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sábado, 28 de setembro de 2013

BRAZIU AUFABETISADO















Vergonha nacional – Oucho.info preferiu aguardar o transcorrer desta sexta-feira (27) para, na esperança de que o governo do magistral Partido dos Trabalhadores apresentasse alguma desculpa esfarrapada para o aumento do analfabetismo no País, escrever sobre o tema. Como esperado, isso não aconteceu e contou com a conivência da grande imprensa nacional, sempre obediente, que não publicou uma só matéria mais abrangente em termos políticos sobre o assunto. Ou seja, a covardia de uns e a obediência obtusa de outros acabaram prevalecendo.
Quando decidiu tomar de assalto a maior cidade brasileira, Lula, o lobista-fugitivo, disse aos paulistanos que Fernando Haddad fora o maior ministro da Educação de todos os tempos. O prefeito, que nos bastidores é conhecido como “coxinha”, foi uma ode ao fiasco enquanto responsável pela Educação, mas a magistral mentira de Lula foi desmontada com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.
De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade é de 8,7%, o que corresponde 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, taxa foi de 8,6%, equivalente a 12,9 milhões de pessoas. Trata-se da primeira vez que a taxa de analfabetismo aumenta em quinze anos. A última vez que o índice cresceu em relação ao ano anterior foi em 1997.
Sempre monitorado pelo Palácio do Planalto, o IBGE explicou que a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança”, e não significa obrigatoriamente que o índice de analfabetismo aumentou, mas que se manteve.
Essa explicação do IBGE é no mínimo uma piada de péssimo gosto, se considerado o fato de que a presidente Dilma Rousseff “vendeu” o Brasil aos estrangeiros, durante sua passagem por Nova York, como sendo o país de Alice, aquele das fabulosas maravilhas.
Esse cenário caótico e inaceitável mostra que Fernando Haddad foi um fracasso como ministro da Educação, o que também pode-se dizer a respeito do seu sucessor na pasta, o petista Aloizio Mercadante, o soberbo que conseguiu pela primeira vez na história a proeza de plagiar a si mesmo.
A tropa de choque da esquerda nacional certamente reagirá com a contundência covarde e chicaneira de sempre, mas contra fatos não há argumentos. Para provar que o messianismo petista é de camelô, o Nordeste foi a região do País que registrou o maior índice de analfabetismo, 17,4%, com alta de meio ponto percentual em relação a 2011, quando bateu na casa de 16,9%. Isso mostra que o programa “Bolsa Família” é um instrumento que permite ao PT manter e aumentar o seu curral eleitoral, sem que a contrapartida (manter os filhos na escola) seja cobrada.
Dilma Rousseff, a gerentona inoperante, que gosta de incensar a última década como sendo o período em que o Brasil foi de fato descoberto, deveria deixar de lado seu costumeiro mau humor e explicar essa situação que envergonha uma nação, não sem antes ser um atentado contra a cidadania. O mais incrível é que muita gente não consegue compreender os motivos que levam dois terços da população estarem na faixa dos que recebem menos de dois salários mínimos por mês, que para os bandoleiros do poder é uma enorme conquista.

Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A VOZ ROUCA DAS RUAS

Centenas e centenas de milhares de pessoas das mais diversas tendências se manifestaram contra tudo isso que está aí. E obtiveram os seguintes resultados:
1 – O Governo Federal, pressionado, teve de liberar muito mais dinheiro público para as emendas parlamentares. Nos sete meses anteriores, as propostas de interesse direto de Suas Excelências mereceram R$ 1,4 bilhão do Tesouro. Nos primeiros nove dias de agosto, as liberações alcançaram R$ 1,2 bilhão.
2 – O prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, desandou a pintar faixas no chão e a chamá-las de “faixas exclusivas de ônibus”. Paralisou a cidade.
3 – O presidente do Senado, Renan Calheiros, colocou em votação alguns projetos que criam dificuldades à Presidência da República – por exemplo, derrubada da multa de 10% sobre o FGTS em demissões sem justa causa e orçamento impositivo, obrigando o Governo a executar o que o Congresso determinou. Mas, depois de conversar com Dilma, disse que a pauta pode ser alterada. E de que depende a mudança? Renan foi absolutamente claro: “de negociação”.
4 – O Governo tucano paulista, enfrentando o escândalo do Metrô e dos trens denunciado pela Siemens, reagiu exatamente do mesmo jeito que os petistas acusados em outros casos: disse que há escândalos também fora de São Paulo. E, enquanto não denunciarem todos, os casos paulistas não devem ser investigados?
A voz do povo é um pilar da democracia. Mas é preciso evitar que o ruído das ruas encubra o crescimento silencioso da incompetência e da corrupção.
Os novos amigos
Dilma, para não perder posição nas pesquisas, virou amiga de infância do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, e é toda amável com Renan Calheiros. O blogueiro Josias de Souza ouviu “de uma cascavel do PP” a seguinte análise sobre as novas amizades federais: “O apreço da Dilma pelo Renan ficou claro no dia em que ela tentou fazer do Edison Lobão presidente do Senado. Quanto ao Eduardo Cunha, ela não queria vê-lo nem pintado de ouro. Os dois pediam mais diálogo. E ela insinuava que precisavam era de interrogatório. De repente, viraram os três mosqueteiros. Dizem que é altruísmo. Tudo pelo Brasil. Isso costuma dar em CPI.”
Velhos tempos…
Como dizia Fausto Silva, este colunista é do tempo em que Polícia impedia a invasão de prédios públicos. Polícia invadir a Câmara dos Deputados, mesmo para apresentar reivindicações justas, é novidade.
Gente fardada e armada invadir o Congresso para constranger parlamentares eleitos era só na época da ditadura.
…velhos dias
Este colunista é do tempo, também, em que sessão do Supremo era aguardada por quem queria apreciar a inteligência dos ministros, aprender com sua sabedoria e assistir à ação da Justiça. É estranho esperar reunião do Supremo, como a de hoje, para ver se alguém bate em alguém.
Surpreenda-se: STF não era UFC.
De Holanda a Brasília
Não faz muitos anos, Chico Buarque de Holanda dizia que o Brasil falava fino com as potências e grosso com os vizinhos. No Governo Lula, o Brasil falava grosso com as potências e fino com vizinhos como Evo Morales, que fez o que quis sem encontrar reação. No Governo Dilma, como comprova a detenção em Londres do namorado brasileiro do jornalista Glenn Greenwald, do Guardian, que escreveu sobre a espionagem global americana, o Brasil fala fino com todos.
Surpresa antiga
A capacidade de memória dos computadores dobra a cada dois anos. A memória humana parece reduzir-se. Hoje, o mundo se surpreende porque os Estados Unidos fazem espionagem eletrônica em escala global. Na década de 1970, há mais de 40 anos, nos EUA, o senador democrata Frank Church comandou uma comissão que investigou a violação de direitos humanos pelas agências americanas de informação. Já naquela época se soube que a NSA, National Security Agency, a mais discreta das entidades de espionagem, monitorava comunicações em escala global, decifrava códigos de Governos estrangeiros, tinha verbas muito superiores às da CIA.
Um romance do início da década de 1990, O Punho de Deus, de Frederick Forsyth, já tinha como fio  condutor a interceptação pela NSA de uma conversa telefônica no Iraque de Saddam Hussein. E mostrava, há mais de vinte anos, a colaboração entre os serviços secretos americano e britânico.
A dança dos números
O governador paulista Geraldo Alckmin, PSDB, está feliz: a pesquisa Sensus lhe dá 37% de aprovação, enquanto o prefeito paulistano Fernando Haddad, PT, tem 17%. No Rio, o prefeito Eduardo Paes, PMDB, foi atingido pela baixa popularidade de seu companheiro de partido, o governador Sérgio Cabral: tem 19% de aprovação (Cabral, 15%). No Paraná, o tucano Beto Richa festeja aprovação de 67%. Mas talvez Richa festeje mais pelos adversários que não tem (a principal é Gleisi Hoffmann, do PT, se resolver arriscar o cargo de ministra) do que pelos números. Um ano antes das eleições de 2010, Serra tinha 36%, contra 17% de Dilma, 14% de Ciro, 12% de Heloísa Helena, 3% de Marina.
Deu no que deu.
Carlos Brickman - Ucho.Info

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CREDOR E CONSELHEIRO

O Estado de S.Paulo

A foto na primeira página da edição de ontem deste jornal, de autoria de Márcio Fernandes, registra uma cena que seria constrangedora para o prefeito paulistano Fernando Haddad, não fosse pelo "pequeno detalhe" de todos conhecido - e por ele reconhecido. Haddad aparece com a cabeça ligeiramente inclinada e o olhar absorto. Sentado à sua esquerda, as sobrancelhas arqueadas e o indicador estendido de quem enfatiza um ponto de vista, o ex-presidente Lula. Ao lado, a vice-prefeita Nádia Campeão e ex-assessores presidenciais lotados no instituto que leva o nome do primeiro companheiro. Fora de quadro, uma dezena de secretários municipais petistas ou da chamada cota pessoal de Haddad. Ele os convocou na véspera para, não se sabe se por iniciativa própria ou de Lula, ouvi-lo durante mais de uma hora, no que, segundo o anfitrião, tratou-se de "uma visita de cortesia". Ela foi precedida por uma conversa a portas fechadas com Haddad.

Na sua versão, o ex-presidente, de volta das férias, pediu que se encontrassem. Convidado a vê-lo no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, "ele se colocou à disposição", relatou o prefeito, obviamente invertendo os papéis de cada um no episódio. Fernando Haddad - eis o "pequeno detalhe" - está à disposição de Lula desde quando este o pinçou do Ministério da Educação e do celibato eleitoral para devolver ao PT o governo da maior cidade brasileira, perdido em 2004. Replicando em São Paulo a formidável experiência com Dilma Rousseff no plano nacional, Lula partiu da premissa de que, diante de um eleitorado com amplos setores de classe média refratários ou hostis ao petismo, concorrer com nomes batidos como o da ex-prefeita Marta Suplicy ou do senador Aloizio Mercadante seria um desatino.

