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sábado, 12 de abril de 2014

CASO DE POLÍCIA


corrupcao_17 Muito antes de chegar ao poder central, com a eleição de Lula, o PT já praticava crimes de corrupção e outros mais, sem que a população se preocupasse com o perigo que isso representava. Depois que o PT se instalou no Palácio do Planalto, os crimes cresceram em número, formando uma teia assustadora e com muitas interconexões. Esse cenário vem corroendo de forma contínua o Brasil, mas o aparelhamento da máquina estatal impede que os mesmos sejam investigados.
O primeiro grande desmando, que serviu de alicerce para a teia criminosa e que terminou com a trágica e brutal morte de Celso Daniel, foi o esquema de cobrança de propina ao qual foram submetidos os empresários de Santo André, em especial os do setor de ônibus. A operação criminosa era marcada por tanta ousadia, que qualquer organização mafiosa sentir-se-ia apequenada se visse a destreza dos petistas.
Celso Daniel foi torturado antes de ser assassinado, pois, além de ter se rebelado contra um esquema que havia escapado ao controle, se negou a revelar detalhes das contas bancárias no exterior onde estava depositada parte do dinheiro da propina. Mara Gabrilli, deputada federal pelo PSDB e filha de um então empresário de ônibus de Santo André, acusou Gilberto Carvalho de ser a pessoa responsável ela coleta do dinheiro imundo. Gabrilli não faltou com a verdade ao fazer tal acusação, até porque ela vivenciou os fatos na empresa do pai.
O dinheiro arrecadado criminosamente em Santo André serviria para ajudar no financiamento da campanha de Lula à presidência, em 2002. As quantias arrecadadas eram entregues a José Dirceu, que à época presidia o Partido dos Trabalhadores. Parte desse dinheiro era trocada por dólares, operação que era realizada com Nelma Kodama, que gosta de ser chamada como “a grande dama do mercado de câmbio”. Mais adiante o leitor saberá mais sobre Nelma Kodama.
Abusada em suas declarações e muitas vezes se valendo da ironia, Nelma Kodama tinha ligações e parentesco com ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, flagrado na Operação Anaconda, da Polícia Federal. Nelma foi concunhada de Rocha Mattos, pois viveu com o irmão de Norma Emílio, que foi casada com o ex-juiz.
João Carlos da Rocha Mattos sempre negou conhecer Nelma Kodama, mas alguns fatos levam a concluir o contrário. Não por acaso, a Polícia Federal apreendeu na casa de Rocha Mattos, durante a Operação Anaconda, um CD com as gravações telefônicas do caso Celso Daniel. Como Nelma Kodama circulava com desenvoltura entre os petistas corruptos de Santo André, o que explica as acusações supostamente infundadas contra o ex-concunhado. Mattos foi flagrado em um milionário esquema de venda de sentenças judiciais, mas sua situação piorou muito por saber detalhes dos fatos que antecederam a morte de Celso Daniel.
O dinheiro da propina de Santo André acabou, em parte, depositado em contas bancárias no exterior, como já mencionamos. Sem ter como repatriar esse dinheiro, o PT se valeu dos empréstimos fictícios do Mensalão para viabilizar a operação que trouxe de volta ao Brasil os recursos provenientes da propina cobrada na cidade do ABC paulista. Até porque, nenhuma instituição financeira concede empréstimos milionários a partidos políticos sem as devidas garantias e apenas com avais suspeitos. O dinheiro depositado no exterior foi repassado ao Tradelink Bank, braço internacional do finado Banco Rural, que no Brasil entregou o dinheiro ao PT por meio de empréstimos bancários. Vale lembrar que não foi uma simples coincidência a quebra do Banco Rural, depois que o Supremo Tribunal Federal condenou os mensaleiros.
O milionário caixa do Mensalão do PT não foi alimentado apenas com o dinheiro desviado do Visanet e com as somas que estavam depositadas no exterior, mas também com polpudos aportes feitos por empresários oportunistas que desejavam se aproximar do núcleo duro do governo do malandro Lula. É nesse ponto que o Mensalão do PT cruza o caminho da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema criminoso ancorado por proeminentes (sic) figuras do mercado financeiro.
O esquema decorrente da Satiagraha passava obrigatoriamente pelas agências de propaganda de Marcos Valério Fernandes de Souza, que superfaturava, com o conhecimento de determinado cliente, campanhas publicitárias de duas empresas de telefonia celular. A diferença entre o valor real da campanha e o superfaturado era despejada no caixa do Mensalão do PT, pois um dos alvos da Operação Satiagraha precisa se aproximar dos fundos de pensão de empresas públicas federais, em sua maioria controlados por petistas. Foi a partir dessa operação canhestra que José Dirceu passou a trabalhar como lobista de um dos investigados pela Satiagraha.
Um dos principais protagonistas do Mensalão do PT, José Janene, já falecido, transitava com muita intimidade no Palácio do Planalto, a ponto de certa vez, ao se referir a Lula, ter colocado em xeque a honra da mãe do então presidente da República. “Avisa esse filho da puta…”, disse Janene durante uma acalorada discussão nos bastidores da Câmara dos Deputados.
Paranaense, José Janene era compadre Alberto Youssef e foi responsável por apresentar o doleiro aos petistas de Londrina, começando por André Vargas e Paulo Bernardo da Silva, marido da senadora Gleisi Hoffmann e atual ministro das Comunicações. Youssef sempre foi a ponta financeira dos negócios nada ortodoxos comandados por Janene, muitos dos quais com prefeituras administradas por petistas.
A mais nova ponta da teia de crimes cometidos sob a égide do PT fica por conta da Operação Lava-Jato. Durante as investigações, a Polícia Federal prendeu Nelma Kodama no Aeroporto de Guarulhos. Kodama estava pronta para embarcar para a Europa quando foi flagrada com 200 mil euros na calcinha. A “grande dama do câmbio” disse aos policiais que o dinheiro seria utilizado na compra de móveis refinados na Europa, mas que não informou à Secretaria da Receita Federal porque o posto da repartição no aeroporto estava fechado.
Para quem já foi responsável pelas operações de cambio dos marginais de Santo André, levar 200 mil euros na calcinha é excesso de inocência. Ao abordar Nelma Kodama, a PF já tinha informações sobre o pacote de dinheiro, conseguidas a partir de grampos telefônicos. Informações preliminares dos policiais dão conta que a soma encontrada com Nelma era proveniente do tráfico de drogas, sonegação de impostos e contrabando de pedras preciosas, mas é muito pouco se considerados as supostas fontes da lavanderia financeira.
Comenta-se nos bastidores que o dinheiro estava sendo levado à Europa a pedido de um dos advogados que atuaram no julgamento da Ação Penal 470 (Mensalão do PT) e seria parte dos honorários. Caso enverede por essa linha de investigação, a Polícia Federal poderá desmontar uma nova quadrilha.
Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 17 de julho de 2013

FALA SÉRIO !


