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segunda-feira, 13 de junho de 2011

DEPUTADOS QUEREM REAJUSTE AUTOMÁTICO.

Está em curso na Câmara dos Deputados mais uma manobra para beneficiar salarialmente os próprios parlamentares. Eles querem que seus vencimentos sejam automaticamente equiparados aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, e já estão tomando providências nesse sentido.

Sem alarde, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/11 que determina igualdade de remuneração para agentes dos três poderes. O texto estabelece que o presidente da República, o vice-presidente, os ministros de Estado, os senadores e os deputados federais recebam salários idênticos aos dos ministros do STF - que constituem o teto para o funcionalismo público no país.

É uma grande esperteza política. A equiparação de vencimentos entre os poderes permitiria aos parlamentares engordar suas contas bancárias todo ano, sem expô-los a desgaste perante a opinião pública. Não precisariam propor nem votar separadamente projeto para reajustar o próprio salário - o que sempre provoca forte reação popular.

Talvez não tenha sido mera coincidência a aprovação da PEC 5/11 no momento em que tramita na Câmara, com recomendação de prioridade, o projeto de lei n° 7.749/2010, que eleva o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal de R$ 26.723 para R$ 30.675. E o mesmo valor que passariam a ganhar deputados federais e senadores, de acordo com a PEC 5/11. Tem mais: o projeto de lei n° 7.749/2010 prevê ainda uma política contínua de reajuste anual, a cada mês de janeiro, sem a necessidade de aprovação de propostas pelo Congresso. Esse automatismo também beneficiaria os parlamentares.

É oportuno lembrar que, em dezembro de 2010, o Congresso aprovou um projeto que igualou os subsídios de deputados, senadores, ministros de Estado, presidente e vice-presidente ao salário dos ministros do STF. Assim, a partir de fevereiro de 2011, os parlamentares passaram a receber subsídio de R$ 26.723,13 - um aumento de 61,7% sobre R$ 16,5 mil que recebiam até janeiro. Ou seja, deputados e senadores se auto presentearam com um avanço salarial estupendo.

Em função do reajuste de 61,7% as despesas de pessoal do Congresso tiveram aumento de mais de R$ 800 milhões neste ano. Em 2010 foram gastos R$ 5,3 bilhões com subsídios, encargos sociais de parlamentares, servidores e aposentados da Câmara e do Senado. Agora o valor gira em torno de R$ 6,2 bilhões. É uma conta muito salgada que chegou ao bolso da população.

A PEC 5/11 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, mas ainda terá de ser submetida a votação em plenário. Então, o caso de a população se mobilizar, por meio de suas entidades representativas, visando a impedir a indecente manobra.

Fonte: A GAZETA

sábado, 20 de novembro de 2010

NOVO GOVERNO, SALÁRIOS MAIORES.

O período de transição do governo do país pode ser também de mudança de patamar salarial. Integrantes de diferentes atividades no setor público pleiteiam melhoria na remuneração. Entre eles, os congressistas, ou seja, deputados federais e senadores. Estes têm o poder de pautar e decidir sobre suas próprias reivindicações.


Na Câmara, líderes partidários se articulam para colocar em votação o reajuste dos benefícios dos parlamentares até o final do ano. Entrarão no bojo da proposta a atualização salarial para ministros e para o presidente da República.

São situações diferentes e, como tal, devem ser analisadas de per si. É senso geral que a remuneração do presidente, de apenas R$ 11.420,00, está muito abaixo do que representa a função. É quase simbólica, independentemente de despesas custeadas pelo Estado brasileiro. Esses gastos fazem parte do exercício do mandato.

Do mesmo modo, é incompatível com o cargo o salário mensal de R$ 10,4 mil atualmente pago a ministros de Estado. Imagina-se que a baixa remuneração dificulte o recrutamento para integrar o primeiro escalão do governo. Há grande disparidade com o salário de dirigentes de estatais.

Já o benefício de R$ 16,5 mil por mês recebido pelos congressistas faz parte de um contexto de outros ganhos. O bom-senso sugere que assim deve ser discutido um possível reajuste. Em princípio, há que se entender que existe perda inflacionária a ser reposta. É justo.

Conforme dispositivo constitucional, cada legislatura pode aprovar novos patamares de salário para a próxima. Portanto, são possíveis mexidas somente a cada quatro anos. A última vez ocorreu em 2007, quando os parlamentares reajustaram seus salários em 28,5%, repondo a inflação. Foi também o ano da última atualização salarial para o presidente da República e para ministros.

Para evitar maiores pressões sobre o orçamento do Congresso, o reajuste dos parlamentares deveria ser discutido paralelamente com a redução do valor de despesas da Câmara e do Senado com os parlamentares.

É o caso da verba de gabinete de R$ 60 mil que cada congressista tem para pagar a funcionários contratados sem concurso público. E também da verba indenizatória de R$ 15 mil cuja explicação é a divulgação do mandato. Na prática, serve para ressarcimento de vários tipos de gastos como aluguel, funcionamento de escritórios, combustível para locomoção, alimentação e outros. Além disso, existe auxílio-moradia e recursos para serem usados, como passagens aéreas, e com telefone. É uma coleção de privilégios, na visão de muitos cidadãos.

O conjunto de despesas do Congresso brasileiro o torna um dos mais caros do mundo, em relação à renda per capita da população. Essa condição precisa ser discutida. Por que tem de ser assim? Já bastam tantos outros motivos para desgastar a imagem do Legislativo.

O benefício de R$ 16,5 mil mensais recebido pelos congressistas faz parte de um contexto de outros ganhos, como verba indenizatória para diversas despesas

Parlamentares reajustaram seus benefícios pela última vez em 2007. O percentual aplicado foi de 28,5% para cobrir perdas inflacionárias acumuladas em quatro anos


Editorial A Gazeta;

sábado, 2 de outubro de 2010

SEIS PESSOAS DIVIDEM MAIS DE 8 MILHÕES EM SALÁRIOS.

No Brasil, tudo ainda é muito fácil porque ninguém reage. Com uma notícia desta, imaginem como seria a reação tomada pelo povo numa França, Alemanha, Espanha, Grécia, Estados Unidos, etc....

Ata no original:

http://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_08abr09_port.pdf

 Item IV: Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia , na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff - Guido Mantega - Silas Rondeau Cavalcante Silva - Luciano Galvão Coutinho - Francisco Roberto de Albuquerque - José Sergio Gabriellide Azevedo

 Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$8.266.600, 00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abrilde 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho [WINDOWS-1252?]– ACT na sua respectiva data-base de 2009;

São SEIS PESSOAS para dividirem mais de 8 MILHÕES no ano.

Dá mais de CEM MIL REAIS POR MÊS para cada um!

Se alguém achar que é boato... é só acessar o link abaixo:

http://www2/. petrobras. com.br/ri/ port/Informacoes Acionistas/ pdf/ATA_AGO_ 08abr09_port. pdf

Ou entre diretamente no portal da Petrobrás. Vá até a página de informações aos acionistas. Procure o link para as atas das assembléias e depois selecione a do dia 08 de abril de 2009.

Agora uma pergunta: Em que condições é possível o acúmulo de cargos públicos?

Fonte: http://politicbrazil.blogspot.com/