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sexta-feira, 5 de julho de 2013

LADROEIRA, VÁ LÁ, MAS SEM ESCÁRNIO

O roubo faz parte do poder; um inglês famoso, lorde Acton, dizia já em 1887 que todo poder corrompe. Rouba-se no Brasil desde quando o Brasil era colônia (D. João 6º, ao voltar para Portugal, esvaziou os cofres do país); roubou-se no mundo comunista (Erich Honneker, o último líder da Alemanha Oriental, acumulou alguns bilhões de dólares), rouba-se no mundo capitalista (Helmut Kohl, que liderou a reunificação alemã, caiu por receber dólares, digamos, não contabilizados). Rouba-se em ditaduras e democracias. Faz parte.
O que não faz parte, e que responde pelas grandes manifestações, é o deboche. Nunca por aqui alguém brigou pela corrupção dos outros. Mas quando um senador que teve de renunciar para não ser cassado vira presidente do Senado, quando ministros afastados por “malfeitos” voltam a circular no Governo, quando deputados condenados à prisão por corrupção não apenas continuam exercendo o mandato como vão para a Comissão de Constituição e Justiça, quando o Poder torna sigilosos os gastos do cartão corporativo de uma servidora que se dizia grande amiga do então presidente, aí é demais. É juntar o roubo ao escárnio. É dizer “vou tomar seu dinheiro e contar pra todo mundo que você é otário”.
Mentir faz parte do deboche. Quando o ministro da Fazenda diz que as contas batem graças a uma tal “contabilidade criativa”, está debochando. Na ditadura, acochambravam-se os índices (era a expressão da época), mas negava-se a bandalheira. Hoje a bandalheira é afirmada, enfiada na cara do cidadão.
É abuso.
CARLOS BRICKMANN

domingo, 4 de dezembro de 2011

CIRO GOMES AFIRMA QUE PT E PMDB SE UNEM PARA ROUBAR

O ex-ministro ataca a coesão política entre os dois partidos e aponta este como o principal foco de atenção do PSB.
O ex-ministro e ex-deputado federal, Ciro Gomes, declarou ter interesse em candidatar-se a presidência da republica, durante coletiva no 23º Encontro Nacional do PSB, nesta sexta-feira (02), mas explicou que o momento recomenda prudência.
Ciro ressaltou que o principal papel do PSB, no atual cenário de conjuntura política, é “tensionar dentro da aliança da presidenta Dilma por uma agenda de mudança e por uma conduta um pouco mais republicana da média desta sustentação.”

O ex-deputado federal refere-se à aliança política estabelecida entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Segundo Ciro, o cimento da aliança central que une PT e PMDB é de natureza fisiológica.

“Toda aliança é legítima, mas qual é a agenda institucional, transformadora que precisa dessa grande aliança? Qual é a pendência da reforma tributária, no modelo de organização das instituições políticas, no desenho da poupança previdenciária ou qualquer que seja o assunto relevante? O que os coesiona? Fisiologia! Quando não, roubalheira”, disparou Ciro Gomes.
Por: Kyara Gonçalves - Ceará Agora

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A ESQUERDA PODE ROUBAR?



Não! Não pode! Não deve! Mas infelizmente muitos dos que são ideologicamente formados na EsqUerda roubam diretamente e acobertam desavergonhadamente quem o faz, promovendo danos muito piores no imaginário popular do que mesmo quando essa prática arcaica e reacionária é patrocinada por outras forças políticas! Esse debate gera duras contendas e reações inesperadas de vexatória proteção aos Corruptos de Esquerda sob a égide das mais diversas e fraudulentas análises ideológicas e políticas em todos os Partidos.

Sou – como milhares de militantes – da Esquerda Socialista forjada ao longo de décadas de enfrentamentos dolorosos e inimagináveis contra o que de pior existe nas forças reacionárias e corruptas da política estadual e nacional! Aprendi especialmente – ainda na dedicação militante dos melhores anos da minha juventude – que a mais digna e elevada moral humana é a moral socialista e também aprendi que a moral emancipadora dos revolucionários não se omite em desmascarar a moral burguesa e compartilhar com o povo os malditos segredos profissionais dos homens do capital!

Imaginem como me sinto hoje identificando com a mais triste clareza a vulgaridade fétida da roubalheira dos cofres públicos conduzida por quadros históricos da Esquerda com a mesma metodologia cínica e criminosa que ao longo das décadas enfrentamos na Direita… e como se isso muito já não fosse ainda ter que assistir a defesa vil e vagabunda revestida de ideologia para justificar essa prática nefasta.

A “Esquerda” que se predispõe a fazer esse serviço sujo incorpora ao mesmo tempo a covardia do fatalismo diante da conservadora política econômica – concentradora de riqueza e semeadora de barbárie social – e as mesmas artimanhas asquerosas e trapaceiras de apropriação privada do aparelho de estado, ou seja, incorporam todas as concepções contra as quais lutamos corajosamente durante tanto tempo.

Chega a ser angustiante vivenciar fatos que comprovam até a incorporação sem pudor do velho exibicionismo nos gostos “refinados”… dos hotéis de luxo para negócios de corrupção e privatização do estado; das mansões de prostituição para conspiração contra o interesse público; das alianças e articulações das bases de sustentação governamental para destruição da natureza, roubalheira contra pobres e assalariados e proteção ao grande capital… Enfim, tudo do mesmo!

