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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

OS BEIJOS MAIS ÍNTIMOS

Mensaleiros? Mensalão mineiro? Trens e metrôs tucanos superfaturados? Deixa pra lá: nada preocupa mais Governo e Oposição do que a prisão de Jeany Mary Corner, conhecida senhora que cuida da carreira de inúmeras moças que se dedicam ao bem-estar do pessoal de Brasília. A agenda de Jeany é explosiva: nela há endereços, telefones, contas-correntes, eventuais dívidas de pessoas não apenas bem-postas na vida, mas casadas – e já se viu o estrago que uma esposa ou amante insatisfeita pode causar na vida de um político. Ex-mulher é para sempre! Há quem diga que Jeany Mary tem, entre suas recordações, a foto de um parlamentar inteiramente nu, posando feliz da vida com um fumegante charuto.
Jeany Mary Corner foi presa pela Polícia Civil de Brasília, em operação comandada por uma delegada, sob acusação de rufianismo – exploração da prostituição. Pelo que dizem, as moças agenciadas por ela são de primeira categoria, muitas vezes contratadas em outras cidades para serviços especiais.
Este colunista não entende como Jeany Mary Corner foi abandonada por seus protetores – que se espalham por todo o espectro político e de poder do país. Sua prisão é perigosa para todos: Jeany Mary, calada, prestava excelentes serviços a pais da pátria das mais variadas tendências; se falar, torna-se perigosíssima. É por isso, aliás, que este colunista não acredita que ela fique presa por muito tempo.
Afinal de contas, rufianismo pode ser considerado crime de menor poder ofensivo, não é mesmo? E todos dormiriam melhor se a deixassem em paz.
Dúvida pertinente
Que haverá por trás da prisão de figura tão importante?
Carlos Brickmann

sábado, 9 de novembro de 2013

OS MELHORES DO ANO

Senhoras e senhores! É com alegria que inicio a indicação dos “Melhores do Ano”. A política nos enche de orgulho e merece nosso reconhecimento. Portanto, conheçam os candidatos e entrem na campanha! O show de horrores está apenas começando!

Começamos pela disputada categoria do “Me engana que eu gosto”. E o primeiro candidato é o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, que em abril prometeu que as obras do Aeroporto voltariam até semana que vem. Agora o consórcio pediu mais 15 dias para apresentar seus orçamentos. Segundo o ministro, o atraso não comprometerá os prazos de entrega da obra.

Seu discurso em abril foi bonito: “A obra é uma pedra no sapato da sociedade. Minha palavra é a garantia de que esse cronograma vai ser rigorosamente cumprido”. E o melhor: “Será a referência de avaliação de desempenho dos aeroportos”.

Mas o páreo na categoria é duro com Dilma Rousseff. Na última quarta-feira, a presidente revelou que dá suas fugidinhas na segurança e soltou uma pérola: “Seria muito bom fugir para namorar”. Tanto Dilma quanto Franco concorrem, também, na categoria de Comediantes.

Outra categoria é a “Chorando de Barriga Cheia”, que trás Renan Calheiros (PMDB) como aposta do Senado. Para abastecer a despensa do presidente eram desembolsados R$ 98 mil em seis meses. A lista tinha apenas itens de primeira necessidade: 25 quilos de camarões vermelhos grandes, 20 quilos de salmão e carnes como marreco, pato, costelinha e pernil de cordeiro.

Mas o Itamaraty vai além e gasta R$ 159,00 por café da manhã para um diplomata e R$ 237,00 para almoço ou jantar. Dos 42 itens de alimentação analisados pelo Tribunal de Contas, todos foram mais caros do que no Senado, pagando até 430% a mais. O café de um diplomata daria para comprar 40 croissants ou 12 quilos de pão francês na melhor padaria da capital.

Já o prêmio mais cobiçado lança uma pergunta: “Coerência, pra que te quero?”. O nome de peso é o deputado Sérgio Borges (PMDB), condenado por improbidade administrativa e que assumiu como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Agora o deputado condenado irá fiscalizar as contas do governo. Impedido de disputar eleições por oito anos e com seus direitos políticos suspensos pelo TJES, Borges receberá salário de R$ 25 mil e, segundo a Assembleia, encaixa-se nos critérios de idoneidade moral e reputação ilibada.

Enquanto isso sobram represálias na Polícia Militar. Exemplo é o cabo Fábio Pedra, com 21 anos de serviço, que, em janeiro, abordou a mulher do coronel Henrique Grecco dirigindo um Fusca sem documentos nem licença do veículo, com três crianças (uma no colo) e todas sem cinto de segurança. Durante a abordagem, o coronel chegou ao local e impediu que a mulher fosse autuada. Dias depois, o cabo foi transferido para o interior de Linhares.

