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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DITADURA VERMELHA


nicolas_maduro_16Ditadura vermelha – Com seis mortes confirmadas, na quarta-feira (19), desde o início dos protestos na última semana, o governo do delinquente bolivariano Nicolás Maduroanunciou que poderá decretar Estado de exceção em algumas regiões da Venezuela, para conter o que “chama de plano de conspiração contra a estabilidade”, como se o país vivesse na estabilidade política e social.
A primeira região a ser alcançada pela eventual medida será Táchira (na Região Andina), onde foram registrados sérios distúrbios, com o uso de barricadas, incêndios e atentados a tiros contra manifestantes.
“Se tenho que decretar estado de exceção especial para Táchira, estou pronto para decretá-lo e mandar os tanques, as tropas, a aviação, mandar toda a força militar da pátria. Estou pronto para fazê-lo. Primeiro, tenho as faculdades constitucionais para fazê-lo, tenho a claridade estratégica e tenho a lei habilitante”, disse Maduro em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.
A situação também agravou-se na cidade de Valência, capital do estado de Carabobo, onde ocorreram fortes confrontos e os ânimos estavam bastante acirrados na quarta-feira, após a morte da Miss Turismo local, Génesis Carmona, de 22 anos, ferida um dia antes durante protesto.
O calouro em tirania informou que determinou a detenção dos infiltrados nas manifestações, que, de acordo com o presidente venezuelano, são parte do plano para amedrontar e criar medo na classe média e “injetar o ódio no país”.
Maduro destacou que as ações não fazem parte do chavismo. “Aqui não há ninguém enviado nem autorizado [a agir com violência], se alguém tomou essa iniciativa, eu desconheço e chamo para que volte atrás. Vamos respeitar a convivência em paz das pessoas, dos vizinhos. Eu assumo a minha responsabilidade e que vocês assumam a de vocês, chefes da oposição”.
O que Nicolás Maduro não reconhece publicamente, apesar de saber o que se passa nos bastidores do chavismo, é que seu governo tornou-se refém de supostos aliados que tentam tomar o poder. A ação golpista conta com a ajuda de agentes cubanos, que desde os tempos de Hugo Chávez frequentam de forma assídua o Palácio de Miraflores. Com a morte de Chávez e a chegada de Maduro à presidência da Venezuela, a cornucópia bolivariana que alimentava os cofres de Havana perdeu força, o que teria irritado os irmãos ditadores Fidel e Raúl Castro, que à distância comandam a investida contra. O governo de Caracas, por sua vez, atribui a violência aos infiltrados, supostamente ligados a grupos da extrema direita, o que é uma enorme falácia. OS oposicionistas aproveitaram a instabilidade dentro do próprio grupo de apoio a Maduro, que saiu às ruas para provocar o caos e gerar instabilidade.
Entre os opositores e manifestantes há um consenso de que parte da onda violenta é fruto da repressão policial e também da ação de grupos motorizados armados, situação que confirma as notícias veiculadas pelo ucho.info acerca da crise que chacoalha a Venezuela. Em muitos protestos que se espalham pelo país sul-americano, os estudantes denunciam a presença de grupos socialistas, acusados pela oposição de atuarem como paramilitares, com a conivência do governo.
Acontece que essa incursão desses coletivos socialistas decorre da discórdia que tomou conta do núcleo duro do governo de Nicolás Maduro, cuja derrocada está por um fio. Em pronunciamento à nação, Maduro defendeu esses tais “coletivos socialistas”, afirmando que não aceitaria a “demonização desses grupos”, que segundo ele não têm qualquer ligação com os recentes atentados.
“Eu lhes dou garantias de que o que esses coletivos estão fazendo é trabalhar e produzir cultura”, disse. No entanto, o presidente admite o porte de armas entre esses grupos. “No passado, eles se armaram, se organizaram para proteger sua comunidade”, declarou Nicolás Maduro, que revelou a existência de um plano de setores oposicionistas para “assassinar Leopoldo López”, detido desde a última terça-feira (18) e que permanecerá preso por pelo menos mais 45 dias.
Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

DITADURA ESCANCARADA


danilo_gentili_01Ditadura escancarada – Sob a estrela do Partido dos Trabalhadores o Brasil caminha perigosamente rumo a um regime de exceção. A mais nova vítima da truculência que sobra no Palácio do Planalto é o humorista e apresentadorDanilo Gentili, que usou sua conta no Twitter para informar seguidores e fãs sobre a “derrubada” de sua página no Facebook, nesta quarta-feira (18). Gentili credita o “sumiço” do seu perfil na rede social a uma “militância paga do PT”, que teria denunciado o apresentador por opiniões controversas.
Em novembro, Gentili teria feito duras críticas ao Partido dos Trabalhadores na rede social ao expor o que pensava sobre o Mensalão do PT, o maior escândalo de corrupção da história nacional. “Eu tinha mais de 3,3 milhões [de fãs] no Facebook e nenhum post que fosse contra as normas do Facebook. Me denunciaram em massa para eu perder isso”, publicou o apresentador.
O PT tem uma tropa de choque com centenas de terroristas cibernéticos que trabalham diuturnamente na rede mundial de computadores, sempre à caça de algum comentário que denigra a imagem do partido, o que não é difícil, uma vez que na última década a legenda mostrou ao Brasil e ao planeta sua incontestável vocação para o banditismo político.
A presidente Dilma Rousseff, principal autoridade do País e integrante do partido que ainda não expulsou os mensaleiros condenados à prisão, deveria fazer valer o seu discurso de que prefere o ruído da democracia ao silêncio da ditadura. O PT é um partido com DNA de quadrilha, mas como tal não aceita qualquer tipo de crítica às ações dos integrantes do bando.
Confira abaixo o que escreveu Danilo Gentili em seu microblog no Twitter
danilo_gentili_02
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Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A HISTÓRIA COMO A HISTÓRIA FOI

