Convocada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a cúpula do PSDB se reuniu ontem em São Paulo para pregar uma correção de rumo da pré-campanha de José Serra à Presidência.
No almoço, que durou três horas, o ex-governador Aécio Neves (MG), o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-ministro Pimenta da Veiga propuseram mudanças na condução da campanha, hoje muito concentrada em Serra.
Chamado às pressas a São Paulo, o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), deixou o encontro com a missão de relatar as preocupações ao candidato.
O risco de desgaste com a demora na definição da vice é alvo de apreensão do grupo. "Todos defendem brevidade na escolha da vice", disse Guerra, um dos cotados para a vice.
"Serra deverá caminhar [na escolha] na semana que vem", acrescentou.
A falta de diálogo e recentes rompantes de Serra também estiveram em pauta. Todos cobram informações sobre a campanha.
A avaliação foi a de que Serra deveria dedicar mais atenção aos aliados e à montagem de palanques, em vez de desperdiçar energia com a rotina da campanha.
Hoje, um dos principais problemas está na concentração da agenda na mão de Serra, já que o roteiro de viagem tem de ser aprovado previamente pelo candidato.
"É preciso otimizar o tempo do candidato e qualificar sua agenda", defendeu Aécio, à saída do encontro.
A sugestão é que Serra delegue mais, poupando-se para que possa se apresentar bem disposto, inclusive na relação com jornalistas.
"Nosso desejo é que a campanha seja mais produtiva. E faremos sugestões para isso", disse Pimenta da Veiga.
Vice
Na reunião, Aécio voltou a defender Tasso para vice. Mas FHC disse que o senador "dá trabalho". "Confesso que não sou nenhum Marco Maciel", brincou Tasso, à saída.
Com a busca de um perfil conciliador, a hipótese de Guerra ganha força, até por sua boa relação com Serra. Mas esbarra no DEM.
Ao fazer um relato, Guerra disse que preferiria um nome do PSDB para a vaga, mas que o DEM poderá indicar o vice para evitar sequelas na campanha. No DEM, Agripino Maia e José Carlos Aleluia são os mais cotados.
Este espaço se destina a discutirmos qualquer assunto de interesse de seus visitantes. Politica, esportes, economia, segurança,relações humanas, ação social,religião, educação, cultura e principalmente saúde, de uma forma simples, direta e sincera para que todos se sintam encorajados a participar.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Propaganda do governo Lula nas escolas de São Paulo.
Escolas da rede pública paulista receberam um caderno com propaganda sobre ações do governo federal, o que levou o pré-candidato do PSDB, José Serra, a dizer que a Presidência tem usado dinheiro da educação com publicidade para autopromoção.
O Estado apurou que algumas escolas da rede pública do Estado receberam o jornal de balanço elaborado pela Secretaria de Comunicação, ligada à Presidência da República. O material, com 43 páginas, destaca vários atos do governo no ano passado de áreas que vão de política externa a energia e meio ambiente.
“É um calhamaço assim de propaganda pura distribuída pelo governo federal. Não é o município de Xiririca que vai imprimir propaganda do governo federal”, disse Serra, para quem os recursos usados poderiam ser direcionados para a educação.
A Secom afirmou que o jornal tem tiragem de 1,2 milhão de exemplares e é enviado para um mailing formado nos últimos sete anos, por indicação dos ministérios. Ainda de acordo com o órgão, nem todas as escolas recebem o caderno, enviado também para confederações e organizações não-governamentais. Segundo a Secom, o custo de produção é de R$ 2,2 milhões, com recursos da secretaria.
Além do jornal de balanço, mais de 197 mil escolas estaduais e municipais receberam no mês passado material contendo ações do governo federal na área de educação, com o slogan “o governo federal mudou o retrato da educação pública brasileira”.
Diretores de pelo menos dez escolas de São Paulo confirmaram o recebimento do material. Além de um cartaz, uma agenda também foi enviada para as escolas. O advogado Ricardo Penteado, que assessora o PSDB, diz que vai analisar o material para decidir se ingressa com ação.
O cartaz afirma que no ano em que o Plano de Desenvolvimento da Educação completa três anos foram triplicados os investimentos na educação pública. Mas, como é informado no mesmo folder, o aumento de investimentos – de R$ 19 bilhões para R$ 59 bilhões – se deu em seis anos, não em três.
Para o especialista em direito eleitoral Marcelo Augusto Melo Rosa de Sousa, o documento foi uma “pseudoprestação de contas”. “Há um veio subliminar de intenção eleitoral que pode causar desequilíbrio.”
O Estado apurou que algumas escolas da rede pública do Estado receberam o jornal de balanço elaborado pela Secretaria de Comunicação, ligada à Presidência da República. O material, com 43 páginas, destaca vários atos do governo no ano passado de áreas que vão de política externa a energia e meio ambiente.
“É um calhamaço assim de propaganda pura distribuída pelo governo federal. Não é o município de Xiririca que vai imprimir propaganda do governo federal”, disse Serra, para quem os recursos usados poderiam ser direcionados para a educação.
A Secom afirmou que o jornal tem tiragem de 1,2 milhão de exemplares e é enviado para um mailing formado nos últimos sete anos, por indicação dos ministérios. Ainda de acordo com o órgão, nem todas as escolas recebem o caderno, enviado também para confederações e organizações não-governamentais. Segundo a Secom, o custo de produção é de R$ 2,2 milhões, com recursos da secretaria.
Além do jornal de balanço, mais de 197 mil escolas estaduais e municipais receberam no mês passado material contendo ações do governo federal na área de educação, com o slogan “o governo federal mudou o retrato da educação pública brasileira”.
Diretores de pelo menos dez escolas de São Paulo confirmaram o recebimento do material. Além de um cartaz, uma agenda também foi enviada para as escolas. O advogado Ricardo Penteado, que assessora o PSDB, diz que vai analisar o material para decidir se ingressa com ação.
O cartaz afirma que no ano em que o Plano de Desenvolvimento da Educação completa três anos foram triplicados os investimentos na educação pública. Mas, como é informado no mesmo folder, o aumento de investimentos – de R$ 19 bilhões para R$ 59 bilhões – se deu em seis anos, não em três.
Para o especialista em direito eleitoral Marcelo Augusto Melo Rosa de Sousa, o documento foi uma “pseudoprestação de contas”. “Há um veio subliminar de intenção eleitoral que pode causar desequilíbrio.”
CAMPEÃO DE IMPOSTOS.
“Quanto mais arrecada, menos o governo faz pelo país”, alertam tucanos
O Brasil atingiu nesta quarta-feira (2) a marca de R$ 500 bilhões em impostos arrecadados desde o inicio do ano. A informação é do “Impostômetro”, a calculadora eletrônica desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) para a Associação Comercial de São Paulo. A cifra foi alcançada 22 dias antes se comparada ao ano passado e indica que o país baterá um novo recorde de arrecadação em 2010, superando R$ 1,2 trilhão.
Para os deputados Luiz Carlos Hauly (PR) e Edson Aparecido (SP) , essa é uma prova de que o governo não consegue gerir as contas já que nunca se teve tanto dinheiro em caixa, mas os investimentos continuam ínfimos e diversos setores do país padecendo diante de inúmeros problemas.
“O Planalto mantém uma arrecadação elevada e injusta, pois os mais pobres pagam mais tributos que os ricos. Não bastasse isso, ainda se aplica muito mal o dinheiro. Temos todas as condicionantes negativas nesse governo que graças a Deus chega ao fim”, criticou Hauly, que condenou ainda a falta de medidas contra a sonegação. “Se hoje temos R$ 500 bilhões de arrecadação, temos o mesmo tanto de economia sonegada”, comparou.
Já Edson Aparecido destacou que o Brasil possui a maior carga tributária entre os países emergentes e ainda assim o governo Lula não consegue reverter isso em serviços de qualidade para a população.
“A arrecadação é cada vez maior e o governo devolve para a sociedade serviços cada vez piores em áreas como saúde, educação e segurança. Além disso, aumenta de forma brutal o custo de suas atividades, principalmente inchando o funcionalismo público, aparelhando a máquina e atendendo os interesses do PT”, lamentou Aparecido.
De acordo com o tucano, a situação vivida pelo Brasil é a de uma realidade 'inversamente proporcional”. Para ele, quanto mais o governo arrecada, menos investe na geração de renda e emprego e na perspectiva de crescer de forma sólida.
→ Em 2009, os brasileiros pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos. Isso representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em nenhum outro país emergente, com a renda per capita igual ou menor que o Brasil, o peso dos tributos é tão grande. Na Índia, por exemplo, o índice é de 17,7%.
O Brasil atingiu nesta quarta-feira (2) a marca de R$ 500 bilhões em impostos arrecadados desde o inicio do ano. A informação é do “Impostômetro”, a calculadora eletrônica desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) para a Associação Comercial de São Paulo. A cifra foi alcançada 22 dias antes se comparada ao ano passado e indica que o país baterá um novo recorde de arrecadação em 2010, superando R$ 1,2 trilhão.
Para os deputados Luiz Carlos Hauly (PR) e Edson Aparecido (SP) , essa é uma prova de que o governo não consegue gerir as contas já que nunca se teve tanto dinheiro em caixa, mas os investimentos continuam ínfimos e diversos setores do país padecendo diante de inúmeros problemas.
“O Planalto mantém uma arrecadação elevada e injusta, pois os mais pobres pagam mais tributos que os ricos. Não bastasse isso, ainda se aplica muito mal o dinheiro. Temos todas as condicionantes negativas nesse governo que graças a Deus chega ao fim”, criticou Hauly, que condenou ainda a falta de medidas contra a sonegação. “Se hoje temos R$ 500 bilhões de arrecadação, temos o mesmo tanto de economia sonegada”, comparou.
Já Edson Aparecido destacou que o Brasil possui a maior carga tributária entre os países emergentes e ainda assim o governo Lula não consegue reverter isso em serviços de qualidade para a população.
“A arrecadação é cada vez maior e o governo devolve para a sociedade serviços cada vez piores em áreas como saúde, educação e segurança. Além disso, aumenta de forma brutal o custo de suas atividades, principalmente inchando o funcionalismo público, aparelhando a máquina e atendendo os interesses do PT”, lamentou Aparecido.
De acordo com o tucano, a situação vivida pelo Brasil é a de uma realidade 'inversamente proporcional”. Para ele, quanto mais o governo arrecada, menos investe na geração de renda e emprego e na perspectiva de crescer de forma sólida.
→ Em 2009, os brasileiros pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos. Isso representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em nenhum outro país emergente, com a renda per capita igual ou menor que o Brasil, o peso dos tributos é tão grande. Na Índia, por exemplo, o índice é de 17,7%.
Serra atribui a Dilma autoria de dossiê.
Candidato disse ontem que PT “tem tradição” em investigar adversários
Com o objetivo de imprimir na adversária a pecha de sectária, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atribuiu à petista Dilma Rousseff a autoria de um suposto dossiê contra ele. – A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Não tenho dúvidas – afirmou Serra.
No sábado, a revista Veja divulgou que petistas articularam a montagem de uma equipe de espionagem para confeccionar dossiês contra adversários, mas a estratégia não teria ido adiante, em razão da intervenção de outra ala do partido e de Dilma. Os petistas negam as acusações.
Ao acusar Dilma, Serra tenta desestabilizar a campanha petista, a exemplo do que ocorreu em 2006, quando a candidatura de Aloizio Mercadante ao governo paulista foi abatida em meio ao escândalo dos aloprados.
A ideia é reeditar o clima de 2006. Até hoje, tucanos creditam a vitória fácil de Serra em 2006 à descoberta de uma operação para compra de dossiês contra o partido.
A irritação de Serra se deve ao fato de que a filha, Veronica, foi alvo de investigações, informação divulgada pelo jornal O Globo. Indignado, incentivou reação do PSDB.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, considerou a declaração de Serra um “desespero”.
– O Serra falou isso? Eu já respondi ao Sérgio Guerra (presidente do PSDB) que isso é uma patifaria (pedir explicações a Dilma). O Serra, infelizmente, está indo para o mesmo caminho do presidente do partido dele. E o nome disso só pode ser desespero – atacou Dutra.
O PPS irá pedir para a Procuradoria-Geral da República que abra investigação sobre o caso do suposto dossiê.
Com o objetivo de imprimir na adversária a pecha de sectária, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atribuiu à petista Dilma Rousseff a autoria de um suposto dossiê contra ele. – A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Não tenho dúvidas – afirmou Serra.
No sábado, a revista Veja divulgou que petistas articularam a montagem de uma equipe de espionagem para confeccionar dossiês contra adversários, mas a estratégia não teria ido adiante, em razão da intervenção de outra ala do partido e de Dilma. Os petistas negam as acusações.
Ao acusar Dilma, Serra tenta desestabilizar a campanha petista, a exemplo do que ocorreu em 2006, quando a candidatura de Aloizio Mercadante ao governo paulista foi abatida em meio ao escândalo dos aloprados.
A ideia é reeditar o clima de 2006. Até hoje, tucanos creditam a vitória fácil de Serra em 2006 à descoberta de uma operação para compra de dossiês contra o partido.
A irritação de Serra se deve ao fato de que a filha, Veronica, foi alvo de investigações, informação divulgada pelo jornal O Globo. Indignado, incentivou reação do PSDB.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, considerou a declaração de Serra um “desespero”.
– O Serra falou isso? Eu já respondi ao Sérgio Guerra (presidente do PSDB) que isso é uma patifaria (pedir explicações a Dilma). O Serra, infelizmente, está indo para o mesmo caminho do presidente do partido dele. E o nome disso só pode ser desespero – atacou Dutra.
O PPS irá pedir para a Procuradoria-Geral da República que abra investigação sobre o caso do suposto dossiê.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
REQUIÃO APRESENTARÁ SUA CANDIDATURA NA CONVENÇÃO DO PMDB.
O ex-governador do Paraná Roberto Requião afirmou nesta quarta-feira (2), pelo microblog Twitter, que pretende disputar na convenção nacional do PMDB, no próximo dia 12, a indicação de candidato da sigla à Presidência da República.
No Twitter, Requião afirmou que autorizou o senador Pedro Simon (PMDB-RS) a registrar a candidatura.
Pedro Simon disse que já fez o registro no diretório nacional do partido sem o nome de um possível candidato a vice. “Estou fazendo o registro dele sozinho, sem o vice, tudo isso com autorização do governador Requião."
Segundo a assessoria do PMDB, o nome de Requião só será levado à convenção se a Executiva Nacional assim decidir. Se isso ocorrer, os delegados terão que escolher entre indicar o deputado Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, em uma aliança com o PT, ou optar pelo ex-governador do Paraná como candidato próprio do partido.
No mês passado, a Executiva Nacional do PMDB anunciou a decisão de indicar Temer, presidente nacional da legenda, para vice na chapa encabeçada por Dilma.
Embora seja do Paraná, o registro da pré-candidatura para a convenção foi feito pelo diretório gaúcho do partido, segundo afirmou Requião. "Acabo de autorizar o sen Pedro Simon a registrar na convenção do PMDB, por indicação do RS., minha candidatura à presidência da república", escreveu o ex-governador no Twitter. Como se trata de cargo nacional, qualquer estado poderia indicar o nome e não necessariamente o Paraná, estado de Requião.
Ainda que o registro na convenção ocorra por iniciativa do Rio Grande do Sul, o presidente do PMDB paranaense, Waldyr Pugliesi, afirmou que o diretório estadual já havia decidido, desde o fim do ano passado, indicar o nome do ex-governador como candidato próprio a presidente.
"O Requião sabe que é uma situação extremamente difícil", disse Pugliesi. Questionado sobre o porquê de o nome ser apresentado por outro estado, o presidente da legenda afirmou que a estratégia pode dar mais "consistência" à candidatura.
Ainda no Twitter, Requião postou a seguinte frase no mesmo minuto em que falou sobre sua pré-candidatura: "Na política e na vida se acumulam as decepções, nós não podemos é desistir."
Em 18 de maio, a Executiva Nacional anunciou a indicação de Temer como vice de Dilma. No mesmo dia, o PMDB paulista afirmou que a falta de acordo entre PMDB e PT em vários estados para a definição do candidato a governador poderia inviabilizar a indicação.
"Tudo pode mudar na convenção. Até oito dias antes da convenção podem ser feitas diversas propostas, para apoiar outro candidato, para ter candidato próprio à Presidência. Em São Paulo, o PMDB defende coligação com o PSDB. Isso quer dizer que, no entendimento do diretório, o melhor candidato é o José Serra (pré-candidato do PSDB). Quando dizemos que tudo pode ser mudado é porque tem diversas questões a serem resolvidas. Há problemas entre PT e PMDB em Minas, Pará, Ceará. E quem vota na convenção são os delegados estaduais", afirmou o secretário-geral do PMDB de São Paulo, Airton Sandoval.
A convenção nacional do PMDB será realizada em Brasília. Do dia 15 ao dia 30 de junho, o PMDB realizará as convenções estaduais para definir as alianças regionais.