Por sua vez, a categoria de “Frase do Ano” trás um militar, o tenente-coronel José Dirceu, que lançou sua filosofia ao ser parado numa blitz em Vitória: “Você sabe que eu sou coronel da polícia, né?”. O PM briga pelo título com Ronaldo, que defendeu a Copa alegando que será “um evento pelo povo e uma oportunidade para o país”. Sobre o Mundial, o Fenômeno afirmou em 2011: “Não se faz Copa com hospital”.

Esses são apenas alguns candidatos ao prêmio “Melhores do Ano”. O reflexo da qualidade política vem nas estatísticas. Segundo o Instituto Futura, 54% dos capixabas não sabem qual é a função da Assembleia Legislativa e a incompetência gera o caos: o povo reprovou 65% das estradas do Estado, 60% acham a saúde ruim ou péssima e 54% dizem o mesmo sobre segurança pública. Aliás, segundo a FGV, 70% dos brasileiros não confiam na polícia.

Mas quem se importa? Enquanto isso, o coronel Dirceu segue com salário de R$ 11 mil; Dilma convoca capixabas para discutir as alianças de 2014; deputados se trancam com Casagrande para firmar a reeleição; e o Congresso bate boca pelas cotas raciais para deputados. Esses, porém, já são candidatos da semana que vem.

Até lá, o país seguirá como sempre, indo do nada a lugar nenhum.

Gabriel Tebaldi,
Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A MEGA SENA DOS PATIFES

Sabidamente, a população brasileira é mal representada pelos seus políticos.
 
Ao se candidatarem a qualquer pleito eleitoral, o futuro parlamentar ambiciona, antes de tudo, pôr as mãos na carne seca.
 
O candidato pode prometer o que lhe der na cabeça, mas trocando em miúdos, ele quer é se dar bem, ou melhor, muito bem.
 
Os cargos, desde os mais modestos na vereança já premiam o ladravaz com salários polpudos, e com um elenco de mordomias que causam inveja à realeza londrina.
 
Mas isto não basta, pois o afortunado passa a gozar de vantagens mirabolantes, a começar pelo puxa - saco nativo que ao defrontar - se com o iluminado só falta jogar - se ao solo para que a autoridade lhe passe por cima para não sujar a sola do sapato.
 
É triste, mas é a pura verdade, e o brasileiro se presta com vibrante orgulho a ser um servil inveterado. É da nossa tradição a subserviência gratuita.
 
O quanto de mal os nossos representantes nos causam, e o quanto usufruem no exercício de seus cargos é um descalabro cantado em prosa e verso.
 
Além de projetos fajutos e de acertos que aumentam as suas possibilidades de enriquecimento, a toda força, e em surdina e na calada da noite, os bravos vilipendiadores do bem estar da sociedade votam auto - benesses de estremecer mesmo os mais patifes.
 
Mais assessores, mais verbas de representação, mais recursos para aluguéis, para a compra de ternos, para a conta telefônica, mais gastos com transporte, e uma infindável lista que se torna lauta de recursos que inundam os seus bolsos.
 
E não esqueçamos de que os Partidos recebem um pró - labore mensal pago por nós, para encher o nosso saco
 
É dantesco, mas é verdade. Mas, ainda, vem mais.
 
Como você, estou às lagrimas, pois, conforme os planos dos petistas, o objetivo é que devemos pagar a campanha eleitoral dos sacripantas. Além de aguentar a demagogia populista de todos os candidatos, devemos pagar as suas campanhas eleitoreiras, para sermos espoliados pelos futuros eleitos; um presidente, 81 senadores, 513 deputados federais, 1.059 deputados estaduais e 56. 810 mil vereadores.
 
A frágil argumentação de que o Estado pagando os custos das campanhas poderia conter algo de positivo, é mais uma enrolação, pois é gritante que as empresas prosseguirão patrocinando os seus candidatos, e algumas, as mais espertas, inclusive colaboram com diversos candidatos, até dos oponentes.
 
Assim, como na oração, peço, “Senhor, afasta de mim este cálice”, pois já nos basta aguentar esta malta de cretinos, que ainda querem que paguemos a sua eleição.
 
Sim, entre as inúmeras (centenas) de brados e palavras de ordem que insuflaram os manifestantes, a da REFORMA POLÍTICA talvez seja a mais contundente e necessária, pois uma faxina na atual mamata parlamentar, com o corte de direitos abusivos, dos salários escandalosos e de uma cornucópia de bondades de arrepiar, seria a glória.
 
Sim, eles merecem uma Reforma Política nas fuças, mas nada que dependa da sua votação, pois neste caso, o projeto só será aprovado no dia de São Nunca.
 