his

Um dos textos que mais circulam hoje na Internet diz que, na época da ditadura militar, podia-se fazer de tudo – namorar no carro até meia-noite em total segurança, usar o INPS como único seguro de saúde, cortar árvores infestadas sem precisar de licença ambiental, andar tranquilamente nas ruas a qualquer hora – exceto falar mal do presidente. Só falta dizer, no texto, um “que bons tempos!”
Só que este colunista viveu aquela época. Foi quando O Vermelho e o Negro, livro clássico de Stendhal, publicado pela primeira vez em 1830, foi apreendido por acharem que o vermelho do título tinha a ver com comunismo.
INPS como único seguro de saúde? Claro: e este colunista, ávido por desperdiçar dinheiro, contratou um seguro-saúde privado. Morria-se esperando tratamento. E acredite (veja os jornais da época): era muito pior do que é hoje.
Segurança? Talvez para quem não morasse no Brasil. Os assaltos cresceram. O Esquadrão da Morte, formado por maus policiais, matava por encomenda – um concorrente de negócios, por exemplo, era assassinado por eles, o corpo jogado em algum lugar e, com auxílio de jornalistas amestrados – já os havia, só que do outro lado – informava-se que “o presunto” de “um meliante” tinha sido encontrado. E isso tudo não envolvia falar mal do presidente, não: esta era a vida normal (e explica por que tanta gente se mobilizou na luta pelas diretas-já, que encerrariam a ditadura). Falar mal do presidente era punido com tortura e morte.
Há gente que defende esse regime. E o pior é que há quem acredite neles.
Pra que mentir?
Tereza Collor não mandou carta a Renan Calheiros, a revista Forbes não publicou capa nenhuma dizendo que Lula era um dos homens mais ricos do mundo, não há qualquer indício de que o deputado petista gaúcho Paulo Pimenta seja dono oculto da boate que pegou fogo em Santa Maria, as estatais não foram privatizadas a preço de banana, as acusações contra Renan Calheiros se referem a fatos recentes, de 2007 (posteriores à época em que foi ministro de Fernando Henrique).
Governo e Oposição estão cheios de defeitos. Por que inventar outros?

A vergonha e a mentira
Lembre do vereador Kirrarinha, DEM, que agrediu uma repórter e foi filmado (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wo1aP8O1lSc#)
Pois bem: o covarde (cujo nome verdadeiro é Lourivaldo Morais) acaba de ser nomeado secretário municipal de Esportes de sua cidade, Pontes e Lacerda, nomeado pelo prefeito Donizete da Len, do PPS. Parece inacreditável (e é): um agressor de jornalistas, um agressor de mulheres, prestigiado por seu partido, o DEM mato-grossense, e por um prefeito aliado. Esta é a vergonha.
A mentira ocorreu antes: alguém espalhou que José Rainha (um dos líderes do MST) seria o agressor. Não foi José Rainha: o covarde foi Kirrarinha.
E a mentira é ainda mais grave porque, seja Rainha o que for, Kirrarinha é muito pior.

De papo pro ar
Neste momento, estão em pauta no Congresso alguns temas da maior importância: o Orçamento deste ano (que não foi votado no ano passado e deixa o Governo em suspenso), mais de três mil vetos presidenciais não apreciados, trancando a apreciação de vetos atuais, Fundo de Previdência dos Servidores Públicos, fator previdenciário, situação dos portos, que podem entrar em greve.
Mas é Carnaval. No Congresso, começou dia 6, quando apareceram cinco dos 513 deputados e oito dos 81 senadores. Suas Excelências encerram dia 19 o período de sassarico. Descansar é preciso: as férias de fim de ano duraram apenas 39 dias.
De 1º a 5 de fevereiro os congressistas tiveram de trabalhar, e isso cansa.

El atrevido
José Dirceu, condenado à prisão pelo Supremo no caso do Mensalão, está promovendo atos públicos pelo país em defesa de sua inocência e contrários à decisão judicial . Está no seu direito. Uma coisa, entretanto, não pode ser tolerada: o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sanchez, participou de um dos ato. É uma intervenção totalmente sem sentido na política interna brasileira. É inaceitável que um embaixador participe de manifestações contra a decisão de um dos Poderes da República.
O intrometido ainda diz que continuará participando da afronta ao Brasil e às leis. Pior: Brasília está paralisada. Nem protestou, nem enquadrou el metidón.
Se o embaixador americano participar de uma manifestação desse tipo, a presidente Dilma Rousseff ficará calada?

A descoberta de Cabral
O governador fluminense Sérgio Cabral, ao contrário do que se imaginava, não chegou ao fundo do poço com as ridículas fotos da Turma do Guardanapo, em Paris, em que ele e amigos dançavam com guardanapos na cabeça e suas esposas mostravam a sola dos sapatos, para provar que eram os caros Louboutin. Cabral foi mais fundo: disse que os 27 presos que fugiram no dia 3, com toda a facilidade, do Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, “terão os benefícios cancelados”.
Que benefícios, cara-pálida? Nem benefícios nem punições: eles estão nas ruas, prontos para cometer novos crimes. Cabral explica: perderão os benefícios da progressão de pena “quando forem recapturados”. Se forem.

 Carlos Brickmann

sábado, 18 de agosto de 2012

O HOSPICIO BRASUCA


Senhoras, senhores, respeitável público, enlouquecemos todos em bloco e ao mesmo tempo. Imaginamos que paira no país um esquema de roubo explícito, fortemente protegido, o mensalão. Chegamos a ouvir vozes gravadas por imaginários aparelhos, em muitos surtos de alucinação auditiva, onde eram confessadas as falcatruas, com roteiro e tudo. Mesmo as raras alucinações visuais, raramente encontradas em esquizofrenias, tivemos.

Deliramos, também, com as cenas filmadas e gravadas pela Polícia Federal, onde centenas de ladrões públicos e privados comentavam sobre operações criminosas retirando bilhões dos bolsos da plebe rude, cujo governo não tem dinheiro nem para honrar os compromissos com seus funcionários, a grande maioria ganhando miséria. E ainda por cima levam a culpa diante da população quando no auge da impotência resolvem apelar para a antipática greve.

Senão, vejamos. Estamos todos em processo de mania de grandeza. O primeiro time organizado que a seleção brasileira enfrentou nas Olimpíadas, ganhou da gente. Mais uma vez o processo maníaco nacional impôs para todos que foi azar de um grupo cujo técnico está para o futebol assim como Sophia Loren está para Zezé Macedo.

Fala sério! Não é mesmo, Bussunda? Um país que fica em 22º lugar no quadro de medalhas, inflamando o delírio coletivo, conseguirá com os parcos tostões arrancados das ferrovias, das rodovias, da saúde... sediar um evento caríssimo e impagável, como a próxima Olimpíada? E de quebra uma Copa do Mundo?

Tragam meu ansiolítico que estou quase acordando. Uma privação de sentidos reluta em reconhecer que o Brasil há muito tempo não é o melhor no futebol, na economia e na democracia. Agora vão mostrar os porões de tortura para onde a esquerda festeira dirige suas paranoicas suspeitas. Pura mentira psicótica. Ninguém é capaz de maltratar, queimar e humilhar pessoas amarradas de cabeça para baixo para obter informações que já sabiam e não serviam para nada.

Tem gente que acredita que houve isso na democrática ditadura, que encontrando o país à beira do abismo afastou os corruptos e subversivos e deu um passo à frente. Essa paranoia tupiniquim chega em surtos a duvidar das amáveis defesas dos advogados que certamente sem cobrar um tostão tentam evitar a injustiça. A verdade é que o único culpado até agora está morto. Não é bacana?

Vamos permanecer em estado de delírio. É mais fácil.

