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sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
NOVA REBELIÃO NA BASE.
Em meio à crise política no governo, a presidente Dilma Rousseff enfrenta uma nova ameaça de rebelião em sua base política no Senado. Parte do PMDB ensaia aderir à proposta de Aécio Neves (PSDB-MG), que restringe os poderes do Executivo na edição de medidas provisórias.
Já o PT endureceu o discurso ontem ao anunciar que não vai apoiar o texto do tucano, mesmo depois de ter referendado o acordo que garantiu a aprovação da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A mudança de tom veio depois que a presidente Dilma Rousseff manifestou sua contrariedade à versão apresentada por Aécio.
Outro fator que irritou os petistas foi a derrubada de duas medidas provisórias no Senado, pela oposição. Elas perderam a validade. "O apoio será zero. Se for paz, será paz. Se for guerra, será guerra", disse o líder do PT, Humberto Costa (PE).
A oposição conseguiu impor derrota ao governo ao prolongar a sessão com inúmeros discursos até depois da meia-noite de anteontem, quando as duas MPs perderiam a validade.
Houve bate-boca, gritaria e troca de insultos depois que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentou acelerar a sessão para votar pelo menos uma das MPs.
Uma das medidas que deixou de vigorar cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para gerir os hospitais universitários. A outra reajusta o valor da bolsa para médicos residentes.
Alguns petistas atribuíram a derrota do governo ao líder Romero Jucá (PMDB-RR) --que negociou a votação para o último dia antes de as MPs perderem a validade.
Autor da proposta original, o senador José Sarney (PMDB-AP) busca um acordo. O principal ponto que desagrada ao governo no relatório de Aécio é a criação de uma comissão que vai decidir se uma MP deve vigorar.
A ideia de Sarney é que as MPs passem apenas pelo crivo das comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado.
Fonte: Folha.com
Já o PT endureceu o discurso ontem ao anunciar que não vai apoiar o texto do tucano, mesmo depois de ter referendado o acordo que garantiu a aprovação da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A mudança de tom veio depois que a presidente Dilma Rousseff manifestou sua contrariedade à versão apresentada por Aécio.
Outro fator que irritou os petistas foi a derrubada de duas medidas provisórias no Senado, pela oposição. Elas perderam a validade. "O apoio será zero. Se for paz, será paz. Se for guerra, será guerra", disse o líder do PT, Humberto Costa (PE).
A oposição conseguiu impor derrota ao governo ao prolongar a sessão com inúmeros discursos até depois da meia-noite de anteontem, quando as duas MPs perderiam a validade.
Houve bate-boca, gritaria e troca de insultos depois que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentou acelerar a sessão para votar pelo menos uma das MPs.
Uma das medidas que deixou de vigorar cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para gerir os hospitais universitários. A outra reajusta o valor da bolsa para médicos residentes.
Alguns petistas atribuíram a derrota do governo ao líder Romero Jucá (PMDB-RR) --que negociou a votação para o último dia antes de as MPs perderem a validade.
Autor da proposta original, o senador José Sarney (PMDB-AP) busca um acordo. O principal ponto que desagrada ao governo no relatório de Aécio é a criação de uma comissão que vai decidir se uma MP deve vigorar.
A ideia de Sarney é que as MPs passem apenas pelo crivo das comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado.
Fonte: Folha.com
SENHORA PRESIDENTE.
Não votei na senhora. Aliás, em São Paulo, o lulismo nunca deu muito certo. Vocês já disputaram várias eleições por aqui. Para governador não levaram nenhuma. E isso desde a fundação do PT. Já em 1982, quando foi realizada a primeira eleição direta para o cargo - eu bem me recordo -, o próprio Lula se apresentou como candidato e levou uma bela surra: acabou em quarto lugar. Eleições para presidente, de seis vocês só levaram uma, a de 2002. E já no pleito seguinte foram sovados novamente.
O povo daqui é ordeiro e trabalhador. Vai ver que é por isso que não gosta de vocês. Pelo menos a maior parte dele. A gente torce o nariz à forma como os petistas fazem política.
Vocês se deram bem no começo por se dizerem diferentes de tudo o que existia. Agora, quatro décadas passadas, continuam a se achar assim. São ripongas, ou seja, hippies fora de época: gente que não soube envelhecer com dignidade.
O fato é que a hora da revolução já passou. E, quando passou, vocês estavam dormindo. Paciência. Como leão desdentado também ruge, vocês, petistas, acreditam poder continuar na estrada.
Naquelas "pré-históricas" eleições de 1982, o slogan do partido era: "Vote em Lula, um brasileiro igualzinho a você". Para reforçar o apelo, o candidato deixou a gravata e o paletó de lado e comparecia aos debates televisivos apenas com uma camiseta. Não funcionou. Pesquisas posteriores demonstraram que as pessoas, em geral, pensavam: "Se ele é igual à gente, por que não vem aqui pegar no pesado? Nós queremos votar em alguém que seja melhor".
Bem, senhora presidente, como Vossa Excelência não é daqui e naquela época nem sequer era petista, esses assuntos devem parecer-lhe tediosos. Vamos, então, direto ao que realmente interessa.
Acontece que nós, paulistas, mesmo não tendo contribuído para a sua vitória eleitoral, por alguns momentos acreditamos que o seu governo, em relação ao anterior, representaria um avanço. Ainda antes de ser empossada, a senhora cuidou de descartar Celso Amorim, encerrando, assim, a política externa de "pragmatismo irresponsável" que ele representava. A gente passava vergonha lá fora com as diabruras do ex-chanceler. Ele que vá procurar emprego no Irã ou na Venezuela.
Essa sua atitude, presidente Dilma, contribuiu muito para incrementar o seu prestígio por aqui. Aumentou a nossa esperança no futuro. Também quando a senhora confrontou as centrais sindicais, no início do ano, a imagem que nos passou foi a de uma nova "dama de ferro". E isso alimentou ainda mais os nossos bons augúrios.
Mas, vou ser sincero, é muito frustrante perceber que todas essas nossas expectativas estão se demonstrando vãs, em razão dos fatos ocorridos nos últimos tempos. O que parece é que os governantes da era lulista têm sido muito infelizes com as suas escolhas para a Casa Civil. Os que ousam sentar-se naquela cadeira quase sempre dela são ejetados. E ficam, para sempre, sob suspeita.
Todos nós sabemos, senhora presidente, que Antônio Palocci tem sido o seu principal auxiliar no governo. Como o foi também Erenice Guerra, na gestão anterior. E antes disso havia, ainda, José Dirceu. Pelo visto, somente a senhora, no posto, teve um comportamento irreprovável.
De duas, uma. Se a senhora realmente acredita que os dois primeiros sejam inocentes, saia imediatamente em defesa deles. Não se conhece nenhuma palavra sua nesse sentido. E ambos foram escolhidos pessoalmente pela senhora. Omitir-se, simplesmente, não lhe fica bem. Ou, então, se não pretende arder no inferno com eles, a senhora deve assumir que selecionar recursos humanos não é mesmo o seu forte. Cuide de bem administrar e delegue essa tarefa à alta burocracia do Estado, aos partidos que a apoiam ou - quem sabe - até mesmo a uma empresa de headhunting.
