Mostrando postagens com marcador aliança pt x pmdb. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aliança pt x pmdb. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PT E PMDB ENGESSAM PODERES DA CPI DO CACHOEIRA



Pau mandado – Sem consultar o PSol, legenda que vem defendendo investigação ampla e irrestrita do escândalo que tem no vértice principal o bicheiro Carlinhos Cachoeira, lideranças partidárias reuniram-se nesta quinta-feira (12) no Congresso Nacional e definiram os parâmetros da CPI que será criada para esclarecer as relações do contraventor goiano preso pela Polícia Federal em 29 de fevereiro passado.

Para provar que o interesse do Partido dos Trabalhadores é criar um factóide que crie uma cortina de fumaça sobre o julgamento do escândalo do “Mensalão do PT” e leve a oposição a sangrar politicamente até as eleições de outubro, a CPI do Cachoeira se limitará a investigar dados relativos às operações Vegas e Monte Carlo, ambas da Polícia Federal, o que evitará incômodos para José Dirceu e Delúbio Soares, entre tantos outros petistas envolvidos no caso do mensalão.

A outra decisão tomada é que as investigações da CPI não se limitarão à seara política, mas serão estendidas aos Poderes Executivo e Judiciário, à iniciativa privada e à imprensa nacional. Essa manobra diversionista não passa de uma jogada rasteira dos partidos que comandam o Congresso (PT e PMDB), pois é sabido que uma investigação profunda e adequada alvejará, com larga facilidade, integrantes de ambas as legendas.

Na cascata de denúncias que surgiu após a estreia do calvário do senador Demóstenes Torres estão políticos destacados, como os governadores Sérgio Cabral Filho (PMDB), do Rio de Janeiro, e Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal.

No Rio de Janeiro, a Construtora Delta, empresa que segundo a PF pertence a Carlinhos Cachoeira, tem contratos com o governo de Cabral Filho no valor de R$ 600 milhões, sendo que R$ 164 milhões foram contratados sem licitação. Para quem não se recorda, o governador fluminense usou um jatinho do empresário Eike Batista para ir a Salvador, onde comemorou o aniversário de Fernando Cavendish, que documentalmente consta como proprietário da Delta. Naquele trágico final de semana, que deveria ser dedicado a festas e tapinhas nas costas, um acidente de helicóptero na capital baiana ceifou a vida de alguns integrantes do grupo convidado por Cavendish, inclusive a nora de Sérgio Cabral Filho.

Ainda no universo da Delta, a empresa comandada por Fernando Cavendish tem ligações com José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado no vácuo do escândalo do “Mensalão do PT”. E não foi por acaso que a Delta foi incumbida de construir o “puxadinho” no Aeroporto de Guarulhos, em um antigo e desativado terminal de cargas da falida Vasp. Para quem não se recorda, o telhado do treminal de passageiros erguido pela Delta desabou dias antes da inaguração.

A ligação entre José Dirceu é Fernando Cavendish foi confirmada pelos empresários José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, antigos proprietários da Sigma Engenharia, que acabou incorporada pela Delta. Quintella e Machado acusam o ex-comissário palaciano e chefão do PT de fazer tráfico de influência em favor da Delta. De acordo com os dois empresários, Dirceu foi contratado por Cavendish para facilitar negócios com o governo federal. O negócio entre o trio – Cavendish, Quintella e Machado – deu errado e acabou na Justiça.

Para não levantar suspeitas, a Delta contratou José Dirceu como consultor para negócios no Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. Segundo relataram os antigos donos da Sigma, a empresa de engenharia passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
No que se refere ao petista Agnelo Queiroz, a Polícia Federal divulgou gravações em que o governador do Distrito Federal mostra interesse em conversar com Carlinhos Cachoeira. O contraventor, por sua vez, deu ao araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, homem de sua confiança, a missão de identificar o desejo de Queiroz. Fora isso, o assessor palaciano Olavo Noleto, subordinado à ministra Ideli Salvatti, acenou com pedido de demissão depois que seu nome apareceu na lista de contatos de Cachoeira. Contudo, o staff palaciano fez o assessor desistir da ideia.