Paulo Bonates

segunda-feira, 7 de maio de 2012

GOLPE A CAMINHO



Depois de declarar guerra aos bancos privados na questão da redução das taxas de juro, o que faz com que a opinião pública não se preocupe tanto com o escândalo envolvendo o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a presidente Dilma Rousseff, embalada pela ala radical do Partido dos Trabalhadores, parte para engessar a imprensa nacional, em atitude típica de governantes totalitaristas.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse na última sexta-feira (4) que o próximo passo do governo petista é colocar em discussão o polêmico e ditatorial marco regulatório da comunicação, que acabará por cercear a liberdade de expressão e atropelará de maneira vil a Constituição Federal. “Este é um governo que tem compromisso com o povo e que tem coragem para peitar um dos maiores conglomerados, dos mais poderosos do País, que é o sistema financeiro e bancário. E se prepara agora para um segundo grande desafio, que iremos nos deparar na campanha eleitoral, que é a apresentação para consulta pública do marco regulatório da comunicação”, disse Falcão.

Para Rui Falcão, “a mídia é um poder que está conjugado ao sistema bancário e financeiro”. Trata-se de um discurso esculpido com o cinzel da ditadura, pois o objetivo do Palácio do Planalto é calar a porção crítica da imprensa nacional que atrapalha o avanço do projeto de poder elaborado pelos petistas.

Quando engrossava as fileiras da oposição, o PT não apenas apoiava as críticas da imprensa contra os donos do poder, mas enviava às redações emissários dispostos a emplacar na mídia factóides golpistas, sempre embasados em documentos de origem duvidosa. Quem atualmente contraria os interesses palacianos com textos coerentes e pensamento lógico é alvo de perseguições implacáveis, muitas delas desconhecidas do grande público. Se a parcela pensante da opinião pública não reagir com rapidez, o Brasil em breve estará à porta de uma ditadura civil nos moldes da que já acontece na vizinha Venezuela

Fonte: Ucho.Info.

sábado, 31 de março de 2012

OS DEMOCRATAS DE ONTEM



Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 31 de março de 2012.

As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitificadas. Nem para um lado nem para o outro. Eu não compartilho da lenda de que no final dos anos 60 e no início dos 70 (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.
(Daniel Aarão Reis Filho, ex-guerrilheiro do MR8 - O Globo, 23.09.2001)



-  Guerrilheiros da “Liberdade”

O ato de “reescrever a história” não é um fato novo na biografia da humanidade e muito menos privilégio dos brasileiros. Quantas vezes foi usado para melhorar a auto-estima de um povo em relação às suas conquistas e glórias maximizando-as e dando-lhes um colorido simpático e atraente. Infelizmente, quando certos ParTidos com tendências totalitárias estendem seus tentáculos pelos tortuosos meandros do poder há um propósito claro de reescrever a história omitindo aquilo que não lhes é conveniente e usando de ardis de toda a ordem para mascarar desvios de conduta e atrocidades ou transformar antônimos em sinônimos - totalitarismo em democracia.

O chavão “nunca antes na história deste país” empregado com frequência por alguns alienados encastelados no poder da República reflete apenas sua tentativa de menosprezar o passado. Ao negar as conquistas realizadas pelos seus antecessores, apoderando-se de programas iniciados em outros governos, olvidam o trabalho incansável das gerações que os antecederam. Seria menosprezar o trabalho de nossos pais e avós, desconsiderar as belas páginas da história gravadas “Ad æternum” pelos nossos heróis. Acreditamos que as imagens tenham mais força que as palavras em um país onde se cultua a ignorância e se faz proselitismo da alienação, por isso, disponibilizo os dois “links” abaixo para aqueles que querem conhecer a real história do seu país.

-  Vídeos

Revolução de 1964

http://www.youtube.com/watch?v=UeXIrPc_O8o&feature=youtu.be

Brasil, Guerrilha e Terror

http://www.youtube.com/watch?v=-ow8bwE3fhw

segunda-feira, 26 de março de 2012

OS INIMIGOS DA ANISTIA

"O que está em jogo nesse processo (...) é a disputa da memória e da verdade histórica e política do período. De um lado, os que lutaram contra o golpe militar, pela democracia e pela liberdade em nosso país (...)". Extraído do site inverta.org.

Não há qualquer novidade nisso. Nem na "disputa da memória e da verdade", nem na deslavada e tão repetida mentira que lhe segue. A pacificação nacional, a normalidade democrática e a anistia, quando necessária para isso, sempre tiveram inimigos. No geral, os mesmos, que se reproduzem e se repetem como ondas chegando na praia das instituições nacionais. Durante os governos militares, a pacificação foi retardada por aqueles que pegaram em armas para derrubar um regime autoritário e implantar um outro, totalitário, infinitamente pior. Impossível negar: sob orientação e financiados por potências estrangeiras, ansiavam por implantar no Brasil uma ditadura do proletariado segundo os modelos que, entre outros, tiranizavam os povos da URSS, China e Cuba. Em diversos depoimentos, os próprios militantes da luta armada reconhecem que ela serviu para prolongar o regime militar. Assista, a propósito, o filme Hércules 56, onde conhecidos participantes daqueles episódios afirmam-no de viva voz e corpo presente. Não há que negar, tampouco: se entre os que pegaram em armas existiu alguém com afeições democráticas, essa afeição era tão clandestina, tão dissimulada que não chegou a ser conhecida. Jamais deu nome a qualquer de suas organizações ou fez parte de seus documentos ou manifestos. Bem ao contrário. A democracia, para eles, era papo da burguesia.

 A própria anistia de 1979 precisou - por incrível que pareça - superar obstáculos interpostos por dois flancos. Pelo flanco da direita agiam militares da chamada linha-dura e políticos civis que anteviram a perda do poder sob o qual vicejavam. Pelo flanco da esquerda atacavam-na políticos de muito mau caráter, receosos da concorrência dos exilados e anistiados que retornariam às refregas eleitorais. Lula chegou a expressar sua contrariedade com a possível volta dos que estavam no exterior em recado enviado ao general Golbery, através de Claudio Lembo, então presidente da ARENA: “Doutor Claudio, fala para o general que eu não entro nessa porque eu quero que esses caras se danem. Os caras estão lá tomando vinho e vêm para cá mandar em nós?" Essa reunião e a resposta de Lula foram testemunhadas pelo jornalista José Nêumanne que relatou o episódio no livro "O que sei de Lula".

Como tudo no Brasil, a anistia virou uma negociata. Milionárias indenizações e farta distribuição de robustas pensões vitalícias se derramam ainda hoje sobre árvores genealógicas inteiras. Em alguns casos fazendo justiça; noutros servindo à sanha de picaretas. E de novo Lula aparece na lista. Virou pensionista por ter sido destituído da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Pediu e levou. Ligeirinho. Um negócio da China.

