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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

JOSÉ EDUARDO CARDOZO DIZ QUE NÃO É O ENGAVETADOR, E O ROSEGATE?


jose_eduardo_21Dupla face – O rompante de valentia de José Eduardo Martins Cardozo, ministro da Justiça, durou pouco. E o tempo extra se deveu a um ordem da presidente Dilma Rousseff, que exigiu que seu assessor reagisse às ruidosas e procedentes críticas do PSDB, alvo de uma grosseira fraude em documento sobre suposto cartel formado pela Siemens para fornecer material metroferroviário ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Nesta terça-feira (3), ao participar, na condição de convidado, da audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre a atuação da Polícia Federal e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas investigações sobre o tema, Cardozo mais uma vez negou o uso político de ambos os órgãos e disse que cabe a ele prezar pela “isenção”.
“São órgãos republicanos, independentemente do partido que dirija e cabe ao ministro da Justiça zelar para que isso ocorra”, disse o petista. “O ministro da Justiça não pode ser engavetador de denúncias. Não esperem de mim um comportamento juridicamente repreensível”, completou José Eduardo.
Na última semana, quando a polêmica possivelmente alcançou seu ápice, a oposição chegou a pedir a demissão do ministro, que foi acusado de usar o cargo para atacar políticos tucanos e desviar o foco das prisões dos condenados no processo do Mensalão do PT. A reação oposicionista ocorreu após o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar o conteúdo de um relatório escrito pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, que no texto afirma ter provas de caixa 2 do PSDB e do DEM e cita propina ao chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, o tucano Edson Aparecido.
Durante a audiência no Senado, José Eduardo Cardozo disse que o comando da investigação é da Polícia Federal. A declaração foi uma resposta ao senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e que na última semana disse que Cardozo não tinha “condições de liderar as investigações”.
O caso é tão escandaloso, que reprisá-lo chega a ser nauseante. O ex-diretor da Siemens garantiu que o documento, sem qualquer assinatura, não é de sua autoria, ao mesmo tempo em que negou as acusações contra políticos tucanos. Fato é que a denúncia em questão avançou e nas reticências surgiu a informação de que Rheinheimer teria pedido ajuda a Cardozo para conseguir um cargo na direção da mineradora Vale.
Considerando que o ministro da Justiça não pode ser “engavetador de denúncias”, José Eduardo Cardozo deveria estender essa fumaça de patriotismo e moralidade ao caso de Rosemary Noronha, a Marquesa de Garanhuns, que na próxima semana completa um ano sem que até agora a Polícia Federal tenha conseguido avançar na investigação do que pode ser o maior escândalo da era Lula.
O ex-presidente e agora lobista de empreiteira atuou escandalosamente nos bastidores para que sua amante – a afirmação é da própria Rose – não fosse alvejada pelas garras da Justiça, com medo de que a verdade de um governo corrupto viesse à tona.
Rose, que usava o nome de Lula para vender vantagens e praticar tráfico de influência a partir do escritório da Presidência, em São Paulo, voltou a morar no confortável apartamento localizado na Rua Treze de Maio, na região central da capital paulista. O que mostra que alguém impediu o trabalho de investigação da Polícia Federal.
Fonte: Ucho.Info

sábado, 30 de novembro de 2013

TEM POLÍTICO INVESTIGADO? CARDOZO QUER SABER

Reunindo secretários
Vazamento garantido aos superiores
A independência das investigações da Polícia Federal está comprometida desde o início do governo Dilma.
Por decisão de José Eduardo Cardozo e Leandro Daiello, diretor-geral da PF, um novo procedimento passou a ser exigido dos delegados: eles são obrigados a informar aos superiores se a sua operação policial envolve pessoas “politicamente expostas”. Sob Lula, não era assim.
Numa palavra, Cardozo e Daiello querem sempre saber se há políticos na mira da PF. A pergunta foi inserida num questionário do Centro Integrado de Inteligência Policial e Análise Estratégica, que monitora as ações nos estados. Nele, são informados dados básicos da operação, para que seja dado apoio logístico – o que é adequado.
Mas a partir da pergunta sobre os “politicamente expostos”, tornou-se usual o delegado que responde “sim” ser chamado para explicar melhor do que se trata a investigação – e quem é o alvo.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