Mas, até agora, não se verificou nem uma coisa nem outra. Essa omissão acabou contribuindo para que a sua estrela esmaecesse e a de seu antecessor voltasse a brilhar.
Creio que é esse o ponto, senhora presidente. Todos nós, brasileiros - tendo ou não sufragado seu nome -, esperamos que a senhora se revele uma pessoa superior ao cidadão comum. Eu, pelo menos, tinha essa expectativa. Não a apoiei, mas entendia que, uma vez eleita, a senhora se imbuiria de sua missão. E com isso encorpasse, crescesse e ganhasse grandeza.
De um estadista, dona Dilma, não se requer, tão somente, que seja eficiente. É preciso, também, que seja eficaz. E que se mostre efetivo.
Superar-se, senhora presidente, não significa apenas pretender impor a sua vontade aos outros, mas também compreender que, na política - como na vida -, a gente não faz apenas o que quer, mas também aquilo que pode. Os parlamentares que estão no Congresso Nacional foram igualmente eleitos pelo voto popular. E, portanto, eles se sabem tão legítimos quanto a senhora. Não vale a pena confrontá-los.
É preciso ousadia, é certo. Como dizia Tancredo Neves, "ninguém chega ao Rubicão para pescar". Nem para apenas molhar os pés.
Mas é preciso, também, saber conversar. E a senhora, pelo visto, não sabe e não quer dialogar com ninguém.
A História esta aí para mostrar: os governantes que fizeram a diferença foram todos excelentes negociadores. Criavam os seus consensos, compunham as suas maiorias e sabiam, enfim, como empolgar com os seus próprios enredos.
Por outro lado, na vigência da democracia, no último meio século, apenas três presidentes acreditaram ser possível governar sem o Parlamento: um renunciou, outro foi deposto e o terceiro acabou impedido.
João Mellão Neto - O Estado de S.Paulo
O povo daqui é ordeiro e trabalhador. Vai ver que é por isso que não gosta de vocês. Pelo menos a maior parte dele. A gente torce o nariz à forma como os petistas fazem política.
Vocês se deram bem no começo por se dizerem diferentes de tudo o que existia. Agora, quatro décadas passadas, continuam a se achar assim. São ripongas, ou seja, hippies fora de época: gente que não soube envelhecer com dignidade.
O fato é que a hora da revolução já passou. E, quando passou, vocês estavam dormindo. Paciência. Como leão desdentado também ruge, vocês, petistas, acreditam poder continuar na estrada.
Naquelas "pré-históricas" eleições de 1982, o slogan do partido era: "Vote em Lula, um brasileiro igualzinho a você". Para reforçar o apelo, o candidato deixou a gravata e o paletó de lado e comparecia aos debates televisivos apenas com uma camiseta. Não funcionou. Pesquisas posteriores demonstraram que as pessoas, em geral, pensavam: "Se ele é igual à gente, por que não vem aqui pegar no pesado? Nós queremos votar em alguém que seja melhor".
Bem, senhora presidente, como Vossa Excelência não é daqui e naquela época nem sequer era petista, esses assuntos devem parecer-lhe tediosos. Vamos, então, direto ao que realmente interessa.
Acontece que nós, paulistas, mesmo não tendo contribuído para a sua vitória eleitoral, por alguns momentos acreditamos que o seu governo, em relação ao anterior, representaria um avanço. Ainda antes de ser empossada, a senhora cuidou de descartar Celso Amorim, encerrando, assim, a política externa de "pragmatismo irresponsável" que ele representava. A gente passava vergonha lá fora com as diabruras do ex-chanceler. Ele que vá procurar emprego no Irã ou na Venezuela.
Essa sua atitude, presidente Dilma, contribuiu muito para incrementar o seu prestígio por aqui. Aumentou a nossa esperança no futuro. Também quando a senhora confrontou as centrais sindicais, no início do ano, a imagem que nos passou foi a de uma nova "dama de ferro". E isso alimentou ainda mais os nossos bons augúrios.
Mas, vou ser sincero, é muito frustrante perceber que todas essas nossas expectativas estão se demonstrando vãs, em razão dos fatos ocorridos nos últimos tempos. O que parece é que os governantes da era lulista têm sido muito infelizes com as suas escolhas para a Casa Civil. Os que ousam sentar-se naquela cadeira quase sempre dela são ejetados. E ficam, para sempre, sob suspeita.
Todos nós sabemos, senhora presidente, que Antônio Palocci tem sido o seu principal auxiliar no governo. Como o foi também Erenice Guerra, na gestão anterior. E antes disso havia, ainda, José Dirceu. Pelo visto, somente a senhora, no posto, teve um comportamento irreprovável.
De duas, uma. Se a senhora realmente acredita que os dois primeiros sejam inocentes, saia imediatamente em defesa deles. Não se conhece nenhuma palavra sua nesse sentido. E ambos foram escolhidos pessoalmente pela senhora. Omitir-se, simplesmente, não lhe fica bem. Ou, então, se não pretende arder no inferno com eles, a senhora deve assumir que selecionar recursos humanos não é mesmo o seu forte. Cuide de bem administrar e delegue essa tarefa à alta burocracia do Estado, aos partidos que a apoiam ou - quem sabe - até mesmo a uma empresa de headhunting.
Mas, até agora, não se verificou nem uma coisa nem outra. Essa omissão acabou contribuindo para que a sua estrela esmaecesse e a de seu antecessor voltasse a brilhar.
Creio que é esse o ponto, senhora presidente. Todos nós, brasileiros - tendo ou não sufragado seu nome -, esperamos que a senhora se revele uma pessoa superior ao cidadão comum. Eu, pelo menos, tinha essa expectativa. Não a apoiei, mas entendia que, uma vez eleita, a senhora se imbuiria de sua missão. E com isso encorpasse, crescesse e ganhasse grandeza.
De um estadista, dona Dilma, não se requer, tão somente, que seja eficiente. É preciso, também, que seja eficaz. E que se mostre efetivo.
Superar-se, senhora presidente, não significa apenas pretender impor a sua vontade aos outros, mas também compreender que, na política - como na vida -, a gente não faz apenas o que quer, mas também aquilo que pode. Os parlamentares que estão no Congresso Nacional foram igualmente eleitos pelo voto popular. E, portanto, eles se sabem tão legítimos quanto a senhora. Não vale a pena confrontá-los.
É preciso ousadia, é certo. Como dizia Tancredo Neves, "ninguém chega ao Rubicão para pescar". Nem para apenas molhar os pés.
Mas é preciso, também, saber conversar. E a senhora, pelo visto, não sabe e não quer dialogar com ninguém.
