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domingo, 13 de outubro de 2013

HOSPITAIS PÚBLICOS : "POCILGAS HUMANAS"

HOSPITAIS PÚBLICOS: "Pocilgas humanas" [Assustador!!!]


[Somente quem faz uso das estruturas públicas de saúde,
por este Brasil afora, sabe que tudo isso é verdade!]

 
DR. GERALDO FERREIRA FILHO
O presidente da Federação Nacional dos MédicosGeraldo Ferreira Filho, fez um relato franco e cru do cenário caótico nos serviços de emergência e urgência da rede pública de saúde e nos hospitais federais brasileiros, ao ser recebido em audiência pela presidente Dilma Rousseff. Depois do encontro, ele contou: "Falamos da degradação da rede de hospitais federais, mais marcadamente no Rio, onde se transformaram em verdadeiras pocilgas humanas e não têm a menor condição de dar atendimento à população. Atribuímos isso à perda de recursos humanos ao longo dos anos pelo achatamento salarial e pela perda de gratificações".

Não há nenhuma novidade no aviso: há muito tempo, têm sido noticiados pelos meios de comunicação casos de mortes por falta de atendimento. A rotina trágica de salas de espera congestionadas, doentes deitados no piso dos corredores e longas filas para consultas ou até atendimentos de emergência tem sido flagrada no País inteiro. Em setembro de 2011,Gabriel Santos de Sales, de 21 anos, percorreu 88 quilômetros numa ambulância em busca de atendimento em hospitais públicos do Rio. Durante sete horas, foi levado para cinco unidades até conseguir ser atendido no Hospital Salgado Filho, no Méier. No mês seguinte, a funcionária pública Elisiane San Martins, de 34 anos, grávida de gêmeos, percorreu 534 quilômetros pelo interior do Estado do Rio Grande do Sul, com a bolsa rompida no sétimo mês de gestação, de Santa Vitória do Palmar até Novo Hamburgo, onde, afinal, atendida, deu à luz.

A situação no Estado do Rio, apontada como a mais dramática do País pelo presidente da Federação Nacional dos Médicos, tem provocado muitas mortes de pacientes em portas de hospitais incapacitados para recebê-los por falta de leitos. Isso ocorreu em frente à emergência do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em setembro do ano passado. E se repetiu milhares de quilômetros ao norte, em Belém e Ananindeua (PA), Aracaju e muitas outras cidades.

Ou seja, a tragédia da saúde não é exclusiva do Rio nem se limita aos hospitais federais. Em novembro de 2012, o Hospital Municipal Clementino Moura, em São Luís, capital do Maranhão, parou de fornecer alimentos e remédios a seus pacientes. Então, sem gasolina nem manutenção para as ambulâncias nem refeições para plantonistas do Samu, o sistema de saúde pública de São Luís entrou em colapso.

 
Emergência de Hospital Público no Rio Grande do Sul lotada
Crise similar à do Maranhão eclodiu no Distrito Federal em janeiro de 2013, quando a superlotação habitual dos hospitais públicos foi agravada nos fins de semana, com muitos médicos se recusando a trabalhar. O governo distrital e as entidades médicas concordam que faltam médicos na capital da República e em seu entorno, mas discordam quanto à solução. O Conselho Regional de Medicina fala na necessidade de contratação de 4 mil médicos e a Secretaria Distrital da Saúde garante que 800 seriam suficientes para evitar a rotineira falta de leitos disponíveis para pacientes que recorrem a prontos-socorros e ambulatórios públicos em Brasília.

Esse caos dos serviços médicos públicos no Brasil foi classificado pelo presidente da Federação Nacional dos Médicos à presidente Dilma como uma "violação dos direitos humanos", à qual, segundo ele, só se porá fim quando a rede pública hospitalar brasileira for recuperada e ofereça condições dignas de atendimento para os cidadãos que precisam dos hospitais e dos médicos que os atendem. "A situação das salas de repouso médico é uma coisa vergonhosa, uma imoralidade pública", afirmou ele, que foi acompanhado na audiência por representantes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira.

