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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A HORA DO GESTO CÍVICO.

Faz anos, entidades médicas, órgãos de defesa do consumidor, profissionais de saúde e gestores alertam que o Sistema Único de Saúde padece de falta de recursos. É uma questão de pura matemática. Os recursos são insuficientes para manter o setor funcionando de forma precária, como ocorre hoje. Portanto, se torna difícil pensar em qualquer melhoria da assistência na atual conjuntura.

Também existe consenso de que temos uma saída a curto prazo: a regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC29). Há dez anos tramitando no Congresso Nacional à espera de normatização, a EC 29 prevê uma injeção de investimentos à saúde. Estabelece ainda o que é realmente destinado à saúde, uma forma de acabar com os desvios que acontecem hoje. Só para ter uma ideia, sem a regulamentação, há Estados que contabilizam como investimentos para o setor, gastos com pavimentação, uniformes escolares, previdência, entre outros absurdos.

Curioso é que, a despeito do problema ser conhecido, assim como um caminho para solucioná-lo, a regulamentação da Emenda 29 não sai, embora todos os políticos, de todos os partidos, digam ser favoráveis a ela.

Até a presidente Dilma Rousseff reconheceu que a saúde precisa de verbas para atender adequadamente aos cidadãos. Sua declaração é direta: "Na saúde pública do país, gastamos 2,5 vezes menos do que na saúde privada. Um país desse tamanho, o maior país da América Latina, com a maior economia da América Latina, gasta 42% menos na saúde do que a Argentina. Para dar saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim".

Amanhã, ocorrerá audiência pública sobre o impacto da Emenda 29 em cada um dos Estados. É essencial que cada brasileiro tome para si o destino. Escreva para seus deputados, fale com eles em suas bases. É fundamental que saibam que não suportamos mais um sistema de saúde em que pacientes deixam de receber a atenção fundamental no atendimento médico.

Fonte: A Gazeta

domingo, 11 de setembro de 2011

"MINI-DIRETAS JÁ" CONTRA A CORRUPÇÃO

Manifestação contra a corrupção no espelho d'água do Congresso, durante o desfile de Desfile de 7 de Setembro, em Brasília

Protesto em Brasília reuniu 25 mil pessoas e outro já está sendo organizado para o dia 12 de outubro

O que começou timidamente nas redes sociais e refletiu-se em caras-pintadas no Sete de Setembro pode ganhar contornos de um forte movimento da sociedade brasileira contra a corrupção, uma espécie de "mini-Diretas Já". A opinião é do cientista político Cláudio Couto, da FGV, para quem se desenha uma mudança do clima político no país - demonstrando uma intolerância dos brasileiros com atos de corrupção em qualquer esfera de governo. Os milhares de jovens que protestaram pelo país afora na última quarta-feira já marcaram um novo encontro nas ruas no feriado de 12 de outubro. No Rio, a mobilização volta cedo, já em 20 de setembro.

"Pode ser cedo para dizer, mas essas mobilizações mostram um processo de mudança do clima político brasileiro. Nos últimos anos, a corrupção aumentou muito, embora os instrumentos de controle também tenham aumentado. Esse movimento pode crescer como uma versão das Diretas Já, mas em menor proporção", avalia o cientista político.

Para Couto, o que aproxima o movimento atual das Diretas Já é "seu caráter mais difuso, sem perfil partidário". Esse movimento anticorrupção nasceu longe dos tradicionais movimentos sociais e acabou fazendo frente a um protesto histórico brasileiro, o Grito dos Excluídos, realizado no país no mesmo Sete de Setembro.

"É um movimento mais difuso, sem lideranças definidas. Tem bandeiras difusas também, mas pode se fortalecer buscando uma bandeira comum", explica Couto.

O cientista político aponta o que considera uma "bandeira comum" possível: "A reforma do Código de Processo Penal. Todos querem punição para os corruptos e sabem que isso para nas inúmeras possibilidades que os criminosos encontram nos recursos judiciais."

Mobilização
"Nos últimos anos, a corrupção aumentou muito. Esse movimento pode crescer como uma versão das Diretas Já, mas em menor proporção", Cláudio Couto, cientista político

Minientrevista
"Ainda estamos longe de um movimento fantástico"
Caio Costa, jornalista
O jornalista e consultor em mídias digitais Caio Tulio Costa diz que as manifestações contra a corrupção demonstram a força das redes sociais. O desafio é fazer esse movimento crescer.

As manifestações contra a corrupção foram um grande teste para as redes sociais? O Brasil já passou por alguns testes em relação ao poder de mobilização da internet ou da nova mídia. O primeiro, de maneira espontânea, foi em 2006, quando os paulistanos atenderam a um toque de recolher que nunca existiu oficialmente por conta da onda de ataques na cidade. Então, que a internet tem esse poder de mobilização é inegável. Agora, a mobilização foi basicamente pelo Facebook e Twitter. Foi um grande teste, mas não significa que a gente esteja fazendo um movimento fantástico contra a corrupção. Estamos ainda longe disso.

