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sábado, 5 de janeiro de 2013

A TOMADA DO PODER: GRAMSCI E A COMUNICAÇÃO DO BRASIL

Leitura obrigatória

Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil; agora pelo PT, cuja nomenclatura governamental segue com rigor as orientações emanadas dos intelectualóides da USP que dirigem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere, de Gramsci

Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro?

Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político, foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).

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Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária.

A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.

A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual

A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia”:

“A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise da situação, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder; já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo “intelectual coletivo” (o partido), que as dissemina pelos “intelectuais orgânicos” (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores, principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.

Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.

Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc...); uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário. Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo governo revolucionário que está no poder.

“Não ataquem os tanques, não ataquem as tropas, não ataquem os quartéis; ataquem às universidades, as escolas, as igrejas...”.

Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. E está em fase muito adiantada, diga-se de passagem.
Segundo a doutora Marli Nogueira:

“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava “superação do senso-comum”, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer: “agora estamos prontos para ter realmente uma democracia” (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido). Aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa: “volta à democracia” se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais.

Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.

Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão TSE Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudarem a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.

Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o último dos moicanos às avessas considerando que seus discípulos Lula, Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere, de Antônio Gramsci. Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.

Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, sejam por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas... Nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.

Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado. [“Talvez seja impossível governar sem roubar” – Fernanda Torres / Atriz]

O entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo.

Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa – imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro. A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos. A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebido pelo povo brasileiro.

O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a tutela do Foro de São Paulo.

Somente a desmoralização completa dessa gente, que é administrativamente incompetente e imoral, e do seu "projeto de poder" é que será possível abrir os olhos da Nação e afastar o perigo, mesmo que para isto tenha-se que deixar ocorrer o caos geral e o sofrimento de todos. A inépcia e a desonestidade dos governantes e dos políticos em geral nos estão conduzindo para este fim, intensionalmente ou não, sob controle do "partido" ou não! As instituições responsáveis pelo respeito ao arcaboço jurídico e à ordem devem permenecer atentas e vigilantes para restabelecer, em momento oportuno o que está sendo destruído subrepticiamente!
Paulo Chagas
 
ANATOLI OLIYNIK

terça-feira, 26 de abril de 2011

LIBERDADE AMEAÇADA.

Ao confrontar a milenar ordem obscurantista que mantinha cativo o pensamento humano, a onda iluminista do século XVIII devastou as tradições e os costumes, sem a menor consideração com o equilíbrio social.


As novas atitudes libertaram os instintos e paixões longamente reprimidos, despertando a consciência desenfreada dos indivíduos e minorias sobre os seus direitos, sem a limitação natural dos respectivos deveres.

Foi assim que, juntamente com o restolho medieval, descartaram-se referenciais importantes da ética tradicional, entre eles o maior ensinamento que o cristianismo legara para a harmonia humana: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Apesar disso, consagrou-se o conceito humanista de Montesquieu de que “Todo o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”; e o de que a expressão da vontade popular é a manifestação da maioria.

Ao longo do tempo, porém, o oportunismo aproveitou-se das dissensões e tendências maniqueístas da mente humana, para consolidar as ideologias que dividem a sociedade.

Com objetivos inconfessáveis, teóricos do século XX relativizaram o conceito de maioria e passaram a buscar a hegemonia das minorias sobre o conjunto da sociedade.

O bom-senso foi sendo substituído pelo chamado senso comum, abstraindo-se-lhe o componente de sabedoria popular.

Na Alemanha, o poder de influenciar a opinião por meio da propaganda permitiu a Goebbels sobrepor a realidade artificial do ideário nazista à realidade dos fatos.

No Brasil, os artifícios psicológicos de Gramsci forçam o predomínio de conceitos exóticos, como o de deficiência sobre o de eficiência, e o de naturalismo sobre a própria natureza; e até mesmo pretendem impor comportamentos anti-naturais como sendo absolutamente naturais.

A alegria espontânea do povo brasileiro, traço característico da alma nacional, sempre se destacou pela irreverência. Por isso, tornou-se vítima do patrulhamento ideológico, mediante a orquestração de antinomias e idéias-força que os agentes do comportamento padronizado rotulam como politicamente corretas.

Nem mesmo merece respeito a liberdade de expressão assegurada explicitamente pela Constituição Federal, como na exploração de entrevista recente do deputado Jair Bolsonaro.