E ainda têm o cinismo de alardear que a luta contra a corrupção é udenismo e moralismo pequeno-burguês ou esbravejar nas mesas de bares das burocracias partidárias – com uma aura típica da vaidade dos desonestos intelectualmente e farsantes politicamente – que o oportunismo eleitoral e a vigarice política deles se assemelham a negociação de Lênin com o Kaiser Alemão para entrar na Rússia em insurreição… Deviam ter vergonha de tão absurda comparação quando roubam para se lambuzar nas benesses do dinheiro e não têm sequer a coragem de fazer cumprir, ao menos, as Leis que obstaculizam os crimes contra a administração pública!

Ufa! Ainda bem que continuo a mesma militante de Esquerda que aprendeu a não se vender e nem se render aos encantos do capitalismo e compreendeu desde cedo a necessidade de promover as pequenas revoluções cotidianas como preparo essencial deste difícil solo árido que um dia certamente verá brotar a bela e maravilhosa experiência para a humanidade do mundo justo de pão, paz e felicidade!

Aproveito ainda este espaço democrático para um esclarecimento breve sobre minha saúde: Pois bem… estou tentando enfrentar os problemas e torcendo que meu Cerebelo Nocauteador tenha a serenidade que eu não tenho diante das injustiças por causas evitáveis e no enfrentamento aos políticos cínicos, vadios e ladrões! Sobre a polêmica em torno do fato de que não tenho Plano de Saúde e nem uso o imoral plano de Saúde Vitalício para Ex-Senadores é o óbvio esperado de alguém que exige coerência especialmente de si mesma… aliás estranhíssimo seria se eu pegasse um jatinho e buscasse os melhores serviços de saúde privados no Eixo São Paulo/ EUA às custas do que é legal mas, na minha avaliação, absolutamente imoral!

Aproveito ainda para agradecer a competência e generosidade de todas (os) que fazem realmente o cotidiano de superação das gigantescas adversidades do HGE/UE. Epa! Quase esqueci de relatar que os Comensais dos Políticos Vadios criticaram o fato alegando marketing… bem fuleirinho, né?

Vejamos… optar por um Hospital Público de bactérias multi-resistentes, compartilhando aparadeiras, num vão com dezenas de camas (a minha ao lado de um banheiro improvisado para uso geral), num hospital com três dias sem gaze… Convenhamos!! Mas eu sei que os Políticos Corruptos e seus Apaniguados não suportam conviver com a Coerência e a Honestidade de ninguém, pois isso acaba por configurar o parâmetro que mostra o quanto eles são desprezíveis! Avante!

Como diz a linda Cora Coralina aos que fazem a escalada da montanha da vida: “Entre pedras cresceu a minha poesia… Minha vida… Quebrando pedras e plantando flores!”

(*) Heloísa Helena é ex-senadora da República, vereadora de Maceió e filiada ao PSol

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VIROU BAGUNÇA.


(Foto: Revista Exame)

Definitivamente o Brasil é o país da piada pronta. E quando o deputado federal Paulo Salim Maluf ousa dar receitas de moralidade pública é porque o povo brasileiro trilha um caminho sem volta. Famoso pelos escândalos em que foi protagonista, Maluf, que integra a base de apoio ao governo de Dilma Vana Rousseff, usou a tribuna da Câmara dos Deputados na quarta-feira (28) para dizer que não é preciso um novo imposto para financiar a saúde. “É só acabarmos com as bandalheiras dos remédios superfaturados, das ambulâncias que não funcionam como vimos no “Fantástico”, no domingo, acabar com os médicos que infelizmente marcam o ponto e vão embora que tenho certeza, não será preciso aumentar imposto. Temos dinheiro suficiente para bancar a saúde”, afirmou o ex-prefeito paulistano.

Acusado de superfaturamento de obras na capital paulista, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outro crimes, Paulo Maluf continua sem poder viajar aos Estados Unidos, onde o promotor de Manhattan, Robert Morgenthau, não vê a hora de mandar o parlamentar brasileiro para a cadeia. Arrogante, mas dependente de um mandato eletivo para manter o foro privilegiado, Maluf continua abusando das bazófias de outrora, como se a opinião pública já não recordasse de seus intermináveis imbróglios.

É no mínimo um acinte alguém como Maluf sugerir o fim das “bandalheiras”, como se ele [Maluf] fosse uma espécie de oráculo do Senhor. Atualmente inexpressivo como político, Paulo Maluf, que já foi governador, vem optando por cartadas pouco ortodoxas, para não dizer suicidas, como forma de manter-se em evidência dentro do Partido Progressista, legenda que ele ainda acredita dominar na terra dos bandeirantes. Recentemente, Maluf apoiou a intifada que culminou com a queda do então líder do PP na Câmara dos Deputados, Nelson Meurer (PP-PR).

Nessa empreitada o folclórico Paulo Salim Maluf rezou pela cartilha dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) – ele quer o cargo do ministro Mário Negromonte – e Benedito de Lira (PP-AL) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), também conhecido nas coxias da política como Dudu “Globetrotter”. E Maluf teve como parceiro o ex-governador de Santa Catarina, Esperidião Amin. Quando dois ex-governadores se prestam a esse tipo de expediente, é porque está na hora de vestir o pijama e ficar em casa

Fonte Ucho.Info.