No Twitter, Requião afirmou que autorizou o senador Pedro Simon (PMDB-RS) a registrar a candidatura.
Pedro Simon disse que já fez o registro no diretório nacional do partido sem o nome de um possível candidato a vice. “Estou fazendo o registro dele sozinho, sem o vice, tudo isso com autorização do governador Requião."
Segundo a assessoria do PMDB, o nome de Requião só será levado à convenção se a Executiva Nacional assim decidir. Se isso ocorrer, os delegados terão que escolher entre indicar o deputado Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, em uma aliança com o PT, ou optar pelo ex-governador do Paraná como candidato próprio do partido.
No mês passado, a Executiva Nacional do PMDB anunciou a decisão de indicar Temer, presidente nacional da legenda, para vice na chapa encabeçada por Dilma.
Embora seja do Paraná, o registro da pré-candidatura para a convenção foi feito pelo diretório gaúcho do partido, segundo afirmou Requião. "Acabo de autorizar o sen Pedro Simon a registrar na convenção do PMDB, por indicação do RS., minha candidatura à presidência da república", escreveu o ex-governador no Twitter. Como se trata de cargo nacional, qualquer estado poderia indicar o nome e não necessariamente o Paraná, estado de Requião.
Ainda que o registro na convenção ocorra por iniciativa do Rio Grande do Sul, o presidente do PMDB paranaense, Waldyr Pugliesi, afirmou que o diretório estadual já havia decidido, desde o fim do ano passado, indicar o nome do ex-governador como candidato próprio a presidente.
"O Requião sabe que é uma situação extremamente difícil", disse Pugliesi. Questionado sobre o porquê de o nome ser apresentado por outro estado, o presidente da legenda afirmou que a estratégia pode dar mais "consistência" à candidatura.
Ainda no Twitter, Requião postou a seguinte frase no mesmo minuto em que falou sobre sua pré-candidatura: "Na política e na vida se acumulam as decepções, nós não podemos é desistir."
Em 18 de maio, a Executiva Nacional anunciou a indicação de Temer como vice de Dilma. No mesmo dia, o PMDB paulista afirmou que a falta de acordo entre PMDB e PT em vários estados para a definição do candidato a governador poderia inviabilizar a indicação.
"Tudo pode mudar na convenção. Até oito dias antes da convenção podem ser feitas diversas propostas, para apoiar outro candidato, para ter candidato próprio à Presidência. Em São Paulo, o PMDB defende coligação com o PSDB. Isso quer dizer que, no entendimento do diretório, o melhor candidato é o José Serra (pré-candidato do PSDB). Quando dizemos que tudo pode ser mudado é porque tem diversas questões a serem resolvidas. Há problemas entre PT e PMDB em Minas, Pará, Ceará. E quem vota na convenção são os delegados estaduais", afirmou o secretário-geral do PMDB de São Paulo, Airton Sandoval.
A convenção nacional do PMDB será realizada em Brasília. Do dia 15 ao dia 30 de junho, o PMDB realizará as convenções estaduais para definir as alianças regionais.
O Brasil ante as disputas geopolíticas na América Latina - Parte III
AMIGOS, NÃO SOU MONARQUISTA, MAS ACHEI INTERESSANTE E MOSTRO AQUI A TRANSCRIÇÃO DA PALESTRA EFETUADA NO XX ENCONTRO MONÁRQUICO, REALIZADO NO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO/2009 E POSTADA ORIGINALMENTE NO BLOG "COMENTA-SE POR AÍ.." DA NOSSA AMIGA @AsteriscoCris.
José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Outro fato grave: enquanto todos gritavam "Fora Sarney", o Presidente Lula foi à Bolívia, visitar os plantadores de coca, aliados de Evo Morales, oferecer mais de 300 milhões do BNDES para construir uma estrada, que segundo o ex-prefeito César Maia, irá escoar toda a cocaína para o Brasil. Quer dizer, financiar a entrada da cocaína no Brasil.
A Bolívia, segundo dados internacionais, aumentou sua produção de cocaína em 70% e quase toda a cocaína vem parar nos morros do Rio de Janeiro. Além disso, Lula vai apoiar e participar de um comício eleitoral de Evo Morales, na Bolívia. Enquanto todos estavam a gritar "fora Sarney", Lula estava na Bolívia com um colar de folhas de coca ao pescoço.
Então, devemos prestar a atenção de que nem sempre as notícias que se estampa na mídia são as mais graves.
Outra coisa: o governo decidiu pagar três vezes mais pela energia de Itaipu (exigência do Paraguai). Consequência: a conta de luz vai acrescer em 3% para todos os brasileiros para poderem financiar isso. Por que ele fez isso? Marco Aurélio Garcia afirma: "Nós vamos fazer isso com o cuidado de não modificar o tratado, para não ter que passar no Congresso". Quer dizer: tudo na base do golpe!
Qual a intenção disso? O Estado de S. Paulo estampa um editorial que diz o seguinte: "Nada mais é do que a sustentação de um líder bolivariano (Lugo) que está ameaçado, não pela mídia, mas pelos escândalos sexuais dele." Um homem que está com a sua popularidade ameaçada e Lula atenta contra os bens nacionais para defender um aliado ideológico. Isso é caso para se destituir um presidente!
No caso de Honduras, sem discutir se foi ou não golpe o que houve por lá, embora juristas tenham dito que foi golpe por parte de Zelaya, há um fato que ninguém pode negar: Zelaya era um homem que estava sendo manipulado por Hugo Chávez. Zelaya quis deliberar contra a ordem do Supremo Tribunal, contra a ordem do Congresso, quis fazer um referendo e pediu a Chávez que mandasse as urnas, os boletins de voto para dentro de Honduras. Isso não é uma intervenção no país? Quer dizer, um desrespeito ao país. Ele pega um outro presidente para que o ajude a organizar o que estava proibido, o que não há dúvida que é golpe. Ainda pediu apoio das Forças Armadas para ajudá-lo neste golpe, porque são elas que têm o poder de organizar os referendos. As Forças Armadas se recusaram. Não houve o referendo, mas foram encontradas atas, já com os resultados do referendo. É um sistema tão "evoluído" que já se tem o resultado antes de ser votado.
Mário Vargas Llosa, que escreve em diversos jornais do mundo, escreveu um artigo "O Golpe das Mentiras" mostrando o que é óbvio e o que todo mundo fica silenciando: o que estava havendo em Honduras era um golpe... do Chávez. Mas depois a situação se tornou mais grave: o ex-presidente Zelaya passou a ser uma marionete do Chávez, viajando, inclusive com aviões do Chávez para todo o lado. A tentativa de volta a Honduras para causar um banho de sangue em Honduras foi feita pelo Chávez. Portanto, Zelaya passou a ser a peça fundamental no jogo do chavismo. Os chavistas, então, se reuniram em La Paz, para pressionarem os EUA e outros países para apressarem a volta de Zelaya ao poder. Quem estava presente nesta reunião com o grupo de chavistas? O ministro Celso Amorim, que cancelou todos os seus compromissos para poder estar ali.
Então, é o não é o governo brasileiro um caudatário do projeto chavista na América do Sul?
O sociólogo Demétrio Magnoli que também escreve em vários jornais e até acabou de escrever um livro muito interessante sobre a questão do racismo, fala de como o PT está levantando, está criando um neo-rascismo no Brasil.
Cabe um parêntese: estas alianças com o mundo islâmico, o afastamento de Israel e o renascer de uma teoria racista, faz lembrar muito o Nacional-Socialismo e, talvez não seja por acaso que o Partido Nazista se chamava Partido Nacional socialista dos Trabalhadores.
Demétrio Magnoli diz mais uma coisa interessante: com a luta de Uribe contra as Farc, o sucesso que tem obtido, de como conseguiu resgatar a Ingrid Betancourt e de como conseguiu todos aqueles golpes militares contra as Farc, Chávez está numa situação muito difícil, por isso precisava de Honduras de qualquer maneira. E o grande caudatário do interesse de Chávez em Honduras? O governo brasileiro.
Cabe agora falar sobre a questão das bases americanas, que é a última controvérsia que há por aí. O exército colombiano apreendeu com as FARC, armas suecas, vendidas pelo governo da Suécia ao governo da Venezuela, com a cláusula de só serem usadas pelo Exército da Venezuela. Estas armas foram parar nas mãos de um grupo terrorista. Portanto, o governo venezuelano passou armas compradas com claúsulas de exclusividade para ele, para um grupo terrorista. Junto com isso, armas russas compradas nestes pacotes do Chávez à Russia de Putin, foram parar também nas mãos das FARC. Como se explica que armas que são compradas por um governo vão parar nas mãos de um grupo terrorista, a não ser que este grupo terrorista seja apoiado por este governo?
Os governos da Colômbia e da Suécia pediram explicações a Chávez e este não tinha explicações a dar. Quem foi que deu explicações ao mundo inteiro? Marco Aurélio Garcia. Diz um jornal: "Marco Aurélio Garcia se tornou um porta voz de Hugo Chávez para defendê-lo das armas que foram parar nas FARC." Uma coisa escandalosa, um homem que é assessor do Presidente Lula, ser o porta-voz de Chávez. Que ligação mais íntima pode haver? E isso foi noticiado por vários jornais pelo mundo, inclusive pelo New York Times.
Chávez não tinha o que fazer, como ele então se defendeu? Como a Colômbia estava renovando a sua aliança militar com os EUA (uma aliança que já existe há mais de 10 anos) Chávez lançou esta ofensiva de dizer que os americanos vêm aqui para roubar o nosso petróleo! Aliás, como disse o presidente do Peru, Alan Garcia, na reunião da Unasul: "Roubar o petróleo de vocês não precisa, pois vocês já o vendem todo para os EUA."
Neste momento, quando Chávez precisava de toda esta propaganda internacionalmente, quem é que a fez? O governo brasileiro, através de Celso Amorim, que deu uma entrevista de página inteira para a Folha e disse: "Estamos muito preocupados com as bases americanas." Ao ser perguntado pela repórter sobre as armas da Suécia nas mãos das FARC, ele respondeu: "Isso é apenas um episódio." Um governo que entrega armas a um grupo terrorista é apenas um episódio. Vejam o grau de cinismo nesta questão toda!
Então, o Presidente Lula decidiu convocar reunião da UNASUL para condenar a Colômbia. Na primeira reunião, o Presidente Uribe se recusou a ir e, na segunda ele foi, mas fez exigências. Então Uribe começou a distribuir documentos que comprovavam a existência de bases das FARC na Venezuela. Depois, o Presidente Uribe exigiu que a reunião fosse transmitida ao vivo para o mundo inteiro. Quem foi a pessoa que mais reclamou? O Presidente Lula. Não foi Chávez; foi Lula, exatamente porque ele ia usar a reunião para condenar a Colômbia e ia ficar mal. Lula afirmou então que era um absurdo que a reunião fosse transmitida para o mundo inteiro. É claro, pois iria ficar clara a posição antidemocrática da reunião.
Bem, e qual foi a posição dos militares brasileiros a este respeito? Muitos oficiais de alta patente disseram o seguinte: que a posição do governo brasileiro era totalmente histérica e que não tinha nenhum fundamento. Não havia perigo nenhum com estas bases para o Brasil, que achavam muito boa a presença destas bases, pois eram para combater o narcotráfico e as FARC, e que, o que era estranho no governo é que eles nunca tivessem feito uma crítica à presença das FARC noutros países e nem também à compra de armas russas feita pelo governo da Venezuela. Que isso, sim, era estranho.
O Estado de S. Paulo, em seu editorial "Mais um favor a Chávez" afirmou: "É cada vez maior a subserviência do governo aos projetos do caudilho Hugo Chávez." (Está nos jornais. O Brasil está sendo subserviente a um projeto que parecia histriônico, mas agora se sabe que não é.) “Exigiu que se desse transparência ao acordo entre EUA e Colômbia. Não o fez e muito menos revelou preocupação com a segurança do Brasil, quando à mesa, o caudilho Hugo Chávez colocou a disposição das Forças Armadas russas todos os portos e aeroportos venezuelanos, muito menos quis saber publicamente de detalhes dos acordos de cooperação militar, assinados por Caracas e Moscou." Por que isso não é importante?
Bem, encerrando esta análise, se há pessoas aqui no Brasil que se interessam pelo bem do País, são os Príncipes! Esta é a missão, a vocação deles! E é por isso que eles nos convidam para que nos interessemos pelos assuntos do país. Então a primeira coisa importante é conhecermos a realidade.
Muitas vezes a realidade está escondida: nas ocupações do dia a dia, nos noticiários tendenciosos, onde as coisas importantes acabam sendo um assunto secundário, mas também porque somos bombardeados por mentiras e quem mente tem a intenção de enganar. Por que se mentiu durante tanto tempo que o Brasil ia ser o "moderador" do chavismo e agora não é? Por que se mentiu durante tanto tempo que Chávez era apenas um histrião? E, assim, outras coisas.
Há uma outra razão: nós temos a capacidade de esclarecer, de ser ativos. Porque cada um de nós constitui a opinião pública do país. Alguém dirá: ah, mas eu sou sózinho. Ora, alguém já jogou uma pedrinha num lago? Perceberam a onda que ela faz, provocando outras ondas, sucessivamente? Assim somos nós no meio do público. E nós temos muito mais repercussão do que nós imaginamos.
É o caso de ler um trecho tirado de um artigo muito interessante de Cláudio Moura de Castro ("De malandros e manés"), da revista Veja e que é extremamente pitoresco, mas também profundo. Ele nos ajudará a entender isto:
"O Rio de Janeiro onde eu nasci evoca uma imagem clássica. É a pátria do malandro. É o reino da esperteza, do golpe, da falta de seriedade proclamada como virtude redentora. Não são poucos os prejuízos trazidos pela cultura da malandragem. O malandro carioca é assunto canônico até dos sambistas. Esta caracterização popular tem respaldo acadêmico em raízes históricas.
“Porém, há um outro Rio de Janeiro, menos lembrado. Durante séculos por ser a capital econômica e política do País, atraiu as melhores cabeças. Inicialmente, desembarcou a corte de Portugal com seus mais destacados figurantes. Por muito que seja criticado é preciso reconhecer que ela criou uma aristocracia intelectualizada que se perpetua ao longo dos anos. Desde sempre atraiu os mais inspirados intelectuais das províncias. Até há pouco, foi um magneto para escritores e cientistas, mesmo de S. Paulo.
Que cara tem esse outro Rio? Sugiro que tem a cara de dom Pedro II. Eis um carioca arquétipo dessa outra persona do Rio. Ao morrer, foi considerado a cabeça coroada mais culta de quantas havia na Europa. Dom Pedro é o outro Rio: sério, digno, disciplinado, erudito. Era o caretão rematado, a figura do antimalandro. Em vez de beija-mãos na corte, promovia saraus intelectuais e trocava cartas com Victor Hugo, Humboldt, Lamartine e Jean-Louis Agassiz, notável zoólogo e geólogo suíço.
“É inegável o Rio do malandro. Menos visíveis, mas também inegáveis, são a vida e a força do outro Rio. É o Rio careta, dos que frequentam livrarias e salas de concerto, em vez de praias e baladas. Por anos de convivência, é um Rio incólume e vacinado contra o vírus da malandragem. O grande paradoxo é a incapacidade desse Rio, intelectualmente tão sério e bem-dotado, de frear o desgoverno que aos poucos foi se infiltrando. A malandragem pitoresca virou bandidagem, com a desmoralização resultante. Inapetência dos "puros" de chafurdar na política? Talvez. Os bons são muito poucos? Acho que não. Estão por todos os lados. Mas não chamam atenção, por serem menos pitorescos e divertidos. Aliás, dom Pedro II gostava mesmo era de um papo cabeça.
“Mas, se o Rio tiver alguma arma secreta para reverter sua decadência, com certeza, será esse enorme e possante segmento, estilo Dom Pedro II, que representa o oposto da malandragem e possui um respeitável vigor intelectual e moral."
Essa opinião, publicada na Veja, não parece que seja aplicável só ao Rio. Pode ser aplicada ao Brasil inteiro. É essa fisionomia de D. Pedro II que ficou nas cabeças, é esta mentalidade que ficou e que é a nossa força. Pois, muito mais que apenas a força política, é essa força que está por detrás. Por isso, a opinião de um monarquista pode ser muito importante, pois ele vê esta outra fisionomia do Brasil. Porque como ele diz: é a mais séria, é mais vasta do que nós imaginamos e é a que tem força para reverter esta situação.
Nós já tivemos experiências disso em muitos episódios. Na grande tragédia que atingiu a Família Imperial, recentemente, com a morte de D. Pedro Luiz, isso também se viu. O Brasil ficou, então, em luto por um Príncipe que ele nem conhecia, que mal conhecia. Mas por quê? Porque ele trazia na fronte esta marca histórica, tinha na fronte esta força de um D. Pedro II que está no fundo das cabeças. Talvez ele, D. Pedro Luiz, em certos momentos, nem se desse conta disso, mas ele tinha.
