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terça-feira, 1 de maio de 2012

DISCURSO POPULISTA



Na noite de segunda-feira (30), em pronunciamento por conta do Dia do Trabalho, a presidente Dilma Vana Rousseff voltou a criticar as altas taxas de juro cobradas pelos bancos privados. Em rede nacional, Dilma disparou novamente contra o mercado financeiro, alegando que o exemplo a ser seguido é o do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que nas últimas semanas reduziram as taxas de juro em duas ocasiões. “É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com os juros mais altos do mundo”, disse Dilma.

Nessa queda de braços, que tem como objetivo incentivar o consumo irresponsável por meio da concessão de crédito fácil, é importante salientar alguns pontos. O custo do dinheiro está diretamente relacionado a uma regra de mercado, a da oferta e da procura. Fora isso, há a variante do risco, que as instituições financeiras levam em conta no momento da fixação das taxas de juro. Dilma falou, em um trecho do seu pronunciamento, que “a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, mas não é essa a realidade. A inadimplência, que cresceu após a onda de consumismo iniciada a partir de 2008, está em níveis elevados, o que interfere nas taxas de juro e na disposição do mercado de conceder empréstimos.

É fato que as instituições financeiras têm lucrado como nunca no Brasil, mas esse movimento é resultado da complacência do então presidente Luiz Inácio da Silva com o setor, que despejou verdadeira fortuna nas duas últimas campanhas eleitorais do ex-metalúrgico. Não será com discurso voltado para a plateia que Dilma conseguirá convencer os bancos a reduzirem as taxas de juro. Há no mercado operações contratadas anteriormente e ainda em vigência, cujas bases contratuais devem ser cumpridas à risca. Fora isso, as regras para a captação de dinheiro no exterior foram endurecidas pelo governo federal, como forma de evitar a enxurrada de dólares no País, o que prejudica as exportações brasileiras.

Dilma não tem um avarinha de condão e nem o Brasil é uma ditadura para que fatos aconteçam da noite para o dia, por meio de uma canetada resultante do humor do chefe da nação. Mudanças no mercado financeiro, como taxas de juro, por exemplo, demandam tempo para que sejam colocadas em prática e surtam os efeitos desejados. O BB e a Caixa só decidiram pela redução das taxas porque em caso de prejuízo o mesmo será socializado.

A equipe econômica do governo é uma das piores das últimas décadas e continua insistindo em não fazer a lição de casa. De nada adianta sonhar com a queda das taxas de juro, se em uma ponta há um tomador sedento de recursos que é o próprio governo. No caso de as taxas de juro serem reduzidas, o consumo interno crescerá de forma automática. Como o Brasil enfrenta um reconhecido processo de desindustrialização, a saída será incentivar a importação para evitar a alta da inflação, pois a tendência é que a demanda seja maior do que a oferta. Acontece que se render aos importados é impulsionar a desindustrialização. Fora isso, o Banco Central já reviu para cima a inflação para 2012.

Fato é que nessa ciranda de discursos alguém está querendo ser enganado.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 6 de março de 2012

CRESCIMENTO ECONÔMICO FRACO MOSTRA GASTANÇA DESSE GOVERNO POPULISTA



Vergonha nacional – Criado na era Lula para ser mais uma das gazetas palacianas em favor de Dilma Vana Rousseff, então candidata presidencial, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um fiasco conhecido. A necessidade de elevar Dilma às alturas obrigou o Palácio do Planalto a inventar a segunda versão do Programa, o PAC 2. Entre um e outro foi criado o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que desde a sua criação ainda não entregou 30% das moradias prometidas para um ano.

Enquanto a ineficiência do PAC fica sob o controle dos palacianos, a verdade sobre o assunto sequer desce a rampa do Palácio do Planalto, que dirá chegar ao conhecimento dos cidadãos mais desavisados.