Os médicos saíram otimistas do encontro, pois Dilma mandou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tomar providências. Resta saber o que se fará para corrigir problemas tão graves. Não há dúvida de que é preciso atuar com urgência, pois a situação, que só piora, já é intolerável.

POCILGA: para aqueles que se esqueceram é um curral de criação de porcos, por extensão, lugar sujo, imundo ou inteiramente desorganizado.

Fonte: O Estado de S. Paulo - Opinião - Terça-feira, 9 de abril de 2013 - Pg. A3 - Internet: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pocilgas-humanas-,1018731,0.htm 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

SAÚDE NA UTI

Pelo menos 90 pacientes nos corredores, banheiros sujos, lixo exposto e fios do chuveiro desencapados. Esse foi o cenário flagrado ontem no Hospital São Lucas, em Vitória, durante fiscalização do Conselho Regional de Medicina (CRM). A inspeção contou com a presença de um representante da Justiça, que vai enviar um relatório para o Ministério Público Estadual investigar a situação.
Foto: Divulgação / CRM
Divulgação / CRM
Comissão do CRM foi à unidade: “É grave. Havia pessoas acumuladas”, disse juiz



Enquanto o atendimento permanece crítico na unidade, as obras do novo São Lucas, no Forte São João, também na Capital, estão atrasadas. A primeira fase de conclusão estava prevista para o primeiro semestre deste ano, mas agora a nova unidade só vai começar a receber pacientes em 2014, com a abertura de 160 leitos. No entanto, o pronto-socorro só estará em funcionamento no novo espaço em 18 meses, ou seja, no início de 2015.

Demora

A conclusão das obras está longe: o edital para a licitação da última etapa de construção será publicado no fim de agosto.

O São Lucas vem sendo reformado e ampliado desde 2010. Em função da obra, a estrutura do hospital funciona, atualmente, nas dependências do Hospital da Polícia Militar (HPM), no bairro Bento Ferreira.

A superlotação na unidade já foi tema de várias reportagens em A GAZETA desde que começou a funcionar provisoriamente no HPM. O atendimento chegou a ser suspenso por decisão dos médicos, que trabalhavam no local.

O presidente do CRM, Aloísio Faria de Souza, disse que pretende ingressar com uma ação civil pública contra os gestores da saúde no Estado. “O local não consegue atender à demanda. Pacientes estão em condições desumanas”, afirma. A comitiva também visitou o Pronto-Atendimento da Glória e o Hospital Antônio Bezerra Faria, ambos em Vila Velha. “Há pacientes em corredor, mas a situação no São Lucas é pior”, observou.

Para o vice-presidente do CRM, Oswaldo Pavan, a solução para o problema é a construção de pelo menos três grandes hospitais em Vila Velha, Cariacica e Guarapari. “Com o fechamento do pronto-socorro do Hospital Dório Silva (na Serra) e das Clínicas (em Vitória), a situação piorou. Há pacientes idosos e em estado grave no corredor”, diz.

A inspeção do CRM foi acompanhada por representantes do Conselho Regional de Engenharia (Crea) e do Tribunal de Justiça. O material será encaminhado ao Ministério Público, garantiu o juiz da 5ª Vara Cível de Vitória, Paulo César de Carvalho, representante do Comitê Regional do Fórum Nacional de Saúde. “É grave. As pessoas estavam acumuladas nos corredores”, ressalta o juiz.

Cenário

Superlotação
Havia 90 pacientes no corredor, muitos vítimas de derrame, insuficiência cardíaca, com traumas e até sangrando

Macas
Estavam em macas altas e com rodas, o que aumenta o risco de queda

Falta de higiene
- Banheiros sujos
- Lixo exposto
- Chuveiro sem água quente e com fiação exposta

18 meses
É o tempo que falta para a conclusão do novo Hospital São Lucas.

Fonte: A Gazeta