Mas o fato é que apesar dos pesares, dos opositores e dos abusadores, a anistia restaurou a normalidade institucional e estamos no rumo para cumprir o mais longo período de estabilidade política da nossa história republicana. Mas isso não satisfaz os revanchistas. Em plena conformidade com a tradição dos totalitarismos, é preciso escrever a história com os substantivos e os adjetivos que lhes convém. É preciso transformar bandidos e traidores em mártires. É preciso pendurar no peito de guerrilheiros comunistas, assaltantes, quadrilheiros, sequestradores, cultores da violência, que sempre desprezaram a democracia e seus valores, a medalha de honra da causa que ridicularizavam. E é preciso acabar com essa tranquilidade porque, como ensinou o camarada Che Guevara de suas surradas camisetas, "o ódio é instrumento de luta".

Escolha o leitor com quem quer ficar. Se com o ódio cultivado de Guevara ou com as palavras que Mandela transformou em vida vivida na África do Sul: "Ninguém nasce odiando (...). Para odiar as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem aprender a amar".
Percival Puggina

sábado, 28 de janeiro de 2012

ESQUERDA CRIMINOSA



 Os governos comunistas que se instalaram na América Latina nos últimos anos cumprem de forma genuflexa as ordens da esquerda mundial, como esse modelo político totalitarista e muitas vezes truculento fosse a derradeira solução do planeta. Quando visitou a ilha de Cuba para um encontro com os irmãos-ditadores Fidel e Raúl Castro, o então presidente Luiz Inácio da Silva se recusou a comentar a morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que definho em uma prisão cubana após greve de fome. Questionado sobre seu silêncio, Lula preferiu dizer que o Brasil não interfere em assuntos internos de outros países.

No passado dia 19 de janeiro, outro dissidente do regime cubano, Wilman Villar Mendoza, também morreu na prisão em decorrência de greve de fome. Mendoza iniciou a greve de fome após ser preso em novembro passado, ocasião em que foi julgado e condenado a quatro anos de prisão por crimes como desobediência, resistência e delitos contra o Estado, informou Elizardo Sánchez, dirigente do grupo Comissão Cubana pelos Direitos Humanos.

No último dia 15, o jornalista Guillermo Fariñas foi preso novamente, após protesto pela libertação de outros dissidentes cubanos. De acordo com informações da blogueira Yoani Sánchez, o jornalista cubano está sem tomar água. Preso em outras ocasiões, Guillermo Fariñas fez 24 greves de fome em solidariedade a outros ativistas levados aos cárceres da ilha, sendo que um dos seus protestos durou quatro meses.

Nesta semana, a embaixada do Brasil em Havana concedeu visto de turismo à blogueira Yoani Sánchez, também perseguida pela ditadura castrista. Apesar de o governo brasileiro ter concedido visto à blogueira, a presidente Dilma Vana Rousseff não incluirá em sua agenda oficial, em Havana, o pedido de audiência feito pelos dissidentes do regime da ilha. De acordo com assessores presidenciais, Dilma, que desembarcará em Cuba na próxima segunda-feira (30), estaria atacando o regime político do país caribenho se recebesse em audiência os dissidentes, a começar por Yoani Sánchez.

Assessor internacional da Presidência da República, o trotskista Marco Aurélio Garcia disse que o governo brasileiro orientou a embaixada em Havana a conceder o visto de turista à blogueira, mas que “a autorização para sair de Cuba é problema dela [Yoani]”. Garcia também lembrou que se Yoani Sánchez, caso consiga sair de Cuba, pedir asilo político ou refúgio ao governo brasileiro, não poderá manter o seu blog com críticas à ditadura dos irmãos Castro. “Acho difícil para ela manter esta atividade [o blog] como exilada. O exilado político não pode ter atividade política no país que o recebe. Não me parece que ela queira isso”, declarou Marco Aurélio Garcia.

Na edição de 20 de janeiro deste ano, o ucho.info publicou matéria em que afirmou que a morte do dissente cubano Wilman Villar Mendoza colocaria em xeque o discurso de Dilma Rousseff em favor dos direitos humanos. E o que era esperado para acontecer em Havana acabou acontecendo dias antes de a presidente Dilma seguir viagem.

Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MORTE DE DISSIDENTE CUBANO COLOCA À PROVA DISCURSO DE DILMA PELOS DIREITOS HUMANOS



Prova de fogo – Na última segunda-feira (16), o ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, iniciou os preparativos para a visita oficial que a presidente Dilma Vana Rousseff fará a Cuba no final do mês. Patriota reuniu-se com os vice-presidentes Marino Murillo, encarregado da “implementação” das mais de 300 reformas propostas pelo presidente Raúl Castro, e com Ricardo Cabrisas, que cuida da área comercial.

Acontece que a visita de Dilma acontecerá em um momento difícil para o governo da ilha caribenha, que continua ignorando os direitos humanos, como se o truculento modelo político cubano fosse o mais eficiente do planeta. Na quinta-feira, morreu o dissidente cubano Wilman Villar Mendoza, em decorrência de problemas de saúde causados por 56 dias de greve de fome na prisão. De acordo com os oposicionistas, Mendoza morreu por conta dos maus tratos por parte do governo.

Villar Mendoza iniciou a greve de fome após ser preso, em novembro passado, quando foi julgado e condenado a quatro anos de prisão por crimes como desobediência, resistência e delitos contra o Estado,informou Elizardo Sánchez, dirigente do grupo Comissão Cubana pelos Direitos Humanos.
Dirigente da ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Sánchez disse que Willar estava em “estado crítico” e passou vários dias em uma sala de cuidados intensivos do Hospital Clínico Cirúrgico de Santiago de Cuba, a 900 quilômetros a sudeste de da capital Havana.

“Ele foi transferido ao hospital depois de cerca de 50 dias em greve de fome”, disse o ativista.
“A comissão considera que toda a responsabilidade moral, política e jurídica em relação à morte de Wilman recai no governo de Cuba, já que ele se encontrava sob a custódia das autoridades”, acrescentou Sánchez, ao ressaltar que se tratava de uma “morte evitável”, completou Sánchez.
Wilmar Villar Mendoza é o segundo preso político que falece por causa de greve de fome em menos de um ano. Em fevereiro de 2010, morreu, em um hospital de Havana, Orlando Zapata Tamayo. Considerado “prisioneiro de consciência” pela organização de direitos humanos Anistia Internacional, Zapata Tamayo morreu aos 42 anos, após 85 dias de greve de fome.

A ativista Berta Soler, porta-voz das Damas de Blanco, que reúne parentes de dissidentes, culpou o governo cubano pelo “assassinato” de Mendoza.
No último domingo (15), o jornalista Guillermo Fariñas foi preso novamente, após protesto pela libertação de outros dissidentes cubanos. De acordo com a blogueira Yoani Sánchez, o jornalista cubano está sem tomar água. Preso em outras ocasiões, Guillermo Fariñas fez 24 greves de fome em solidariedade a outros ativistas presos, sendo que uma delas durou quatro meses.

