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domingo, 4 de maio de 2014

PESQUISA FUTURA PARA O GOVERNO DO ESPIRITO SANTO


A cinco meses da eleição, cenário indica empate técnico

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O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) tem 34,1% das intenções estimuladas de voto e o governador Renato Casagrande (PSB) 30% na disputa pelo Palácio Anchieta. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto Futura a pedido de A GAZETA


Largada embolada com Dilma e Aécio

Para o Senado, Rose tem 21,9% e Coser 18,9%

Os dois estão tecnicamente empatados, segundo o instituto, se levarmos em conta a margem de erro,que é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado se refere a um dos cenários estimulados da pesquisa, em que os nomes dos possíveis candidatos são informados aos entrevistados.
Em terceiro lugar na disputa pelo Palácio Anchieta aparece o senador Magno Malta (PR), com 15,2%, seguido pelo ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi (PSDB), que tem 1,9% das intenções de voto. O republicano ainda não confirmou se estará nessa disputa, mas também não retirou o nome do páreo.
Um segundo cenário, sem o nome de Magno, também foi testado entre os eleitores. Nesse caso, Hartung aparece com 39,4% das intenções estimuladas de voto, seguido de Casagrande, com 35% – novamente, segundo o instituto, ocorre empate técnico. Guerino tem 2,2% das intenções. A Futura ouviu 1,4 mil eleitores entre 22 e 28 de abril.
A pesquisa 
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Espontânea
Na pesquisa espontânea, Hartung foi mencionado por 24% das pessoas abordadas, enquanto Casagrande foi lembrado por 18%. Nesse recorte, chama a atenção o percentual de pessoas que se dizem indecisas: 40,1%.
“Eu diria que a eleição começa embolada. O percentual de indecisos na espontânea é quase o dobro da soma do percentual dos dois candidatos que estão à frente”, afirma um dos diretores da Futura, o economista José Luiz Orrico.
Hartung, no último dia 12, entregou uma carta ao PMDB em que se coloca à disposição para concorrer ao governo. Casagrande é nome certo para tentar a reeleição, embora ainda não tenha falado abertamente sobre o assunto.
Já Magno também é autor de uma carta, enviada, em fevereiro, à direção nacional do PR. Mas o pedido era para ser candidato à Presidência da República. Ainda sem resposta positiva, o senador pretende ser candidato ao Palácio do Planalto, mas não descarta o Anchieta.
Rejeição
O nome mais rejeitado na corrida ao governo do Espírito Santo é justamente o de Magno: 27,9% dos entrevistados disseram que não votariam nele “em nenhuma hipótese”. O segundo mais rechaçado é Balestrassi, com 22,9%. Casagrande tem 12,2% de rejeição e Hartung, 8,3%.
Orrico lembra que Hartung e Casagrande fazem parte do mesmo grupo político. “A disputa entre os dois seria um racha no grupo que está no poder há 11 anos. Vai ser difícil para o eleitor compreender isso. Mas se o primeiro sentimento será de surpresa, depois o eleitor vai comparar o passado dos dois. Claro que a campanha será voltada para o futuro, para o que eles pretendem fazer no governo, mas o que o eleitor vai comparar mesmo é o passado”, prevê o diretor do instituto.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 00005/2014.

sábado, 18 de maio de 2013

CLASSIFICADOS DE XEPA OU BALCÃO DE NEGÓCIOS

Gabriel Tebaldi |
                  
As eleições são uma grande vitrine de peças de segunda mão travestidas de produto de primeira linha. Nesse meio, é comum haver queima de estoque da civilidade, moral e ética. Passado o saldão, os exemplares defeituosos se anunciam por aí pra ganhar a vida. Assim, não é difícil abrir os classificados e encontrar certas figuras por lá.

Uma seção muito procurada é a de ex-prefeitos. Nela, as ex-excelências mostram todo o seu valor (ou a falta dele) e dão um verdadeiro exemplo de metamorfose ambulante. Em outras palavras, é como se dissessem: “Fazemos qualquer negócio”.

Comprador assíduo dos classificados, o governador Renato Casagrande não tem preconceito: serve base aliada, oposição, “amigo” do povo ou da Justiça. Não há barreiras para quem quer comprar, vender e, por que não, alugar.