Parece brincadeira, mas não é. Depois de o presidente do PT, deputado Rui Falcão, ter tido o cinismo de dizer que não havia militantes petistas nas manifestações dos últimos dias por que todos estão empregados, trabalhando, agora foi a vez de o ex-presidente Lula escrever no artigo distribuído ontem pelo The New York Times que os protestos que ocorreram pelo país são reflexos dos sucessos de seu governo nos campos econômico, político e social.



Como se não bastasse a contabilidade criativa com que o governo tenta esconder os fracassos de sua política econômica, temos agora a interpretação criativa para tentar esconder o que o povo foi às ruas para exigir: menos corrupção, maior transparência no uso do dinheiro público, prioridades para transportes públicos, saúde e educação, e não para estádios de futebol “padrão FIFA”.



Trazer a Copa do Mundo para o Brasil, aliás, foi uma das grandes vitórias do Governo Lula, e desde o primeiro momento houve o compromisso de que não se gastaria dinheiro público nas obras necessárias, como a construção dos estádios. O que se viu, no entanto, foi um gasto muito superior ao estimado - os gastos com estádios representam R$ 7,5 bilhões dos R$ 28,1 bilhões previstos nas obras da Matriz de Responsabilidades da Copa – com financiamentos pelo BNDES, incluindo aí o estádio do Corinthians, que teve o apadrinhamento decisivo de Lula, corintiano doente. 



Embora diga que os protestos não são contra a política, mas uma vontade da juventude de participar mais diretamente dela, o ex-presidente Lula reconhece que “mesmo o Partidos dos Trabalhadores, que eu ajudei a fundar, e que contribuiu muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de uma profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens de forma paternalista”.



Na parte de seu artigo mais conectada com a realidade Lula lembra que “as pessoas não querem apenas votar de quatro em quatro anos, (...) querem interagir com os governos locais e nacionais, e tomar parte das decisões de políticas públicas, oferecendo opiniões e decisões que os afetem todos os dias”.



Lula diz ser natural que os jovens “desejem mais”, especialmente aqueles que têm o que seus pais não tiveram. Mas trata de encontrar desculpas para as críticas das ruas, especialmente às questões econômicas que começam a incomodar a nova classe média inventada pelo lulismo, que vê seu poder de compra ser reduzido pela inflação e pelo endividamento.



Ressalta, com razão, que a maioria das pessoas que estavam nas ruas não viveu os tempos de hiperinflação. Em tempos de estagflação, Lula diz que hoje as pessoas já não se lembram dos aos 1990 “quando a estagnação e o desemprego afetaram nosso país”. Ao tentar minimizar os problemas de inflação que temos hoje, traz à lembrança o Plano Real que acabou com a hiperinflação.



Sem receio de parecer incoerente, Lula admite, sem nunca afirmar explicitamente, que as manifestações têm a ver com o jogo partidário que o PT aprofundou ao chegar ao poder, gerando crises como o mensalão. “Eles exigem instituições políticas mais limpas e transparentes, sem as distorções políticas e eleitorais (...)”.



Da mesma forma que o presidente do PT, Rui Falcão, no Programa Roda Viva, também o presidente Lula admite em seu artigo a “legitimidade dessas demandas”. Lula diz, no entanto, que “é impossível contemplá-las rapidamente”. Confrontado com o fato de que a principal aliança partidária do PT é com o PMDB, cujos líderes são acusados de malversação do dinheiro público, Falcão disse que a solução do problema está no plebiscito para a reforma política.


Os dois se utilizam dos mesmos argumentos com que já tentaram transformar o mensalão em simples uso do “caixa dois” eleitoral, que todo partido brasileiro usaria. Também em relação aos parceiros preferenciais, em vez de uma política transparente como as ruas exigem, não há nada a se fazer no momento. Apenas não é culpa do PT

Merval Pereira

domingo, 17 de fevereiro de 2013

LULÂNDIA, O REINO DA AVACALHAÇÃO



Bastou o intervalo das festas de fim de ano, das férias nas praias ou no exterior – quando ninguém pensa em dívidas, contas a pagar, despesas que virão – para que Lula da Silva ressurgisse do conveniente mutismo e retomasse os preparativos para sua "trieleição".

De fato, o ex-presidente nunca deixou de exercer o poder. Recorde-se que tentou impedir o julgamento do mensalão chantageando o ministro Gilmar Mendes para que esse adiasse o julgamento. Como isto não funcionou ordenou ao Congresso que realizasse a CPI do 'Cachoeira', uma espécie de cortina de fumaça para desviar a atenção do público das condenações dos quadrilheiros do PT, que poderiam atrapalhar as eleições municipais de 2012. A CPI acabou condenando apenas o senador Demóstenes Torres e prendendo o contraventor sem que nada acontecesse à DELTA e a grande rede nacional de políticos envolvidos na trama. Deste modo, a farsa se converteu em um dos maiores espetáculos, de degradação moral e cívica, já apresentado pelo Congresso Nacional.

Consta também que a presidente Rousseff, gerente de apagões e 'pibinhos', não dá um passo sem consultar seu chefe e inventor, que assim demonstra quem é o verdadeiro presidente da República.

Contudo, após as acusações de Marcos Valério que indicaram Lula da Silva como chefe e beneficiário do "mensalão", este se calou. Especialmente, foi depois da eclosão do fragoroso escândalo no qual ficou demonstrado que a amante, Rosemary Nóvoa de Noronha, não só desfrutava de maravilhosas viagens presidenciais pagas por nós, os otários contribuintes, mas nomeava através do "tio Lula" uma quadrilha de trambiqueiros, falsificadores, fraudadores de pareceres, que o ex-presidente deu de fugir da imprensa. Fato grotesco ocorreu em Barcelona, quando o poderoso chefão Lula bateu em veloz retirada através da lavanderia do hotel em que se encontrava hospedado e escapuliu dos repórteres pela porta dos fundos.

