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domingo, 8 de dezembro de 2013

O BRASIL NÃO MERECE


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Por Gustavo Loyola - Valor Econômico - 02 Dez 2013
A imprensa noticiou na semana passada que a presidente Dilma pretende utilizar as diretorias dos bancos federais como moeda de troca para assegurar o apoio dos partidos a sua reeleição em 2014. Seria apenas mais um triste capítulo no processo de loteamento político dos cargos de direção de órgãos e empresas ligadas ao governo federal, não fossem as circunstâncias específicas que cercam a atuação das instituições bancárias.
Como se sabe, bancos não são como uma empresa qualquer. Trabalham alavancados, gerenciam riscos complexos e cuidam da poupança financeira de milhões de pessoas. Concedem crédito e com isso impulsionam a atividade econômica. Os grandes bancos, quando entram em dificuldades, prejudicam não somente seus acionistas e depositantes, mas também toda a economia, num processo conhecido como crise sistêmica. No caso dos bancos públicos, sua má gestão pode adicionalmente trazer prejuízos imensos para o erário, obrigado a absorver suas perdas e a recompor seu capital.
Num período não tão distante, entre 1995 e 1999, o governo federal gastou cerca de R$ 60 bilhões de reais no saneamento dos bancos federais públicos e outro tanto com os bancos estaduais, o que mostra que a conta pode ser muito salgada quando uma instituição bancária pública embarca numa trajetória equivocada, seja por seguir desígnios políticos incompatíveis com sua natureza, seja simplesmente por má gestão. Créditos concedidos como moeda de troca política, ineficiência administrativa, loteamento político de cargos de direção, financiamento explícito ou oculto a seus controladores, são apenas uma parte das mazelas que comumente se via nos bancos públicos até as reformas introduzidas no governo de Fernando Henrique Cardoso
Vale recordar. A partir de 1995, houve uma verdadeira revolução na gestão do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos demais bancos federais. Ao mesmo tempo em que receberam apoio financeiro do Tesouro Nacional, essas instituições sofreram profundas transformações em sua gestão, passando a atuar com padrões assemelhados aos bancos privados mais eficientes e com mínima ingerência política em sua gestão. Digno de nota foi a completa sujeição dos bancos federais às normas prudenciais editadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central, quando passaram a ser tratados pelo supervisor bancário de maneira exatamente igual a seus concorrentes de capital privado.
Coincide essa transformação dos bancos públicos federais com a grande reestruturação do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ocorrida a partir de 1995. Com ela, o Brasil aderiu plenamente aos princípios editados pelo Comitê de Basileia e foi criada uma sólida infraestrutura regulatória que trouxe o país para os melhores padrões internacionais de supervisão bancária. Como atestam organismos internacionais como o FMI, o Brasil hoje conta com um sistema bancário sólido e bem regulado e que superou sem traumas turbulências sérias, como a crise que eclodiu na esteira da quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008.
De forma lastimável, o loteamento político dos cargos diretivos dos bancos públicos tem gradualmente crescido nos governos petistas. Os leitores hão de lembrar que um dos "aloprados" flagrados na montagem de dossiês fajutos contra José Serra, em 2006, era uma figura que, por seus méritos de churrasqueiro do presidente Lula, tinha sido recentemente guindado a uma diretoria do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), então sob a gestão do governo federal. Logo em seguida, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, duas das mais importantes instituições bancárias do país, foram constrangidos a absorver em cargos de direção figuras políticas premiadas com cargos pelo governo federal.
Tudo isso vem ocorrendo a despeito de o conjunto dos princípios básicos de supervisão bancária do Comitê de Basileia ("Core Principles for Effective Banking Supervision") estabelecer que os supervisores bancários devam verificar, antes de aprovar a eleição de diretores de instituições financeiras, seu conhecimento e experiência no mercado financeiro. Tal disposição também se encontra no artigo 4 da Resolução 3.041, do CMN, que determina ser capacitação técnica uma das condições para o exercício de cargo de diretor de instituição financeira. Essas normas e princípios existem para diminuir o risco de que a má gestão leve à quebra da instituição.
É certo que a pouca cerimônia com que o governo trata os órgãos de Estado não se cinge aos bancos públicos. As agências reguladoras, instituições indispensáveis ao bom funcionamento de importantes setores como o da energia elétrica e das telecomunicações, também têm seus cargos de direção superior e intermediária distribuídos como prebendas aos apoiadores políticos do governo. Porém, com a renovada disposição de lotear entre seus aliados cargos de direção dos bancos sob seu controle acionário, reduzindo-os a meras sinecuras, o governo dá mais alguns perigosos passos rumo a um passado desastroso. Definitivamente, o Brasil não merece isso.
Fonte: Ternuma