À clarividência de Lula - que fez a amuada Marta afastar-se da campanha, até ser apaziguada com o Ministério da Cultura -, seguiu-se uma competente operação de propaganda, explorando a boa estampa do candidato "moço de família" - uma espécie de atualização do "Lula paz e amor" de 2002 -, e a decisiva reconquista dos redutos petistas no sul da cidade, onde a candidatura Celso Russomanno vinha fazendo perigosos estragos. Para usar um clichê, o ex-presidente não mediu esforços para erguer o seu segundo poste, em dois anos, na praça política brasileira. A parte que tocou a Haddad, além de exibir moderação, empatia e conhecimento dos problemas de sua cidade, foi fazer rigorosamente tudo o que o seu mestre mandasse - como participar do beija-mão a Paulo Maluf, que exigiu que fosse público e no seu próprio palacete. Em protesto, a ex-prefeita Luiza Erundina desistiu de integrar a sua chapa. No fim, o estrago foi contido e deu tudo certo.

Como poderia o novo titular da Prefeitura deixar de fazer as vontades de quem o levou até lá? Ciente de ser seu credor, Lula o escolheu como ator coadjuvante do espetáculo de sua rentreé política pelo portão principal, depois de uma amarga temporada de confinamento nos porões da corrupção. Já não bastassem as condenações dos mensaleiros de sua intimidade, como José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, ao fim de um julgamento no STF de que foi o ostensivo sujeito oculto, eis que a Polícia Federal detona um esquema de venda de facilidades na administração federal, arrastando aos holofotes a sua namorada Rosemary Noronha, a Rose, a quem ele entregara a chefia da representação da Presidência da República em São Paulo. Completando o inferno astral de Lula, o Estado revelou que o operador do mensalão, Marcos Valério, o acusou ao Ministério Público de ter se beneficiado pessoalmente do tráfico de recursos ilícitos.

Na sequência da reabilitação de sua imagem e reafirmação de sua autoridade, Lula tem encontro agendado daqui a uma semana com a presidente Dilma, ministros e dirigentes petistas.
Quem sabe ele possa dar à sua voluntariosa sucessora conselhos tão sensatos como os que distribuiu a Haddad e sua equipe sobre a conveniência de fazer parcerias e o imperativo de não deixar as coisas pela metade. A nova administração, ensinou, "deve sair maior do que entrou". É do que a presidente precisa se compenetrar, enquanto é tempo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

LULA VAI AO PROGRAMA DO RATINHO E MENTE,MENTE,MENTE...



Missa encomendada – Ao receber em seu programa o ex-presidente Luiz Inácio da Silva e Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, permitiu que novamente seus telespectadores fossem atropelados por uma avalanche de mentiras e pensamentos obtusos.

Precisando se fazer de coitado por causa do entrevero com o ministro Gilmar Mendes (STF), Lula falou sobre o câncer na laringe e a dificuldade do tratamento. O ex-presidente disse que para que o povo tenha o mesmo tratamento que ele [Lula] teve no Hospital Sírio-Libanês, um dos melhores do País, é preciso que o governo invista mais dinheiro no setor. Lula tentou transferir à oposição as mazelas da saúde pública, usando para isso o fim da malfadada CPMF, que ele burramente classificou como um imposto pago pelos ricos. A CPMF, ao contrário do que disse Lula, era um imposto disfarçado de contribuição que afetava toda a sociedade sem distinção.

Ao falar da necessidade cada vez maior de investimentos na saúde pública para que a excelência do setor seja acessível a todos os cidadãos, Lula acabou desmentindo a si próprio. Em meados de 2006, quando se preparava para a campanha pela reeleição, o petista disse que a saúde pública no Brasil estava a um passo da perfeição. Tempos depois, o mesmo Lula sugeriu, durante um de seus discursos falaciosos, que o presidente Barack Obama deveria adotar nos EUA um modelo semelhante ao do SUS, que na opinião do mandatário brasileiro é barato e eficiente.

Crise e consumismo

Na troca de elogios entre Lula e Fernando Haddad, o ex-ministro da Educação, que como candidato à prefeitura paulistana ainda não tem proposta convincente, disse que os acertos do governo do PT permitiram que o brasileiro visse “a vida melhorar da porta de casa para dentro”. E Haddad usou o consumismo desenfreado dos últimos anos como justificativa para essa melhora de vida.

Haddad, que chegou a ser chamado de “bonitão” por Ratinho, é um utópico que se presta a adular seu mentor eleitoral, como se o poder de compra do cidadão significasse qualidade de vida. O candidato petista se esquece que da porta de muitas casas para dentro existem milhões de carnês atrasados, resultantes da onda de consumo irresponsável incentivado pelo próprio Lula, que disse ser a crise financeira do ano de 2008 uma obra dos “loiros de olhos azuis”.

Em nenhum momento Ratinho manifestou o desejo de perguntar a Lula sobre a volta da inflação, cada vez mais resistente. E se isso tivesse ocorrido, mereceria por parte do apresentador a colocação de que a crise que marca o cotidiano verde-louro é obra de alguém que abusa da mitomania e acredita estar acima da lei.

