Reparem na doce omissão da imprensa em relação à cocaína que vem da Bolívia. Não há uma miserável palavra a respeito. Cumprindo o seu ritual burocrático, que consiste em anotar aspas e praticar “outro-ladismo”, o jornalismo faz de conta que se trata de uma questão de mera opinião: Serra acha que o governo boliviano é omisso ou cúmplice; Dilma acha que não — ou melhor: Dilma ignora o centro da questão e prefere atacar Serra.
E sobram as questões que nada têm a ver com opinião, mas com fato:
- a maior parte da cocaína consumida aqui vem ou não da Bolívia?;
- a Bolívia está ou não se aparelhando para combater o tráfico?;
- cresceu ou não cresceu a área plantada de folha no país como um todo e na divisa com o Brasil em especial?;
- cresceu ou não a produção de pasta de coca no pais na gestão Evo Morales?
A pauta vai ser ignorada, claro, porque alguém se lembrará de observar que a coisa pode ser considerada “serrismo”, sabem? Neutralidade é quando o PT acusa, por exemplo, o Rodoanel de estar cheio de problemas, e os repórteres saem atrás para preencher com dados circunstanciais uma tese política.
Até quando vou apontar esta petização da imprensa? Enquanto ela existir. Enquanto eu existir. Enquanto boa parte dos jornalistas cheirar o PT até a última carreira.
Lamento: a questão é séria demais para ficar no “ele disse”; “ela nega”. A Bolívia está ou não colaborando para coibir o tráfico de cocaína para o Brasil? É só a covardia e o medo da patrulha esquerda — ou o efeito dessa droga mental poderosa — que impede que se diga a verdade aos leitores
Via ReinaldoAzevedo
Este espaço se destina a discutirmos qualquer assunto de interesse de seus visitantes. Politica, esportes, economia, segurança,relações humanas, ação social,religião, educação, cultura e principalmente saúde, de uma forma simples, direta e sincera para que todos se sintam encorajados a participar.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
AÉCIO DEVE SUGERIR ITAMAR PRA VICE DE SERRA.
RIO - A ansiedade em torno do futuro vice na chapa do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, não cessa. A fim de acabar com rumores – e, sobretudo, com a pressão – o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, fez questão de deixar claro quinta-feira que a missão não caberá a ele. Mas sugeriu que o ex-presidente Itamar Franco tem “condições de ser candidato ao que quer que seja”.
– É preciso que essas ansiedades sejam contidas, nós temos o melhor candidato, o melhor projeto para o país, e eu estarei, como candidato ao Senado por Minas Gerais, dando o meu suor e sangue para a vitória desse projeto – encerrou a polêmica.
Em Gramado (RS), onde seguiu atrás de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), para participar do XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Serra não demonstrou-se surpreso com a reafirmação de Aécio. Menos ainda inconformado. Indagado se a decisão representaria uma perda, foi categórico:
– Eu já sabia disso há meses. Você só perde o que tem. Ele não era candidato a vice.
Conversas de bastidor
Com Aécio fora do páreo, aumentaram as especulações sobre o possível vice da vez. Nas coxias da política tucana em Minas, comenta-se que a indicação será feita pelo próprio Aécio. Se os rumores procedem, a oficialização da candidatura de Serra, no próximo dia 12, dirá. Contudo, o ex-governador mineiro ofereceu pistas sobre o possível indicado, ao responder se Itamar Franco seria um bom vice:
– Caberá ao governador José Serra e ao partidos aliados essa definição. Mas sempre que se falar de Itamar Franco estará se falando de ética, dignidade e dos mais extraordinários homens públicos que eu conheci ao longo de toda a minha trajetória. Um homem que tem condições de ser candidato ao que quer que seja, à presidência da República, à vice-presidência da República. O que eu posso garantir é que o palanque onde estiver o presidente Itamar Franco será o meu palanque.
Reações
Embora dentro do PPS cogite-se, oficialmente, o nome de Itamar como candidato ao Senado por Minas Gerais (o que o faria disputar votos com Aécio), interlocutores do ex-presidente garantem que ele não pensa na vaga. E asseguram que Itamar está disposto a aceitar a vaga de vice, “ser for convidado e o Aécio pedir”. Caso o pedido seja feito, “Itamar aceitaria em nome do clamor e da união em Minas Gerais”.
Os elogios de Aécio ao ex-presidente Itamar agradaram ao PPS que, assim como o DEM, é aliado de primeira hora do PSDB. Mas o presidente nacional da legenda, Roberto Freire, nega que qualquer conversa sobre a possibilidade de Itamar ser o vice de Serra já tenha sido costurada. Freire, no entanto, fez questão de ressaltar que seu correligionário agrega valores (e votos).
– O Itamar pode ser o que ele bem entender, a presença dele engrandece qualquer chapa. Mas se ele vai ser convidado a ser vice ou não, eu não sei – despista.
Já o presidente regional do PPS mineiro, Paulo Elisiário, confirma que “tem alguns interlocutores sondando a legenda” sobre a possibilidade.
– Lançamos Itamar ao Senado, mas política é como nuvens, muda ao sabor do vento. A ideia me agrada, agrada a Minas e ao Brasil, bem como o nome de Aécio também agrada – empolga-se. – Tudo depende de uma conjunção de fatores. E do Serra.
Questão de votos
A cientista política Heucimara Telles, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, acredita que a possibilidade Itamar ser vice de Serra configura-se cada vez mais viável.
– É preciso considerar que Dilma, com o apoio de Lula, terá votação expressiva no Nordeste. O Serra tem um eleitorado certo no Sul. Quem pode decidir essa disputa é Minas Gerais, portanto, acho que a direção do PSDB vai tentar tirar um quadro em Minas – avalia. – Como o Aécio sai para o Senado, e tem manifestado apreço por Itamar, não é difícil (ele ser o escolhido).
