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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
BULLYING: AMEAÇA CONSTANTE (By Nathália Sobreira)
Perante vários problemas sociais, podemos destacar um que há algum tempo vem sendo identificado pela sociedade como Bullying – palavra que pode ser traduzida como ‘’intimidar’’. Diante disso, com todo o avanço tecnológico e as facilidades que esse meio proporciona a todos surgiu o Cyberbullying, uma nova forma de praticar violência.
Durante a rotina de muitas pessoas, há um certo convívio com jovens e crianças, e quem possui essa proximidade sabe que alguns tem a capacidade de praticar pequenas, ou até mesmo grandes brincadeiras de mau gosto. Na escola isso é muito comum. Alguns fazem piadas sobre as diferenças físicas, seja pela altura, peso, criam apelidos constrangedores, zombam pelo comportamento, que na maioria das vezes é bem recatado, quando tudo isso acontece repetitivamente nomeamos como Bullying.
Porém, como foi dito antes, existe uma segunda maneira para dar continuidade ao pesadelo das vitimas, o cyberbullying. Fotos constrangedoras, emails ameaçadores, perfis falsos em sites de relacionamento com difamações, compõe o cardápio da vida de muitos estudantes.
Um caso que recentemente chocou o pais, foi a chacina na escola Tasso da Silveira em Realengo- RJ, causada por Wellington Menezes que tirou a vida de 12 crianças, hipoteticamente por vingança. Pessoas ‘’próximas’’ e de acordo com especialistas, o ato foi cometido pelo ex aluno por ter sido vitima de Bullying durante a infância.
Dessa forma, pais e educadores devem saber reconhecer as mudanças de comportamento dos alunos, falar mais sobre o assunto, informar sobre as conseqüências, para que os expectadores possam ver e denunciar. Para ajudar a relação entre eles, um trabalho de conscientização constante deve ser feito, a fim de amenizar o problema de ampla polêmica. Contudo, para conter o sadismo dos agressores, já deveria existir uma legislação penalizando com rigor essa ameaça constante.
É PRECISO DIZER A QUE VEIO PRESIDENTE (By Marco Sobreira)
Estamos entre os 79 milhões de brasileiros que não votaram em Dilma Rousseff, entre outros, o principal motivo é que não acreditávamos na sua capacidade de se impor perante a base aliada, principalmente ao PT e o PMDB. Não víamos na então candidata liderança política suficiente para enquadrar seus comandados e experiência administrativa para comandar um país tão grande e complexo como o Brasil.
Com sua eleição resolvemos dar um tempo, aguardar os acontecimentos e como não somos daqueles que torcem para o quanto pior melhor, confesso que cheguei a torcer pelo seu sucesso. Infelizmente após oito meses de governo não tenho motivos para mudar meu conceito quanto à performance da Presidente.
Tendo herdado um governo podre , loteado, com a corrupção no DNA de grande parte dos Ministérios, frutos naturalmente dos acordos espúrios que o ex-presidente deixou. Transformou os Ministérios em feudos, cada partido com seu quinhão e liberdade de indicar quem quer que fosse, sem priorizar a competência, honestidade e a vocação pública, bastando a fidelidade canina ao Chefe.
Deu no que deu, escândalos, corrupção desenfreada, uso da máquina pública, tráfico de influência, enfim, uma verdadeira parceria público privada, onde o governo entra com o nosso dinheiro e os companheiros com os bolsos recheados, dólares na cueca, carrões, mansões e o bordão do não sei, não vi, não ouvi, é tudo legal, constitucional. Na verdade criou-se a convicção de que tudo é possível desde que se enquadre nos objetivos do sistema e de seus comandantes.
Dilma Rousseff como Ministra Chefe da Casa Civil não poderá nunca alegar desconhecimento do projeto fisiológico implantado pelo Chefe, mas com a ajuda da mídia agregada tentou e ainda tenta nos passar a imagem de durona, de faxineira do lixo acumulado nos ministérios, até iniciou umas ações, demissões rápidas , só que ao esbarrar no PT e no PMDB a máscara caiu e em nome da tal governabilidade vai convivendo com os sucessivos escândalos que já chegam muito próximo de si, já que sua Ministra da Casa Civil se viu envolvida em denúncias que no mínimo lhe deixam em situação muito desconfortável.
O resultado de tudo isso é que temos um Governo de factóides, paralisado pela incompetência administrativa e falta de coragem política da Presidente em desmantelar o loteamento irresponsável de seu antecessor e criador.
Façamos um retrato do Brasil de Dilma, as obras de transposição do rio São Francisco estão parada, o programa minha casa minha vida anda a passos de tartaruga, nossa produção perde competitividade nas estradas esburacadas e nos portos ultrapassados, a Justiça assiste ao assassinato e ameaças de seus magistrados, o crack invadiu como nunca as nossas cidades, mães perdem seus filhos à porta de maternidades fechadas, idosos morrendo na fila dos SUS, hospitais lotados com pacientes amontoados nos corredores em macas improvisadas ou mesmo no chão, lentidão na liberação de exames e procedimentos que podem determinar o viver ou morrer, a dengue se alastrando antevendo graves problemas quando o verão chegar, enfim a saúde está um caos. A educação estagnada, sem objetivos concretos, sem estímulos a professores que mal pagos e ameaçados abandonam o setor público, sequer consegue o Governo realizar o ENEM sem as denúncias de sempre. Segurança pública nem pensar, as cidades estão entregues aos marginais enquanto a população trabalhadora e decente se vê aprisionada em suas próprias casas, um simples passeio de carro com a família tornou-se aventura de conseqüências impossíveis de se prever. As comunidades das periferias das grandes cidades estão nas mãos dos traficantes ou das milícias por ausência total do poder constituído, campo fértil para o crescimento do crime organizado.
Enquanto a anarquia se instala, no centro do poder de todos os níveis e em todos os recantos desse país, os governantes tramam a melhor maneira de se apropriar do erário público. Percebo pequenos movimentos em prol da moralidade e contra a corrupção, esperamos que cresçam como bola de neve e a Presidente se verá numa encruzilhada, levar a sério as denúncias, autorizar a criação da CPI da corrupção, ser implacável com os desvios de conduta, caso contrário os movimentos populares começarão a tomar proporções que colocarão em risco a própria Presidente.
É HORA DE DIZER A QUE VEIO PRESIDENTE.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
DEPUTADOS ESTICAM FINAL DE SEMANA NA BELA SAVADOR COM NOSSO DINHEIRO
De sexta a segunda – Pelo menos três deputados, incluindo o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, Jonas Donizette (PSB-SP) terão um final de semana como poucos turistas podem usufruir. Nesta sexta-feira (26) participam de um evento de hotelaria de Salvador e esticam o final de semana para que na segunda-feira (29) estejam presentes a um fórum sobre a Copa do Mundo 2014 da Bahia.
As passagens aéreas, estadia e alimentação serão custeadas com a verba de representação que a Câmara oferece a cada um deles. Como acontece em quase todos os congressos de categoria, o II Encontro Estratégico entre a Hotelaria Nacional e Parlamentares é mais um evento de lazer do que de trabalho.