Agora, enquanto o povo em férias se entretém com os preparativos do carnaval, Lula da Silva emerge anunciando futuras caravanas pelo Brasil. Ao mesmo tempo, faz saber que assumirá as negociações com a base aliada. Portanto, após ter nomeado o ministério de Rousseff, na prática, está demitindo a fiel Ideli Salvati de suas funções de ministra das Relações Institucionais, ou seja, um ministério que é uma espécie de balcão de negócios, posto muito conveniente para quem é candidato.

Além do mais, para mostrar quem manda de verdade, Lula da Silva se reuniu com seu outro 'poste', o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e secretariado para dar as ordens e ministrar lições de populismo.

Em países de instituições sólidas, poderes independentes e igualmente fortes, e de oposição para valer, tal avacalhação é impensável. Mesmo no Brasil, nenhum ex-presidente chegaria a tanta desfaçatez e lambança. Mas, na Lulândia tudo é permitido porque o povo elegeu e continua aplaudir o grão senhor Lula. Algo que faz parte da nossa "cultura da avacalhação", desde os tempos coloniais.

Além do mais, como não existe oposição, exceto uma ou outra voz solitária, Genoino, um dos condenados petista do mensalão tomou posse como deputado federal decretando o fim da ficha limpa. Se isto foi legal, como dizem seus defensores, foi imoral e abjeto.

Em outra manifestação típica da Lulândia, membros do PT, inclusive, e a juventude petista organizaram um jantar com o objetivo de arrecadar fundos para pagar as multas dos companheiros criminosos condenados. Alguns militantes acreditam ou fingem acreditar que os companheiros quadrilheiros, coitadinhos, foram injustiçados, condenados sem provas, vítimas da imprensa maldosa e da oposição que não existe. Por sua vez, a CUT, braço sindical do PT, fez ato para anular sentenças do STF. Hilariante piada de salão como diria Delúbio Soares.

Enquanto segue a politicagem, por mais que o ministro Mantega distorça e fraude dados da economia e faça mágicas para adulterar resultados, a inflação acelera, progride a inadimplência, aumenta a devolução de cheques sem fundo.

Com a projeção do endividamento da Petrobrás, virá o aumento dos combustíveis tantas vezes adiado politicamente e com ele mais inflação, apesar de que os reajustes previstos apenas amenizarão a piora do endividamento.

Acrescente-se que as previsões da economia para 2013 não são das melhores. Segundo, por exemplo, Flávio Castelo Branco, gerente executivo do Núcleo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI): "Se a economia seguir um padrão fraco como o de 2012, a desaceleração alcançará o mercado de serviços e aí podemos ter uma contaminação do mercado de trabalho".

Rousseff está em campanha e fez comício em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar redução de tarifas de energia. Entretanto, no cenário sombrio que se desenha para a economia de 2013, a quem o povo recorrerá como salvador da pátria? É fácil adivinhar. Que o digam os invasores do Instituto Lula que não perderam tempo indo à Brasília.

Maria Lúcia Victor Barbosa

INCOMPETÊNCIA DEVASTADORA



Sem saída – Afirmar que a economia brasileira é um barril de pólvora prestes a explodir é muito pouco perto das incertezas que vivem os cidadãos. A economia sob o comando dos gênios do PT pode ser comparada a um ciclista, com uma perna amputada, que tenta atravessar o Grand Canyon pedalando sua bicicleta, com um só pedal, sobre um longo e estreito cabo de aço esticado. Ou seja, a tragédia é tão certa quanto à tensão que domina o ciclista e os expectadores.

Compreender o que se passa no cotidiano da economia nacional é algo cada vez mais difícil, a ponto de as próprias autoridades não se entenderem. Enquanto de manhã um ministro faz determinada afirmação, à tarde outro faz declaração oposta.

O Palácio do Planalto pode até discordar, mas os números não nos deixam mentir. Em janeiro deste ano, a inadimplência do comércio varejista avançou 11,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O que significa que mais pessoas estão deixando de honrar seus compromissos.

Também em janeiro, aumentou o número de pessoas que procuraram bancos e instituições financeiras à procura de crédito. Segundo a Serasa Experian, o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito avançou 2,2% em janeiro, na comparação com dezembro de 2012. Se comparada com janeiro do ano passado, a demanda por crédito cresceu 12,3%.

Em 2012, a arrecadação de impostos levou aos cofres do Estado (União, estados e municípios) R$ 1,556 trilhão. Desde o primeiro dia do ano até as 14 horas da quinta-feira (14), os brasileiros já tinham desembolsado R$ 200 bilhões em impostos, conforme registrou o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo.

Com todos esses números, mais as medidas adotadas pelo governo federal, como redução de IPI e desoneração da folha de pagamento para alguns setores, a economia cresceu menos de 1% em 2012. Fosse pouco, o governo de Dilma Rousseff insiste em reverter a crise econômica incentivando o consumo, estratégia cuja ineficácia já está provada.

O PT há uma década brinca de governar, mas na realidade o que conseguiu fazer foi abusar da pirotecnia e da mitomania oficiais, levando a parcela incauta da população a creditar no inacreditável. O pior nesse cenário é que há direitistas larápios que apoiam as sandices desses socialistas gatunos. Enfim, como disse Lula, um comunista de botequim, “nunca antes na história deste país”.

Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RASGANDO O DISCURSO



Coerência zero – A esquerda brasileira está rasgando o discurso do passado e perdendo a essência ideológica, processo que teve início na campanha presidencial de 2002, quando Luiz Inácio da Silva, após três fracassadas tentativas, conquistou o direito de ocupar o Palácio do Planalto. De lá para cá, a esquerda verde-loura vem passando por processo de mutação de fazer inveja a qualquer camaleão.

Nos tempos de ruidosa e ácida oposição, o PT, mais especificamente, não apenas criticava os banqueiros, mas defendia a estatização dos bancos. Entre os tantos protestos contra o capital privado, os petistas sempre surfaram no bordão “Fora FMI”. Depois que Lula experimentou as benesses do poder, todas elas patrocinadas pelo capitalismo, o PT mostrou que ser direitista é a sua vocação.

Na terça-feira (7), o Banco Itaú divulgou os resultados de 2011, que apontaram para um lucro de R$ 14,6 bilhões, alta de 9,7% em comparação com o ano anterior. O Santander registrou no ano passado lucro líquido de R$ 7,755 bilhões em 2011, 5,1% a mais do que em 2010. O Bradesco, por sua vez, auferiu em 2011 lucro líquido de R$ 11,028 bilhões, um aumento de 10% em relação ao período anterior. Até o presente momento, nenhum petista ousou contestar o lucro dos bancos, que faturaram como “nunca antes na história deste país”.