Via JB
– É preciso que essas ansiedades sejam contidas, nós temos o melhor candidato, o melhor projeto para o país, e eu estarei, como candidato ao Senado por Minas Gerais, dando o meu suor e sangue para a vitória desse projeto – encerrou a polêmica.
Em Gramado (RS), onde seguiu atrás de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), para participar do XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Serra não demonstrou-se surpreso com a reafirmação de Aécio. Menos ainda inconformado. Indagado se a decisão representaria uma perda, foi categórico:
– Eu já sabia disso há meses. Você só perde o que tem. Ele não era candidato a vice.
Conversas de bastidor
Com Aécio fora do páreo, aumentaram as especulações sobre o possível vice da vez. Nas coxias da política tucana em Minas, comenta-se que a indicação será feita pelo próprio Aécio. Se os rumores procedem, a oficialização da candidatura de Serra, no próximo dia 12, dirá. Contudo, o ex-governador mineiro ofereceu pistas sobre o possível indicado, ao responder se Itamar Franco seria um bom vice:
– Caberá ao governador José Serra e ao partidos aliados essa definição. Mas sempre que se falar de Itamar Franco estará se falando de ética, dignidade e dos mais extraordinários homens públicos que eu conheci ao longo de toda a minha trajetória. Um homem que tem condições de ser candidato ao que quer que seja, à presidência da República, à vice-presidência da República. O que eu posso garantir é que o palanque onde estiver o presidente Itamar Franco será o meu palanque.
Reações
Embora dentro do PPS cogite-se, oficialmente, o nome de Itamar como candidato ao Senado por Minas Gerais (o que o faria disputar votos com Aécio), interlocutores do ex-presidente garantem que ele não pensa na vaga. E asseguram que Itamar está disposto a aceitar a vaga de vice, “ser for convidado e o Aécio pedir”. Caso o pedido seja feito, “Itamar aceitaria em nome do clamor e da união em Minas Gerais”.
Os elogios de Aécio ao ex-presidente Itamar agradaram ao PPS que, assim como o DEM, é aliado de primeira hora do PSDB. Mas o presidente nacional da legenda, Roberto Freire, nega que qualquer conversa sobre a possibilidade de Itamar ser o vice de Serra já tenha sido costurada. Freire, no entanto, fez questão de ressaltar que seu correligionário agrega valores (e votos).
– O Itamar pode ser o que ele bem entender, a presença dele engrandece qualquer chapa. Mas se ele vai ser convidado a ser vice ou não, eu não sei – despista.
Já o presidente regional do PPS mineiro, Paulo Elisiário, confirma que “tem alguns interlocutores sondando a legenda” sobre a possibilidade.
– Lançamos Itamar ao Senado, mas política é como nuvens, muda ao sabor do vento. A ideia me agrada, agrada a Minas e ao Brasil, bem como o nome de Aécio também agrada – empolga-se. – Tudo depende de uma conjunção de fatores. E do Serra.
Questão de votos
A cientista política Heucimara Telles, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, acredita que a possibilidade Itamar ser vice de Serra configura-se cada vez mais viável.
– É preciso considerar que Dilma, com o apoio de Lula, terá votação expressiva no Nordeste. O Serra tem um eleitorado certo no Sul. Quem pode decidir essa disputa é Minas Gerais, portanto, acho que a direção do PSDB vai tentar tirar um quadro em Minas – avalia. – Como o Aécio sai para o Senado, e tem manifestado apreço por Itamar, não é difícil (ele ser o escolhido).
Via JB
No programa do DEM, Serra vira a estrela.
Para driblar legislação eleitoral, foram usadas imagens de Serra no "Encontro dos Partidos", que contou com a participação do DEM
Adriano Ceolin, iG Brasília
27/05/2010 21:15
Mudar o tamanho da letra: A+ A-
O programa eleitoral gratuito exibido nesta quinta-feira era do DEM, mas a estrela acabou sendo o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Ele ainda não é oficialmente o representante da coligação a ser formada entre o PSDB e DEM, já que esta só poderá ser confirmada após a convenção dos partidos marcada para junho.
A fim de driblar a Justiça eleitoral, Serra apareceu em imagens do lançamento da pré-campanha realizado em Brasília em 10 de abril. O evento teve como nome oficial “O Encontro dos Partidos”, entre eles o DEM, o PSDB e o PPS
Leia também:
DEM diz que programa está dentro da lei; PT reage
Produzido pelo marqueteiro de Serra, Luiz González, o programa foi bem diferente do formato usado pelo PT, no qual a candidata Dilma Rousseff foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano apareceu fazendo promessas na áreas de educação, meio ambiente e segurança pública.
Na tarde desta quinta-feira, o PT tentou barrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o programa do DEM. O partido argumentou que a exibição se tratava de propaganda eleitoral antecipada. No inicio deste mês, o PT também foi acusado de usar o programa para promover o nome de Dilma.
Representantes do PSDB e do DEM criticaram o PT, mas não entraram com nenhum recurso na Justiça. Na oportunidade, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, chegou a dizer que “se tratava de um prejuízo irreparável”.
Serra também teve seu espaço garantido nos programas do DEM e do PSDB. Esta semana surgiu a possibilidade também de o PTB dar espaço para o candidato tucano em seu programa. O presidente nacional petebista, Roberto Jefferson, acertou, inclusive, que González será o responsável pelo vídeo.
Tática
Além de usar imagens de Serra no "Encontro dos Partidos", o programa exibido pelo DEM intercalou discursos do ex-governador de São Paulo com falas de integrantes do DEM. O primeiro a aparecer foi o deputado Paulo Bornhausen (SC), atual líder da bancada do DEM na Câmara dos Deputados.