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A DUPLA "JURÃO E PIBINHO"

A retração de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre e a alta da taxa básica de juros (Selic) viraram motivo de protesto de sindicalistas. Cartazes com os dizeres “Jurão e Pibinho: dupla preferida do governo” e fotos do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram espalhadas pela Esplanada dos Ministérios pela Força Sindical. Presidente da entidade, o deputado Paulinho (SDD-SP) explicou que os banners foram colocados em Brasília como uma forma de repúdio ao resultado ruim da economia. Conforme ele, o Executivo está pouco interessado em aumentar os ganhos do setor produtivo. “Queremos dar duas medalhas para o Mantega. Uma, por sermos campeões mundiais de juros; outra, por levar o país para o buraco. Estamos chegando à recessão. Isso é uma vergonha”, completou.

Correio Brasiliense

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OS INDICADORES DA DISCÓRDIA

IPCA de outubro tem alta de 0,57%. Pelos cálculos do IBGE, 67,7% dos itens pesquisados apontam reajustes. Tomate volta a ser o vilão, com aumento de 18%. O dólar encarece carnes, massas e pães. Entre os consumidores, 53,7% temem descontrole
ROSANA HESSEL

Depois de um curto período de trégua, a inflação retomou o fôlego e está disseminada pela economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 67,7% de todos os produtos e serviços pesquisados pelo órgão apontaram aumentos em outubro. Foi a maior taxa de difusão desde março, quando 69% dos itens apontaram alta. Diante disso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o mês passado com alta de 0,57%, quase o dobro do 0,35% de setembro. Não à toa, 53,7% dos entrevistados pela pesquisa CNT/MDA, divulgada ontem, disseram estar muito preocupados com a força da inflação e temem seu descontrole.

Apesar desses números, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou o IPCA de outubro como um “bom resultado”, pois veio abaixo das expectativas do mercado — a média das estimativas apontava para elevação de 0,60%. “Foi um IPCA normal para esta época do ano, quando começa a ter aumento (no preço) de alimentos e produtos que estão na entressafra, como carnes”, afirmou Mantega. O governo comemorou com mais ênfase, porém, o fato de a inflação acumulada em 12 meses ter caído pelo quarto mês consecutivo, de 5,86% para 5,84%. No entender da equipe econômica, ainda é possível que a carestia neste ano fique abaixo da registrada no ano passado, de 5,84%.

Conforme a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, os alimentos voltaram a pesar na mesa dos brasileiros. No geral, esses produtos saíram de uma alta de 0,14% em setembro para 1,03% no mês passado, respondendo, com as bebidas, por 44% de toda a inflação de outubro. O grande vilão foi o tomate, com alta de 18,65%. O fruto havia se tornado o símbolo da inflação do governo Dilma Rousseff, mas, nos últimos meses, com a produção maior, os preços haviam cedido. Também as carnes e as massas engoliram parte do orçamento das famílias impactadas pelo dólar. Com a estiagem, o gado e os frangos são alimentados com ração de milho e soja, cujos preços são dolarizados. As massas e os pães levam trigo em sua composição. Quase a metade do cereal consumida no país é importada.

Espanto geral
Na avaliação do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, com a disseminação dos reajustes pela economia, o represamento dos preços administrados (gasolina e passagens de ônibus, por exemplo), que subiram apenas 1% nos últimos 12 meses, e a resistência dos serviços, o Banco Central terá muito trabalho para derrubar o IPCA e levá-lo ao centro da meta, de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A maior parte dos analistas acredita que a taxa básica de juros (Selic) subirá mais 0,5 ponto percentual no fim deste mês, de 9,50% para 10%. Mas começa a ganhar corpo a aposta de uma ação mais agressiva da autoridade monetária, com elevação de 0,75 ponto.