E neste tremendo infortúnio que foi a perda de D. Pedro Luiz, ele mesmo mostrou ao Brasil que existe uma coisa mais profunda, mais forte, e a qual nos dá muito mais força que um partido político ou uma organização política, que é esta fisionomia de D. Pedro II que temos por detrás.
José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Outro fato grave: enquanto todos gritavam "Fora Sarney", o Presidente Lula foi à Bolívia, visitar os plantadores de coca, aliados de Evo Morales, oferecer mais de 300 milhões do BNDES para construir uma estrada, que segundo o ex-prefeito César Maia, irá escoar toda a cocaína para o Brasil. Quer dizer, financiar a entrada da cocaína no Brasil.
A Bolívia, segundo dados internacionais, aumentou sua produção de cocaína em 70% e quase toda a cocaína vem parar nos morros do Rio de Janeiro. Além disso, Lula vai apoiar e participar de um comício eleitoral de Evo Morales, na Bolívia. Enquanto todos estavam a gritar "fora Sarney", Lula estava na Bolívia com um colar de folhas de coca ao pescoço.
Então, devemos prestar a atenção de que nem sempre as notícias que se estampa na mídia são as mais graves.
Outra coisa: o governo decidiu pagar três vezes mais pela energia de Itaipu (exigência do Paraguai). Consequência: a conta de luz vai acrescer em 3% para todos os brasileiros para poderem financiar isso. Por que ele fez isso? Marco Aurélio Garcia afirma: "Nós vamos fazer isso com o cuidado de não modificar o tratado, para não ter que passar no Congresso". Quer dizer: tudo na base do golpe!
Qual a intenção disso? O Estado de S. Paulo estampa um editorial que diz o seguinte: "Nada mais é do que a sustentação de um líder bolivariano (Lugo) que está ameaçado, não pela mídia, mas pelos escândalos sexuais dele." Um homem que está com a sua popularidade ameaçada e Lula atenta contra os bens nacionais para defender um aliado ideológico. Isso é caso para se destituir um presidente!
No caso de Honduras, sem discutir se foi ou não golpe o que houve por lá, embora juristas tenham dito que foi golpe por parte de Zelaya, há um fato que ninguém pode negar: Zelaya era um homem que estava sendo manipulado por Hugo Chávez. Zelaya quis deliberar contra a ordem do Supremo Tribunal, contra a ordem do Congresso, quis fazer um referendo e pediu a Chávez que mandasse as urnas, os boletins de voto para dentro de Honduras. Isso não é uma intervenção no país? Quer dizer, um desrespeito ao país. Ele pega um outro presidente para que o ajude a organizar o que estava proibido, o que não há dúvida que é golpe. Ainda pediu apoio das Forças Armadas para ajudá-lo neste golpe, porque são elas que têm o poder de organizar os referendos. As Forças Armadas se recusaram. Não houve o referendo, mas foram encontradas atas, já com os resultados do referendo. É um sistema tão "evoluído" que já se tem o resultado antes de ser votado.
Mário Vargas Llosa, que escreve em diversos jornais do mundo, escreveu um artigo "O Golpe das Mentiras" mostrando o que é óbvio e o que todo mundo fica silenciando: o que estava havendo em Honduras era um golpe... do Chávez. Mas depois a situação se tornou mais grave: o ex-presidente Zelaya passou a ser uma marionete do Chávez, viajando, inclusive com aviões do Chávez para todo o lado. A tentativa de volta a Honduras para causar um banho de sangue em Honduras foi feita pelo Chávez. Portanto, Zelaya passou a ser a peça fundamental no jogo do chavismo. Os chavistas, então, se reuniram em La Paz, para pressionarem os EUA e outros países para apressarem a volta de Zelaya ao poder. Quem estava presente nesta reunião com o grupo de chavistas? O ministro Celso Amorim, que cancelou todos os seus compromissos para poder estar ali.
Então, é o não é o governo brasileiro um caudatário do projeto chavista na América do Sul?
O sociólogo Demétrio Magnoli que também escreve em vários jornais e até acabou de escrever um livro muito interessante sobre a questão do racismo, fala de como o PT está levantando, está criando um neo-rascismo no Brasil.
Cabe um parêntese: estas alianças com o mundo islâmico, o afastamento de Israel e o renascer de uma teoria racista, faz lembrar muito o Nacional-Socialismo e, talvez não seja por acaso que o Partido Nazista se chamava Partido Nacional socialista dos Trabalhadores.
Demétrio Magnoli diz mais uma coisa interessante: com a luta de Uribe contra as Farc, o sucesso que tem obtido, de como conseguiu resgatar a Ingrid Betancourt e de como conseguiu todos aqueles golpes militares contra as Farc, Chávez está numa situação muito difícil, por isso precisava de Honduras de qualquer maneira. E o grande caudatário do interesse de Chávez em Honduras? O governo brasileiro.
Cabe agora falar sobre a questão das bases americanas, que é a última controvérsia que há por aí. O exército colombiano apreendeu com as FARC, armas suecas, vendidas pelo governo da Suécia ao governo da Venezuela, com a cláusula de só serem usadas pelo Exército da Venezuela. Estas armas foram parar nas mãos de um grupo terrorista. Portanto, o governo venezuelano passou armas compradas com claúsulas de exclusividade para ele, para um grupo terrorista. Junto com isso, armas russas compradas nestes pacotes do Chávez à Russia de Putin, foram parar também nas mãos das FARC. Como se explica que armas que são compradas por um governo vão parar nas mãos de um grupo terrorista, a não ser que este grupo terrorista seja apoiado por este governo?
Os governos da Colômbia e da Suécia pediram explicações a Chávez e este não tinha explicações a dar. Quem foi que deu explicações ao mundo inteiro? Marco Aurélio Garcia. Diz um jornal: "Marco Aurélio Garcia se tornou um porta voz de Hugo Chávez para defendê-lo das armas que foram parar nas FARC." Uma coisa escandalosa, um homem que é assessor do Presidente Lula, ser o porta-voz de Chávez. Que ligação mais íntima pode haver? E isso foi noticiado por vários jornais pelo mundo, inclusive pelo New York Times.
Chávez não tinha o que fazer, como ele então se defendeu? Como a Colômbia estava renovando a sua aliança militar com os EUA (uma aliança que já existe há mais de 10 anos) Chávez lançou esta ofensiva de dizer que os americanos vêm aqui para roubar o nosso petróleo! Aliás, como disse o presidente do Peru, Alan Garcia, na reunião da Unasul: "Roubar o petróleo de vocês não precisa, pois vocês já o vendem todo para os EUA."
Neste momento, quando Chávez precisava de toda esta propaganda internacionalmente, quem é que a fez? O governo brasileiro, através de Celso Amorim, que deu uma entrevista de página inteira para a Folha e disse: "Estamos muito preocupados com as bases americanas." Ao ser perguntado pela repórter sobre as armas da Suécia nas mãos das FARC, ele respondeu: "Isso é apenas um episódio." Um governo que entrega armas a um grupo terrorista é apenas um episódio. Vejam o grau de cinismo nesta questão toda!
Então, o Presidente Lula decidiu convocar reunião da UNASUL para condenar a Colômbia. Na primeira reunião, o Presidente Uribe se recusou a ir e, na segunda ele foi, mas fez exigências. Então Uribe começou a distribuir documentos que comprovavam a existência de bases das FARC na Venezuela. Depois, o Presidente Uribe exigiu que a reunião fosse transmitida ao vivo para o mundo inteiro. Quem foi a pessoa que mais reclamou? O Presidente Lula. Não foi Chávez; foi Lula, exatamente porque ele ia usar a reunião para condenar a Colômbia e ia ficar mal. Lula afirmou então que era um absurdo que a reunião fosse transmitida para o mundo inteiro. É claro, pois iria ficar clara a posição antidemocrática da reunião.
Bem, e qual foi a posição dos militares brasileiros a este respeito? Muitos oficiais de alta patente disseram o seguinte: que a posição do governo brasileiro era totalmente histérica e que não tinha nenhum fundamento. Não havia perigo nenhum com estas bases para o Brasil, que achavam muito boa a presença destas bases, pois eram para combater o narcotráfico e as FARC, e que, o que era estranho no governo é que eles nunca tivessem feito uma crítica à presença das FARC noutros países e nem também à compra de armas russas feita pelo governo da Venezuela. Que isso, sim, era estranho.
O Estado de S. Paulo, em seu editorial "Mais um favor a Chávez" afirmou: "É cada vez maior a subserviência do governo aos projetos do caudilho Hugo Chávez." (Está nos jornais. O Brasil está sendo subserviente a um projeto que parecia histriônico, mas agora se sabe que não é.) “Exigiu que se desse transparência ao acordo entre EUA e Colômbia. Não o fez e muito menos revelou preocupação com a segurança do Brasil, quando à mesa, o caudilho Hugo Chávez colocou a disposição das Forças Armadas russas todos os portos e aeroportos venezuelanos, muito menos quis saber publicamente de detalhes dos acordos de cooperação militar, assinados por Caracas e Moscou." Por que isso não é importante?
Bem, encerrando esta análise, se há pessoas aqui no Brasil que se interessam pelo bem do País, são os Príncipes! Esta é a missão, a vocação deles! E é por isso que eles nos convidam para que nos interessemos pelos assuntos do país. Então a primeira coisa importante é conhecermos a realidade.
Muitas vezes a realidade está escondida: nas ocupações do dia a dia, nos noticiários tendenciosos, onde as coisas importantes acabam sendo um assunto secundário, mas também porque somos bombardeados por mentiras e quem mente tem a intenção de enganar. Por que se mentiu durante tanto tempo que o Brasil ia ser o "moderador" do chavismo e agora não é? Por que se mentiu durante tanto tempo que Chávez era apenas um histrião? E, assim, outras coisas.
Há uma outra razão: nós temos a capacidade de esclarecer, de ser ativos. Porque cada um de nós constitui a opinião pública do país. Alguém dirá: ah, mas eu sou sózinho. Ora, alguém já jogou uma pedrinha num lago? Perceberam a onda que ela faz, provocando outras ondas, sucessivamente? Assim somos nós no meio do público. E nós temos muito mais repercussão do que nós imaginamos.
É o caso de ler um trecho tirado de um artigo muito interessante de Cláudio Moura de Castro ("De malandros e manés"), da revista Veja e que é extremamente pitoresco, mas também profundo. Ele nos ajudará a entender isto:
"O Rio de Janeiro onde eu nasci evoca uma imagem clássica. É a pátria do malandro. É o reino da esperteza, do golpe, da falta de seriedade proclamada como virtude redentora. Não são poucos os prejuízos trazidos pela cultura da malandragem. O malandro carioca é assunto canônico até dos sambistas. Esta caracterização popular tem respaldo acadêmico em raízes históricas.
“Porém, há um outro Rio de Janeiro, menos lembrado. Durante séculos por ser a capital econômica e política do País, atraiu as melhores cabeças. Inicialmente, desembarcou a corte de Portugal com seus mais destacados figurantes. Por muito que seja criticado é preciso reconhecer que ela criou uma aristocracia intelectualizada que se perpetua ao longo dos anos. Desde sempre atraiu os mais inspirados intelectuais das províncias. Até há pouco, foi um magneto para escritores e cientistas, mesmo de S. Paulo.
Que cara tem esse outro Rio? Sugiro que tem a cara de dom Pedro II. Eis um carioca arquétipo dessa outra persona do Rio. Ao morrer, foi considerado a cabeça coroada mais culta de quantas havia na Europa. Dom Pedro é o outro Rio: sério, digno, disciplinado, erudito. Era o caretão rematado, a figura do antimalandro. Em vez de beija-mãos na corte, promovia saraus intelectuais e trocava cartas com Victor Hugo, Humboldt, Lamartine e Jean-Louis Agassiz, notável zoólogo e geólogo suíço.
“É inegável o Rio do malandro. Menos visíveis, mas também inegáveis, são a vida e a força do outro Rio. É o Rio careta, dos que frequentam livrarias e salas de concerto, em vez de praias e baladas. Por anos de convivência, é um Rio incólume e vacinado contra o vírus da malandragem. O grande paradoxo é a incapacidade desse Rio, intelectualmente tão sério e bem-dotado, de frear o desgoverno que aos poucos foi se infiltrando. A malandragem pitoresca virou bandidagem, com a desmoralização resultante. Inapetência dos "puros" de chafurdar na política? Talvez. Os bons são muito poucos? Acho que não. Estão por todos os lados. Mas não chamam atenção, por serem menos pitorescos e divertidos. Aliás, dom Pedro II gostava mesmo era de um papo cabeça.
“Mas, se o Rio tiver alguma arma secreta para reverter sua decadência, com certeza, será esse enorme e possante segmento, estilo Dom Pedro II, que representa o oposto da malandragem e possui um respeitável vigor intelectual e moral."
Essa opinião, publicada na Veja, não parece que seja aplicável só ao Rio. Pode ser aplicada ao Brasil inteiro. É essa fisionomia de D. Pedro II que ficou nas cabeças, é esta mentalidade que ficou e que é a nossa força. Pois, muito mais que apenas a força política, é essa força que está por detrás. Por isso, a opinião de um monarquista pode ser muito importante, pois ele vê esta outra fisionomia do Brasil. Porque como ele diz: é a mais séria, é mais vasta do que nós imaginamos e é a que tem força para reverter esta situação.
Nós já tivemos experiências disso em muitos episódios. Na grande tragédia que atingiu a Família Imperial, recentemente, com a morte de D. Pedro Luiz, isso também se viu. O Brasil ficou, então, em luto por um Príncipe que ele nem conhecia, que mal conhecia. Mas por quê? Porque ele trazia na fronte esta marca histórica, tinha na fronte esta força de um D. Pedro II que está no fundo das cabeças. Talvez ele, D. Pedro Luiz, em certos momentos, nem se desse conta disso, mas ele tinha.
E neste tremendo infortúnio que foi a perda de D. Pedro Luiz, ele mesmo mostrou ao Brasil que existe uma coisa mais profunda, mais forte, e a qual nos dá muito mais força que um partido político ou uma organização política, que é esta fisionomia de D. Pedro II que temos por detrás.
O Brasil ante as disputas geopolíticas na América Latina - Parte II
AMIGOS, NÃO SOU MONARQUISTA, MAS ACHEI INTERESSANTE E MOSTRO AQUI A TRANSCRIÇÃO DA PALESTRA EFETUADA NO XX ENCONTRO MONÁRQUICO, REALIZADO NO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO/2009 E POSTADA ORIGINALMENTE NO BLOG "COMENTA-SE POR AÍ.." DA NOSSA AMIGA @AsteriscoCris.
Palestra proferida no XX Encontro Monárquico, Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2009 por José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Como já se disse, não se pretende aqui fazer um ataque sistemático ao governo Lula e sim falar das relações da política externa do governo brasileiro. O que se falou até agora não é tão grave perto do que ainda se vai expor aqui.
Se perguntarmos se no Brasil existe um perigo de terrorismo, provavelmente todos aqui diriam que não. Que o Brasil é um país tranqüilo. E é! Mas há gente que se está incumbindo de trazer o terrorismo para cá.
Numa matéria que saiu na Folha de S. Paulo, do jornalista Jânio de Freitas, foi feita uma denúncia, saída em maio, mas que depois foi abafada, a respeito da presença da Al Qaeda no Brasil. Sobre um terrorista de sangue libanês que foi preso em S. Paulo, por indicação do FBI e que os americanos disseram que atuava através de computadores para a Al Qaeda. Mas o governo brasileiro veio em sua defesa, dizendo que ele estava sendo preso por atos racistas. E não era verdade! Ele era um agente da Al Qaeda que estava recrutando gente pela internet. O ministro Tarso Genro, um personagem bastante nefasto, disse também que não era terrorista e que este perigo não existe no Brasil. Existe um problema: o governo atual se recusa a votar uma lei para condenar o terrorismo. Está na Folha de S. Paulo: "Não existe no Brasil crime de terrorismo. Mesmo que se comprove a ligação de um investigado com grupos extremistas, só poderá ser preso se praticar algum crime que esteja previsto na legislação nacional".
O fato é que esta história foi insistentemente levantada pela Folha de S. Paulo, dizendo que este homem era um terrorista, confirmada, por fim pela Polícia Federal: era ligado a Al Qaeda e trabalhava com um grupo chamado Jihad Mídia Batalha e fazia recrutamento pela internet.
Vejam as declarações do ministro da Justiça sobre este fato, na Folha de S. Paulo do dia 27 de maio de 2009: "No Brasil não há nenhuma célula terrorista, nenhum tipo de organização, até porque temos um controle muito forte sobre tudo isso, em todas as regiões em que possa haver suspeita." Mentira! O aeroporto de S. Paulo é considerado pelas polícias internacionais, como um aeroporto onde passam mais terroristas livremente. Outra declaração de Tarso Genro que é muito mais grave do que esta: "Se este cidadão tenha ou não relações político-ideológicas, com países ou correntes de opinião, isso não é nem uma questão institucional, nem legal."
Isso não é grave? Isso é de uma cumplicidade, de um Ministro da Justiça com a própria organização terrorista. Qualquer dia vamos ter uma surpresa!