No entanto, em seguida, surgiu Serra citando o slogan “O Brasil pode mais”. González utilizou parte do discurso em que conta a criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que Serra costuma dizer que “ajudou a tirar do papel”. Em seguida, foi exibida a declaração de uma manicure que se disse beneficiada pelo “seguro-desemprego”.
Depois, foi selecionado o trecho do discurso do evento “Encontro dos Partidos” em que Serra cita o Rodoanel, obra viária mais importante da sua administração em São Paulo. Nesse caso, foram utilizadas imagens do tucano olhando o mural com uma lista de trabalhadores que atuaram na obra.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), foi o segundo nome do seu partido aparecer no programa. Ele citou o PT, como partido que fomenta “a discórdia”. Em seguida, foi a vez de Serra fazer coro: “Não aceitamos o nós contra ele”.
Aliado de Serra em São Paulo, o prefeito paulistano Gilberto Kassab foi o penúltimo integrante do partido a aparecer no programa do DEM. Ele citou a parceria com o governo do Estado. Presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia apareceu por último, mesmo assim com uma frase bem curta do seu discurso no “Encontro dos Partidos”.
Adriano Ceolin, iG Brasília
27/05/2010 21:15
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O programa eleitoral gratuito exibido nesta quinta-feira era do DEM, mas a estrela acabou sendo o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Ele ainda não é oficialmente o representante da coligação a ser formada entre o PSDB e DEM, já que esta só poderá ser confirmada após a convenção dos partidos marcada para junho.
A fim de driblar a Justiça eleitoral, Serra apareceu em imagens do lançamento da pré-campanha realizado em Brasília em 10 de abril. O evento teve como nome oficial “O Encontro dos Partidos”, entre eles o DEM, o PSDB e o PPS
Leia também:
DEM diz que programa está dentro da lei; PT reage
Produzido pelo marqueteiro de Serra, Luiz González, o programa foi bem diferente do formato usado pelo PT, no qual a candidata Dilma Rousseff foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano apareceu fazendo promessas na áreas de educação, meio ambiente e segurança pública.
Na tarde desta quinta-feira, o PT tentou barrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o programa do DEM. O partido argumentou que a exibição se tratava de propaganda eleitoral antecipada. No inicio deste mês, o PT também foi acusado de usar o programa para promover o nome de Dilma.
Representantes do PSDB e do DEM criticaram o PT, mas não entraram com nenhum recurso na Justiça. Na oportunidade, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, chegou a dizer que “se tratava de um prejuízo irreparável”.
Serra também teve seu espaço garantido nos programas do DEM e do PSDB. Esta semana surgiu a possibilidade também de o PTB dar espaço para o candidato tucano em seu programa. O presidente nacional petebista, Roberto Jefferson, acertou, inclusive, que González será o responsável pelo vídeo.
Tática
Além de usar imagens de Serra no "Encontro dos Partidos", o programa exibido pelo DEM intercalou discursos do ex-governador de São Paulo com falas de integrantes do DEM. O primeiro a aparecer foi o deputado Paulo Bornhausen (SC), atual líder da bancada do DEM na Câmara dos Deputados.
No entanto, em seguida, surgiu Serra citando o slogan “O Brasil pode mais”. González utilizou parte do discurso em que conta a criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que Serra costuma dizer que “ajudou a tirar do papel”. Em seguida, foi exibida a declaração de uma manicure que se disse beneficiada pelo “seguro-desemprego”.
Depois, foi selecionado o trecho do discurso do evento “Encontro dos Partidos” em que Serra cita o Rodoanel, obra viária mais importante da sua administração em São Paulo. Nesse caso, foram utilizadas imagens do tucano olhando o mural com uma lista de trabalhadores que atuaram na obra.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), foi o segundo nome do seu partido aparecer no programa. Ele citou o PT, como partido que fomenta “a discórdia”. Em seguida, foi a vez de Serra fazer coro: “Não aceitamos o nós contra ele”.
Aliado de Serra em São Paulo, o prefeito paulistano Gilberto Kassab foi o penúltimo integrante do partido a aparecer no programa do DEM. Ele citou a parceria com o governo do Estado. Presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia apareceu por último, mesmo assim com uma frase bem curta do seu discurso no “Encontro dos Partidos”.
Serra volta a criticar Bolívia e nega ter perdido vice.
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a criticar hoje o trabalho do governo boliviano na fronteira com o Brasil. "Vocês já ouviram falar de algum controle do governo boliviano com relação a esse contrabando que entra no Brasil? Eu nunca ouvi falar", disse em visita a Gramado.
O pré-candidato, que participa do 26º Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde na cidade gaúcha, defendeu que o Brasil pressione o país vizinho. "A meu ver, o Brasil deveria falar com o governo boliviano, fazer gestões, pressionar para que controlem a exportação ilegal de cocaína para nossa juventude. Essa que é a questão fundamental".
Serra afirmou que não está propondo nenhuma intervenção dentro da Bolívia. "Eu trato a Bolívia como um país independente, com autodeterminação. Mas como a Bolívia exporta droga para o Brasil, é impossível que o governo não possa controlar isso", disse.
O tucano também afirmou que já sabia há vários meses que o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não seria seu vice de chapa. Indagado se a resistência de Aécio em aceitar uma chapa "puro-sangue" mudaria alguma coisa, Serra respondeu com outra pergunta: "Como pode mudar, se nunca mudou?" Questionado ainda se perdeu um bom candidato a vice, Serra respondeu: "Você só perde o que tem. Ele não era candidato a vice."
O pré-candidato, que participa do 26º Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde na cidade gaúcha, defendeu que o Brasil pressione o país vizinho. "A meu ver, o Brasil deveria falar com o governo boliviano, fazer gestões, pressionar para que controlem a exportação ilegal de cocaína para nossa juventude. Essa que é a questão fundamental".
