Mostrando postagens com marcador fraudes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fraudes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

HACKERS INVADEM URNAS ELETRÔNICAS E PROVAM QUE SÃO VULNERÁVEIS



Castelo de areia – Há ao redor do planeta um sem fim de pessoas elogiando as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras, mas essa festejada excelência pode desmoronar. Tudo porque professores e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) conseguiram violar o sistema das urnas usadas pela Justiça Eleitoral. O fato ocorreu durante de testes públicos feitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana, em parceria com profissionais e estudantes da área de tecnologia da informação.

Durante a simulação, o grupo da UnB conseguiu descobrir quais foram os candidatos votados em determinada urna, mas não identificaram os autores dos votos, ou seja, o sigilo do voto não foi quebrado. De acordo com o TSE, os nove grupos que participaram dos testes receberam o código-fonte utilizado nas urnas eletrônicas, dado que facilitou a atuação dos “hackers” durante o teste, mas que não é liberado para o público em geral.

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, declarou nesta quinta-feira (22) que os eleitores devem ficar tranquilos em relação ao sistema, considerado confiável. “O objetivo do teste é esse mesmo, ver como aprimorar o sistema. Em uma situação real, seria impossível violá-lo sem o código-fonte”.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, o resultado do teste já era esperado e foi uma “contribuição extremamente positiva”. A secretaria informou que o resultado será usado como base para o aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação.

Professor da UnB, Diego Freitas Aranha afirmou em entrevista que conseguiu quebrar o embaralhamento dos votos registrados nas urnas eletrônicas. Aranha disse que durante os testes foi possível montar a sequência dos votos dados por 485 eleitores. Isso significa que o sigilo do voto eletrônico fica comprometido, podendo ser quebrado por quem anotar a ordem dos eleitores.

A alegação de que as urnas eletrônicas são confiáveis é temerária, pois o correto seria o eleitor ter o seu voto impresso, algo que o TSE insiste em descartar. Há em São Paulo casos em que candidatos não conseguiram encontrar os próprios votos nas respectivas seções eleitorais. Há anos, durante o período de campanha, alguns candidatos foram procurados por estrangeiros especialistas em burlar as urnas eletrônicas utilizadas pelo TSE. Dois desses candidatos conversaram com o ucho.info sob a condição do anonimato e detalharam o que lhes foi oferecido. E se alguma palavra pode traduzir a operação, impressionante é a mais adequada.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

EMPRESA DE NETINHO INVESTIGADA POR CORRUPÇÃO NO CEARÁ

O Ministério Público do Ceará (MPE-CE) está investigando a TV da Gente, fundada pelo vereador de São Paulo, Netinho de Paula (PC do B), por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da prefeitura de Pacajus (a 45 quilômetros de Fortaleza). Segundo a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), a emissora emitia notas frias por propagandas institucionais jamais veiculadas.

Foto: AE
O vereador Netinho de Paula (PC do B) é investigado for fraude na TV da Gente no Ceará
 
“Entre vários métodos de desvio, havia nota por serviços que a empresa sequer fornecia, além de superfaturamento de propaganda televisiva”, disse à reportagem do iG o promotor de Justiça do MPE, Ricardo Rocha, que atua no caso junto com o promotor Luis Alcântara, autor da denúncia.

Criada em 2005 por Netinho, a TV da Gente começou a funcionar em São Paulo, antes do então cantor e apresentador entrar para a política. Em 2007, passou a operar no Ceará nos municípios de Cascavel (a 67 quilômetros de Fortaleza) e Pacajus, onde há a suspeita de participação em desvios de dinheiro público. “Tudo indica que ela começou a ser transmitida lá já com esse objetivo”, afirma Rocha.

A empresa era administrada por pessoas ligadas ao ex-prefeito Philomeno Gomes Figueiredo (PSDB), preso desde o dia 15 de dezembro de 2011 devido às denúncias. Para evitar a cassação de seu mandato, ele renunciou ao cargo. As investigações da Procap já comprovaram o desvio de R$ 10 milhões dos cofres da prefeitura. Estima-se, contudo, que o rombo seja superior a R$ 40 milhões.

O esquema comandado pelo ex-prefeito era baseado em falsas licitações e emissões de notas fiscais frias que incluíam o aluguel de carros para os órgãos municipais. Com a ajuda de assessores, secretários, familiares e vereadores eram criadas empresas de fachada para ganhar leilões públicos da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Contudo, os veículos usados, na verdade, eram de propriedade particular dos envolvidos.

Agora, a Fundação Educativa Eduardo Sá, que detém a concessão da TV da Gente, está na mira da procuradoria. A empresa de comunicação é conduzida por Levi de Paula, filho do vereador Netinho.
A TV é transmitida em Pacajus pelo canal 19. A programação gerada pela emissora é própria. O conteúdo é formado basicamente de notícias locais e videoclipes, além de propaganda de empresas locais e da prefeitura.

 Os advogados do ex-prefeito que está preso também não foram localizados.

Processo
O processo contra o ex-prefeito corria no Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Como Philomeno Figueiredo renunciou ao cargo, ele perdeu o foro privilegiado e a ação irá para a Comarca de Pacajus.