Retorno ao Planalto

Perguntado sobre a possibilidade de se candidatar à presidência em 2014, Lula disse que Dilma Rousseff chegará ao final do seu mandato com força suficiente para tentar a reeleição. Diante da insistência do apresentador, que seguiu um script previamente elaborado pelo entrevistado, o ex-presidente disse que no caso de Dilma não se interessar pela reeleição, ele será candidato, pois não permitirá que um tucano volte ao Palácio do Planalto.

Lula precisa compreender que o Brasil ainda é uma democracia e que o golpe que ele tenta aplicar terá pela frente a resistência da massa pensante do País, representada pelos 80 milhões de eleitores que não votaram em Dilma. Esse comportamento totalitarista reforça a tese de que no entrevero com Gilmar Mendes o mentiroso é o ex-presidente da República, que tenta evitar que o julgamento do escândalo do Mensalão do PT se transforme em uma espécie de julgamento do seu governo.

Lula quando muito manda, desde que deixou o poder, na sua casa, mas não pode continuar tratando o Brasil como propriedade particular ou como um boteco mequetrefe de porta de fábrica, onde, aliás, embalado por goles excessivos, ele construiu boa parte da sua trajetória político-sindical.

Não cabe ao ex-presidente decidir se esse ou aquele político deve ou não governar o País. Lula quando muito manda, desde que deixou o poder, na sua casa, mas não pode continuar tratando o Brasil como propriedade particular ou como um boteco mequetrefe de porta de fábrica, onde, aliás, embalado por goles excessivos, ele construiu boa parte da sua trajetória político-sindical.

Classe média

A forma tacanha e irresponsável como Lula trata o atual cenário brasileiro prova a sua conhecida incapacidade administrativa. Avesso ao planejamento, palavra que jamais frequentou o seu cotidiano, o ex-metalúrgico fez questão de falar sobre a chegada de 40 milhões de novos consumidores à classe média. Obtuso por conveniência política, Lula criticou os que alegam que o consumo descontrolado fez com que as ruas e avenidas das principais cidades brasileiras fossem alvo de uma avalanche de carros novos, o que complicou sobre maneira o trânsito. No momento em que o Brasil está a um passo de sediar a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, esse discurso fanfarrão é um tiro pela culatra que reforça a falta de capacidade administrativa do ex-presidente.

Ainda no universo do consumo, Lula disse ao apresentador que sente-se satisfeito ao ver os aeroportos brasileiros congestionados, pois, segundo ele, o pobre também tem o direito de viajar de avião. Habilidoso em termos políticos, Lula é traído por seguidos lampejos de ignorância, algo que não pode acometer um estadista. Vangloriar-se da fracassada infraestrutura do País é no mínimo um atentado contra a lógica do raciocínio.

Contra fatos não há argumentos, dizem os experimentados, e por conta disso não há como deixar de reconhecer, em análise isolada, a chegada de milhões de novos consumidores à classe media. Contudo, esse upgrade social aconteceu não por causa da geração de riqueza por parte dos cidadãos, mas na esteira do endividamento recorde das famílias brasileiras e da disparada da inadimplência.

Lula, por questões óbvias, não explicou aos telespectadores do apresentador Ratinho que essa nova classe média é composta por pessoas que recebem no máximo dois salários mínimos, dinheiro insuficiente para honras as necessidades básicas do dia a dia.

Corrupção

Alguns temas importantes não foram abordados na entrevista de Lula ao apresentador Ratinho. E a corrupção foi um deles. Sem tocar no escândalo do Mensalão do PT, o que lhe tira o bom humor, Lula preferiu ignorar os inúmeros casos de corrupção que marcaram sua passagem pelo Palácio do Planalto. O modelo de convívio político vigente, que garante à presidente Dilma Rousseff apoio no Congresso Nacional, é resultado da substituição do pagamento de mesadas regulares a parlamentares pela entrega de ministérios e autarquias a partidos políticos da base aliada, que assumem a responsabilidade pelas transgressões cometidas em cada pasta.

Acreditando ser a versão moderna e tropical de Messias, o ex-presidente Lula passou para a história na condição de responsável pelo período mais corrupto do País, que precisará de pelo menos cinquenta anos para recuperar os estragos cometidos na última década, período em que prevaleceu a imoralidade pública e a pirotecnia oficial

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 1 de maio de 2012

LOBÃO, PADILHA E HADDAD CITADOS EM ESCUTAS DA POLICIA FEDERAL


Nos últimos dias, também vieram à tona diálogos envolvem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o então ministro da Educação, Fernando Haddad

O titular das Minas e Energia, Edison Lobão, é um dos citados nas gravações da Polícia Federal. Em conversa de 8 de junho de 2011, o bicheiro Carlinhos Cachoeira discute com o então diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, a divisão de negócios em Goiás.

Em dado momento, o diretor da Delta diz que o ministro teria dado um recado a Demóstenes sobre o negócio. Procurado, Lobão disse que só recebeu Demóstenes para tratar da venda da companhia de energia de Goiás, Celg, à Eletrobras.