Serra afirmou que não está propondo nenhuma intervenção dentro da Bolívia. "Eu trato a Bolívia como um país independente, com autodeterminação. Mas como a Bolívia exporta droga para o Brasil, é impossível que o governo não possa controlar isso", disse.
O tucano também afirmou que já sabia há vários meses que o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não seria seu vice de chapa. Indagado se a resistência de Aécio em aceitar uma chapa "puro-sangue" mudaria alguma coisa, Serra respondeu com outra pergunta: "Como pode mudar, se nunca mudou?" Questionado ainda se perdeu um bom candidato a vice, Serra respondeu: "Você só perde o que tem. Ele não era candidato a vice."
SERRA CRITÍCA POSTURA DO GOVERNO LULA (EMENDA 29)
GRAMADO - O pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, criticou nesta quinta-feira (27) a postura do governo Lula perante a Emenda 29, que estabelece percentuais mínimos a serem investidos na saúde pela União, Estados e Municípios. Serra participa do 26º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Gramado.
Na oportunidade o ex-governador de São Paulo, disse que "o governo atual não mandou (para votação) a Emenda 29". Ele afirmou ainda que, se eleito, fará essa regulamentação no início do ano: "vamos discutir com toda a sociedade. Como se vota? Tem de ter pressão. É preciso fazer pressão junto aos senadores, deputados. Isso vai dar uma moldura para a saúde".
PMDB DE SANTA CATARINA ENTRE SERRA E DILMA.
FLORIANÓPOLIS - O presidente do diretório estadual do PMDB em Santa Catarina e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Pinho Moreira, admitiu a possibilidade de "liberar" os filiados para aderirem às campanhas de José Serra ou Dilma Rousseff à presidência da República nas próximas eleições de outubro.
A declaração ocorreu pouco antes de um encontro que reuniu prefeitos peemedebistas de 12 municípios da região da Grande Florianópolis, no início da noite desta quarta-feira em Palhoça, cidade da região metropolitana de Florianópolis. Moreira destacou que uma visita do presidente nacional da sigla, Michel Temer, marcada para este sábado foi cancelada até que o diretório estadual defina o caminho a seguir em Santa Catarina.
Os peemedebistas catarinenses vivem um grande dilema: as maiores lideranças da sigla, como Moreria e o ex-governador Luiz Henique da Silveira, declararam apoio ao tucano José Serra. A possibilidade de Michel Temer integrar chapa com a petista Dilma Rouseff poderia siginificar um racha no partido.
"Pedimos para que Temer, que é nosso presidente nacional, adiasse a viagem até que a situação se acalmasse", confessou Eduardo Pinho. "Estarei com ele em Brasília e marcaremos uma visita para que Temer seja ouvido pelas nossas lideranças".
O presidente do PMDB catarinense destacou as conversas realizadas com democratas e tucanos no decorrer da semana. "Temos três problemas que impedem o avanço em negociações: eu, o governador Leonel Pavan e o senador Raimundo Colombo", disse. "Todos são fortes e pretendem ser cabeças de chapa. O que defendo é que o PMDB tem o maior número de prefeitos, vereadores, filiados e deputados, além de ser o único partido que disputou todas as majortiárias desde o fim da didatura".
A solução para o impasse catarinense só ocorrerá em convenção marcada para o dia 26 de junho. O pré-candidato disse que apoiaria qualquer decisão do diretório, seja a favor de Dilma ou de Serra. Mas adiantou que a liberação dos filiados é uma opção cada vez mais plausível. "Queremos o PMDB unido em torno de um projeto estadual. A liberação de votos e de declaração de apoio por parte dos filiados é uma opção que pode ser adotada em prol de um projeto estadual", completou.
Via Portal Terra.
A declaração ocorreu pouco antes de um encontro que reuniu prefeitos peemedebistas de 12 municípios da região da Grande Florianópolis, no início da noite desta quarta-feira em Palhoça, cidade da região metropolitana de Florianópolis. Moreira destacou que uma visita do presidente nacional da sigla, Michel Temer, marcada para este sábado foi cancelada até que o diretório estadual defina o caminho a seguir em Santa Catarina.
Os peemedebistas catarinenses vivem um grande dilema: as maiores lideranças da sigla, como Moreria e o ex-governador Luiz Henique da Silveira, declararam apoio ao tucano José Serra. A possibilidade de Michel Temer integrar chapa com a petista Dilma Rouseff poderia siginificar um racha no partido.
"Pedimos para que Temer, que é nosso presidente nacional, adiasse a viagem até que a situação se acalmasse", confessou Eduardo Pinho. "Estarei com ele em Brasília e marcaremos uma visita para que Temer seja ouvido pelas nossas lideranças".
O presidente do PMDB catarinense destacou as conversas realizadas com democratas e tucanos no decorrer da semana. "Temos três problemas que impedem o avanço em negociações: eu, o governador Leonel Pavan e o senador Raimundo Colombo", disse. "Todos são fortes e pretendem ser cabeças de chapa. O que defendo é que o PMDB tem o maior número de prefeitos, vereadores, filiados e deputados, além de ser o único partido que disputou todas as majortiárias desde o fim da didatura".
A solução para o impasse catarinense só ocorrerá em convenção marcada para o dia 26 de junho. O pré-candidato disse que apoiaria qualquer decisão do diretório, seja a favor de Dilma ou de Serra. Mas adiantou que a liberação dos filiados é uma opção cada vez mais plausível. "Queremos o PMDB unido em torno de um projeto estadual. A liberação de votos e de declaração de apoio por parte dos filiados é uma opção que pode ser adotada em prol de um projeto estadual", completou.
Via Portal Terra.