Pelas contas de Leal, mesmo que os alimentos sejam excluídos do índice de difusão calculado pelo IBGE, mais de 60% dos produtos e serviços tiveram reajustes em outubro. Ou seja, a carestia está espalhada e resistente, como já ressaltou o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton. A zona de conforto do BC, em relação a esse indicador, é de um patamar ligeiramente acima de 50%. Por causa da disseminação dos aumentos e de elevações de preços já programadas, como a do fumo, a Consultoria LCA acredita que o IPCA de novembro será de ao menos 0,7%.

A aposentada Maria da Penha Loureiro, 66 anos, disse estar estarrecida com os atuais nível de inflação. “Infelizmente, a alta de preços não se restringe aos alimentos. Tudo está caro demais. Gasto, mensalmente, cerca de R$ 1,2 mil em compras no supermercado. Cada vez compro menos”, afirmou. A servidora pública Ana Cristina Cavalcante, 53, também não escondeu o seu espanto, sobretudo diante da nova alta do tomate. “Por semana, estava comprando um saco com até 15 tomates. Agora, levo apenas três ou quatro para a casa”, ressaltou. Para o comerciante Roberto Santos, 50, está inviável abastecer a família de 10 pessoas com carne. “Um mês atrás, gastava R$ 300 e comíamos carne três vezes na semana. Agora, desembolso R$ 500 e, mesmo assim, há semanas que só temos carne dois dias. E não adianta substituir o boi pelo frango. Tudo subiu”, emendou.

Vestuário
Para a economista Adriana Molinari, da Consultoria Tendências, os consumidores devem preparar o bolso, pois não haverá trégua no custo de vida tão cedo. “Não podemos esquecer que haverá aumento na gasolina”, disse. A expectativa é de alta de 7% nas refinarias e de 4,3% nas bombas. “Isso dá um impacto de 0,17 ponto percentual no IPCA”, estimou. Segundo o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco,
Octavio de Barros, os brasileiros sentirão, nos próximos meses, o repasse da alta do dólar para os preços. Ontem, a moeda norte-americana superou os R$ 2,30. “Esperamos que o IPCA de novembro acelere para 0,68%, encerrando o ano com inflação acumulada de 5,90%”, afirmou.

Além dos alimentos e das bebidas, os consumidores sentiram a disparada dos preços de itens de vestuário, com reajuste médio de 1,13% em outubro. Que o diga a aposentada Rachel Ungierowicz, 65. Há duas semanas, ela comprou uma blusa por R$ 180, valor que, dois meses antes, bancava duas peças e ainda sobrava. Na tentativa de gastar o menos possível, a vendedora Tainara Ferreira, 19, recorre às feiras “Em vez de comprar uma blusa de R$ 80 em um shopping, pago R$ 25 nas bancas”, afirmou.


» Acima do teto

Em três da 11 capitais pesquisadas pelo IBGE, a inflação acumulada em 12 meses está acima do teto de 6,50% definido pelo Conselho Monetário Nacional: Recife, com 6,81%; Fortaleza, com 6,64%; e Belém, com 6,54%. Isso, no entender dos especialistas, só confirma a força da carestia que atormenta os consumidores. Em Brasília, a alta do IPCA está em 5,90%, acima da média nacional de 5,84%.


FONTE: CORREIO BRASILIENSE 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

NA CONTRAMÃO



Na festa de comemoração dos 33 anos do PT e de dez anos do partido no poder central, Luiz Inácio da Silva, que se comportou como uma versão mambembe de Odorico Paraguaçu, cometeu a insensatez (para ser minimalista) de afirmar que foi sob o comando da legenda que o Brasil ressurgiu em termos sociais e a economia avançou. E Lula, como sempre, não perdeu a oportunidade para atacar os adversários, até porque reeleger Dilma Rousseff, que já é conhecida dos brasileiros por sua inoperância, será uma tarefa mais difícil do que quando a companheira era uma estreante nesse tipo de disputa.