Na agenda consta que o encontro servirá para debater a infra-estrutura turística brasileira. O local é um dos mais aprazíveis da capital soteropolitana, sem contar com a mordomia cinco estrelas. Trata-se do SPA Pestana, de nacionalidade portuguesa, cujo bandeira é conhecida em todo o mundo. Como ninguém é de ferro e não trabalha de estômago vazio, o jantar será às 19h30 servido no Hotel Pestana Convento do Carmo, convento carmelita, localizado na Ladeira do Carmo, no Pelourinho.
No SPA Pestana, as diárias custam US$ 237 (cerca de R$ 500) em apartamento simples com duas noites obrigatórias, segundo informa o site do Pestana Bahia, que fica na região do Rio Vermelho, em Salvador.
Nos gabinetes de sete deputados relacionados pela Comissão de Turismo e Desporto que irão participar dos eventos de sexta e de segunda-feira, não foi confirmado se algum dos familiares estará presente. Da lista, três não tem base eleitoral na Bahia: o presidente, Jonas Donizette, o segundo vice-presidente da comissão, Valadares Filho (PSB-SE) e Danrlei de Deus Hinterholz (PTB-RS).
O deputado Romário Faria (PSB-RJ) viaja no domingo para Salvador para se integrar à comitiva parlamentar. A sua assessoria informou que ele vai pernoitar na capital da Bahia, mas não confirmou se ele ficará no Pestana. Do grupo de representantes da Câmara participam os baianos José Rocha (PR), Acelino Popó (PRB), Roberto Brito (PP) e Fábio Souto (DEM).
A lista também contempla a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado informou que apenas Lídice representa a instituição no encontro dos operadores hoteleiras.
Ela também vai representar o Senado na segunda-feira, no fórum legislativo das cidades sedes da Copa do Mundo. A idéia será conhecer as obras no Estádio Fonte Nova e no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães. A visita, que será aberta na Assembleia Legislativa, prevê também um almoço com o governador Jaques Wagner (PT).
Fonte: Ucho.Info
NOVOS DIRETORES DO DNIT COMEMORAM COM PAGOT
Almoço festivo – O Diário Oficial da União publica na edição desta quarta-feira (25) os decretos de nomeação de cinco novos diretores para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Todos eles substituem funcionários exonerados em função das denúncias de corrupção no órgão.
Os decretos assinados pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro dos Transportes, Sérgio Passos nomeiam Mário Dirani para o cargo de diretor de Infraestrutura de Transportes; Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira para o cargo de diretor de Administração e Finanças; Tarcísio Gomes de Freitas para o de diretor executivo; Adão Magnus Marcondes Proença para o de diretor de Infraestrutura Aquaviária; e Jorge Fraxe para ser o diretor-geral.
Na coluna de Cláudio Humberto desta quinta-feira informa-se que após se submeterem a “sabatina” no Senado, ontem, três novos diretores do DNIT – Paulo Tarso de Oliveira, Adão Proença e Mário Dirani – foram comemorar com quem continua mandando, apesar das aparências: Luiz Antônio Pagot, defenestrado da direção-geral após denúncias de irregularidades no órgão. Almoçaram aos cochichos e muitas risadas, na mesa 23 do restaurante do Senado.
De acordo com o colunista, pareciam comemorar. A celebração no restaurante faz o Senado perceber o uso da Casa para oficializar uma “mudança” que na verdade pode ser de araque. Servidores de carreira, os três foram indicados pelo ministro Paulo Passos (Transportes) e o PR, que ainda controla 17 superintendências.
Fonte: Ucho.Info
Os decretos assinados pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro dos Transportes, Sérgio Passos nomeiam Mário Dirani para o cargo de diretor de Infraestrutura de Transportes; Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira para o cargo de diretor de Administração e Finanças; Tarcísio Gomes de Freitas para o de diretor executivo; Adão Magnus Marcondes Proença para o de diretor de Infraestrutura Aquaviária; e Jorge Fraxe para ser o diretor-geral.
Na coluna de Cláudio Humberto desta quinta-feira informa-se que após se submeterem a “sabatina” no Senado, ontem, três novos diretores do DNIT – Paulo Tarso de Oliveira, Adão Proença e Mário Dirani – foram comemorar com quem continua mandando, apesar das aparências: Luiz Antônio Pagot, defenestrado da direção-geral após denúncias de irregularidades no órgão. Almoçaram aos cochichos e muitas risadas, na mesa 23 do restaurante do Senado.
De acordo com o colunista, pareciam comemorar. A celebração no restaurante faz o Senado perceber o uso da Casa para oficializar uma “mudança” que na verdade pode ser de araque. Servidores de carreira, os três foram indicados pelo ministro Paulo Passos (Transportes) e o PR, que ainda controla 17 superintendências.
Fonte: Ucho.Info
terça-feira, 23 de agosto de 2011
MENSALÃO
“Penso que o processo está indo bem, apesar de o ministro-relator Joaquim Barbosa ter faltado muito e atrasado os trabalhos. Ele era o presidente do inquérito, mas faltava, faltava e faltava. Tanto que o STF se reuniu e falou para ele: ‘Volta a trabalhar ou fica no botequim’. Ele faltava com dor de coluna, mas aparecia no botequim. E depois botava a culpa no processo democrático da defesa".
(Roberto Jefferson - Revista ISTOÉ, Edição 2178, 20.08.2011)
O julgamento dos mensaleiros, nos idos de 2007, começou mal. O comportamento dos desatentos Ministros já nos permitia antever de que mais uma vez tudo acabaria em “pizza”, já que os envolvidos eram apaniguados do poder central. É interessante lembrar que na ocasião do recebimento da denúncia por parte do STF, em agosto de 2007, o Ministro Celso de Mello, afirmou que “o Tribunal não vai permitir que a prescrição penal se consume e, portanto, vai levar a bom termo o julgamento e definir o litígio penal”.
Ao contrário do que afirmou Celso de Mello, o julgamento dos “mensaleiros”, corre o “perigo real e imediato” de prescrição. O Ministro Joaquim Barbosa deveria, já há algum tempo, ter se afastado oficialmente para cuidar melhor de sua precária saúde. Vamos fazer uma pequena digressão, lançando mão de artigos noticiados pela mídia, para justificar as afirmativas anteriores.
- O Julgamento da História, 29 de agosto de 2007
Fonte: Revista VEJA, Edição 2023, 29.08.2007
“O Supremo começa a examinar o caso do mensalão – fantasma que volta a assombrar o governo – e se prepara para tomar decisões que terão alcance histórico no combate à corrupção”.
Na tarde de quarta-feira (29.08.2007), no primeiro dia do julgamento do mensalão, um advogado reclamava da tribuna que a denúncia contra o seu cliente alinhava penas que, somadas, chegavam a 1.152 anos de prisão. O ministro Marco Aurélio Mello, um dos mais antigos membros do Supremo Tribunal Federal, bocejava profundamente. Na manhã do segundo dia de julgamento, outro advogado alegava que seu cliente era vítima de uma acusação tão arbitrária, mas tão arbitrária, que só poderia ser feita sob um regime de exceção. A ministra Ellen Gracie, presidente do STF, conferia o estado das unhas de sua mão esquerda. Antes, quando discursava o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, o barítono amador que denunciou o mensalão, os ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, sentados lado a lado, entretinham-se em um cochicho delicioso, entremeado de contidas gargalhadas. Em três dias de julgamento na semana passada, os magistrados passaram as sessões conferindo e-mails em seus inseparáveis laptops, entrando em sites noticiosos para saber das novidades da hora ou segredando confidências com uma gota de veneno.