Nos últimos dias, também vieram à tona diálogos que mostram que Demóstenes teria procurado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o então ministro da Educação, Fernando Haddad, para defender assuntos de interesse da quadrilha.

Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CANDIDATURA HADDAD ABANDONADA POR ALIADOS TRADICIONAIS DO PT

A falta de aliados com peso político para sustentar a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo preocupa o governo e a cúpula do PT.


Haddad conversou com Rabelo e Orlando, do PC do B, sobre parceria em SP - Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Haddad conversou com Rabelo e Orlando, do PC do B, sobre parceria em SP

Até agora, os principais partidos da base de apoio do governo Dilma Rousseff estão divididos: ou têm candidatos próprios ou namoram o PSD do prefeito Gilberto Kassab e o PSDB do governador do Estado, Geraldo Alckmin. Para piorar a situação, as mágoas dos que foram atingidos pelas crises na Esplanada têm contaminado as negociações e atrapalhado Haddad.

Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o tratamento para combater um câncer na laringe, o próprio Haddad entrou em campo, à caça de aliados, mas ainda não obteve êxito. Na quarta-feira, 23, à noite, ouviu um "não" do PC do B, que quer lançar o vereador Netinho de Paula à sucessão de Kassab, e nesta sexta-feira, 25, conversará com a direção do PR, em São Paulo.

Defenestrado do Ministério dos Transportes no rastro de denúncias de corrupção, em julho, o PR não se conforma de não ter indicado o substituto de Alfredo Nascimento, hoje senador. "O problema é o seguinte: enquanto não se resolver essas questões nacionais a gente não vai ser Haddad mesmo", resumiu um integrante da Executiva Nacional do PR, que pediu para não ser identificado. Na capital paulista, o partido é controlado pelo vereador Antonio Carlos Rodrigues, suplente de Marta Suplicy (PT).

Antigo aliado. O PC do B foi aliado dos petistas nas três últimas eleições para a Prefeitura de São Paulo. Haddad jantou na quarta-feira, em Brasília, com o presidente do PC do B, Renato Rabelo, e com o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, que pretende concorrer a vereador na capital paulista. Em um tête a tête de duas horas, Rabelo contou a Haddad que o PC do B vai enfrentar o PT e lançar candidaturas às prefeituras de São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, São Luiz, Teresina e Rio Branco.

Em público, os petistas disseram que os comunistas têm esse direito, mas, a portas fechadas, receberam a estratégia deflagrada pelo antigo parceiro como um golpe. Rabelo, porém, negou que a definição de candidaturas próprias às prefeituras de capitais seja o troco dado pelo PC do B após a queda de Orlando do Esporte.

Orlando caiu no mês passado, na esteira de um escândalo de convênios suspeitos com organizações não-governamentais (ONGs).

Fonte: O Estado de São Paulo

sábado, 29 de outubro de 2011

OS ENEMGANADOS

Estudantes protestam nas ruas e pedem a saída do ministro Haddad. Justiça dá três dias para MEC se pronunciar sobre o pedido de anulação do Enem em todo o país.

Surge nova denúncia de vazamento de questões em Minas Gerais. MP estipula prazo para que a autarquia do MEC se posicione

Adenúncia de que uma questão igual à cobrada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicada em um simulado do colégio Bernoulli, em Minas Gerais, pode derrubar a tese defendida pelo Ministério da Educação (MEC) de que o problema do vazamento está restrito à escola particular Christus, em Fortaleza. Nos últimos dias, a pressão por um tratamento nacional às falhas no exame ganhou corpo, apesar de o MEC ainda manter uma posição defensiva. Em Fortaleza, cerca de 300 estudantes realizaram, na sede do Ministério Público Federal, um protesto intitulado Enemganados.

Ontem, a Justiça Federal do Ceará estipulou que, até segunda-feira, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) tem que se pronunciar sobre o pedido de cancelamento total ou parcial do Enem, feito pelo procurador da República Oscar Costa Filho. Responsável pela vara, o juiz Luis Praxedes Vieira da Silva reconhece o caráter de urgência da medida e disse que decidirá com ou sem manifestação do governo. O MEC afirmou que vai recorrer da decisão.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ter a convicção de que os professores do colégio Christus, em Fortaleza, foram os responsáveis pela reprodução e pela distribuição das questões do pré-teste aos alunos. Segundo ele, com base no monitoramento das redes sociais, é possível se chegar a essa conclusão. Haddad ainda descartou a possibilidade de as apostilas terem circulado em outras escolas.

Investigações preliminares da Polícia Federal (PF) apontam que as nove questões copiadas estavam em dois cadernos diferentes do pré-teste. Segundo a assessoria do MEC, dois alunos do colégio Christus faltaram no dia da aplicação do pré-teste. Por isso, há suspeitas de que o vazamento teria vindo dessas duas provas, que se tornaram "extras" no momento da aplicação. "Já sabemos que a falha aconteceu dentro do colégio (de Fortaleza) e para benefício do colégio. Houve um ato criminoso que não foi cometido pela empresa aplicadora", afirmou o ministério, em nota. Em contrapartida à declaração, a assessoria de imprensa da PF afirma ainda ser cedo para apontar culpados no caso, já que a investigação está no início.