Avessos às privatizações, a ponto de usarem o tema contra os adversários nas eleições presidenciais, os petistas agora comemoram a privatização de três dos principais aeroportos brasileiros: Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília. E de novo os petistas não ressuscitaram os discursos do passado de oposição.

Se algumas qualidades são imprescindíveis ao ser humano, a coerência está entre as mais importantes. Exigir coerência na seara política é a mais hercúlea das tarefas, mas a desfaçatez que recobre o PT chega a assustar.

Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

UM PARAÍSO DE PATIFES NUMA REPUBLIQUETA DE CANALHAS

A pirâmide da corrupção debaixo de um magistrado praticante do ilícito pode ter dezenas de envolvidos, sem contar os tentáculos assessórios que se multiplicam conforme a demanda do submundo da corrupção pública e privada.

Estamos orgulhosos da coragem da Corregedora Nacional da Justiça Eliana Calmon Alves que permitiu que se desnudasse o Brasil, não apenas como somente um Paraíso de Patifes que todos já sabem que é, mas muito mais do que isso, como um bunker continental de uma organização criminosa que tem em sua retaguarda de proteção nada menos do que dezenas ou centenas de representantes do próprio Poder Judiciário.
 A consequência direta dessa desgraça para o país é que togados corruptos e seus cúmplices, tendo em vista suas absurdas remunerações acrescidas de ganhos ilícitos fazem parte da elite social e jurídica do país, considerando sua subordinação ou cumplicidade ao desgoverno fascista do PT, é conduzir a sociedade refletir em larga escala os efeitos imorais de suas posturas corruptas e prevaricadoras.
 Talvez não exista na história da Civilização Ocidental um nível de corrupção da Justiça algo nem de muito longe parecido e tão degenerado como o que está acontecendo no Brasil.
 Fica explicada com clareza a facilidade com que o PT e sua base aliada impuseram ao país sucessivos estelionatos eleitorais e transformaram o poder público em um Covil de Bandidos.
 A paralisação das investigações que estava sendo conduzida pela Corregedora do CNJ, por nada menos do que o STF, demonstra como o corporativismo corrupto envolvendo o próprio STF, a AMB, a Ajufe e a Anamatra, todas estas últimas sendo associações de juízes, acaba de demonstrar para a sociedade que dizer que o Poder Judiciário é o mais corrupto do país não é apenas uma crítica sem fundamento ou de efeito político, mas sim uma dura realidade que, perante a opinião pública não deixa mais dúvidas: o Regime Ditatorial Civil Fascista imposto pelo PT ao país está respaldado pelo Poder Judiciário.
 O que estarão pensando as forças policiais federais e civis, não envolvidas com a corrupção, que têm seus quadros tratados com todo o rigor das leis na hora da apuração de seus desvios de conduta, mas presenciam a absurda situação de um Poder Judiciário com milhares de bandidos entre togados e outros funcionários tendo garantidos a impunidade pelos seus crimes, e que põem em liberdade praticamente todos os cúmplices do PT e de outros partidos presos pela Polícia Federal, ou quando simplesmente desqualificam de forma irresponsável e ilegal  operações policiais que custaram milhões dos cofres públicos?
 O que estarão pensando os cidadãos comuns que sabem que a sua prática de ato ilícito, geralmente será duramente penalizada com a ação de uma polícia civil e militar que se, não é corrupta, é despreparada para o correto exercício de suas funções?
 O que estarão pensando as “casernas” ao assistirem covardemente a união entre o PT sua base aliada e o Poder Judiciário para garantir que as burguesias e oligarquias públicas e privadas fiquem simplesmente milionárias com o roubo do dinheiro dos contribuintes?
 Temos provas diárias que a Abertura Democrática não passou de uma fraude para acabar com o Regime Militar, desqualificar as Forças Armadas e impor ao país uma sociedade controlada por oligarquias e burguesias de ladrões que lotearam o poder público transformando o mesmo em um repositório de covis de bandidos agora com a liderança do Poder Executivo respaldado pelo Poder Judiciário.
 É muita idiotice alguém dizer que vivemos em uma democracia fingindo que não percebe que a Fraude da Abertura Democrática, na verdade, transformou o país em uma Republiqueta de Canalhas que abriga um Paraíso de Patifes, patrocinado por milhares de esclarecidos canalhas de todas as classes sociais formadoras de opinião e detentoras do poder político e econômico.
 Um regime de cotas também divide agora divide o país entre os que podem roubar impunimente e os que têm que temer as leis e as forças repressoras de um Regime Fascista Civil que abriga a maior corruptocracia que o mundo já deve ter conhecido.
 Que esses milhares de canalhas, pulhas, patifes, covardes, bandidos, mentirosos, safados, levianos, hipócritas que formam as legiões de corruptos que tomam conta do país quando estiverem com suas famílias na Ceia de Natal tenham um mínimo de consciência e arrependimento por estarem empurrando o país para uma guerra civil de consequências impossíveis de serem avaliadas.
 Enquanto o povo ganha as esmolas de uma bolsa qualquer e uma dependência sem fim de um Estado Covil de Bandidos, a classe média acovardada trabalha mais de cinco meses por ano e vive endividada para sustentar as elites da corrupção que ficam milionárias a exemplo de juízes que ganham mais de R$200.000,00 reais por mês por dentro e por fora, conforme diversas denúncias na Internet, que ainda pratica um jornalismo livre e que tem vergonha na cara, porque o resto está perdendo o seu verdadeiro papel de uma imprensa que luta pela democracia com a verdade dos fatos e não com suas manipulações e edições para agradar ou não desafiar os podres poderes constituídos.
 Até quando todos esses desgraçados pensam que podem fazer isso com a sociedade?
 Até quando eles pensam que as casernas ficarão imóveis e acovardadas a partir do momento que o poder mais corrupto do país é o Poder Judiciário cúmplice de uma Poder Executivo que dá as cartas no Regime Ditatorial Fascista que transformou o Brasil em uma Republiqueta de Canalhas e um Paraíso de Patifes que está se especializando no maior centro de lavagem de dinheiro do mundo?
 Temos que gritar para essa presidente que o papel das Forças Armadas não é garantir a impunidade de um Poder Público Covil de Bandidos, mas sim garantir o cumprimento da Constituição e cuidar da segurança interna e externa, sabendo avaliar as consequências, para a segurança nacional, da degradação moral da sociedade provocada pelos próprios podres poderes da Republiqueta de Canalhas, e quando isso terá que ter um fim.
 Espero que todos que leiam esta crônica não se omitam de retransmiti-la sem limites.
 Parabéns Corregedora Eliana Calmon Alves por ter mostrado ao país o que representa realmente esse Poder Judiciário influenciado por uma máfia de togados corruptos que não passam de grupamentos de canalhas traidores do país e do seu povo. Se esta sociedade tiver um pingo ainda de vergonha na cara deverá sair nas ruas para lhe dar apoio e impedir que esse Poder Judiciário corrupto a desqualifique para continuar sua luta em defesa da honra e da dignidade do Poder Judiciário, enfim do nosso país.