- Passeio de Joaquim Barbosa, no Rio, Revolta Colegas no STF
Fonte: Folha Online, Josias de Souza, 26.04.2009
Numa sexta-feira de expediente normal no Supremo, Joaquim desfilou sua notoriedade em pleno centro do Rio de Janeiro. Almoçou com uma trinca de amigos no Bar Luiz, tradicional ponto de encontro do carioca. Recebeu cumprimentos da dona do estabelecimento, Rosana Santos. Acenaram-lhe das mesas ao redor. Na saída, foi brindado com os “parabéns” da clientela. Desceu a pé a Rua da Carioca. (...) Sobre a mesa de Joaquim Barbosa repousam 17.207 processos. É, de fato, o campeão de pendências.
- Mensalão
ISTOÉ, n° Edição: 2103, 26.02.10
O processo que investiga o Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 69 mil páginas. São 147 volumes e 173 apensos. Entre os documentos, há 50 depoimentos inéditos colhidos pela Justiça Federal em todo o País ao longo de 2008 e 2009, laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de Justiça em vários Estados. O calhamaço faz a mais ampla e fiel radiografia do maior esquema de corrupção do País. Tudo isso, até hoje, estava sob sigilo de Justiça. Agora não mais.
ISTOÉ teve acesso a todos esses documentos. O conteúdo empresta ainda mais gravidade ao escândalo. Além de lançar luz sobre novos personagens – até aqui eram 40 réus –, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do PT. Chegou-se a levantar essa hipótese durante a CPI, mas não havia provas. Agora, os novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos. Essas novas provas também jogam por terra a desculpa petista de que tudo foi feito para pagar despesas de campanha. Não. Diante de juízes e procuradores, testemunhas contaram em detalhes como atividades privadas de interesse partidário foram custeadas com as mesmas notas de dólares, euros e reais que circularam em cuecas e malas e ainda compravam apoios no Congresso.
- Ministro Joaquim Barbosa
Do Globo-G1 - Débora Santos, 01.08.2011
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta segunda-feira (01.08.2011) que o ministro Joaquim Barbosa tirou uma nova licença médica de 30 dias. No último dia 15 de junho, ele se submeteu a uma cirurgia no quadril, em um hospital de São Paulo. (...) Barbosa é relator da ação penal do mensalão (...) No final de agosto, termina o prazo para que os réus encaminhem suas alegações finais. Terminado o prazo, o relator vai elaborar o voto e liberar a ação penal para ser colocada em pauta no plenário. O relator afirmou não ter previsão do tempo que levará para concluir o voto.
- STF, uma Atividade Lítero-Poético-Recreativa!
Caso ocorra a prescrição, os ministros do STF, mais uma vez, deixarão registrado para a posteridade, a sua imoral contribuição para a sociedade brasileira. A prescrição compromete não só a estabilidade e o equilíbrio entre os poderes da República, mas, sobretudo, a justiça e a fé que a população tinha na mais alta corte de justiça do país. Este fato, assim como o de Cesare Battisti, Raposa e Serra do Sol e tantos outros dão claras demonstrações de que as decisões de nossos doutos ministros estão subordinadas a interesses puramente ideológicos.
Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 23 de agosto de 2011
(Roberto Jefferson - Revista ISTOÉ, Edição 2178, 20.08.2011)
O julgamento dos mensaleiros, nos idos de 2007, começou mal. O comportamento dos desatentos Ministros já nos permitia antever de que mais uma vez tudo acabaria em “pizza”, já que os envolvidos eram apaniguados do poder central. É interessante lembrar que na ocasião do recebimento da denúncia por parte do STF, em agosto de 2007, o Ministro Celso de Mello, afirmou que “o Tribunal não vai permitir que a prescrição penal se consume e, portanto, vai levar a bom termo o julgamento e definir o litígio penal”.
Ao contrário do que afirmou Celso de Mello, o julgamento dos “mensaleiros”, corre o “perigo real e imediato” de prescrição. O Ministro Joaquim Barbosa deveria, já há algum tempo, ter se afastado oficialmente para cuidar melhor de sua precária saúde. Vamos fazer uma pequena digressão, lançando mão de artigos noticiados pela mídia, para justificar as afirmativas anteriores.
- O Julgamento da História, 29 de agosto de 2007
Fonte: Revista VEJA, Edição 2023, 29.08.2007
“O Supremo começa a examinar o caso do mensalão – fantasma que volta a assombrar o governo – e se prepara para tomar decisões que terão alcance histórico no combate à corrupção”.
Na tarde de quarta-feira (29.08.2007), no primeiro dia do julgamento do mensalão, um advogado reclamava da tribuna que a denúncia contra o seu cliente alinhava penas que, somadas, chegavam a 1.152 anos de prisão. O ministro Marco Aurélio Mello, um dos mais antigos membros do Supremo Tribunal Federal, bocejava profundamente. Na manhã do segundo dia de julgamento, outro advogado alegava que seu cliente era vítima de uma acusação tão arbitrária, mas tão arbitrária, que só poderia ser feita sob um regime de exceção. A ministra Ellen Gracie, presidente do STF, conferia o estado das unhas de sua mão esquerda. Antes, quando discursava o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, o barítono amador que denunciou o mensalão, os ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, sentados lado a lado, entretinham-se em um cochicho delicioso, entremeado de contidas gargalhadas. Em três dias de julgamento na semana passada, os magistrados passaram as sessões conferindo e-mails em seus inseparáveis laptops, entrando em sites noticiosos para saber das novidades da hora ou segredando confidências com uma gota de veneno.
- Passeio de Joaquim Barbosa, no Rio, Revolta Colegas no STF
Fonte: Folha Online, Josias de Souza, 26.04.2009
Numa sexta-feira de expediente normal no Supremo, Joaquim desfilou sua notoriedade em pleno centro do Rio de Janeiro. Almoçou com uma trinca de amigos no Bar Luiz, tradicional ponto de encontro do carioca. Recebeu cumprimentos da dona do estabelecimento, Rosana Santos. Acenaram-lhe das mesas ao redor. Na saída, foi brindado com os “parabéns” da clientela. Desceu a pé a Rua da Carioca. (...) Sobre a mesa de Joaquim Barbosa repousam 17.207 processos. É, de fato, o campeão de pendências.
- Mensalão
ISTOÉ, n° Edição: 2103, 26.02.10
O processo que investiga o Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 69 mil páginas. São 147 volumes e 173 apensos. Entre os documentos, há 50 depoimentos inéditos colhidos pela Justiça Federal em todo o País ao longo de 2008 e 2009, laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de Justiça em vários Estados. O calhamaço faz a mais ampla e fiel radiografia do maior esquema de corrupção do País. Tudo isso, até hoje, estava sob sigilo de Justiça. Agora não mais.
ISTOÉ teve acesso a todos esses documentos. O conteúdo empresta ainda mais gravidade ao escândalo. Além de lançar luz sobre novos personagens – até aqui eram 40 réus –, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do PT. Chegou-se a levantar essa hipótese durante a CPI, mas não havia provas. Agora, os novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos. Essas novas provas também jogam por terra a desculpa petista de que tudo foi feito para pagar despesas de campanha. Não. Diante de juízes e procuradores, testemunhas contaram em detalhes como atividades privadas de interesse partidário foram custeadas com as mesmas notas de dólares, euros e reais que circularam em cuecas e malas e ainda compravam apoios no Congresso.