Se dependesse do Palácio do Planalto, a criação da CPI para investigar Carlinhos Cachoeira seria abortada, pois ainda é grande o temor por conta de eventuais respingos. A ideia só avançou por pressão de Luiz Inácio da Silva, que quer turbinar a candidatura do inócuo Fernando Haddad, que em outubro disputará a prefeitura da maior cidade brasileira, São Paulo. Resumindo, a CPI do Cachoeira será um escândalo maior do que o protagonizado pelo bicheiro e sua horda

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 19 de março de 2012

HARÉM PARTIDÁRIO


Por que o governo Dilma carrega uma base parlamentar tão extensa, conflituosa e perdulária quanto uma amante argentina? Só PSOL, PSDB, DEM e PPS praticam oposição de fato e votam contra as proposições governistas com assiduidade. O PV fica a meio termo. Juntos, os oposicionistas mal chegam a uma centena de deputados, menos de 20% da Câmara.

Os demais 80% votam tão frequentemente sob a orientação dos prepostos de Dilma que quando não o fazem, mesmo que em algo de menor importância, é notícia. Não faz diferença ganhar por 50 ou 250 votos de margem. Mas custa mais caro. Carregar uma maioria tão inchada requer um guindaste que só se mantém em pé graças a um contrapeso de verbas e cargos.

Em tese, uma maioria de 257 votos seria suficiente para o governo aprovar praticamente tudo o que quer na Câmara, já que não há nenhuma reforma constitucional fundamental à vista. As bancadas do PT (85 deputados), PMDB (76) e do bloco PSB-PTB-PCdoB (63) somam 224 votos. Os 33 restantes para a maioria absoluta viriam de partidos quânticos como PSD (47) ou PP (39).

Outras siglas que condicionaram o apoio a Dilma no Congresso a ministérios, como PR (36 deputados) e PDT (26), poderiam ser usadas conforme a necessidade - e sem cadeira cativa na Esplanada. Mas todo esse raciocínio cai por terra quando confrontado com um dado da realidade: PT e PMDB estão em rota de colisão eleitoral.

O crescimento petista nas eleições deste ano, se ocorrer, tende a desfalcar a bancada peemedebista. Não só porque o PMDB é o partido com maior número de prefeituras (1.181) e, assim, com mais a perder. A história tem sido assim. Embora parceiros na chapa presidencial, as duas siglas têm um passado muito mais de conflito do que de aliança, principalmente nos municípios.

Os partidos esparramam sua base municipal enquanto estão no poder. O auge do PMDB foi no governo Sarney, quando o partido mandava e desmandava. Em 1988, os peemedebistas elegeram 1.606 prefeitos, ou 38% das vagas em disputa. Na época, PT e PSDB tinham menos de 1% das prefeituras. Mas a história estava prestes a mudar, à medida que as duas siglas passassem a polarizar a disputa pelo governo federal.

Em cada uma das quatro eleições municipais seguintes o poder relativo do PMDB diminuiu, enquanto o do PSDB e, depois, o do PT cresceu. Em 2004, dois anos após perderem a eleição presidencial coligados aos tucanos, os peemedebistas bateram no ponto mais baixo de sua base municipal: 19% das prefeituras. Era preciso mudar a estratégia.

Começou a guinada rumo ao PT. O PMDB não se coligou a Lula em 2006, mas tampouco se aliou aos seus rivais do PSDB. Em 2008, petistas e peemedebistas já eram aliados no Congresso e no governo. Resultado: o PMDB voltou a aumentar sua base municipal, que chegou a 22% das prefeituras.