 Geraldo Almendra
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DILMA ROUSSEF NÃO É PRESIDENTE DE UM PAÍS.

A declaração da “presidente” de que o caso Pimentel não tem nada a ver com seu governo, e que Palocci saiu porque quis, deixa claro que Dilma Rousseff não é presidente de um país no sentido que esta palavra traz no seu significado.

Uma democracia não se constrói com estelionatos eleitorais e nem com projetos de poder de aparelhamento total do poder público visando preservar os interesses de verdadeiras gangs que atuam nas relações públicas e privadas.

Trocar a bandeira do Brasil pela bandeira do PT no andar da carruagem da patifaria generalizada sem qualquer reação relevante da sociedade não terá qualquer problema, nem mesmo com as Forças Armadas que se comportam como se não estivessem nem mais aí para o que está acontecendo como o país.

O Brasil se encontra efetivamente em uma encruzilhada depois que os Tribunais Superiores passaram a tomar suas decisões com base em um relativismo legal a serviço de corruptos e prevaricadores, e a presidente da República declara publicamente, conforme o sentido de suas colocações, que aceita o relativismo moral como forma de conduzir o papel do Estado e o exercício do seu mandato.

A encruzilhada a que nos referimos é apenas teórica, pois a única saída seria a deposição pura e simples desse poder público invadido e controlado por uma máfia da corrupção a serviço do PT. Sabemos que essa saída é utópica, pois a ignorância, a covardia, a omissão ou a cumplicidade com a patifaria generalizada que a sociedade “organizada” demonstra claramente ter, nos tiram qualquer esperança desse único caminho alternativo.

A “liberdade de expressão que temos” somente existe porque nada do que escrevemos, mesmo que seja baseado em fatos reais e contundentes, é suficiente para movimentar uma sociedade subjugada por uma falência educacional e cultural absurdas com a cumplicidade de milhares de esclarecidos canalhas que trouxeram à tona seu DNA da prática do ilícito como forma de sobreviver e enriquecer durante a Fraude da Abertura Democrática, que continua em processo acelerado.

Na entrevista da presidente fica claro o seu papel de uma hipocrisia sem par: evitar a todo custo que os tapetes dos desgovernos de seu antecessor – que é quem efetivamente continua dando as cartas – sejam levantados, mas preparando o caminho de sua volta ao poder ou, na sua impossibilidade por questões de saúde, dela mesma ser reeleita em 2014.

Na prática já existe apenas um poder maior dominante no país nessa República de mentirinha em que vivemos que é o Poder Executivo. Isso não é democracia. Isso é uma descarada corruptocracia civil ditatorial fascista que controla milhões de vítimas da falência educacional e cultural com um leviano assistencialismo comprador de votos e milhares de esclarecidos canalhas com subornos morais, financeiros e corporativistas.

Os poderes Legislativo e Judiciário perderam totalmente o sentido republicano de seus papeis e se comportam por vontade própria, por cumplicidade, por omissão e pela influência peçonhenta de subornos financeiros por dentro e por fora, como subordinados às vontades do Poder Executivo.

O que lemos na entrevista da presidente foi um jogo de palavras para disfarçar que o Estado já está totalmente aparelhado pelo seu partido o PT, e sua base aliada. Isso não é democracia. Isso é um corporativismo de Estado que sempre coloca acima dos interesses da sociedade os interesses do submundo da corrupção, da prostituição da política e da prática ostensiva de prevaricação.

Falar em meritocracia em um poder público, empreguista declarado de milhares de militantes e meliantes filiados à base aliada da presidente, um poder público que carrega mais de 100 escândalos de corrupção nos últimos 12 anos – TODOS IMPUNES – é brincadeira de mau gosto.

O mais famoso dos roubos, o escândalo do Mensalão, que transformou o Poder Legislativo em lacaio e capacho do Poder Executivo, pela previsão de um “respeitado” magistrado do STF e “funcionário” do Poder Executivo, vai ter todos os crimes da gang dos 41 provavelmente prescritos até 2013. O motivo é muito claro e ninguém está sendo enganado: os mensaleiros não podem ser presos, pois o risco de seu chefe-mentor também ir para a cadeia não é pequeno: o ex-presidente Lula.

Não temos no país machos defensores dos códigos legais que sejam capazes de bancar essa “parada”. Todos têm medo de suas milícias irem para as ruas conforme histórica ameaça já expressa em comício.

Falar em meritocracia em um organograma estatal em que milhares de funcionários honestos e dignos são obrigados a serem comandados por canalhas da corrupção de todos os tipos é brincadeira de mau gosto. O resultado é que os tentáculos do espírito da corrupção somente livra a cara dos mais resistentes que ficam à margem do crescimento profissional dentro do poder público. Nas empresas privadas isso tem um nome: ou “dá ou desce”.

A diferença é que no mundo das empresas privadas, mesmo as que são subornadas pelo poder público, ganhando obras sem licitação ou ganhando licitações de forma corrupta, a incompetência, o jogo de poder sujo e a falta do espírito empreendedor, não somente levam a demissões, mas principalmente provocam falências ou dissolução. Mesmo assim no mundo privado quem rouba o patrão acaba pagando um preço caro mesmo que o patrão seja um canalha cúmplice do Covil de Bandidos.

O Estado nunca tem problemas de eficiência, pois quem paga a conta sempre sem serem consultados são milhões de idiotas e imbecis de contribuintes feitos de palhaços todos os dias no Circo do Retirante Pinóquio.

O comando do país naquilo que é essencial não está nas mãos da presidente eleita por um descarado estelionato eleitoral, mas nas mãos dos chefes das gangs da corrupção que transformaram o poder público em um covil de bandidos e o país em um Paraíso de Patifes.