JOSÉ EDUARDO CARDOZO, MORALISTA DE OCASIÃO



jose_eduardo_29Pau mandado – Qualquer denúncia de corrupção, se procedente, deve ser investigada sob o manto da legalidade, sem que qualquer autoridade ou partido político se beneficie do processo investigatório ou dos seus resultados. O cenário político nacional do momento está marcado pela disputa que surgiu a partir dos imbróglios envolvendo a Siemens e a Alstom, acusadas de integrar cartel para fornecimento de material metroferroviário ao governo de São Paulo.
Abusando da ironia, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo tem atuado como humorista ao tratar do assunto. Cardozo é acusado pelo PSDB de desrespeitar a legislação vigente ao não entregar ao Ministério Público Federal os documentos relativos a suposta denúncia de pagamento de propina a integrantes do governo paulista, em sua maioria do PSDB. A tradução do documento é tão pífia e matreira que qualquer inocente seria capaz de identificar a fraude, que trouxe palavras inexistentes no documento original e, além disso, continha nomes de políticos adversários do PT, que não constavam do mesmo.
José Eduardo Cardozo entregou o caso à Polícia Federal, depois de receber documentos do “companheiro” Simão Pedro, deputado estadual licenciado e secretário do prefeito Fernando Haddad, de São Paulo. Pedro foi chefe de Vinícius Carvalho, atual presidente do Cade, que iniciou a investigação do suposto cartel formado em São Paulo.
Gazeteiro conhecido e sempre se valendo da oratória, Cardozo cometeu um erro gravíssimo, que em qualquer país democrático e com governantes minimamente responsáveis já teria culminado com sua demissão. O ministro agora tenta inverter o jogo sórdido que seu partido iniciou e tem afirmado que o PSD e o PPS o querem transformar em réu. José Eduardo pode dizer o que bem quiser, mas nem sempre suas declarações devem ser levadas a sério. Quem acompanhou o trabalho de Cardozo na CPI dos Correios, em 2005, sabe a forma como o ministro interpreta documentos de acordo com a necessidade do seu partido.
Nesta quinta-feira (28), durante evento do Prêmio Innovare, na sede do STF, Cardozo disse que o Ministério da Justiça não se deixará intimidar diante das acusações feitas pela cúpula do PSDB. O ministro classificou de “lamentável” o ataque tucano, mas é preciso lembrar que o petista mudou de postura depois que a tropa de choque do Palácio do Planalto impediu a no Congresso a sua convocação para prestar esclarecimentos.
“Acho lamentável que queiram transformar quem cumpre a lei em réu apenas pelo fato de que existe uma investigação. A maior parte dos países em que houve esse escândalo já investigou, já puniu pessoas envolvidas. O Brasil ainda caminha lentamente. Pedi à Polícia Federal que apurasse, recebi uma denuncia e pedi que avaliasse, nada mais do que isso. Há pessoas que parece que não querem investigar, que querem descontar as coisas”, disse Cardozo, como se o PT não fosse o partido responsável pelo período mais corrupto da história brasileira. Querer posar de incente a essa altura dos acontecimentos é no mínimo excesso de ousadia.
Como mencionamos acima, qualquer denúncia de corrupção deve ser investigada, o que deve valer em qualquer situação, não importando a bandeira política dos acusados. Se há de fato provas de que existiu pagamento de propina em São Paulo, que o caso seja apurado e os responsáveis sejam punidos, sem privilégios de qualquer natureza.
Considerando que José Eduardo Cardozo vive um momento moralista e de retidão impar, que a mesma Polícia Federal abra investigação para apurar o relacionamento nada ortodoxo da Siemens e da Alstom com a Usina Hidrelétrica de Itaipu, o que não acontece porque o castelo de areia do PT desmoronaria em questão de dias. A PF deve investigar também o superfaturamento do Metrô de Salvador, assunto que tem sido abafado porque o governo da Bahia está sob a batuta do “companheiro” Jaques Wagner. Apenas para lembrar, a empresa responsável pelo Metrô de Salvador é a mesma Siemens que o ministro petista da Justiça acusa no caso de São Paulo.
José Eduardo Cardozo não pode balbuciar moralismos de encomenda apenas para ajudar o mais novo poste inventado por Lula, o ministro Alexandre Padilha (Saúde), pois debaixo do tapete tem poeira de sobra para ser varrido e criar uma nuvem considerável. Basta que alguém decida contar o que sabe. O que o PT busca com essa estratégia pouco inteligente é tentar desviar o foco do escândalo em que se transformou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, que querem ser tratados como celebridades em um SPA à beira do Mar Egeu.
Fonte Ucho.Info