Fonte: IG

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

VEREADORES PRESOS DURANTE A SESSÃO

Histórico de turbulência

Cercado:
O prédio onde funciona a Câmara Municipal foi praticamente cercado pelos policiais. Quando entraram na Casa, o vereador Samuel Nascimento, mais conhecido como Coronel Nascimento, estava fazendo seu discurso de posse.
Operação: Em 2009, o MPES fez uma operação visando a combater um esquema de fraude na contratação de empresa para fazer concurso público. Dez pessoas foram presas, incluindo o ex-secretário de gabinete e primo do prefeito Ademar Deves, Rubens Devens; o então procurador-geral e servidores da prefeitura.
Prefeito: Prefeito desde 2005, Devens já foi afastado do cargo duas vezes acusado de improbidade administrativa. No último, passou 158 dias fora das funções. Ação do MPES o acusa de fraude em licitações.
Vereadores: Após pedido do MPES, a Justiça ainda afastou liminarmente cinco vereadores - o então presidente Gil Furieri, Luciano Frigini, Ronis do Devens, Paulinho da Vila e George Coutinho.
Rachid: Todos são acusados de "rachid", no qual ficavam com parte do salário de assessores, e/ou de manter "servidores fantasma" em seus gabinetes. Os cinco chegaram a retomar suas cadeiras no Legislativo.
Prisão: Em nova ação, o vereador Gil Furieri foi preso na semana passada. Ontem, também foram presos mais três parlamentares e afastados outros três.


Tempo
5 dias preso:
Desde quinta-feira, Gil Furieri está preso por determinação da Justiça.

158 dias de afastamento: O prefeito Ademar Devens ficou fora do cargo de outubro de 2010 a maio de 2011.
A sessão da Câmara Municipal de Aracruz foi interrompida ontem de forma inusitada: policiais civis e representantes do Ministério Público invadiram o plenário, prenderam três vereadores e anunciaram o afastamento de mais três. Dezenas de moradores que acompanhavam os trabalhos do Legislativo presenciaram a operação atônitos e surpresos.

Foram presos os vereadores Jocimar Rodrigues Borges, mais conhecido como Manego (PSB), Ozair Coutinho Gonçalves Auer (PMDB) e Orvanir Pedro Boschetti (PMDB). Além deles, também foram presos o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e ex-vereador, Ismael Rós Auer - marido da parlamentar Ozair - e o advogado Guilherme Loureiro.

Também foram afastados os vereadores Ronis do Devens ( PDT), Paulinho da Vila (PT) - que já estavam fora do cargo e tomariam posse ontem - e Luciano Frigini (PSD).

De acordo com o delegado Leandro Barbosa Morais, titular da Delegacia de Polícia Civil de Aracruz, a operação para o cumprimento de mandados judiciais é um desdobramento da que aconteceu na quinta-feira passada, com colaboração do Ministério Público do Estado (MPES) e as Polícias Federal e Civil. As investigações do Ministério Público apontam suspeitas de fraude em licitações, rachid e contratação de funcionários fantasma.

Outros presosNa última quinta-feira, o vereador e ex-deputado estadual Gilberto Furieri (PMDB) foi preso. Também foram presos a empresária e filha do vereador, Cíntia Teixeira Furieri, o sócio dela, Márcio Devens Barcelos, e a presidente da Comissão de Licitação da Câmara Municipal, Renata Aquilino Tavares. Márcio Devens e o empresário Gilmar Luiz Vassoler, que teve a prisão temporária decretada, foram soltos.

Segundo as investigações, os acusados estariam envolvidos em um suposto esquema de fraude em licitação que beneficiaria a empresa Speed- TI, de propriedade de Cíntia e dos empresários Márcio Devens Barcelos e Gilmar Luiz Valosser. (Com colaboração de Mariana Montenegro)
Câmara ficou com quatro representantes

Com as prisões e os afastamentos ocorridos, só restaram na Câmara Municipal de Aracruz quatro vereadores. São eles: Coronel Samuel Nascimento (PSB), Anderson Guidetti (PTB), George Coutinho (PDT) e o presidente do Legislativo, Ronaldo Cuzzuol (PMDB).

E quem acompanhou a sessão de ontem ficou assustado. "Foi a primeira vez que eu entrei na Câmara de Aracruz. Nunca poderia imaginar um acontecimento desse", declarou o biólogo Juarez Pessanha que, assim como vários ambientalistas, se deslocou até o local para acompanhar a votação de doação de uma área localizada na Praia dos Padres para o Instituto Chico Mendes.

A operação aconteceu por volta das 18h20 e contou com 25 policiais do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), 10 policiais de Aracruz e três delegados.

Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

E AGORA KASSAB?

O Ministério Público Estadual (MPE) pediu no início da tarde desta quinta-feira, 24, o afastamento de Gilberto Kassab (PSD) do cargo de prefeito de São Paulo. Kassab, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, seis empresas - entre elas a CCR e a Controlar - e 13 empresários são acusados de participar do que seria uma fraude bilionária: o contrato da inspeção veicular em São Paulo.

Ação contra o prefeito é por improbidade pela forma como inspeção veicular foi executada - Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Ação contra o prefeito é por improbidade pela forma como inspeção veicular foi executada

A ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social pede o bloqueio dos bens dos envolvidos, a perda dos direitos políticos e a condenação por improbidade administrativa dos acusados.

O valor da causa dado pelos promotores Roberto de Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi é de R$ 1,05 bilhão. A ação pede a suspensão imediata da inspeção veicular, a devolução dos valores de multas cobradas dos moradores de São Paulo, além de indenização por danos morais aos donos de veículos.

O problema, segundo o MPE não é a ideia da inspeção, mas a forma como ela foi executada na cidade. Desde a constituição da empresa Controlar até as sucessivas prorrogações do contrato teriam sido feitas por meio de fraudes, como a apresentação de garantias falsas, documentos e informações falsas e, além de possíveis fraudes tributárias e fiscais. A ação foi apresentada no Fórum Helly Lopes Meireles, sede das Varas da Fazenda Pública de São Paulo.

Outro lado. A Controlar diz que ainda não foi notificada sobre a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. Segundo a empresa, a concessionária prestou todos os esclarecimentos solicitados pela Promotoria e teria assim comprovado a "lisura na implementação e no cumprimento do contrato de concessão."

