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sábado, 29 de junho de 2013

POPULARIDADE DE DILMA DESPENCA ( DATAFOLHA )

brasil politica dilma pacto governadores prefeitos 20130624 02 size 598 300x168 Datafolha: popularidade de Dilma despenca após protestos.

A primeira pesquisa Datafolha divulgada após os protestos de rua que se espalharam pelo Brasil em junho mostra uma queda vertiginosa na popularidade da presidente Dilma Rousseff. O levantamento, publicado na edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo, aponta que a avaliação positiva do governo despencou 27 pontos percentuais em um período de apenas três semanas.

Segundo os dados do instituto, 30% dos entrevistados avaliaram a administração de Dilma como boa ou ótima. No início do mês, antes das manifestações, esse percentual era de 57%. Enquanto isso, o número de brasileiros que consideram a gestão da presidente como ruim ou péssima subiu de 9% para 25%. O jornal destaca que a queda na popularidade de Dilma é a maior registrada pelo instituto desde que o ex-presidente Fernando Collor caiu 35 pontos, de 71% para 36%, quando confiscou a poupança dos brasileiros em 1990.

Ainda de acordo com o Datafolha, a deterioração da imagem da presidente não se limitou a um único grupo demográfico: a popularidade de Dilma registrou queda de mais de 20 pontos em todas as regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

Economia – O instituto também perguntou a opinião dos entrevistados sobre o desempenho da governante diante da onda de protestos. Neste quesito, as respostas se dividiram. Para 32%, Dilma teve uma postura ótima ou boa, 38% consideraram regular e 26% avaliaram como ruim ou péssima a resposta da presidente. 

Além da onda de insatisfação evidenciada pelos protestos, o Datafolha aponta que outros motivos para a queda são a avaliação ruim da gestão econômica do governo e a preocupação dos brasileiros com a inflação e o desemprego.

O PANTANAL ONLINE/VEJA

domingo, 3 de março de 2013

CHAVE DE CADEIA



Quando o ucho.info afirma que a presidente Dilma Rousseff está cada vez mais refém do PMDB, não se trata de figura de retórica, mas de uma análise realista dos fatos. Em algumas das recentes matérias que publicamos sobre o Congresso Nacional, afirmamos que Dilma teria enormes dificuldades para enfrentar um trio de peemedebistas que agem na política como estivessem sobre um ringue, mesmo que não deixem transparecer: Renan Calheiros (AL), presidente do Senado Federal; Henrique Eduardo Alves (RN), presidente da Câmara dos Deputados; e Eduardo Cunha (RJ), líder do partido na Câmara.

Se Renan e Henrique Alves, ainda que por força dos respectivos cargos, se preocupam com a aparência, Eduardo Cunha, um canibal da política verde-loura, pouco se importa com o que faz e fala. Durante muitos anos, Cunha manteve o controle político na Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletronuclear, mas na última semana ultrapassou os limites da ousadia ao indicar o deputado federal João Magalhães (PMDB-MG) como candidato do partido à presidência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, cuja eleição acontecerá na próxima quarta-feira (6).

Para quem desconhece o cotidiano pode parecer mais um caso de articulação política, mas essa indicação é radiografia da seriedade de muitos parlamentares que atuam no Congresso. João Magalhães (na foto ao lado de Dilma) foi acusado de envolvimento no escândalo que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas” e de ter recebido R$ 42 mil do esquema criminoso, mas em 2012 o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo por falta de indícios que comprovasse a denúncia feita pelo empresário Luiz Antonio Vedoin.

Mas o currículo espetaculoso de João Magalhães vai além. Em 28 de abril de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma ação penal para investigar o deputado peemedebista, acusado de venda de emendas parlamentares ao orçamento da União a um município de Minas Gerais. O inquérito que serviu de base para a mencionada ação penal tramitava no STF desde novembro de 2008. De acordo com a denúncia, Magalhães cobrava propina de 10% a 12% das verbas liberadas por meio de emendas parlamentares. No caso em questão, o Ministério Público Federal (MPF) mencionou, na acusação apresentada contra o deputado, a prefeitura de uma cidade de Minas que conseguiu R$ 400 mil da União para obras de infraestrutura.

Em dezembro de 2012, a Justiça Federal de Governador Valadares (MG) decretou a indisponibilidade de cerca de R$ 14 milhões em bens do deputado João Magalhães (PMDB-MG) e de doze prefeitos e ex-prefeitos da Região Leste de Minas Gerais. Todos são acusados de envolvimento com um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para a realização de festas no interior do estado. Também foram alvo do bloqueio de bens empresas suspeitas de participação nas fraudes e ex-funcionários públicos.