JUSTIÇA ELEITORAL CONDENA CASAL GAROTINHO.
Justiça Eleitoral do Rio torna Garotinho inelegível e cassa mandato de Rosinha
O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), por abuso do poder econômico.
A decisão também torna ela e seu marido, o ex-governador e pré-candidato ao governo Anthony Garotinho (PR), inelegíveis por três anos. Como o prazo da inelegibilidade conta a partir da eleição, ela vale até 2011.
Para a Justiça, a prefeita foi beneficiada por "práticas panfletárias" da rádio e do jornal "O Diário" na eleição de 2008. Como Rosinha teve mais de 50% dos votos, o tribunal pediu novas eleições.
"Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade", afirmou o presidente do TRE, Nametala Jorge, que desempatou o julgamento que estava em 3 a 3.
Na decisão, os radialistas Linda Mara da Silva, Patrícia Cordeiro Alves e Everton Fabio Nunes Paes também se tornaram inelegíveis.
A assessoria do casal afirma só irá comentar a decisão após a notificação. No entanto, lembra que pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), por abuso do poder econômico.
A decisão também torna ela e seu marido, o ex-governador e pré-candidato ao governo Anthony Garotinho (PR), inelegíveis por três anos. Como o prazo da inelegibilidade conta a partir da eleição, ela vale até 2011.
Para a Justiça, a prefeita foi beneficiada por "práticas panfletárias" da rádio e do jornal "O Diário" na eleição de 2008. Como Rosinha teve mais de 50% dos votos, o tribunal pediu novas eleições.
"Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade", afirmou o presidente do TRE, Nametala Jorge, que desempatou o julgamento que estava em 3 a 3.
Na decisão, os radialistas Linda Mara da Silva, Patrícia Cordeiro Alves e Everton Fabio Nunes Paes também se tornaram inelegíveis.
A assessoria do casal afirma só irá comentar a decisão após a notificação. No entanto, lembra que pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Para Hillary, diplomacia brasileira deixa o mundo mais perigoso.
Secretária de Estado norte-americana criticou o posicionamento do Brasil e da Turquia em relação ao Irã
Agência Reuters
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que as ações tomadas por países como o Brasil para ajudar a encontrar uma solução diplomática para o impasse sobre o programa nuclear iraniano deixam o mundo mais perigoso.
"Acreditamos que dar tempo ao Irã, permitindo ao Irã que evite a unidade internacional com respeito a seu programa nuclear, deixa o mundo mais perigoso e não menos", disse Hillary, referindo-se aos esforços de Brasil e Turquia para amenizar os temores internacionais sobre o programa nuclear iraniano.
Agência Reuters
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que as ações tomadas por países como o Brasil para ajudar a encontrar uma solução diplomática para o impasse sobre o programa nuclear iraniano deixam o mundo mais perigoso.
"Acreditamos que dar tempo ao Irã, permitindo ao Irã que evite a unidade internacional com respeito a seu programa nuclear, deixa o mundo mais perigoso e não menos", disse Hillary, referindo-se aos esforços de Brasil e Turquia para amenizar os temores internacionais sobre o programa nuclear iraniano.
HORA DE MUDAR, NINGUÉM AGUENTA MAIS A CARGA TRIBUTÁRIA.
Protestos contra peso dos impostos incentivam mobilização a favor da reforma tributária
Com o objetivo de denunciar à sociedade a alta carga tributária no país, a maior entre os países emergentes, organizações sem fins lucrativos promoveram ontem o Dia da Liberdade de Impostos. Consumidores fizeram filas quilométricas em postos de combustíveis de sete cidades para abastecer os veículos com desconto de 53% no preço da gasolina - percentual equivalente ao que se paga em tributos incidentes sobre o combustível.
Na avaliação do deputado Rogério Marinho (RN), esse tipo de protesto merece toda a atenção da sociedade. “Espero que isso represente o início de uma mobilização nacional para pressionar o Congresso para que haja, com um novo governo, coragem política de fazer as mudanças desejadas pelo país”, ressaltou. Muito criticada, a proposta apresentada pelo governo Lula neste setor não andou por falta de apoio até mesmo da própria base aliada.
Além de não ter feito essa reforma do sistema de impostos, o tucano avalia que o governo do PT optou por arrecadar mais, sem se preocupar em reduzir os gastos de custeio. Para bancar uma estrutura de governo cada vez mais pesada, o Planalto conta com o incremento na arrecadação, que bateu recorde nos primeiros quatro meses de 2010, atingindo R$ 245,8 bilhões.
Com elevados gastos de custeio, sobra pouco para o investimento em infraestrutura, a base para o crescimento econômico do país. Como alertou o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, o Brasil amarga o penúltimo lugar no ranking mundial de taxa de investimento. De acordo com Rogério Marinho, o pais pode muito mais nessa área. Além desses pontos, o parlamentar lembra que nos EUA, por exemplo, o consumidor sabe exatamente quanto paga de imposto ao adquirir um produto. No Brasil, essa informação é omitida.
Já o deputado Gustavo Fruet (PR) alertou que a população é sempre a maior prejudicada com a elevada carga de impostos. “O consumidor é que está pagando a conta. O combustível no Brasil está entre os produtos mais tributados e atinge do mais pobre ao mais rico”, disse. Um litro de gasolina custa em torno de R$ 2,70 no Brasil, em comparação a uma média no exterior de R$ 2,25 – 17% a menos, segundo levantamento da revista Época feita em 13 nações.
No Brasil, preços acima da média
→ Em uma pesquisa com 16 produtos variados em 13 países feito pela revista Época, em 12 deles os preços brasileiros ficaram acima da média internacional. Uma geladeira de 320 litros custa cerca de R$ 1.600 aqui. Lá fora, a média é de R$ 941.
→ Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2009 os brasileiros trabalharam 147 dias só para pagar impostos. Na vizinha Argentina, 97.
→ De acordo com dados do Impostômetro, uma calculadora eletrônica desenvolvida pelo IBPT para a Associação Comercial de São Paulo, os brasileiros pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos em 2009. Isso representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em nenhum outro país emergente, com a renda per capita igual ou menor que o Brasil, o peso dos tributos é tão grande. Na Índia, o índice é de 17,7%
Com o objetivo de denunciar à sociedade a alta carga tributária no país, a maior entre os países emergentes, organizações sem fins lucrativos promoveram ontem o Dia da Liberdade de Impostos. Consumidores fizeram filas quilométricas em postos de combustíveis de sete cidades para abastecer os veículos com desconto de 53% no preço da gasolina - percentual equivalente ao que se paga em tributos incidentes sobre o combustível.
Na avaliação do deputado Rogério Marinho (RN), esse tipo de protesto merece toda a atenção da sociedade. “Espero que isso represente o início de uma mobilização nacional para pressionar o Congresso para que haja, com um novo governo, coragem política de fazer as mudanças desejadas pelo país”, ressaltou. Muito criticada, a proposta apresentada pelo governo Lula neste setor não andou por falta de apoio até mesmo da própria base aliada.
Além de não ter feito essa reforma do sistema de impostos, o tucano avalia que o governo do PT optou por arrecadar mais, sem se preocupar em reduzir os gastos de custeio. Para bancar uma estrutura de governo cada vez mais pesada, o Planalto conta com o incremento na arrecadação, que bateu recorde nos primeiros quatro meses de 2010, atingindo R$ 245,8 bilhões.
Com elevados gastos de custeio, sobra pouco para o investimento em infraestrutura, a base para o crescimento econômico do país. Como alertou o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, o Brasil amarga o penúltimo lugar no ranking mundial de taxa de investimento. De acordo com Rogério Marinho, o pais pode muito mais nessa área. Além desses pontos, o parlamentar lembra que nos EUA, por exemplo, o consumidor sabe exatamente quanto paga de imposto ao adquirir um produto. No Brasil, essa informação é omitida.
Já o deputado Gustavo Fruet (PR) alertou que a população é sempre a maior prejudicada com a elevada carga de impostos. “O consumidor é que está pagando a conta. O combustível no Brasil está entre os produtos mais tributados e atinge do mais pobre ao mais rico”, disse. Um litro de gasolina custa em torno de R$ 2,70 no Brasil, em comparação a uma média no exterior de R$ 2,25 – 17% a menos, segundo levantamento da revista Época feita em 13 nações.
No Brasil, preços acima da média
→ Em uma pesquisa com 16 produtos variados em 13 países feito pela revista Época, em 12 deles os preços brasileiros ficaram acima da média internacional. Uma geladeira de 320 litros custa cerca de R$ 1.600 aqui. Lá fora, a média é de R$ 941.
→ Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2009 os brasileiros trabalharam 147 dias só para pagar impostos. Na vizinha Argentina, 97.
→ De acordo com dados do Impostômetro, uma calculadora eletrônica desenvolvida pelo IBPT para a Associação Comercial de São Paulo, os brasileiros pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos em 2009. Isso representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em nenhum outro país emergente, com a renda per capita igual ou menor que o Brasil, o peso dos tributos é tão grande. Na Índia, o índice é de 17,7%
PLANALTO TEM INTERESSE ELEITOREIRO EM PROJETO DA BANDA LARGA.
a sessão extraordinária desta noite na Câmara, a oposição pediu o adiamento da discussão do projeto de lei que permite o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para ampliar o acesso à internet banda larga nas escolas públicas. Para o líder da Minoria, Gustavo Fruet (PR), o Planalto tem interesse eleitoral com essa matéria, que acabou não votada por falta de quórum.
“O governo não está defendendo a internet nas escolas, mas sim administrar, a poucos meses das eleições, bilhões de reais via Casa Civil”, apontou. O líder da Minoria afirmou que havia recursos disponíveis, mas o governo não realizou a inclusão digital. Segundo ele, dos R$ 7,6 bilhões arrecadados pelo fundo, ainda restam mais de R$ 3 bilhões em caixa.
Durante o debate no plenário da Câmara, o líder da Minoria enfatizou que não se trata de quem é a favor ou contra a internet nas escolas, mas sim de como o governo mais uma vez se aproveita da situação. "Este projeto não traz transparência", resumiu. E mais: dos 173 municípios escolhidos pelo Planalto para receberem internet sem fio, quase todos são aliados do governo. "Trata-se de um projeto de poder. Afinal qual o critério técnico e econômico que exclui municípios administrados por prefeitos de oposição, justamente a quatro meses das eleições?", questionou.
“O governo não está defendendo a internet nas escolas, mas sim administrar, a poucos meses das eleições, bilhões de reais via Casa Civil”, apontou. O líder da Minoria afirmou que havia recursos disponíveis, mas o governo não realizou a inclusão digital. Segundo ele, dos R$ 7,6 bilhões arrecadados pelo fundo, ainda restam mais de R$ 3 bilhões em caixa.
Durante o debate no plenário da Câmara, o líder da Minoria enfatizou que não se trata de quem é a favor ou contra a internet nas escolas, mas sim de como o governo mais uma vez se aproveita da situação. "Este projeto não traz transparência", resumiu. E mais: dos 173 municípios escolhidos pelo Planalto para receberem internet sem fio, quase todos são aliados do governo. "Trata-se de um projeto de poder. Afinal qual o critério técnico e econômico que exclui municípios administrados por prefeitos de oposição, justamente a quatro meses das eleições?", questionou.
A FRASE DO DIA.