Pergunto aos chefes de família: - Vocês ao saberem que os candidatos a casarem com seus filhos e filhas têm um passado rigorosamente imoral, com prática social fundamentada no ilícito, e absolutamente desabonadora diriam: não se preocupem o que vale é daqui para frente. Pois é, é assim que a presidente declara que conduz o país quando escolhe ou aceita indicações para os cargos mais importantes de seu desgoverno incluindo os ministros de estado.

Fala sério! Isso poderia ser presidente de algum país?

Por que será que nenhum jornalista questionou a presidente sobre a imoralidade de sua posição vis a vis o seu cargo e o seu papel perante a sociedade?

Geraldo Almendra

VACCAREZZA IMITA LULA, MENTE, MENTE, MENTE...



Calça curta – Enquanto engrossavam as fileiras da oposição, nove entre dez petistas se intitulavam senhores da verdade suprema, donos da solução derradeira, oráculos do Senhor. Bastou a chegada de Luiz Inácio da Silva ao poder central para que o PT mandasse ao lixo o discurso pretérito e adotasse a tese de Paul Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazista, que certa feita afirmou que uma mentira repetida diversas vezes torna-se verdade.

Foi assim, na toada dessa afirmação dessa teoria esdrúxula de Goebbels, que Lula da Silva governou o Brasil durante longos oito anos. Nesse período, o ex-metalúrgico sempre disse desconhecer os escândalos de corrupção, a começar pelo “Mensalão do PT”, esquema criminoso de pagamento de mesadas em troca de apoio no Congresso Nacional.

Entre os tantos itens que deixou na herança maldita, Lula arrumou lugar de destaque à mitomania e à desfaçatez, algo que petistas ilustres incorporaram com facilidade ao cotidiano. Líder do governo na Câmara dos Deputados, o petista Cândido Vaccarezza (SP) disse nesta segunda-feira (19), após a última reunião de coordenação política de 2011, que o primeiro ano da presidente Dilma Rousseff no comando do País “não teve problema político” e que “a questão política [do governo Dilma] foi muito positiva”.

Se Vaccarezza acha que corrupção é algo normal e que nem de longe representa problema político, que ele explique o significado das demissões ocorridas na Esplanada dos Ministérios. Em 2011, sete ministros foram demitidos (os pedidos de demissão foram forjados), sendo seis por denúncias de irregularidades ou corrupção. Antonio Palocci Filho (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Esportes) e Carlos Lupi (Trabalho). O gaúcho Nelson Jobim deixou a pasta da Defesa depois de criticar colegas de ministério (Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti).

“Troca de ministro não é crise de governo, então não teve problema político. Problema político teve a oposição, mas esse é um problema da oposição”, disse Vaccarezza nesta segunda-feira. De fato o governo não teve problema político, pois o “Mensalão do PT” foi substituído, à época do escândalo, pelo loteamento do ministérios, onde em troca de apoio parlamentar os partidos fazem o que querem e como querem.

Participaram da última reunião de coordenação do ano os líderes do governo no Congresso e no Senado, José Pimentel e Romero Jucá, respectivamente, e os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

JUSTIÇA MANTEM BLOQUEIO AOS BENS DO PREFEITO DE VITÓRIA

A Justiça Federal decidiu manter o bloqueio dos bens - incluindo imóveis, contas bancárias e até aplicações financeiras - do prefeito de Vitória João Coser até o limite de R$ 8,2 milhões. A decisão diz respeito à desapropriação de uma área de 10,2 mil m2 em Andorinhas, próximo à Ponte da Passagem. A prefeitura pagou R$ 7 milhões por um terreno que seria dela, mas foi cedido de graça a um comerciante. A compra foi questionada pelo Ministério Público Estadual.

Ontem, Coser antecipou a prestação de contas de sua administração na Câmara e aproveitou para falar das suspeitas de irregularidades nas desapropriações realizadas em sua gestão. Quanto à decisão referente ao caso de Andorinhas, a prefeitura explicou que se refere apenas a um recurso. Acrescentou que o mérito da ação ainda vai ser julgado e que todos os citados no processo receberam prazo para apresentar suas defesas.

Os bens do prefeito haviam sido bloqueados pela juíza da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, Maria Cláudia Allemand. A decisão foi mantida pelo desembargador Reis Friede, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro.

Recurso
Além de Coser, foram atingidos pela decisão o procurador-geral de Vitória, Jader Guimarães; e o ex-secretário de Obras Silvio Ramos. Os três haviam ingressado com recurso.

Também respondem ao mesmo processo e tiveram os bens bloqueados o comerciante Eduardo Siepierski, que recebeu a doação da área pública; a ex-mulher dele; e o pai e procurador dele, o empresário Jan Siepierski Filho.

Fechada em 2006 visando às obras na Ponte da Passagem, a desapropriação foi questionada pelo Ministério Público Estadual (MPES). Posteriormente, a ação foi encampada pelo Ministério Público Federal, pois a área questionada pertence à União, que quer a anulação da transferência feita pela prefeitura ao comerciante, em 1988. O município recebeu a área da União, em 1982, para implantar programa habitacional destinado à população de baixa renda.

Praia do Suá

Coser, Sílvio e Jader respondem ainda a outra ação de improbidade administrativa também movida pelo MPES. Os três são acusados de causar prejuízo de R$ 600 mil aos cofres públicos na desapropriação do prédio que abriga o Pronto-Atendimento da Praia do Suá. Na mesma ação foram acusados o vereador Zezito Maio e o presidente da colônia, Álvaro Martins. De todos também foi pedido o bloqueio de bens e o ressarcimento dos prejuízos.

PSDB move nova ação contra Coser
Mais uma ação judicial foi movida ontem contra o prefeito de Vitória, João Coser (PT), por causa das denúncias sobre irregularidades na desapropriação de imóveis na cidade. O autor da ação popular é o presidente do diretório municipal do PSDB, Luiz Emanuel Zouain da Rocha.

Ele pede ao juiz da Vara da Fazenda Pública Municipal que determine ao prefeito o fornecimento da cópia integral de nove processos de desapropriação, com respectivos laudos de avaliação e os valores pagos por cada imóvel.

Os processos citados na ação já são alvo de investigação do Ministério Público e foram citados em reportagem publicada por A GAZETA, no último domingo.

Na ação popular, Luiz Emanuel requer que seja determinada a nulidade dos atos de desapropriação dos nove processos.