Uma de suas aquisições foi Elieser Rabello (PMDB). No anúncio, seu recado era claro: ex-prefeito de Vargem Alta, condenado por improbidade administrativa e sem direitos políticos por cinco anos. Mas quem se apega a detalhes? Agora Elieser é diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Estado.

Ao lado de um anúncio de caminhão estava o ex-prefeito de Iconha, Edelson Paulino (PT), que, segundo a oposição, deixou uma dívida de R$ 5 milhões. Agora é coordenador da Agência do Trabalhador, cabide ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia.

As portas de Casagrande também se abriram para Raquel Lessa (PSD). Após dois mandatos em São Gabriel da Palha e a acusação de conceder privilégios salariais a servidores amigos, Raquel agora é presidente do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Habitação. Segundo as más línguas, o cargo foi cedido, pois nosso líder estava preocupado com o fato de Raquel ter que trabalhar. “Depois de oito anos, a gente até esquece como se conjuga esse verbo”, teria dito.

Provando que não guarda rancor, Casagrande ainda arrematou Gilson Amaro (PMDB), ex-prefeito de Santa Teresa, que não poupava críticas ao governo até ano passado. Nos classificados, Gilson oferecia seus serviços: “Lavo roupa suja e passo tudo a limpo”. A habilidade de moldar o discurso ao oportunismo rendeu-lhe o cargo de assessor especial da Secretaria de Governo. Mas não se preocupe, leitor! Você não é o único que não sabe para que serve esse cargo.

As listas de desempregados também correm na Assembleia Legislativa, onde o presidente Theodorico Ferraço (DEM) dita o trabalho (ou, novamente, a falta dele). Enquanto buscava um novo auxiliar, Ferraço encontrou seu amigo de fé, irmão camarada, Edson Magalhães. Preso na Operação Derrama, o ex-prefeito de Guarapari perdeu quase tudo: a liberdade, o partido, o celular, os assessores. Mas amigo é pra essas horas: Edson foi convidado para ser chefe de gabinete de Ferraço.

Em solenidade na Assembleia, Theodorico foi recebido ao som de “Esse cara sou eu”. E as incessantes más línguas garantem: nos bastidores, o presidente cantou para Edson: “O cara que pega você pelo braço / que esbarra em quem for que interrompa seus passos / Que está do seu lado pro que der e vier...”

Mas “o herói esperado por toda mulher” foi Casagrande, que firmou a relação com o compadre Theodorico e contratou sua esposa, Norma Ayub (DEM). A ex-prefeita de Itapemirim nem esquentou nos classificados: foi arrematada por R$ 8 mil para assessorar na Casa Civil.

Assim, o mercado político comprova que melhor que ser governador é ser amigo dele. Até as notas de rodapé sabem que toda essa articulação objetiva construir a base para a eleição de 2014. Em 2010, a coligação de Casagrande somou 16 partidos e, como “Crescer é com a gente”, a conta só deve aumentar.

Bancar os novos funcionários custa R$ 70 mil por mês. Ou seja: é salário de luxo para produtos da xepa. E mais: xepa que o povo rejeitou nas eleições e que, agora, o governo empurra goela abaixo. Melhor seria se as figuras de classificados tivessem o como destino o esquecimento, já que, cada vez mais, eles parecem não fazer falta para o eleitor.

Gabriel Tebaldi, 20 anos, é estudante de História da Ufes 

sábado, 14 de janeiro de 2012

ENQUANTO O ESPIRITO SANTO PEDE ESMOLAS, PERNAMBUCO ...



Esmola oficial – As explicações que o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, deu aos membros da Comissão Representativa do Congresso Nacional na quinta-feira (12) não convenceram, mas deputados e senadores da base aliada engrossaram a claque que endossou um espetáculo que foi verdadeira ode à mitomania. Bezerra Coelho levou gráficos e tabelas para tentar explicar a destinação de 90% das verbas federais contra enchentes ao estado de Pernambuco, terra natal do ministro, mas não convenceu.

As palavras do ministro caem por terra com a declaração do governador Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, um dos estados atingidos pela força das chuvas. Casagrande, que é do mesmo partido do ministro Fernando Bezerra, disse nesta sexta-feira que o Espírito Santo precisa de R$ 477 milhões para reparar os estragos provocados pelas chuvas de verão, que há séculos ocorrem no Brasil no mesmo período do ano.