O acanhado crescimento do PIB em 2011 é também prova evidente do fracasso do PAC. Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno ressalta que trata-se de falta de competência do governo em relação à política de desenvolvimento e na gestão da política econômica. “Ao contrário do que alega o governo, o ‘pibinho´ de 2011 não é reflexo direto da crise econômica na zona do euro. Trata-se de má gestão da política econômica e do fracasso do PAC, que não passa de um programa publicitário sem consistência. A queda está diretamente ligada à falta de investimentos, à carga tributária
excessiva, que bate 37% do PIB, e a falta de estímulos ao setor produtivo. É fruto de incompetência governamental. Com o PAC do PT, estamos empacados” declarou Bueno.

O líder oposicionista lembra também que o governo tem apostado na exportação de commodities para compensar a própria inoperância. “Como um país pode entrar num processo de crescimento sustentável se não investe em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Não tem um plano eficiente para ampliação de seu parque industrial e se esquece da educação. Escora-se apenas no desempenho do setor primário, o que é um erro. O país precisa diversificar os investimentos”, disse Rubens Bueno.

Além desses ingredientes preocupantes, Bueno não deixou de incluir em suas críticas as despesas realizadas pelo governo Lula para eleger Dilma Rousseff, as quais hoje recaem sobre o bolso do contribuinte. “O governo gasta mal, desperdiça uma enorme quantidade de dinheiro em projetos meramente eleitorais, como fez em 2010 para eleger Dilma, incha a máquina pública com a companheirada e, para agravar a situação, despeja milhões no ralo da corrupção”, completou.

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DOUTOR LULA.

Lula, como Brizola, é um grande comunicador. Mas, como Brizola também, é um grande populista.

A característica fundamental desse tipo de líder é, como escreve o professor Pierre-André Taguieff (A Ilusão Populista - Ensaio sobre as Demagogias da era Democrática, Paris, Flammarion, 2002), que se trata de um demagogo cínico. Demagogo - no sentido aristotélico do termo - porque chefia uma versão de democracia deformada, aquela em que as massas seguem o líder em razão de seu carisma, em que pese o fato de essa liderança conduzir o povo à sua destruição. O cinismo do líder populista já fica por conta da duplicidade que ele vive, entre uma promessa de esperança (e como Lula sabe fazer isso: "Os jovens devem ter esperança porque são o futuro da Nação", "o pré-sal é a salvação do brasileiro", e por aí vai), de um lado, e, de outro, a nua e crua realidade que ele ajudou a construir, ou melhor, a desconstruir, com a falência das instituições que garantiriam a esse povo chegar lá, à utopia prometida...

Lula acelerou o processo de desconstrução das instituições que balizam o Estado brasileiro. Desconstruiu acintosamente a representação, mediante a deslavada compra sistemática de votos, alegando ulteriormente que se tratava de mais uma prática de "caixa 2" exercida por todos os partidos (seguindo, nessa alegação, "parecer" do jurista Márcio Thomas Bastos) e proclamando, em alto e bom som, que o "mensalão nunca existiu". Sob a sua influência, acelerou-se o processo de subserviência do Judiciário aos ditames do Executivo (fator que nos ciclos autoritários da História republicana se acirrou, mas que sob o PT voltou a ter uma periclitante revivescência, haja vista a dificuldade que a Suprema Corte brasileira tem para julgar os responsáveis pelo mensalão ou a censura odiosa que pesa sobre importante jornal há mais de dois anos, para salvar um membro de conhecido clã favorável ao ex-mandatário petista).

Lula desconstruiu, de forma sistemática, a tradição de seriedade da diplomacia brasileira, aliando-se a tudo quanto é ditador e patife pelo mundo afora, com a finalidade de mostrar novidades nessa empreitada, brandindo a consigna de um "Brasil grande" que é independente dos odiados norte-americanos, mas, certamente, está nos causando mais prejuízos do que benefícios no complicado xadrez global: o País não conseguiu emplacar, com essa maluca diplomacia de palanque, nem a direção da Unesco, nem a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), nem a entrada permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Lula, com a desfaçatez em que é mestre, conseguiu derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo as torneiras do Orçamento da União para municípios governados por aliados que não fizeram o dever de casa, fenômeno que se repete no governo Dilma. De outro lado, isentou da vigilância dos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União, notadamente) as organizações sindicais, que passaram a chafurdar nas águas do Orçamento sem fiscalização de ninguém. Esse mesmo "liberou geral" valeu também para os ditos "movimentos sociais" (MST e quejandos), que receberam luz verde para continuar pleiteando de forma truculenta mais recursos da Nação para suas finalidades políticas de clã. Os desmandos do seu governo foram, para o ex-líder sindical, invenções da imprensa marrom a serviço dos poderosos.