sábado, 23 de novembro de 2013

QUEM MENTE, O DELEGADO OU O MINISTRO?

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer negou ontem em nota ser o autor das denúncias segundo as quais empresas que fornecem para o Metrô e a CPTM abastecem o caixa dois dos tucanos em São Paulo há mais de 20 anos.
"Vejo-me na obrigação de esclarecer que os documentos devassados e as informações publicadas como se fossem de minha autoria foram distorcidos e não condizem com a realidade", diz.

Ele diz que não será "suscetível a eventuais pressões ou discussões políticas paralelas à apuração da verdade".
O ex-diretor nega ter pedido ao PT o cargo de diretor da Vale como recompensa às informações que prestara.
O documento não é assinado, mas traz uma série de informações que apareciam associadas ao ex-diretor.

O relato diz que o principal secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido (Casa Civil), recebeu propina do lobista Arthur Teixeira, acusado de intermediar o pagamento de comissões de empresas que atuam no mercado de trens. Também é acusado de receber propina o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP). Ambos negam a acusação.
São citados como próximos do lobista mais três secretários de Alckmin: Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), José Aníbal (Energia) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). Garcia é do DEM.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), os deputados Walter Feldman (PSB-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB) também eram mencionados. Todos refutam a acusação com veemência.

NOVA VERSÃO

O Ministério da Justiça apresentou uma nova versão sobre a origem da denúncia: o documento foi entregue ao gabinete do ministro José Eduardo Cardoso por Simão Pedro, deputado licenciado do PT e secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo.
Procurado pela Folha, ele não quis se pronunciar.

A versão visa preservar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo a Folha apurou. O órgão responsável pela defesa da concorrência, que investiga o cartel no mercado de trens denunciado pela Siemens, é acusado por tucanos de agir de acordo com interesses políticos do PT.

Se o documento com acusações aos tucanos tivesse partido do Cade, as desconfianças só cresceriam. Empresas acusadas de cartel pela Siemens poderiam acusar o órgão de operar para o PT e tentar anular o acordo que a multinacional alemã assinou.

O presidente do Cade, Vinicius Carvalho, foi chefe de gabinete de Simão Pedro e escondeu essa informação do seu currículo.

A versão do ministro contraria memorando assinado pelo delegado da Polícia Federal Braulio Cezar da Silva Golloni, coordenador de Polícia Fazendária em Brasília.
No dia 11 de junho deste ano, Golloni escreveu o seguinte ao enviar o documento para São Paulo: "Encaminho a vossa senhoria denúncia recebida via Cade nesta coordenação".
O delegado Milton Fornazari Jr., responsável em São Paulo pelo inquérito sobre o cartel, confirma em 27 de junho que recebeu informações remetidas pelo Cade.
editoria arte/editoria arte













































































Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

GOLPE BAIXO















Golpe baixo – Advogado que é, o ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, está colocando a perder a reputação da escola onde estudou Direito, se é que o fez com o devido afinco. Que políticos são tendenciosos todos sabem, mas Cardozo abusa da leviandade ao defender a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no caso do Metrô de São Paulo, que por enquanto está na fase investigatória. E sob investigação está a possível formação de cartel, não um eventual superfaturamento.
Tomar como certo e definitivo o depoimento do presidente da Siemens, que isoladamente afirma que o governo paulista concordou com a formação de cartel, prova que o Palácio do Planalto age de forma irresponsável, apenas e tão somente para salvar o combalido Partido dos Trabalhadores, que caiu na areia movediça da própria incompetência.
O PT transformou o governo federal em instrumento partidário e com ele faz o que bem entende, não importando o que determina a legislação. Sob a presidência deVinícius Marques de Carvalho, sobrinho do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o Cade tem vazado para a imprensa, de forma seletiva e sistemática, assuntos relacionados ao caso que ainda estão sendo investigados.
O PT enfrenta uma grave e profunda crise política, turbinada pela crise econômica, o que explica esse jogo rasteiro e imundo, preâmbulo do plano de tomar de assalto o governo do mais importante estado brasileiro, São Paulo. O objetivo dessas ações criminosas, previamente estudadas, é fazer com que o PSDB, principal adversário político da quadrilha em se transformou o PT, caia em desgraça junto à opinião pública.
Se a Polícia Federal chegar à conclusão de que houve formação de cartel, o máximo que se pode afirmar é que o estado de São Paulo é vítima. Porém, caso a PF prove que existiu superfaturamento, que os culpados sejam punidos com o rigor da lei, sem qualquer privilégio a qualquer dos responsáveis. Até lá, o vazamento de informações sobre o caso é banditismo político.
A estratégia petista é tão sórdida e desleal, que os tucanos de São Paulo já são considerados culpados em um caso que ainda está sob investigação, enquanto os mensaleiros são inocentes, mesmo depois de condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Parcialidade quadrilheira
Não é novidade o conjunto de armações com a chancela do PT para derrubar adversários políticos. O caso da investigação do Metrô de São Paulo, que passa pelo de Brasília apenas para dar um ar de veracidade ao jogo imundo, pode ser lançado ao vento como sendo a maior de todas as verdades, ao passo que o escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira e Fernando Cavendish, dono da Delta Construção, foi devidamente abafado para poupar Lula e Dilma de um escândalo sem precedentes.
Essa falsa retidão que move o PT, até então ignorada pela população por causa da pirotecnia palaciana, faz com que o Brasil avance diariamente na direção de uma ditadura comunista disfarçada, nos moldes da existente na Venezuela e que levou o vizinho país à decadência, a ponto de enfrentar um apagão de papel higiênico.