De acordo com o MPF, as investigações, que começaram com a Operação João de Barro, da Polícia Federal, detectaram irregularidades em dezenove convênios para a realização de festas, firmados entre 2007 e 2009 e que juntos somavam, em valores da época, R$ 3,7 milhões. Dos dezenove convênios investigados pelo MPF e que resultaram na decisão de bloqueio de bens, dezesseis estão vinculados a emendas do deputado peemedebista João Magalhães.

No relatório da Operação João de Barro, base da ação penal, a PF deixa claro que o gabinete de Magalhães funcionava como uma “central de operação do esquema de desvio de verbas públicas federais decorrentes de emendas destinadas ao Ministério do Turismo”. De acordo com a ação que tramita no STF, o deputado mineiro não apenas escolheu os municípios que seriam beneficiados com a verba das emendas, mas cedeu assessores para auxiliar os prefeitos na montagem da documentação que deu sustentação legal (sic) às fraudes.

Para viabilizar as fraudes, João Magalhães se valia da Construtora Ponto Alto, que, de acordo com o MPF, estava registrada em nome de uma empregada doméstica que trabalhava para o peemedebista. Na tentativa de evitar a devolução do dinheiro e dificultar possíveis ações judiciais, Magalhães resolveu encerrar a empresa, mas as autoridades decidiram cobrar os mentores do golpe.

Fonte: Ucho.Info

domingo, 17 de fevereiro de 2013

YOANI SÁNCHEZ E O DOSSIÊ DA VERGONHA


A embaixada de Cuba no Brasil montou uma operação para espionar a blogueira Yoani Sánchez em sua viagem ao Brasil. Pior: montou um dossiê para desqualifica-la e fez uma reunião com petistas, cutistas e pecedobistas para definir como distribuí-lo na rede, mas de forma apócrifa. Ainda era pouco: um assessor direto do ministro Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência), Augusto Poppi Martins, participou do encontro. Mais detalhes desta história sórdida aqui. Os partidos de oposição exigem que o governo dê explicações. A pasta comandada por Carvalho emitiu ontem uma nota oficial sobre o caso. Afirma que “não tratou, nem autorizou nenhum servidor a tratar, da visita da cubana Yoani Sánchez ao Brasil”. Diz ainda que “a suposta participação do servidor Ricardo Augusto Poppi Martins será devidamente apurada quando de seu retorno ao Brasil”. Carvalho está tentando tergiversar. É ouro diversionismo. A coisa é bem mais grave do que parece. E vou dizer por quê. Antes, leiam a íntegra da nota:
 
Em relação à reportagem “O Dossiê da Vergonha”, da revista Veja desta semana, a Secretaria-Geral da Presidência da República esclarece que recebeu convite da Embaixada de Cuba para participar do II Taller Internacional “las redes sociales y los medios alternativos, nuevos escenarios de la comunicación política en el ámbito digital”, em Havana, de 11 a 13/02/2013, e que designou para participar do evento o servidor Ricardo Augusto Poppi Martins, coordenador de Novas Mídias e Outras Linguagens de Participação. No dia 6 de fevereiro, o servidor esteve na Embaixada de Cuba no Brasil para obter seu visto de entrada no país.
A Secretaria-Geral ressalta que não tratou, nem autorizou nenhum servidor a tratar, da visita da cubana Yoani Sánches ao Brasil. A Secretaria-Geral não foi informada de reunião na embaixada cubana nos termos relatados pela revista. A suposta participação do servidor Ricardo Augusto Poppi Martins será devidamente apurada quando de seu retorno ao Brasil.
Assessoria de Comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República
Brasília, 16/02/2013
 
Retomo
Em primeiro lugar, “suposta participação” uma ova! Foi uma efetiva participação. Poppi estava lá. O objetivo da conspirata era divulgar o dossiê anti-Yoani na Internet, e o rapaz é justamente o coordenador de “Novas Mídias e Outras Linguagens de Participação”. Aliás, leitor, se você quiser “participar” e dizer ao próprio Poppi o que pensa do assunto, o telefone dele no ministério é (61) 3411 5897, e seu e-mail, ricardo.martins@presidencia.gov.br. Só publico aqui porque os dados estão na página oficial da secretaria-geral, e o negócio de Carvalho é ouvir a sociedade… Adiante! A sujeira planejada pelo embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez, é grave. E, obviamente, é ilegal.
 
Na conversa com os bate-paus convocados para desqualificar Yoani, Rodríguez informou que agentes cubanos acompanharão cada passo da blogueira no Brasil, 24 horas por dia. Assim, caros leitores, ficamos sabendo que agentes do castrismo circulam livremente em nosso país, espionando quem lhes der na telha. Perguntas óbvias:
a) entraram no Brasil como;
b) vieram especialmente para essa missão?;
c) a espionagem será feita por pessoas que já estão na embaixada de Cuba, o que significa que não existe ali um corpo diplomático, mas uma seção da polícia política?;
d) o governo brasileiro tem conhecimento desse fato?
 