A política social do programa Bolsa-Família converteu-se numa faca de dois gumes, que, se bem distribuiu renda entre os mais pobres, levou à dependência do favor estatal milhões de brasileiros, que largaram os seus empregos para ganhar os benefícios concedidos sem contrapartida nem fiscalização. Enquanto ocorria isso, o Fisco, sob o consulado lulista, tornou-se mais rigoroso com os produtores de riqueza, os empresários. "Nunca antes na História deste país" se tributou tanto como sob os mandatos petistas, impedindo, assim, que a livre-iniciativa fizesse crescer o mercado de trabalho em bases firmes, não inflacionárias.

Isso sem falar nas trapalhadas educacionais, com universidades abertas do norte ao sul do País, sem provisão de mestres e sem contar com os recursos suficientes para funcionarem. Nem lembrar as inépcias do Inep, que frustraram milhões de jovens em concursos vestibulares que não funcionaram a contento. Nem trazer à tona as desgraças da saúde, com uma administração estupidamente centralizada em Brasília, que ignora o que se passa nos municípios onde os cidadãos morrem na fila do SUS.

Diante de tudo isso, e levando em consideração que o Brasil cresceu na última década menos que seus vizinhos latino-americanos, o título de doutor honoris causa concedido a Lula, recentemente, pela prestigiosa casa de estudos Sciences Po, em Paris, é ou uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância do que se passa no nosso país. Os doutores franceses deveriam olhar para a nossa inflação crescente, para a corrupção desenfreada, fruto da era lulista, para o desmonte das instituições republicanas promovido pelo líder carismático e para as nuvens que, ameaçadoras, se desenham no horizonte de um agravamento da crise financeira mundial, que certamente nos encontrará com menos recursos do que outrora. Ao que tudo indica, os docentes da Sciences Po ficaram encantados com essa flor de "la pensée sauvage", o filho de dona Lindu que conseguiu fazer tamanho estrago sem perder a pose. Sempre o mito do "bon sauvage" a encantar os franceses!

O líder prestigiado pelo centro de estudos falou, no final do seu discurso, uma verdade: a homenagem ele entendia ter sido feita ao povo brasileiro - que paga agora, com acréscimos, a conta da festança demagógica de Lula e enfrenta com minguada esperança a luta de cada dia

Fonte Ricardo Vélez Rodrígues  O Estado de São Paulo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

GOVERNO VAI CRIAR O CARTÃO ÁGUA - POPULISMO BARATO




Populismo – O governo federal pretende criar o Cartão Água. O anúncio foi feito pela coordenadora dos projetos especiais do Ministério da Integração Nacional, Adriana Alves, nesta segunda-feira (29), em Fortaleza, durante o seminário sobre Políticas Sociais para o Nordeste, Recursos Hídricos e Programa Água para Todos.
“A Operação Pipa deve deixar de ser extraordinária para ser permanente com a criação do cartão água que será distribuído a população carente de água. O cartão vai controlar a vazão e o abastecimento. Inicialmente controlado pelo governo federal e depois a ideia é que os estados assumam este Cartão Água”, revelou Adriana Alves.
Ela citou que o Programa Água para Todos tem metas arrojadas. “Já para 2011 com recursos de R$ 246 mil vamos construir 60 mil cisternas. Para até 2014 com recursos de dois bilhões vamos construir 349 mil sistemas através de cisternas e pequenas barragens”. As informações são da agência “Política Real”.

Fonte: Ucho. Info

domingo, 22 de maio de 2011

A "ESPERTOCRACIA" EDUCACIONAL.