Em meio a rusgas e aproximações, as duas siglas formalizaram sua união em 2010, com Michel Temer (PMDB) se tornando vice de Dilma Rousseff. Mas o casamento não ajudou os peemedebistas a expandirem sua base municipal. Ao contrário, nos últimos quatro anos, entre cassações e traições, a tropa peemedebista minguou para 21% dos prefeitos.

Toda vez que isso acontece, os cardeais do partido ficam nervosos. É a colcha de retalhos municipalista que cobre as oligarquias estaduais do PMDB e lhes serve de manto protetor em Brasília. Sem a base, a cúpula desaba. Enquanto isso, a base municipal petista segue crescendo. Dobrou em 2004, cresceu 50% em 2008 e passou de 10% das prefeituras.

No longo prazo, a aliança PT-PMDB é insustentável. Os conflitos ficarão cada vez mais óbvios com a aproximação das eleições. Resta a Dilma mimar o resto do harém partidário para quando o divórcio chegar

José Roberto de Toledo - O Estado de São Paulo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

PMDB IMPÕE DERROTA A DILMA

O partido liderou a votação no Senado que impediu a recondução de Bernardo Figueiredo à chefia da ANTT, indicação feita pelo Palácio do Planalto


Em meio a uma crise na base aliada, Senado rejeita a recondução de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor-geral da ANTT. Governo agora terá que indicar outro nome

A crise entre o PMDB e o Palácio do Planalto resultou na primeira derrota do governo Dilma Rousseff na recondução de autoridades em agências reguladoras. Por 36 votos a 31, com uma abstenção, Bernardo Figueiredo teve a nomeação ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) rejeitada, ontem. O resultado reflete a insatisfação de uma parcela significativa da base aliada, sobretudo do PMDB, que se sente desprestigiada pelo governo. O Planalto, agora, terá que indicar outro nome para assumir o posto, responsável pelo projeto do trem-bala, com investimentos que superam R$ 30 bilhões.

A derrota começou a se desenhar desde a arguição de Figueiredo na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, na semana passada. Embora tenha tido o nome aprovado pelo colegiado, ele sofreu duros ataques do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que o acusa de irregularidades no comando de obras em rodovias federais. Sem se contentar com a recondução, o parlamentar paranaense chegou a distribuir dossiês aos peemedebistas com ataques a Figueiredo.

Ontem, o prenúncio da derrota veio com a votação aberta de um requerimento apresentado por Requião pedindo o adiamento da análise pelo plenário. A matéria foi rejeitada por uma pequena margem de diferença, 37 a 30, em votação aberta. Após um embate acalorado entre o petista Lindbergh Farias (RJ), que defendia a recondução, e Requião, os integrantes da base descontentes com o governo aproveitaram a votação secreta e deram seu recado ao Planalto.

A derrota vem um dia depois de o PMDB reclamar em texto entregue ao vice-presidente Michel Temer da distribuição de cargos e do apetite petista em municípios hoje controlados pelos peemedebistas. No Senado, a maior parte dos senadores do partido também contesta o comando dos caciques da legenda. "Foi um recado do PMDB e dos demais partidos aliados. Os problemas não têm a ver com a ANTT. O governo foi derrotado pela base", resumiu Lindbergh

Fonte: Correio Brasiliense.

quarta-feira, 7 de março de 2012

BRIGA DE COMADRES

Veneno caseiro – O mal estar entre o PT e o PMDB, que até horas atrás estava nas fronteiras do Congresso Nacional, atravessou a Esplanada dos Ministérios e estacionou no Palácio do Planalto.