Entre os benefícios do contrato declarados pela Controlar, estão uma economia de R$ 78 milhões para o sistema de saúde municipal por causa da redução da poluição veicular.

Fonte: O Estado de São Paulo

FRAUDE NO MINISTÉRIO DAS CIDADES - NOVO ESCÂNDALO DO GOVERNO DILMA

O Ministério das Cidades, com aval do ministro Mário Negromonte, aprovou uma fraude para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Fraude na pasta teve o aval de Negromonte - Andre Lessa/AE - 25/08/11
 
Fraude na pasta teve o aval de Negromonte

Com aval do ministro, diretora de Mobilidade Urbana assina parecer forjado que recomenda projeto de Veículo Leve sobre Trilhos em Cuiabá e desbanca projeto original de linha rápida de ônibus

Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.

Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.

O novo projeto de Cuiabá foi acertado pelo governo de Mato Grosso com o Palácio do Planalto. A estratégia para cumpri-lo foi inserir no processo documento a favor da proposta de R$ 1,2 bilhão. Numa tentativa de esconder a manobra, o "parecer técnico" favorável ficou com o mesmo número de páginas do parecer contrário e a mesma numeração oficial (nota 123/2011), e foi inserido a partir da folha 139 do processo, a página em que começava a primeira análise.

O analista técnico Higor Guerra foi quem assinou o parecer contrário. Ele era o representante do ministério nas reuniões em Cuiabá para tratar das obras de mobilidade urbana da Copa - a última, em 29 de junho. O parecer dele, do dia 8 de agosto, mostrava que os estudos do governo de Mato Grosso "não contemplaram uma exaustiva e profunda análise comparativa". Os prazos estipulados, alertou, "são extremamente exíguos". Além do mais, o BRT já estava com o financiamento equacionado.

Em reunião com assessores na última segunda-feira, no sexto andar do Ministério das Cidades, a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, disse que a ordem para mudar o parecer partiu de Cássio Peixoto, braço direito de Negromonte, e Guilherme Ramalho, coordenador-geral de Infraestrutura da Copa de 2014 do Ministério do Planejamento. "Ambos me telefonaram", disse. O Estado teve acesso a uma gravação da reunião.

No dia 6 de outubro, atendendo a essas ordens superiores, Luiza Vianna pediu para Higor Guerra alterar seu parecer. O funcionário negou-se a assinar o outro documento e pediu desligamento há duas semanas por escrito ao secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima.

Fonte: O Estado de São Paulo

domingo, 6 de novembro de 2011

CARTA ABERTA: É O PRÉ-SAL UMA FRAUDE?

Senhor Senador! / Senhora Senadora!
 Senhor Deputado! / Senhora Deputada!

 Todos os Senhores e Senhoras, os de boa fé, estão sendo enganados pela PETROBRAS e pelos seus geólogos com “A FARSA DO PRÉ-SAL BRASILEIRO”, e afirmo isso enquanto ex-geólogo de petróleo, que por cerca de 20 anos, trabalhou na Empresa na Bacia Sedimentar de Sergipe e de Alagoas, a mais completa das bacias brasileiras em termos de registros sedimentares, uma verdadeira bacia escola.
 Em 1989, através de um relatório técnico afirmei que na parte terrestre da Bacia de Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco e da Paraíba (Exploração Petrolífera SEAL e PEPB) não havia mais petróleo novo por descobrir e isso me custou a primeira demissão da Petrobras. Infelizmente eu estava certo. Nenhuma descoberta ocorreu mais na Bacia de Sergipe e de Alagoas, na parte terrestre, em que pese todo o aparato tecnológico empregado na sua exploração, desde então.
 Denunciei em 2005 ao MPF/SE e pedi providências contra o caixa2 na construção da plataforma de casco redondo para o Campo de Piranema, um projeto com contrato de aluguel por 11 anos da plataforma de casco redondo, a primeira do mundo, ao custo de U$ 1 bilhão de dólares. Mostrei a farsa, mas o Gerente Geral da Petrobras em Sergipe Geólogo Eugênio Dezen apresentou um relatório elaborado pela empresa de consultoria DeGOLEYR and MacNAUGHTON atestando a economicidade do Campo de Piranema, tendo solicitado ao MPF/SE para que eu não tivesse acesso ao mesmo, o que de fato aconteceu, ou seja, o MPF/SE não permitiu que a parte denunciante envolvida tivesse acesso a documentação, o que torna o caso mais suspeito ainda, porque tal decisão fere frontalmente a CF/88. O que levou então o MPF/SE a cometer essa ilegalidade? (Lula e Déda inauguram Piranema e O custo do fracasso de Piranema) Infelizmente eu estava certo novamente (Os projetos da Petrobras para Sergipe)
 Levei também ao conhecimento dos Senhores e Senhoras, quando do anúncio da descoberta do Pré-Sal (Pré-sal: farsa ou propaganda enganosa?), que se tratava de propagando enganosa do governo federal e nenhum dos Senhores e Senhoras se dignou em pedir explicações justificadas, com exemplos reais, sobre os meus questionamentos a PETROBRAS ou a qualquer dos milhares de assessores parlamentares, os quais continuam válidos, e que sem explicações fundamentadas fica evidenciada a farsa.
 A CPI da PETROBRAS poderia ter esclarecido este estelionato eleitoral, mas a maioria dos Senhores e das Senhoras preferiu calar e trair o País. Agora, ridícula e irresponsavelmente travam uma infrutífera guerra pelos royalties de um volume de petróleo inexistente no Pré-Sal, quando o País clama desesperadamente por socorro na saúde, na educação, na segurança, na... E em todas as áreas, dos 40 ministérios, cada um deles envolvido mais que outro em atos eivados de ilegalidades contra a administração pública e contra o cidadão, alguns com casos explícitos de corrupção generalizada.
 Todos os questionamentos, principalmente sobre os valores utilizados como parâmetros nas simulações dos volumes descobertos, podem ser vistos novamente em: As descobertas da PETROBRAS no pré-sal brasileiro e A confusão com a terminologia da PETROBRAS para os volumes do pré-sal
 Para encerrar, alguns deles que PETROBRAS também não sabe explicar:
 “Teoria Orgânica” versus “Teoria Inorgânica” para a origem do petróleo do Pré-Sal:
 a) Origem orgânica:
 Petróleo é marinho ou continental? Onde está a rocha geradora do petróleo? A rocha geradora está em contato com a rocha reservatório? O volume de rocha geradora é compatível com o volume de óleo descoberto, segundo a PETROBRAS? Se a rocha geradora não está em contato com a rocha reservatório, o petróleo migrou de onde e por onde? Através de falhas geológicas?
 b) Origem inorgânica:
 Onde e quando foi gerado, quando e por onde migrou para a rocha reservatório? Através de falhas geológicas?
 Portanto, se a migração foi por falhas então as rochas reservatórios não tem essa tão propalada continuidade, fato esse corroborado pelos poços secos perfurados, o que diminui sensivelmente a área em extensão dos reservatórios e armadilhas e, conseqüentemente, o possível volume de petróleo descoberto.
 Em síntese, o problema é que a PETROBRAS não consegue se explicar geologicamente quanto ao volume de petróleo descoberto e anunciado com estardalhaço pelo governo federal, volume esse totalmente questionável, tanto pela “Teoria Orgânica para a Origem do Petróleo” (com a qual a PETROBRAS trabalha e para isso montou um dos maiores laboratórios de geoquímica do petróleo do mundo) quanto pela “Teoria Inorgânica”.
 Desejo todos os Senhores e Senhoras que vivam o suficiente para verificarem que infelizmente mais uma vez estarei certo, no caso da FARSA do PRÉ-SAL. Pobre BRASIL!
 Atenciosamente.

 Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva.

 TE. 0018 5157 2186 / 036 / 0052

http://www.naval.com.br/blog/2009/09/19/pre-sal-farca-ou-propaganda/http://gestaobrasil.blogspot.com/2009/06/o-que-estao-fazendo-coma-petrobras.html?zx=39fb8b5a03ee6017

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SOFTWARE DO DNIT É PORTA ABERTA PARA FRAUDES

O principal programa de computação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), usado para gerenciar R$ 25 bilhões em contratos de obras em andamento no país, está contaminado por uma infinidade de falhas e riscos banais de tecnologia, situação que põe em xeque a segurança das informações e abre as portas da autarquia para todo tipo de fraude. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios, por exemplo, de que 52 ex-funcionários ainda estavam com seus perfis ativos no sistema, com liberdade para realizar uma série de operações. Um deles fez lançamentos e aprovou medições e pagamentos. A falha também ocorre com ex-terceirizados.
O principal programa de computação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), usado para gerenciar R$ 25 bilhões em contratos de obras em andamento pelo país, é um software contaminado por uma infinidade de falhas e riscos banais de tecnologia, situação que coloca em xeque a segurança das informações e abre as portas da autarquia para todo tipo de fraude.

A precariedade tecnológica do Sistema de Acompanhamentos de Contratos (Siac), como é conhecido o software do Dnit, consta de relatório que acaba de ser concluído por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). Os problemas encontrados durante a varredura incluem erros básicos, como a ausência absoluta de regras de perfil de usuário para acessar e realizar transações no software, que, segundo o departamento, é vital para o seu funcionamento.

Os auditores encontraram indícios de que 52 funcionários desligados da autarquia ainda estavam com seus perfis ativos no sistema, com liberdade para realizar uma série de operações. A falha também ocorre com empregados terceirizados, que já não prestam mais serviços à autarquia.

Há situações como a da servidora Isa de Oliveira Lima, aposentada desde fevereiro de 2010. O acesso dela ao sistema permaneceu ativo, mesmo após cinco meses do fim do vínculo funcional. Os privilégios de acesso mantidos para a ex-funcionária incluíam as principais operações do sistema, como inclusão e alteração de contratos e termos aditivos, lançamento de medições e aprovação de pagamentos, entre outras funções.

Não foram encontrados apenas riscos de fraude. Os auditores do TCU registraram que foram realizadas operações por usuários já dispensados pelo departamento. Houve lançamento, aprovação de medições e de pagamentos, realizados por um usuário que já não trabalhava mais para o órgão.

O problema com o acesso de usuários ao sistema não está limitado a um pequeno grupo. As verificações apontaram erros de segregação de funções em 453 perfis de um total de 1.163 usuários ativos, o que significa que 39% das pessoas têm acesso indevido. Entre esses perfis inadequados estão situações críticas, como a de 137 usuários que, embora não devessem, podem aprovar processos de pagamento. Algumas dessas operações podem ser feitas até por pessoas de fora.

A investigação aponta que 18 funcionários, que não trabalham em "unidades pagadoras" do Dnit, têm total permissão para aprovar pagamentos. Entre os casos citados pela auditoria, está o do servidor André Luis Ramos. Ele é funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), não fica dentro do Dnit, mas tem autorização para liberar processos de pagamento.

O pente-fino do TCU constatou que houve emissão ou alteração de 744 ofícios eletrônicos por usuários que não trabalham nas unidades pagadoras dos respectivos contratos. O volume equivale a 5,5% de um total de 13,2 mil registros checados.

"O sistema apresenta graves problemas relacionados à segurança da informação e à desconformidade na implementação de importantes regras de negócio e falhas decorrentes da baixa maturidade de governança de TI (tecnologia da informação)", diz o ministro do TCU Aroldo Cedraz, relator da auditoria.