A História esta aí para mostrar: os governantes que fizeram a diferença foram todos excelentes negociadores. Criavam os seus consensos, compunham as suas maiorias e sabiam, enfim, como empolgar com os seus próprios enredos.
Por outro lado, na vigência da democracia, no último meio século, apenas três presidentes acreditaram ser possível governar sem o Parlamento: um renunciou, outro foi deposto e o terceiro acabou impedido.
João Mellão Neto - O Estado de S.Paulo
O PENETRA.
Menos constrangimento causaria o convidado a uma cerimônia de casamento que levantasse a mão diante da pergunta do padre se haveria ali alguém contra a celebração do matrimônio. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, foi nesta quinta-feira, 2, a imagem de um penetra dentro do governo que o abriga. E empanou, com sua presença, a festa do lançamento da principal bandeira do governo Dilma, o Brasil sem Miséria.
Esculpido para ser a marca da política social da gestão da petista, o programa travestiu-se - à revelia do Planalto - em antídoto contra a crise provocada pela revelação da fortuna não explicada de Palocci. O chefe da Casa Civil, embora sentado e sem ter sido escalado para discursar, parecia desfilar com a mão levantada pelos salões do Planalto.
Na política brasiliense, o simbolismo conta. Cada imagem é calculada para produzir efeitos. O enorme painel com a palavra "pobreza" pretendia mostrar um governo em ação. A imagem, no entanto, pousou sobre a cabeça de um sorridente Palocci. E foi captada pelos fotógrafos como síntese da reunião.
Antes da posse, Dilma começou a engendrar seu plano de combate à pobreza, algo híbrido, que fosse ao mesmo tempo tributário do Bolsa Família, mas que conduzisse sua marca pessoal.
A presença do ministro foi protocolar. Evitado pelo vice-presidente Michel Temer, liderança peemedebista com poder de desestabilizar a situação do petista no Congresso, Palocci foi mencionado por Dilma uma única vez, na apresentação dos presentes: enfim, um convidado incômodo.
Fonte: O Estadão
Esculpido para ser a marca da política social da gestão da petista, o programa travestiu-se - à revelia do Planalto - em antídoto contra a crise provocada pela revelação da fortuna não explicada de Palocci. O chefe da Casa Civil, embora sentado e sem ter sido escalado para discursar, parecia desfilar com a mão levantada pelos salões do Planalto.
Na política brasiliense, o simbolismo conta. Cada imagem é calculada para produzir efeitos. O enorme painel com a palavra "pobreza" pretendia mostrar um governo em ação. A imagem, no entanto, pousou sobre a cabeça de um sorridente Palocci. E foi captada pelos fotógrafos como síntese da reunião.
Antes da posse, Dilma começou a engendrar seu plano de combate à pobreza, algo híbrido, que fosse ao mesmo tempo tributário do Bolsa Família, mas que conduzisse sua marca pessoal.
A presença do ministro foi protocolar. Evitado pelo vice-presidente Michel Temer, liderança peemedebista com poder de desestabilizar a situação do petista no Congresso, Palocci foi mencionado por Dilma uma única vez, na apresentação dos presentes: enfim, um convidado incômodo.
Fonte: O Estadão
quinta-feira, 2 de junho de 2011
SARNEY REESCREVE A HISTÓRIA.
Monumento vivo ao mandonismo, ao fisiologismo, ao compadrio, ao nepotismo, ao tráfico de influência - a tudo, enfim, o que de pior existe na política brasileira -, o presidente do Senado, José Sarney, resolveu reescrever a História do Brasil, menosprezando a opinião pública e depreciando um dos mais edificantes momentos de mobilização cívica que a Nação viveu nos últimos tempos. Para Sarney, o afastamento de Fernando Collor da Presidência da República, em 1992, "não é marcante", pois se trata de "apenas um acidente que não devia ter acontecido na História do Brasil". O impeachment do "caçador de marajás" na verdade não chegou a acontecer como decisão do Congresso. Formalmente, Collor renunciou à Presidência. Mas só o fez porque a cassação de seu mandato se tornara inevitável como resultado do processo de impeachment provocado pelas denúncias de corrupção em seu governo. O Parlamento teve, portanto, papel decisivo na renúncia.
Mesmo assim, esse episódio foi banido da galeria de eventos históricos do Congresso, reinaugurada na terça-feira por Sarney no "túnel do tempo", o amplo corredor que liga os gabinetes dos senadores ao plenário da Câmara Alta. No dia seguinte Sarney recuou, determinando a reinclusão do episódio na galeria. Mas nada apaga o despautério da véspera.
Diante da perplexidade geral causada pela omissão, Sarney ordenara à Secretaria de Comunicação Social do Senado, em nota oficial, botar a culpa nos historiadores: "A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional. A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o Parlamento como poder republicano". Sarney reinterpretava a seu modo a Constituição, que atribui ao Poder Legislativo também a responsabilidade pela fiscalização dos atos do Executivo. Para ele, essa responsabilidade é secundária. Caso contrário não teria acatado - para depois voltar atrás - o critério dos "historiadores". Que foram generosos na valorização do papel do próprio Sarney em episódios como o da aprovação do projeto que assegura tratamento gratuito aos portadores de aids.
Certamente no afã de fazer sua parte no conchavo que tornou o agora senador Fernando Collor um de seus fiéis aliados, o experiente José Sarney, um dos principais fiadores políticos do governo do PT, pisou em falso - como ele próprio parece ter percebido - ao depreciar publicamente o papel dos "caras-pintadas" de 1992, os jovens que empolgaram a Nação com sua indignação contra os desmandos de um governo corrupto e acabaram provocando a renúncia do primeiro presidente eleito pelo povo na "Nova República". Vai ser difícil para os jovens de 1992 ou para qualquer brasileiro imbuído de sentimento cívico e, por isso mesmo, orgulhoso da mobilização que levou à queda de Collor engolir a desfeita de Sarney. Não foi à toa que o presidente do Senado se apressou a dar o dito por não dito. Falseando a História para bajular Collor, Sarney correu o risco de acender o estopim de uma onda nacional de indignação - o que é tudo de que o Palácio do Planalto não precisa, estando em curso o escândalo Palocci.
Sempre restará ao presidente do Senado protestar inocência, atribuindo a falsificação da História a uma conspiração de seus adversários para "fragilizar as instituições". Durante os últimos anos, sob a presidência do senador e de seu irmão de fé Renan Calheiros, a administração da Câmara Alta protagonizou escândalos capazes de fazer corar um monge de pedra.
Mas Sarney tem a consciência tranquila, como revelou dias atrás, ao discursar na comemoração dos 185 anos do Senado: "Identifico muito essa campanha contra o Senado ao fato de ele ser uma casa forte, a quem o Brasil deve muito com relação a sua construção. Em um momento em que se procura fragilizar instituições no Brasil, ataca-se muito o Senado, porque aqui continuamos a ser uma fonte permanente de ajuda ao Brasil". De autoajuda, melhor diria.
