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sábado, 5 de novembro de 2011

NÃO DEVERÍAMOS SER TODOS IGUAIS?

Em votação histórica no Superior Tribunal de Justiça STJ) na terça-feira, dia 25 de outubro, por maioria, foi reconhecido o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Prevaleceu a tese do ministro Luís Felipe Salomão, de que a orientação sexual não pode justificar impedimento para a constituição da família, e com isso adquirir a proteção jurídica que lhe é devida. Para o ministro, deve-se "franquear a via do casamento civil, mesmo porque é a própria Constituição Federal que determina a facilitação da conversão da união estável em casamento".

Recentemente o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia assegurado a dois homens o direito de constituírem união estável, com o fundamento de que o contrário significaria hipótese de discriminação, e nossa Carta Política veda a discriminação. E agora, como decidiu o STJ, não somente a união homoafetiva, como também o casamento civil, são permitidos no Brasil.

Essa decisão da justiça, que viola texto expresso da lei (o Código Civil determina que casamento é entre homem e mulher- art. 1.514), e da própria Constituição (a união estável apenas pode ocorrer entre homem e mulher, art. 226, § 3º), está pautada no entendimento atual de que os princípios constitucionais se sobrepõem até mesmo a outros dispositivos da própria Constituição. E o princípio violado pelo impedimento que havia a pessoas do mesmo sexo de constituírem união estável ou casamento era o que proíbe a discriminação.

Infelizmente, ainda persiste no Brasil a discriminação oficial. Explico. A Agência Nacional de Saúde (ANS), pela resolução nº 259, de 17 de junho de 2011, definiu os prazos máximos que devem ser adotados pelos planos de saúde com relação ao agendamento de consultas, exames e cirurgias, e fixou que nunca podem ultrapassar 21 dias úteis. Ora, se existem prazos para os planos privados, esses mesmos prazos deveriam ser adotados com relação aos que não têm plano de saúde e dependem do SUS, porque, se assim não fosse, existiria discriminação, pois a saúde dos pacientes da rede pública seria menos importante que os da privada.

A ANS, contudo, foi bem clara: pessoas com planos de saúde são prioritárias, já as do SUS, não. De fato, se é discriminação proibir a união estável ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é igualmente discriminação estabelecer prazos para que uma pessoa seja atendida pelo seu plano de saúde enquanto que quem depende do SUS não tem prazo algum. Não deveríamos ser todos iguais?

Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VIROU BAGUNÇA.


(Foto: Revista Exame)

Definitivamente o Brasil é o país da piada pronta. E quando o deputado federal Paulo Salim Maluf ousa dar receitas de moralidade pública é porque o povo brasileiro trilha um caminho sem volta. Famoso pelos escândalos em que foi protagonista, Maluf, que integra a base de apoio ao governo de Dilma Vana Rousseff, usou a tribuna da Câmara dos Deputados na quarta-feira (28) para dizer que não é preciso um novo imposto para financiar a saúde. “É só acabarmos com as bandalheiras dos remédios superfaturados, das ambulâncias que não funcionam como vimos no “Fantástico”, no domingo, acabar com os médicos que infelizmente marcam o ponto e vão embora que tenho certeza, não será preciso aumentar imposto. Temos dinheiro suficiente para bancar a saúde”, afirmou o ex-prefeito paulistano.

Acusado de superfaturamento de obras na capital paulista, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outro crimes, Paulo Maluf continua sem poder viajar aos Estados Unidos, onde o promotor de Manhattan, Robert Morgenthau, não vê a hora de mandar o parlamentar brasileiro para a cadeia. Arrogante, mas dependente de um mandato eletivo para manter o foro privilegiado, Maluf continua abusando das bazófias de outrora, como se a opinião pública já não recordasse de seus intermináveis imbróglios.

É no mínimo um acinte alguém como Maluf sugerir o fim das “bandalheiras”, como se ele [Maluf] fosse uma espécie de oráculo do Senhor. Atualmente inexpressivo como político, Paulo Maluf, que já foi governador, vem optando por cartadas pouco ortodoxas, para não dizer suicidas, como forma de manter-se em evidência dentro do Partido Progressista, legenda que ele ainda acredita dominar na terra dos bandeirantes. Recentemente, Maluf apoiou a intifada que culminou com a queda do então líder do PP na Câmara dos Deputados, Nelson Meurer (PP-PR).

Nessa empreitada o folclórico Paulo Salim Maluf rezou pela cartilha dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) – ele quer o cargo do ministro Mário Negromonte – e Benedito de Lira (PP-AL) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), também conhecido nas coxias da política como Dudu “Globetrotter”. E Maluf teve como parceiro o ex-governador de Santa Catarina, Esperidião Amin. Quando dois ex-governadores se prestam a esse tipo de expediente, é porque está na hora de vestir o pijama e ficar em casa

Fonte Ucho.Info.

DINHEIRO PARA A SAÚDE? É SÓ ACABAR COM A ROUBALHEIRA. "PAULO MALUF"

O deputado federal Paulo Maluf (PP) afirmou em discurso na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 28, que o governo não precisa criar um novo imposto para financiar a saúde. E deu sua receita para resolver o problema. “É só acabarmos com as bandalheiras dos remédios superfaturados, das ambulâncias que não funcionam como vimos no “Fantástico”, no domingo, acabar com os médicos que infelizmente marcam o ponto e vão embora que tenho certeza, não será preciso aumentar imposto. Temos dinheiro suficiente para bancar a saúde”, declarou.

Em seu pronunciamento, o ex-prefeito de São Paulo lembrou ainda que o impostômetro da da Associação Comercial de São Paulo mostrou, no dia 12 de setembro, que o Brasil já havia arrecadado R$ 1 trilhão no ano em impostos, considerando União, Estados e municípios, faltando pouco para atingir o que foi arrecadado em 2010.

Maluf elogiou ainda a redução da taxa de juros realizada pelo Banco Central e criticou o impedimento de investidores estrangeiros de comprar terras no Brasil, o que, em sua avaliação, provoca a fuga de capitais no setor de agronegócios. Maluf elogiou ainda o governo Dilma Rousseff que, segundo ele, está levando o Brasil para o caminho da gestão

Fonte: O Estadão