As falhas digitais do Dnit também incluem problemas com a tabela de preços que a autarquia utiliza para pagar pelos serviços contratados. Os valores dessa tabela - que são atualizados mensalmente com base em dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) - balizam o cálculo de reajuste de cada item contratado. O TCU realizou um total de 1.428 comparações entre os dados da FGV e aqueles aplicados ao sistema do Dnit e encontrou três registros com valores divergentes.

Em um desses casos, o valor cadastrado pela autarquia é 5,51% superior ao calculado pela FGV. Apesar de haver apenas três índices divergentes, os auditores chamam a atenção para o fato de que cada um deles é usado para reajuste de qualquer contrato fechado pelo Dnit, ou seja, o erro em um único índice pode causar um belo estrago aos cofres públicos.

A banalidade no processo de cadastramento de itens do sistema de contratos do Dnit expõe problemas grosseiros, como o registro de itens de serviço com nomes atribuídos aleatoriamente, como ";;;" ou "AAAAAAA", conforme levantamento feito pelos auditores do TCU.

A averiguação das tabelas revelou serviços cadastrados em multiplicidade. No total, encontraram-se 1.073 itens de serviço com múltiplos registros nas bases de dados analisadas, totalizando 2.536 registros. Esse volume representa cerca de 10% do total de 25.165 itens de serviço cadastrados no sistema.

O TCU formulou uma lista com dezenas de recomendações e determinações para que o departamento elimine as falhas eletrônicas. Em 180 dias, o órgão voltará à autarquia para monitorar o cumprimento das orientações. A varredura do TCU se baseou em dados extraídos do Dnit entre junho de 2009 e maio de 2010. O Sistema de Acompanhamentos de Contratos, que teve a implantação concluída em junho de 2009, foi desenvolvido pelo Serpro, que também responde pela manutenção do programa

Fonte: André Borges - Valor Econômico

sábado, 28 de maio de 2011

NO FUNDÃO DAS GRADES.

Uma onda de "devastação política" passou ontem por cima da cidade de Fundão, palco de uma operação batizada de Tsunami. Logo no início da manhã, a população pôde ver metade do primeiro escalão da prefeitura trocar os próprios gabinetes por uma cela comum.
Realizada pelo Ministério Público Estadual (MPES), em parceria com a Polícia Civil e a Polícia Militar, a operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e pôs atrás das grades doze pessoas, incluindo seis dos 13 secretários municipais, dois funcionários públicos, dois empresários e, ainda, dois vereadores da base do prefeito Marcos Moraes, o Marquinhos (PDT). Todos estão em prisão temporária (por cinco dias).
Segundo o MPES, todos os detidos são suspeitos de fazer parte de uma "organização criminosa", supostamente responsável por desviar verbas e fraudar licitações em Fundão. A investigação do MPES e do Núcleo de Repressão a Organizações Criminosas (Nuroc) da Polícia Civil indica que pelo menos R$ 900 mil deixavam de entrar todo mês nos cofres do município da Região Metropolitana - dinheiro vindo de royalties de petróleo. O montante total desviado, entretanto, não foi informado.

O prefeito não saiu ileso da operação: à tarde, o MPES ofereceu à Justiça ação de improbidade administrativa contra Marquinhos e o vice-prefeito, Ademir Loureiro (PSC), pedindo o afastamento deles dos respectivos cargos. Na ação, que ainda atinge alguns dos detidos e a empresa Ambiental, o pedetista é acusado de ser o líder do esquema alastrado na prefeitura.

Todos os secretários presos comandam pastas importantes: Saúde, Educação, Administração, Obras e Turismo. A sexta é a chefe da Controladoria-Geral de Fundão. As fraudes praticadas pela suposta quadrilha foram denunciadas inicialmente pelo bloco de vereadores de oposição ao prefeito - cinco dos nove na Câmara. Os ilícitos iriam de contratação sem licitação de empresa para cuidar da coleta de lixo da cidade a superfaturamento de festas.

Todos os presos foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Aracruz, exceto a controladora geral, levada para o Presídio Feminino de Tucum. (Com colaboração de Nuno Moraes e Eduardo Fachetti)

"Descaso com o dinheiro público chama a atenção"
Com pouco mais de 16 mil habitantes e orçamento modesto (R$ 29,4 milhões em 2009), a cidade de Fundão praticamente parou ontem por causa da movimentação. Os 26 mandados de busca e apreensão e os 12 de prisão foram cumpridos em Vitória, Serra, Fundão, Praia Grande e Timbuí, desde as 4 horas da manhã. O comando da operação foi do promotor de Justiça Fábio Halmosy Ribeiro. "O que mais nos chamou atenção nessa investigação foi o total descaso com o dinheiro público. O dinheiro do royaltie que devia está servindo para melhorar a Educação, Saúde e outras áreas prioritárias estava sendo usado para diversas fraudes", disse o promotor. Segundo ele, as prisões temporárias poderão ser prorrogadas, caso haja necessidade.

R$ 900 mil por mês de royalties desviados



foto: Nestor Muller
Presos em Fundão acusados de desviar verbas do município
Presos em Fundão acusados de desviar verbas do município
Secretários. Na Operação Tsunami, foram presos os secretários de Administração, Gleidson Demuner Patuzzo; de Educação, Uéliton Luiz Tonini (presidente municipal do PDT); de Saúde, Saulo Falchetto; de Obras, Carlos Emílio Rodrigues Gomes; e de Turismo, Milton dos Santos Filho; além da controladora-geral, Maria Aparecida Vieira Carreta.

