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sábado, 12 de outubro de 2013

ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL EM IMAGENS, VERGONHA!!!









































































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domingo, 14 de julho de 2013

A CONTA DO DESCASO VIRÁ NAS URNAS


De quem é a culpa pela explosão de insatisfação que tomou o país e que, aqui no Estado, resultou na ocupação da Assembleia por centenas de jovens? Do Poder Executivo? Do Legislativo? Ou será das relações frágeis, estabelecidas sobre acordos nem sempre tão fiéis, que há décadas guiam a política? Não existe, até aqui, uma resposta exata. Mas fato é que, diante da multidão que passou a gritar suas críticas livremente, membros dos altos escalões passaram a jogar no colo de “companheiros” a culpa pelo que de errado há nos cenários nacional e local.
Vejamos: na última semana, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Educação Aloizio Mercadante, alçado ao posto de homem forte do governo Dilma, disse que “o voto vai cobrar caro” do Congresso pela falta de respostas às manifestações. Referia-se a um conjunto de medidas que adormeceram em gavetas por anos e que, agora, são aprovadas indiscriminadamente.

Mercadante, que nem médico é (e que de Educação fala pouco) diagnosticou que a culpa pelos protestos é dos parlamentares e, de quebra, atacou de futurologista. “Acho que vai ter uma renovação forte no Congresso se o Congresso não ouvir esse sentimento que está na rua”, disse.

O fiel escudeiro da mandatária do Planalto esqueceu-se das emendas jamais liberadas para a base, do modelo “trator” que a petista adota ao tratar seus aliados e das “n” vezes que o PT de Lula comprometeu-se em modificar a política e tirar projetos megalomaníacos do papel sem ter, ao menos, vontade de cumprir compromissos.

Algo semelhante acontece por aqui. O Palácio Anchieta afirma, sem titubear, que ali habita o “governo do diálogo”. Mas a ampla base na Assembleia diz que não é ouvida. O governador Renato Casagrande (PSB) prega equilíbrio nas relações, mas segundo um influente parlamentar, no episódio da ocupação “não fez nenhum movimento para desarmar a bomba”.

As relações se mostram, como pode-se notar, como de “gato e rato”. Enquanto o Executivo (aqui e em Brasília) traça seus planos confiando na vantagem numérica que mantém na base, no Parlamento planos são costurados, entre aliados e adversários, para fazer valer vontades nem sempre baseadas no bom diálogo.

Enquanto os poderes não se resolvem entre si, os problemas do dia a dia vão se acumulando; obras estruturantes se arrastam, os preços nos supermercados são cada dia mais altos, impostos sobem, mas os serviços públicos não melhoram. O povo, que aperta o “confirma” na urna, fica à parte dessa relação. Mas os fatos recentes mostram que isso tende a mudar. Tomara!  


Praça Oito - A Gazeta

domingo, 30 de junho de 2013

HOSPITAL PÚBLICO GERAL JÁ !!!

Um fato ocorrido nessa semana me motivou a escrever sobre a saúde pública no sul do Espirito Santo, um jovem acidentado em Presidente Kennedy, sofreu traumatismo importante na bolsa escrotal e necessitava urgente de cirurgia urológica. Atendido no PAM , foi avaliado e diante da gravidade foi devidamente encaminhado para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, aí começou a nossa luta,  os médicos plantonistas se negaram a aceitá-lo já que a mesma não dispõem de cirurgiões urológicos de sobreaviso para atendimento a estes casos, depois de muita confusão, desentendimentos, policia, autorizamos a ambulância levá-lo para Vitória em busca de socorro no Hospital São Lucas.

Fica uma indagação, como uma cidade do tamanho de Cachoeiro de Itapemirim, com seus dois grandes hospitais, referência para todos os municípios do sul do estado não tem esse tipo de atendimento para a população? A resposta é simples, poucos urologistas, hospitais filantrópicos, e tabela do SUS com valores irrisórios, não incentiva aos profissionais a atenderem os pacientes que não podem pagar um plano de saúde, muito menos particular e que dependem do atendimento público.

A solução passa por uma antiga reivindicação da população sulina, um grande hospital público geral que possa atender as demandas de Cachoeiro e de todos os municípios sulinos e não como quer o Deputado Theodorico Ferraço, transformar o prédio onde funciona a Superintendência do Sul do estado, o famoso "Elefante Branco" em hospital materno infantil, ora, já temos duas grandes maternidades em Cachoeiro, temos maternidades em Itapemirim, Castelo, Alegre e outros municípios, temos o Hospital Infantil, então podemos ficar sem um novo hospital materno infantil, mas não podemos mais abrir mão da construção do hospital público geral e isso tem sido uma das pautas dos manifestantes que têm ido às ruas em todo o sul do estado.