Fonte: O Estadão - http://bit.ly/ldRFwW
Mesmo assim, esse episódio foi banido da galeria de eventos históricos do Congresso, reinaugurada na terça-feira por Sarney no "túnel do tempo", o amplo corredor que liga os gabinetes dos senadores ao plenário da Câmara Alta. No dia seguinte Sarney recuou, determinando a reinclusão do episódio na galeria. Mas nada apaga o despautério da véspera.
Diante da perplexidade geral causada pela omissão, Sarney ordenara à Secretaria de Comunicação Social do Senado, em nota oficial, botar a culpa nos historiadores: "A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional. A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o Parlamento como poder republicano". Sarney reinterpretava a seu modo a Constituição, que atribui ao Poder Legislativo também a responsabilidade pela fiscalização dos atos do Executivo. Para ele, essa responsabilidade é secundária. Caso contrário não teria acatado - para depois voltar atrás - o critério dos "historiadores". Que foram generosos na valorização do papel do próprio Sarney em episódios como o da aprovação do projeto que assegura tratamento gratuito aos portadores de aids.
Certamente no afã de fazer sua parte no conchavo que tornou o agora senador Fernando Collor um de seus fiéis aliados, o experiente José Sarney, um dos principais fiadores políticos do governo do PT, pisou em falso - como ele próprio parece ter percebido - ao depreciar publicamente o papel dos "caras-pintadas" de 1992, os jovens que empolgaram a Nação com sua indignação contra os desmandos de um governo corrupto e acabaram provocando a renúncia do primeiro presidente eleito pelo povo na "Nova República". Vai ser difícil para os jovens de 1992 ou para qualquer brasileiro imbuído de sentimento cívico e, por isso mesmo, orgulhoso da mobilização que levou à queda de Collor engolir a desfeita de Sarney. Não foi à toa que o presidente do Senado se apressou a dar o dito por não dito. Falseando a História para bajular Collor, Sarney correu o risco de acender o estopim de uma onda nacional de indignação - o que é tudo de que o Palácio do Planalto não precisa, estando em curso o escândalo Palocci.
Sempre restará ao presidente do Senado protestar inocência, atribuindo a falsificação da História a uma conspiração de seus adversários para "fragilizar as instituições". Durante os últimos anos, sob a presidência do senador e de seu irmão de fé Renan Calheiros, a administração da Câmara Alta protagonizou escândalos capazes de fazer corar um monge de pedra.
Mas Sarney tem a consciência tranquila, como revelou dias atrás, ao discursar na comemoração dos 185 anos do Senado: "Identifico muito essa campanha contra o Senado ao fato de ele ser uma casa forte, a quem o Brasil deve muito com relação a sua construção. Em um momento em que se procura fragilizar instituições no Brasil, ataca-se muito o Senado, porque aqui continuamos a ser uma fonte permanente de ajuda ao Brasil". De autoajuda, melhor diria.
Fonte: O Estadão - http://bit.ly/ldRFwW
A TRAJETÓRIA DE UM GIGANTE FINANCEIRO.
Nascemos no sopé de uma montanha. Alguns por deficiências congênitas ou por diversas razões, num buraco no sopé.
O buraco pode ser maior ou menor, depende da fatalidade que acompanha o nascituro.
A partir do sopé, iremos crescendo e galgando a montanha na esperança de, seguindo acima e avante, alcançar alturas melhores, o que significaria um avanço, tanto no crescimento como na obtenção de conhecimento, de bem estar, de riquezas, de amizades, enfim de vida.
Cada indivíduo pois, traça o seu caminho. Basta seguirmos a trilha deixada por um cidadão para verificarmos a trajetória de sua vida pessoal.
As trilhas se multiplicam, desde as vergonhosas até as mais brilhantes. Podemos ter uma trilha maravilhosa e, no entanto o seu responsável não chegou ao topo, parou numa certa altura, mas quando analisamos a sua luta, o seu esforço e a sua dedicação, não titubeamos em cumprimentá - lo, eis um grande homem.
Outros vão longe, e muito, no topo ou quase.
Como sempre, a dimensão da criatura poderá ser avaliada quando analisamos a sua trilha.
O Palocci foi longe. Para muitos, longe demais.
Isoladamente, juram seus inimigos, ainda estaria no início da montanha. Nas asas do PT recebeu um estrondoso impulso, e lá foi ele, aos píncaros.
Na sua trilha, aqui e acolá montículos ou grandes montes de fedorentos excrementos.
Palocci nunca se importou com o mau cheiro, e seguiu em frente.
Em cada montículo obrado um bilhete esclarecedor.
Temos os montículos de quando foi prefeito de Ribeirão Preto, acusado de receber propina de uma empresa que teria favorecido em licitações da prefeitura; ainda em Ribeirão Preto, o montículo por fraude das cestas básicas; sem contar o montículo da empresa G Tech; tem o montículo do mensalão; tem o caso do Francenildo, e agora o montículo do enriquecimento a jato, e sem maiores delongas, simples assim.
Todos os montículos exalam forte mau - cheiro. O Palocci sobe, mas o estrago fica.
Não fosse um bando de amigos, Palocci poderia estar atrás das grades.
Seus amigos são leais, poderosos e imbatíveis. Atuam em frentes de combate. Acionam todas as armas de defesa e circundam seu apadrinhado com uma barreira intransponível de proteção.
Na verdade, eles possuem a experiência, as ferramentas e sabem como anular, eliminar e desmoralizar qualquer acusação e usam odores deleitantes para disfarçar a fedentina de seus montículos.
Atualmente, alguém mais uma vez está gritando, “olha o que o Palocci fez”.
Deve ser um inimigo, um desclassificado que insiste em denegrir a brilhante trajetória do novo Midas rumo às estrelas.
Quanto ao mau – cheiro, quem está acima não sente (?), mas quem esta abaixo, valha – nos Deus.
Fonte: Valmir Fonseca Azevedo Pereira
O buraco pode ser maior ou menor, depende da fatalidade que acompanha o nascituro.
A partir do sopé, iremos crescendo e galgando a montanha na esperança de, seguindo acima e avante, alcançar alturas melhores, o que significaria um avanço, tanto no crescimento como na obtenção de conhecimento, de bem estar, de riquezas, de amizades, enfim de vida.
Cada indivíduo pois, traça o seu caminho. Basta seguirmos a trilha deixada por um cidadão para verificarmos a trajetória de sua vida pessoal.
As trilhas se multiplicam, desde as vergonhosas até as mais brilhantes. Podemos ter uma trilha maravilhosa e, no entanto o seu responsável não chegou ao topo, parou numa certa altura, mas quando analisamos a sua luta, o seu esforço e a sua dedicação, não titubeamos em cumprimentá - lo, eis um grande homem.
Outros vão longe, e muito, no topo ou quase.
Como sempre, a dimensão da criatura poderá ser avaliada quando analisamos a sua trilha.
O Palocci foi longe. Para muitos, longe demais.