“Eles estão inquietos, porque percebem que estão sem valores, sem discurso e sem propostas. Porque toda e qualquer coisa que eles pensaram em fazer, nós fizemos mais e melhor”, disse Lula com a desfaçatez que lhe é peculiar.
Qualquer cidadão minimamente esclarecido sabe que na última década o Brasil caminhou para trás. Foram dez anos de muita pirotecnia oficial, que serviu como cortina de fumaça para os seguidos escândalos de corrupção. Lula, que é um animal político, sabe que a situação do partido não é das melhores. O que o ex-presidente tenta fazer com a ajuda de alguns aliados de primeira hora é erguer um murro de arrimo para conter a avalanche que pode soterrar o partido.

Por certo os ufanistas que idolatram Lula contestarão essa tese, mas é preciso analisar a economia como um todo e acompanhar o que pensam os integrantes dos partidos aliados no palco e principalmente nos bastidores. Todos sabem que a memória do brasileiro é curta e as reticências de escândalos tendem a se diluir com o tempo, mas o caso do Mensalão servirá de moldura para um assunto que cada vez mais tira o sono dos brasileiros e até mesmo de políticos da base. A crise econômica que os palacianos insistem em fingir que não existe.

Quando políticos que sempre defenderam o governo, algumas vezes de forma até irracional, começam a assumir publicamente que a crise econômica é grave e preocupante, é porque a situação é muito pior do que imagina a extensa maioria da sociedade, que por questões culturais e de comodismo prefere manter-se à distância do cotidiano da política nacional. Eis o grande erro de uma nação, que deixa os governantes agirem livre e impunemente.

Nos bastidores da base aliada a situação é ainda pior. Políticos não apenas reconhecem a existência e a virulência da crise, mas admitem que, por razões eleitorais, podem mudar o discurso ou trocar de partido. E as eventuais mudanças de legenda devem acontecer nos próximos meses de acordo com o que determina a legislação eleitoral. Um dos partidos da base que ensaia carreira solo e fala abertamente sobre a crise é o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que continua de olho na cadeira de Dilma.

Se isolados os números da economia não mentem, quando colocados simultaneamente sobre a mesa nenhuma desculpa, por mais elaborada que seja, é capaz de explicar o inexplicável. Como tem noticiado o ucho.info há alguns meses, o governo de Dilma Rousseff está em uma encruzilhada e nos próximos dias terá de escolher o caminho a ser seguido. Os discursos sobre a inflação, desconexos no primeiro escalão do governo, mostram que os palacianos estão perdidos em relação ao tema.
Enquanto o ministro Guido Mantega, da Fazenda, discursa em determinada direção, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, direciona sua fala na direção oposta.

A grande questão que ficou explicita durante os últimos dois anos é que o centro da meta de inflação nunca foi levado a sério pelas autoridades econômicas do governo, que se acostumaram a conviver com o teto da meta, que é de 6,5%. Atualmente, a inflação está em 6,15%, o que confirma que o governo do PT tem uma política econômica muito semelhante ao cidadão que incorpora o limite do cheque especial aos seus ganhos mensais. E a partir do segundo mês a conta começa a não fechar. É o que tem acontecido com a inflação, que foi combatida pelos petistas de forma desordenada e pontual, sempre ancorada na falsa sensação de que o teto era a bóia de salvação.

Entre a realidade dos fatos e o discurso que escapa do Palácio do Planalto, o núcleo do governo e a cúpula petista terão de abrir mão da mentira e deixar a reeleição de Dilma Rousseff à beira do caminho pelo menos por enquanto. Defendida pelo presidente do BC, a alta das taxas de juro já é admitida por boa parte do governo, que no momento não tem outra ferramenta de combate à inflação.
Com essa medida, o problema migra para outro vértice da crise. O crescimento econômico, que preocupa o governo, deve continuar patinando com tal decisão. Com taxas de juro mais altas, o consumo diminui e a já castigada indústria nacional reduzirá a produção. Com isso, irá pelo ralo a aposta do Palácio do Planalto de reverter a crise com o consumo interno. Eis o enigma que mereceu destaque em inúmeras e seguidas reportagens anteriores deste site. Não há como agradar os dois lados da crise e o governo terá de decidir com celeridade, apostando no escuro

