimo, depois vem o medo, a mania de perseguição, a paranóia. A droga só dá “barato” enquanto é consumida e cada pedra dura cerca de 15 minutos , para perpetuar o barato , o uso do álcool serve de alívio entre uma pipada e outra, num ritual que geralmente dura em torno de seis horas, preferencialmente à noite.


Para conseguir mais drogas e calar a “fissura”, os usuários em sua grande maioria sem poder aquisitivo e desempregados, praticam pequenos roubos ou se prostituem aumentando o risco de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS entre eles, que começam a atividade sexual geralmente entre os 9 e 14 anos.

Pelo pouco que se sabe ainda, os efeitos no organismo se traduzem por danos ao sistema nervoso, levam à paranóia e ao medo constante, mas vai além disso, emagrecimento rápido, cor amarelada, problemas estomacais, no fígado, vomitam e têm diarréia freqüentemente, há inclusive relatos de que quando pipam a pedrinha, caem, vomitam, defecam e têm o “barato” entre fezes e vômitos até se levantarem e piparem novamente.

Um dado alarmante, é que aproximadamente 30% dos usuários morrem em um ano, seja pela efeito da droga ou assassinados pelos pequenos furtos ou dívidas com os traficantes, sua paranóia e medo de tudo, os impede de procurar ajuda, se isolando cada vez mais agravando o quadro deste novo perigo que ronda nossa juventude.

Marcados, discriminados pela policia e até mesmo pelos agentes de saúde, os consumidores do OXI são relegados à condição de escória humana, se hoje nos chocamos com as cracolândias, podemos nos preparar para algo muito pior que está vindo por aí. Ou o Governo encara o combate às drogas como prioridade e providencia assistência médica, psicológica, clinicas de tratamento, ou grande parte de nossa juventude, prioritariamente as de maior risco social, estará irremediavelmente condenada. "NÃO PODEMOS PERMITIR"



quinta-feira, 21 de abril de 2011

VIDAS EM RISCO.

Governo precisa adotar medidas eficazes de combate às drogas, afirmam deputados


Os deputados César Colnago (ES) e Raimundo Gomes de Matos (CE) classificaram de insuficiente a atuação do governo federal no combate às drogas e cobraram rapidez no enfrentamento do problema. Apesar da necessidade de ações de prevenção e tratamento ao usuário, o Programa Integrado para Enfrentamento do Crack e Outras Drogas, lançado pelo ex-presidente Lula em maio do ano passado, até agora não foi colocado em prática.

Para os tucanos, a situação está cada vez mais preocupante. E, para agravar a situação, uma nova droga começa a ameaçar a tranquilidade dos brasileiros: o oxi, uma substância derivada da cocaína e com elevado poder de destruição. O Conselho Federal de Medicina, conforme reportagem do jornal “O Globo”, tem criticado a paralisia do governo para colocar o plano de enfrentamento ao crack em prática. O primeiro vice-presidente do Conselho, Carlos Vital Corrêa Lima, considera os R$ 400 milhões previstos para o programa insuficientes para solucionar essa equação.

Na opinião de Colnago, o governo precisa adotar uma política de interação com os estados e, principalmente, controlar a entrada de drogas e entorpecentes pelas fronteiras. O tucano criticou o governo por não criar um programa nacional nas unidades de saúde para dar atenção ao usuário.

“O consumo só aumenta e isso mostra que não temos um resultado eficaz em relação a essa questão”, apontou. Sem uma política efetiva, segundo o parlamentar, o crack continuará destruindo a vida e o futuro das famílias brasileiras. “O governo tem que se preocupar permanentemente e colocar esse assunto sempre em pauta. Uma nação que não cuida dos seus jovens não cuida do seu futuro.”

Por sua vez, Gomes de Matos condenou a administração federal por não ter planejamento em nenhuma das ações públicas. “Cada vez mais os jovens consomem drogas e isso gera uma vulnerabilidade grave para o país. O governo prefere gastar dinheiro em publicidade em vez de investir na área social”, sentenciou. Ele destacou ainda a inexistência de mecanismos de recuperação dos usuários, o que só agrava o problema.

Segundo “O Globo”, no Acre, meninas de oito anos e mulheres de até 60 anos consomem oxi, que custa entre R$ 2 e R$ 5. Diante dessa mazela, o deputado Márcio Bittar (AC) pediu uma audiência pública na Comissão da Amazônia para debater a entrada da droga no país e as consequências da redução do orçamento da Polícia Federal para fiscalização das fronteiras.

Inoperância

→ O primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Corrêa Lima, disse que a baixa execução orçamentária é um entrave: de R$ 124 milhões disponíveis para a gestão da política nacional sobre drogas em 2010, apenas R$ 5,3 milhões (4%) já foram pagos.

→ Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios, 98% das cidades do país enfrentam problemas relacionados ao uso do crack. A pesquisa, realizada no mês de novembro, mapeou 71% das cidades do Brasil, isto é, 3.950.

Fonte: http://bit.ly/gGldjh