Presidente em exercício, o vice Michel Temer cortou a fita de um mal estar que deve aumentar ainda mais com a volta ao Brasil da titular do cargo, a petista Dilma Vana Rousseff. Na tarde desta terça-feira (6), Temer não apenas endossou o manifesto dos insatisfeitos do PMDB com o projeto do PT de usar “ampla estrutura governamental” para ultrapassar os peemedebistas em número de prefeituras nas eleições municipais deste ano, mas deu razão aos insatisfeitos companheiros de partido que protestam.
Michel Temer cita como exemplo a acirrada disputa na cidade de São Paulo, mas garante que na capital dos paulistas o PMDB não cederá. “O Gabriel Chalita vai até o fim”. Chalita é o candidato peemedebista à prefeitura paulistana e tem mais chances de chegar ao segundo turno do que o petista Fernando Haddad.

“Temos que trabalhar para eleger o maior número de prefeitos”, declarou Temer, que disse ser um “defensor da liberdade das coligações” nas disputas municipais. O vice reconhece que o PT tem mais acesso a recursos e programas oficiais, o que alavanca candidaturas, mas defende o que chamou de “tratamento mais igualitário”.

“Se vocês estão pensando que viemos aqui para vocês passarem a mão na cabeça da gente, estão enganados. Viemos aqui para resolver. Estamos há um ano e meio ouvindo isto”, atalhou, durante encontro com Temer, o deputado Manoel Moreira (PMDB-RS), saudado com gritos de “muito bem!”.

Preocupado em evitar desgastes palacianos, Michel Temer foi diplomático. “Você disse exatamente o que eu havia dito, só que com sua voz forte, imponente”. Ato contínuo, o líder na Câmara, Henrique Alves (RN), sugeriu que Temer organizasse uma reunião dos dois líderes peemedebistas – ele e o senador Renan Calheiros (AL) – com as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) para passar ao governo as insatisfações do partido.
Para mostrar a unidade do PMDB a partir da cúpula partidária, Temer convidou o líder na Câmara e o presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), para receberem, em uma reunião conjunta na vice, o manifesto que os insatisfeitos queriam levar à direção.

Fato é que o descontentamento do PMDB, que há dias foi classificado como “tensão pré-eleitoral”, em alusão à tensão pré-menstrual, pelo presidente da Câmara dos Deputados, o petista gaúcho Marco Maia, não deve acabar tão cedo e facilmente. A legenda sabe do seu poder de fogo e tem munição de sobra para reagir a qualquer movimento inesperado da cúpula do Partido dos Trabalhadores. Se quiser continuar sonhando com a prefeitura de São Paulo, por exemplo, o PT terá de contemplar os pleitos do PMDB.

Quem ganha com essa troca de farpas que apenas começou é o tucano José Serra, que continua aproveitando as brigas e incertezas do processo sucessório paulistano para recuperar o tempo perdido.

Fonte: Ucho.Info 

domingo, 4 de dezembro de 2011

CIRO GOMES AFIRMA QUE PT E PMDB SE UNEM PARA ROUBAR

O ex-ministro ataca a coesão política entre os dois partidos e aponta este como o principal foco de atenção do PSB.
O ex-ministro e ex-deputado federal, Ciro Gomes, declarou ter interesse em candidatar-se a presidência da republica, durante coletiva no 23º Encontro Nacional do PSB, nesta sexta-feira (02), mas explicou que o momento recomenda prudência.
Ciro ressaltou que o principal papel do PSB, no atual cenário de conjuntura política, é “tensionar dentro da aliança da presidenta Dilma por uma agenda de mudança e por uma conduta um pouco mais republicana da média desta sustentação.”

O ex-deputado federal refere-se à aliança política estabelecida entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Segundo Ciro, o cimento da aliança central que une PT e PMDB é de natureza fisiológica.

“Toda aliança é legítima, mas qual é a agenda institucional, transformadora que precisa dessa grande aliança? Qual é a pendência da reforma tributária, no modelo de organização das instituições políticas, no desenho da poupança previdenciária ou qualquer que seja o assunto relevante? O que os coesiona? Fisiologia! Quando não, roubalheira”, disparou Ciro Gomes.
Por: Kyara Gonçalves - Ceará Agora