A Folha continua: "Autoridades americanas têm pressionado o Brasil por não haver uma lei de tipificação de crime de terrorismo."
Por que o governo brasileiro não quer isso? A preocupação do governo é que a criação de uma lei deste tipo possa criminalizar os movimentos sociais. MST? Por que eles têm medo que o MST possa ser classificado como terrorista? Será que é porque as práticas deles são terroristas?
Jânio de Freitas escreveu um artigo a este respeito, intitulado "A clareza da confusão": "Cada vez que o governo tenta explicar uma coisa, tudo fica mais confuso."
Isso só demonstra que na realidade aquele homem era ligado ao terrorismo.
Um analista da Inteligência da Escola Superior de Guerra escreve um artigo na Folha, no qual aborda este caso e mostra como o Brasil está se tornando um dos territórios preferenciais para a atuação de grupos terroristas.
Agora passamos para a análise da eleição no Irã. Quando houve a eleição no Irã e os protestos da oposição pela fraude, o Presidente Lula decidiu dar a sua opinião: "É uma briga entre flamenguistas e vascaínos." Então não tem importância nenhuma.
Como um presidente vai se intrometer num processo eleitoral de um outro país? Há quem diga que foi uma "brincadeira" do Lula. Não há brincadeira nisso, tanto que ainda endossou a pior corrente que existe dentro do Irã. Porque, se ele diz que sua maior preocupação é manter "relações comerciais" com o Irã, ele não tem que escolher se é um governo ou outro. Mas não! Ele se pronunciou a favor de um governo "X". E nós vamos ver qual é a última conseqüência disso.
Primeiro, Marco Aurélio Garcia disse que não houve fraude. Lembremos que depois que ele, Celso Amorim e o Presidente Lula disseram que não houve fraude, as autoridades iranianas afirmaram que mais de 3 milhões de votos foram fraudados. Alguém viu o Presidente Lula pedir desculpas ou dizer que se enganou? Não! Não disse nada. E o que é que ele fez com a sua declaração sobre vascaínos e flamenguistas? Ele desmoralizou uma fraude que estava havendo. E atribuiu o protesto das pessoas que estavam na rua a apenas "um ímpeto de um torcedor ofendido". Além disso, a guarda do Irã matou gente na rua, na repressão. Viram alguma declaração do Presidente Lula se insurgindo contra isso? Não. Era "briga de vascaínos e flamenguistas."
Então, esta história de que é "falta de cultura" do Presidente, só joga para um lado.
Um jornalista famoso do New York Times, insuspeito por que favorável ao diálogo com o Irã, chamado Roger Cohen, disse: "Eu mesmo estava enganado quanto à natureza do regime iraniano." Então ele mostra todas as barbaridades que foram feitas, as perseguições. Os resultados eleitorais foram dados antes de haver qualquer apuração. A única pessoa que achou que era válido, foi o Presidente Lula, depois seguido pelo presidente Chávez, pelo presidente da Síria e, claro, pelo presidente da Coréia do Norte. Uns exemplos de pessoas!
E o que estava em causa no Irã? (E aqui se vê a gravidade das posições do governo Lula. Era apenas uma atitude eleitoral? Não. Não era.) Num artigo do Wall Street Journal se mostra o seguinte: Que o que estava em causa no Irã era a revolução islâmica. Ou seja, a concepção que Khomeini deu à revolução islâmica de que tem de haver uma autoridade religiosa acima de todas as autoridades civis. E que, portanto, o Irã é "governado" por uma teocracia. E as pessoas que estavam nas ruas pediam instituições civis que não fossem dominadas por esta teocracia iraniana. Então o que estava em causa não era um problema apenas de dois candidatos. E o que o Presidente Lula fez ao se pronunciar a favor da legitimidade da eleição? Ele se pronunciou a favor da legitimidade da revolução islâmica. Deu o seu aval à concepção teocrática da revolução islâmica.
Vejam só a contradição: quantas vezes o Presidente Lula ou membros do seu governo não se pronunciaram a favor do laicismo, e afirmaram que o Estado tem de ser laico. E depois se une a um regime que é totalmente teocrático. Qual é a coerência disso? Isso tem uma lógica ideológica e que não é por acaso. Por que ele não apoiou os outros? Não. Ele apoiou exatamente a revolução islâmica.
Como diz um grande especialista europeu no estudo islâmico, que está para lançar um livro, há uma união profunda entre a esquerda e o islamismo, mundialmente. E Lula faz parte deste jogo, como faz parte também Chávez.
Curiosamente, todo mundo fica preocupado com as questões dos EUA. Mas o que é que o Irã tem a ver com a América do Sul? Nada. Mas porque estas alianças do Irã com a América do Sul? Por que o Irã está comprando mais de um bilhão de dólares de urânio da Bolívia? Por que o Irã tem bases terroristas na Venezuela? Por que esta relação de modo especial com o Brasil? Por quê? A não ser por uma razão ideológica.
Só para terem uma idéia do que é este regime que Lula apoiou, ao fazer esta declaração, é bom saber que o Presidente do Irã, Ahmadinejad, é de uma corrente islâmica que espera a vinda do Madih que é um espécie de "redentor" que salvaria o mundo, impondo a religião islâmica no mundo inteiro. É uma doutrina que move o regime do Irã. E eles provocam o Ocidente porque eles acham que o Madih só virá num embate, numa grande conflagração mundial.
Um dos grandes especialistas no Oriente Médio, chamado Daniel Pipes, em seu artigo, transcreve uma frase que Ahmadinejad disse na ONU desconcertando a todos os líderes mundiais: "Senhor todo poderoso eu vos peço que antecipeis a chegada do último enviado, o prometido, o ser humano puro e perfeito que trará paz e justiça a este mundo.", referindo-se ao tal Madih.
Como vêem, isso é grave! Estamos nos envolvendo em problemas que não são nossos.
Prova disso é que editorial do Estado de S. Paulo, intitulado "Lula, um defensor da teocracia iraniana", discorre sobre este assunto, mostrando que Lula ao tomar aquela posição, passou a ser um defensor da teocracia iraniana.
Uma declaração do Embaixador do Irã no Brasil, feita à BBC, também é esclarecedora: "Há uma afinidade profunda e ideológica entre o Presidente Lula e o Presidente Ahmadinejad. São visões em comum que os dois presidentes têm sobre diversos assuntos, na luta contra os colonizadores modernos. Além disso, a semelhança entre os dois presidentes no sentido de criarem uma Nova Ordem Mundial, uma nova ordem nas instituições internacionais." Portanto eles têm uma afinidade para criar uma Nova Ordem Mundial. E continua: "Esta relação também se baseia nos princípios da revolução islâmica para o bem estar do povo."
Então, por que uma afinidade de um partido que se diz laico com a revolução islâmica?
Bem, mas que problemas isso pode vir a trazer ao Brasil?
Numa visita do Chanceler de Israel, feita em junho ao Brasil (há mais de 20 anos um chanceler não visitava a América do Sul) e durante um jantar oferecido à Embaixada de Israel, várias pesssoas do governo daquele país, disseram o seguinte: "Vai chegar um momento, em que o Brasil deverá tomar uma posição; ou com o Irã ou com Israel."
Então, nós estamos nos envolvendo num problema que não é nosso! Lula diz que todas as relações dele são "assuntos comerciais" e Israel tem muitas relações comerciais com o Brasil. Lula alguma vez foi visitar Israel? Não. (*) Então, por que ele vai ao Irã e não vai a Israel, já que quer relações comerciais?
Palestra proferida no XX Encontro Monárquico, Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2009 por José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Como já se disse, não se pretende aqui fazer um ataque sistemático ao governo Lula e sim falar das relações da política externa do governo brasileiro. O que se falou até agora não é tão grave perto do que ainda se vai expor aqui.
Se perguntarmos se no Brasil existe um perigo de terrorismo, provavelmente todos aqui diriam que não. Que o Brasil é um país tranqüilo. E é! Mas há gente que se está incumbindo de trazer o terrorismo para cá.
Numa matéria que saiu na Folha de S. Paulo, do jornalista Jânio de Freitas, foi feita uma denúncia, saída em maio, mas que depois foi abafada, a respeito da presença da Al Qaeda no Brasil. Sobre um terrorista de sangue libanês que foi preso em S. Paulo, por indicação do FBI e que os americanos disseram que atuava através de computadores para a Al Qaeda. Mas o governo brasileiro veio em sua defesa, dizendo que ele estava sendo preso por atos racistas. E não era verdade! Ele era um agente da Al Qaeda que estava recrutando gente pela internet. O ministro Tarso Genro, um personagem bastante nefasto, disse também que não era terrorista e que este perigo não existe no Brasil. Existe um problema: o governo atual se recusa a votar uma lei para condenar o terrorismo. Está na Folha de S. Paulo: "Não existe no Brasil crime de terrorismo. Mesmo que se comprove a ligação de um investigado com grupos extremistas, só poderá ser preso se praticar algum crime que esteja previsto na legislação nacional".
O fato é que esta história foi insistentemente levantada pela Folha de S. Paulo, dizendo que este homem era um terrorista, confirmada, por fim pela Polícia Federal: era ligado a Al Qaeda e trabalhava com um grupo chamado Jihad Mídia Batalha e fazia recrutamento pela internet.
Vejam as declarações do ministro da Justiça sobre este fato, na Folha de S. Paulo do dia 27 de maio de 2009: "No Brasil não há nenhuma célula terrorista, nenhum tipo de organização, até porque temos um controle muito forte sobre tudo isso, em todas as regiões em que possa haver suspeita." Mentira! O aeroporto de S. Paulo é considerado pelas polícias internacionais, como um aeroporto onde passam mais terroristas livremente. Outra declaração de Tarso Genro que é muito mais grave do que esta: "Se este cidadão tenha ou não relações político-ideológicas, com países ou correntes de opinião, isso não é nem uma questão institucional, nem legal."
Isso não é grave? Isso é de uma cumplicidade, de um Ministro da Justiça com a própria organização terrorista. Qualquer dia vamos ter uma surpresa!
A Folha continua: "Autoridades americanas têm pressionado o Brasil por não haver uma lei de tipificação de crime de terrorismo."
Por que o governo brasileiro não quer isso? A preocupação do governo é que a criação de uma lei deste tipo possa criminalizar os movimentos sociais. MST? Por que eles têm medo que o MST possa ser classificado como terrorista? Será que é porque as práticas deles são terroristas?
Jânio de Freitas escreveu um artigo a este respeito, intitulado "A clareza da confusão": "Cada vez que o governo tenta explicar uma coisa, tudo fica mais confuso."
Isso só demonstra que na realidade aquele homem era ligado ao terrorismo.
Um analista da Inteligência da Escola Superior de Guerra escreve um artigo na Folha, no qual aborda este caso e mostra como o Brasil está se tornando um dos territórios preferenciais para a atuação de grupos terroristas.
Agora passamos para a análise da eleição no Irã. Quando houve a eleição no Irã e os protestos da oposição pela fraude, o Presidente Lula decidiu dar a sua opinião: "É uma briga entre flamenguistas e vascaínos." Então não tem importância nenhuma.
Como um presidente vai se intrometer num processo eleitoral de um outro país? Há quem diga que foi uma "brincadeira" do Lula. Não há brincadeira nisso, tanto que ainda endossou a pior corrente que existe dentro do Irã. Porque, se ele diz que sua maior preocupação é manter "relações comerciais" com o Irã, ele não tem que escolher se é um governo ou outro. Mas não! Ele se pronunciou a favor de um governo "X". E nós vamos ver qual é a última conseqüência disso.
Primeiro, Marco Aurélio Garcia disse que não houve fraude. Lembremos que depois que ele, Celso Amorim e o Presidente Lula disseram que não houve fraude, as autoridades iranianas afirmaram que mais de 3 milhões de votos foram fraudados. Alguém viu o Presidente Lula pedir desculpas ou dizer que se enganou? Não! Não disse nada. E o que é que ele fez com a sua declaração sobre vascaínos e flamenguistas? Ele desmoralizou uma fraude que estava havendo. E atribuiu o protesto das pessoas que estavam na rua a apenas "um ímpeto de um torcedor ofendido". Além disso, a guarda do Irã matou gente na rua, na repressão. Viram alguma declaração do Presidente Lula se insurgindo contra isso? Não. Era "briga de vascaínos e flamenguistas."
Então, esta história de que é "falta de cultura" do Presidente, só joga para um lado.
Um jornalista famoso do New York Times, insuspeito por que favorável ao diálogo com o Irã, chamado Roger Cohen, disse: "Eu mesmo estava enganado quanto à natureza do regime iraniano." Então ele mostra todas as barbaridades que foram feitas, as perseguições. Os resultados eleitorais foram dados antes de haver qualquer apuração. A única pessoa que achou que era válido, foi o Presidente Lula, depois seguido pelo presidente Chávez, pelo presidente da Síria e, claro, pelo presidente da Coréia do Norte. Uns exemplos de pessoas!
E o que estava em causa no Irã? (E aqui se vê a gravidade das posições do governo Lula. Era apenas uma atitude eleitoral? Não. Não era.) Num artigo do Wall Street Journal se mostra o seguinte: Que o que estava em causa no Irã era a revolução islâmica. Ou seja, a concepção que Khomeini deu à revolução islâmica de que tem de haver uma autoridade religiosa acima de todas as autoridades civis. E que, portanto, o Irã é "governado" por uma teocracia. E as pessoas que estavam nas ruas pediam instituições civis que não fossem dominadas por esta teocracia iraniana. Então o que estava em causa não era um problema apenas de dois candidatos. E o que o Presidente Lula fez ao se pronunciar a favor da legitimidade da eleição? Ele se pronunciou a favor da legitimidade da revolução islâmica. Deu o seu aval à concepção teocrática da revolução islâmica.
Vejam só a contradição: quantas vezes o Presidente Lula ou membros do seu governo não se pronunciaram a favor do laicismo, e afirmaram que o Estado tem de ser laico. E depois se une a um regime que é totalmente teocrático. Qual é a coerência disso? Isso tem uma lógica ideológica e que não é por acaso. Por que ele não apoiou os outros? Não. Ele apoiou exatamente a revolução islâmica.
Como diz um grande especialista europeu no estudo islâmico, que está para lançar um livro, há uma união profunda entre a esquerda e o islamismo, mundialmente. E Lula faz parte deste jogo, como faz parte também Chávez.
Curiosamente, todo mundo fica preocupado com as questões dos EUA. Mas o que é que o Irã tem a ver com a América do Sul? Nada. Mas porque estas alianças do Irã com a América do Sul? Por que o Irã está comprando mais de um bilhão de dólares de urânio da Bolívia? Por que o Irã tem bases terroristas na Venezuela? Por que esta relação de modo especial com o Brasil? Por quê? A não ser por uma razão ideológica.
Só para terem uma idéia do que é este regime que Lula apoiou, ao fazer esta declaração, é bom saber que o Presidente do Irã, Ahmadinejad, é de uma corrente islâmica que espera a vinda do Madih que é um espécie de "redentor" que salvaria o mundo, impondo a religião islâmica no mundo inteiro. É uma doutrina que move o regime do Irã. E eles provocam o Ocidente porque eles acham que o Madih só virá num embate, numa grande conflagração mundial.
Um dos grandes especialistas no Oriente Médio, chamado Daniel Pipes, em seu artigo, transcreve uma frase que Ahmadinejad disse na ONU desconcertando a todos os líderes mundiais: "Senhor todo poderoso eu vos peço que antecipeis a chegada do último enviado, o prometido, o ser humano puro e perfeito que trará paz e justiça a este mundo.", referindo-se ao tal Madih.
Como vêem, isso é grave! Estamos nos envolvendo em problemas que não são nossos.
Prova disso é que editorial do Estado de S. Paulo, intitulado "Lula, um defensor da teocracia iraniana", discorre sobre este assunto, mostrando que Lula ao tomar aquela posição, passou a ser um defensor da teocracia iraniana.
Uma declaração do Embaixador do Irã no Brasil, feita à BBC, também é esclarecedora: "Há uma afinidade profunda e ideológica entre o Presidente Lula e o Presidente Ahmadinejad. São visões em comum que os dois presidentes têm sobre diversos assuntos, na luta contra os colonizadores modernos. Além disso, a semelhança entre os dois presidentes no sentido de criarem uma Nova Ordem Mundial, uma nova ordem nas instituições internacionais." Portanto eles têm uma afinidade para criar uma Nova Ordem Mundial. E continua: "Esta relação também se baseia nos princípios da revolução islâmica para o bem estar do povo."
Então, por que uma afinidade de um partido que se diz laico com a revolução islâmica?
Bem, mas que problemas isso pode vir a trazer ao Brasil?
Numa visita do Chanceler de Israel, feita em junho ao Brasil (há mais de 20 anos um chanceler não visitava a América do Sul) e durante um jantar oferecido à Embaixada de Israel, várias pesssoas do governo daquele país, disseram o seguinte: "Vai chegar um momento, em que o Brasil deverá tomar uma posição; ou com o Irã ou com Israel."