 Valmir Fonseca Azevedo Pereira

NO RUMO ERRADO

Os grandes protestos de junho passaram, mas a insatisfação popular ficou. Pesquisas recentes confirmam isso. E mostram que a opinião pública está mais crítica e continua contra “tudo o que está aí”. Um levantamento feito em julho trouxe mais elementos nesse sentido, indicando que, para 58% dos entrevistados, o país está no rumo errado. Outros 42% veem o país no rumo certo.

Citada pelo colunista José Roberto Toledo, do Estado de S. Paulo, a pesquisa do Instituto Ipsos aponta uma reversão repentina e inédita da avaliação sobre o país. A partir de junho, 57% dos entrevistados passaram a reprovar as decisões sobre as principais questões nacionais.

Em julho, a avaliação se manteve. É a primeira vez desde 2007 que a maioria vê o país caminhar para o lado errado.

Outro levantamento recente do Ibope mediu o descontentamento com as instituições. O Índice de Confiança Social do Ibope, divulgado no início deste mês, revelou que entre julho de 2012 e julho passado, todas as 18 instituições avaliadas pelo Ibope foram consideradas menos confiáveis.

Foi a primeira vez nas cinco edições da pesquisa em que todas as instituições perderam credibilidade.

O Congresso e os partidos ocupam os últimos lugares no ranking. Mas a maior queda foi da presidente da República. Para especialistas do Ibope, Dilma pode ter personificado as causas da insatisfação popular.

No geral, os números das duas pesquisas sugerem que se o gigante voltou mesmo a dormir, está tendo um sono intranquilo.

Isso deveria servir de alerta para políticos e governantes. Por mais que os grandes protestos tenham perdido força se tornando movimentos de partidos ou forças políticas, o cidadão parece ter ficado mais crítico com o poder público e com as instituições.

No caso da pesquisa sobre os rumos do país, a leitura do Instituto Ipsos é que as pessoas percebem a necessidade de discutir a agenda nacional com mais profundidade. É um bom sinal, portanto.

problema é que, reduzido o calor das manifestações, o Congresso e muitos políticos voltaram à velha agenda, PSDB e PMDB estão no alvo de suspeitas, enquanto o PT volta a ser ligado ao julgamento do mensalão.

Ou seja, não faltam motivos para manter ou aumentar o pessimismo dos eleitores. É impossível prever se esse quadro vai persistir até as eleições de 2014, mas os sinais hoje são de que o crivo nas urnas tende a ser bem maior. A questão é que isso também pode levar a generalizações perigosas sobre a política, como se todos nela fizessem parte do mesmo saco.


Fonte: Praça oito , A Gazeta


sábado, 10 de agosto de 2013

ENGANOS DIÁRIOS



A bancada do PT elaborou uma "Minirreforma", dando razão ao "nada é tão ruim que não possa piorar"


Para os brasileiros, viver desenganos é ainda mais comum do que dizer “isso é um absurdo”. Após a esperança percorrer as ruas, o país voltou ao berço esplêndido em que teve uma curta insônia. E assim reestreia nosso choque de realidade, com requintes de desenganos diários.

Nos transportes, engana-se quem pensa que político não usa transporte público. Em São Paulo, o PSDB prova o contrário: Alckmin e Serra garantem que usaram os trens e metrôs num esquema de cartel que ultrapassa R$ 500 milhões em fraudes. Em sua defesa, Geraldão disse que “o Estado é vítima”. Agora só falta dizer que “não sabia de nada”.

Falando em gente que não sabe nada, o PT agora se levanta como paladino da ética. Engana-se, porém, quem crê em suas boas intenções. Na verdade, engana-se quem crê na honestidade dos partidos que se acusam mutuamente. Tanto o bico rachado dos tucanos quanto a estrela sem brilho dos petistas carregam sobre si um telhado de vidro mais frágil que vitrine em dia de manifestação.

Sobre as manifestações, engana-se quem acredita que a ocupação da Assembleia mudou a política capixaba. Ontem mesmo o Legislativo firmou o contrato para os 31 novos carros, de no mínimo 135 cavalos, que levarão os deputados para o “trabalho”. Isso um mês após o governo quase decretar falência diante do risco da multa do pedágio.

Engana-se quem espera melhor investimento do dinheiro público. Em 2012, Cariacica teve o maior aumento nos gastos com vereadores e o menor investimento em saúde do Estado. A prefeitura diz que contratará 700 médicos. Resta saber se os doutores conseguirão passar pelos corredores repletos de pacientes que esperam até 9 horas por atendimento.

Mais além, engana-se quem aposta na reforma política. Após as desastrosas iniciativas da presidenta inteligenta, a bancada do PT elaborou uma “Minirreforma”, dando razão ao “nada é tão ruim que não possa piorar”.