Isoladamente, juram seus inimigos, ainda estaria no início da montanha. Nas asas do PT recebeu um estrondoso impulso, e lá foi ele, aos píncaros.
Na sua trilha, aqui e acolá montículos ou grandes montes de fedorentos excrementos.
Palocci nunca se importou com o mau cheiro, e seguiu em frente.
Em cada montículo obrado um bilhete esclarecedor.
Temos os montículos de quando foi prefeito de Ribeirão Preto, acusado de receber propina de uma empresa que teria favorecido em licitações da prefeitura; ainda em Ribeirão Preto, o montículo por fraude das cestas básicas; sem contar o montículo da empresa G Tech; tem o montículo do mensalão; tem o caso do Francenildo, e agora o montículo do enriquecimento a jato, e sem maiores delongas, simples assim.
Todos os montículos exalam forte mau - cheiro. O Palocci sobe, mas o estrago fica.
Não fosse um bando de amigos, Palocci poderia estar atrás das grades.
Seus amigos são leais, poderosos e imbatíveis. Atuam em frentes de combate. Acionam todas as armas de defesa e circundam seu apadrinhado com uma barreira intransponível de proteção.
Na verdade, eles possuem a experiência, as ferramentas e sabem como anular, eliminar e desmoralizar qualquer acusação e usam odores deleitantes para disfarçar a fedentina de seus montículos.
Atualmente, alguém mais uma vez está gritando, “olha o que o Palocci fez”.
Deve ser um inimigo, um desclassificado que insiste em denegrir a brilhante trajetória do novo Midas rumo às estrelas.
Quanto ao mau – cheiro, quem está acima não sente (?), mas quem esta abaixo, valha – nos Deus.
Fonte: Valmir Fonseca Azevedo Pereira
QUEM GOVERNA?
A aparição do ex-presidente Luiz Inácio com objetivo de socorrer sua afilhada política, Dilma Rousseff, por conta do escândalo provocado pelo meteórico enriquecimento do ex-trotskista, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da fazenda, ex-deputado federal, atual chefe da Casa Civil e braço direito da presidente, Antonio Palocci, merece algumas reflexões.
Em fotos estampadas em jornais Luiz Inácio apareceu eufórico entre senadores do PT quase genuflexos diante do chefe. De calça branca ao ex-presidente só faltavam os sapatos bicolores e o chapéu de panamá para completar o traje porque, como todos sabem, a política é feita de malandragem, assumindo frequentemente aspectos de capoeira.
Luiz Inácio, confortável em seu terceiro mandato, reuniu-se com partidos satélites do PT, almoçou com sua afilhada e o reincidente Palocci, deu muitos conselhos a Rousseff que prontamente obedeceu aos ditames do tutor. Ela deixou por breves momentos seu silêncio sepulcral, seu recolhimento misterioso e veio a público defender o risonho Palocci, mudo como a ex-primeira-dama Marisa Letícia que parece ter feito escola.
Não se sabe, porém, se a aparição de Rousseff apaziguou os ânimos das bases aliadas, que andam um tanto desalinhadas, se despistou as incríveis fábulas ganhas por um de seus “três porquinhos” de campanha.
A presidenta, como Rousseff gosta de ser chamada sendo, portanto, uma governanta e não uma governante, não pronunciou a famosa frase petista quando a situação aperta: “assunto encerrado”. Não conseguiu acabar com a encrenca Palocci e, pior, lançou dúvidas sobre o cargo presidencial sendo lícito perguntar: quem governa?
Como se sabe foi Luiz Inácio quem praticamente compôs o atual ministério indicando, pelo menos, os ministros mais importantes. E se chegou a dizer, segundo a imprensa, que sem Palocci o governo de Rousseff se arrastaria até o fim, isto significa que não confia tanto assim na eficiência de sua sucessora como apregoava na campanha. Por que, então, a colocou lá?
Bem, em primeiro lugar, porque os possíveis quadros de seu partido não tinham condição de disputar nenhum cargo eletivo, ainda mais a presidência da República. Entre eles, José Dirceu, outro ministro da Casa Civil que teve sérios problemas com algo chamado eufemisticamente de “mensalão”, que na linguagem usual é denominado de suborno e punido como crime nos países onde as leis funcionam. Dirceu voltou à Câmara de deputados, foi cassado e chamado por uma autoridade do Judiciário de “chefe da quadrilha” do “mensalão”, o que não o impediu de ser feliz em suas consultorias e de ter continuado a exercer influência no PT. Dirceu está certo de que será perdoado de todas suas culpas na Justiça, como Palocci o foi e todos os “mensaleiros” serão. Então, quem sabe, alcançará seus sonhos mais elevados.
Entre os muitos “quadrilheiros” do “mensalão” estava também Delúbio Soares, tesoureiro do PT, que por ter seguido a lei omertá e assumido todas as culpas dos companheiros durante muito tempo teve em sua recente volta ao partido calorosa recepção. Impressionante contraste com o PT de outrora que se dizia o único partido ético, aquele que viria para mudar o que estava errado, inclusive, a corrupção.
Nos mandatos de Luiz Inácio a avalanche de escândalos nunca antes havida neste país foi bem assimilada pela sociedade, enquanto o presidente da República dizia nada saber a respeito dos fatos mesmo quando as falcatruas eram praticadas por seus subordinados mais próximos e mais íntimos.
Agora, no governo PT/Rousseff, o escândalo inicial atingiu novamente a Casa Civil, que teve como inquilina anterior a ministra chamada jocosamente de Erê 6%, conhecida por suas práticas nada edificantes no exercício da função e que foi o braço direito da atual governanta. Também Erê parece seguir seu caminho sem medo de ser feliz.
Em segundo lugar, Luiz Inácio, sem opção para indicar seu sucessor entre companheiros de partido, parece ter pinçado Dilma Rousseff não por suas qualidades de excelência gerencial, mas, exatamente pela falta destas. Desse modo, se a herança maldita lulista na economia e na política seguir pesada demais, em quem o povo porá a culpa? Em Rousseff e não naquele que virá novamente para salvar pobres e oprimidos em 2014. Afinal, o PT não pretende sair do poder pelo menos nos próximos 20 anos e já traçou seus caminhos facilitados pela ausência de oposições coerentes e firmes, pela falta de Poder Judiciário que puna crimes e abusos e da eficácia da propaganda que mantém a bestificação popular.
Palocci pode até ser beatificado junto com irmã Dulce, contudo, as ciladas do poder não garantem que roteiros traçados de antemão se realizem. Os aliados de hoje podem ser os adversários de amanhã no jogo pesado das ambições. Diante dos acontecimentos é cedo ainda para saber quem governa ou governará, se Luiz Inácio, Dilma Rousseff ou Michel Temer.
Maria Lucia Victor Barbosa.