Então, nós estamos nos envolvendo num problema que não é nosso! Lula diz que todas as relações dele são "assuntos comerciais" e Israel tem muitas relações comerciais com o Brasil. Lula alguma vez foi visitar Israel? Não. (*) Então, por que ele vai ao Irã e não vai a Israel, já que quer relações comerciais?
O Brasil ante as disputas geopolíticas na América Latina - Parte I
AMIGOS, NÃO SOU MONARQUISTA, MAS ACHEI INTERESSANTE E MOSTRO AQUI A TRANSCRIÇÃO DA PALESTRA EFETUADA NO XX ENCONTRO MONÁRQUICO, REALIZADO NO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO/2009 E POSTADA ORIGINALMENTE NO BLOG "COMENTA-SE POR AÍ.." DA NOSSA AMIGA @AsteriscoCris.
Palestra proferida no XX Encontro Monárquico, Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2009 por José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Sempre que D. Luiz ou os demais Príncipes abordam temas relativos à monarquia, não se nota que eles apresentem a monarquia como um assunto de saudosistas. Os monarquistas evidentemente falam do passado, mas não com saudosismo. E uma das características dos monarquistas deve ser exatamente um senso da atualidade bem definido.
Nesta semana em que se comemora a Independência do Brasil cabe tratar das Relações internacionais do Brasil, no atual governo.
O assunto é importante por diversas razões, uma das quais porque muitas das medidas tomadas na política externa brasileira ameaçam seriamente a independência do Brasil.
Talvez muitos dos fatos sejam conhecidos, outros nem tanto. Mas não se trata de fazer um enunciado de fatos escandalosos ou inexplicáveis pura e simplesmente para falar mal de um governo republicano. Trata-se, isso sim, de analisar uma série de fatos que no seu conjunto mostram, ao contrário do que se diz, que a política externa do Brasil tem por trás de si uma concepção ideológica, a qual está conduzindo o Brasil para uma situação grave que no futuro pode envolvê-lo em conflitos que nunca procurou.
Há uma ideologia clara e internacionalista que preside a esta política externa, com laivos de nacionalismo também, e que tem levado o atual governo brasileiro a renunciar a muitos de seus direitos, a prejudicar muitos dos interesses nacionais. Num regime que fosse realmente representativo tal política já teria levado a um questionamento sério, por parte de uma oposição que também fosse séria, face a um presidente que renuncia aos direitos do próprio país, que atenta contra os interesses próprios do país. Mas isso não acontece.
Um dos aspectos mais perniciosos que tem havido é o ter-se espalhado desde o início deste governo uma série de ficções. Estas ficções foram embalando as pessoas em ilusões. E ao fim de todos estes anos essas ficções começam a ruir.
Um exemplo de uma dessas ficções que está caindo: no mundo moderno não há ideologias! Talvez seja esta uma das ficções mais perniciosas que se espalham, porque os mesmos que afirmam que não há ideologias se contradizem. O próprio Presidente Lula por ocasião da posse de Zapatero, como primeiro ministro da Espanha, disse que este era um aliado ideológico. Se não há ideologias, como pode Zapatero ser um "aliado ideológico"? E assim, haveria outros exemplos.
Até mesmo pessoas com elevado nível intelectual e cultural, com cursos até no exterior, inclusive pessoas formadas em relações internacionais que não concordam com a orientação deste governo, aceitam que não existe uma ideologia, que o que existe é um pragmatismo, um oportunismo, um relacionamento de conveniência deste com aquele.
Mas, se se for estudar qualquer movimento revolucionário na História, se verá que por trás de uma ideologia há golpismo, oportunismo, há de tudo, mas a linha mestra é uma linha ideológica.
Não há como afirmar que tudo isso seja feito por um acaso.
Outras duas ficções que se espalharam neste governo são as de que nem Partido (PT), nem Presidente perfilam mais a ideologia socialista, estatista. Que o Presidente se converteu ao mercado e que foi um exemplo extraordinário para o mundo e isso se repetiu e se repete "ad nauseam".
Mas isso foi feito por questão tática. Prova disso, foi que na recente crise financeira mundial, o Presidente Lula esteve nos EUA, onde na cadeia CNN, no programa GPS, foi entrevistado por Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek, grande analista de análise política internacional e afirmou: "Sou socialista e a favor da economia estatizada”.
E temos a prova do Pré-sal. Então o que vemos, claramente, no meio desta confusão toda é um grande regresso ao estatismo.E este é o primeiro passo.
Citando o editorial do jornal Valor Econômico, daqueles dias, lê-se o seguinte: “As propostas do governo Lula para a nova lei do petróleo deslancharam uma batalha ideológica de magnitude semelhante à privatização e abertura econômica de um governo Fernando Collor de Mello. As privatizações abriram um novo horizonte para a economia do país. Assim como a exploração do petróleo nas camadas do pré-sal, traz a possibilidade de uma mudança radical da qualidade no ciclo do crescimento brasileiro."
Vejam, podemos estar às portas de uma mudança radical na economia brasileira.
As pessoas se escandalizam com coisas que são graves, como no caso Sarney, que estão na superfície, mas por baixo estão acontecendo coisas muito mais graves para as quais as pessoas não atentam.
Outra coisa: outros jornais tem falado do pré-sal. A "The Economist" que é uma revista que sempre elogiou o governo Lula, o tem criticado, dizendo que há uma volta ao estatismo; o "New York Times", um jornal que sempre teve uma simpatia pela esquerda disse a mesma coisa. Portanto não é uma opinião de poucas pessoas, mas uma opinião que vai se generalizando nos grandes centros da política mundial.
Outra grande falácia que se espalhou foi a seguinte: dizia-se que Chávez era um histriônico, um demagogo, um palhaço que tinha uma retórica que não era para levar a sério, mas ao fim destes anos, ele está perturbando toda a estabilidade da América Latina. Com retórica ou não, palhacesco ou não, ele está intervindo em outros países, como por exemplo no Peru, na Colômbia, na Argentina, no Equador, na Bolívia, no Paraguay, etc. Estes adjetivos foram um passaporte para ele ir fazendo tudo o que vem fazendo.
Mas esta ficção tinha uma outra parte: se Chávez era histriônico, por outro lado tínhamos um homem "sensato" que era o Presidente Lula, uma espécie de "moderador" que impediria todo o avanço do chavismo na América do Sul. Quando alguém diz que uma coisa vai acontecer é difícil discutir com ela, porque fica uma opinião contra a outra. Mas quando as coisas já aconteceram, já não é tão difícil. E o que nós vemos ao fim destes anos todos é que Lula não moderou ninguém e que Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega estão avançando. E até mesmo no caso de Honduras houve uma intervenção de Chávez na América do Sul.
Então a ficção de que Chávez era só retórica e de que Lula iria moderá-lo, não se deu.
E agora demos um passo, que é o mais grave, que é o reconhecimento internacional de que o governo Lula e a diplomacia brasileira estão a serviço do projeto chavista. Isso ninguém dizia, ou, se dizia, achavam que isso era um pouco radical. Agora são grandes jornais, grandes revistas, grandes analistas internacionais, grandes órgãos internacionais. Até organizações dos Direitos Humanos protestam contra o governo Lula e contra o próprio Lula por se aliar a tudo que é ditadura no mundo. Portanto estamos numa transição bastante pronunciada.
Outro exemplo é esta ditadura contra a midia que estes governos todos estão instaurando. Exemplo da Presidente da Argentina que está atacando o Clarín. Isso gerou um artigo no El País, da Espanha, mostrando toda a perseguição que os governos chavistas estão fazendo na América do Sul. Alguém já viu o Presidente Lula fazer alguma observação, exigir alguma condição, pedir que haja uma reunião da OEA para estudar o caso da imprensa que está sendo ameaçada? Onde está o "moderador"?
No jornal O Estado de São Paulo, Dennis Rosenfield, professor da UFRGS escreveu o seguinte: “Chavéz persegue opositores, fecha canais de TV, estações de rádio, legisla por decretos, vende armas às FARC, não respeita a soberania da Colômbia, submete o Poder Judiciário, obriga aos seus militares a jurarem "Pátria, Socialismo ou Morte" e nada, entretanto, ocorre com ele. Nenhuma manifestação da OEA, da Assembléia das Nações Unidas e nem da diplomacia brasileira”.
Qual é a opinião do Presidente Lula com relação à Venezuela? "Lá existe excesso de democracia!"
O Brasil é talvez a maior potência da América Latina e vai ser o fio da balança nesta questão toda. E nós temos que tomar consciência e podemos reverter isso, até mesmo, individualmente. Nós temos esta força.
Outra das grandes falácias da política externa brasileira é a seguinte: quando se pergunta "por que o Brasil se envolve com regimes que promovem o terrorismo, criminosos ou ditatoriais?" A resposta é sempre: Precisamos de relações comerciais.
Quando o Presidente Lula esteve na África,na Cúpula Africana, ficou sentado ao lado de Ahmadinejad e Kadafi, quer dizer, uma companhia bastante requintada para ele. E Lula disse no Estado de SP, no dia 02 de julho, três coisas, e é o caso de indagar ou de pedir para indicar qual é a matéria de relações comerciais e econômicas que existem nestas palavras?
Primeiro: Lula atacou o caráter perverso da ordem internacional. Ele mostra então uma outra concepção da Ordem Internacional.
Segundo: Lula atacou a imprensa dizendo que ela tem preconceito premeditado (sic!) pela proximidade dele com ditadores.
Isso não é preconceito, é uma realidade!
Terceiro: dirigiu seu discurso a Kadaffi, que é um homem que promove terrorismo internacional, referindo-se a ele como "meu amigo, meu irmão e meu líder". Isso tem alguma coisa a ver com relações comerciais?
Enquanto isso, houve um fato que não teve repercussão na mídia, embora merecesse. Em julho, Lula esteve na ONU, para falar no Conselho de Direitos Humanos. E ele foi recebido com protesto internacional de organizações de defesa dos direitos humanos, de grupos de defesa dos direitos humanos, de diplomatas de diversos países, porque a diplomacia do governo Lula em todas atitudes que toma no Conselho dos Diretos Humanos é só para acobertar ditaduras.Ex: impediu que fosse votado o relatório contra a Coréia do Norte um país onde se provou a existência de campos de concentração e de execuções sumárias, sendo este acobertamento criticado pelo Japão, inclusive. Isso são relações comerciais? Assuntos como campos de concentração e execuções? Qual é o argumento que a diplomacia brasileira dá? Diz que não se pode condenar, que é preciso dar uma chance a estes regimes.
Curiosamente em Honduras, com a questão Zelaya, não se deu chance nenhuma, nem tempo nenhum; era preciso condenar! Entretanto na Coréia se deu este tempo, e já se matou, já se perseguiu, se fez de tudo.
Depois que se negou a condenar a Coréia do Norte o que o Brasil fez? Abriu uma Embaixada lá. O embaixador do Brasil quando se dirigiu para o país, na fronteira, foi lhe tirado o celular, segundo as normas do "liberal" regime da Coréia do Norte. Agora imagine-se que tal fato se desse nos EUA, a gritaria que não ia ser!
Estas atitudes de Lula e de sua diplomacia que eu costumo chamar de diplomacia bicéfala, porque é comandada pelo Ministro Celso Amorim e por esta figura nefasta que é o Assessor Presidencial Marco Aurélio Garcia, tem gerado reações internacionais que até agora não havia. Mas de que os jornais brasileiros pouco ou nada falam.
Um artigo escrito por Andrés Oppenheimer, um dos maiores especialistas em política da América Latina, com o título "O Brasil merece críticas por sua horrível política externa", diz o seguinte: "É difícil existir um ditador ou um governo repressor de que o Brasil não goste".
Triste isso! Se lembrarmos como era a política externa no Império.
E prossegue o artigo: "O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho dos direitos humanos, declarou Julie de Rivero, diretora da Human Rights Watch em Genebra. Os votos do Brasil no Conselho dos direitos humanos e das Nações Unidas tem se alinhado mais freqüentemente com países totalitários". E aí ele faz um longo elenco de todos os votos do Brasil. E afirma que quando entrevistou Marco Aurélio Garcia sobre isso, este respondeu: "O Brasil não tem que estar dando certificados de boa conduta ou má conduta, pelo mundo". E termina o artigo: "A política externa do Brasil cheira mal. O Brasil tinha que ser fiel aos seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vistas grossas para os direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo precedentes para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país. Ou seja, quem aplaude muito ditadores fora, acaba favorecendo ditadores dentro”.
A revista The Economist, também lançou um número especial atacando a política externa brasileira, que foi comentado pelo jornal o Estado de S. Paulo, em seu editorial de 15 de agosto de 2009. "O presidente não terá motivos para acusar de parcialidade contra ele, o prestigioso semanário britânico por ter publicado uma reportagem, um editorial que identificou um inquietante viés chavista da sua política para América do Sul. Do lado de quem está o Brasil?”
Quer dizer que a grande falácia está aí: Não só Lula não é um moderador, mas é um chavista que endossa este governo chavista.
“O papel de linha auxiliar do caudilho desempenhado pelo presidente e seu chanceler Celso Amorim ficou gritante, porque em momento algum eles manifestaram preocupação com a segurança e a estabilidade regionais ameaçadas pelos acordos militares entre Caracas e Moscou (se refere as bases americanas na Colômbia). Lula se comporta como se o inimigo da democracia na América do Sul fosse o EUA ou a Colômbia ou mesmo o governo "golpista" de Honduras. Lula desnuda a hipocrisia das suas apregoadas convicções democráticas. A versão soprada pelo Itamaraty de que os agrados a Chavéz teriam apenas o objetivo de moderar os seus planos hegemônicos, na região, já foi desacreditada pelos fatos”.
Lula não dirigiu um pedido de explicação à Venezuela sobre a presença das FARC, comprovada por documentos da Colômbia; não pediu uma explicação à Venezuela sobre os tratados feitos com a Rússia e o oferecimento de bases venezuelanas, inclusive para estacionar aqui, aviões com armas atômicas, o que de si viola todos os tratados assinados pela América do Sul.
A pseudo moderação do governo Lula nas reuniões da Unasul é outro exemplo. Ele investiu o tempo todo contra a Colômbia e jamais contra a Venezuela. Não podemos por no mesmo prato a Colômbia e a Venezuela. Um é um governo que respeita todas as instituições e, o outro é um governo que violou todas as instituições, até agora, isto é, um governo de um autocrata. Além disso, um governo que acoberta um grupo terrorista para atacar um outro país está violando as fronteiras do outro.
Um outro artigo de Marcelo Paiva Abreu, Phd em economia, pela Universidade de Cambridge, professor do departamento de Economia da PUC do RJ, mostra claramente como toda a política externa brasileira hoje é ditada pelo fascínio pelo chavismo.
A jornalista Dora Kramer que escreve em vários jornais do Brasil, em seu artigo "Advogado do diabo", diz: "Do tiranete iraniano Ahmadinejad ao tiranossauro cubano Fidel Castro, passando por uma vasta gama local de atos e idéias, personagens erráticos, o presidente Lula não vacila quando se trata de assumir a defesa do indefensável. São tantos e tão repetidos os casos que já se configuram um padrão, que a questão em pauta envolve conduta. Lula entra no assunto pelo lado do avesso."
Palestra proferida no XX Encontro Monárquico, Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2009 por José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Sempre que D. Luiz ou os demais Príncipes abordam temas relativos à monarquia, não se nota que eles apresentem a monarquia como um assunto de saudosistas. Os monarquistas evidentemente falam do passado, mas não com saudosismo. E uma das características dos monarquistas deve ser exatamente um senso da atualidade bem definido.
Nesta semana em que se comemora a Independência do Brasil cabe tratar das Relações internacionais do Brasil, no atual governo.
O assunto é importante por diversas razões, uma das quais porque muitas das medidas tomadas na política externa brasileira ameaçam seriamente a independência do Brasil.
Talvez muitos dos fatos sejam conhecidos, outros nem tanto. Mas não se trata de fazer um enunciado de fatos escandalosos ou inexplicáveis pura e simplesmente para falar mal de um governo republicano. Trata-se, isso sim, de analisar uma série de fatos que no seu conjunto mostram, ao contrário do que se diz, que a política externa do Brasil tem por trás de si uma concepção ideológica, a qual está conduzindo o Brasil para uma situação grave que no futuro pode envolvê-lo em conflitos que nunca procurou.
Há uma ideologia clara e internacionalista que preside a esta política externa, com laivos de nacionalismo também, e que tem levado o atual governo brasileiro a renunciar a muitos de seus direitos, a prejudicar muitos dos interesses nacionais. Num regime que fosse realmente representativo tal política já teria levado a um questionamento sério, por parte de uma oposição que também fosse séria, face a um presidente que renuncia aos direitos do próprio país, que atenta contra os interesses próprios do país. Mas isso não acontece.
Um dos aspectos mais perniciosos que tem havido é o ter-se espalhado desde o início deste governo uma série de ficções. Estas ficções foram embalando as pessoas em ilusões. E ao fim de todos estes anos essas ficções começam a ruir.