A ideia de Cândido Vaccarezza (PT-SP) cria, por exemplo, a possibilidade de um candidato declarar seus gastos como “não passíveis de comprovação” e, assim, não precisar apresentar documento algum. Além disso, diminui em até 10 vezes a multa para empresas que doarem verba de campanha acima do limite legal.

Segundo Vacarreza, isso tornará as eleições mais “democráticas e transparentes”. Na nova regra ortográfica, o termo “Minirreforma” perdeu o hífen. Diante da declaração do deputado, estudiosos pesquisam se o sentido de “democráticas e transparentes” também foi transformado.

Enganam-se, ainda, os que acham que os preceitos cristãos são integralmente vividos por alguns maus pastores. Se depender de Silas Malafaia, terceiro pastor mais rico do país, o mandamento “Não roubará” deve ser substituído por “Não denunciará”. Segundo MalaCheia, quem denuncia religiosos corruptos são “idiotas e imbecis travestidos de crentes”. Silas aconselha: “Teu pastor é ladrão? Não está gostando? Sai e vai pra outra igreja”.

Já o padre Pedro Camilo, de Vila Velha, acha normal o papa ter um carro simples e ele um de luxo, de quase R$ 100 mil. Curioso, também, é que enquanto Francisco combate as incoerências da igreja, a Arquidiocese de Vitória deixa um cheiro de pizza eclesiástica no ar. Mas a Bíblia não deixou passar: justamente na data em que o padre renunciou sua paróquia, o Evangelho do dia ensinou: “Vaidade, tudo é vaidade”.

Por fim, engana-se, principalmente, quem diz que “o país não tem jeito”. Como destacou Amarildo, para termos hospitais e escolas no “padrão Fifa”, precisamos de eleitores no “padrão Fifa”. E não é porque muitos cometem erros que tais faltas tornam-se aceitáveis. Como escreveu o poeta francês Anatole France, “Se cinquenta milhões de pessoas dizem uma grande besteira, continua sendo uma grande besteira”.

Nossos choques de realidade são diários e o erro parece ser a regra ausente de exceções. A verdade, porém, vem nas palavras do escritor americano Claude McDonald: “Algumas vezes uma maioria simplesmente significa que os tolos estão do mesmo lado”. Engana-se quem pensa o contrário.

Gabriel Tebaldi, 19 anos, é estudante de História da Ufes

Fonte: A Gazeta

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ÓLEO DE PEROBA


(Foto: José Cruz - ABr)





















 Pressionados pela voz rouca das ruas, deputados federais mudaram de opinião nos últimos dias e rejeitaram a Proposta de Emenda Constitucional nº 37, que retirava do Ministério Público o direito de investigar. Em sessão na noite de terça-feira (25), a PEC 37 recebeu 430 votos contra e 9 a favor, além, de duas abstenções.
De autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), a proposta, que foi rotulada como PEC da Impunidade, foi impulsionada nos bastidores pelo Palácio do Planalto. O governo do PT tinha como objetivo oficializar a impunidade no País e, em caso de aprovação da PEC, não apenas manter o banditismo político inviolável, mas tentar, de forma desesperada, reverter as condenações recebidas pelos mensaleiros durante o julgamento da Ação Penal 470.
É verdade que seria uma manobra difícil e ruidosa, mas a incursão serviria de base para eventuais recursos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. No Direito Penal, qualquer mudança na legislação retroage somente nos casos em que beneficia o réu. O que se aplica no caso do Mensalão do PT, o maior escândalo de corrupção da história nacional, que por causa de acertos espúrios as investigações ficaram no meio do caminho.
A decisão de rejeitar a PEC 37 deixou claro, mais uma vez, que a classe política, como a folclórica mulher do malandro, só funciona à base da pressão e da intimidação. Não fossem os protestos, que mesmo tardios começam a mostrar eficácia, a impunidade teria se instalado de vez no País.
É importante destacar que não será por causa da decisão tomada na noite de terça-feira, no plenário da Câmara dos Deputados, que os políticos recuperarão a confiança do povo brasileiro. Política é um negócio próspero e milionário, que como tal é exclusividade de uma minoria criminosamente privilegiada. Qualquer arrefecimento na necessária vigilância da classe política permitirá a prorrogação do caos.
Fonte: Ucho.Info