- Ministro Joaquim Barbosa
Do Globo-G1 - Débora Santos, 01.08.2011
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta segunda-feira (01.08.2011) que o ministro Joaquim Barbosa tirou uma nova licença médica de 30 dias. No último dia 15 de junho, ele se submeteu a uma cirurgia no quadril, em um hospital de São Paulo. (...) Barbosa é relator da ação penal do mensalão (...) No final de agosto, termina o prazo para que os réus encaminhem suas alegações finais. Terminado o prazo, o relator vai elaborar o voto e liberar a ação penal para ser colocada em pauta no plenário. O relator afirmou não ter previsão do tempo que levará para concluir o voto.
- STF, uma Atividade Lítero-Poético-Recreativa!
Caso ocorra a prescrição, os ministros do STF, mais uma vez, deixarão registrado para a posteridade, a sua imoral contribuição para a sociedade brasileira. A prescrição compromete não só a estabilidade e o equilíbrio entre os poderes da República, mas, sobretudo, a justiça e a fé que a população tinha na mais alta corte de justiça do país. Este fato, assim como o de Cesare Battisti, Raposa e Serra do Sol e tantos outros dão claras demonstrações de que as decisões de nossos doutos ministros estão subordinadas a interesses puramente ideológicos.
Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 23 de agosto de 2011
ESTOU CANSADO!!! (By Marco Sobreira)
Após tantos anos de profissão, a maioria dos quais dedicado ao serviço público não foram suficientes para que eu não fique indignado com a saúde pública oferecida ao povo do meu país, o caso que vou relatar abaixo serve mais para um desabafo pois estou perdendo as esperanças que algo possa mudar nessa República onde o objetivo principal dos nossos governantes é meter a mão no dinheiro do povo.
O NOME DA DOENÇA QUE ASSOLA O PAÍS É LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Quatro ministros caíram em menos de oito meses de governo Dilma. Se considerarmos que Luiz Sérgio deixou a coordenação política para não fazer borra nenhuma na pesca, são cinco, três deles porque não conseguiram explicar o inexplicável no terreno ético: Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Wagner Rossi (Agricultura). Nelson Jobim (Defesa) foi demitido porque falou demais. As demissões se deram de junho pra cá, à média, portanto, de mais de uma por mês. São os sintomas. Afinal, qual é a doença que acomete a política brasileira? Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, o homem que hoje atua de modo claro, desabrido e insofismável para desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff, sua criatura eleitoral.
Esse modelo de governo necrosado, que recende a carniça, não chega a ser uma criação genuína de Lula. Ele não cria nada. Mas é o sistema por ele reciclado, submetido ao aggiornamento petista. Este senhor é hoje o maior reacionário da política brasileira. De fato, é o maior de todos os tempos: nunca antes na história destepaiz um líder do seu porte — e os eleitores quiseram assim; não há muito o que fazer a respeito — atuou de forma tão determinada, tão clara, tão explícita para que o Brasil andasse para trás, desse marcha a ré nas conquistas do republicanismo, voltasse ao tempo da aristocracia dos inimputáveis. Enquanto Lula for uma figura relevante da política brasileira, estaremos condenados ao atraso.
O governo herdado por Dilma é aquele que seu antecessor construiu. Aqui, é preciso fazer um pouco de história.
No modelo saído da Constituição de 1988, o presidente precisa do Congresso para governar. Se o tem nas mãos, consegue transformar banditismo em virtude, como prova o mensalão. É impressionante que Lula tenha saído incólume daquela bandalheira — e reeleito! Há diversas razões que explicam o fenômeno, muitas delas já conhecidas. O apoio do Congresso foi vital — além da sem-vergonhice docemente compartilhada por quem votou nele. Não dá para livrar os eleitores de suas responsabilidades.
Fernando Henrique Cardoso governou com boa parte das forças que acabaram migrando para o lulo-petismo — o PMDB inclusive. Surgiram, sim, denúncias de corrupção. Não foi certamente um governo só com vestais. Mas era uma gestão com alguns propósitos, boa parte deles cumprida. Era preciso consolidar as conquistas do Plano Real, promover privatizações essenciais à modernização do país, tirar o bolor da legislação que impedia investimentos, criar bases efetivas para a rede de proteção social. FHC percebeu desde logo que essa agenda não se cumpriria com um alinhamento do PSDB à esquerda. E foi buscar, então, o PFL, o que foi considerado pelos “progressistas” do Complexo Pucusp um crime de lesa moralidade. Em boa parte da imprensa, a reação não foi diferente. Falava-se da “rendição” do intelectual marxixta — o que FHC nunca foi, diga-se — ao patrimonialismo. Um “patrimonialismo” que privatizava estatais… Tenha paciência!
FHC venceu eleição e reeleição no primeiro turno e implementou a sua agenda, debaixo do porrete petista. Teve, sim, de fazer, muitas vezes, o jogo disso que se chama “fisiologia”. O modelo saído da Constituição de 1988, reitero, induz esse sistema de loteamento de cargos. O estado brasileiro, infelizmente, é gigantesco. Quanto mais cargos há a ocupar, pior para a ética, a moral e os bons costumes. Mas, repito, o governo tinha um centro e uma agenda das mais complexas.
Lula surfou no bom momento da economia mundial, manteve os fundamentos herdados do seu antecessor — é faroleiro e assumidamente bravateiro, mas não é burro — e foi muito saudado por jogar no lixo o programa econômico do PT (até eu o saúdo por isso; sempre que algo do petismo vai para o lixo, é um dever moral aplaudir). Procedam a uma pesquisa: tentem encontrar um só avanço estrutural que tenha saído de sua mente divinal; tentem apontar uma só conquista de fundo, que tenha contribuído para modernizar as relações políticas no país; tentem divisar um só elemento que caracterize uma modernização institucional.
Nada!
Ao contrário. Lula fez o Brasil marchar para trás algumas décadas nos usos e costumes da política e atuou de maneira pertinaz para engordar ainda mais o balofo estado brasileiro, o que lhe facultou as condições para elevar a altitudes jamais atingidas o clientelismo, o fisiologismo, a estado-dependência. E aqui é preciso temperar a história com características da personagem,
Déficit de credibilidade
Lula e seu partido chegaram ao poder em 2002 com um déficit imenso de credibilidade. Muita gente pensava que eles próprios acreditavam nas besteiras que diziam sobre economia. Daí a especulação enlouquecida na reta final da eleição e no começo de 2003. O modelo, insisto, requer uma base grande no Congresso. E Lula, por intermédio de José Dirceu, foi às compras. A relação do PT com os outros partidos passou a sere mais ou menos aquela que existe no mercado de juros: se o risco oferecido pelo tomador do empréstimo é alto, a taxa sobe; se é baixo, desce. Os petistas eram considerados elementos um tanto tóxicos. Eles haviam se esforçado durante anos para convencer disso seus adversários. Logo, os candidatos à adesão levaram o preço às alturas.
Lula aceitou lotear o governo como nenhum outro havia feito antes dele. Os ministérios eram oferecidos de porteira fechada — prática que continuou e se exacerbou no segundo mandato; nesse caso, já não era déficit de credibilidade, não. Lula, o sindicalista, que fazia discurso radical para as massas e enchia a cara de uísque com a turma da Fiesp, viu-se feliz como pinto no lixo quando passou a ser o doador das benesses oficiais. Ele se encontrou. Descobriu seu elemento. Gostava mesmo era daquilo. E não foi só com os políticos, não!