Machado de Assis, mulato, gago e epilético, um dos mais ilustrados e respeitados cultores do idioma pátrio, conseguiu de modo exemplar unir o erudito ao popular. Em seus irretocáveis escritos, ensinava que a democracia deixa de ser uma coisa sagrada quando se transforma em "espertocracia" - "o governo de todos os feitios e de todas as formas". Já de Rui Barbosa, pequena estatura, advogado, diplomata, político e jornalista, cujo nome está inscrito nos anais da história do Direito internacional, pode-se extrair uma singela lição de seu celebrado patrimônio intelectual: "A musa da gramática não conhece entranhas". Pois bem, esses dois curtos arremates dos renomados mestres de nossa língua escrita e falada vêm a calhar neste momento em que a perplexidade assoma ante a barbaridade, patrocinada pelo Ministério da Educação (MEC), de uma "nova gramática", cuja autora assim ensina: "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado", como frase adequada à linguagem oral, está correta ao ser usada em certos contextos.
Para o grande Rui, a letra da gramática não entra em curvas e evita estratagemas. E o aforista Machado puxa a orelha dos "espertocratas", aqueles que bagunçam ao escrever tal como falam, usando todos os feitios e formas. E arremata de maneira cortante: "A primeira condição de quem escreve é não aborrecer". Aborrecimento é o que não falta quando vemos "sábios pareceristas", contratados pelo MEC, exibindo o argumento: seja na forma "nós pega o peixe" ou "nós pegamos o peixe", o pescado estará na rede. Se assim é, ambas estão corretas. Para dar mais voltas no quarteirão da polêmica, a pasta da Educação alega que não é o Ministério da Verdade. Donde se conclui que um doidivanas qualquer, desses que se encontram no feirão das ofertas gramaticais estapafúrdias, pode vir a propor um texto sobre a História do Brasil sem nexo, com figurantes trocados e português estropiado. Basta receber o imprimatur de outra figura extravagante que seja docente de Português para ser adotado nas escolas. Com esse arranjo, o pacote educacional tem condições de receber o endosso da instância mais alta da educação no País para circular nas salas de aula. Esse é o caminho percorrido pelo acervo didático que faz a cabeça da estudantada.
Analisemos as questões suscitadas pela obra Por uma Vida Melhor, a começar pela indagação filosófica que se pinça do título da série. Terá uma vida melhor o estudante que se obriga a aprender numa gramática alternativa, onde a "norma popular" se imbrica à norma culta? Ou, para usar a expressão da professora Heloisa Ramos, autora do livro, sofrem os alunos que escrevem errado "preconceito linguístico"? Primeiro, é oportuno lembrar que, mesmo concordando que a língua é um organismo vivo, evolutivo, não se pode confundir uma coisa com a outra, a forma oral e a norma escrita. Cada compartimento deve ser posto em seu devido lugar. Quem troca uma pela outra ou as junta na mesma gaveta gramatical o faz por alguma intenção, algo que ultrapassa as fronteiras linguísticas. E é nesse campo que surgem os atores, aqui cognominados de doidivanas. Mais parece um grupo que considera a língua instrumento para administrar preconceitos, elevar a cidadania e o estado de espírito dos menos instruídos. Como se pode aduzir, embute-se na questão um viés ideológico, coisa que se vem desenvolvendo no País na esteira de um populismo embalado com o celofane da demagogia.
Ora, os desprotegidos, os semianalfabetos, os analfabetos funcionais, enfim, as massas ignaras não serão elevadas aos andares mais altos da pirâmide se lhes for dada apenas a escada do pseudonivelamento das regras do idioma. Esta é, seguramente, um meio de ascensão social. Mas seus usuários precisam entender que a chave do elevador está guardada nos cofres normativos. Igualmente, as vestimentas, os modos e costumes, a teia de amigos, as referências profissionais são motores dessa escalada. Por que, então, os doidivanas da cultura e da educação investem com tanta força para elevar a linguagem popular ao patamar da norma culta? Não entendem que são objetos diferentes? Por que tanto esforço para defender uma feição que valida erros grosseiros? Não há outra resposta: ideologização. Imaginam o uso da língua como arma revolucionária. O sentimento que inspira os cultores da ignorância só pode ser o de que para melhorar a autoestima e ter uma vida melhor a população menos alfabetizada pode escrever como fala. Como se a gramática normativa devesse ser arquivada para dar lugar à gramática descritiva. Sob essa abordagem, sorver a sopa fazendo barulho, à moda dos nossos bisavós, também poderia ser recomendável...
As concessões demagógicas que se fazem em nome de uma "educação democrática" apenas reforçam a estrutura do atraso que abriga o ensino público básico do País, responsável pelo analfabetismo funcional que atinge um terço da população. Avolumam-se os contingentes de jovens de 9 a 14 anos que, além de não saberem interpretar um texto, se restringem ao exercício de copiar palavras sem entender o seu significado. Os copistas constituem os batalhões avançados da "revolução" empreendida pela educação brasileira. Pior é constatar que os "revolucionários" creem firmemente que a escalada social deve continuar a ser puxada pela carroça do século 17, fechando os olhos à "mobralização" da universidade. E assim, passada a primeira década do século 21, no auge das mudanças tecnológicas que cercam a Era da Informação, emerge um processo de embrutecimento do tecido social. Alicerçado pela argamassa de escândalos, desprezo às leis, violência desmesurada, promessas não cumpridas.
O grande Rui bem que profetizara: "A degeneração de um povo, de uma nação ou raça começa pelo desvirtuamento da própria língua".