Um exemplo de uma dessas ficções que está caindo: no mundo moderno não há ideologias! Talvez seja esta uma das ficções mais perniciosas que se espalham, porque os mesmos que afirmam que não há ideologias se contradizem. O próprio Presidente Lula por ocasião da posse de Zapatero, como primeiro ministro da Espanha, disse que este era um aliado ideológico. Se não há ideologias, como pode Zapatero ser um "aliado ideológico"? E assim, haveria outros exemplos.
Até mesmo pessoas com elevado nível intelectual e cultural, com cursos até no exterior, inclusive pessoas formadas em relações internacionais que não concordam com a orientação deste governo, aceitam que não existe uma ideologia, que o que existe é um pragmatismo, um oportunismo, um relacionamento de conveniência deste com aquele.
Mas, se se for estudar qualquer movimento revolucionário na História, se verá que por trás de uma ideologia há golpismo, oportunismo, há de tudo, mas a linha mestra é uma linha ideológica.
Não há como afirmar que tudo isso seja feito por um acaso.
Outras duas ficções que se espalharam neste governo são as de que nem Partido (PT), nem Presidente perfilam mais a ideologia socialista, estatista. Que o Presidente se converteu ao mercado e que foi um exemplo extraordinário para o mundo e isso se repetiu e se repete "ad nauseam".
Mas isso foi feito por questão tática. Prova disso, foi que na recente crise financeira mundial, o Presidente Lula esteve nos EUA, onde na cadeia CNN, no programa GPS, foi entrevistado por Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek, grande analista de análise política internacional e afirmou: "Sou socialista e a favor da economia estatizada”.
E temos a prova do Pré-sal. Então o que vemos, claramente, no meio desta confusão toda é um grande regresso ao estatismo.E este é o primeiro passo.
Citando o editorial do jornal Valor Econômico, daqueles dias, lê-se o seguinte: “As propostas do governo Lula para a nova lei do petróleo deslancharam uma batalha ideológica de magnitude semelhante à privatização e abertura econômica de um governo Fernando Collor de Mello. As privatizações abriram um novo horizonte para a economia do país. Assim como a exploração do petróleo nas camadas do pré-sal, traz a possibilidade de uma mudança radical da qualidade no ciclo do crescimento brasileiro."
Vejam, podemos estar às portas de uma mudança radical na economia brasileira.
As pessoas se escandalizam com coisas que são graves, como no caso Sarney, que estão na superfície, mas por baixo estão acontecendo coisas muito mais graves para as quais as pessoas não atentam.
Outra coisa: outros jornais tem falado do pré-sal. A "The Economist" que é uma revista que sempre elogiou o governo Lula, o tem criticado, dizendo que há uma volta ao estatismo; o "New York Times", um jornal que sempre teve uma simpatia pela esquerda disse a mesma coisa. Portanto não é uma opinião de poucas pessoas, mas uma opinião que vai se generalizando nos grandes centros da política mundial.
Outra grande falácia que se espalhou foi a seguinte: dizia-se que Chávez era um histriônico, um demagogo, um palhaço que tinha uma retórica que não era para levar a sério, mas ao fim destes anos, ele está perturbando toda a estabilidade da América Latina. Com retórica ou não, palhacesco ou não, ele está intervindo em outros países, como por exemplo no Peru, na Colômbia, na Argentina, no Equador, na Bolívia, no Paraguay, etc. Estes adjetivos foram um passaporte para ele ir fazendo tudo o que vem fazendo.
Mas esta ficção tinha uma outra parte: se Chávez era histriônico, por outro lado tínhamos um homem "sensato" que era o Presidente Lula, uma espécie de "moderador" que impediria todo o avanço do chavismo na América do Sul. Quando alguém diz que uma coisa vai acontecer é difícil discutir com ela, porque fica uma opinião contra a outra. Mas quando as coisas já aconteceram, já não é tão difícil. E o que nós vemos ao fim destes anos todos é que Lula não moderou ninguém e que Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega estão avançando. E até mesmo no caso de Honduras houve uma intervenção de Chávez na América do Sul.
Então a ficção de que Chávez era só retórica e de que Lula iria moderá-lo, não se deu.
E agora demos um passo, que é o mais grave, que é o reconhecimento internacional de que o governo Lula e a diplomacia brasileira estão a serviço do projeto chavista. Isso ninguém dizia, ou, se dizia, achavam que isso era um pouco radical. Agora são grandes jornais, grandes revistas, grandes analistas internacionais, grandes órgãos internacionais. Até organizações dos Direitos Humanos protestam contra o governo Lula e contra o próprio Lula por se aliar a tudo que é ditadura no mundo. Portanto estamos numa transição bastante pronunciada.
Outro exemplo é esta ditadura contra a midia que estes governos todos estão instaurando. Exemplo da Presidente da Argentina que está atacando o Clarín. Isso gerou um artigo no El País, da Espanha, mostrando toda a perseguição que os governos chavistas estão fazendo na América do Sul. Alguém já viu o Presidente Lula fazer alguma observação, exigir alguma condição, pedir que haja uma reunião da OEA para estudar o caso da imprensa que está sendo ameaçada? Onde está o "moderador"?
No jornal O Estado de São Paulo, Dennis Rosenfield, professor da UFRGS escreveu o seguinte: “Chavéz persegue opositores, fecha canais de TV, estações de rádio, legisla por decretos, vende armas às FARC, não respeita a soberania da Colômbia, submete o Poder Judiciário, obriga aos seus militares a jurarem "Pátria, Socialismo ou Morte" e nada, entretanto, ocorre com ele. Nenhuma manifestação da OEA, da Assembléia das Nações Unidas e nem da diplomacia brasileira”.
Qual é a opinião do Presidente Lula com relação à Venezuela? "Lá existe excesso de democracia!"
O Brasil é talvez a maior potência da América Latina e vai ser o fio da balança nesta questão toda. E nós temos que tomar consciência e podemos reverter isso, até mesmo, individualmente. Nós temos esta força.
Outra das grandes falácias da política externa brasileira é a seguinte: quando se pergunta "por que o Brasil se envolve com regimes que promovem o terrorismo, criminosos ou ditatoriais?" A resposta é sempre: Precisamos de relações comerciais.
Quando o Presidente Lula esteve na África,na Cúpula Africana, ficou sentado ao lado de Ahmadinejad e Kadafi, quer dizer, uma companhia bastante requintada para ele. E Lula disse no Estado de SP, no dia 02 de julho, três coisas, e é o caso de indagar ou de pedir para indicar qual é a matéria de relações comerciais e econômicas que existem nestas palavras?
Primeiro: Lula atacou o caráter perverso da ordem internacional. Ele mostra então uma outra concepção da Ordem Internacional.
Segundo: Lula atacou a imprensa dizendo que ela tem preconceito premeditado (sic!) pela proximidade dele com ditadores.
Isso não é preconceito, é uma realidade!
Terceiro: dirigiu seu discurso a Kadaffi, que é um homem que promove terrorismo internacional, referindo-se a ele como "meu amigo, meu irmão e meu líder". Isso tem alguma coisa a ver com relações comerciais?
Enquanto isso, houve um fato que não teve repercussão na mídia, embora merecesse. Em julho, Lula esteve na ONU, para falar no Conselho de Direitos Humanos. E ele foi recebido com protesto internacional de organizações de defesa dos direitos humanos, de grupos de defesa dos direitos humanos, de diplomatas de diversos países, porque a diplomacia do governo Lula em todas atitudes que toma no Conselho dos Diretos Humanos é só para acobertar ditaduras.Ex: impediu que fosse votado o relatório contra a Coréia do Norte um país onde se provou a existência de campos de concentração e de execuções sumárias, sendo este acobertamento criticado pelo Japão, inclusive. Isso são relações comerciais? Assuntos como campos de concentração e execuções? Qual é o argumento que a diplomacia brasileira dá? Diz que não se pode condenar, que é preciso dar uma chance a estes regimes.
Curiosamente em Honduras, com a questão Zelaya, não se deu chance nenhuma, nem tempo nenhum; era preciso condenar! Entretanto na Coréia se deu este tempo, e já se matou, já se perseguiu, se fez de tudo.
Depois que se negou a condenar a Coréia do Norte o que o Brasil fez? Abriu uma Embaixada lá. O embaixador do Brasil quando se dirigiu para o país, na fronteira, foi lhe tirado o celular, segundo as normas do "liberal" regime da Coréia do Norte. Agora imagine-se que tal fato se desse nos EUA, a gritaria que não ia ser!
Estas atitudes de Lula e de sua diplomacia que eu costumo chamar de diplomacia bicéfala, porque é comandada pelo Ministro Celso Amorim e por esta figura nefasta que é o Assessor Presidencial Marco Aurélio Garcia, tem gerado reações internacionais que até agora não havia. Mas de que os jornais brasileiros pouco ou nada falam.
Um artigo escrito por Andrés Oppenheimer, um dos maiores especialistas em política da América Latina, com o título "O Brasil merece críticas por sua horrível política externa", diz o seguinte: "É difícil existir um ditador ou um governo repressor de que o Brasil não goste".
Triste isso! Se lembrarmos como era a política externa no Império.
E prossegue o artigo: "O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho dos direitos humanos, declarou Julie de Rivero, diretora da Human Rights Watch em Genebra. Os votos do Brasil no Conselho dos direitos humanos e das Nações Unidas tem se alinhado mais freqüentemente com países totalitários". E aí ele faz um longo elenco de todos os votos do Brasil. E afirma que quando entrevistou Marco Aurélio Garcia sobre isso, este respondeu: "O Brasil não tem que estar dando certificados de boa conduta ou má conduta, pelo mundo". E termina o artigo: "A política externa do Brasil cheira mal. O Brasil tinha que ser fiel aos seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vistas grossas para os direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo precedentes para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país. Ou seja, quem aplaude muito ditadores fora, acaba favorecendo ditadores dentro”.
A revista The Economist, também lançou um número especial atacando a política externa brasileira, que foi comentado pelo jornal o Estado de S. Paulo, em seu editorial de 15 de agosto de 2009. "O presidente não terá motivos para acusar de parcialidade contra ele, o prestigioso semanário britânico por ter publicado uma reportagem, um editorial que identificou um inquietante viés chavista da sua política para América do Sul. Do lado de quem está o Brasil?”
Quer dizer que a grande falácia está aí: Não só Lula não é um moderador, mas é um chavista que endossa este governo chavista.
“O papel de linha auxiliar do caudilho desempenhado pelo presidente e seu chanceler Celso Amorim ficou gritante, porque em momento algum eles manifestaram preocupação com a segurança e a estabilidade regionais ameaçadas pelos acordos militares entre Caracas e Moscou (se refere as bases americanas na Colômbia). Lula se comporta como se o inimigo da democracia na América do Sul fosse o EUA ou a Colômbia ou mesmo o governo "golpista" de Honduras. Lula desnuda a hipocrisia das suas apregoadas convicções democráticas. A versão soprada pelo Itamaraty de que os agrados a Chavéz teriam apenas o objetivo de moderar os seus planos hegemônicos, na região, já foi desacreditada pelos fatos”.
Lula não dirigiu um pedido de explicação à Venezuela sobre a presença das FARC, comprovada por documentos da Colômbia; não pediu uma explicação à Venezuela sobre os tratados feitos com a Rússia e o oferecimento de bases venezuelanas, inclusive para estacionar aqui, aviões com armas atômicas, o que de si viola todos os tratados assinados pela América do Sul.
A pseudo moderação do governo Lula nas reuniões da Unasul é outro exemplo. Ele investiu o tempo todo contra a Colômbia e jamais contra a Venezuela. Não podemos por no mesmo prato a Colômbia e a Venezuela. Um é um governo que respeita todas as instituições e, o outro é um governo que violou todas as instituições, até agora, isto é, um governo de um autocrata. Além disso, um governo que acoberta um grupo terrorista para atacar um outro país está violando as fronteiras do outro.
Um outro artigo de Marcelo Paiva Abreu, Phd em economia, pela Universidade de Cambridge, professor do departamento de Economia da PUC do RJ, mostra claramente como toda a política externa brasileira hoje é ditada pelo fascínio pelo chavismo.
A jornalista Dora Kramer que escreve em vários jornais do Brasil, em seu artigo "Advogado do diabo", diz: "Do tiranete iraniano Ahmadinejad ao tiranossauro cubano Fidel Castro, passando por uma vasta gama local de atos e idéias, personagens erráticos, o presidente Lula não vacila quando se trata de assumir a defesa do indefensável. São tantos e tão repetidos os casos que já se configuram um padrão, que a questão em pauta envolve conduta. Lula entra no assunto pelo lado do avesso."
terça-feira, 1 de junho de 2010
GOVERNO DEMORA APROVAR A EMENDA 29. OPOSIÇÃO PRESSIONA.
Líderes criticam demora do governo em aprovar Emenda 29
Da tribuna, o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), voltou a defender nesta terça-feira (1º) a aprovação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde. A oposição está obstruindo as votações em plenário com sucesso desde a semana passada, até que a proposta seja apreciada.
“A situação da saúde é cada vez pior. Agora sofremos um novo golpe do corte do Orçamento. São milhões retirados da já necessitada área de saúde. Precisamos dar prosseguimento à votação dessa emenda que beneficiará os orçamentos da União, dos estados e municípios no próximo ano”, defendeu Almeida.
O líder pediu ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que paute para a próxima semana a conclusão da regulamentação da Emenda 29.
Segundo Almeida, o cidadão é quem mais sofrerá com o corte de recursos já que precisa da assistência médica e não tem dinheiro para pagá-la. “Essa redução significa mais tempo para marcar cirurgias, mais gente morrendo nos corredores dos hospitais sem atendimento, pacientes retirados às pressas das UTIs para atender emergências, caos na saúde e dificuldades pelo país inteiro”, enumerou.
Já o líder da Minoria na Casa, Gustavo Fruet (PR), lembrou que o governo paralisou a votação da Emenda 29, por conta do desejo de criar um novo imposto para substituir a antiga CPMF. A insistência em lançar mão da Contribuição Social para a Saúde (CSS) acaba prejudicando o setor.
“O governo teima em não destinar mais recursos para a saúde, além de cortar quase R$ 350 milhões que seriam destinados à área. Quem sai perdendo é o brasileiro, que continuará contando com um serviço precário nos hospitais e postos e saúde”, finalizou.
Contingenciamento
O governo Lula definiu, nesta segunda-feira (31), que o Ministério da Saúde perderá R$ 344 milhões do orçamento neste ano. A área econômica anunciou no mês passado uma redução de R$ 10 bilhões nas despesas do governo para combater a inflação e evitar a elevação da taxa de juros. Desses, R$ 7,5 bilhões já estão sendo cortados das pastas e se somarão a mais R$ 2,4 bi retirados dos gastos obrigatórios, que englobam despesas com pessoal e subsídios.
Orçamento teria mais de R$ 25 bi graças à Emenda 29
Promulgada pelo Congresso em setembro de 2000 após o empenho do então ministro da Saúde, José Serra, a Emenda 29 é fundamental para fortalecer a saúde pública, ao estabelecer percentuais mínimos de aplicação de recursos no setor pela União, estados e municípios. Somente neste ano, a saúde poderia ter R$ 25,8 bilhões adicionais se a regulamentação estivesse em vigor. Para 2011, o valor ultrapassaria R$ 33 bilhões.
Da tribuna, o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), voltou a defender nesta terça-feira (1º) a aprovação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde. A oposição está obstruindo as votações em plenário com sucesso desde a semana passada, até que a proposta seja apreciada.
“A situação da saúde é cada vez pior. Agora sofremos um novo golpe do corte do Orçamento. São milhões retirados da já necessitada área de saúde. Precisamos dar prosseguimento à votação dessa emenda que beneficiará os orçamentos da União, dos estados e municípios no próximo ano”, defendeu Almeida.
O líder pediu ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que paute para a próxima semana a conclusão da regulamentação da Emenda 29.
Segundo Almeida, o cidadão é quem mais sofrerá com o corte de recursos já que precisa da assistência médica e não tem dinheiro para pagá-la. “Essa redução significa mais tempo para marcar cirurgias, mais gente morrendo nos corredores dos hospitais sem atendimento, pacientes retirados às pressas das UTIs para atender emergências, caos na saúde e dificuldades pelo país inteiro”, enumerou.
Já o líder da Minoria na Casa, Gustavo Fruet (PR), lembrou que o governo paralisou a votação da Emenda 29, por conta do desejo de criar um novo imposto para substituir a antiga CPMF. A insistência em lançar mão da Contribuição Social para a Saúde (CSS) acaba prejudicando o setor.
“O governo teima em não destinar mais recursos para a saúde, além de cortar quase R$ 350 milhões que seriam destinados à área. Quem sai perdendo é o brasileiro, que continuará contando com um serviço precário nos hospitais e postos e saúde”, finalizou.