Para o defensor público federal Ricardo Salviano, o MEC não pode se eximir da responsabilidade dos processos que envolvem o Enem. "De qualquer forma, se a prova vazou, houve falha. E o responsável pelo exame sempre será o Inep. A responsabilidade em garantir uma organização e uma fiscalização adequada do exame como um todo é do ministério", avalia. A Ordem dos Advogados do Brasil também defendeu, ontem, a anulação do exame. Para o presidente da entidade, Ophir Cavalcanti, não há garantias de que as provas que vazaram ficaram restritas a um colégio ou a um estado.

Mais pressão
Após pedido do Ministério Público Federal do Ceará para anular o Enem 2011, a Defensoria Pública da União confirmou ontem que fez a mesma recomendação ao Inep. O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) também entrou com pedido de anulação do exame em todo o país depois que mais de 100 escolas do estado entraram em contato com a instituição para cobrar medidas. "Nós acreditamos que, com a velocidade da internet e os telefones celulares, essas informações podem ter se espalhado rápido demais", disse Emiro Barbini, presidente do Sinep-MG.
Em Fortaleza e nas cidades gaúchas de Porto Alegre e Santa Maria estudantes iniciaram o que eles próprios prometeram, em redes sociais da internet, tratar-se de uma onda de protestos contra o Enem.

Na capital cearense, com nariz de palhaço, faixas e pinturas no rosto, os estudantes pediram a saída do ministro. Outros 300 manifestantes marcharam no interior do Rio Grande do Sul, com palavras de ordem contra o exame. Parte do grupo pedia o retorno do vestibular nas universidades federais ou a criação de provas semelhantes ao Enem, mas regionalizadas. Na capital gaúcha, os estudantes marcaram presença, em forma de protesto, na abertura 57ª edição da Feira do Livro

Fonte: Correio Brasiliense

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PARAFUSO SOLTO



Candidato de Luiz Inácio da Silva para disputar a prefeitura de São Paulo em 2012, o petista Fernando Haddad, ministro da Educação, seguiu o roteiro e cumpriu o papel esperado. Apareceu diante de câmeras e microfones, com a desfaçatez que lhe é peculiar, para se eximir da culpa pelo mais novo escândalo envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

Em entrevista, Haddad disse que para o Ministério da Educação está claro que dois dos 36 cadernos de pré-teste do Enem foram reproduzidos e distribuídos aos alunos pelos professores do Colégio Christus, em Fortaleza. “Os professores recomendavam aos próprios estudantes a não divulgação desses cadernos, porque as questões ali contidas, provavelmente algumas delas cairiam na prova”, declarou o ministro.

Há dias, o próprio Fernando Haddad declarou em público o seu desejo de terminar com os vestibulares, transformando o Enem como via de acesso ao ensino superior. Aqui no ucho.info o ministro não encontrou guarida para sua proposta, pois o nível de ensino no País é vergonhosamente baixo e os vestibulares, ainda que não isonômicos, são a derradeira esperança de que teremos no futuro uma ínfima parcela da sociedade bem instruída e capacitada para os desafios que o futuro há de apresentar.

Não é a primeira vez que o Enem é alvo de escândalos, todos com a rubrica do ministro Fernando Haddad, que sonha em sepultar os vestibulares, mas não consegue enxergar que há muito não se tem notícia de qualquer irregularidade na Fuvest, conhecido processo seletivo aplicado em São Paulo.
Como disse certa feita um ousado e fanfarrão filósofo de botequim, “nunca antes na história deste país”.

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

OBA-OBA OFICIAL.

(Foto: Agência Brasil)

Na tarde ensolarada de sexta-feira do dia 26 de agosto, o ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), se deixam fotografar pedalando bicicletas amarelas. De capacete na cabeça, estão sorridentes numa solenidade realidade na cidade do Recanto das Emas, que beneficiaria jovens de duas escolas de ensino médio: o Centro de Ensino Médio 111 e o Centro de Ensino Médio 804.

O evento partilhado pelo MEC e pelo governo local teve o propósito de promover a entrega das primeiras 300 bicicletas distribuídas pelo Ministério da Educação (MEC) a alunos da rede pública. Na ocasião, divulgou-se que o Distrito Federal iria distribuir três mil bicicletas a alunos maiores de 14 anos e que residam a até 7 quilômetros da escola.
O festivo evento não passou de puro marketing. Nenhum bicicleta, de fato, foram distribuídas até agora. Estão num depósito. E aquelas que foram entregues, tiveram que ser recolhidas por ordem da Secretaria da educação. “Foi tudo de fachada”, disparou um aluno beneficiado em matéria veiculada há pouco no telejornal local da “Rede Globo”. Mas a propaganda continua nas ruas, com outdoors afixados em pontos estratégicos.