Como se sabe, a presidente Dilma Rousseff reza pela cartilha do sanguinário Fidel Castro, o que a impede de tratar do assunto com o colega cubano, Raúl Castro, irmão do lendário ditador. No caso de optar pelo silêncio obsequioso, Dilma estará mostrando ao mundo a sua verdadeira face.

Em fevereiro de 2010, quando visitou os covardes irmãos Castro, em Havana, o então presidente Luiz Inácio da Silva, sempre obediente e genuflexo às ordens do líder esquerdista, não comentou a morte de Zapata Tamayo, ocorrida dias antes de sua chegada à ilha. Questionado sobre o fato, Lula preferiu dizer que não interfere em assuntos internos de outros países

Fonte: Ucho.Info

domingo, 8 de janeiro de 2012

CARNICEIROS? DEVIAM COMER ALFACE...

Começou. Na capa, o Velho comunista descansando ao sol; dentro, a lista de 233 'torturadores', coronel Brilhante Ustra encabeçando. É o Especial Prestes, publicado na primeira edição de 2012 da Revista de História da Biblioteca Nacional, financiada inteiramente com dinheiro público.

Vamos ver se eu entendi. Os revolucionários de esquerda acusam a ditadura de, deliberada e sistematicamente, torturar e violar os direitos humanos. Não são abusos, dizem. É método, garantem.

Os ditadores também reprimem e cerceam a liberdade de expressão, é outra acusação. Engraçado é que os revolucionários alardeiam os desmandos no momento mesmo em que, usando de liberdade de expressão, listam como torturadores 233 militares e civis, com nome, sobrenome, patente e função, sem que, depois, nada lhes aconteça. Ninguém é torturado, nem por fazer a lista nem por divulgá-la na imprensa. Não é interessante esta ditadura?

A lista dos 233 'torturadores' foi redigida em 1975, por um grupo de 35 presos políticos, que estavam cumprindo pena nas cadeias. José Genoino era um deles.

Alguns jornais na época fizeram um registro do assunto, e a lista foi publicada na íntegra, em 1978, no Em Tempo (jornal alternativo infestado de revolucionários de todo tipo e peça fundamental na criação do PT).

Agora, me diz: como é que, no auge do poder, uma ditadura que matava e esfolava, torturava e trucidava, deixa que se publique uma lista desta natureza? Como um regime sangrento, opressivo e assassino permite a circulação de um jornal de comunistas notórios e conhecidos, que publicam uma lista com nome, sobrenome e função de torturadores que servem nos organismo da repressão e nenhum dos responsáveis pela publicação é preso, torturado, trucidado e esfolado? Mas a lista não quer provar precisamente que a repressão é um bando de carniceiros monstruosos que torturavam ouvindo música clássica?!

E mais: a lista tinha sido elaborada por presos políticos que estavam cumprindo pena dentro das cadeias, nas mãos dos 'carniceiros'. Ora, era só ir lá, pegar um por um e dar um 'corretivo'. A mera circulação e existência de um jornal como Em Tempo é prova de .... liberdade de expressão! Este deve ser um exemplum in contrarium de que fala o professor Olavo de Carvalho.

Especial Prestes na Revista de História da Biblioteca Nacional:

O acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes, que será doado por sua viúva, Maria Prestes, ao Arquivo Nacional, traz entre cartas trocadas com os filhos e a esposa, fotografias e documentos que mostram diferentes momentos da história política do Brasil.

* - Os donos do chumbo: veja a lista de 1975 com os nomes de 233 torturadores, conforme consta no relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil encontrado no acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes;

* - Entrevista com Hamilton Pereira, um dos autores da lista de 1975;

* - A viúva Maria Prestes conta as histórias de uma vida digna de roteiro de cinema, que inclui prisão, fuga, clandestinidade e, claro, amor.

Mirian Macedo

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JÁ FOI TARDE, QUE QUEIME NO INFERNO AD ETERNUM

Se Deus é comunista, entrega a Coreia do Norte a um condomínio da ditadura de Pequim com dinheiro de Seul

Poucas vezes na história viu-se de forma tão direta e fotográfica o legado de um governante. É o buraco negro registrado pelos satélites que passam sobre o apagão da Coreia do Norte deixada por Kim Jong-il, o "Sol do Futuro Comunista", o "Comandante Invencível". Um apagão elétrico, social, político e econômico.

É com esse apagão que a jornalista americana Barbara Demick começa seu livro "Nothing to Envy" ("Nada a Invejar - Vidas Comuns na Coreia do Norte"). Ela foi correspondente do "Los Angeles Times" em Seul e, durante sete anos, entrevistou coreanos que fugiram da tirania de Kim Jong-il, que foi-se embora no domingo. Quando o "Querido Líder" nasceu, uma estrela brilhou no céu e dois arco-íris enfeitaram o dia. Sucedeu ao pai, o "Grande Marechal", e passou o poder ao filho.

Como sucedeu em 1994, quando o coração matou Kim Il-sung, o "Divino Guardião do Planeta", torce-se pela desagregação do regime que aprisiona 23 milhões de pessoas, dando-lhes fome, miséria e brutalidade.

Barbara Demick escreveu sobre uma tirania depois de um século varrido pelo Holocausto e pelo Gulag, quando seria possível pensar que já se viu de tudo. O que há de terrível no retrato da Coreia do Norte é que ele surpreende o leitor. Quando se acha que a vida de um povo não pode piorar, ela piora, envergonhando a época em que se vive.

Em 1945, a península coreana foi dividida entre duas ditaduras. A do Norte, comunista e rica. A do Sul, capitalista e pobre. Nos anos 60, quando se falava em "Milagre Coreano", o tema era a supremacia socialista. Em 1970, todos os vilarejos do país tinham eletricidade. Passou-se uma geração, o Sul tem uma democracia e o Norte tem uma tirania enlouquecida, que mais se parece com a Spectre do romance de Ian Fleming do que com um Estado. Em apenas quatro anos, entre 1991 e 1995, a renda per capita da população caiu de US$ 2.460 para US$ 719. O regime vive do socorro cúmplice da China.

Falta eletricidade, mas as 34 mil estátuas do "Pai da Pátria Socialista" são iluminadas mesmo de dia.

A professora Mi-Ran conta que via alunos de cinco ou seis anos morrerem de fome nas salas de aula. Sua turma de jardim de infância de 50 alunos caiu para 15.

Nas casas desse paraíso, uma parede da sala deve ser reservada para o retrato do Líder, que é distribuído com um pano. Fiscais zelam para que nenhuma família deixe de limpá-lo.

A fome dos anos 90 matou entre 600 mil e 2 milhões de coreanos do norte. Em algumas cidades morreram dois em cada dez habitantes. Um médico conta que ensinou mães a ferver demoradamente a sopa de capim. A certa altura, as famílias preferiam que as crianças morressem de fome em casa, porque nos hospitais, onde não havia remédio, faltava também comida.