NÓ EM FUMAÇA (By Marco Sobreira)
Essa base aliada da Dilma parece nos querer fazer de bobos ou acham que nós somos alienados demais para não perceber as jogadas ridículos que protagonizam. Esse episódio da convocação do Palocci na Comissão de Agricultura da Câmara é o exemplo do que estou falando. Quem, na sua perfeita capacidade de raciocínio pode acreditar naquela palhaçada? Querer nos fazer acreditar que o Palocci foi convocado por uma ação golpista da oposição, é no mínimo uma afronta à nossa inteligência.
Sabemos que no Congresso não tem ninguém bobo ou inocente, se assim o fosse não chegariam lá, cobra engolindo cobra, terra de lobos, o mais simplório deles dá nó em fumaça, podem acreditar. O Ministro foi convocado porque a base aliada assim o quis, assisti ao momento da votação, maioria esmagadora dos governistas e o que fizeram? Não se manifestaram e o Presidente da Comissão corretamente deu o requerimento por aprovado.
A quem interessa a fragilidade da Presidente? Lula naturalmente esfrega as mãos de satisfação, vão deixar o Governo sangrar, e farão romaria para chamá-lo para salvar a Pátria. QUEM VIVER VERÁ!!!
Golpe contra as normas instituídas é o Presidente da Câmara suspender sob pressão do Planalto um resultado de votação legal, basta assistir ao vídeo para comprovar a veracidade do resultado. O que está em jogo aqui é a independência do Poder Legislativo, claramente subjugado aos interesses do Executivo, digo mais, se prevalecer o veto, melhor dissolver as Comissões da Casa, já que o que ali for decidido dependerá o humor e interesse da Presidência para prevalecer, um atentado à democracia e ao Estado de Direito.
O que a Presidente Dilma precisa entender é que não poderá impedir a convocação do seu principal Ministro por tempo indeterminado, já há entre seu pares quem defenda abertamente que o Palocci dê as explicações à Nação sobre o seu súbito enriquecimento, não é uma questão da oposição, esta não tem força pra nada, é na sua base de sustentação que a rebelião toma corpo. Não se iluda a Presidente, este almoço com o PMDB só trará paz até o próximo projeto de interesse do partido do Vice-Presidente e que não seja abonado pelo PT.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
NADA É POR ACASO (By Marco Sobreira)
O problema do Brasil é crise de moralidade, ou melhor, da falta de moral e ética, nunca antes na história desse país, como gosta de dizer o presunçoso ex-presidente, tantos se especializam em roubar, aparelhar a maquina pública, fraudar licitações, usar do cargo em benefício próprio e dos seus, acobertar falcatruas, transformando a República numa espécie de Casa da Mãe Joana, numa zorra ou como diria um amigo, uma esbórnia, isso mesmo, uma verdadeira orgia com o dinheiro público.
E o pior é que, estimulados pelos exemplos de quem deveria zelar, afinal foram eleitos para isso, diversos segmentos do crime se atrevem a ações impensáveis num país onde a Justiça estende sua mão pesada sobre os malfeitores, vejamos: Policiais militares se especializam em explodir caixas eletrônicos, usando os próprios veículos e rádios para organizarem seus roubos, se associam a traficantes para proteção e eliminação de rivais, agiotas agem abertamente, extorquindo e matando quem por uma infelicidade recorre aos seus dinheiros sujos e juros estratoféricos, tudo à luz do dia e sob o olhar corrompido de policiais.
No entorno de Brasília vivemos situação de fazer inveja aos tempos onde o revólver era a lei, assassinatos a qualquer hora, do dia ou da noite, na frente de todos, execuções sumárias, impotência ou incompetência de autoridades, verdadeira terra de ninguém. Crimes de mando em todo o país, leis ultrapassadas, justiça preguiçosa, impunidade, enfim, solo fértil para todo o tipo de bandidagem. Já perdemos há muito a batalha contra as drogas, traficantes comandam o crime até dentro de penitenciarias, criando justiça paralela e executando sumariamente seus opositores. Toda uma geração perdida, aniquilada pelo vicio ou pelos senhores das drogas.
O Governo a tudo assiste, impotente, a Presidente perdida e enclausurada no Palácio do Planalto, refém de seus próprios colaboradores, chantageada pela extensa e fisiológica base no Congresso, ora o PMDB, ora a bancada ruralista, a bancada religiosa, a bancada da policia, o PT, todos querendo explorar a fraqueza, a falta de liderança e a inexistente experiência de alguém que ali foi colocada por quem se julga o dono do Brasil, mas que no fundo, prepara ardilosamente sua volta como o salvador da pátria.
Tudo premeditado, acreditem, nada do que está acontecendo é por acaso, existe por trás de tudo uma ação orquestrada minuciosamente, a ida do ex-presidente Lula a Brasília com a missão de estancar a crise é apenas a primeira demonstração de diminuir a autoridade da Presidente, sua capacidade de lidar com os problemas políticos, apequenando seu já pequeno poder sobre os comandados, isso num regime Presidencialista é sinal de grande preocupação.
No momento, o PMDB parece ser a única força capaz de se contrapor a essa corrente, se fosse um partido mais preocupado com os destinos da democracia e menos com cargos e apadrinhamentos, poderia ser o grande guardião do Estado de Direito, amparando a Presidente e dando-lhe sustentação política necessária à normalidade de seu mandato, não parece ser a prioridade, infelizmente.
No fritar dos ovos, quem paga por tudo somos nós, a inflação está de volta, a saúde continua péssima, a educação vai ensinar o que é errado, a segurança está nas mãos de cada um de nós, a industria desacelera e na contra-mão os impostos batem recordes e recordes, o dinheiro existe, para onde vai? Aí é querer demais desse pobre articulista.
O JOGO DO PMDB.
Com o enfraquecimento do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, em consequência da revelação de que, no ofício de consultor, depois que deixou a Fazenda e assumiu o mandato de deputado federal, ele multiplicou exponencialmente o seu patrimônio em apenas 4 anos, o PMDB está se articulando para rever com o governo do qual é o principal aliado a coordenação política com a sua base parlamentar, para preservar a administração Dilma Rousseff do contágio da crise instaurada.
É nisso que a caciquia peemedebista quer que a opinião pública acredite. Trata-se de um engodo. A origem das tensões entre o Planalto e a legenda do vice-presidente Michel Temer não está no enfraquecimento de Palocci. O enfraquecimento do ministro-chefe da Casa Civil é apenas uma oportunidade com a qual os seus maiorais não contavam para transformar frustrações acumuladas nestes cinco meses de novo governo em pontiagudos instrumentos de pressão sobre a presidente. Simples assim.
O partido e o governo até que se esforçaram para jogar areia nos olhos do público. Foi um fiasco. Desde logo, a ideia já ofendia a inteligência alheia. Consistia em fazer de uma trivialidade na rotina oficial um espetáculo de congraçamento. Na Base Aérea de Brasília, antes de embarcar para um bate e volta a Montevidéu, na manhã de segunda-feira, Dilma Rousseff posaria para uma photo op - como dizem os americanos para designar a encenação conveniente aos fotografados - com o vice que assumiria a interinidade por poucas horas. Faltou combinar com o temperamento da dupla.