O sonho de ter uma bicicleta frustrou muita gente, inclusive Maria Eduarda, que deu declarações no dia para a assessoria de imprensa do Ministério da Educação. Maria Eduarda, 16 anos, rasgou elogios na ocasião: “É muito bom receber uma bicicleta para ir à escola, pois eu sempre ia a pé e demorava, em média, 20 minutos para chegar. De bicicleta, levarei uns 10 minutos, ganharei resistência e melhora de vida”, disse ela. Maria Eduarda foi uma das pessoas que tiveram que devolver o transporte depois da saída de Haddad e de Agnelo.

Os alunos já teriam recebido o curso, mas isso não tinha acontecido. Hoje, soube-se que ninguém foi treinado e que isso deverá acontecer nas próximas duas semanas. Eles seriam ainda submetidos a uma avaliação física.
A entrega de bicicletas faz parte de um programa nacional patrocinado pelo Ministério da Educação. Nesta fase 30 mil estudantes da rede pública de 81 municípios deveriam ter recebido bicicletas escolares e capacetes. Até o fim do ano letivo, estudantes de aproximadamente 300 municípios serão atendidos com 100 mil bicicletas. Alguém acredita?

Fonte: Ucho.Info

domingo, 18 de setembro de 2011

LULA, ZÉ LAGARTO E FERNANDO HADDAD.

