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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

QUEM VAI BANCAR A CONTA DOS DOUTORES?

Os 33 bacharéis a serviço dos mensaleiros são os mais caros do país. Quase todos especializados em tirar da cadeia delinquentes sem chances no Dia do Juízo Final, costumam cobrar por hora e calculam o preço em dólares. Pela gastança da tropa de doutores em impunidade nos restaurantes de Brasília, nenhum parece temer calotes. É natural que meio mundo esteja intrigado com o enigma: quem vai bancar os honorários dos carrascos da verdade?

Os banqueiros, empresários, diretores de estatais e publicitários afundados na roubalheira do mensalão juntaram patrimônio mais que suficiente para o arrendamento de chicaneiros supervalorizados. E há o caso de José Dirceu: desde que passou a exercer o ofício de facilitador de negócios forjados por capitalistas selvagens, o guerrilheiro de festim compra imóveis, passeia de jatinho e patrocina jantares de dar inveja à Turma do Guardanapo.

E os outros? E o bando que posa de carmelita descalça para jurar que decidiu ficar mais pobre para servir à nação? Delúbio Soares anda espalhando que, como o faturamento mensal encurtou, virou sem-teto e sobrevive hospedado na casa da sogra. Candidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha chora a escassez de verbas para as despesas de campanha. José Genoíno aperfeiçoou a imitação de pedinte de cruzamento em São Paulo.

Como vão conseguir dinheiro para pagar advogados que não abrem mão sequer do adicional comparsa? Só a polícia poderá decifrar o mistério que, se depender dos companheiros mensaleiros, jamais será desfeito. É compreensível que deixem a pergunta sem resposta. Eles aprenderam que contar a verdade dá cadeia.

 Augusto Nunes

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ADVOGADOS NÃO COMBINARAM A MENTIRA



Grande escapada – Os advogados dos réus do Mensalão do PT (Ação Penal 470) esqueceram de combinar a mentira que contariam no Supremo Tribunal Federal. Dos advogados que já passaram pelo plenário do STF desde segunda-feira (6), todos negaram a existência da compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional, mas muitos foram os que admitiram a existência de caixa 2 de campanha. A perna mais curta dessa mentira orquestrada está em um pequeno detalhe. Enquanto alguns advogados falam que o dinheiro foi utilizado para campanhas posteriores ao escândalo, outros falam que os valores fora usados para quitar dívidas de campanhas passadas. Ou seja, a eventual condenação de alguns encontrou mais um alicerce.

Outro equívoco é afirmar que as operações de crédito realizadas com bancos existiram de fato, pois o dinheiro saiu das instituições financeiras para contas bancárias dos envolvidos no esquema. As operações de fato existiram, mas foram emolduradas por razões incompreensíveis e inaceitáveis. Como noticiou o ucho.info no primeiro dia do julgamento do caso, a CPI dos Correios perdeu a grande oportunidade de decifrar o elo entre a morte do ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André, como o escândalo do Mensalão do PT.

Como explicado na referida matéria, boa parte do dinheiro da propina arrecadada em Santo André acabou em contas bancárias no exterior, o que levou os participes do mensalão a usarem empréstimos que jamais foram pagos para trazer de volta ao Brasil, de maneira legal, o dinheiro que remetido de forma ilegal para cintas bancárias internacionais. As instituições financeiras que participaram da operação possuem bancos ou correspondentes no exterior, onde receberam o dinheiro ilegal.

O escândalo do Mensalão do PT movimentou muito mais dinheiro do que o apontado na denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República. Nas investigações do caso, a própria Polícia Federal constatou que as contas bancárias do esquema criminoso receberam vultosas somas em dinheiro, acima do que consta da denúncia. O principal financiador do mensalão, ouvido na CPI dos Correios, não foi incluído no inquérito aberto pelo Ministério Público Federal, o que é causou profunda estranheza.

Durante meses a fio, no ano de 2005, o editor do ucho.info, mesmo sendo alvo de retaliações das mais diversas, apontou aos integrantes da CPI as provas para que o responsável pela principal fonte de alimentação do Mensalão do PT pudesse ser investigado e denunciado. E o banqueiro em questão só não está respondendo a processo no STF porque abriu a polpuda carteira na hora certa, dispensando qualquer ideologia no momento de distribuir o dinheiro.

Fonte: Ucho.Info