Mais prisões.
Também foram detidos o subsecretário de Administração, Antônio Augusto Cole, e o diretor de transporte escolar, João Magno Graziotti; os vereadores Eloísio Tadeu Rodrigues Fraga (PRB) e Ailson Abreu Ramos (PSC); e os empresários Jovane Luiz Nascimento Fraga e Ary Bartolomeu Pereira Júnior.

Papéis.
Segundo as investigações, cada secretário estaria envolvido em fraude relativa à respectiva área.

Lixo.
Uma das irregularidades constatadas foi a contratação emergencial, sem licitação há dois anos, de empresa de coleta de lixo. Para evitar a necessária licitação, seriam usados vários expedientes fraudulentos.

Mais fraudes.
Também estão sendo investigados ilícitos como aluguel de veículos fantasmas pela prefeitura; licitações direcionadas para a compra de medicamentos; pagamentos superfaturados de festas do município; distribuição fraudulenta de material de construção, realizada pelo secretário de Obras e por um vereador; e contratação irregular de empresas de transporte, envolvendo um empresário e a controladora.

Rombo.
O tamanho do rombo no erário não foi informado. Mas o MPES estima que pelo menos R$ 900 mil em royalties de petróleo eram desviados todo mês. As fraudes beneficiariam empresários que fizeram doações de campanha e "apadrinhados".

Sede da prefeitura fica fechada
A prefeitura ficou fechada após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, sob alegação de que não teria condições de ter expediente. A previsão é de que as portas sejam abertas na segunda. Para dar suporte à ação, 112 policiais civis e seis delegados se deslocaram à cidade. Cerca de 50 malotes, contendo documentos, contratos e até dinheiro foram apreendidos.

População cerca a delegacia

Assim que todos os presos saíram da Delegacia de Fundão, para serem transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz e o Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica, foram recebidos com vaias e xingamentos, gritados por um grupo com cerca de 200 moradores de Fundão. "Vai ladrão, safado. Agora você está preso. Aproveitou do nosso dinheiro, roubou. Agora vai ficar na cadeia", gritava uma moradora mais exaltada, que não quis se identificar.
"Estavam consumindo muito dinheiro, pegavam a verba e ninguém sabia para onde ia. Todo mundo ficou surpreso. A população ficou boquiaberta com tudo isso, com o desrespeito ao dinheiro"
José Carlos de Assis, soldador
"Meu genro, o Antônio Cole, está preso e não tem nada a ver com isso. Fiquei surpresa com a prisão dele. Espero que tudo seja apurado. Se ele tiver culpa no cartório, vai ter que pagar mesmo. Os outros são uma ?cambada de ratos?"
Terezinha Nunes Costa, aposentada


Fonte: A Gazeta.

domingo, 21 de novembro de 2010

ELEIÇÕES 2010. SUSPEITA DE FRAUDE NO MARANHÃO.

outubro 13, 2010


Posted: 12 Oct 2010 05:13 PM PDT (revejam outras matérias sobre fraudes em posts anteriores…)

De acordo com o Blog Ecos das Lutas, há algo de podre, muito podre no reino da Dinamarca, ou melhor, nas eleições maranhense de 2010. Suspeitas de fraude eleitoral foram levantadas pela área jurídica da coligação Muda Maranhão.

1.cartões flashes de carga de memória das urnas eletrônicas com numeração duplicada;

2.em número superior ao registrado em ata de geração de mídia (237 a mais que as já existentes 694 cargas suficientes para cobrir 100% das 14.243 seções eleitorais em todo o estado) e sem destino especificado;

3.registro nos logs de algumas urnas estudadas apontam que 18.716 votos foram computados após às 17h20min, com tempo entre os votos abaixo de um minuto e a candidata Roseana Sarney obtendo índice superior a 55% dos votos;

4.também as seguras urnas biométricas, nos municípios de Raposa e Paço do Lumiar, estão sob suspeita de fraude.

O estudo indica também que as urnas de Raposa e Paço do Lumiar, mesmo sob sistema biométrico, foram provavelmente “emprenhadas”, como se diz no jagão popular. O índice de abstenções baixíssimo (6,56% e 7,48%) destoa não só da taxa maranhense (23,9%) como da abstenção de outros municípios onde o sistema foi testado. (entre 10 e 12% de abstenção) E ainda: nos dois municípios autorizaram que 2.991 “votantes” (6,3% dos eleitores) depositassem seu voto sem conferir a digital, dos “eleitores”. Isso quando o TSE estimou uma taxa máxima necessária para esse procedimento em 1% dos eleitores nas urnas biométricas.

Trechos do relatório analítico do processo de votação eletrônica encomendado pela Coligação “Muda Maranhão” (PCdoB, PPS e PSB) podem ser conferidos no Blog do Roberto Kenard.

Foi constatada, por exemplo, incompatibilidade na ata de Geração de Mídia no que se refere aos Flash Cards (Flash Card é um cartão de memória eletrônico, que funciona como um pequeno disco rígido das Urnas). Na Ata da Cerimônia de GM encontra-se informação conflitante sobre a quantidade de Flash de Carga geradas. Eis o que dizem os advogados da coligação na petição:

“A cerimônia se estendeu por 4 dias e a quantidade de Flash de Carga geradas aparece descrita no balancete diário, no balanço final e na tabela Distribuição de Mídias anexada à ata que explicita a destinação de cada Flash de Carga por município, Zona Eleitoral e Seção Eleitoral, com os seguintes valores :

•no 1º dia : 257
•no 2º dia : 238
•no 3º dia : 236
•no 4º dia : 200
•total : 931

•na tabela: 694 Flash de Carga com destino determinado
•diferença: 237 Flash de Carga sem destino especificado

Destaque-se que as 694 Flash de Carga com destino determinado cobrem todas as 14.243 seções eleitorais não havendo explicação para quais seções seriam as 237 Flash de Carga geradas a mais e sem destino previsto”.