O que falta?
O que vimos foi um movimento extrapartidário, extramídia, é um movimento espontâneo e sem coordenação. Temos que ver agora se ele vai conseguir crescer, seja na forma espontânea como na adesão de instituições. Se isso vai virar um grande movimento de massa e como ele será capitalizado politicamente não temos condições de avaliar hoje.

Um tema genérico como a corrupção dificulta a mobilização?
Sim. Quanto mais aberto o tema, mais dificulta. Ao mesmo tempo uma parte dos brasileiros saíram às ruas hoje com um tema geral

Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 27 de maio de 2011

QUEREMOS RESPEITO. #quero_respeito

Em meio a uma conversa na rede entre um grupo de brasileiros surgiu a idéia de propor uma mobilização na qual pudéssemos expressar nosso descontentamento, indignação, repúdio quanto aos níveis que alcançam a imoralidade do governo petista. A partir dos recorrentes casos de corrupção do governo pensamos que já é tempo do POVO brasileiro assumir suas responsabilidades na construção do país. Para isto unimos a esta atitude de critica ao governo uma ação política que visa alterar a relação entre POVO e políticos Dos governantes exigimos respeito, compromisso, moralidade e competência no trabalho com a coisa pública, do POVO buscamos politização, fiscalização e espírito coletivo. Este é o espírito da mobilização: fiscalização, conscientização, cidadania. Iniciamos com o enorme desrespeito com o POVO que demonstra mais uma vez o governo petista no atual caso Palocci. O ministro da Casa Civil tem antecedentes espúrios, incompatíveis com a função pública. Multiplicou sua fortuna 20 vezes nos últimos 4 anos e o PT não quer nem dar explicações a respeito!


Nossa proposta é que todos os participantes da mobilização elaborem cartazes com palavras de ordem e os distribuam pelas cidades brasileiras. Cada um na sua cidade. Passem a idéia para os amigos e na rede.


As cidades brasileiras ficaram lindas com as marcas das reivindicações do POVO!!

Fonte: Mara Kramer- blog Queremos Respeito

 
Úna-se à mobilização Queremos Respeito!

Instruções para participação:
 
1. Pedimos que todos os que participem desta mobilização inscrevam-se em nossa página no Facebook - http://www.facebook.com/profile.php?id=100002454230475

Ou nos sigam no Twitter - http://twitter.com/#!/quero_respeito

2. A elaboração dos cartazes é simples. Sugerimos folhas de papel branco tamanho A4 ou A3 (A4 é mais ou menos tamanho oficio. A3 é o dobro da A4). Aqueles que quiserem fazer cartazes maiores podem faze-lo, mas sabemos que estes exigem mais esforço e gastos;

3. Sugerimos que a impressão das palavras/frases de ordem sejam realizadas pela impressora doméstica, mas podem ser feitas também com lápis colorido, hidrocor, etc. Pedimos que todos tenham uma mínima preocupação estética e cuidado com os acabamentos.

4. As palavras/frases de ordem devem marcar o espírito da mobilização, a exigência de que o governo federal tenha mais respeito com o povo, assim como todos os políticos. Recomendamos frases curtas. Na coluna à direita você encontrará sugestões de frases de ordem;

5. Solicitamos que todos os cartazes levem o nome da mobilização QUEREMOS RESPEITO, no canto inferior direito do cartaz, de maneira a identifica-lo com o movimento;

6. Você pode fazer quantos cartazes quiser, quantos mais melhor;

7. A escolha dos locais para colar o cartaz (com durex, cola, etc.) é sua, mas verifique se não esta ocultando outra informação ou usando espaço privado. É importante ser respeitoso com a cidade e seus moradores. Cole em local visível com grande fluxo de pessoas;

8. Sugerimos colar os cartazes nos postes, paradas de ônibus, nas calçadas (diretamente no chão), no início das faixas de segurança, nos locais privados destinados à colocação de cartazes, em lugares onde após solicitação ao responsável for permitido;

9. O ato de realização e colagem dos cartazes pode ser fotografado e filmado tornando-se este material registro da mobilização. Se você fizer fotos ou filmes pode mandar para nosso e-mail que publicaremos neste blog. Se preferir publique você mesmo na rede. Se quiser pode também enviar textos com seu diário de mobilizaçao ou situações atípicas durante as ações, e ainda pode mandar-nos as frases de ordem que lhe pareceram melhore, publicaremos neste blog e outros poderiam reproduzi-las. Nosso e-mail para o envio de material ou qualquer outra solicitação: queremosrespeito@gmail.com

10. Todas estas ações podem ser realizadas em solitário ou em grupo. Avise seus amigos e disfrute desta ação cidadã!
11. Esta mobilizaçao tem o prazo de 15 dias!! Mobilize-se já!!!!