“Se o presidente não cumpre a lei, como imaginar que isso não vai servir de mau exemplo? Ele pode estar, didaticamente, no mau sentido, ensinando que o crime compensa. Logo ele, que deveria ser referência."
Deputado Gustavo Fruet (PR),
Deputado Gustavo Fruet (PR),
OPOSIÇÃO OBSTRUI PELA EMENDA 29.
Oposição obstrui votações na Câmara para garantir mais recursos para a saúde
A oposição obstruiu com sucesso as votações no plenário da Câmara nesta quarta-feira (26). A estratégia do PSDB, do DEM e do PPS é barrar as votações até a aprovação do projeto que regulamenta a Emenda 29. Segundo o líder tucano na Câmara, deputado João Almeida (BA), a aceitação deste projeto no Congresso será uma resposta a uma das principais reivindicações dos prefeitos que participaram da "Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios", ocorrida semana passada.
“O governo não se movimentou para garantir mais recursos à saúde. As verbas destinadas ao setor estão bem abaixo da necessidade. A matéria teve a votação iniciada na Câmara e o governo, insatisfeito, suspendeu o processo. Queremos que a regulamentação da emenda volte à pauta e o Congresso delibere sobre ela para que os resultados sejam sentidos no orçamento de 2011”, destacou Almeida.
A oposição defende o projeto original aprovado pelo Senado. Segundo o texto, a União deverá destinar 10% de sua receita corrente bruta (RCB) para a saúde em 2011. Porém numa manobra polêmica, a base governista na Câmara incluiu na Emenda 29 a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O novo imposto, batizado pela oposição de “nova CPMF”, paralisa a votação da emenda desde junho de 2008 no plenário da Casa.
O texto principal já foi aprovado pelos deputados, mas resta ainda a votação de destaque da oposição que retira a base de cálculo da CSS, inviabilizando a cobrança do imposto. Temendo uma derrota, o Planalto segurou a tramitação do projeto. “A arrecadação de impostos do governo continua crescendo. Não há justificativa para a criação de um novo imposto”, rechaçou o líder tucano.
De acordo com Almeida, são os municípios e os prefeitos que mais sofrem com as fragilidades do SUS. "O município, em última instância, é quem mais sofre com esse problema e tem que empenhar mais recursos. As pessoas vivem nas cidades e batem na porta do prefeito quando têm problemas de saúde”, apontou o líder do PSDB.
Orçamento federal teria mais de R$ 25 bi adicionais graças à Emenda 29
Promulgada pelo Congresso em setembro de 2000 após o empenho do então ministro da Saúde, José Serra, a Emenda 29 é fundamental para fortalecer a saúde pública, ao estabelecer percentuais mínimos de aplicação de recursos no setor pela União, estados e municípios. Conforme destacou o líder do PSDB, a regulamentação trará um aumento significativo de verbas. Somente neste ano, a saúde poderia ter R$ 25,8 bilhões adicionais se a regulamentação estivesse em vigor. Para 2011, o valor ultrapassaria R$ 33 bilhões.
O número
R$ 10,3 bilhões
É a projeção de arrecadação com a nova CPMF somente neste ano caso a proposta encampada pelo governo Lula estivesse em vigor. A oposição é totalmente contra a criação deste tributo.
A oposição obstruiu com sucesso as votações no plenário da Câmara nesta quarta-feira (26). A estratégia do PSDB, do DEM e do PPS é barrar as votações até a aprovação do projeto que regulamenta a Emenda 29. Segundo o líder tucano na Câmara, deputado João Almeida (BA), a aceitação deste projeto no Congresso será uma resposta a uma das principais reivindicações dos prefeitos que participaram da "Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios", ocorrida semana passada.
“O governo não se movimentou para garantir mais recursos à saúde. As verbas destinadas ao setor estão bem abaixo da necessidade. A matéria teve a votação iniciada na Câmara e o governo, insatisfeito, suspendeu o processo. Queremos que a regulamentação da emenda volte à pauta e o Congresso delibere sobre ela para que os resultados sejam sentidos no orçamento de 2011”, destacou Almeida.
A oposição defende o projeto original aprovado pelo Senado. Segundo o texto, a União deverá destinar 10% de sua receita corrente bruta (RCB) para a saúde em 2011. Porém numa manobra polêmica, a base governista na Câmara incluiu na Emenda 29 a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O novo imposto, batizado pela oposição de “nova CPMF”, paralisa a votação da emenda desde junho de 2008 no plenário da Casa.
O texto principal já foi aprovado pelos deputados, mas resta ainda a votação de destaque da oposição que retira a base de cálculo da CSS, inviabilizando a cobrança do imposto. Temendo uma derrota, o Planalto segurou a tramitação do projeto. “A arrecadação de impostos do governo continua crescendo. Não há justificativa para a criação de um novo imposto”, rechaçou o líder tucano.
De acordo com Almeida, são os municípios e os prefeitos que mais sofrem com as fragilidades do SUS. "O município, em última instância, é quem mais sofre com esse problema e tem que empenhar mais recursos. As pessoas vivem nas cidades e batem na porta do prefeito quando têm problemas de saúde”, apontou o líder do PSDB.
Orçamento federal teria mais de R$ 25 bi adicionais graças à Emenda 29
Promulgada pelo Congresso em setembro de 2000 após o empenho do então ministro da Saúde, José Serra, a Emenda 29 é fundamental para fortalecer a saúde pública, ao estabelecer percentuais mínimos de aplicação de recursos no setor pela União, estados e municípios. Conforme destacou o líder do PSDB, a regulamentação trará um aumento significativo de verbas. Somente neste ano, a saúde poderia ter R$ 25,8 bilhões adicionais se a regulamentação estivesse em vigor. Para 2011, o valor ultrapassaria R$ 33 bilhões.