Não faltam argumentos para restringir-se a liberdade das pessoas. Invocando o combate ao “bullying”, pretende-se penetrar no ambiente sagrado da família, após violada a intimidade da escola. O pacifismo “inocente”, que estimula o desarmamento do cidadão, pretende retirar-lhe o mesmo direito que a vontade civilizada do povo suíço reafirmou, peremptoriamente, em plebiscito histórico. E já se fala em copiar a bizarra proposta hondurenha de proibir o cigarro no interior das residências.

Na verdade, parece que se quer produzir no Brasil uma sociedade controlada. Convém lembrar que o direito é um conjunto de regras impostas sobre o livre-arbítrio da pessoa, enquanto que a moral consiste em regras que a pessoa observa por adesão.

Na dialética dos atores coletivos, dizia André Beauffre: “A luta pela liberdade de ação é a essência da estratégia”. No campo individual, a afirmativa é ainda mais verdadeira, por uma razão incontestável: o direito à liberdade da pessoa humana.

Alexis de Tocqueville, em análise memorável da Revolução Francesa, alertou para o fato de que: “Das próprias entranhas de uma nação que acabava de derrubar a realeza, viu-se sair subitamente um poder mais extenso, mais detalhado, mais absoluto do que o que fora exercido por qualquer dos nossos reis”.

Não se sabe a intenção final, mas uma coisa é certa: uma sociedade manietada é uma comunidade morta. E ideologia sem sabedoria é fonte primordial de anarquia.

por Maynard Marques de Santa Rosa

LAVAGEM CEREBRAL.

O termo “lavagem cerebral” ganhou o mundo quando, durante a Guerra da Coréia, prisioneiros norte-americanos e de outras nacionalidades foram levados a transmitir mensagens contra seus países. No entanto, ainda que submetidos a tratamentos degradantes, passando fome, sofrendo frio e atacados por doenças diversas, a esmagadora maioria dos militares, independente da nacionalidade, com destaque para colombianos e turcos, recusou-se a cooperar.


É bem verdade que os norte-americanos, por constituírem o maior efetivo, eram as vítimas preferenciais e uns tantos sucumbiram às pressões sofridas.

No entanto, assinale-se, não foram muitos e mesmo uns poucos recusaram o retorno aos EUA, quer por temor de represálias quer por terem se tornado comunistas.

Passadas tantas décadas do conflito citado acima, a lavagem cerebral continua presente, desta feita voltada não contra prisioneiros de guerra, mas para grandes massas populacionais. São as modernas e poderosas técnicas de propaganda veiculadas nos meios de comunicação, dedicadas a convencer parcelas ponderáveis a adquirir esse ou aquele produto. Busca-se, em última análise, fugir ao debate, à comparação, evitando qualquer sombra de dúvida e apresentando um determinado produto como superior, em beleza e praticidade, a todos os outros.

Não há como negar que, nos dias atuais, a lavagem cerebral (chamem-na de propaganda ou de qualquer outro nome) continua a ser empregada em larga escala, desta feita não contra prisioneiros inermes, mas com o objetivo de submeter milhões de pessoas aos interesses de grupos, empresas, governos, etc., no mais das vezes de forma aética, já que inibe o questionamento. O problema torna-se ainda mais grave quando, numa dada sociedade, o Estado detém o controle, de fato e/ou de direito, dos diferentes meios de comunicação, usando tal “poder” para conduzir largos tratos da população segundo os interesses da elite dominante.

É o que estamos assistindo no Brasil onde o partido político ora no poder busca, por todos os meios e modos, além de dirigir o Estado, influenciar o sistema de valores da sociedade e o comportamento dos cidadãos. A informação é distribuída aos meios de comunicação segundo a sua adesão aos interesses políticos e ideológicos do partido e às ações governamentais esforçando-se por alterar, em nome do “politicamente correto”, o entendimento da maioria do povo a respeito de temas tais como a notória aversão popular ao homossexualismo e o desarmamento compulsório dos civis.

O Brasil ainda não é um “paraíso cubano” nem um campo de concentração norte-coreano, mas vamos, a pouco e pouco, sendo conduzidos ao redil do pai-patrão, tudo dentro dos melhores ensinamentos de Gramsci. A História vem sendo reescrita pelos donos do poder, enquanto aqueles que buscam o restabelecimento da verdade são excluídos do noticiário ou ridicularizados como seres antediluvianos.

Estamos sendo submetidos a uma implacável lavagem cerebral, conduzida de forma dissimulada e, por tal razão, mais perigosa do que aquela que chineses e norte-coreanos aplicavam aos seus infelizes prisioneiros. Há que reagir ou nos tornaremos, em curto prazo, simples rezes a caminho do matadouro de crenças e de ideais.

Por Osmar José de Barros Ribeiro