É claro que planejar a divulgação de um dossiê apócrifo é prática asquerosa, além de ilegal. Mas é coisa ainda menos séria do que a confissão de que agentes da polícia política cubana praticam espionagem em solo brasileiro. A nota de Carvalho, como vocês puderam verificar, é omissa a respeito. Poppi, o tal que participou daquela sujeira, foi a Cuba para um seminário destinado a debater justamente a “ciberguerra”…
 
Mais um homem do Carvalho

Os assessores do ministro Gilberto Carvalho não são mesmo homens convencionais. Lembram-se do Pinheirinho? É aquela área que teve de ser desocupada por ordem da Justiça. O governo petista poderia, se quisesse, ter desapropriado o terreno. Não o fez. Deixou que a questão caminhasse para a impasse. A Polícia Militar de São Paulo teve de cumprir a ordem judicial, enfrentando as críticas de… Carvalho. Ao contrário do que propagandearam os petistas, a determinação da Justiça foi cumprida sem violência.
 
“Por que isso agora, Reinaldo?” Já explico. O mesmo governo federal que não moveu uma palha para evitar o conflito despachou para o Pinheirinho, na véspera da desocupação, um tal Paulo Maldos, que é chefe de gabinete de… Carvalho!!! Encerrada a operação, ele saiu por aí afirmando ter sido alvo de uma bala de borracha. Por alguma estranha razão, o diligente servidor federal decidiu não se submeter a um exame de corpo de delito. Para lembrar detalhes da história, clique aqui.
 
O que fazia Maldos no Pinheirinho? “Ah, estava lá para proteger a população”, poderiam responder o militante e o ingênuo. Mas proteger do quê? “Ora, da reintegração de posse!” Havia, pois, a decisão da reintegração, de cumprimento obrigatório. Carvalho e Maldos sabiam, então, que ela iria acontecer, como sabiam os tais “líderes” do Pinheirinho. Mas todos eles decidiram engabelar os moradores, mantendo-os na ignorância. Parece que o objetivo era mesmo usar o lombo dos pobres em benefício de uma causa política. Pergunto: o que distingue, nesse caso, o trabalho de Maldos do de um agitador qualquer? Em que ele se diferencia de um agente infiltrado, disposto a investir no quanto pior, melhor? Carvalho, naqueles dias, faltou com a verdade de modo absoluto ao afirmar que estavam em curso “negociações”. Não estavam, como deixou claro a Justiça. Os moradores do Pinheirinho, em suma, estavam à mercê de oportunistas, que se prepararam para o banho de sangue que não houve. E a operação “de resistência”, àquela altura, estava sendo coordenada, como se viu, pelo gabinete de Carvalho.

Duas fotos ilustram o modo como trabalham os homens de Carvalho. Vejam.
Quem é? Maldus, que exibe uma bala de borracha — não é a que supostamente o atingiu. Trata-se de um artefato qualquer, só para servir de exemplo. Pois bem: digamos que a coisa tivesse mesmo acontecido, como ele tentou fazer crer. O razoável seria que estivesse bravo, afetando, ainda que fingisse, indignação. Mas quê… Na primeira, foto, ele olha para a estrovenga de modo quase concupiscente; na segunda, gargalha. Estava, em suma, fazendo política, cumprindo uma missão.
Poppi só foi àquela reunião da vergonha porque existe um método de trabalho na Secretaria-Geral da Presidência. E quem responde por ele é Gilberto Carvalho. Deveria deixar a pasta pela porta dos fundos, junto com o seu subordinado.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

GOVERNO FROUXO



Fim de linha – Por decisão da esquerda, em especial do PT, o ucho.info faz parte do PIG, Partido da Imprensa Golpista, um grupo de veículos de comunicação e de jornalistas que não recebem dinheiro dos cofres oficiais e ousam criticar os desmandos e barbáries de um governo marcado pela corrupção e pela incompetência. Nem de longe temos esse objetivo, o do golpe, porque somos democráticos por natureza e, acima de tudo, sabemos que tarefa hercúlea mudar o pensamento de uma massa ignara que foi abduzida pelas esmolas sociais.

Há quem diga que somos intransigentes, outros afirmam que somos financiados pela oposição. Nem uma coisa, nem outra. Fazemos críticas duras porque é impossível ficar impávido e mudo diante de tantas barbaridades. E se o PT é uma usina de cretinices políticas, que enfrente a crítica coerente de forma altaneira.

Meses antes de chegar ao poder central, Lula disse aos brasileiros que em Brasília defenderia os trabalhadores. Uma década depois, a classe trabalhadora percebeu o tamanho do engodo, que é inversamente proporcional ao tamanho do aumento real do salário mínimo.

Dilma Rousseff, que foi apresentada como a “gerentona”, a mãe do PAC, a garantia de continuidade, assumiu o compromisso de governar com uma equipe de especialistas e de combater a corrupção, algo que recentemente ela própria disse não aceitar.

