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terça-feira, 10 de abril de 2012

ESCÂNDALO CACHOEIRA ATINGE ASSESSOR DE IDELLI



Saindo de cena – Na tarde de segunda-feira (9), o senador Gim Argello (PTB-DF), que tem bom trânsito no governo da presidente Dilma Rousseff, estranhou a informação de que o Palácio do Planalto preferia não ver o escândalo envolvendo Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira transformado em objeto de Comissão Parlamentar de Inquérito. A indignação de Argello se explica pelo fato de a bancada do PT no Senado estar se movimentando para colher as assinaturas necessárias para a criação da CPI.

O temor da assessoria da presidente Dilma é que o escândalo respingasse no Planalto, como de fato acabou acontecendo. Subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, comandada pela petista Ideli Salvatti (SC), o goiano Olavo Noleto sinalizou nesta terça-feira (10) com um possível pedido de demissão, depois que Dilma Rousseff pediu explicações sobre o suposto envolvimento do assessor palaciano com o bicheiro preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Petista de longa data, Noleto foi para a Casa Civil em 2003, quando a pasta era comandada por José Dirceu de Oliveira e Silva, que tinha sob a sua tutela o assessor Valdomiro Diniz, que ao lado de Cachoeira protagonizou o primeiro escândalo do governo do ex-metalúrgico Luiz Inácio da Silva. Na conversa que teve com a chefe Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, Olavo Noleto repetiu o que disse o governador Marconi Perillo (PSDB), Que todos os políticos de Goiás têm algum tipo de ligação com Carlos Augusto Ramos, o contraventor Cachoeira.

Oficialmente, a assessoria do Palácio do Planalto informou que Noleto não tem relações com Cachoeira e muito menos foi apresentado a ele. Noleto, por sua vez, disse a Ideli e Gilberto Carvalho que o bicheiro lhe ofereceu um tablet Ipad, presente que foi recusado, segundo o próprio assessor.
Conhecido nas coxias do poder como “Itamaraty”, por faz a conexão entre políticos goianos e o Palácio do Planalto, Olavo Noleto foi sondado para ser candidato a vice na chapa do prefeito do atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PSDB). O Planalto convenceu-o a ficar no cargo, mas Noleto não descartou a proposta, pois Maguito Vilela, se reeleito, ficará no cargo até 2014, quando concorrerá ao Senado. Sendo assim, Olavo Noleto assumiria a prefeitura de Aparecida de Goiânia pelo restante do mandato, ou seja, três anos.

Por enquanto Noleto é inocente, mas a possibilidade de um escândalo pode reforçar seu desejo de deixar o governo da companheira Dilma Vana Rousseff. Por meio de nota, a ministra Ideli Salvatti informou que são infundadas as notícias sobre a saída de Noleto.

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ESCÂNDALOS COM ONGS É ESPECIALIDADE DO PT

PT


Isca artificial – Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PR) apresentou nesta segunda-feira (9) pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize devassa completa nos convênios entre o Ministério da Pesca e Ongs responsáveis pela implantação de projetos para o cultivo de pescado.

No requerimento, entregue na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, o parlamentar pede a realização de auditoria contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nos contratos, convênios ou instrumentos congêneres firmados entre o Ministério da Pesca e organismos não governamentais entre 2007 e 2012. A comissão é o órgão da Casa que tem a competência para requisitar ao tribunal que promova as investigações.

Denúncias

Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na última semana revela que o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Integral da Natureza – Pró-Natureza, Ong comandada por um funcionário comissionado do governo de Agnelo Queiroz (PT-DF), recebeu R$ 769,9 mil do ministério para implantar, no entorno de Brasília, um projeto de criação de peixes que não saiu do papel.

“Esse é um exemplo escandaloso de malversação de recursos públicos federais e deve, portanto, ser fiscalizado pelo Poder Legislativo”, ressalta o líder do PPS na Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) que será apreciada pela comissão.