Nessa época o governo informou que racionara alimentos porque o povo da Coreia do Sul estava passando fome e precisava ser ajudado.

Ninguém comemora aniversário na Coreia do Norte. Festeja-se apenas um dia: o do nascimento do Líder.

Kim Jong-Il, com seus sapatos-plataforma, já foi tarde. Se Deus é comunista, o filho do Líder entrega o campo de concentração a um condomínio da China com a Coreia do Sul.

Elio Gaspari

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A VERDADE: EU MENTI ( Miriam Macedo )

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.

Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.

Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!

Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).

Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.

Quanto aos socos e empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos 'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".

Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, muita ameaça, muito grito, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).

Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.

Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?

Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."

A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.

Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca' (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CORRUPÇÃO SEM CONTROLE.

A corrupção da sociedade pelo poder público petista, em diversas instâncias, está sem controle. O Estado controlador foi transformado pela Fraude da Abertura Democrática em Estado corruptor após a tomada do poder pelo PT, consequência direta de seu primeiro estelionato eleitoral.

As hediondas sementes da degeneração moral do Congresso, deixadas cair no submundo do poder público, durante o segundo mandato de FHC, foram multiplicadas muitas vezes pelos desgovernos petistas. O Parlamento já perdeu sua utilidade para a sociedade e virou um balcão de negociatas espúrias.

O atual Procurador Geral da República –subordinado ao Poder Executivo– em um show de hipocrisia compulsória, acaba de pedir a condenação dos réus da gang dos 40, sem nem menos mencionar o 41º meliante –esse, provavelmente, o verdadeiro chefe da gang –, já acusado, diretamente, por outro procurador.

Ao mesmo tempo já sabemos que, em breve, testemunharemos a prescrição dos mais graves crimes desses patifes, verdadeiros genocidas que indiretamente provocaram a morte de centenas de cidadãos por surrupiarem o dinheiro dos impostos que deveria ser aplicado na saúde, na segurança e na educação, por exemplo.

Sistemáticas, redundantes e cansativas denúncias de corrupção é moda de leitura na mídia durante os desgovernos petistas envolvendo também sua base aliada.

Apenas para citar algumas recentes temos a do governador do Rio com as empreiteiras, da Valec, do Ministério dos Transportes e, na data em que escrevemos este artigo, está sendo denunciada por desvios de verbas para a reconstrução de cidades atingidas por enchentes que causaram a morte de mais de 1000 pessoas, a maioria crianças, a prefeitura petista de Petrópolis (com seu modo de operar o dinheiro público já conhecido por todos os seus habitantes).

A falência educacional e cultural do país tem formado gerações de empresários safados que, respondendo às sinalizações calhordas do poder público, se entregam a parcerias corruptas para roubar o dinheiro dos contribuintes.

O sistema de governo do país apelidado por cientistas sociais de “presidencialismo de coalizão” tem se mostrado, na verdade, como uma Corruptocracia Petista de Corrupção com a síndrome do rabo preso cada vez mais impedindo que as denúncias tenham consequência jurídica séria, tendo em vista o risco crescente do castelo de cartas da corrupção petista desabar diante da sociedade, envolvendo todos os cúmplices da tragédia moral por que passa o país.

Quem se negar a reconhecer que o Brasil está entregue a quadrilhas que tomaram conta do poder público diante das caras de paisagem dos órgãos que têm a responsabilidade de evitar esse desastre social, é cúmplice, é covarde, ou é um ignorante, vítimas da falência educacional e cultural do país.

A situação do país é muito mais grave do que a de 1964. Não se trata agora do risco de invasão comunista, mas muito pior do que isso. Estamos testemunhando uma profunda e quase irreversível degeneração moral das relações público privadas, quase que formalizando a formação de uma nova sociedade feudal sob o comando da Corruptocracia Petista, em pleno século 21.

Não faltam mais motivos para uma dura intervenção civil-militar no país diante de sua transformação em um Paraíso da Patifaria, desgovernado por Covis de Bandidos controlados por uma burguesia protetora de Oligarquias de Ladrões.

O que falta então?

Faltam dignidade, honradez, patriotismo e coragem para que a parcela da sociedade civil e dos militares das Forças Armadas, que ainda não se deixaram encantar pelos cantos da sereia da corrupção petista, assumam suas responsabilidades e destituam esse poder calhorda que está transformando as relações público-privadas em descarados

instrumentos de enriquecimento ilícito sob a proteção de uma Justiça degenerada.
Os esclarecidos canalhas pertencentes ao poder público, ao jornalismo, à academia, e a outros importantes segmentos da sociedade, que estão cumpliciados com a destruição do país terão que, mais cedo ou mais tarde, pagar com seu sangue, presente ou sucessor, sua cumplicidade com a destruição de nossa pátria.

Em breve o país estará enfrentando uma moratória do Estado, pois o produto do roubo ou da utilização irresponsável do dinheiro dos contribuintes não vai mais dar para pagar os salários de um Estado gigante corrupto e empreguista de meliantes, assim como seus bandidos públicos e privados vinculados.

Provavelmente, assim como milhares de idiotas devolveram suas armas ao poder público, teremos esses mesmos, e muitas outras centenas de idiotas entregando seus “cofrinhos” cheios de moeda para ajudar a pagar a dívida pública.

Um país de covardes, omissos, corruptos, ignorantes e de idiotas, e sem uma Justiça que mereça esse nome, é um país sem futuro.

Será que nas próximas eleições a sociedade vai continuar utilizando seu direito legal de votar em canalhas, bandidos, em corruptos, e em ignorantes?

Não dá mais para dizer que não sabia, pois todos habitam quase que diariamente as páginas dos jornais.

Comentário do Jornal dos Amigos

Já estamos diante de uma ditadura civil, ou você não se dá conta? A prova disso são os atos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na esfera da União. Legendas partidárias a parte, ouça no link http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=X6aVC-zQqL0 o pronunciamento no dia 21 de junho deste ano do senador Demóstenes Torres do DEM-GO, sobre o conteúdo dos livros da coleção "Viver Aprender", distribuída pelo Ministério da Educação. Pura propaganda socialista petista no modelo arcaico soviético com a deturpação dos valores éticos e morais de uma sociedade ainda conservadora.

Podemos mudar atuando para que realmente haja mudança em governos (municipal, estadual e federal), ou mudar de país. Se você fala inglês, ou melhor ainda, francês, Quebec-Canadá aceita de braços abertos emigrantes que tenha alguma profissão. Sucesso garantido no prazer de viver. Confira no link http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/placeauquebec/pt/. Não é que até no link o PT se revela como um pesadelo???!!!

Por Geraldo Almendra

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PEC CALA A BOCA CONGRESSO - MAIS UMA DO PT...