É preciso que os brasileiros fiquem atentos, pois casos como o do Metrô paulistano deve surgir aos montes até as eleições de 2014, até porque é a única saída que o PT encontrou para escapar de uma crise corrosiva que não dá trégua à legenda um só segundo.
Obsessão por superfaturamento
Encontrar o que não existe tornou-se uma das expertises do Partido dos Trabalhadores, somente quando na alça de mira estão os adversários. Então deputado federal pelo PT paulista, José Eduardo Martins Cardozo (atual ministro da Justiça) assumiu, em 2005, a sub-relatoria de contratos da CPMI dos Correios, que investigou o Mensalão.
À época, cumprindo ordens superiores para identificar em meio aos documentos eventuais escândalos que pudessem livrar o PT do furacão, Cardozo decidiu criar caso com os contratos entre as empresas aéreas de carga e os Correios.
Sem se valer da capacidade interpretativa de qualquer advogado minimamente competente, José Eduardo Cardozo insistiu na tese de que os aviões que transportavam a carga dos Correios deveriam ser remunerados pelo peso transportado. Uma visão propositalmente obtusa, pois uma aeronave fica à disposição dos Correios o tempo todo, sem poder carregar nenhuma mercadoria alheia à empresa. Ou seja, não importa se a aeronave, a mando dos Correios, carrega dois parafusos ou um trator, pois o valor cobrado pelo transporte será idêntico. Para que fique mais claro e compreensível, é o mesmo que contratar uma festa para mil pessoas e ao final querer pagar menos do que o combinado porque apenas cem convidados compareceram.
Isonomia deveria prevalecer
Quando o assunto é corrupção ou qualquer outro delito correlato, a postura do Estado deve ser firme e única, independentemente do partido ou corrente ideológica do investigado. Não importa se PT ou PSDB, ou qualquer das muitas legendas existentes no País, ninguém pode ficar impune ou ser condenado por causa de interesses escusos de governantes.
No Brasil atual, a grande questão é que petistas quando flagrados em alguma transgressão acionam a cantilena do golpe das elites, como se os próprios não fossem elitistas com todas as letras. No contraponto, quando um adversário é acusado de alguma irregularidade, o mundo desaba para favorecer o PT, partido que está anos-luz da possibilidade de ser um amontoado de monges.
Encarando a verdade
Os políticos brasileiros precisam deixar de lado o falso moralismo e a hipocrisia, porque os custos de qualquer campanha eleitoral superam o bom senso e remetem a inevitáveis casos de corrupção. E não há na política nacional quem desconheça essa realidade.
Uma campanha presidencial com chance de vitória não sai por menos de US$ 400 milhões, que equivale a R$ 900 milhões. Ninguém despeja uma fortuna dessas em qualquer campanha por patriotismo ou caridade. Quem o faz exigirá, em algum momento, a devida contrapartida, que muitas vezes torna-se viável por meio do superfaturamento.
Há alguns mais afoitos e endinheirados que embarcam em duas campanhas, sempre as mais importantes e com chances de vitória. Não importa quem vença, a contrapartida a ser paga mais adiante será dobrada para compensar o dinheiro investido na campanha derrotada
Fonte: Ucho.Info