É verdade que Dilma recebeu uma herança maldita sem precedentes, mas quem quer mudar passa a mão na mais poderosa das canetas de demite. Sob pena de ter de renunciar para não compactuar com a roubalheira e a política dos conchavos.

Carlos Lupi foi escolhido para comandar o Ministério do Trabalho porque é membro do Partido Democrático Trabalhista. Lupi, que é presidente nacional da legenda e só chegou a tal posto porque soube aproveitar o fato de um dia ter sido o jornaleiro predileto de Leonel Brizola, foi apeado do ministério por causa de irregularidades e denúncias de corrupção.

Mesmo depois de ser substituído no cargo pelo inexperiente Brizola Neto, que por questões óbvias é do PDT, Carlos Lupi continuou como representante oficial da pasta no Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Demitido em 2011, Lupi deveria ter deixado o conselho da instituição na sequência, mas até agora continua como conselheiro e recebendo R$ 18 mil por trimestre para nada fazer.

Em junho de 2012, o Ministério do Trabalho enviou ofício ao Ministério do Desenvolvimento, comandado pelo “companheiro de armas” e consultor ilusionista Fernando Pimentel, solicitando a substituição de Lupi por Brizola Neto, o que seria zero por nada, mas não adiantou. Carlos Lupi foi mantido no Conselho do BNDES.

Apenas confirmando o que já era esperado, o BNDES, diante do escândalo, informou que Lupi não mais participa das reuniões do Conselho e nem recebe os valores pagos a outros conselheiros. Carlos Lupi se defendeu alegando que foi indicado pela presidente e no conselho permanecerá até que ela determine sua saída.

Como se percebe, Dilma, ao contrário da equipe de especialistas, se cercou de técnicos em malandragem e roubalheira, sem contar os que fingem estar mortos. Fosse a “gerentona” anunciada por Lula, a presidente já teria demitido Fernando Pimentel e Brizola Neto, além de exigir a imediata saída de Lupi do Conselho do BNDES. Antes disso, deveria dar uma carraspana em Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, a quem compete cuidar de assuntos dessa natureza.

Resumindo, se o PT não é o partido dos trabalhadores, o PDT mostrou que não é democrático e muito menos trabalhista

Fonte:Ucho.Info

domingo, 1 de julho de 2012

HIENAS E HIENAS

Como a presidente não lê livros, elegeu ‘gênero’ um dos seus termos de cabeceira, não apenas, por uma obediência rastejante à grande ONG, matreira, vulpina, mais conhecida por ONU, mas também por razões de equivalência de formas, de atitudes e de nível intelectual com os seus afins.

As palavras soltas que lhes cantam aos ouvidos repete-as como boneco de ventríloquo. Assim mesmo, como ela não gosta: ‘boneco’, no masculino. A explicação sobre o gênero é de Aristóteles e não contava o filósofo que a sua teoria, um dia, viesse a ser conspurcada pela idiossincrasia de uma governante, desprovida sequer de condições para a direção de um brechó, mas que tem nas mãos, para destroçá-lo, um gigantesco país, como o Brasil. Coisas do destino brincalhão ou guerrilheiro.

Aristóteles diz que a palavra ‘animal’, por ser ‘gênero’, abarca um maior número de seres do que o termo ‘homem’, sendo a qualificação do gênero mais ampla do que a da espécie. Este é um simplificado preâmbulo do pensamento clássico grego, mais do que sabido pelos que estudaram nas antigas escolas, porém, ignorado pelos que só estiveram em renomados centros revolucionários. Inicia-se, aqui, o raciocínio comparativo da desconchavada concepção de ‘gênero’ no dialeto var-palmarense e de seus seguidores, dentro da promíscua república brasileira.

Pela quantidade de irracionais que pululam no seu governo predador, depreende-se a razão da preferência por ‘gênero’, já que desconhece o significado da palavra ‘homem’ que, como espécie, não indica ‘sexo masculino’, mas todos os seres racionais. Só que estes estão fora do governo que foi assaltado, literalmente, pelas irracionais hienas vermelhas e outras congêneres que com elas convivem no mesmo grupo social das hyaenidae, espécies especiais da família petê crocuta crocuta.

É interessante salientar que as hienas das savanas africanas já nascem com olhos abertos e dentição completa. Com referência às da Capital da Corrupção e da Lesa-Soberania, já nasceram com eles fora das órbitas, para enxergar, de saída, o cofre da maternidade e a dentição precoce para abocanhar o que estivesse dentro dele.

Porém, a semelhança mais espetacular entre a espécie brasiliense e a africana, notadamente a hiena malhada, é que, em ambas, formam-se clãs dominados por fêmeas que, como líderes, têm a primazia de se alimentar em primeiro lugar. E como se alimentam! No caso do clã do Planalto Central, são vorazes esses eficientes predadores, o que significa constatar-se, a cada dia, a destruição do país, partindo criminosamente dos infantes e dos adolescentes, cujos resultados negativos já se fazem notar, de maneira acentuada.