O número
R$ 10,3 bilhões
É a projeção de arrecadação com a nova CPMF somente neste ano caso a proposta encampada pelo governo Lula estivesse em vigor. A oposição é totalmente contra a criação deste tributo.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Serra chama Ahmadinejad de ditador e o compara a Hitler e Stalin.
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou como “ditador” o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante entrevista coletiva após sabatina com empresários na CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Para o tucano, o iraniano faz parte do “grupo de ditadores da década de 30, como Hitler e Stalin”.
Apesar das críticas ao presidente iraniano, Serra disse que não duvida das “boas intenções” do governo brasileiro ao intermediar acordo nuclear do Irã. Ele afirmou, porém, que “desconfia” do governo iraniano para o cumprimento do acordo.
“Não creio que haja má intenção, mas torço para dar certo.”
Mais cedo, no mesmo evento, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defendeu a atuação do governo brasileiro na questão nuclear iraniana, afirmando não acreditar na política de sanções.
Para o tucano, o iraniano faz parte do “grupo de ditadores da década de 30, como Hitler e Stalin”.
Apesar das críticas ao presidente iraniano, Serra disse que não duvida das “boas intenções” do governo brasileiro ao intermediar acordo nuclear do Irã. Ele afirmou, porém, que “desconfia” do governo iraniano para o cumprimento do acordo.
“Não creio que haja má intenção, mas torço para dar certo.”
Mais cedo, no mesmo evento, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defendeu a atuação do governo brasileiro na questão nuclear iraniana, afirmando não acreditar na política de sanções.
terça-feira, 25 de maio de 2010
GOVERNO ESTÁ ENTERRANDO A PEC 300.
Uma "tuitada" terminou em bate-boca entre o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), e o deputado Capitão Assumção (PSB-ES) na reunião dos líderes partidários para discutir a emenda à Constituição que fixa o piso salarial nacional para os policiais militares, civis e Corpo de Bombeiros. Motivo do atrito: Assumção usou o twitter para passar informações da reunião, com críticas às lideranças partidárias e a Temer.
Irritado, o presidente da Câmara encerrou a reunião, depois de chamar a atenção de Assumção. "Aqui é uma Casa onde têm regras que se cumprem", afirmou Temer. "Você é muito novo aqui", disse com veemência o presidente da Câmara. Ele foi imediatamente apoiado pelos líderes partidários. "Se não posso me manifestar, então é melhor eu sair", argumentou Assumção. "Então, saia", reagiu a líder do PCdoB, deputada Vanessa Graziotin (AM).
Diante do clima tenso, Temer encerrou abruptamente a reunião. Aliado dos policiais, Assumção passou informes da reunião criticando a postura dos líderes. Antes o capitão havia tentado filmar a reunião e a fala dos líderes com o seu celular, mas foi repreendido por Temer.
O capitão continuou escrevendo em seu twitter críticas a fala dos líderes sobre a PEC 300, como é conhecida a emenda que trata fixação de piso salarial para os policiais. Acusou ainda Temer de querer "sepultar" a emenda ao propor a criação de uma comissão para tentar fechar um texto sobre a remuneração da categoria.
Além de Temer, o capitão também bateu boca com os deputados Carlos Willian (PTC-MG) e o líder do PT, Fernando Ferro (PE). Um de seus alvos no twitter foi o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Vaccarezza diz que Lula já dá a bolsa formação. É de rir", disse o capitão. Vaccarezza imprimiu as mensagens do twitter do deputado e entregou a Temer. "Vaccarezza diz que tem apoio dos policiais paulistas e que vai pedir votos nos quartéis", escreveu o capitão. "Vaccarezza diz que não admite coação".
Mais tarde, Assumção explicou sua atitude. "Eu ia colocando o que eles falaram. Esse é um hábito meu desde que percebi que estava procrastinando a votação da PEC 300. Os líderes combinaram, através do Vaccarezza, de abafar todas as PECs, de só votar depois das eleições", disse o capitão.
Irritado, o presidente da Câmara encerrou a reunião, depois de chamar a atenção de Assumção. "Aqui é uma Casa onde têm regras que se cumprem", afirmou Temer. "Você é muito novo aqui", disse com veemência o presidente da Câmara. Ele foi imediatamente apoiado pelos líderes partidários. "Se não posso me manifestar, então é melhor eu sair", argumentou Assumção. "Então, saia", reagiu a líder do PCdoB, deputada Vanessa Graziotin (AM).
Diante do clima tenso, Temer encerrou abruptamente a reunião. Aliado dos policiais, Assumção passou informes da reunião criticando a postura dos líderes. Antes o capitão havia tentado filmar a reunião e a fala dos líderes com o seu celular, mas foi repreendido por Temer.
O capitão continuou escrevendo em seu twitter críticas a fala dos líderes sobre a PEC 300, como é conhecida a emenda que trata fixação de piso salarial para os policiais. Acusou ainda Temer de querer "sepultar" a emenda ao propor a criação de uma comissão para tentar fechar um texto sobre a remuneração da categoria.
Além de Temer, o capitão também bateu boca com os deputados Carlos Willian (PTC-MG) e o líder do PT, Fernando Ferro (PE). Um de seus alvos no twitter foi o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Vaccarezza diz que Lula já dá a bolsa formação. É de rir", disse o capitão. Vaccarezza imprimiu as mensagens do twitter do deputado e entregou a Temer. "Vaccarezza diz que tem apoio dos policiais paulistas e que vai pedir votos nos quartéis", escreveu o capitão. "Vaccarezza diz que não admite coação".
Mais tarde, Assumção explicou sua atitude. "Eu ia colocando o que eles falaram. Esse é um hábito meu desde que percebi que estava procrastinando a votação da PEC 300. Os líderes combinaram, através do Vaccarezza, de abafar todas as PECs, de só votar depois das eleições", disse o capitão.
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