domingo, 2 de dezembro de 2012

ÚLTIMO A SABER DA OPERAÇÃO PORTO SEGURO, CARDOZO ESTEVE POR UM FIO

Supreendida pela investigação da Polícia Federal, Dilma ficou irritada e pensou em demitir seu ministro da Justiça. VEJA desta semana traz a história completa de Rosemary Noronha e de como ela se tornou íntima de Lula e de José Dirceu

CADÊ O MINISTRO? - Ao não conseguir falar com Cardozo, da Justiça, Dilma cogitou demiti-lo
CADÊ O MINISTRO? - Ao não conseguir falar com Cardozo, da Justiça, Dilma cogitou demiti-lo  (Ailton de Freitas/ Agência O Globo)
A presidente Dilma Rousseff soube da Operação Porto Seguro pouco depois das 8 da manhã de sexta-feira por um telefonema de Luís Inácio Adams, advogado-geral da União. Adams havia sido acordado momentos antes por seu número 2, José Weber Holanda, um dos investigados. Dilma pediu para localizar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mas ele não atendia aos telefonemas. Já irritada, a presidente só conseguiu falar com o ministro duas horas depois, quando soube que ele não tinha conhecimento de nada.
A operação pegou Cardozo e o chefe da Polícia Federal, Leandro Daiello, de surpresa, já que foi feita pela superintendência da Polícia Federal de São Paulo, sem comunicação a Brasília. Três dias depois, Cardozo não conseguia dizer à chefe com segurança se havia ou não escutas telefônicas envolvendo Rosemary e o ex-presidente Lula, como chegou a ser noticiado. Só na manhã de terça-feira o ministro confirmou que não houve quebra de sigilo nas comunicações de Rose. Dilma fez duras críticas à atuação do ministro. Chegou a pensar em demiti-lo - desistiu por temer passar a imagem de que não aceita que a PF investigue seu governo.
Por mais incômoda que possa ter sido para Lula e para setores do governo, a operação foi conduzida dentro das normas da PF. Uma mudança na estrutura da autarquia feita na gestão de Tarso Genro (2007-2010) descentralizou as grandes operações. As superintendências regionais ganharam competência para promover ações sem avisar Brasília. Sob Márcio Thomaz Bastos (2003-2007), os trabalhos eram centralizados. O então diretor do órgão, Paulo Lacerda, tinha um responsável pela inteligência e um pela atuação. As ações deviam ser autorizadas por um dos dois e sempre saíam de Brasília - o governo era avisado na véspera. De início, a descentralização foi considerada positiva. Mas ela veio acompanhada de uma restrição orçamentária que praticamente engessou a PF. No governo, a Operação Porto Seguro foi interpretada como um “recado” da PF paulista, que não gosta do gaúcho Daiello (considerado um interventor e criticado pela rigidez com que comandou a superintendência paulista entre 2008 e 2010) nem de Cardozo (que deixou a segurança da Olimpíada e da Copa para as Forças Armadas). Questionado por emissários do governo, o superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon, negou que a operação tenha tido motivação política.     
Quem é a mulher que sabe demais
Reportagem de VEJA desta semana mostra que, quando conheceu Lula e José Dirceu, nos anos 80, Rosemary Nóvoa de Noronha era uma morena de cabelos longos e contornos voluptuosos que, trabalhando como bancária, passou a frequentar o sindicato da categoria em São Paulo. Ex-colegas daquele tempo lembram que ela chegou a participar de plenárias e discussões partidárias, mas nunca se destacou como dirigente de expressão. Fazia mais sucesso nas festas que aconteciam nas quadras do sindicato, que ficava ao lado da sede nacional do PT, no centro da cidade. A proximidade entre as categoria e o partido contribuiu para que ela logo chamasse a atenção de próceres petistas, como o então deputado José Dirceu, de quem se aproximou. Ele a contratou como secretária logo depois. Meses mais tarde, Rose conheceu Lula, então candidato derrotado duas vezes em disputas à Presidência. A partir daí, embora oficialmente continuasse a trabalhar para Dirceu, passou a cuidar da agenda de Lula e a pagar suas contas. A proximidade entre os dois cresceu ao longo dos anos. Quando Lula chegou ao poder, criou um escritório para a Presidência da República em São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, e Rose foi imediatamente encaixada na lista de funcionários. Foi ela a responsável pela reforma do escritório e sua decoração, que inclui um grande mural do petista vestido com a camisa do Corinthians e chutando uma bola. Sobre os sofás, almofadas revestidas com reproduções de fotos do ex-presidente. Logo após a reforma, Rose foi promovida a chefe do escritório. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ALGUÉM PRECISA DIZER A CARDOZO QUE ELE ESTÁ NU



O grande problema dos gestores do Estado não é fazer planos –isso elas fazem num piscar de olhos—, mas falar com a pleteia. Sempre que decidem explicar por que determinados problemas resistem aos planos, eleva-se a taxa de confusão. Veja-se, por exemplo, o caso do ministro da Justiça.
 
Na semana passada, José Eduardo Cardozo disse que preferia morrer a passar uma temporada longa num dos presídios “medievais” do Brasil. Nesta terça-feira, chamado à Câmara para falar sobre índios, o doutor foi espremido pelos ecos dos seus comentários. Nada a ver com os condenados do PT, ele tentou esclarecer.
“As pessoas estão com um problema epidérmico com a questão do mensalão e qualquer coisa que se fale tem a ver com isso. Falo como deputado e como ministro sobre as péssimas condições dos presídios brasileiros há anos. Na verdade, foi uma fala sincera, e absolutamente honesta de quem conhece essa realidade e acha que um governante não tem o direito de esconder a verdade do povo.”
 
Em timbre acaciano, Cardozo disse que a encrenca prisional “é uma questão histórica, que vem de décadas.” Empurrada para baixo do tapete, a “sujeira” parece inexistir. Mas, acumulada, “ela aparece” cedo ou tarde. “Estamos vivendo esse problema” agora, afirmou o ministro.
 