E mais:

“Já os arquivos de LOG das 30 máquinas usadas na Geração de Mídias registram a geração de 969 Flash de Carga sendo 8 delas com numeração duplicada. A geração de Flash de Carga diferentes para seções eleitorais diferentes mas com mesma numeração é totalmente irregular pois, pelo projeto e especificação de segurança do sistema, deveria ser impossível este tipo de ocorrência”.

Nas urnas biométricas (em que o eleitor para votar usa como “documento” a digital) de Paço do Lumiar e Raposa, houve uma inversão da tendência da curva de abstenção. O Maranhão teve a mais alta abstenção do país, com 23,9% de ausência às urnas. Acontece que Paço do Lumiar e Raposa tiveram, respectivamente, apenas 6,56% e 7,48% de abstenção, o que é incongruente com o percentual médio do Estado e de outras cidades em que a eleição se deu pelo sistema biométrico, tais como Capanema (PA) e Piripiri (PI), com percentuais de 10,78% e 12,04% de abstenção.

Nos dois municípios, houve 2.991 liberações do sistema biométrico pelos mesários. Ou seja, as máquinas não conseguiram fazer a leitura das digitais desses eleitores. Quando isso ocorre, o mesário faz uso de uma senha específica para permitir a votação por meio do sistema não-biométrico. O que causa estranheza: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que a média de tal ocorrência é abaixo de 1%, ao passo que em Paço do Lumiar e na Raposa a média foi de 6,3%.

No levantamento de um número restrito de municípios, há, por exemplo, a constatação de que 18.719 votos foram registrados após as 17h20 e que o tempo entre os votos foi abaixo de 1 minuto. Nessas áreas a candidata Roseana Sarney obteve percentual acima de 55%.

Na apresentação da notícia de prática de possível irregularidade, os advogados da Coligação “Muda Maranhão” pedem a autuação de processo administrativo para esclarecimento e apuração dos fatos e realização de auditagem e perícia nas urnas utilizadas no 1º turno das eleições do Estado onde foram encontradas inconsistências.

Fonte: In-PACTO Instituto ambiental

http://bit.ly/cHSNgC

In-PACTO Instituto Ambiental

In-PACTO Instituto Ambiental

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

VOCÊ ACHA AS URNAS ELETRÔNICAS SEGURAS? VEJA ISSO.

Perito quebra sigilo e descobre voto de eleitores em urna eletrônica do Brasil


Especialista ganha prêmio do TSE por registrar interferência da urna sobre rádio, o que permitiria romper segredo por meio de receptores baratos.

Durante os testes promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para testar a segurança da urna eletrônica a ser usada nas eleições de 2010, um perito teve sucesso em quebrar o sigilo eleitoral e descobrir, por meio de radiofrequência, o candidato escolhido pelo eleitor.

O consultor Sérgio Freitas da Silva compôs o grupo de 32 especialistas convocados pelo TSE e compareceu à sede do órgão na terça-feira (10/11), primeiro dia dos testes, com a estratégia de detectar a interferência eletromagnética que a urna exerce sobre as ondas de rádio.

“Fiz meu experimento em 29 minutos e obtive sucesso no escopo que estava proposto: rastrear a interferência e gravar arquivos para comprovar a materialidade do fenômeno”, que sintonizam ondas longas e curtas e estações em AM e FM.

Segundo Sérgio, o equipamento usado é encontrado em rádios convencionais vendidos nas lojas, “destes que custam 10 reais”. A técnica acabou dando a Sérgio a primeira posição no concurso de melhorias para urna promovido pelo TSE, o que lhe rendeu prêmio de cinco mil reais.

“Enquanto eu digitava na urna, rastreava através do rádio pra ver se detectava alguma interferência. Consegui rastrear a interferência que isto provocava na onda, gravando um arquivo WAV com estes sons”, explica.

Sérgio explica que após gravar os ruídos que os botões da urna eletrônica exercem sobre a onda é possível decodificar os sons, o que levaria à descoberta dos candidatos escolhidos pelo eleitor, quebrando seu sigilo.

“É como se o teclado da urna eletrônica se transformasse em um teclado musical, conseguindo rastrear a tonalidade da interferência neste arquivo WAV que gravei”, compara.

A técnica descrita por Sérgio é chamada de Van Eck Phreaking, segundo o especialista em segurança Marco Canut, que confirma a possibilidade de quebra do sigilo eleitor caso o método seja aplicado à urna eletrônica brasileira.

Canut é diretor geral da Tempest, consultoria de segurança contratada tanto pela iniciativa privada como pelo Governo para realizar testes de segurança em sistemas computacionais, mesmo intuito do TSE ao convocar os 32 especialistas que atacariam a urna eletrônica.

“Todo computador é uma pequena estação de rádio, emitindo ondas eletromagnéticas”, explica Canut. Enquanto os humanos notam como um chiado, a interferência pode ser “entendida” por máquinas, demonstrando qual a tecla escolhida pelo eleitor.

No experimento realizado no TSE, o perito precisava estar a até 20 centímetros da urna para que sua interferência fosse sentida no receptor do rádio.

É o próprio Sérgio, porém, quem esclarece que o uso de antenas mais potentes podem fazer com que a captação seja feita a até dezenas de metros da urna, como demonstraram os pesquisadores Martin Vaugnoux e Sylvain Pasini.

No experimento, gravado em vídeo no Vimeo, o apertar de botões em teclados convencionais poderiam ser interceptados e decifrados a até 20 metros de distância de onde a suposta vítima usava seu computador.