Fonte: Ucho.Info

domingo, 17 de fevereiro de 2013

INCOMPETÊNCIA DEVASTADORA



Sem saída – Afirmar que a economia brasileira é um barril de pólvora prestes a explodir é muito pouco perto das incertezas que vivem os cidadãos. A economia sob o comando dos gênios do PT pode ser comparada a um ciclista, com uma perna amputada, que tenta atravessar o Grand Canyon pedalando sua bicicleta, com um só pedal, sobre um longo e estreito cabo de aço esticado. Ou seja, a tragédia é tão certa quanto à tensão que domina o ciclista e os expectadores.

Compreender o que se passa no cotidiano da economia nacional é algo cada vez mais difícil, a ponto de as próprias autoridades não se entenderem. Enquanto de manhã um ministro faz determinada afirmação, à tarde outro faz declaração oposta.

O Palácio do Planalto pode até discordar, mas os números não nos deixam mentir. Em janeiro deste ano, a inadimplência do comércio varejista avançou 11,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O que significa que mais pessoas estão deixando de honrar seus compromissos.

Também em janeiro, aumentou o número de pessoas que procuraram bancos e instituições financeiras à procura de crédito. Segundo a Serasa Experian, o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito avançou 2,2% em janeiro, na comparação com dezembro de 2012. Se comparada com janeiro do ano passado, a demanda por crédito cresceu 12,3%.

Em 2012, a arrecadação de impostos levou aos cofres do Estado (União, estados e municípios) R$ 1,556 trilhão. Desde o primeiro dia do ano até as 14 horas da quinta-feira (14), os brasileiros já tinham desembolsado R$ 200 bilhões em impostos, conforme registrou o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo.

Com todos esses números, mais as medidas adotadas pelo governo federal, como redução de IPI e desoneração da folha de pagamento para alguns setores, a economia cresceu menos de 1% em 2012. Fosse pouco, o governo de Dilma Rousseff insiste em reverter a crise econômica incentivando o consumo, estratégia cuja ineficácia já está provada.

O PT há uma década brinca de governar, mas na realidade o que conseguiu fazer foi abusar da pirotecnia e da mitomania oficiais, levando a parcela incauta da população a creditar no inacreditável. O pior nesse cenário é que há direitistas larápios que apoiam as sandices desses socialistas gatunos. Enfim, como disse Lula, um comunista de botequim, “nunca antes na história deste país”.

Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MANTEGA "ERROU FEIO"

Diário britânico critica medidas protecionistas e aponta que o México, um mercado mais aberto, está crescendo mais rápido que o Brasil

Ministro da Fazenda, Guido Mantega
Para Financial Times, as previsões de Mantega são 'desconcertantes' (Valter Campanato/ABr)
Em reportagem publicada na tarde desta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre – com alta de apenas 0,6%, abaixo da expectativa do mercado e do próprio Banco Central – foi, no mínimo, frustrante. O diário destacou que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nacional ficou aquém do crescimento de todos os países emergentes e que o ministro Guido Mantega "errou feio". Duas foram as principais falhas do economista: em primeiro lugar, o fato de ter espalhado aos "quatro ventos" que a atividade estava em franca recuperação e, em segundo lugar, por ter afirmado a jornalistas, poucos dias antes do anúncio do IBGE, que o crescimento do PIB anualizado entre julho e setembro seria de cerca de 4%. "Os números apresentados hoje fazem com que as afirmações do ministro Mantega tenham um caráter desconcertante", afirma o FT.
O diário reconhece que há uma leve retomada em curso no país. "Em números anualizados, a economia está crescendo 2,4%", afirma. Contudo, a economia não está se recuperando num ritmo acelerado. "Talvez, Mantega tenha prestado excessiva atenção à projeção de PIB divulgada pelo boletim Focus, do Banco Central, em 14 de novembro, que previa um crescimento de 1,15% no terceiro trimestre – e uma taxa de crescimento anualizada de 4,6%", diz o jornal.
Protecionismo – O FT ainda apontou que o Brasil pode estar combatendo o inimigo errado ao criar inúmeras medidas protecionistas, como o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados e a fixação do Palácio do Planalto por enfraquecer o real. "Muito da retórica do governo tem foco na taxa de câmbio, com Mantega acusando os Estados Unidos de inflarem o valor do real contra o dólar por meio de uma política monetária expansionista. Mas economistas argumentam que muito mais precisa ser feito", afirma o FT. "Esse desempenho fraco abre espaço para a presidente Dilma introduzir medidas de urgência nas tão necessárias reformas que empurrarão o investimento em infraestrutura no país", acrescenta.
México – O jornal comparou novamente o desempenho do Brasil com o do México. "O México, por exemplo, tem uma economia muito mais aberta ao comércio internacional e está crescendo muito mais rápido que o Brasil." "É preciso ver o que o México fez em termos de contenção de custos", disse ao FT o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs. "Ao não conter gastos, o Brasil é precificado fora da economia global. O país não tem problema cambial, e sim um problema de competitividade", afirmou