O prognóstico que se faz é bastante desanimador, mas realista, de que um século seja pouco para a recuperação das instituições, isso se, por acaso, a Educação for elevada à prioridade absoluta. Isso se, por acaso, também, houver alguém probo e disposto a levar o país a seu grande destino, enfrentando, valentemente, as correntes de complexados inimigos, de recalcados lacaios a soldo do estrangeiro, para persuadirem a imprensa venal e o povo ignorante da incompetência dos cientistas, dos pesquisadores e dos tecnólogos brasileiros, em pôr o país no lugar em que, há muito, já devia ocupar.

Mantêm esses servos da xenofilia, a baixa estima dos núcleos imbecilizados da república; a descrença nos muitos intelectuais das linhas moderada e da direita que se deixam hipnotizar pela tática da repetição enfadonha; a acomodação de outros já moldados à fôrma governamental, enfim, cauterizam qualquer movimento de reação nacional de valorização da inteligência brasileira.

Como toda matéria-prima, são eles conduzidos por instituições alienígenas, reduzidos a defensores da cultura alheia e retornados ao país de origem (infelizmente), como produtos acabados de doutrinação da ‘nova ordem cultural’.

Como se vê, as hienas estão soltas, no centro da república e fora dele, estas a serviço de quem deseja intervir na soberania nacional e, independentes dos clãs a que pertencem, igualam-se, irmanam-se, identificam-se às outras eleitas pela caça ignara.

Eis o ‘gênero’ brasiliense em profícua atividade predatória.

Aileda de Mattos Oliveira

quinta-feira, 28 de junho de 2012

PIB EMPACADO. DILMA NO PAÍS DOS PACOTES

Presidenta Dilma Rousseff, participa da Cerimônia de anúncio do PAC
Dilma e Mantega em lançamento do 11º plano: cena repetida à exaustão desde o início da gestão da petista

O governo federal lançou mão de mais algumas armas na tentativa de evitar que a economia brasileira seja engolida pela crise econômica internacional. A principal delas é um pacote de R$ 8,43 bilhões para compras governamentais, batizado de "PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais", somente neste ano. Também ontem, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciaram um corte de 0,5 ponto percentual, de 6% para 5,5%, na Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), usada como referência na correção dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Trata-se do 11º pacote anticrise lançado pelo Planalto desde agosto do ano passado.

Com a estratégia, o governo estima que um impacto no mercado nacional de R$ 3 bilhões, criação de cinco mil empregos e arrecadação adicional de R$ 50 bilhões. Em relação às compras governamentais, a União comprará R$ 6,6 bilhões a mais do que o previsto no Orçamento de 2012 em máquinas e equipamentos e bens produzidos no Brasil, chegando aos R$ 8,4 bilhões. "Estamos anunciando o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] para os equipamentos. O PAC deste ano aumentará de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. É um PAC superando os R$ 50 bilhões, o maior que nós já fizemos", afirmou Mantega.

Até 25% mais caro

O governo dará preferência para produtos nacionais até junho de 2017. Dependendo da complexidade tecnológica, os nacionais poderão ser até 25% mais caros que os importados. A estimativa da Fazenda é de que sejam gastos, em média, R$ 2 bilhões por ano.

O objetivo, de acordo com o ministro, é proteger o país da crise internacional. "A crise europeia continua piorando, conforme todos têm observado. E essa crise está deprimindo o crescimento da economia mundial, que estava crescendo 6% ao ano e agora vai crescer em torno de 3% ao ano em 2012. Em vista desse cenário, o governo está tomando medidas de estímulo à economia, para podermos ter investimentos e aumentar a confiança, acelerando nosso crescimento. Temos que continuar com políticas de estímulo ou anticíclicas", argumentou.

Entre as aquisições previstas estão 50 perfuratrizes para perfuração de poços em regiões afetadas pela seca, no valor de R$ 13,5 milhões. Para a Saúde, serão compradas 2.125 ambulâncias por preço estimado de R$ 326 milhões, e 1 mil furgões odontomóveis, por R$ 154 milhões. O programa também irá adquirir 160 vagões de trens urbanos, por R$ 721 milhões. Para as escolas, serão adquiridos 8.570 ônibus por R$ 1,714 bilhão, equivalentes a 36% da capacidade produtiva do setor no país.

Aprovação com reservas


A indústria aprovou a medida. "Bom saber que o maior consumidor do Brasil, que é o governo, comprará exclusivamente conosco. Deveria ser obrigação, todas as compras governamentais teriam de ser feitas aqui dentro. Não faz sentido o governo, que é o que mais impõe dificuldades ao empresariado, na hora de gastar, gaste lá fora", argumentou o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Marcos Guerra (Findes).