Luiz Inácio Apedeuta da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, foram vaiados anteontem por um grupo de alunos na Universidade Federal do ABC. O chefão do PT não gostou e decidiu passar um carão nos estudantes: “Gritar é bom, mas ter responsabilidade é muito melhor”, disse o agora ex-líder oposicionista que gritou contra o voto em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, que gritou contra a Constituição de 1988, que gritou contra o Plano Real, que gritou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que gritou contra o superávit primário, que gritou contra o Proer, que gritou contra as privatizações. Era o tempo em que Lula achava que não lhe cabia ser “responsável”. Em certa medida, sua IRRESPONSABILIDADE foi premiada.
Escrevi na sexta-feira um longo texto intitulado Desconstruindo a rasa moral profunda das esquerdas. Ou: Em nome do pai. Do meu pai!, em que faço uma espécie de genealogia do padrão moral, ou amoral, das esquerdas, do petismo e do próprio Lula. Em livro lançado recentemente, “O que sei de Lula” — sobre o qual ainda farei um post; estou terminando de ler —, o jornalista e escritor José Nêumanne Pinto relembra um episódio narrado pelo próprio Lula em entrevista a Mário Morel, que está no livro “Lula - O Início”. Para que vocês entendam: Lula trabalhava num torno no turno da noite; de dia, na mesma máquina, outro trabalhador realizava trabalho idêntico. A empresa tinha, pois, como comparar objetivamente a produtividade de um e de outro. Reproduzo em azul o que escreve Nêumanne. Prestem atenção:
A memória de Lula registrava, quando depôs para o livro do jornalista, o nome do parceiro: Zé Lagarto. E também sua enorme capacidade de produção, com a qual não tinha forças para concorrer. Fez urna comparação numérica: enquanto o outro fazia 80 anéis de ferro fundido durante o dia, ele mesmo não conseguia fazer 30, menos da metade, no turno da noite. Escolado na estratégia (nem sempre bem-sucedida) de pedir aumento de salário comparando sua produtividade com a de colegas mais velhos e mais lerdos, ele teve de mudar a tática e apelar para a solidariedade de classe, que não exercera antes nos casos lembrados por ele próprio ao biógrafo de seu início de vida profissional. Para evitar a comparação desfavorável com o parceiro rápido e produtivo, (…) o tosco Karl Marx da Vila Carioca [ bairro onde Lula morava] argumentou pacientemente a seu parceiro ágil e eficiente que a ultrapassagem da cota média normal da produção de rotina só acrescentava ganho ao lucro do patrão, sem produzir benefícios para o salário do empregado. O interessante a observar na versão do Friedrich Engels da periferia paulistana é que ele reconhecia desde então que esse apelo à solidariedade do parceiro era motivado por mesquinho interesse próprio, o mesmo que o fazia expor a baixa produtividade de colegas que ganhavam mais para aumentar sua paga.” [págs. 83 e 84]
Voltei
Eis Lula na sua inteireza. Notem que a amoralidade não parece ser um traço apreendido, mas uma característica inata. O jovem trabalhador que não tinha pejo de denunciar a baixa produtividade alheia para aumentar o próprio ganho recorria à solidariedade de classe quando desafiado por alguém mais competente do que ele próprio. Não teve vergonha de transformar a sua incompetência numa categoria universal, numa versão mequetrefe e rebaixada — a tendência ao simplismo e à vulgaridade é outra de suas notáveis habilidades — da “mais-valia” marxista. Ali estava o oportunismo ainda na sua fase de crisálida.
É bem provável que o pobre Zé Lagarto tenha caído na sua conversa — a exemplo de milhares de trabalhadores do ABC mais tarde, que acabaram perdendo seus empregos para construir “o partido”. Aqui é preciso deixar um registro. O Lula pintado com as tintas do martírio tem muito de mitologia. Foi, sim, um menino pobre, passou dificuldades etc e tal. Mas atenção: Ele trabalhou “no chão da fábrica”, pela última vez, em 1969. Tornou-se dirigente sindical aos 24 anos e nunca mais pegou no pesado. Como exige a legislação, ganhou estabilidade e passou a receber o salário para atuar no sindicato. Quando se tornou dirigente partidário, passou a ser financiado pelo PT. Aos 66 anos, o “símbolo” dos trabalhadores brasileiros não precisa se preocupar com o próprio sustento há 42 anos! DE QUE EMPRESÁRIO OU “BURGUÊS” BRASILEIRO NA SUA IDADE SE PODE FALAR O MESMO? Preconceito? Uma ova! Fato! Ah, sim: ele também recebe há anos algo em torno de R$ 5 mil mensais como homem “perseguido pela ditadura”…
Voltemos à vaiaIrritado com os estudantes, que também vaiaram Haddad, Lula afirmou ainda: “Se tem uma coisa que aprendi a respeitar é o direito das pessoas reivindicarem porque, se não fosse assim, eu não teria virado presidente da República. Se eu tivesse medo de greve, eu não teria feito as maiores e as melhores do País”.
Há aí a jactância habitual — Lula é sempre campeão em tudo e, se não é, dá um jeito de enganar o Zé Lagarto… —, mas também há uma referência objetiva: professores e funcionários da administração de mais de metade das instituições federais de ensino (universidades e ensino técnico) estão em greve desde o dia 6 de junho. Há uma possibilidade de que só voltem ao trabalho no dia 26 — depois de quatro meses de paralisação. Como vocês podem notar, foi um movimento praticamente invisível, que não rendeu notícia naquilo que o PT chama “mídia’. Essa greve, evidentemente, não presta e é coisa de reacionários. Já as que Lula promovia quando na oposição…
Haddad, aliás, defendido por Lula e seu candidato à Prefeitura de São Paulo — que o Babalorixá tentou impor no dedaço, sem prévias; parece que não vai conseguir —, mostrou a matéria de que é feito. Ironizando a reivindicação do grupo de estudantes, que pediam a aplicação de 10% do Orçamento federal em educação, afirmou o ministro com uma longa lista de incompetências e desatinos no Ministério da Educação: “Infelizmente, a direita conservadora conta com o apoio da esquerda conservadora para evitar o progresso do nosso País”.
“Conservadores”, como se nota, são todos aqueles que não estão com o PT. A “obra” deste rapaz na educação ainda não foi devidamente dimensionada. O aumento significativo de alunos no ensino superior no Brasil se deu em razão da expansão das instituições privadas de ensino — expansão realizada com repasse de dinheiro público, por intermédio do ProUni, que, na prática, compra à matroca as vagas que vão sendo abertas. A milagrosa multiplicação de universidades federais e de vagas em instituições públicas é das mais vistosas balelas da gestão Haddad. Já escrevi algumas vezes sobre o assunto. Alguns dados: (íntegra de um post a respeito haqui):
1 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;
2 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
4 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
5 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
5 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
Só isso? Não! Há mais: cresceu o número de analfabetos no país sob o governo Lula — e eu não estou fazendo graça ou uma variante do trocadilho (íntegra do post aqui). Os números estão estampados no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE. No governo FHC, a redução do número de analfabetos avançou num ritmo de 0,5% ao ano; na primeira metade do governo Lula, já caiu a 0,35% — E FOI DE APENAS 0,1% ENTRE 2007 e 2008. Sabem o que isso significa? Crescimento do número absoluto de analfabetos no país. Fernando Haddad sabe que isso é verdade, não sabe?
O combate ao analfabetismo é uma responsabilidade federal. Em 2003, o próprio governo lançou o programa “Brasil Alfabetizado” como estandarte de sua política educacional. Uma dinheirama foi transferida para as ONGs sem resultado - isso a imprensa noticiou. O MEC foi deixando a coisa de lado e acabou passando a tarefa aos municípios, com os resultados pífios que se vêem. A erradicação do analfabetismo desapareceu das metas do Ministério da Educação.
EncerroEsses são os dados. Por que não há números de 2008 para cá? Porque o Ministério da Educação, por enquanto, os sonega. Mas, como se nota, quando alguém protesta contra o governo petista ou cobra o cumprimento de promessas, está sendo “irresponsável”. Responsável é Lula. Responsável é Haddad, com uma greve nas costas que já dura quase quatro meses.
Talvez seja uma boa idéia o PT lançar Haddad como candidato à Prefeitura de São Paulo. É hora de a obra real deste rapaz vir a céu aberto, como o esgoto no campus de Garanhuns da Universidade Federal Rural. Também será uma boa oportunidade para perguntar se ele já devolveu o dinheiro gasto a mais com a fraude na edição retrasada do Enem, com os cadernos errados na edição passada e com aquele suposto kit anti-homofobia que ficava a um passo de considerar a heterossexualidade uma anormalidade da “direita conservadora”.
Lula está convicto de que o Brasil inteiro será sempre enganado, como foi o pobre Zé Lagarto.

Por Reinaldo Azevedo