Fonte: Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CABRAL CULPA DESGRAÇA DO POPULISMO POR TRAGÉDIA NO RIO.

KELLY LIMA - Agência Estado


Ausente do Rio e com paradeiro desconhecido durante a tragédia que aconteceu na região serrana e deixou mais de 400 mortos, o governador Sérgio Cabral (PMDB) vociferou contra os antecessores que permitiram a ocupação inadequada de encostas em todo o Estado. "Lamentavelmente, o que tivemos na região serrana foi um problema muito semelhante ao que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, que é a desgraça do populismo. Deixaram a ocupação de áreas acontecer como se fossem aliados dos mais pobres. A grande maioria atingida é de populares. Políticos oportunistas de plantão sempre se aproveitam para fazer defesa de ocupações irregulares", disse, em entrevista coletiva, ao lado da presidente Dilma Rousseff, com quem sobrevoou hoje as áreas atingidas.

Durante todo o tempo, Cabral elogiou Dilma e o governo do ex-presidente Lula, destacando que o Rio de Janeiro recebeu nos últimos quatro anos não só solidariedade, mas também apoio com recursos financeiros. "Nunca antes o Rio de Janeiro recebeu recursos com tanta velocidade", afirmou, para completar em seguida: "Obviamente, não dá para fazer uso do dinheiro público sem prestar contas ao TCU e a toda a burocracia. Mas não há uma reclamação do governo estadual sobre a liberação de recursos até hoje."

Cabral recebeu em troca da presidente Dilma um afago, quando ela afirmou que há excelente parceria desenvolvida entre o Estado e o governo federal. "O Sérgio me ligou ontem, ele estava no exterior, e aí tem as vantagens de estar no exterior para poder tomar providências imediatas. Ele me pediu para colocar imediatamente a ministra de Desenvolvimento Social e o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos em contato para que ambos fizessem um levantamento sobre as áreas atingidas e o que seria preciso. Isso foi agilizado e pudemos tomar medidas para acelerar a liberação de benefícios, como aluguel social, e outras medidas, antecipando Bolsa Família e benefício da prestação continuada", disse Dilma. Foi a única menção ao fato de o governador estar fora do País, provavelmente entre Paris e Londres, no momento da tragédia.

Ainda segundo Cabral, "o que está angustiando são as próximas horas e os próximos dias". "Hoje não temos só Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, mas problemas também em Areal, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro. Há áreas ainda com risco de desabamento, com queda de barreiras e com índice pluviométrico com previsão elevada", afirmou Cabral.

Fonte: http://bit.ly/eJJx7X