Rubens Bueno lembra que, assim como no caso da compra de lanchas-patrulha, que rendeu uma doação de R$ 150 mil para a campanha ao governo de Santa Catarina da ex-ministra da Pesca e atual chefe da Pasta das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, esses convênios com Ongs podem estar servindo de fachada para abastecer o caixa do PT. “O TCU precisa passar um pente-fino nestes contratos”.

O parlamentar ressalta ainda que o desvio de recursos de convênios para o caixa de partidos se tornou comum no governo do PT. “Temos os escândalos nos ministérios do Esporte, do Turismo, dos Transportes e vários outros casos. Agora o esquema se repete na Pesca. Nos casos anteriores os ministros caíram. Agora, no ministério que era comandado pelo PT, o governo trata o assunto como caso menor e trabalha para blindar a ministra Ideli, que chefiou a Pasta e comandou por muito tempo esse cardume”, critica Bueno.

O líder do PPS destaca também que, além dos convênios, o ministério desviou a finalidade de emendas parlamentares para garantir a compra de 28 lanchas-patrulha que até hoje estão fora de operação. Em troca, pediu para a empresa que forneceu os barcos uma doação de R$ 150 mil para a campanha de Ideli.

“O TCU já fez um belo trabalho ao apontar as irregularidades na aquisição das embarcações. Esperamos que agora promova uma investigação completa nos convênios e contratos com as Ongs para impedir novos desvios e desperdício de dinheiro público”, cobra o deputado.

Operação abafa

Os escândalos envolvendo as chamadas organizações não governamentais sempre preocuparam o ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Quando o então senador Heráclito Fortes (DEM-PI) apresentou requerimento para a criação da CPI das Ongs, o Palácio do Planalto de pronto acionou sua tropa de choque, que acabou inviabilizando as investigações. Cumprindo ordens de Lula, a base aliada tratou de escolher o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) como relator da CPI. No rastro de muitas discussões e polêmicas, Arruda conseguiu, depois de muita insistência, finalizar um relatório classificado como pífio e vergonhoso, sem que qualquer recomendação de punição às Ongs ligadas ao governo.

O escândalo que tem no cardápio o Ministério da Pesca e o PT de Santa Catarina não é novidade para os que acompanham o cotidiano da política nacional. O primeiro imbróglio envolvendo uma Ong e o governo Lula aconteceu ainda em 2004, quando veio à tona o caso da Ágora, entidade criada pelo empresário Mário Dutra para o combate à fome e à pobreza.

Fabricante de computadores e fornecedor do governo federal à época, Mauro Dutra foi acusado de desviar cerca de R$ 900 mil do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O dinheiro, R$ 7,5 milhões, foi entregue à ONG por meio de convênio firmado, em novembro de 2003, com o Ministério do Trabalho e deveria ser aplicado na qualificação de trabalhadores, mas jamais soube-se de fato quantas pessoas foram beneficiadas. Lula, como sempre, se fez de desentendido e o caso simplesmente caiu na vala do esquecimento da imprensa nacional.

Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MINISTÉRIO DA PESCA PLANTOU PEIXE E COLHE MANDIOCA

Na gestão de Ideli, o Ministério da Pesca liberou de uma só vez R$ 769,9 mil, segundo denúncia

O PSDB vai pedir ao Conselho de Ética da Presidência da República que também investigue a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, por um contrato com a ONG Pró-Natureza para criação de peixes em Brasília, no valor de R$ 869,9 mil, que não saiu do papel.

O jornal “O Estado de S. Paulo” denunciou ontem que na gestão de Ideli, o Ministério da Pesca liberou de uma só vez R$ 769,9 mil - de um contrato de R$ 869,9 mil - para a ONG de um funcionário comissionado do governo de Agnelo Queiroz (PT-DF) implantar, no entorno de Brasília, um tanque para criação de tilápias.

No entanto, 11 meses depois da liberação do pagamento, nenhum viveiro foi instalado. No lugar onde deveria haver a produção de peixes, existe uma plantação de mandiocas.

“É mais um fato que reforça a necessidade da investigação”, avaliou o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). “Agora eles plantam peixes e colhem mandioca”, ironizou.

Fonte: A Gazeta