O BRASIL PRECISA MUDAR E RETOMAR A DIGNIDADE





Políticos são eloquentes contumazes que enganam a opinião pública com palavrório visguento e de encomenda. Escondem a própria incompetência na mesma trincheira em que camuflam o banditismo de aluguel. Agem com tanta desenvoltura, que parte da população sequer percebe o grau de ousadia de quem mente com mais frequência do que ora.
Gostem ou não as autoridades, a política no Brasil é um próspero negócio, sempre em expansão. Pouco importa se a nação e o povo serão prejudicados. A ordem é manter em voga a armação ilimitada que tem levado o País a um quase irreversível grau de degradação. No contraponto, a cornucópia transgressora não cansa de soar na direção dos bolsos de uma minoria que deveria estar atrás das grades.
Quando um político é eleito pelas vias democráticas, o máximo que os descontentes podem fazer é protestar à sombra da lei. De nada adianta patrocinar um movimento a fórceps, pois perde-se a legitimidade do manifesto e da revolta. A inteligência e a coerência, sempre implacáveis, são as melhores armas contra políticos que insistem em ultrapassar as fronteiras do bom senso. E no Brasil tromba-se com essas figuras com facilidade que chega a impressionar. E é exatamente esse detalhe, a quantidade de utópicos, que faz com que a situação seja insustentável.
Quem conhece o modus operandi que impera na Esplanada dos Ministérios e adjacências, por exemplo, sabe que jamais o País viveu um período de tanta corrosão moral e despreparo por parte dos parlamentares, que fazem do mandato eletivo a senha para um seleto e privado reduto de escambos. Agem em questões políticas como se fossem rufiões da cidadania, sempre obrigada a se deitar com o escárnio que brota da vida pública.
Em termos políticos, o Brasil é uma nau à deriva em mares revoltos e sob a força de um teimoso furacão. A culpa por esse cenário nada simpático tem nome. Chama-se Dilma Vana Rousseff, a mulher que foi apresentada ao eleitorado como a garantia de continuidade. Essa filigrana do embuste oficial anunciava, pelo menos aos mais atentos, que Dilma seria uma marionete de luxo a alegrar a plateia sob o comando do antecessor.
A República e suas instituições estão sendo diuturnamente ultrajadas por um projeto totalitarista de poder, que não pode ser aceito em qualquer hipótese pelos brasileiros de bem. Em qualquer parte do planeta beira o inimaginável que um governante, diante de repentina crise política, se aconselhe com o chefe da corrupção e com um marqueteiro. Essa atitude explica o perigoso descontrole em que se encontra o País, situação que só não é mais grave porque não tem quem assuma responsabilidades imediatas com o cenário atual. Outrossim, a máquina estatal está dominada de tal forma que qualquer tentativa de mudança radical levaria o País ao colapso.
O Brasil foi saqueado contínua e paulatinamente nos últimos dez anos, mas algo precisa ser feito para reverter uma situação que no mínimo pode ser classificada como caótica. Nas ruas a sociedade resolveu soltar a voz na esteira de irrisórios vinte centavos, mas esse eco, que tanto encheu os brasileiros de orgulho, pode emudecer se a população permitir que armadilhas sejam esparramadas no caminho dos incautos. Eleger um incompetente é no máximo um equívoco, consentir com sua continuidade no cargo é irresponsabilidade.
Mudar não é substituir pessoas, muito menos patrocinar o revanchismo. Mudar é renovar ideias em favor do País e manter a integridade dos ideais pátrios. É impedir o avanço de projetos políticos obtusos, é combater a corrupção de forma incansável e ininterrupta. Mudar é repensar politicamente o País, é agir com coerência e planejamento. Mudar é não aceitar a trapaça dos donos do poder, como querem impor os bandoleiros palacianos. Mudar exige mudança de atitudes, requer compromisso. Mudar obriga que cada um se envolva na missão de devolver ao Brasil a dignidade como nação, algo pilhado por habilidosos saltimbancos. Mudar é preciso e a hora é agora. Mude para o Brasil mudar. Mude sem ficar mudo, pois a mudez impede a mudança.
Mude, pois o Brasil precisa desse gesto!
Ucho.Info

sábado, 22 de junho de 2013

ONDE ESTÃO OS POLÍTICOS ?

Onde estavam e o que pensavam a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Renato Casagrande (PSB), nossos deputados, prefeitos e vereadores, na noite de quinta-feira, enquanto a multidão ocupava as ruas do país num protesto legítimo e vândalos, de cara escondida, quebravam o patrimônio público sem medo da polícia? Por que o silêncio prolongado, por que palavras medidas?

Dilma trancafiou-se com parte de seu ministério no gabinete, por duas horas, ontem de manhã. Saiu manifestando perplexidade. Casagrande foi cumprir agenda oficial no interior do Estado. Não houve, nos primeiros momentos pós ato público, nenhuma palavra dos eleitos sobre o que ocorrera. Não havia o que dizer ou eles não sabiam por onde começar? Reservadamente, lideranças do Estado ouvidas pela coluna dizem que ainda é cedo para saber o que virá da onda de protestos. “A história está se desenrolando diante de nós. Não sabemos para que lado ir nem até quando vai essa indignação”, diz uma liderança da “direita”.