Contingenciamento
O governo Lula definiu, nesta segunda-feira (31), que o Ministério da Saúde perderá R$ 344 milhões do orçamento neste ano. A área econômica anunciou no mês passado uma redução de R$ 10 bilhões nas despesas do governo para combater a inflação e evitar a elevação da taxa de juros. Desses, R$ 7,5 bilhões já estão sendo cortados das pastas e se somarão a mais R$ 2,4 bi retirados dos gastos obrigatórios, que englobam despesas com pessoal e subsídios.
Orçamento teria mais de R$ 25 bi graças à Emenda 29
Promulgada pelo Congresso em setembro de 2000 após o empenho do então ministro da Saúde, José Serra, a Emenda 29 é fundamental para fortalecer a saúde pública, ao estabelecer percentuais mínimos de aplicação de recursos no setor pela União, estados e municípios. Somente neste ano, a saúde poderia ter R$ 25,8 bilhões adicionais se a regulamentação estivesse em vigor. Para 2011, o valor ultrapassaria R$ 33 bilhões.
EDUCAÇÃO SOFRE CORTE PROFUNDO NO ORÇAMENTO.
Tucanos criticam corte bilionário no orçamento da Educação
Deputados do PSDB criticaram, nesta terça-feira (1º), o corte bilionário feito pelo governo federal no orçamento do Ministério da Educação. A redução do orçamento de diversas pastas e órgãos federais foi anunciada pelo Planalto sob a justificativa de conter gastos e frear o crescimento descontrolado da economia e da inflação.
A Educação foi a área mais afetada e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Para os tucanos, a redução da verba para o setor educacional prova que o governo não prioriza o setor e trata a educação com descaso.
“Sofremos o golpe do contingenciamento. O corte foi profundo e atingiu as áreas sociais. Essas reduções decorrem dos gastos desregrados que o governo vem praticando ao longo dos anos. Vemos a gastança generalizada em nomeações, criações de órgãos, repasses de recursos para entidades que não cumprem as funções para as quais foram criadas e para a companheirada do PT se fartar em seus cargos comissionados. O resultado final só poderia ser esse”, criticou o líder tucano na Casa, João Almeida (BA).
Para o vice-líder da Comissão de Educação da Câmara, Pinto Itamaraty (MA), falta um compromisso efetivo da gestão federal com o setor.
“É um corte brusco, violento e irresponsável numa área em que se deveria investir maciçamente. A educação não é prioridade para o governo Lula, já que nesse momento só se fala em campanha presidencial. O Planalto está pensando apenas em sucessão e tudo ficou em segundo plano”, criticou.
Já o deputado Rogério Marinho (RN) lembrou que o governo do PT tem gastado demais e por isso precisa fazer esse corte de recursos. Mas, infelizmente, direcionou o corte para uma área carente de investimentos.
“A preocupação é muito mais em aparelhar o Estado e manter uma alta carga tributária. Na hora de fazer contingenciamento e ajustar a realidade econômica, ao invés de optar por cortar os gastos ruins, eles escolhem cortar em uma área que é essencial para o crescimento do Brasil”, lamentou.
Para Marinho, o governo mostra com isso falta de foco e de planejamento. O deputado lembra que no último ano foi aprovada a Desvinculação da Receita da União (DRU), que permitirá um aporte de recursos de quase R$ 10 bilhões no orçamento da Educação. Mas, ao invés de cumprir o que determina a Constituição, o Planalto busca outra soluções como reduzir o orçamento do setor.
A frase:
“O governo precisa ter mais responsabilidade e cortar o que há de ruim na administração pública. Deveriam reduzir, por exemplo, o excesso de diárias, de passagens aéreas de gastos com cartões corporativos o aparelhamento estatal e o financiamento de entidades para fazer uma espécie de extensão do partido no comando do governo”, destacou.
Dep. Rogério Marinho (RN)
→ No total, o Executivo está reduzindo R$ 7,5 bilhões. Os ministérios da Saúde, Fazenda, Planejamento também estão entre os afetados. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação já perdeu R$ 2,3 bilhões em relação aos valores que haviam sido aprovados inicialmente pelo Congresso Nacional.
Deputados do PSDB criticaram, nesta terça-feira (1º), o corte bilionário feito pelo governo federal no orçamento do Ministério da Educação. A redução do orçamento de diversas pastas e órgãos federais foi anunciada pelo Planalto sob a justificativa de conter gastos e frear o crescimento descontrolado da economia e da inflação.
A Educação foi a área mais afetada e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Para os tucanos, a redução da verba para o setor educacional prova que o governo não prioriza o setor e trata a educação com descaso.
“Sofremos o golpe do contingenciamento. O corte foi profundo e atingiu as áreas sociais. Essas reduções decorrem dos gastos desregrados que o governo vem praticando ao longo dos anos. Vemos a gastança generalizada em nomeações, criações de órgãos, repasses de recursos para entidades que não cumprem as funções para as quais foram criadas e para a companheirada do PT se fartar em seus cargos comissionados. O resultado final só poderia ser esse”, criticou o líder tucano na Casa, João Almeida (BA).
Para o vice-líder da Comissão de Educação da Câmara, Pinto Itamaraty (MA), falta um compromisso efetivo da gestão federal com o setor.
“É um corte brusco, violento e irresponsável numa área em que se deveria investir maciçamente. A educação não é prioridade para o governo Lula, já que nesse momento só se fala em campanha presidencial. O Planalto está pensando apenas em sucessão e tudo ficou em segundo plano”, criticou.
Já o deputado Rogério Marinho (RN) lembrou que o governo do PT tem gastado demais e por isso precisa fazer esse corte de recursos. Mas, infelizmente, direcionou o corte para uma área carente de investimentos.
“A preocupação é muito mais em aparelhar o Estado e manter uma alta carga tributária. Na hora de fazer contingenciamento e ajustar a realidade econômica, ao invés de optar por cortar os gastos ruins, eles escolhem cortar em uma área que é essencial para o crescimento do Brasil”, lamentou.
Para Marinho, o governo mostra com isso falta de foco e de planejamento. O deputado lembra que no último ano foi aprovada a Desvinculação da Receita da União (DRU), que permitirá um aporte de recursos de quase R$ 10 bilhões no orçamento da Educação. Mas, ao invés de cumprir o que determina a Constituição, o Planalto busca outra soluções como reduzir o orçamento do setor.
A frase:
“O governo precisa ter mais responsabilidade e cortar o que há de ruim na administração pública. Deveriam reduzir, por exemplo, o excesso de diárias, de passagens aéreas de gastos com cartões corporativos o aparelhamento estatal e o financiamento de entidades para fazer uma espécie de extensão do partido no comando do governo”, destacou.
Dep. Rogério Marinho (RN)
→ No total, o Executivo está reduzindo R$ 7,5 bilhões. Os ministérios da Saúde, Fazenda, Planejamento também estão entre os afetados. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação já perdeu R$ 2,3 bilhões em relação aos valores que haviam sido aprovados inicialmente pelo Congresso Nacional.
AÇÃO ENTRE AMIGOS. (CUMPANHEIROS)
Deputados criticam indenização suspeita paga pela Telebrás à empresa
O líder da Minoria na Câmara, deputado Gustavo Fruet (PR), considerou grave a denúncia de que a Telebrás teria pago R$ 210 milhões a mais do que deveria em uma ação de indenização movida por um empresário amigo do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB). Segundo Fruet, quem vai arcar com o prejuízo mais uma vez é o cidadão.
“Quem tem uma ação de indenização desse valor no Brasil? O dinheiro que deveria ser usado para a banda larga, vai acabar sendo direcionado para pagar dívidas passadas de pessoas próximas do governo. O prejuízo é para o povo. Não há banda larga que resista a isso no Brasil”, criticou.
Fruet lembrou que o caso vem à tona no momento em que o governo “ressuscita” a estatal, que será a gestora do Plano Nacional de Banda Larga, lançado no último dia 5.
Vice-líder da Minoria, o deputado Vanderlei Macris (SP) classificou de “inconcebível” a indenização milionária. Para ele, o Planalto sempre tenta beneficiar os "companheiros".
“É inconcebível, além de se tratar de uma 'ação entre amigos'. É praxe desse governo favorecer aqueles que são amigos do 'rei'. É importante que o Ministério Público Federal investigue os motivos de um valor tão alto de indenização, fruto de um acordo como se o recurso público fosse de propriedade do Planalto”, condenou.
Macris informou que vai apresentar um requerimento de informações na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para descobrir os detalhes da transação.
→ A Telebrás e a Embratel eram rés na ação judicial e foram condenadas a pagar, cada uma, indenização de R$ 506 milhões à empresa “VT Um Produções e Empreendimentos”, de Uajdi Moreira, amigo do ex-ministro Hélio Costa há mais de 30 anos.
→ Enquanto a Telebrás firmou acordo extrajudicial com a empresa no valor de R$ 253,9 milhões para encerrar a discussão, a Embratel precisou pagar apenas um sexto do que fez a estatal vinculada ao Ministério das Comunicações: R$ 44 milhões. Hélio Costa era o titular da pasta quando o acordo foi fechado. O Ministério Público Federal (MPF) também investiga o caso.
O líder da Minoria na Câmara, deputado Gustavo Fruet (PR), considerou grave a denúncia de que a Telebrás teria pago R$ 210 milhões a mais do que deveria em uma ação de indenização movida por um empresário amigo do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB). Segundo Fruet, quem vai arcar com o prejuízo mais uma vez é o cidadão.
“Quem tem uma ação de indenização desse valor no Brasil? O dinheiro que deveria ser usado para a banda larga, vai acabar sendo direcionado para pagar dívidas passadas de pessoas próximas do governo. O prejuízo é para o povo. Não há banda larga que resista a isso no Brasil”, criticou.
Fruet lembrou que o caso vem à tona no momento em que o governo “ressuscita” a estatal, que será a gestora do Plano Nacional de Banda Larga, lançado no último dia 5.
Vice-líder da Minoria, o deputado Vanderlei Macris (SP) classificou de “inconcebível” a indenização milionária. Para ele, o Planalto sempre tenta beneficiar os "companheiros".
“É inconcebível, além de se tratar de uma 'ação entre amigos'. É praxe desse governo favorecer aqueles que são amigos do 'rei'. É importante que o Ministério Público Federal investigue os motivos de um valor tão alto de indenização, fruto de um acordo como se o recurso público fosse de propriedade do Planalto”, condenou.
Macris informou que vai apresentar um requerimento de informações na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para descobrir os detalhes da transação.
→ A Telebrás e a Embratel eram rés na ação judicial e foram condenadas a pagar, cada uma, indenização de R$ 506 milhões à empresa “VT Um Produções e Empreendimentos”, de Uajdi Moreira, amigo do ex-ministro Hélio Costa há mais de 30 anos.
→ Enquanto a Telebrás firmou acordo extrajudicial com a empresa no valor de R$ 253,9 milhões para encerrar a discussão, a Embratel precisou pagar apenas um sexto do que fez a estatal vinculada ao Ministério das Comunicações: R$ 44 milhões. Hélio Costa era o titular da pasta quando o acordo foi fechado. O Ministério Público Federal (MPF) também investiga o caso.
Ex-presidente do tribunal pega pena máxima: aposentadoria, (24 mil mensais)
Após mais de 37 anos atuando como membro da magistratura capixaba, o desembargador afastado e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) Frederico Guilherme Pimentel foi condenado ontem, por unanimidade, à aposentadoria compulsória. A decisão, histórica, encerra uma série de dez processos administrativos-disciplinares (PAD) julgados pelo TJES em decorrência da Operação Naufrágio – deflagrada em dezembro de 2008 e que investiga um esquema de venda e manipulação de sentenças no Judiciário capixaba. Apesar de condenado, Pimentel continuará recebendo o salário de aproximadamente R$ 24,1 mil, conforme prevê a Lei Orgânica da Magistratura.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta Pimentel como uma das figuras centrais de um esquema que envolveria venda de sentenças, fraudes em concursos públicos, exploração de prestígio e loteamento de cartórios, dentre outros crimes. Na denúncia, figuram também quatro filhos, uma nora e um genro do ex-presidente. Todos os familiares já foram punidos administrativamente.
CONDENAÇÃO
O relator do processo administrativo, desembargador Fábio Clem, absolveu Pimentel de sete das oito infrações que lhe foram atribuídas nos autos. Entre elas, formação de quadrilha, nepotismo e fraude no concurso realizado em 2007. Segundo a relatoria, o único caso em que foi possível identificar provas contra o magistrado foi sua participação no esquema de divisão de lucros da 2ª Zona cartorária de Cariacica.
De acordo com a apuração do MPF, o esquema funcionava como uma “expansão dos negócios” do clã Pimentel e virou alvo de disputa entre os quatro filhos do desembargador. As investigações apontaram que a segunda seção do Cartório de 1º Ofício de Cariacica, criada por ato próprio de Pimentel, teve como titular um “laranja” que repassava os lucros à família. Era Felipe Sardenberg, indicado por Leandro Sá Fortes, na época namorado de sua filha Roberta.
“Pimentel agiu e portou-se como coparticipante do esquema. Agiu à revelia do Pleno ao aceitar a nomeação de um nome indicado por Leandro Sá Fortes e mediou os interesses dos filhos, de modo que sua conduta quebrou o decoro e feriu a dignidade da magistratura”.
DEFESA PODE RECORRER
O advogado de Pimentel, José Gerardo Grossi, não informou se recorrerá da sentença e disse que a decisão será tomada em conjunto com o ex-presidente.
Grossi se disse satisfeito pelo fato de Pimentel ter sido absolvido de sete acusações. Sobre a ausência do ex-presidente na sessão do Pleno, o advogado assumiu a recomendação. “Eu sempre tenho recomendado aos meus clientes que não compareçam aos próprios julgamentos. É constrangedor”.
Servidores foram demitidos
Funcionários. Além de desembargadores e juízes, servidores denunciados na Operação Naufrágio foram punidos no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Com o escândalo, o TJES abriu dez procedimentos administrativos para apurar a conduta dos envolvidos no inquérito da Naufrágio. A Corte aplicou a pena máxima de exoneração a quatro servidores investigados.
Demissões. O primeiro a receber demissão, em julho de 2009, foi Leandro Sá Fortes, ex-assessor do desembargador Frederico Pimentel. Em seguida também foram demitidas a ex-diretora de Distribuição do TJES Bárbara Pignaton Sarcinelli, cunhada do juiz Frederico Schaider Pimentel; e duas filhas de Pimentel, Roberta e Dione. Larissa Schaider Pimentel, filha do desembargador, foi suspensa por 30 dias. Estão sob apreciação da Corregedoria-Geral de Justiça os casos de juízes Robson Albanez e Cristóvão Pimenta.
Processo. Mesmo com os processos administrativos, todos os denunciados na Operação Naufrágio respondem a ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Defesa questiona Ministério Público e critica imprensa
Em uma sustentação de 40 minutos na tribuna do Pleno do TJES, o advogado de defesa do desembargador Frederico Guilherme Pimentel, José Gerardo Grossi, rogou aos desembargadores que compõem à Corte para que procedessem o julgamento “conforme um olhar de Justiça”. Pimentel foi condenado à aposentadoria compulsória 18 meses antes da data em que poderia deixar suas funções por atingir o teto de idade da magistratura – 70 anos.
O advogado fez críticas às atuações do Ministério Público Federal (PPF), da Polícia Federal e da imprensa, na cobertura do caso. “Há uma orquestração de âmbito nacional comandada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, altamente repercutida por uma imprensa opressiva, no sentido de enfraquecer o Judiciário e desmoralizá-lo”, assinalou.
A defesa de Pimentel destacou que os autos do processo do MPF não elencaram nomes nem caracterizaram a chefia do desembargador à suposta quadrilha da qual o magistrado é patriarca e que, portanto, não haveria provas contundentes de sua participação em esquemas fraudulentos.
Sobre as acusações de exploração de prestígio, Grossi pontuou que, ao pedir que o desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral amparasse um parente de sua esposa – identificado como Brian –, teria pedido somente que o colega “olhasse com cuidado” pelo caso. Já sobre o loteamento cartorário, único ponto pelo qual a relatoria condenou o desembargador, a defesa destacou: “Frederico cometeu alguns deslizes, mas é um homem sem ganâncias, que não criou dificuldades para que sua vida fosse investigada”.
Frederico Pimentel foi, até mesmo, comparado a Jesus Cristo pela defesa. “O clamor público já levou à crucificação de Cristo. Espero um olhar de serenidade”, disse.
Pimentel: livre da acusação de formação de quadrilha
Para detalhar as oito infrações atribuídas a Frederico Guilherme Pimentel nos autos da Operação Naufrágio, o relator do caso, desembargador Fábio Clem, utilizou três, das quatro horas da sessão do Pleno, na tarde de ontem.
A primeira acusação contra Pimentel, a de formação de quadrilha, foi a última a ser detalhada pelo magistrado. Clem destacou que, pela análise dos documentos, não foi possível sinalizar participação efetiva do ex-presidente em ações integradas a outras partes com vistas a condutas infracionais, principalmente nos atos de loteamento cartorário.