Ele, entretanto, afirma que o governo permanece sem atacar o cerne da questão. "Trata-se de mais uma bondade, de mais uma medida paliativa que não resolverá nosso mais grave problema, que é a ferida da competitividade. Vivemos à base de remendos".

Para Guerra, o governo insiste em não fazer as mais importantes reformas. "O que de fato atrapalha nossa indústria é a alta carga tributária, os altos preços cobrados pela energia elétrica, o apagão de infraestrutura e mão de obra, e os altos encargos sociais e trabalhistas. Infelizmente o governo insiste em não tocar nestes problemas que afetam muito a competitividade de nossa indústria", critica o dirigente.

Juros mais baixos

No que diz respeito à TJLP, o corte ocorreu por determinação da presidente Dilma Rousseff, que na noite de terça insistiu no corte a despeito de posições contrárias do Banco Central e do Ministério da Fazenda. A manutenção da taxa em 6% vinha gerando reclamações entre empresários. Para alguns executivos, uma redução do juro de longo prazo ajudaria empresas a tomarem novos empréstimos no BNDES.

Há poucos dias a equipe econômica avaliava que não havia, neste momento, espaço fiscal para uma redução da TJLP, que está no seu menor patamar histórico. Uma queda na taxa significa um aumento nos repasses do Tesouro Nacional para subsidiar os juros praticados pelo banco de fomento.

Para o presidente da Findes, redução de juros é sempre bom, mas não é a solução. "O discurso é sempre o mesmo, a pauta não é a baixa competitividade. Juro é um dos componentes, mas o governo precisa resolver uma série de outros entraves – carga tributária, logística, educação e outros – para que a indústria, principalmente a de transformação, saia do atoleiro", assinalou Guerra.

Havia a expectativa de que o governo prorrogaria, também ontem, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca, móveis, luminárias e papel de parede, já que o benefício termina no próximo sábado. Informações extraoficiais dão conta de que a desoneração será sim prorrogada, mas o anúncio será em outro momento.

Análise
Governo ataca efeito e ignora causa do problema

O governo brasileiro parece não aprender com as lições da história e insiste em reeditar dois equívocos que levaram à estagnação do parque produtivo do país: a defesa da indústria com barreiras de comércio e a lei do similar nacional. As medidas recentes retomam uma antiga característica da política industrial brasileira de atacar um problema pelo seu efeito e não pela causa. Essa visão equivocada tornou o modelo de substituição de importação – que foi sucesso na Ásia – num exemplo de estagnação e endividamento. Mais uma vez, agora, preterem-se medidas que reduzam o custo de produzir no país, em prol daquelas que protegem a nossa ineficiência. Essa política industrial também é míope por subestimar a distribuição da cadeia produtiva mundial decorrente do elevado grau de interdependência entre os mercados. Nesse cenário, a capacidade de participação de um país é definida pelas leis do mercado: sobrevive quem é eficiente ou competitivo. E não pela vontade de governo. E competitividade é uma variável endógena ao processo de criação das condições para investir, que envolve, estabilidade institucional, condições físicas para receber o empreendimento, domínio tecnológico (de máquinas e homens). Se esse processo é artificial, esse mercado será ineficiente e com baixa competitividade. As barreiras tarifárias e os percentuais mínimos de insumos nacionais revertem essa situação? Dificilmente.

Arilda Teixeira, economista da Fucape

terça-feira, 15 de maio de 2012

GOVERNO ESQUIZOFRÊNICO

A cruzada do governo pela queda da taxa de juros representa um fim nobre, mas com instrumentos inadequados. Ninguém pode celebrar as enormes taxas cobradas pelos bancos. Mas o governo erra feio na escolha dos alvos.

O juro nada mais é que o preço do capital, e costuma ser definido pelo encontro entre sua oferta e demanda. Quanto maior for a oferta disponível de capital na economia, menor será seu preço. E esta oferta depende basicamente da poupança existente, que serve como lastro para empréstimos bancários. Os bancos atuam como intermediários entre poupadores e investidores ou consumidores financiados.

No Brasil a poupança é muito baixa em relação ao que é produzido. O principal responsável por isso é o próprio governo, que arrecada e gasta quase 40% do PIB. Sobra pouco para se poupar no país. Como o governo não aceita reduzir seus gastos, resta pegar poupança externa emprestada para permitir o crescimento tanto dos investimentos como do consumo. Mas há claros limites a esta estratégia.

Ela dura somente até os estrangeiros aceitarem exportar capital para o Brasil. Só que esta entrada de recursos, que a presidente Dilma chamou de "tsunami monetário", pressiona o câmbio, apreciando o real frente ao dólar. A indústria nacional reclama, faz lobby em Brasília, e o governo reage com intervenção na moeda e protecionismo. Só que isso, por sua vez, produz mais inflação aqui.