Parte importante do empresariado e do mercado financeiro viu nele o lampejo do gênio. Com ele, sim, era fácil negociar, dizia-se a pregas largas, não com aquele sociólogo metido… Com Lula, tudo podia, tudo era permitido, tudo era precificável. Políticos e empresários se surpreenderam coma a facilidade com que ele fazia concessões. Não! Nada de tentar baixar carga tributária, por exemplo. O modelo consolidado pelo PT é outro: é o dos incentivos a setores escolhidos, o dos empréstimos subsidiados a rodo, o da escolha de “vencedores”. Lula não formava a sua clientela apenas com os miseráveis do Bolsa Família (que ele não criou; só lhe seu viés politiqueiro). Os tubarões também passaram a ser clientes do lulo-petismo. Tinha bolsa pra todo mundo.
O grande gênio
Surfando num momento formidável da economia mundial, Lula pôde, então, se dedicar à sua obra: revitalizar o clientelismo; profissionalizar o aparelhamento do estado; comprar apoios loteando ministérios, estatais e autarquias. Mas para fazer qual governo mesmo? Para deixar qual herança de fundo, destinada às gerações futuras? O homem transformou-se num quase mito agredindo alguns dos fundamentos do republicanismo, que foram duramente construídos ao longo dos oito anos de seu antecessor. Lula avançou contra a herança bendita de FHC para deixar uma herança maldita a seus sucessores e a várias gerações de brasileiros. Nessas horas, os petralhas sempre entram para provocar: “Ah, mas só uma minoria acha isso; o povão apóia”. E daí? “Povões” já endossaram gente até mais nefasta do que Lula história afora.
Essa gente asquerosa que se demite ou é demitida e faz esses discursos patéticos, em que sugerem que só estão deixando seus cargos porque pautados pela mais estrita decência e por uma competência inquestionável, é expressão do modo lulista de governar. Eu, pessoalmente, ainda não estou convencido de que estamos diante da evidência da incompatibilidade de Dilma com esse padrão moral. Afinal, ela era a “gerente” do governo anterior, certo? Mas estou plenamente convencido de que ela não tem a devida destreza par comandar isso que se transformou NUMA VERDADEIRA MÁQUINA CRIMINOSA de gestão do estado.
A rataiada com a qual Lula governou o país durante oito anos tinha certo receio dele, de sua popularidade — até as oposições evidenciaram esse temor mais de uma vez —, mas não reverencia Dilma. Para se associar, mais uma vez, ao PT, o PMDB, por exemplo, exigiu participar efetivamente do governo, e isso quer dizer liberdade para executar a “sua” política nos ministérios. O mesmo se diga dos demais partidos. A infraestrutura já foi à breca há muito tempo, mas o país que se dane. Os “aliados” têm de cuidar dos seus interesses porque assim combinaram com Lula.
Em 2010, o prêmio exigido para a adesão foi alto não porque o PT padecesse daquele déficit de credibilidade de 2002. A candidata é que se mostrava difícil. A costura da aliança, por isso, elevou o preço de novo. A tal “base” está revoltada porque o modelo de Lula não comporta a ingerência do poder central nos feudos dominados por partidos. Afinal, quem Dilma pensa que é? O acordo não foi feito com ela. Os patriotas se dizem, sem qualquer constrangimento, traídos. “Lula pediu para a gente apoiar essa mulher, e agora ela acha que pode se meter no nosso quintal?” Eles se consideram credores da presidente e acham que o governo os trata como devedores.
Nostalgia
Eles todos estão com saudade de Lula. Querem retomar a tradição. Consideram que roubar dinheiro público é uma paga natural pelo apoio, é parte das regras do jogo. Não deploram em Dilma a sua falta de projeto, de norte, de rumo. Estão inconformados é com o que a “falta de apoio” do governo contra esta maldita imprensa, que insiste em apontar irregularidades. Cadê o Apedeuta para pedir o controle dos meios de comunicação? Cadê o Franklin Martins para articular a “resistência”? Até o secretário de Imprensa do Planalto parece cobrar um “confronto” com a “mídia”. Eles querem Lula. E Lula quer de volta o lugar que acha que lhe pertence.
Encerro voltando aos tais intelectuais e àquela parte do jornalismo que ajudou a fundar o quase-mito Lula. Quando FHC fez a coligação com o PFL, falaram em crime de lesa democracia. Quando Lula se juntou à escória mais asquerosa da política, saudaram o seu pragmatismo. O pragmatismo que transformou a cleptocracia numa categoria progressista de pensamento.
Lula é o nome da doença. É para ela que precisamos de remédio.
Reinaldo de Azevedo
Esse modelo de governo necrosado, que recende a carniça, não chega a ser uma criação genuína de Lula. Ele não cria nada. Mas é o sistema por ele reciclado, submetido ao aggiornamento petista. Este senhor é hoje o maior reacionário da política brasileira. De fato, é o maior de todos os tempos: nunca antes na história destepaiz um líder do seu porte — e os eleitores quiseram assim; não há muito o que fazer a respeito — atuou de forma tão determinada, tão clara, tão explícita para que o Brasil andasse para trás, desse marcha a ré nas conquistas do republicanismo, voltasse ao tempo da aristocracia dos inimputáveis. Enquanto Lula for uma figura relevante da política brasileira, estaremos condenados ao atraso.
O governo herdado por Dilma é aquele que seu antecessor construiu. Aqui, é preciso fazer um pouco de história.
No modelo saído da Constituição de 1988, o presidente precisa do Congresso para governar. Se o tem nas mãos, consegue transformar banditismo em virtude, como prova o mensalão. É impressionante que Lula tenha saído incólume daquela bandalheira — e reeleito! Há diversas razões que explicam o fenômeno, muitas delas já conhecidas. O apoio do Congresso foi vital — além da sem-vergonhice docemente compartilhada por quem votou nele. Não dá para livrar os eleitores de suas responsabilidades.
Fernando Henrique Cardoso governou com boa parte das forças que acabaram migrando para o lulo-petismo — o PMDB inclusive. Surgiram, sim, denúncias de corrupção. Não foi certamente um governo só com vestais. Mas era uma gestão com alguns propósitos, boa parte deles cumprida. Era preciso consolidar as conquistas do Plano Real, promover privatizações essenciais à modernização do país, tirar o bolor da legislação que impedia investimentos, criar bases efetivas para a rede de proteção social. FHC percebeu desde logo que essa agenda não se cumpriria com um alinhamento do PSDB à esquerda. E foi buscar, então, o PFL, o que foi considerado pelos “progressistas” do Complexo Pucusp um crime de lesa moralidade. Em boa parte da imprensa, a reação não foi diferente. Falava-se da “rendição” do intelectual marxixta — o que FHC nunca foi, diga-se — ao patrimonialismo. Um “patrimonialismo” que privatizava estatais… Tenha paciência!