Dos R$ 60 milhões prometidos pelo governo federal ao Espírito Santo, R$ 20 milhões estão garantido para as cidades que decretaram estado de emergência. Segundo informou o ministro da Integração Nacional em nota, “em breve o Estado receberá o repasse dos recursos” para a recuperação das áreas afetadas.

De acordo com Casagrande, o Espírito Santo precisa de muito mais para não apenas recuperar a destruição, mas investir em obras de desassoreamento, macrodrenagem, limpeza de rios, reconstrução de pontes, proteção de morros e reforço de encostas. O governador capixaba pediu aos ministros apoio para um pacote de medidas que garanta assistência às famílias desalojadas e desabrigadas.

A Defesa Civil do Espírito Santo informou que mantém o estado de alerta elevado e que o Plano Estadual de Contingência para Desastres está ativo. Pelo último balanço, são 8.777 pessoas desalojadas, 836 desabrigadas e 124 feridas. O número de edifícios danificados chega a 8.666. Os números se referem a todo o período de chuva no Espírito Santo, segundo a Defesa Civil, que informou que vários municípios estão sendo vistoriados e monitorados

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ONDE O CRIME COMPENSA


Esse caso da redução da multa aplicada pelo Iema à Samarco é uma verdadeira agressão às consciências cidadãs do Estado.

Reincidente na prática de crimes ambientais, a empresa mereceu do diretor-presidente do Iema, Aladim Fernando Cerqueira, uma espécie de compensação, ao reduzir de R$ 5.420.000,00 para R$1.980.000,00 uma multa que punia um grave crime ambiental.
Para Aladim, entretanto, o crime nada tinha de grave. E é claro que tinha.

Deem os leitores uma olhada na matéria a respeito, nesta edição, e verão que se tratou de algo inadmissível numa gestão ambiental que se preze, e que deveria fazer valer os direitos da população e não a prática de agrados a predadores ambientais.

Muito já se comenta nos meios políticos que está na área ambiental do governo o grande problema da gestão Renato Casagrande. Não sabemos se é este, realmente, o gargalo da administração atual.
Mas é fora de dúvidas que se trata de um setor fortemente comprometido com os grandes conglomerados industriais que emporcalham o ambiente em nosso Estado. Comprometimento que começa lá no alto, na cadeira em que se senta o secretário Ruy Carnnelli.

Este cidadão não tem, nem mesmo, tradição de militância na área ambiental. É um executivo – de duvidosa competência, inclusive –, mas não um técnico, a quem se possa criticar por ações objetivas.
As críticas que ele tem recebido dos militantes da causa ambiental são de cunho político, pois nada mais é do que um instrumento a serviço das ações políticas de seu padrinho, o ex-governador Paulo Hartung.

Como, então, poderia ele interferir num caso escandaloso como este da redução da multa aplicada à Samarco? Isso jamais ele faria.
Quanto ao diretor-presidente do Iema, ainda não disse, objetivamente, a que veio. E, neste caso da Samarco, cometeu, no mínimo, um ato de tolerância descabida.

O crime pelo qual a empresa fora multado ocorreu no dia 10 de fevereiro deste ano, como constatou o próprio Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídrico, por meio de fiscalização.
A empresa simplesmente tingiu de vermelho, com seus rejeitos minerais, as águas do mar na praia do
Além. Surfistas e banhistas de lá fugiram apavorados.

Mas essa equipe de Aladim é muito engraçada. Uma de suas auxiliares – vejam só este detalhe na matéria da repórter Flávia Bernardes – disse que o valor inicial da multa não era justo porque só quem freqüenta a praia são surfistas.

É ou não é de duvidar da seriedade dessa gente? O laudo da Gerencia de Fiscalização do Iema apontou quatro agravantes no episódio e nenhum atenuante. E ainda destacou a reincidência específica da empresa no mesmo tipo de crime, chegando ao valor de R$ 5.420.000,00.

Com isso não concordou Aladim, secundado por seus auxiliares. Para os quais crime ambiental, no Espírito Santo, não pode nem deve ser punido com rigor.
Este, para eles, é o tipo de crime de compensa.

Fonte: Séculodiario