Outro pedido feito na ação é de decretação da indisponibilidade de bens de Coser, já decretada em outra ação sobre as desapropriações, pela Justiça Federal (ver matéria ao lado). O presidente do PSDB faz questão de afirmar que desde 2009 o partido pede informações à prefeitura sobre desapropriações.

"Não agimos de forma eleitoreira. Entre 2007 e 2008, já chamava atenção o número de desapropriações e a riqueza das campanhas de alguns vereadores", diz.

Vilmara Fernandes e Claudia Feliz - A Gazeta

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ESCÂNDALO DE VITÓRIA: PRESSA PARA A COMPRA, MAS PARA A OBRA...

Vilmara Fernandesvfernandes@redegazeta.com.br

A agilidade dada à desapropriação de alguns imóveis em Vitória não se repetiu para reformar as propriedades ou para utilizá-las. Alguns prédios levaram anos até passarem por algum tipo de obra, e outros continuam praticamente abandonados.

Um exemplo dessa situação é a antiga União Capixaba de Ensino (Uces) - um esqueleto de prédio em uma área de 22 mil m2 - adquirido pelo município por R$ 15,2 milhões. A propriedade, em Tabuazeiro, foi desapropriada pelo município em 2007. Todo o processo foi concluído em 78 dias, mas as obras demoraram mais de três anos.

Só em 2011 começaram as obras que vão permitir no local a instalação de uma escola de ensino fundamental e outra de educação infantil. O gasto aos cofres públicos será de, no mínimo, R$ 6,9 milhões.

foto: Carlos Alberto Silva
Construçao do prédio da Uces, na Avenida José Martins, bairro Tabuazeiro - Editoria: Cidades - Foto: Carlos Alberto Silva
Pronto, o prédio da antiga Uces, em Tabuazeiro, custará mais R$ 22 milhões

Outro caso
Um destino diferente teve uma área de mais de 5 mil m2 comprada em 2006, na Vila Rubim, por R$ 2,8 milhões. O galpão seria destinado à criação de um centro educacional de atendimento em horário integral para estudantes das escolas de ensino fundamental de Vitória. No entanto, apenas uma pequena área vem sendo utilizada para projetos educativos.

O restante permanece praticamente abandonado. O fato foi constatado por uma vistoria do próprio município, em 2010. O estudo apontou que a edificação tem pisos alagados, infiltrações e partes até com risco de ruir.
Crise

A secretária de Gestão Estratégica, Marinely Santos Magalhães, destaca que algumas obras demoraram a ser realizadas em função de vários fatores. Uma delas foi a crise econômica, que impôs uma redução de custos.

Outra situação vem das características da execução das obras. "É uma caixa de surpresa. Após começar os trabalhos, às vezes se descobrem situações que demandam mais tempo para serem resolvidas."

foto: Carlos Alberto Silva
Um conjunto de lojas de mais de 5 mil  m2 foi desapropriado há cinco anos na Vila Rubim. Avaliado em R$ 2,2 milhões pelo próprio município, foi comprado por R$ 2,8 milhões.
Imóveis abandonados, em obras ou subutilizados
Galpão Vila RubimA área de mais de 5 mil m2 foi comprada em dezembro de 2006 por R$ 2,8 milhões. Desde então, apenas uma pequena área do prédio vem sendo utilizada pela Secretaria de Educação

União Capixaba de EnsinoLocalizada em Tabuazeiro, foi desapropriada por R$ 15,2 milhões em dezembro de 2007. A obra no local, cujo valor inicial é de R$ 6,9 milhões, começou há poucos meses

Hotel Príncipe
Localizado no final da Vila Rubim, o prédio que vai abrigar um Centro de Especialidades Médicas foi comprado em outubro de 2008. A reforma, que já custou R$ 7,9 milhões, só começou no ano passado. E pode ficar 50% mais cara graças a um aditivo assinado há duas semanas

Fábrica 747
Comprada em 2005 por R$ R$ 6,9 milhões, ficou anos abandonada. Só em 2008 começou a obra, que vem se arrastando. O custo da intervenção era de R$ 19,7 milhões há dois anos

Hotéis Tabajara e Pouso Real
A data da desapropriação dos prédios não foi informada, mas em 2006 a prefeitura já cadastrava famílias para residirem nesses locais. As obras, orçadas em mais de R$ 3 milhões, arrastam-se desde então

Antigo Colégio Americano
A unidade localizada no Parque Moscoso foi desapropriada por R$ 7 milhões, em 2006. Foi comprada para abrigar uma escola de educação infantil e de ensino fundamental. Só parte da obra, orçada em mais de R$ 1 milhão, foi concluída, e o restante ainda se arrasta

foto: Gildo Loyola
Um conjunto de lojas de mais de 5 mil  m2 foi desapropriado há cinco anos na Vila Rubim. Avaliado em R$ 2,2 milhões pelo próprio município, foi comprado por R$ 2,8 milhões.
Prefeito vai à Câmara

O prefeito João Coser vai à Câmara de Vitória na manhã de hoje para prestar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo desapropriações na Capital. Em nota, Coser reafirmou que os processos são pautados pela legalidade, não havendo nada de ilícito.

Ontem, o Ministério Público Estadual ajuizou outra ação de improbidade administrativa contra Coser. O motivo é a compra do prédio do Pronto-Atendimento da Praia do Suá por R$ 600 mil acima do valor de avaliação. Também respondem ao processo Sílvio Ramos, Jader Guimarães, o vereador Zezito Maio e Álvaro Silva, presidente da Colônia de Pescadores.


PRB e PSDB exigem apuração de denúncias


As denúncias de supostas irregularidades em processos de desapropriação de imóveis realizados pela Prefeitura de Vitória mobilizaram ontem diretórios municipais do PRB e do PSDB, que exigem a apuração dos fatos.

Ex-ouvidor da Prefeitura de Vitória, entre 2005 e 2010, e presidente da executiva municipal do PRB, Jadilson Luiz Damascena vai requerer hoje à Corregedoria da Câmara de Vereadores investigação do vereador Zezito Maio (PMDB).

Para Damascena, denúncias envolvendo o nome de Zezito Maio estariam "sujando o nome da Câmara e de alguns pares que não compactuam com as ações". Ele quer, inclusive, que se apure a evolução do patrimônio do vereador.