O que falta? força e vontade política de se pensar na população mais carente, corporativismo dos médicos que preferem que as coisas continuem como estão, já que é mais rentável deixar  como está  pois diante do desespero as pessoas vendem o que tem, fazem empréstimos na ânsia de atender seus familiares, mas quem não tem o que vender, não tem crédito, vai para Vitória ou morre?

Os municípios menores fazem o que podem para atender a sua população e tenho certeza não se furtariam a compartilhar a administração desse Hospital Geral do Sul, que poderia ser em Cachoeiro ou qualquer outro município, talvez o Consórcio Intermunicipal de saúde seja uma maneira de viabilizar essa participação, a população seria a grande beneficiada.

Os tempos são outros, as ruas estão dizendo a nossos dirigentes, cuidado, não aceitaremos mais tanto descaso, o povo está cansado de sofrer, ouçam a voz rouca das ruas ou sofram as consequências!

Dr. Marco Sobreira

sábado, 27 de novembro de 2010

O PÓS-ELEIÇÃO.

Recebi, dia desses, um e-mail de um amigo com a historinha de alguém que morreu e visitou o céu e o inferno antes de escolher onde queria ficar. No céu tudo era branco e monótono, enquanto no inferno havia competições esportivas, gente bonita e muitas festas. Ao escolher, então, o inferno, quando lá voltou um dia depois tudo estava diferente: muita sujeira, sofrimento e torturas. Ele, então, perguntou: "E onde estão as competições e as festas?". E o diabo respondeu: "É que ontem estávamos em campanha".


Recordei a mensagem ao constatar o discurso pós-eleitoral dos nossos políticos. Agora é austeridade, corte de verbas, impossibilidade de aumentar o salário mínimo, congelamento da tabela do imposto de renda. Durante a campanha eleitoral, tudo era possível: erguer escolas técnicas, creches, clínicas, estradas, portos, reduzir a carga tributária, valorizar o trabalhador e o aposentado. Quanta diferença!

Na campanha, Lula era anunciado como o presidente que mais fez pelo Espírito Santo. Agora, todos se confessam "frustrados" por ter o governo federal honrado apenas 0,25% das emendas coletivas incluídas pela bancada capixaba no orçamento de 2010. A participação dos repasses federais na assistência à saúde diminuiu, deixando a solução das carências cada vez mais nas costas do Estado e dos municípios. Até o governador eleito considera que as emendas incluídas pela bancada no orçamento federal "são de difícil resgate".

Durante a campanha eleitoral tudo é lindo, maravilhoso e possível: "O pobre agora pode comprar geladeira, casa própria, comer bem", dizia a propaganda. Dias depois, o ministro fala em "bolha de crédito", os juros reais pagos pelos brasileiros se mantêm como os maiores do mundo e as prestações após a entrega das chaves dos imóveis são muito diferentes das anunciadas no início da obra. É a hora de cair na real, como se diz no popular.

Não é de se admirar que seja tão baixa a credibilidade dos políticos. As urnas mal tinham sido fechadas quando os governadores eleitos pediram a volta da CPMF, os legislativos e o Judiciário reivindicaram aumentos de suas verbas e salários e os partidos apresentaram as contas com os ministérios e secretarias a que julgam ter direito. É a partilha do poder, espetáculo a que o país assiste ao final de cada eleição. Como os recursos são finitos e a fome de verbas e cargos é ilimitada, não falta quem proponha aumentar ainda mais os impostos.

Enquanto isso, no mundo real, a bandidagem anda solta incendiando automóveis e ônibus em desafio à ação policial, o crack avança vitimando famílias inteiras e o trânsito continua matando mais que a interminável guerra do oriente médio. E se a Grande Vitória ainda está livre, pelo menos por enquanto, das bombas incendiárias - que, aliás, já nos atormentaram no passado -, o mesmo não se pode falar do tráfico de drogas, que impõe a sua lei em 17 bairros enquanto a população, coitada, ainda tem que se espremer nos poucos ônibus que restam de uma greve em que milhões se tornam reféns de meia dúzia.

Só falta - será que falta? - colocar no rosto aquele nariz vermelho de palhaço para fingirmos todos que somos muito, mas muito felizes.