Em lugar do registro de um caloroso abraço, que é o que aconteceria fossem os atores, digamos, o exuberante ex-presidente Lula e o afável senador Aécio Neves, o que o aparato de comunicação do Palácio acabou oferecendo foi a imagem patética de duas figuras constrangidas que mal se tocavam, sem um vestígio de sorriso, numa expressão corporal perfeitamente adequada, afinal, à verdade que desejavam escamotear. Nesse embate ninguém decerto é inocente.
Mas é fato que motivo para amargura quem tem é o PMDB, tratado a pão, água e desdém pelo governo do qual o partido se considera condômino e não visitante eventual. Começou com a montagem da equipe. Dilma subtraiu da sigla pastas importantes, como a da Saúde, dando-lhe de troco a raquítica Secretaria de Assuntos Estratégicos. Seguiu-se a gafe inaugural da exclusão de Temer da primeira reunião do conselho político do governo com a presidente. Ele teve de passar pelo constrangimento de fazer chegar ao Planalto o seu amuo.
A louvável decisão de Dilma de segurar verbas e cargos ficou azedada pela miopia política que a impedia de enxergar a obrigação de dialogar com o PMDB, por ter o partido uma bancada na Câmara incomumente coesa, como se veria na votação do salário mínimo, quando fechou com o governo, e na do Código Florestal, quando fechou contra.
E neste segundo episódio, combinando impertinência com incompetência, Dilma mandou, e Palocci topou, ameaçar o vice, pelo telefone, com a demissão dos 5 ministros da legenda. Justo pelo telefone, que o ministro se recusava a atender quando do outro lado da linha estavam políticos da base.
Ainda assim, os líderes peemedebistas no Congresso, que bloquearam as tentativas da oposição de convocá-lo a se explicar, prometem continuar a poupá-lo, pelo menos enquanto esperam o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se manifestar sobre as explicações do ministro a respeito de sua rendosa incursão pela esfera privada. O PMDB, por saber que ele não é uma unanimidade no PT, ainda mais agora que pode ser criticado como um grão-burguês, não quer lançá-lo aos lobos. Mas quer que ajoelhe no milho, para aprender bons modos.
Com Palocci - ou, principalmente, sem, na hipótese de sobrevir o pior -, Dilma terá, por sua vez, de trocar sua louvável ojeriza pelos picaretas da política pelo abominável cinismo com que seu criador, Lula da Silva, se cercou deles para garantir-se no poder.
Sob pena de ter de institucionalizar a tutela do ex-presidente.
Fonte: O Estadão.
É nisso que a caciquia peemedebista quer que a opinião pública acredite. Trata-se de um engodo. A origem das tensões entre o Planalto e a legenda do vice-presidente Michel Temer não está no enfraquecimento de Palocci. O enfraquecimento do ministro-chefe da Casa Civil é apenas uma oportunidade com a qual os seus maiorais não contavam para transformar frustrações acumuladas nestes cinco meses de novo governo em pontiagudos instrumentos de pressão sobre a presidente. Simples assim.
O partido e o governo até que se esforçaram para jogar areia nos olhos do público. Foi um fiasco. Desde logo, a ideia já ofendia a inteligência alheia. Consistia em fazer de uma trivialidade na rotina oficial um espetáculo de congraçamento. Na Base Aérea de Brasília, antes de embarcar para um bate e volta a Montevidéu, na manhã de segunda-feira, Dilma Rousseff posaria para uma photo op - como dizem os americanos para designar a encenação conveniente aos fotografados - com o vice que assumiria a interinidade por poucas horas. Faltou combinar com o temperamento da dupla.
Em lugar do registro de um caloroso abraço, que é o que aconteceria fossem os atores, digamos, o exuberante ex-presidente Lula e o afável senador Aécio Neves, o que o aparato de comunicação do Palácio acabou oferecendo foi a imagem patética de duas figuras constrangidas que mal se tocavam, sem um vestígio de sorriso, numa expressão corporal perfeitamente adequada, afinal, à verdade que desejavam escamotear. Nesse embate ninguém decerto é inocente.
Mas é fato que motivo para amargura quem tem é o PMDB, tratado a pão, água e desdém pelo governo do qual o partido se considera condômino e não visitante eventual. Começou com a montagem da equipe. Dilma subtraiu da sigla pastas importantes, como a da Saúde, dando-lhe de troco a raquítica Secretaria de Assuntos Estratégicos. Seguiu-se a gafe inaugural da exclusão de Temer da primeira reunião do conselho político do governo com a presidente. Ele teve de passar pelo constrangimento de fazer chegar ao Planalto o seu amuo.
A louvável decisão de Dilma de segurar verbas e cargos ficou azedada pela miopia política que a impedia de enxergar a obrigação de dialogar com o PMDB, por ter o partido uma bancada na Câmara incomumente coesa, como se veria na votação do salário mínimo, quando fechou com o governo, e na do Código Florestal, quando fechou contra.
E neste segundo episódio, combinando impertinência com incompetência, Dilma mandou, e Palocci topou, ameaçar o vice, pelo telefone, com a demissão dos 5 ministros da legenda. Justo pelo telefone, que o ministro se recusava a atender quando do outro lado da linha estavam políticos da base.
Ainda assim, os líderes peemedebistas no Congresso, que bloquearam as tentativas da oposição de convocá-lo a se explicar, prometem continuar a poupá-lo, pelo menos enquanto esperam o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se manifestar sobre as explicações do ministro a respeito de sua rendosa incursão pela esfera privada. O PMDB, por saber que ele não é uma unanimidade no PT, ainda mais agora que pode ser criticado como um grão-burguês, não quer lançá-lo aos lobos. Mas quer que ajoelhe no milho, para aprender bons modos.
Com Palocci - ou, principalmente, sem, na hipótese de sobrevir o pior -, Dilma terá, por sua vez, de trocar sua louvável ojeriza pelos picaretas da política pelo abominável cinismo com que seu criador, Lula da Silva, se cercou deles para garantir-se no poder.
Sob pena de ter de institucionalizar a tutela do ex-presidente.
Fonte: O Estadão.
SENADORA DO PT, ESPOSA DO MINISTRO PAULO BERNARDO DEFENDE SAÍDA DE PALOCCI.