FHC venceu eleição e reeleição no primeiro turno e implementou a sua agenda, debaixo do porrete petista. Teve, sim, de fazer, muitas vezes, o jogo disso que se chama “fisiologia”. O modelo saído da Constituição de 1988, reitero, induz esse sistema de loteamento de cargos. O estado brasileiro, infelizmente, é gigantesco. Quanto mais cargos há a ocupar, pior para a ética, a moral e os bons costumes. Mas, repito, o governo tinha um centro e uma agenda das mais complexas.
Lula surfou no bom momento da economia mundial, manteve os fundamentos herdados do seu antecessor — é faroleiro e assumidamente bravateiro, mas não é burro — e foi muito saudado por jogar no lixo o programa econômico do PT (até eu o saúdo por isso; sempre que algo do petismo vai para o lixo, é um dever moral aplaudir). Procedam a uma pesquisa: tentem encontrar um só avanço estrutural que tenha saído de sua mente divinal; tentem apontar uma só conquista de fundo, que tenha contribuído para modernizar as relações políticas no país; tentem divisar um só elemento que caracterize uma modernização institucional.
Nada!
Ao contrário. Lula fez o Brasil marchar para trás algumas décadas nos usos e costumes da política e atuou de maneira pertinaz para engordar ainda mais o balofo estado brasileiro, o que lhe facultou as condições para elevar a altitudes jamais atingidas o clientelismo, o fisiologismo, a estado-dependência. E aqui é preciso temperar a história com características da personagem,
Déficit de credibilidade
Lula e seu partido chegaram ao poder em 2002 com um déficit imenso de credibilidade. Muita gente pensava que eles próprios acreditavam nas besteiras que diziam sobre economia. Daí a especulação enlouquecida na reta final da eleição e no começo de 2003. O modelo, insisto, requer uma base grande no Congresso. E Lula, por intermédio de José Dirceu, foi às compras. A relação do PT com os outros partidos passou a sere mais ou menos aquela que existe no mercado de juros: se o risco oferecido pelo tomador do empréstimo é alto, a taxa sobe; se é baixo, desce. Os petistas eram considerados elementos um tanto tóxicos. Eles haviam se esforçado durante anos para convencer disso seus adversários. Logo, os candidatos à adesão levaram o preço às alturas.
Lula aceitou lotear o governo como nenhum outro havia feito antes dele. Os ministérios eram oferecidos de porteira fechada — prática que continuou e se exacerbou no segundo mandato; nesse caso, já não era déficit de credibilidade, não. Lula, o sindicalista, que fazia discurso radical para as massas e enchia a cara de uísque com a turma da Fiesp, viu-se feliz como pinto no lixo quando passou a ser o doador das benesses oficiais. Ele se encontrou. Descobriu seu elemento. Gostava mesmo era daquilo. E não foi só com os políticos, não!
Parte importante do empresariado e do mercado financeiro viu nele o lampejo do gênio. Com ele, sim, era fácil negociar, dizia-se a pregas largas, não com aquele sociólogo metido… Com Lula, tudo podia, tudo era permitido, tudo era precificável. Políticos e empresários se surpreenderam coma a facilidade com que ele fazia concessões. Não! Nada de tentar baixar carga tributária, por exemplo. O modelo consolidado pelo PT é outro: é o dos incentivos a setores escolhidos, o dos empréstimos subsidiados a rodo, o da escolha de “vencedores”. Lula não formava a sua clientela apenas com os miseráveis do Bolsa Família (que ele não criou; só lhe seu viés politiqueiro). Os tubarões também passaram a ser clientes do lulo-petismo. Tinha bolsa pra todo mundo.
O grande gênio
Surfando num momento formidável da economia mundial, Lula pôde, então, se dedicar à sua obra: revitalizar o clientelismo; profissionalizar o aparelhamento do estado; comprar apoios loteando ministérios, estatais e autarquias. Mas para fazer qual governo mesmo? Para deixar qual herança de fundo, destinada às gerações futuras? O homem transformou-se num quase mito agredindo alguns dos fundamentos do republicanismo, que foram duramente construídos ao longo dos oito anos de seu antecessor. Lula avançou contra a herança bendita de FHC para deixar uma herança maldita a seus sucessores e a várias gerações de brasileiros. Nessas horas, os petralhas sempre entram para provocar: “Ah, mas só uma minoria acha isso; o povão apóia”. E daí? “Povões” já endossaram gente até mais nefasta do que Lula história afora.
Essa gente asquerosa que se demite ou é demitida e faz esses discursos patéticos, em que sugerem que só estão deixando seus cargos porque pautados pela mais estrita decência e por uma competência inquestionável, é expressão do modo lulista de governar. Eu, pessoalmente, ainda não estou convencido de que estamos diante da evidência da incompatibilidade de Dilma com esse padrão moral. Afinal, ela era a “gerente” do governo anterior, certo? Mas estou plenamente convencido de que ela não tem a devida destreza par comandar isso que se transformou NUMA VERDADEIRA MÁQUINA CRIMINOSA de gestão do estado.
A rataiada com a qual Lula governou o país durante oito anos tinha certo receio dele, de sua popularidade — até as oposições evidenciaram esse temor mais de uma vez —, mas não reverencia Dilma. Para se associar, mais uma vez, ao PT, o PMDB, por exemplo, exigiu participar efetivamente do governo, e isso quer dizer liberdade para executar a “sua” política nos ministérios. O mesmo se diga dos demais partidos. A infraestrutura já foi à breca há muito tempo, mas o país que se dane. Os “aliados” têm de cuidar dos seus interesses porque assim combinaram com Lula.
Em 2010, o prêmio exigido para a adesão foi alto não porque o PT padecesse daquele déficit de credibilidade de 2002. A candidata é que se mostrava difícil. A costura da aliança, por isso, elevou o preço de novo. A tal “base” está revoltada porque o modelo de Lula não comporta a ingerência do poder central nos feudos dominados por partidos. Afinal, quem Dilma pensa que é? O acordo não foi feito com ela. Os patriotas se dizem, sem qualquer constrangimento, traídos. “Lula pediu para a gente apoiar essa mulher, e agora ela acha que pode se meter no nosso quintal?” Eles se consideram credores da presidente e acham que o governo os trata como devedores.
Nostalgia
Eles todos estão com saudade de Lula. Querem retomar a tradição. Consideram que roubar dinheiro público é uma paga natural pelo apoio, é parte das regras do jogo. Não deploram em Dilma a sua falta de projeto, de norte, de rumo. Estão inconformados é com o que a “falta de apoio” do governo contra esta maldita imprensa, que insiste em apontar irregularidades. Cadê o Apedeuta para pedir o controle dos meios de comunicação? Cadê o Franklin Martins para articular a “resistência”? Até o secretário de Imprensa do Planalto parece cobrar um “confronto” com a “mídia”. Eles querem Lula. E Lula quer de volta o lugar que acha que lhe pertence.
Encerro voltando aos tais intelectuais e àquela parte do jornalismo que ajudou a fundar o quase-mito Lula. Quando FHC fez a coligação com o PFL, falaram em crime de lesa democracia. Quando Lula se juntou à escória mais asquerosa da política, saudaram o seu pragmatismo. O pragmatismo que transformou a cleptocracia numa categoria progressista de pensamento.
Lula é o nome da doença. É para ela que precisamos de remédio.
Reinaldo de Azevedo
JOGO POLITICO, A BASE SE REBELA.
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do PDT de São Paulo, brincou sobre seu apoio à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Corrupção. Disse que assinaria o requerimento da oposição se a investigação fosse contra o PT e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva.