Outra figura – desta vez, da “esquerda” capixaba – frisa que há certo temor pelas reais intenções dos manifestantes. “Pode ser que a pauta se esgote e só sobre a anarquia nas ruas. Isso tem que ser medido”, pondera. As duas opiniões têm seu quê de razão.

Conforme a coluna destacou ontem, a marcha que reuniu milhares de brasileiros não tem uma pauta específica. Por isso, não se exige de ninguém uma resposta perfeita, ainda mais porque, se todas as insatisfações foram postas no mesmo pacote, talvez seja hora de alguém pensar em ações coletivas.

O povo grita contra a corrupção? É hora de demonstrar disposição para varrer da vida pública os corruptos, pondo fim à política do toma-lá-dá-cá e priorizar a eficiência da gestão. O Congresso que já assistiu ao destemor dos populares tem que levar a sério a reforma política.

Em cartazes postos ao longo da passeata de dois dias atrás, eram várias as pessoas manifestando-se contra a PEC 37 – proposta que quer tirar do Ministério Público o poder de investigação. Verdade que havia gente que notadamente não sabia o significado da sigla, mas o clima é propício para o Congresso sepultar o texto, jogando uma pá de cal sobre essa afronta à moralidade.

Já que crianças e adultos pedem escolas “padrão Fifa”, por que não anunciar um pacote de investimentos – com prazo e dinâmica factíveis – para virar a página da má educação no país? Há um clamor por escola digna de padrões internacionais e valorização dos professores. O mesmo vale para a rede pública de Saúde, hoje em frangalhos.

O povo foi para as ruas e pediu mudança. Se alguém “lá em cima” ainda não sabe como começar, talvez o primeiro passo necessário seja sair do gabinete. Os representantes do povo têm que ir para a rua, sentir o que sentem as pessoas. É preciso reaprender a ser povo.

Eduardo Fachetti - A Gazeta

sábado, 18 de maio de 2013

LULA E A FALTA DE ÉTICA


Sob o comando de Lula, o PT antecipou o início da campanha presidencial, cuja eleição se realiza daqui a 17 meses, de modo que tudo o que as lideranças do partido e do governo fazem e dizem deve ser considerado de uma perspectiva predominantemente eleitoral. E desse ponto de vista ganham importância as mais recentes declarações do chefe do PT que, do alto de seu irreprimível sentimento de onipotência, anda sendo acometido por surpreendentes surtos de franqueza. No lançamento de um livro hagiográfico dos 10 anos de governo petista, Lula garantiu que não existe político “irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético”. “Não existe”, reiterou. Vale como confissão.

Lula está errado. O que ele afirma serve mesmo é para comprovar os seus próprios defeitos. Seus oito anos na chefia do governo foram de uma dedicação exemplar à tarefa de mediocrizar o exercício da política, transformando-a, como nunca antes na história deste país, em nome de um equivocado conceito de governabilidade, num balcão de negócios cuja expressão máxima foi o episódio do mensalão.

É claro que Lula e o PT não inventaram o toma lá dá cá, a corrupção ativa e passiva, o peculato, a formação de quadrilha na vida pública. Apenas banalizaram a prática desses “malfeitos”, sob o pretexto de criar condições para o desenvolvimento de um programa “popular” de combate às injustiças e à desigualdade social. Durante oito anos, Lula não conseguiu enxergar criminosos em seu governo. Via, no máximo, “aloprados”, cujas cabeças nunca deixou de afagar. O nível de sua tolerância com os “malfeitos” refletiu-se no trabalho que Dilma Rousseff teve, no primeiro ano de seu mandato, para fazer uma “faxina” nos altos escalões do governo.

O que Lula pretende com suas destrambelhadas declarações sobre moral e ética na política é rebaixar a seu nível as relativamente pouco numerosas, mas sem dúvida alguma existentes, figuras combativas de políticos brasileiros que se esforçam – nos partidos, nos três níveis de governo, no Parlamento – para manter padrões de retidão e honestidade na política e na administração pública.