Zezito, segundo o Ministério Público, teria atuado na negociação de um imóvel da Colônia de Pescadores da Praia do Suá, que resultou em um prejuízo de R$ 600 mil ao município. O vereador se diz inocente.

Já o presidente do diretório do PSDB, Luiz Emanoel Zouain, promete entrar na Justiça com uma ação popular para investigação de 10 processos de desapropriação da prefeitura.

Zouain quer que a prefeitura apresente os laudos técnicos de avaliação das desapropriações. (Claudia Feliz e Gazeta Online)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BASE OBESA DESAFIA DILMA

A cena se repete pela sétima vez, em menos de um ano, fazendo antever ao País mais um enredo que promete se arrastar com os protagonistas de sempre - de um lado, o governo que resiste ao que comodamente classifica de intriga da mídia; de outro, um ministro que se diz "tranquilo" e prestigiado pela presidente da República.

Não há como estabelecer diferenças entre a situação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e de seu ex-colega de governo Antonio Palocci. Talvez a única seja a de que, nesta, estão identificados os clientes da consultoria (não se sabe se todos, mas pelo menos os que correspondem ao faturamento até aqui conhecido do consultor).

Bem sabe o governo que o problema não é a "mídia golpista", mas a base movediça de um sistema, oportunamente resumido pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), como "capitanias partidárias".

E é aqui a encruzilhada da presidente Dilma Rousseff, eleita por uma aliança tão ampla quanto fisiológica, origem de uma base parlamentar muito superior à necessária para garantir seus interesses no Legislativo. É um governo obeso, com dificuldade para carregar o próprio peso, refém de demandas por mais aparelhamento da máquina, condenado a emagrecer para sobreviver.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abordou esse aspecto, sugerindo que a presidente trabalhe com uma base menor, porém fiel, fazendo mais com menos. Mas a sugestão é acompanhada de um alerta: isso não é possível sem programas de governo e sem enfrentar o patrulhamento ideológico.

ANP é a disputa da vez

O fim do mandato do diretor-geral, Haroldo Lima, abre a principal das cinco vagas em disputa na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e testa mais uma vez a determinação da presidente Dilma por opções técnicas para o setor fiscalizador. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), após as últimas vitórias do governo na Casa, já cobra a promissória: quer a efetivação do atual interino do órgão, Allan Kardec, ou emplacar outro nome. Mas Dilma tem uma favorita: Magda Chambriard, servidora de carreira da Petrobrás e ligada à diretora da estatal, Maria das Graças Foster. Se Magda assumir a direção-geral da agência, restará a Sarney uma das diretorias.

JOÃO BOSCO RABELLO - O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

PT CONTRA O GOVERNO DO PT

Dificilmente o governo conseguirá aprovar ainda este ano, como pretendia, o projeto de lei que cria o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), medida essencial para evitar o crescimento contínuo e rápido do déficit do sistema de aposentadoria do funcionalismo. Por considerar a aprovação desse projeto uma das prioridades legislativas de 2011, em razão de seus efeitos positivos sobre as contas públicas no futuro, o governo conseguiu desengavetá-lo - apresentado em 2003, estava parado na Câmara dos Deputados - e acelerar sua tramitação. Mas agora enfrenta resistência de parte da bancada do PT, que quer alterar partes importantes do projeto, como a participação da União na constituição do Funpresp, o que deverá retardar a votação.



Em algumas comissões técnicas da Câmara, o governo conseguiu derrubar diversas tentativas de parlamentares da base aliada de mudar aspectos essenciais do projeto. Mas, na recente reunião de representantes dos Ministérios da Fazenda e da Previdência com a bancada petista, ficou claro que dificilmente o projeto passará no plenário se não incorporar emendas que vão elevar os gastos do Tesouro.

Um dos pontos que os petistas querem mudar refere-se à contribuição dos servidores e da União para a formação do fundo de previdência. O texto original do projeto prevê contribuições básicas iguais para as duas partes, equivalente a 7,5% do vencimento. Mas a bancada petista quer que o empregador, isto é, a União, pague 8,5%. Outros partidos da base aliada, como o PC do B, têm a mesma posição.

A questão da criação de um fundo específico para os servidores de cada Poder, que já estava resolvida, com a firme posição do governo de só aceitar um fundo para todos, pode ser reaberta por insistência de deputados petistas ligados a sindicatos de servidores, o que, se ocorrer, certamente implicará longas discussões, como as que se travaram no início do ano.

Se passar pela Câmara, o texto terá de ser examinado pelo Senado, o que torna praticamente impossível sua aprovação ainda este ano. "Diante de matéria importante como essa, o Senado precisaria de três a quatro meses para apreciar o projeto", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao jornal O Globo. "Não dá para aprovar uma coisa dessa sem discutir, e só temos 45 dias de trabalho até o início do recesso parlamentar."

Pior para o País, em particular para os contribuintes. Quanto mais demorar a aprovação do projeto, mais crescerá o déficit da aposentadoria dos servidores, coberto com recursos do Tesouro. No ano passado, esse déficit consumiu R$ 51,24 bilhões dos tributos recolhidos pelos contribuintes. Neste ano, prevê-se que consumirá R$ 57 bilhões.

É um valor absurdamente alto, sobretudo se comparado com o custo das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em razão do aumento do emprego formal nos últimos anos, o déficit do regime geral tem-se mantido em torno de R$ 42 bilhões. Esse regime atende mais de 24 milhões de brasileiros, enquanto o dos servidores atende menos de 1 milhão, razão pela qual, para o contribuinte, o custo de cada servidor aposentado é muito maior do que o do aposentado do INSS.

A reforma da previdência aprovada no início do primeiro mandato de Lula instituiu a previdência complementar do servidor público de todos os níveis de governo. Com a criação dos fundos de previdência no serviço público, o valor máximo do benefício automático passará a ser igual ao do benefício máximo pago pelo INSS, atualmente de R$ 3.691,74. O participante do fundo terá direito a benefício adicional proporcional à sua contribuição e à do governo e ao rendimento das aplicações desse dinheiro.

O governo terá despesa adicional para entrar com sua parte na constituição do fundo de previdência. Mas, no médio e no longo prazo, suas despesas diminuirão e o sistema tenderá ao equilíbrio financeiro. A nova regra só valerá para os servidores admitidos depois de aprovada a criação do fundo, o que preserva os direitos dos atuais funcionários.

Apesar das nítidas vantagens para o País, o projeto ainda enfrenta resistências na base governista. Pior para o contribuinte.

Fonte: O Estado de São Paulo