O comentário surgiu por conta de uma pergunta feita pelo deputado Lincoln Portela (PR-MG). O líder do PR na Câmara insistiu para Paulinho apoiar o requerimento, que neste momento conta com 119 assinaturas na Câmara dos Deputados. A última delas foi do próprio Portela, que agora tenta cabalar assinaturas para que o Parlamento investigue denúncias de irregularidades nos ministérios do Turismo, Transportes e Cidades, no DNIT e Valec
O apoio a uma proposta que até então tinha pouca chances de ter sucesso ocorre no momento em que o Partido Popular Socialista (PPS) protocolou requerimento para convocar o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), que terá de prestar esclarecimentos sobre a denúncia publicada pela revista “Veja”. A reportagem afirma que há um esquema de pagamento de propina no Ministério das Cidades a parlamentares do Partido Progressista
Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Negromonte deve explicações. “Essa denúncia de que há um esquema de pagamento de propina, um “mensalinho” de R$ 30 mil para parlamentares do PP, é muito grave e precisa ser investigada com rigor. Inicialmente, precisamos ouvir o ministro sobre toda essa história”, afirmou. O ministro declarou que tudo não passa de boatos, mas o próprio governo
Dilma, segundo a revista, já sabia da “movimentação” do ministro na cooptação de aliados.
Para apagar o incêndio na própria bancada, os deputados progressistas fizeram novas baterias de reuniões na tarde desta terça-feira (23). Parlamentares do próprio partido entendem que sem a bancada unida o PP será um novo PR, ou seja, uma agremiação da base desmoralizada e sem ministério. Desses encontros ainda não saiu qualquer acordo entre as duas facções.
A denúncia da revista foi obra dos descontentes com Negromonte. Na sexta-feira (19), o deputado Esperidião Amin (SC) já antecipava a publicação da reportagem do final de semana. O deputado catarinense seria aliado do deputado Eduardo da Fonte (PE) e do senador Ciro Nogueira (PI), que tem pretensões de assumir o ministério.
Nesta manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, admitiu a preocupação do governo com as divisões internas do PP, mas ressalvou que o Planalto não interfere em problemas internos das legendas.
O comentário surgiu por conta de uma pergunta feita pelo deputado Lincoln Portela (PR-MG). O líder do PR na Câmara insistiu para Paulinho apoiar o requerimento, que neste momento conta com 119 assinaturas na Câmara dos Deputados. A última delas foi do próprio Portela, que agora tenta cabalar assinaturas para que o Parlamento investigue denúncias de irregularidades nos ministérios do Turismo, Transportes e Cidades, no DNIT e Valec
O apoio a uma proposta que até então tinha pouca chances de ter sucesso ocorre no momento em que o Partido Popular Socialista (PPS) protocolou requerimento para convocar o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), que terá de prestar esclarecimentos sobre a denúncia publicada pela revista “Veja”. A reportagem afirma que há um esquema de pagamento de propina no Ministério das Cidades a parlamentares do Partido Progressista
Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Negromonte deve explicações. “Essa denúncia de que há um esquema de pagamento de propina, um “mensalinho” de R$ 30 mil para parlamentares do PP, é muito grave e precisa ser investigada com rigor. Inicialmente, precisamos ouvir o ministro sobre toda essa história”, afirmou. O ministro declarou que tudo não passa de boatos, mas o próprio governo
Dilma, segundo a revista, já sabia da “movimentação” do ministro na cooptação de aliados.
Para apagar o incêndio na própria bancada, os deputados progressistas fizeram novas baterias de reuniões na tarde desta terça-feira (23). Parlamentares do próprio partido entendem que sem a bancada unida o PP será um novo PR, ou seja, uma agremiação da base desmoralizada e sem ministério. Desses encontros ainda não saiu qualquer acordo entre as duas facções.
A denúncia da revista foi obra dos descontentes com Negromonte. Na sexta-feira (19), o deputado Esperidião Amin (SC) já antecipava a publicação da reportagem do final de semana. O deputado catarinense seria aliado do deputado Eduardo da Fonte (PE) e do senador Ciro Nogueira (PI), que tem pretensões de assumir o ministério.
Nesta manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, admitiu a preocupação do governo com as divisões internas do PP, mas ressalvou que o Planalto não interfere em problemas internos das legendas.
DANDO O TROCO, DILMA ESTOCA O FANFARRÃO LULA
Dilma Rousseff e o antecessor Luiz Inácio da Silva vivem um “faz de conta” que começa a preocupar aqueles que acompanham o cotidiano da política nacional. Em campanha para retornar ao Palácio do Planalto, Lula, que simplesmente ignora sua pupila, não se faz de rogado e cobra de integrantes do atual governo soluções para assuntos que alimentam sua personalidade histriônica.
No contraponto, Dilma, muito discretamente, tem dado o troco à altura. Há dias, a presidente e o tucano Fernando Henrique Cardoso trocaram loas, algo que incomoda profundamente o ex-metalúrgico Lula.
Na cerimônia de posse do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, nesta terça-feira (23), a presidente dispensou elogios ao demissionário Wagner Rossi. “Nos últimos anos, o ex-ministro Wagner Rossi e todos os seus antecessores conduziram a agricultura e a pecuária brasileiras a um dos momentos mais significativos de sua história”, disse Dilma Rousseff.
O confete repentino que a inquilina do Palácio do Planalto arremessou na direção dos que antecederam Wagner Rossi alcançou também os ex-ministros Francisco Turra e Marcus Vinicius Pratini de Moraes, ambos nomeados por Fernando Henrique Cardoso e amplamente elogiados pelo atual ocupante da pasta, o gaúcho Mendes Ribeiro Filho. A propósito, Turra foi convidado pelo novo ministro a fazer parte da sua equipe.
Tal situação coloca por terra o bordão que Lula adotou para estocar seus adversários, “nunca antes na história deste país”. Ou seja, na opinião de Dilma muita coisa aconteceu no Brasil antes do messiânico Lula
Fonte. Ucho.Info
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A JUSTIÇA BRASILEIRA!!!
Eis o porquê da expressão: 'deixar o cachorro passar e implicar com a pulga'
Isso foi exibido em todos os telejornais noturnos na quinta feira (18.8.11).
Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 04 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma 'misturinha' com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era proibido a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$ 280,00 para liberá-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$ 724,00.
A sua mulher Sônia grávida de 04 meses, sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia.
Quem poderá devolver o filho de Sônia e Paulo?
Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS.
Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía da Guanabara. Matando milhares de peixes e pássaros marinhos. Responsável, também, pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável.
Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília.
Esta é uma campanha em favor da VERGONHA NA CARA.
Fonte: http://bit.ly/qnoZt6
CORDA BAMBA.
Em seu blog, o comandante do PTB nacional, deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), sugere que daqui a pouco a presidente Dilma Rousseff (PT) terá de recorrer a um “Big Brother” para decidir qual ministro deverá demitir diante da enxurrada de denúncias que estremecem a Esplanada dos Ministérios.
O sistema funcionará na base do “para eliminar o ministro Pedro Novais, aperte 1, para eliminar Mário Negromonte, 2, para eliminar Paulo Bernardo, 3, para eliminar Ideli Salvatti, 4…”.