O verdadeiro espírito público não admite mistificação, manipulação, malversação. Ser tolerante com práticas imorais e antiéticas na vida pública pode até estigmatizar como réprobos aqueles que se recusam a se tornar autores ou cúmplices de atos que a consciência cívica da sociedade – e as leis – condenam. Mas não há índice de popularidade, por mais alto que seja, capaz de absolver indefinidamente os espertalhões bons de bico que exploram a miséria humana em benefício próprio. Aquela tolerância, afinal, caracteriza uma ofensa inominável não só aos políticos de genuíno espírito público que o País ainda pode se orgulhar de possuir, como à imensa maioria dos brasileiros que na sua vida diária mantêm inatacável padrão de honradez e dignidade.
Não é à toa que as manifestações públicas de Luiz Inácio Lula da Silva, além das manifestações de crescente megalomania, reservam sempre um bom espaço para o ataque aos “inimigos”. A imagem de Lula, o benfeitor da Pátria, necessita sobressair-se no permanente confronto com antagonistas. Na política externa, são os Estados Unidos. Aqui dentro, multiplicam-se, sempre sob a qualificação depreciativa de “direita”. Mas o alvo predileto é a mídia “monopolista” e “golpista” que se recusa a endossar tudo o que emana do lulopetismo.
Uma das últimas pérolas do repertório lulista é antológica: “Acho que determinados setores da comunicação estão exilados dentro do Brasil. Eles não estão compreendendo o que está acontecendo”. Essa obsessão no ataque à imprensa, que frequentemente se materializa na tentativa de impor o “controle social” da mídia no melhor estilo “bolivariano” – intenção a qual a presidente Dilma, faça-se justiça, tem se mantido firmemente refratária -, só não explica como, tendo a conspirar contra si todo o aparato de comunicação do País, o lulopetismo logrou vencer três eleições presidenciais consecutivas. O fato é que Lula e seus seguidores não se contentam com menos do que a unanimidade.

Editorial do Estadão

NÃO SOMOS LULAS

Lula olhou-se no espelho, contemplou a turma ao lado e consolou os companheiros presentes à quermesse dos 10 anos de governo petista com uma frase que desenhou um retrato em 3×4 dele próprio: “O político ideal que vocês desejam, aquele cara sabido, aquele cara probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral, aquele político que a imprensa vende que existe, mas que não existe, quem sabe esteja dentro de vocês”. Resumo da ópera: todos somos desonestos.

Somos todos iguais, endossou a reação da plateia, composta por devotos muito parecidos com o chefe da seita. Somos todos iguais, sugere o silêncio dos políticos honestos. Embora pareçam cada vez mais raros, existem os honestos no universo reduzido pelo palanque ambulante a um imenso Carandiru. Mas até agora nenhum ergueu a voz para rechaçar o insulto. A honradez tem pouca serventia se falta bravura.

Iguais coisa nenhuma, revidaram incontáveis brasileiros decentes. O ex-presidente mal terminara de decretar o nivelamento afrontoso e uma torrente de manifestações indignadas já inundava redes sociais, seções dos leitores e blogs ou sites da internet. Com diferentes palavras, emitiram o mesmo recado: não somos lulas, e somos milhões.

Augusto Nunes, @Veja

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SARNEY: PRIVILÉGIOS DE POLITICOS SÃO "HOMENAGEM À DEMOCRACIA"

O presidente do Senado, José Sarney, defende os privilégios dos políticos / Divulgação

 O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alegou em entrevista ao jornal "Zero Hora" publicada nesta segunda-feira que "os privilégios foram criados" para que "os deputados fossem livres e seus salários não os fizessem miseráveis". A afirmação é uma resposta às críticas direcionadas ao senador depois de ter usado um helicóptero da PM do Maranhão durante um passeio na ilha de Curupu, localizada no mesmo estado, onde tem casa, duas vezes este ano.
VOTE: Você concorda com a declaração de José Sarney?
"Quando a legislação diz que o presidente do Congresso tem direto a transporte de representação, estamos homenageando a democracia, cumprindo a liturgia das instituições"

- Quando a legislação diz que o presidente do Congresso tem direto a transporte de representação, estamos homenageando a democracia, cumprindo a liturgia das instituições. Por conta das prerrogativas do cargo, tenho direito a transporte de representação. Andei em um helicóptero do governo do Estado, não era particular - afirmou Sarney.
O ex-presidente comentou ainda a dedicação da música "Que país é este?" a ele pelo cantor Dinho Outro Preto duranteshow do Capital Inicial no Rock in Rio no último dia 24. Para o senador, "a crítica foi injusta". Ele lembrou que seu governo contribuiu "para a maior liberdade de expressão que já tivemos no país" e afirmou que a cultura e as artes "podem ser injustas, mas não podem deixar de ser livres".
Na entrevista, Sarney revelou que ambos os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva foram a sua casa pedir seu apoio. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, não deu continuidade à prática.
- Eu já tinha uma aliança com o PT. Fomos juntos para o governo - justificou o senador ao jornal gaúcho.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

QUE DEUS NOS AJUDE.


                                    ROMÁRIO, SARNEY, TIRIRICA E POPÓ

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ASSIM SÃO ESSES ESTRANHOS "MILICOS"

O que me assusta é que todos estão tendo saudades da ditadura militar...a que ponto chegamos...