José Carlos Corrêa - A Gazeta

quarta-feira, 23 de junho de 2010

TRAGÉDIAS E OPORTUNISTAS.

Recentemente tivemos tragédias no Brasil que nos assustaram e deixaram perplexos milhares de brasileiros. Caímos na realidade de constatar o quanto somos vulneráveis perante a fúria da natureza. Angra dos Reis, Niterói, agora Alagoas e Pernambuco sofreram prejuízos de milhares de reais e perda de centenas, talvez milhares de vidas preciosas. O que têm em comum? Todas estão relacionadas ao período chuvoso e ao descaso e irresponsabilidade , enfim, uma por culpa do desrespeito do homem com a natureza, invadindo,desmatando, devastando, poluindo, aquecendo e mudando o clima do planeta e a outra o Estado, que por obrigação constitucional teria que promover o bem estar, a moradia digna e a segurança da população.


Quanto ao planeta, façamos nós cidadãos e governos nossa parte ou a cada ano sofreremos cada vez mais e com mais intensidade a resposta da natureza à agressão do meio ambiente. Quanto ao Estado, precisamos definir que tipo de gestão queremos. Um Estado gigante, burocrático, lento em suas decisões, loteado por afilhados políticos , em sua grande maioria incompetentes. Um Estado concorrente da iniciativa privada em todos os setores, impondo e regulando a economia conforme a ideologia petista ou um Estado voltado prioritariamente para a educação, saúde,segurança e proteção social, estimulando e regulamentando os demais setores, permitindo que o capital privado participe efetivamente do desenvolvimento da Nação. Não o Estado mínimo de Margareth Tatcher e Ronald Reagan, mas o Estado necessário da Social Democracía.

Nas três tragédias que nos afetaram esse ano, o Estado falhou na prevenção, na avaliação dos riscos e nas ações para minimizá-los ou evitá-los , o que efetivamente teria poupado tanto sofrimento. Dinheiro não é o problema, pois está sendo liberado tardiamente para amenizar e consolar a população, como se fosse um ato de bondade, de piedade, uma compensação. Salvadores da pátria aparecem aos borbotões, prefeitos esfregam as mãos pensando na liberação de verbas e tirando proveitos políticos do sofrimento alheio, como se uma vida pudesse ser paga com dinheiro. Os corruptos montam estratégias para abocanharem seu quinhão , caixinhas de campanhas recebem seu reforço, uma festa com a desgraça dos outros.

Pobre povo brasileiro que se contenta com migalhas e não exige seus Direitos. Até quando?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SORO POSITIVOS FAZEM PROTESTO CONTRA TEMPORÃO. DESCASO..

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi vaiado na noite desta quarta-feira durante protesto de pacientes com HIV. Os manifestantes, cerca de 200, criticaram a falta de medicamentos contra a Aids e se retiraram do evento do qual o ministro participava, a abertura do 8º Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS e do 1º Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais.




Antes de deixar o auditório onde Temporão faria sua fala, o líder dos manifestantes, que disse ter 21 anos, afirmou que chegou a receber remédios em saquinhos, sem número do lote e data de validade. "Estamos abandonando a cerimônia em sinal de protesto, para que se tenha mais responsabilidade com as pessoas que vivem com HIV", anunciou.



Do lado de fora da sala, o protesto continuou com apitos e gritos de "Uh, cadê, o coquetel sumiu".



No auditório, o ministro entregou uma placa em homenagem à diretora do departamento de DST e Aids do governo, Mariângela Simão. Ele afirmou considerar justas as reclamações, mas se queixou pelo fato de os manifestantes terem deixado o local sem ouvi-lo. "Democracia também significa compartilhar as diferenças", disse.



Após a cerimônia, Mariângela Simão afirmou que a falta de medicamentos já está solucionada. Ela não descartou, no entanto, que novos problemas venham a acontecer. "Provavelmente não será a última vez, porque dependemos de fornecedores externos, mas há um esforço enorme do governo para garantir que não haja descontinuidade nos tratamentos." Ela afirmou ainda que a entrega de medicamentos avulsos para os pacientes foi uma medida extrema adotada em alguns locais para garantir que um número mínimo de pessoas ficasse sem remédios.



Em abril deste ano, houve falhas com três medicamentos. No caso de dois --a lamivudina e a associação entre ela e zidovudina-- houve atrasos na entrega em alguns locais do país por problemas do laboratório público de Farmanguinhos. No terceiro caso, do abacavir, houve demora por parte do fabricante indiano no trâmite da entrega dos remédios para o governo brasileiro.