PEC autoriza Congresso a sustar atos do Poder Judiciário


Disponível em: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITO-E-JUSTICA/193958-PEC-AUTORIZA-CONGRESSO-A-SUSTAR-ATOS-DO-PODER-JUDICIARIO.html

Acesso em: 25 fev 2011.

Segundo o artigo publicado: "Objetivo é evitar que o Judiciário altere o entendimento do Congresso Nacional em relação a normas em vigor. Um exemplo é a interpretação sobre a posse de suplentes na Câmara." Traduzindo: dar um "cala boca Congresso Nacional."

A proposta é do senador Nazareno Fonteles do PT do Piauí. Sim senhores leitores, mais uma do Partido dos Traidores que não assinou a Constituição Federal de 1988, por isto mesmo não a cumprem. Trairam a Pátria em 88, em 2011 reafirmam a traição votando contra o trabalhador e impondo um absurdo decreto impedindo que o Senado vote e decida sobre o Salário Mínimo e não satisfeitos este senador Nazareno Fonteles agora apresenta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para legalmente extinguir o Congresso Nacional, pois se lhe tiram o poder de decisão e impõe ao mesmo o silêncio é o mesmo que extinguí-lo.

O Congresso Nacional tem sido protagonista de diversos escândalos envolvendos seus pares mas mesmo assim são nossos representantes que lá estão para ajudarem a compor um bom governo e defender o interesse nacional. Muitos erros o Congresso Nacional tem cometido o exemplo mais recente foi aceitar que através de decreto, o que é totalmente Inconstitucional, o reajuste do salário mínimo seja automático sem decisão do mesmo.

Esta infame PEC vem hoje como medida preventiva impedir que o Judiciário derrube o ato inconstitucional do indigesto e criminoso decreto permaneça e posteriormente para que jamais a oposição utilize o serviço do Judiciário para não deixar que o despotismo se instale na Democracia.

Aonde está a grande mídia que não leva o fato ao conhecimento da população? O caso é grave, gravíssimo, nossa frágil Democracia corre riscos a cada dia, a imprensa corre riscos a cada dia, a Constituição Federal está sendo exposta a ataques de desrespeito que a fragilizam e a expõe a perigo de ser derrubada, pois ela não atende aos anseios escusos dos governantes pseudo democratas. Esta Constituição de 88 em seu Artigo 5º é o que proteje ao cidadão, à imprensa e a liberdade de expressão e a Sociedade dos desmandos que possam ser cometidos (e estão sendo cometidos) por governos nazitotalitários que querem perpertuar-se no poder a qualquer custo, seja por propaganda enganosa, seja por falso assistencialismo.

Exorto a grande mídia: melhor rever vossos valores e ficar ao lado da população, esconder fatos como este afetam diretamente a vocês. Ditadores calam a imprensa vós sabeis!!! Ao invés de veicularem fatos lamentáveis como Tiririca virando ministro da Educação e Cultura, mais um assinte a todos nós, melhor observarem mais o que lhes diz respeito diretamente e veicular de forma adequada para que a população entenda, faça seu julgamento e reaja.

Vamos ficar vigilantes, pois o mesmo artigo na página oficial da Câmara dos Deputados diz: "A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à sua admissibilidade. Exame preliminar feito pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a constitucionalidade de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A CCJ examina se a proposta fere uma cláusula pétrea da Constituição, se está redigida de acordo com a técnica correta e não fere princípios orçamentários. Se for aprovada nessa fase, a proposta será encaminhada a uma comissão especial que será criada especificamente para analisá-la. Se for considerada inconstitucional, a proposta será arquivada.. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o plenário, onde será votada em dois turnos." NÃO fala em Câmara dos Deputados e Senado Federal. Que destino querem dar a estes poderes governamentais? Vão fechar o Congresso Nacional? Pressupõe-se que sim senão porque o propósito de uma "comissão especial?"

O Decreto aprovado arbitrariamente abre precedente para Ditadura, está provado! Vamos mesmo aceitar isto calados? Se você leu e respondeu sim ou "nem tô" a culpa por uma DITADILMADURA SERÁ SUA.

Por: Ivete Depelegrim Ribeiro - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo e Publicidade e Propaganda - Maceió AL.
 
Fonte: Blog CRITICANDO A MIDIA. http://bit.ly/dTLtyf

sábado, 18 de dezembro de 2010

ISSO É CUBA, O REGIME QUE OS PETISTAS ADORAM.

Vejam estas duas fotos.








Ambas são do ex-boxeador cubano Ariel Sigler Amaya, agora com 46 anos. A primeira é de quando ele foi preso pelo regime castrista, em 2003, na chamada Primavera Negra. A outra é de meados do mês passado, ao deixar o cárcere e se exilar na Espanha. Quando Fidel o mandou para as masmorras, ele pesava 93 quilos. Ao deixar a cadeia, estava reduzido a 48 de pele e ossos, distribuídos em 1m82.

Qual foi a doença que acometeu Amaya, que o deixou, inclusive, numa cadeira de rodas? Ditadura. Professor de Educação Física, ele foi condenado a 20 anos de cadeia. Seu crime foi guardar em casa livros sobre… democracia!

Amaya desenvolveu, sim, uma doença catalogada pela medicina, mas cuja tradução é política: polineuropatia. Como informa reportagem da VEJA desta semana, o mal decorre da falta de vitaminas — ou seja, da desnutrição. Sem contar, evidentemente, tortura, espancamentos, falta de assistência médica…

Lula, como sabemos, não gosta de se meter nesses assuntos, a menos que seja para livrar seus amigos ditadores de “incômodos”. No ano em que Amaya foi preso, o petista foi eleito presidente. Algum tempo depois, fez um discurso saudando o fato de que os partidos que compunham o Foro de São Paulo estavam chegando ao poder na América Latina.

O Foro de São Paulo é aquela entidade, da qual as Farc fizeram parte, que Lula fundou com Fidel Castro, o homem que reduziu Amaya ao farrapo humano que se vê acima. É com países como Cuba e o Irã que o Babalorixá pretende fundar uma nova ordem mundial. Dos Estados Unidos, ele não gosta muito, não. Acha o país, sei lá…, um pouco “imperialista” demais! Sem contar que Obama vive tentando empanar seu brilho…

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 17 de junho de 2010

COOPERAÇÃO MILITAR CUBA/VENEZUELA GERA PREOCUPAÇÕES.

Os laços entre o presidente Hugo Chávez e os líderes comunistas de Cuba são claros: Cuba tem milhares de médicos aqui, sem contar um número menor de consultores que ajudam em uma série de assuntos, de engenharia agrícola ao treinamento de atletas olímpicos.


Mas a discreta expansão do papel militar de Cuba aqui levantou uma preocupação em particular entre os críticos de Chávez, que mantêm que as forças armadas estão sendo transformadas – com a ajuda de Cuba – em um instrumento que possa ser utilizado para reprimir qualquer contestação doméstica ao presidente.