E falava-se horrores do Andreazza!
Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras, um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.
Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha do que  nós, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era Professora do  Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ia de casa ao  trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do           centro do Rio.
Meu pai chamava isso de "os três dês do milico":  decência, decoro, discrição.

Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela construção da ponte  Rio-Niteroi, obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões de dólares  (Sim! Dois bilhões! De dólares!). Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que o corpo           pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul. Portanto, depois de  gerenciar tanta verba pública, bem administrada, diga-se de passagem,  morreu pobre.
Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckman Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em  acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas.
Ano passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em 1999, do último           Presidente militar. Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente.

Faça suas comparações com os políticos  de hoje e compare o estilo de vida do último Presidente brasileiro, de sua mulher, que frequenta o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais  caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais  altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com  o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores. Seus filhos enriqueceram da noite para o  dia.
Isto é que são políticos "populares".          

Tire suas  conclusões.

Fonte: ana cambraia anousca65@gmail.

domingo, 17 de julho de 2011

MAIS CORRUPÇÃO, NINGUÉM MERECE.

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí aponta que o deputado estadual Robert Rios (PC do B) usou R$ 9.455,70 da Assembleia Legislativa para pagar implantes de silicone para os seios para sua então mulher, em 2009.

O procedimento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Após o tribunal apontar as irregularidades, no ano passado, Rios devolveu o dinheiro.
O relatório integra a investigação da Polícia Federal sobre desvios de verbas no Legislativo piauiense.

No documento, o tribunal diz não ver "justificativa legal" para a despesa, "mormente quando se trata de procedimento cirúrgico eletivo e de natureza estética, que não objetivou salvar a vida da esposa do referido parlamentar".

O advogado de Rios, Willian Guimarães, disse que os implantes na então mulher do deputado foram colocados devido a "problemas de saúde", mas não soube dar detalhes do caso.

Nove deputados são suspeitos de desviar R$ 150 mi no Piauí

A Polícia Federal investiga nove deputados estaduais do Piauí suspeitos de envolvimento em esquema de desvios de recursos da Assembleia Legislativa do Estado.

Estima-se que eles podem ter causado prejuízo de R$ 150 milhões de 2008 a 2010. O orçamento anual da Assembleia é de cerca de R$ 100 milhões.

 Folha apurou que a Polícia Federal investiga o suposto esquema a partir de três fontes: desvios de verbas da folha de pagamento (com laranjas e funcionários fantasmas), verba de gabinete (com a utilização de notas frias) e fraudes em licitações.
O advogado Willian Guimarães, que defende seis deputados, negou que a investigação trate de desvios, mas não entrou em detalhes por conta do segredo de Justiça.
"O que está em discussão é a forma como os recursos estão sendo aplicados", disse o advogado.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

BRASILEIROS GUARDAM MAIS DINHEIRO NA SUIÇA DO QUE OS CHINESES.

Brasil tiene en los cofres de los bancos suizos más dinero que China, India o Arabia Saudí. Dinero ilegal. Eso, a pesar de una gran operación de la Policía Federal para evitar la fuga de capitales a los paraísos fiscales. El total podría ascender a 60.000 millones de dólares.


Según datos del banco central de Suiza publicados ayer por el diario O Estado de São Paulo, los brasileños tienen repartidos por lo menos 6.000 millones de dólares entre Ginebra, Zúrich y otros enclaves financieros del país. Esa es la cantidad oficialmente declarada ya que, según empleados de banca de bancos de Suiza y agentes que trabajan en la apertura de cuentas, la real podría ser diez veces mayor en virtud de que una parte importante de los fondos habrían pasado por los paraísos fiscales caribeños y, por tanto, no serían catalogados como brasileños en los registros bancarios.

Los datos oficiales apuntan que ningún otro país emergente ha registrado un aumento tan grande de fondos en entidades del país europeo. La fortuna de los brasileños es superior a la de China, India o Arabia Saudí.

Gran parte del dinero llegado de Brasil a los bancos suizos está clasificado como "operaciones fiduciarias", una categorización que implica que el banco no tenga obligación de presentarlo en sus balances. Todo el riesgo de las operaciones en las que intervengan esos importes corre a cargo del banco privado y no lo garantiza el banco central.

La etiqueta sirve para esconder innumerables fortunas de políticos y personalidades brasileñas. Sólo necesitan acreditar que el dinero no procede de actividades políticas.

El Gobierno de Brasil autoriza que sus ciudadanos tengan dinero en el extranjero siempre y cuando lo declaren y tributen a Hacienda. Sin embargo, ante la evidencia de que miles de millones de reales se esconden ilegalmente en Suiza, las autoridades están sopesando permitir que ese dinero pudiera volver legalmente al país después de pagar una cierta cuota de impuestos.

Fonte: El País - http://bit.ly/hZppdc