sexta-feira, 18 de maio de 2012

GOVERNO MENTIROSO

E

Quebra-cabeças – A crise econômica internacional causava estragos somente na zona do euro quando o ministro Guido Mantega, da Fazenda, disse que o Brasil estava imune a qualquer movimento vindo do Velho Continente. Na sequência foi a vez da presidente Dilma Rousseff repetir a cantilena, mas meses depois foi obrigada a apelar para o consumo interno como forma de minimizar os efeitos colaterais da crise europeia.

Foi essa estratégia mirabolante, utilizada por Lula em 2008 e que provocou estragos, que levou o Palácio do Planalto a pressionar os bancos privados para que as taxas de juro ao consumidor fossem reduzidas. Acontece que nem tudo está saindo como os palacianos planejaram.

Quem compra algo a prazo, como quer o governo, o faz porque tem pelo menos intenções de pagar. No vencimento só paga quem tem dinheiro, ao passo que deixa de pagar quem não dispõe do vil metal. Historicamente o dinheiro é fruto do trabalho. E sem trabalho não há dinheiro. Uma sequência tão óbvia e simples, mas não é isso que mostram algumas pesquisas recentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), as vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,2% em março deste ano, em relação ao mês anterior. A receita nominal também registrou crescimento, de 0,3%. Divulgada nesta quinta-feira (17), a pesquisa do IBGE mostra também que, em comparação com março de 2011, o crescimento das vendas do comércio varejista chegou a 12,5%. No acumulado do ano a alta é de 10,3%. Nos últimos doze meses, o crescimento foi 7,5%. Resumindo, o governo tem o que comemorar parcial e
temprariamente, mesmo que isso reforce a resistência da inflação.

Por outro lado, o Ministério do Trabalho divulgou, também nesta quinta, dados sobre a geração de empregos no País. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos quatro primeiros meses do ano a criação de empregos formais registrou queda de 20,2%, em comparação ao mesmo período de 2011. Segundo o Ministério do Trabalho, de janeiro a abril de 2012 foram criados 702.059 empregos formais, contra 880.717 vagas formais geradas no primeiro quadrimestre do ano anterior.

Trata-se, segundo o próprio governo, do pior desempenho para os quatro primeiros meses de um ano desde 2009, quando foram abertas 48.454 vagas de empregos com carteira assinada. À época, o País enfrentava os efeitos o primeiro capítulo da crise financeira advinda do “subprime” norte-americano, iniciada em setembro de 2008 com a concordata do banco Lehman Brothers.

Ao cruzar os dados de ambas as pesquisas até mesmo um leigo percebe facilmente que algo de errado há na economia verde-loura. O governo aposta no consumo interno, o endividamento das famílias está em alta, a inadimplência disparou, o consumo cresce e a geração de empregos decresce. Cenário que não se sustenta durante muito tempo, pois as peças apresentam problemas de encaixe.

Na quarta-feira (16), a presidente Dilma Rousseff se emocionou ao instalar a Comissão Nacional da Verdade e dizer que a sombra e a mentira não promovem a concórdia. Belas palavras, comoventes até, mas um dia depois das lágrimas da presidente o brasileiro descobre que o governo mente.