Em uma rara crítica pública, um ex-assessor de Chávez atacou o papel dos consultores cubanos em áreas delicadas, que ele diz incluir inteligência militar, treinamento de armas, planejamento estratégico e a logística do próprio Chávez, que frequentemente viaja em um avião cubano.

"Nós estamos à mercê de interferência em áreas de segurança nacional por parte do regime cubano, que deseja que Chávez permaneça no poder porque Chávez lhes dá petróleo", disse o ex-assessor, António Rivero, um general de brigada reformado neste ano, em uma entrevista.

"Os consultores cubanos estão lá para exercer pressão", ele acrescentou, "e eles frequentemente alegam falar em nome do presidente, como se fossem seus emissários".

Chávez não hesita em falar sobre a presença dos consultores militares cubanos, que ele diz estarem ajudando "modestamente" em algumas áreas. Mas ele não ofereceu publicamente detalhes sobre quantos eles são ou onde estão trabalhando.

Carlos A. Romero, um cientista político da Universidade Central da Venezuela e que pesquisa os laços militares com Cuba, estima que há 500 consultores militares cubanos no país, incluindo um grupo de elite de cerca de 20 oficiais operando a partir do Fuerte Tiuna, a principal guarnição militar do país.

Um porta-voz da embaixada de Cuba aqui não respondeu aos pedidos de comentário.

A crítica de Rivero, que trabalhou como assessor de Chávez no início de sua presidência e posteriormente foi chefe da agência de gestão de emergência, ocorre após anos em que Cuba serviu como eixo de apoio para Chávez.

Os médicos cubanos fornecem atendimento médico gratuito aos venezuelanos pobres; em troca desse apoio, Cuba recebe cerca de 100 mil barris de petróleo por dia da Venezuela, ajudando o país a se recuperar do colapso econômico que ocorreu após o fim dos subsídios à energia da época soviética nos anos 90. Mas o intercâmbio militar se tornou um assunto delicado aqui.

"Cuba não vende sistemas de armas, o que difere dos acordos de cooperação militar que a Venezuela tem com a Rússia ou a China", disse Rocío San Miguel, uma acadêmica legal daqui que é especializada em assuntos militares. "O que Cuba vende é inteligência e planejamento estratégico, com base em 50 anos de experiência em manter um regime repressivo no poder."

Rivero, que disse fazer suas críticas "por uma questão de soberania", não ofereceu evidência de que os militares adotaram políticas repressivas inspiradas em Cuba. Mas ele disse que os cubanos assumiram deveres que vão além das atividades normais de uma aliança militar, e que a presença deles em áreas como inteligência militar poderia comprometer a segurança nacional.

Chávez já adotou medidas para politizar as forças armadas, afastando centenas de oficiais considerados desleais e promovendo aqueles que o apoiam. Ele mudou o nome do exército para Forças Armadas Bolivarianas e nos exercícios militares exige que os soldados gritem o slogan "Pátria, socialismo ou morte!"

Ele se aproximou cada vez mais de Cuba à medida que os laços com os Estados Unidos, antes os principais provedores de consultoria militar para a Venezuela, murcharam. Após Chávez ter sido brevemente removido do poder por um golpe em 2002, ele cancelou os acordos de cooperação militar com os Estados Unidos, que aplaudiram sua derrubada. De lá para cá, Chávez tem nutrido laços de defesa com a China, Irã e Rússia, e vê essas alianças como um contrapeso ao poder americano na América Latina.

Algumas mudanças na estratégia militar já refletem o modelo cubano, incluindo os preparativos para uma possível invasão pelos Estados Unidos; o desenvolvimento da Milícia Bolivariana, uma força armada civil semelhante à Milícia Territorial de Cuba; e um foco no desenvolvimento de uma política militar dentro da Aliança Bolivariana para as Américas, o grupo político regional liderado pela Venezuela e Cuba.

Os defensores de Chávez descrevem os laços com Cuba como sendo uma extensão natural de suas ideologias compatíveis.

"O governo revolucionário de Cuba aplica um conceito de defesa nacional com um retrospecto longo e bem-sucedido", escreveu Pedro Carreño, um ex-ministro do Interior de Chávez, em uma coluna no jornal "El Nacional". "A falta de um intercâmbio militar com Cuba poderia propiciar espaço para traição da pátria."

O alinhamento da Venezuela com Cuba difere das políticas de defesa dos países esquerdistas moderados na região. O Brasil, a potência ascendente da região, assinou recentemente um acordo visando reforçar seus laços militares com os Estados Unidos.

Para Cuba, o papel de consultoria militar no exterior não é novidade, apesar de suas atividades aqui serem diferentes das brigadas de combate enviadas para Angola e Etiópia nos anos 70, ou dos consultores na Nicarágua nos anos 80. A assistência de Cuba na Venezuela é muito mais ampla, incluindo áreas como telecomunicações e sistemas nacionais de carteiras de identidade. A ascensão de Cuba a maior aliado da Venezuela levou a críticas de que os cubanos estão ajudando Chávez a reforçar seu controle das instituições.

O debate em torno da aliança ocorre em um momento de crescente tensão política aqui. Chávez está enfrentando uma dura recessão econômica e uma crescente ira pública em torno do escândalo de 22 mil toneladas de alimentos importados, encontradas apodrecendo nos portos, enquanto o país sofre com a escassez de alimentos básicos.

Mas enquanto Chávez enfrenta esses desafios, os analistas daqui dizem que ele garantiu habilmente a lealdade nas forças armadas. Dias após Rivero começar a criticar a presença militar cubana por meio de organizações privadas de notícias em abril, Chávez anunciou um aumento salarial de 40% para os 82 mil membros das forças armadas.

A mídia estatal daqui, citando um proeminente oficial militar, disse que o aumento salarial não estava relacionado às "mentiras" de Rivero, e que visavam "dignificar" o padrão de vida dos militares.

Chávez também deixou claro que quaisquer murmúrios dentro das forças armadas a respeito dos consultores cubanos, ou outros assuntos, teriam consequências. Ele raramente perde a chance de lembrar a todas as forças armadas sobre o crescente poderio da milícia, que já conta com 300 mil reservistas e foi planejada para operar sob seu comando. Em uma recente parada de reservistas, Chávez pediu a eles para que "acabem com a burguesia" caso seja assassinado.

"Ninguém conhece melhor do que o próprio Chávez que a história venezuelana está repleta de uma conspiração militar atrás da outra", disse Fernando Ochoa Antich, que foi ministro da Defesa quando Chávez tentou seu próprio golpe em 1992. "Sua dependência de Cuba é um esforço para melhorar os controles de inteligência para impedir que uma conspiração vingue."

Meridith Kohut/The New York Times