“Uma das características de uma quadrilha é a regularidade de reuniões com fins a cometer crimes. Nas reuniões sobre este evento (cartórios), nota-se que era Leandro Sá Fortes, com uma experiência em ambiente jurídico, altivez e uma postura que beirava a arrogância, quem comandava o esquema”, destacou o relator do processo.
Sobre a prática de nepotismo, Fábio Clem afirmou não ser razoável a acusação a Pimentel, uma vez que a nomeação de seus parentes no TJES é anterior à lei que proíbe a prática. “Cabe destacar que suas filhas, Roberta e Dione, não eram lotadas no gabinete da presidência deste tribunal e ocupavam cadeiras nos gabinetes de outros desembargadores deste tribunal”, acrescentou.
Pimentel também foi inocentado de um dos episódios mais notórios da Operação Naufrágio: a distribuição viciada de processos, procedida por Bárbara Pignaton Sarcinelli – cunhada do juiz Frederico Pimentel, filho do desembargador –, que à época ocupava posto de direção de Distribuição de Processos no TJES.
“Tais distribuições eram feitas em sessões extraordinárias e não há provas de que ele (Pimentel) participava delas. Não há, absolutamente, provas de que Sua Excelência direcionou tal distribuição”, ressaltou o relator. O voto de Fábio Clem foi seguido por 18 componentes do Pleno.
Outras punições
Início.As investigações da Operação Naufrágio começaram a partir da Operação Titanic, da Polícia Federal. Houve indícios de envolvimento de investigados da Operação Titanic com membros do Judiciário do Espírito Santo, por meio de negociações em um suposto esquema de venda e manipulação de sentenças.
Prisão.No dia 9 de dezembro de 2008, a operação prendeu os desembargadores Frederico Pimentel (então presidente do TJES), Elpídio Duque e Josenider Varejão. Também foram presos o juiz Frederico Luis Schaider Pimentel, o advogado Paulo Duque (filho de Elpídio), o também advogado Pedro Celso Pereira e a ex-diretora de Distribuição Bárbara Sarcinelli.
Investigação interna. Os desembargadores foram afastados dos cargos no dia 18 de dezembro de 2008. O afastamento foi renovado em 2009. O tribunal também abriu processo disciplinar contra os três desembargadores e contra os juízes Frederico Schaider Pimentel e Larissa Sarcinelli Pimentel.
Denúncia. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal formalizou denúncia no Superior Tribunal de Justiça contra 26 pessoas.
Punição.Em fevereiro, o TJES puniu com aposentadoria a juíza Larissa Pimentel, mulher de Frederico – que acabou demitido do cargo de juiz. O salário estimado da juíza Larrisa ficou em R$ 5 mil. Em abril, a um mês de completar 70 anos, Josenider foi aposentado compulsoriamente. Em 2009, Elpídio teve seu processo arquivado com aposentadoria por idade.
Via Agazeta
O Ministério Público Federal (MPF) aponta Pimentel como uma das figuras centrais de um esquema que envolveria venda de sentenças, fraudes em concursos públicos, exploração de prestígio e loteamento de cartórios, dentre outros crimes. Na denúncia, figuram também quatro filhos, uma nora e um genro do ex-presidente. Todos os familiares já foram punidos administrativamente.
CONDENAÇÃO
O relator do processo administrativo, desembargador Fábio Clem, absolveu Pimentel de sete das oito infrações que lhe foram atribuídas nos autos. Entre elas, formação de quadrilha, nepotismo e fraude no concurso realizado em 2007. Segundo a relatoria, o único caso em que foi possível identificar provas contra o magistrado foi sua participação no esquema de divisão de lucros da 2ª Zona cartorária de Cariacica.
De acordo com a apuração do MPF, o esquema funcionava como uma “expansão dos negócios” do clã Pimentel e virou alvo de disputa entre os quatro filhos do desembargador. As investigações apontaram que a segunda seção do Cartório de 1º Ofício de Cariacica, criada por ato próprio de Pimentel, teve como titular um “laranja” que repassava os lucros à família. Era Felipe Sardenberg, indicado por Leandro Sá Fortes, na época namorado de sua filha Roberta.
“Pimentel agiu e portou-se como coparticipante do esquema. Agiu à revelia do Pleno ao aceitar a nomeação de um nome indicado por Leandro Sá Fortes e mediou os interesses dos filhos, de modo que sua conduta quebrou o decoro e feriu a dignidade da magistratura”.
DEFESA PODE RECORRER
O advogado de Pimentel, José Gerardo Grossi, não informou se recorrerá da sentença e disse que a decisão será tomada em conjunto com o ex-presidente.
Grossi se disse satisfeito pelo fato de Pimentel ter sido absolvido de sete acusações. Sobre a ausência do ex-presidente na sessão do Pleno, o advogado assumiu a recomendação. “Eu sempre tenho recomendado aos meus clientes que não compareçam aos próprios julgamentos. É constrangedor”.
Servidores foram demitidos
Funcionários. Além de desembargadores e juízes, servidores denunciados na Operação Naufrágio foram punidos no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Com o escândalo, o TJES abriu dez procedimentos administrativos para apurar a conduta dos envolvidos no inquérito da Naufrágio. A Corte aplicou a pena máxima de exoneração a quatro servidores investigados.
Demissões. O primeiro a receber demissão, em julho de 2009, foi Leandro Sá Fortes, ex-assessor do desembargador Frederico Pimentel. Em seguida também foram demitidas a ex-diretora de Distribuição do TJES Bárbara Pignaton Sarcinelli, cunhada do juiz Frederico Schaider Pimentel; e duas filhas de Pimentel, Roberta e Dione. Larissa Schaider Pimentel, filha do desembargador, foi suspensa por 30 dias. Estão sob apreciação da Corregedoria-Geral de Justiça os casos de juízes Robson Albanez e Cristóvão Pimenta.
Processo. Mesmo com os processos administrativos, todos os denunciados na Operação Naufrágio respondem a ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Defesa questiona Ministério Público e critica imprensa
Em uma sustentação de 40 minutos na tribuna do Pleno do TJES, o advogado de defesa do desembargador Frederico Guilherme Pimentel, José Gerardo Grossi, rogou aos desembargadores que compõem à Corte para que procedessem o julgamento “conforme um olhar de Justiça”. Pimentel foi condenado à aposentadoria compulsória 18 meses antes da data em que poderia deixar suas funções por atingir o teto de idade da magistratura – 70 anos.
O advogado fez críticas às atuações do Ministério Público Federal (PPF), da Polícia Federal e da imprensa, na cobertura do caso. “Há uma orquestração de âmbito nacional comandada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, altamente repercutida por uma imprensa opressiva, no sentido de enfraquecer o Judiciário e desmoralizá-lo”, assinalou.
A defesa de Pimentel destacou que os autos do processo do MPF não elencaram nomes nem caracterizaram a chefia do desembargador à suposta quadrilha da qual o magistrado é patriarca e que, portanto, não haveria provas contundentes de sua participação em esquemas fraudulentos.
Sobre as acusações de exploração de prestígio, Grossi pontuou que, ao pedir que o desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral amparasse um parente de sua esposa – identificado como Brian –, teria pedido somente que o colega “olhasse com cuidado” pelo caso. Já sobre o loteamento cartorário, único ponto pelo qual a relatoria condenou o desembargador, a defesa destacou: “Frederico cometeu alguns deslizes, mas é um homem sem ganâncias, que não criou dificuldades para que sua vida fosse investigada”.
Frederico Pimentel foi, até mesmo, comparado a Jesus Cristo pela defesa. “O clamor público já levou à crucificação de Cristo. Espero um olhar de serenidade”, disse.
Pimentel: livre da acusação de formação de quadrilha
Para detalhar as oito infrações atribuídas a Frederico Guilherme Pimentel nos autos da Operação Naufrágio, o relator do caso, desembargador Fábio Clem, utilizou três, das quatro horas da sessão do Pleno, na tarde de ontem.
A primeira acusação contra Pimentel, a de formação de quadrilha, foi a última a ser detalhada pelo magistrado. Clem destacou que, pela análise dos documentos, não foi possível sinalizar participação efetiva do ex-presidente em ações integradas a outras partes com vistas a condutas infracionais, principalmente nos atos de loteamento cartorário.
“Uma das características de uma quadrilha é a regularidade de reuniões com fins a cometer crimes. Nas reuniões sobre este evento (cartórios), nota-se que era Leandro Sá Fortes, com uma experiência em ambiente jurídico, altivez e uma postura que beirava a arrogância, quem comandava o esquema”, destacou o relator do processo.
Sobre a prática de nepotismo, Fábio Clem afirmou não ser razoável a acusação a Pimentel, uma vez que a nomeação de seus parentes no TJES é anterior à lei que proíbe a prática. “Cabe destacar que suas filhas, Roberta e Dione, não eram lotadas no gabinete da presidência deste tribunal e ocupavam cadeiras nos gabinetes de outros desembargadores deste tribunal”, acrescentou.
Pimentel também foi inocentado de um dos episódios mais notórios da Operação Naufrágio: a distribuição viciada de processos, procedida por Bárbara Pignaton Sarcinelli – cunhada do juiz Frederico Pimentel, filho do desembargador –, que à época ocupava posto de direção de Distribuição de Processos no TJES.
“Tais distribuições eram feitas em sessões extraordinárias e não há provas de que ele (Pimentel) participava delas. Não há, absolutamente, provas de que Sua Excelência direcionou tal distribuição”, ressaltou o relator. O voto de Fábio Clem foi seguido por 18 componentes do Pleno.
Outras punições
Início.As investigações da Operação Naufrágio começaram a partir da Operação Titanic, da Polícia Federal. Houve indícios de envolvimento de investigados da Operação Titanic com membros do Judiciário do Espírito Santo, por meio de negociações em um suposto esquema de venda e manipulação de sentenças.
Prisão.No dia 9 de dezembro de 2008, a operação prendeu os desembargadores Frederico Pimentel (então presidente do TJES), Elpídio Duque e Josenider Varejão. Também foram presos o juiz Frederico Luis Schaider Pimentel, o advogado Paulo Duque (filho de Elpídio), o também advogado Pedro Celso Pereira e a ex-diretora de Distribuição Bárbara Sarcinelli.
Investigação interna. Os desembargadores foram afastados dos cargos no dia 18 de dezembro de 2008. O afastamento foi renovado em 2009. O tribunal também abriu processo disciplinar contra os três desembargadores e contra os juízes Frederico Schaider Pimentel e Larissa Sarcinelli Pimentel.
Denúncia. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal formalizou denúncia no Superior Tribunal de Justiça contra 26 pessoas.
Punição.Em fevereiro, o TJES puniu com aposentadoria a juíza Larissa Pimentel, mulher de Frederico – que acabou demitido do cargo de juiz. O salário estimado da juíza Larrisa ficou em R$ 5 mil. Em abril, a um mês de completar 70 anos, Josenider foi aposentado compulsoriamente. Em 2009, Elpídio teve seu processo arquivado com aposentadoria por idade.
Via Agazeta
MAIS UMA MENTIRA DA DILMA.
Tucanos condenam erro de Dilma em números de programa governista
Parlamentares tucanos condenaram, nesta segunda-feira (31), os números inflados usados pela pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ao se referir ao programa federal “Computador para Todos”.
Reportagem da “Folha de S. Paulo” do último fim de semana revela que Dilma aumentou, por conta própria, em 5 milhões o número de computadores comercializados.
“É mais um exemplo do cinismo que é a marca registrada deste governo. É comum vermos fraude nas informações. Eles usam desse benefício da dúvida para poderem fazer valer a ideia da fantasia, daquilo que efetivamente não aconteceu”, destacou o deputado Walter Feldman (SP).
O programa visa baratear o preço dos PCs para incentivar a inclusão digital. Dilma informou, em seu site, que foram vendidos 17 milhões de computadores já com os benefícios do programa. Mas levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostra que, na verdade, foram comercializados 12 milhões de unidades.
Já o deputado Carlos Alberto Leréia (GO) lembrou que a pré-candidata petista tem em quem se espelhar ao inflar dados das realizações do governo e inventar fatos. “O professor dela, o presidente Lula, sempre agiu assim. O mensalão disse que não conhecia, mas depois ficou conhecendo. Agora temos a tampa e o balaio”, opinou.
Leréia observou ainda que em países como os Estados Unidos basta uma mentira para o presidente da República perder o mandato. “Isso é seríssimo. Veja que nos Estados Unidos, por exemplo, uma das coisas que pode levar um presidente a perder o cargo é a mentira. Não é inventando coisas que Dilma vai resolver os problemas do povo brasileiro”, concluiu.
Outros episódios
→ Reportagem da revista “Piauí” mostrou, no ano passado, que Dilma errou ao apresentar seu currículo na internet. No perfil divulgado pela Casa Civil, ela teria feito mestrado e doutorado em Economia na Unicamp. A universidade paulista, no entanto, afirmou que só existe a matrícula da ex-ministra em seu banco de dados. Não consta, portanto, nenhum registro de conclusão das especializações.
→ A petista também negou, apesar de várias evidências, um encontro com a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira em 2009. Na ocasião, Dilma teria tentado influenciar o resultado das investigações do órgão sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e aliado do governo Lula. A ex-ministra disse que o encontro nunca aconteceu. Já Lina contou detalhes da conversa e da sua ida até a Casa Civil.
Parlamentares tucanos condenaram, nesta segunda-feira (31), os números inflados usados pela pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ao se referir ao programa federal “Computador para Todos”.
Reportagem da “Folha de S. Paulo” do último fim de semana revela que Dilma aumentou, por conta própria, em 5 milhões o número de computadores comercializados.
“É mais um exemplo do cinismo que é a marca registrada deste governo. É comum vermos fraude nas informações. Eles usam desse benefício da dúvida para poderem fazer valer a ideia da fantasia, daquilo que efetivamente não aconteceu”, destacou o deputado Walter Feldman (SP).
O programa visa baratear o preço dos PCs para incentivar a inclusão digital. Dilma informou, em seu site, que foram vendidos 17 milhões de computadores já com os benefícios do programa. Mas levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostra que, na verdade, foram comercializados 12 milhões de unidades.
Já o deputado Carlos Alberto Leréia (GO) lembrou que a pré-candidata petista tem em quem se espelhar ao inflar dados das realizações do governo e inventar fatos. “O professor dela, o presidente Lula, sempre agiu assim. O mensalão disse que não conhecia, mas depois ficou conhecendo. Agora temos a tampa e o balaio”, opinou.
Leréia observou ainda que em países como os Estados Unidos basta uma mentira para o presidente da República perder o mandato. “Isso é seríssimo. Veja que nos Estados Unidos, por exemplo, uma das coisas que pode levar um presidente a perder o cargo é a mentira. Não é inventando coisas que Dilma vai resolver os problemas do povo brasileiro”, concluiu.
Outros episódios
→ Reportagem da revista “Piauí” mostrou, no ano passado, que Dilma errou ao apresentar seu currículo na internet. No perfil divulgado pela Casa Civil, ela teria feito mestrado e doutorado em Economia na Unicamp. A universidade paulista, no entanto, afirmou que só existe a matrícula da ex-ministra em seu banco de dados. Não consta, portanto, nenhum registro de conclusão das especializações.
→ A petista também negou, apesar de várias evidências, um encontro com a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira em 2009. Na ocasião, Dilma teria tentado influenciar o resultado das investigações do órgão sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e aliado do governo Lula. A ex-ministra disse que o encontro nunca aconteceu. Já Lina contou detalhes da conversa e da sua ida até a Casa Civil.
PMDB ameaça adiar convenção nacional.
Em uma reunião tensa do conselho político da pré-campanha da petista Dilma Rousseff, o PMDB nacional ameaçou ontem adiar a convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 12, caso o PT de Minas Gerais insista em lançar a candidatura de Fernando Pimentel ao governo do Estado.
A convenção é para formalizar o nome do presidente da Câmara e do PMDB, deputado Michel Temer (SP), como vice na chapa de Dilma Rousseff. A cúpula do PMDB quer que o PT mineiro bata o martelo no domingo, dia 6, a favor da candidatura do ex-ministro e senador Hélio Costa (PMDB-MG) ao governo de Minas.
Diante da perspectiva de falta de acordo, as direções nacionais do PMDB e do PT já agendaram uma reunião para segunda-feira, dia 7, para discutir a situação da aliança mineira entre os dois partidos. "Queremos apenas que se cumpra o que foi combinado. Vou defender que não se faça convenção com essa pendência em Minas Gerais", afirmou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
A convenção é para formalizar o nome do presidente da Câmara e do PMDB, deputado Michel Temer (SP), como vice na chapa de Dilma Rousseff. A cúpula do PMDB quer que o PT mineiro bata o martelo no domingo, dia 6, a favor da candidatura do ex-ministro e senador Hélio Costa (PMDB-MG) ao governo de Minas.
Diante da perspectiva de falta de acordo, as direções nacionais do PMDB e do PT já agendaram uma reunião para segunda-feira, dia 7, para discutir a situação da aliança mineira entre os dois partidos. "Queremos apenas que se cumpra o que foi combinado. Vou defender que não se faça convenção com essa pendência em Minas Gerais", afirmou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
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