A avaliação desse viperino exemplar da política brasileira, que há seis anos ajudou a escancarar o “Mensalão do PT”, não está tão distante das estratégias das televisões para alavancar audiências. Em Brasília há uma crescente aposta na queda de ministros envolvidos em denúncias graves de malversação do dinheiro público. A onda tomou proporções maiores no último final de semana por conta de novas denúncias e das divisões internas dos partidos da base governista, como PR, PMDB, PT e, mais recentemente, o PP.
Roberto Jefferson sugere que é hora de Dilma impor um freio de arrumação, que pode precipitar a reforma ministerial. “Certamente que não agradará às viúvas de Lula (quiçá nem ao próprio), mas vale a máxima: amigos, amigos, negócios à parte”.
A crise no Partido Progressista tem meses de existência. Tomou proporções maiores nos últimos dias quando, na calada da noite, parte da bancada dos progressistas na Câmara tirou o deputado Nelson Meurer (PR) da liderança para emplacar no cargo Aguinaldo Ribeiro (PB). Com Meurer caiu a força do ministro Mário Negromonte, das Cidades, que tenta se firmar no cargo com a outra banda de deputados.
Foi nessa estratégia que teria oferecido R$ 30 mil para cada um deles em troca do favor fisiológico. Na manhã desta segunda-feira (22), Negromonte distribuiu “nota de esclarecimento” na qual nega “veementemente qualquer reunião partidária dentro das dependências do Ministério das Cidades”. O ministro assegura que os parlamentares recebidos “agendam suas reuniões para tratar de questões afetas ao Ministério. Durante sua gestão, o Ministro já recebeu mais de 200 parlamentares, entre deputados e senadores de diversos partidos”.
A troca foi montada nos bastidores pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pelos deputados Eduardo Da Fonte (PE) e Paulo Maluf (SP), entre outros. Eles se aproveitaram do descontentamento de parte da bancada com Meurer, que havia sido indicado por Negromonte e João Pizzolatti (SC) – ambos ex-líderes. Dos 41 deputados, 27 apoiaram a troca de Meurer por Ribeiro. No Senado, além de Ciro, a bancada é formada por mais quatro senadores.
Fonte: Ucho.Info
O sistema funcionará na base do “para eliminar o ministro Pedro Novais, aperte 1, para eliminar Mário Negromonte, 2, para eliminar Paulo Bernardo, 3, para eliminar Ideli Salvatti, 4…”.
A avaliação desse viperino exemplar da política brasileira, que há seis anos ajudou a escancarar o “Mensalão do PT”, não está tão distante das estratégias das televisões para alavancar audiências. Em Brasília há uma crescente aposta na queda de ministros envolvidos em denúncias graves de malversação do dinheiro público. A onda tomou proporções maiores no último final de semana por conta de novas denúncias e das divisões internas dos partidos da base governista, como PR, PMDB, PT e, mais recentemente, o PP.
Roberto Jefferson sugere que é hora de Dilma impor um freio de arrumação, que pode precipitar a reforma ministerial. “Certamente que não agradará às viúvas de Lula (quiçá nem ao próprio), mas vale a máxima: amigos, amigos, negócios à parte”.
A crise no Partido Progressista tem meses de existência. Tomou proporções maiores nos últimos dias quando, na calada da noite, parte da bancada dos progressistas na Câmara tirou o deputado Nelson Meurer (PR) da liderança para emplacar no cargo Aguinaldo Ribeiro (PB). Com Meurer caiu a força do ministro Mário Negromonte, das Cidades, que tenta se firmar no cargo com a outra banda de deputados.
Foi nessa estratégia que teria oferecido R$ 30 mil para cada um deles em troca do favor fisiológico. Na manhã desta segunda-feira (22), Negromonte distribuiu “nota de esclarecimento” na qual nega “veementemente qualquer reunião partidária dentro das dependências do Ministério das Cidades”. O ministro assegura que os parlamentares recebidos “agendam suas reuniões para tratar de questões afetas ao Ministério. Durante sua gestão, o Ministro já recebeu mais de 200 parlamentares, entre deputados e senadores de diversos partidos”.
A troca foi montada nos bastidores pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pelos deputados Eduardo Da Fonte (PE) e Paulo Maluf (SP), entre outros. Eles se aproveitaram do descontentamento de parte da bancada com Meurer, que havia sido indicado por Negromonte e João Pizzolatti (SC) – ambos ex-líderes. Dos 41 deputados, 27 apoiaram a troca de Meurer por Ribeiro. No Senado, além de Ciro, a bancada é formada por mais quatro senadores.
Fonte: Ucho.Info
MOVIMENTO ANTICORRUPÇÃO É DESTAQUE FORA DO PAÍS.
Protesto previsto para o dia 20, na Cinelândia, foi tema de reportagem do jornal "El País"
Nem a organizadora do ato esperava tanto. "Todos Juntos Contra a Corrupção", a manifestação que a empresária Cristine Maza e outro amigos de Facebook pretendem fazer no dia 20 de setembro, na Cinelândia, virou notícia ontem no espanhol "El País", um dos mais prestigiados jornais europeus.
O movimento que nasceu espontaneamente nas redes sociais é citado em reportagem sobre a adesão de empresários à cruzada que, segundo o jornal, foi "iniciada pela presidente Dilma Rousseff" contra a corrupção.
"Saiu no "El País"? Os empresários estão conosco?", perguntava ontem Cristine, surpresa com a repercussão.
Em reportagem de Juan Arias, o "El País" informou que a Fiesp e a Firjan, as federações das indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro, vão divulgar manifesto em favor da cruzada. Para o jornal, é sintomático que os empresários apoiem o movimento, pois entendem que a corrupção "se infiltrou em todas as instituições do Estado como um freio ao desenvolvimento econômico do gigante americano".
O texto cita estudo da Fiesp, concluído há poucos dias, que calcula as perdas causadas por tipos de corrupção entre 1,38% e 2,3% do PIB (dados de 2010). Segundo a reportagem, os empresários sustentam que, com o dinheiro desviado, daria para construir 78 aeroportos e 57 mil escolas por ano
Fonte: A Gazeta
Nem a organizadora do ato esperava tanto. "Todos Juntos Contra a Corrupção", a manifestação que a empresária Cristine Maza e outro amigos de Facebook pretendem fazer no dia 20 de setembro, na Cinelândia, virou notícia ontem no espanhol "El País", um dos mais prestigiados jornais europeus.
O movimento que nasceu espontaneamente nas redes sociais é citado em reportagem sobre a adesão de empresários à cruzada que, segundo o jornal, foi "iniciada pela presidente Dilma Rousseff" contra a corrupção.
"Saiu no "El País"? Os empresários estão conosco?", perguntava ontem Cristine, surpresa com a repercussão.
Em reportagem de Juan Arias, o "El País" informou que a Fiesp e a Firjan, as federações das indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro, vão divulgar manifesto em favor da cruzada. Para o jornal, é sintomático que os empresários apoiem o movimento, pois entendem que a corrupção "se infiltrou em todas as instituições do Estado como um freio ao desenvolvimento econômico do gigante americano".
O texto cita estudo da Fiesp, concluído há poucos dias, que calcula as perdas causadas por tipos de corrupção entre 1,38% e 2,3% do PIB (dados de 2010). Segundo a reportagem, os empresários sustentam que, com o dinheiro desviado, daria para construir 78 aeroportos e 57 mil escolas por ano
Fonte: A Gazeta
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