O governo pretende controlar inúmeras variáveis econômicas com instrumentos limitados, gerando consequências indesejadas. Cada nova medida produz mais efeitos não intencionais, demandando nova intervenção. Cria-se um verdadeiro emaranhado complexo com os tentáculos estatais pela economia.

Os empresários acusam o golpe e retraem investimentos, e os bancos, preocupados com o aumento da inadimplência e com os excessos no crédito, decidem reduzir seu crescimento.
Mas como uma das metas do governo é o crescimento do PIB no curto prazo, este recuo é inaceitável. O que faz o governo então? Reduz seus gastos? Aprova reformas estruturais que aumentem a produtividade da economia? Não. Isso tudo dá muito trabalho.

O governo prefere comprar uma briga com os bancos, e mandar o setor baixar as taxas na marra. E ai de quem reclamar! O governo é dono de 40% do mercado por meio dos bancos públicos, e ainda conta com outros mecanismos de pressão.

Aqui aproveito para fazer um alerta contra o risco autoritário. O governo, com postura arrogante, teria exigido dos bancos uma retratação pública após uma nota da Febraban criticando as medidas estatais. Que país é este que não permite mais o contraditório? Os bancos não podem mais discordar das medidas do governo?

Reduzir os juros a fórceps vai gerar apenas mais inflação. O que nos remete finalmente à esquizofrenia do governo. Há outros fatores que justificam os juros altos: o enorme compulsório que os bancos são obrigados a manter parados no Banco Central sem retorno adequado; os bilionários desembolsos do BNDES, que responde por um quarto do total do crédito no país, a taxas de juros subsidiadas (abaixo até da inflação); e o excesso de burocracia que reduz a concorrência no setor.

Ou seja, o próprio governo cria distorções que fazem com que a taxa final de juros permaneça elevada, e depois escolhe os bancos como únicos bodes expiatórios para o problema que ajudou a criar.

É como um sujeito ocioso e obeso, que come doces sem parar, culpar o doceiro por seus problemas de saúde. O governo plantou as sementes do problema, e não adianta atacar apenas o sintoma sem olhar para suas verdadeiras causas.

Há ainda outro sinal claro de esquizofrenia. Não faz muito tempo, o então presidente Lula acusava os banqueiros pela crise financeira mundial. Os banqueiros gananciosos teriam concedido crédito demais, o que produziu a bolha que estourou. Ironia das ironias, eis que agora o governo Dilma reclama que os nossos banqueiros querem conceder crédito... de menos!

O crédito no Brasil vem crescendo a taxas perto de 20% ao ano. Como não tivemos reformas estruturais, é claro que isso vai bater na inflação em algum momento. Na verdade, a inflação já está acima do centro da meta, que já é bastante elevado. E o crescimento econômico vem caindo.

Corremos o risco de ter estagflação ou então uma bolha de crédito no país, fomentada pelo próprio governo e seu banco central subserviente (seu presidente se entrega quando chama Dilma de "presidenta" em nota oficial). Depois não vai adiantar culpar os "loiros de olhos azuis" e os banqueiros gananciosos pela crise...

Rodrigo Constantino
O Globo

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ENORME VERGONHA.





Repetindo a ópera bufa que já foi exibida inúmeras vezes no Congresso Nacional, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar, por dezesseis votos contra e dois a favor, o pedido de abertura de processo de cassação de mandato contra Valdemar Costa Neto, homem forte do Partido da República e acusado de envolvimento nos escândalos de corrupção que culminaram com a queda de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes.

Conhecido com operador do PR, Costa Neto negou as acusações e disse, durante sessão do Conselho, que não havia provas contra ele e que as denúncias eram anônimas. Um dos principais artífices do escândalo que ficou nacionalmente conhecido como “Mensalão do PT”, Valdemar Costa Neto, o Boy, à época renunciou ao mandato para não ser cassado e evitar a inelegibilidade.

Desta vez, Costa Neto foi acusado de cobrar propina de empresários e comerciantes que participavam da chamada “Feira da Madrugada, em São Paulo, em um terreno pertencente à antiga Rede Ferroviária Federal. Autor das denúncias e administrador da “Feira da Madrugada”, Geraldo de Souza Amorim foi morto a tiros no sítio em que morava, em Tatuí, no interior paulista.

A rejeição do pedido de abertura de processo contra Costa Neto já era esperada, pois o Palácio do Planalto, mesmo depois de tirar o Ministério dos Transportes das mãos do PR, procurou o deputado paulista para garantir o apoio da legenda nas votações de interesse do governo da presidente Dilma Vana Rousseff.

Delegado de Polícia Federal licenciado, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), que defendeu o aprofundamento das investigações, foi contundente: “O governo atuou nos bastidores e votou em peso contra. O PR volta para a base do governo em alguns dias”.