Se aplicássemos o modelo para seções eleitorais brasileiras, a distância seria suficiente não apenas para eleitores ou acompanhantes longe das salas onde as urnas estão, mas também para imóveis vizinhos aos prédios onde acontecem as votações.

Sérgio explica que seriam necessárias antenas mais potentes que melhorem a recepção do sinal no sistema. A estratégia quebra o sigilo do eleitor, não podendo ser aplicada para alterar os resultados de votações.

Durante a Guerra Fria, o exército dos Estados Unidos descreveu os perigos da interceptação de ondas eletromagnéticas em documentos conhecidos como Tempest, nome que acabou se tornando o apelido da técnica, explica Canut.

Desde então, as instalações militares norte-americanas usam técnicas que as blindam do vazamento eletromagnético. O especialista não vê a blindagem da urna eletrônica como uma saída plausível já que a “tornaria mais cara, mais pesada e de manutenção mais díficil”.

Possíveis alterações que poderiam minimizar a emissão de onda pela urna, sugere Canut, incluiriam o uso de teclados sensíveis a toque, menos invasivos que os mecânicos usados atualmente pelo TSE.

Procurado pela reportagem, o TSE confirmou que, ao contrário do que havia confirmado anteriormente, quando disse que nenhuma estratégia de ataque havia tido sucesso, que o teste de Sérgio foi bem sucessido, mas fez ressalvas.

“Nas condições que ele conseguiu, a repetição durante uma eleição é impraticável. Seria necessário que a pessoa ficasse a centímetros da urna, o que não é permitido. A cabine é vigiada pelos mesários. Ninguém pode ficar próximo”, afirmou o o secretário de tecnologia do TSE, Giuseppe Gianino.

Questionado sobre a possibilidade de uso de equipamento mais potente, levantada pelo próprio Sérgio, Gianino afirmou que se trata “do campo teórico”. “Se tivesse realmente a possibilidade, ele (Sérgio) teria apresentado um aparelho que faria isto”.

fonte: www.idgnow.com.br

sexta-feira, 16 de julho de 2010

FRAUDE NAS URNAS. DEPOIMENTO EM UM TRIBUNAL



A resposta clara é não. O que o Brasil ganhou em velocidade perdeu, e muito, em confiabilidade dos resultados - comparando-se o voto eletrônico com as antigas cédulas de papel contadas uma a uma. Hoje o voto dos brasileiros foi reduzido a um registro eletrônico na memória de um microcomputador sem que seja possível recontá-los ou realizar qualquer tipo de auditoria. O voto do brasileiro tornou-se virtual, não existe mais materialmente, e eleição inauditável é sinônimo de eleição inconfiável.

sábado, 17 de abril de 2010

SENSUS: O CASO DA PESQUISA RECENTE E UM FATO PRA LEMBRAR .

Publicado em 16/04/2010 por pontofranco


Não entro nessa de teoria de conspiração contra pesquisa de intenção de voto, jamais endosso maluquices e geralmente tiro sarro de meganofices baseadas em ilações. Mas a pesquisa do instituto Sensus, desde o início, apresentou indícios bem estranhos. Aliás, desde ANTES do início.



O trabalho teria sido encomendado por um tal Sindecrep (sindicato detrabalhadores em concessionárias de rodovias). Foi o que o instituto informou ao TSE, na ocasião do registro da pesquisa. Pois bem: não foi. O próprio sindicado NÃO SABIA DE NADA. Daí, rapidamente, corrigiram. Na verdade, era outro sindicato, o Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo – ligado à Força Sindical, que apoia Dilma).



Sobre o tema, o Sensus não quis falar e, além disso, publicou os dados antes do prazo legal, infringindo a legislação eleitoral e, com isso, permitindo que fiscais de partidos políticos impugnassem judicialmente o trabalho.



Agora, o TSE atendeu ao pedido do PSDB, para ter acesso aos dados do instituto. Trata-se, portanto, de uma ORDEM JUDICIAL. E o que faz o Sensus? Não permite a entrada dos técnicos do partido em sua sede (consequentemente, não lhes dá acesso aos dados e, por conseguinte, não cumpre a ordem).



Esqueçam teorias conspiratórias.



São vários fatos, nenhuma ilação. Não é um “fulano disse” ou “isso aí me parece estranho” ou “os amigos da padaria discordam do resultado”. Vamos lá:



a) A pesquisa é registrada tendo como contratante um sindicato X que, curiosamente, não sabia de nada;



b) DEPOIS do registro, mudam o contratante lá mesmo no TSE, para um contratante Y, outro sindicato;



c) Publicam o resultado em prazo fora da legislação;



d) O TSE, obedecendo o que determina a lei, concede ao PSDB acesso aos dados da pesquisa mas, CONTRARIANDO ORDEM JUDICIAL, o instituto não permite aos técnicos do partido que vejam tais documentos.



Por quê? Qual o motivo disso? E alguém teria explicações plausíveis para TODOS esses fatos? Um instituto “confundiria” o nome do contratante? Por que desobedeceria o prazo legal de divulgação? Por que não permitiu a entrada dos técnicos para verificar a documentação, já que tinham Ordem Judicial para tanto?



Agora, depois de “pedir um tempo”, o instituto disse que vai liberar o acesso a partir das 16h desta sexta-feira, aos técnicos do PSDB e de todos os partidos, e também à imprensa. Já é alguma coisa. Falta explicar, porém, as demais questões.



Memória

Em 2006, o Sensus já fazia suas pesquisas. No dia 26/09/2006, publicou que Alckmin teria cerca de 27% das intenções de voto e Lula venceria no primeiro turno (levantamento já realizado pós-dossiê). O que aconteceu? Um errinho de singelos 14 pontos, já que o tucano teve 41% e houve segundo turno. Tentem encontrar qualquer pesquisa nacional, de grande instituto, com erro maior.