GLEISI HOFFMANN DIZ A Lula QUE, AO CONTRÁRIO DO MENSALÃO, ENRIQUECIMENTO É PROJETO PESSOAL DE Palocci
ENFRAQUECIDO PELA CRISE aberta após a revelação da multiplicação de seu patrimônio, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, É ALVO CADA VEZ MAIOR DE FOGO AMIGO, vindo tanto de aliados quanto de petistas. DEFENSORA DO governo Dilma NO CONGRESSO, A SENADORA GLEISI HOFFMANN (PT-PR) SUGERIU AO partido A SAÍDA DE Palocci DO governo. A SENADORA, MULHER DO ministro Paulo Bernardo (Comunicações), EXPÔS sua OPINIÃO durante almoço que ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
ONTEM, NA CÂMARA, o ex-governador do Rio de Janeiro e deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) USOU ABERTAMENTE A CRISE PARA PRESSIONAR O governo A APROVAR UMA MEDIDA QUE CRIA um piso salarial para policiais. Ele disse que os deputados que defendem o piso DEVEM PEDIR A CONVOCAÇÃO DO ministro PARA DEPOR. "TEMOS UMA PEDRA PRECIOSA, UM DIAMANTE QUE CUSTA R$ 20 MILHÕES, QUE SE CHAMA Antonio Palocci", DISSE,
REFERINDO-SE AO FATURAMENTO DO ministro NO ANO ELEITORAL DE 2010, revelado pela Folha. OS ATAQUES A Palocci SE INTENSIFICARAM NA SEMANA PASSADA, DEPOIS QUE A CRISE FEZ O governo SER DERROTADO na votação do Código Florestal e acirrou os ânimos entre governo, aliados e petistas.
Aliados, com o PMDB À FRENTE, querem maior participação nas decisões de governo, aprovar questões de seu interesse e ACELERAR AS NOMEAÇÕES NO SEGUNDO ESCALÃO. Os petistas se queixam, sobretudo, DO DESCONFORTO de ter que dar explicações públicas sobre a EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO ministro. O PRIMEIRO petista ILUSTRE A RECLAMAR FOI O governador DA BAHIA, Jacques Wagner. Em entrevista a uma rádio, ele COBROU EXPLICAÇÕES E DISSE QUE A EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO chefe da Casa Civil "CHAMA A ATENÇÃO".
GLEISI, SEGUNDO PARTICIPANTES DO ALMOÇO COM Lula, PERGUNTOU AO ex-presidente SE ERA "ESTRATÉGICO" MOBILIZAR O governo E sua base EM DEFESA DO PROJETO PESSOAL: em referência à evolução patrimonial de Palocci. A senadora CHEGOU A COMPARAR O MOMENTO ATUAL AO ESCÂNDALO DO MENSALÃO. GLEISI DISSE QUE OS MENSALEIROS COMETERAM ERROS GRAVES EM NOME DE UM PROJETO COLETIVO. E QUE ESSE NÃO ERA O CASO DE Palocci. PROCURADA PELA FOLHA, A SENADORA NÃO QUIS REPRODUZIR O CONTEÚDO DE de sua intervenção no almoço.
Garotinho, AO DEFENDER A VOTAÇÃO DO PISO SALARIAL DE POLICIAIS, LEMBROU QUE O governo FOI OBRIGADO A VOLTAR ATRÁS NA DISTRIBUIÇÃO DE UM KIT ANTI-HOMOFOBIA: "A BANCADA EVANGÉLICA PRESSIONOU E O governo RETIROU O KIT GAY. Vamos ver agora quem é da BANCADA DA POLÍCIA. OU VOTA, OU O Palocci VEM AQUI [AO CONGRESSO]." O governo VEM SE DESDOBRANDO PARA QUE Palocci NÃO SEJA CONVOCADO A DEPOR NO CONGRESSO SOBRE sua EVOLUÇÃO PATRIMONIAL.
Fonte: Folha/uol
ENFRAQUECIDO PELA CRISE aberta após a revelação da multiplicação de seu patrimônio, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, É ALVO CADA VEZ MAIOR DE FOGO AMIGO, vindo tanto de aliados quanto de petistas. DEFENSORA DO governo Dilma NO CONGRESSO, A SENADORA GLEISI HOFFMANN (PT-PR) SUGERIU AO partido A SAÍDA DE Palocci DO governo. A SENADORA, MULHER DO ministro Paulo Bernardo (Comunicações), EXPÔS sua OPINIÃO durante almoço que ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
ONTEM, NA CÂMARA, o ex-governador do Rio de Janeiro e deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) USOU ABERTAMENTE A CRISE PARA PRESSIONAR O governo A APROVAR UMA MEDIDA QUE CRIA um piso salarial para policiais. Ele disse que os deputados que defendem o piso DEVEM PEDIR A CONVOCAÇÃO DO ministro PARA DEPOR. "TEMOS UMA PEDRA PRECIOSA, UM DIAMANTE QUE CUSTA R$ 20 MILHÕES, QUE SE CHAMA Antonio Palocci", DISSE,
REFERINDO-SE AO FATURAMENTO DO ministro NO ANO ELEITORAL DE 2010, revelado pela Folha. OS ATAQUES A Palocci SE INTENSIFICARAM NA SEMANA PASSADA, DEPOIS QUE A CRISE FEZ O governo SER DERROTADO na votação do Código Florestal e acirrou os ânimos entre governo, aliados e petistas.
Aliados, com o PMDB À FRENTE, querem maior participação nas decisões de governo, aprovar questões de seu interesse e ACELERAR AS NOMEAÇÕES NO SEGUNDO ESCALÃO. Os petistas se queixam, sobretudo, DO DESCONFORTO de ter que dar explicações públicas sobre a EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO ministro. O PRIMEIRO petista ILUSTRE A RECLAMAR FOI O governador DA BAHIA, Jacques Wagner. Em entrevista a uma rádio, ele COBROU EXPLICAÇÕES E DISSE QUE A EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO chefe da Casa Civil "CHAMA A ATENÇÃO".
GLEISI, SEGUNDO PARTICIPANTES DO ALMOÇO COM Lula, PERGUNTOU AO ex-presidente SE ERA "ESTRATÉGICO" MOBILIZAR O governo E sua base EM DEFESA DO PROJETO PESSOAL: em referência à evolução patrimonial de Palocci. A senadora CHEGOU A COMPARAR O MOMENTO ATUAL AO ESCÂNDALO DO MENSALÃO. GLEISI DISSE QUE OS MENSALEIROS COMETERAM ERROS GRAVES EM NOME DE UM PROJETO COLETIVO. E QUE ESSE NÃO ERA O CASO DE Palocci. PROCURADA PELA FOLHA, A SENADORA NÃO QUIS REPRODUZIR O CONTEÚDO DE de sua intervenção no almoço.
Garotinho, AO DEFENDER A VOTAÇÃO DO PISO SALARIAL DE POLICIAIS, LEMBROU QUE O governo FOI OBRIGADO A VOLTAR ATRÁS NA DISTRIBUIÇÃO DE UM KIT ANTI-HOMOFOBIA: "A BANCADA EVANGÉLICA PRESSIONOU E O governo RETIROU O KIT GAY. Vamos ver agora quem é da BANCADA DA POLÍCIA. OU VOTA, OU O Palocci VEM AQUI [AO CONGRESSO]." O governo VEM SE DESDOBRANDO PARA QUE Palocci NÃO SEJA CONVOCADO A DEPOR NO CONGRESSO SOBRE sua EVOLUÇÃO PATRIMONIAL.
Fonte: Folha/uol
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