Mesmo diante de mais um espetáculo pífio em que prevaleceu o espírito de corpo, a presidente Dilma não demorará muito para falar em combate à corrupção. Enfim…

Fonte: Ucho Info

sábado, 27 de agosto de 2011

O PODEROSO CHEFÃO: A MÁFIA NO PODER




Dá pra entender o estresse de ontem de José Dirceu. A reportagem de capa da revista VEJA revela que membros do primeiro escalão do governo, dirigentes de estatais e parlamentares - INCLUSIVE UM DA OPOSIÇÃO - se ajoelham aos pés do cassado, a quem ainda chamam de “ministro” e prestam reverências. É isto mesmo: o deputado defenestrado, o homem processado pelo STF e acusado de ser chefe de quadrilha é tratado por figurões de Brasília como um chefão — o Poderoso Chefão. Dirceu está bravo porque a reportagem é devastadora para a reputação da República e deveria ser também para ele e para aqueles que fazem a genuflexão. Vamos ver. Uma coisa é certa: a presidente Dilma sabe de tudo; tem plena consciência de que seu governo é assombrado e monitorado — às vezes com tinturas claras de conspiração — por um ficha-suja.
A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira. Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre. E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República. VEJA conseguiu penetrar no cafofo do Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira. Eis alguns flagrantes.
Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci
Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci
Anotem alguins nomes cargos e dia do encontro:
- Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio (8/6);

- José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras (6/6);
- Walter Pinheiro, senador (PT-BA) - (7/6);
- Lindberg Farias, senador (PT-RJ) - (7/6);
- Delcídio Amaral, senador (PT-MS) - (7/6);
- Eduardo Braga, senador (PMDB-AM) - (8/6);
- Devanir Ribeiro, deputado (PT-SP) - (7/6);
- Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara (PT-SP) - (8/6);
- Eduardo Gomes, deputado (PSDB-TO) - (8/6);
- Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (PSDB-TO) - (8/6)

Esses são alguns dos convivas de Dirceu, recebidos, atenção!, em apenas 3 dias — entre 6 e 8 de junho deste ano. Leiam a reportagem porque há eventos importantes nesse período. É o auge da crise que colheu Antonio Palocci. Ele caiu, é verdade, por seus próprios méritos — não conseguiu explicar de modo convincente o seu meteórico enriquecimento. Mas, agora, dá para saber que também havia a mão que balançava o berço. Uma parte da bancada de senadores do PT tentou redigir uma espécie de manifesto em defesa do ministro, mas encontrou uma forte resistência de um trio: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias - os três que foram ao encontro de Dirceu no tarde no dia 7. À noite, Palocci pediu demissão.
Dirceu, então, mobilizou a turma para tentar emplacar o nome de Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. O próprio deputado foi ao hotel no dia 8, às 11h07. Naquela manhã, às 8h58, Fernando Pimentel já havia comparecido para o beija-mão. A mobilização, no entanto, se revelou inútil. Dilma já havia decidido nomear Gleisi Hoffmann.
VEJA conversou com todos esses ilustres. Afinal de contas, qual era a sua agenda com Dirceu? Gabrielli, o presidente da Petrobras, naquele seu estilo “sou bruto mesmo, e daí?”, respondeu: “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso”. Não teria não fosse a Petrobras uma empresa mista, gerida como estatal, e não exercesse ele um cargo que é, de fato, político. Não teria não fosse Zé Dirceu consultor de empresas de petróleo e gás. Dilma não tem a menor simpatia por ele, e Palocci já o havia colocado na marca do pênalti. Mais um pouco de interiores?
Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...
Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...

Não está na lista de hóspedes. E a máfiaO governo paralelo de Dirceu ocupa um quarto no hotel Naoum. Seu nome não consta da lista de hóspedes. A razão é simples. Quem paga as diárias (R$ 500) é um escritório de advocacia chamado Tessele & Madalena, que também responde pelo salário de Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica que faz as vezes, assim, de ajudante de ordens do petista. Um dos sócios da empresa, Hélio Madalena, a exemplo de Oliveira, já foi assessor de Dirceu. O seu trabalho mais notável foi fazer lobby para que o Brasil desse asilo ao mafioso russo Boris Berenzovski. Essa gente sempre está em boa companhia. Foi de Madalena a idéia de instar a segurança do Hotel Naoum a acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o quarto alugado pela empresa, mera manobra diversionista para tentar tirar o foco do descalabro: um deputado cassado, com os direitos políticos suspensos, acusado de chefiar uma quadrilha, montou um “governo paralelo”. A revista já está nas bancas. Leia a reportagem, fartamente ilustrada, na íntegra.
Abaixo, segue um quadro com todas as áreas de “atuação” do “consultor de empresas privadas” e “chefe de quadrilha”, segundo a Procuradoria Geral da República. Se Dilma não agir, será engolida. Poderia começar por demitir Pimentel e Gabrielli. Ou manda a presidente, ou manda José Dirceu.
dirceu-tentaculos

Por Reinaldo Azevedo