Criemos, pois, uma Comissão da Verdade Econômica, porque a bolha de virtuosismo que Lula vendeu ao mundo começa a estourar.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

MANTEGA É CHAMADO PARA DAR EXPLICAÇÕES

Tanto o ministro quanto o ex-presidente da Casa da Moeda devem ser convocados

As explicações apresentadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, não convenceram a oposição.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), protocolou ontem dois requerimentos na Comissão de Assuntos Econômicos, um convidando Mantega e outro destinado a Denucci para que prestem esclarecimentos na Casa.

"As explicações do ministro comprometem o governo, quando ele admite que demitiu o presidente da Casa da Moeda por pressão do PTB. O ministro admitiu ainda que nomeou para um cargo estritamente técnico alguém que atenderia a interesses políticos. Isso sem falar nas denúncias de corrupção que pesam sobre o ex-presidente da Casa da Moeda", justificou Dias.

Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) chamou representantes da empresa WIT, que identificou que os US$ 25 milhões movimentados por Denucci em paraísos fiscais teriam sido de comissão paga a fornecedores da Casa da Moeda. O requerimento será protocolado na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) do Senado.

"O governo estabeleceu uma distinção entre os ministros do PT e de outros partidos em meio a denúncias de corrupção. Se for rejeitado o convite a Mantega, será o terceiro ministro petista que será protegido pelo governo para não vir dar explicações no Congresso. Primeiro foi o Palocci (ex Casa Civil), depois o Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)", disse Dias.

Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ESCÂNDALO NA CASA DA MOEDA, MANTEGA NA MARCA DO PÊNALTI


(Foto: Renato Araújo - ABr)

Barril de pólvora – A situação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, complica-se a cada dia em função do escândalo da Casa da Moeda. O então presidente do órgão, Luiz Felipe Denucci, demitido há dias, é acusado de cobrar o equivalente a US$ 25 milhões em propina dos fornecedores e transferir o dinheiros para contas bancárias no exterior em nome de duas empresas “off shore”.

Avisada com antecedência pelo próprio PTB, partido ao qual Denucci é filiado, sobre os desvios na Casa da Moeda, a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) comunicou imediatamente o fato a Mantega, que não tomou providências para interromper a ilícita cornucópia. À época, a chefe da Casa Civil recebeu como resposta a informação de que a substituição de Luiz Felipe Denucci estava sendo providenciada, o que ocorreu com atraso de cinco meses.

Na quinta-feira (2), diante da profusão do escândalo, a assessoria de Guido Mantega distribuiu à imprensa um curto comunicado informando que “o Ministério da Fazenda decidiu instaurar comissão de sindicância investigativa para apurar as informações mencionadas”.
Para dificultar ainda mais a situação do ministro, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, declarou que Denucci foi escolhido pelo próprio Mantega, que pediu ao partido apoio político para garantir a indicação do petebista.

Por mais ousado que seja um agente público, não há quem cobre US$ 25 milhões em propina sem, ao menos, ter o consentimento de um superior hierárquico. É com base nessa tese que o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirma que Mantega prevaricou no caso. “Se recebeu informações da prática dos ilícitos e nada fez para apurar o caso, afastar o envolvido, Mantega prevaricou. Essa condescendência é gravíssima”, declarou o presidente do PPS.

Como noticiou o ucho.info, o PPS aguarda a instalação das comissões permanentes da Câmara dos Deputados, o que deve acontecer na próxima semana, para protocolar um pedido de convocação do ministro Guido Mantega, que tem evitado falar sobre o imbróglio.

Em um país minimamente sério, o que não é o caso do Brasil, o ministro da Fazenda já estaria demitido e o então presidente da Casa da Moeda preso. Para evitar que a crise que paira sobre o governo federal se alastre, principalmente no momento em que crescem as incertezas econômicas que pairam sobre o mundo, a presidente Dilma Rousseff por certo protegerá Mantega. Até porque, demitir mais um ministro por causa de irregularidades seria decretar o fim de um governo que ainda não começou.

Fonte: Ucho.Info