Sempre de mãos dadas com o conselheiro Acácio, Cardozo reiterou: “Não podemos ter no sistema carcerário uma escola de criminalidade. Temos que ter um sistema que recupere e não amplie a potencialidade criminosa…”
“Se tentarmos tapar o sol com a peneira não vamos resolver nada no Brasil. É necessário colocar o problema a nu, à luz. Isso não tem nada a ver com aquele caso, aquele julgamento [do mensalão]. Essa é uma realidade que está posta nesses dias.” O brasileiro, um sujeito simples, olha para Cardozo e enxerga a alma complexa que se esconde dentro dele.
Filiado a um partido que governa o Brasil e seu sistema carcerário há dez anos, o doutor ocupa a poltrona de ministro da Justiça desde janeiro de 2011. Não consegue nem executar o orçamento destinado à melhoria das cadeias. A plateia dispensa o lero-lero. Em vez “colocar o problema a nu” espera-se do ministro que pare de desfilar pelado diante dos refletores.

Josias de souza

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AS PRISÕES, SEGUNDO O MINISTRO

O Estado de S.Paulo

"Se fosse para cumprir muitos anos em uma prisão nossa, eu preferiria morrer." A frase é, por incrível que pareça, da lavra de uma das autoridades responsáveis pela situação do sistema carcerário nacional, que, apesar do tom exageradamente dramático e demagógico da hipótese, tem sido definido com bastante propriedade por seus críticos como um inferno: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O autor da diatribe milita no Partido dos Trabalhadores (PT), a cujos quadros pertencem o ex-presidente Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, principais mandatários da República há dez anos.

O duro diagnóstico foi feito em palestra para 300 empresários, promovida em São Paulo pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) um dia depois de três dignitários petistas - o ex-chefe da Casa Civil de Lula José Dirceu, o ex-presidente nacional do partido José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares - terem sido condenados, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O mais importante deles, José Dirceu, foi condenado a cumprir pena de 10 anos e 10 meses, o que significa dizer que passará pelo menos 1 ano e 9 meses em regime fechado, ou seja, numa cela.

A comparação da vida dos condenados nas prisões com o inferno encontra base, primeiramente, na superlotação. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado 471.154 presos ocupavam as 295.413 vagas disponíveis, o que gera um déficit de 175.841 unidades e a relação de 1,6 preso por vaga. A média, contudo, não retrata as vis condições dos presidiários que vivem no Presídio Aníbal Bruno (PE), no qual seus 5.230 apenados se amontoavam em 1.448 vagas, uma proporção indecente de 3,6 presos por vaga. Não se trata de uma singularidade nordestina: o Presídio Central de Porto Alegre não alcança esse patamar absurdo, mas também ultrapassa a média nacional, pois com 4.470 presos ocupando 1.986 vagas, alcança a média de 2,2 detentos por vaga.

Também é desumana a vida da população carcerária em São Paulo. A média do chamado "cadeião" de Pinheiros, na capital, é de 2,9:5.933 detentos para 2.056 vagas. Diante desse quadro, chamar as cadeias nacionais de "medievais", como fez Cardozo, chega a ser uma platitude: por mais degradantes que tenham sido as condições de aprisionamento na Idade Média, a promiscuidade das celas superlotadas não podia ser comparada com a situação atual do sistema prisional paulista, cuja população aumentou em 12.335 pessoas no ano passado, o equivalente a uma cidade neste país onde 75% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes.

Os atuais governantes poderiam até recorrer a sua constante desculpa da "herança maldita" dos governos anteriores, se as estatísticas não mostrassem que de 2005 a 2011, sob governos federais petistas, o total de presos no Brasil aumentou 74% e os novos presídios ampliaram o número de vagas em 66%. Esta constatação dá razão à crítica do ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva, que disparou: "Infelizmente o governo do PT não investiu praticamente nada. (...) Eles colhem os frutos".

Na verdade, as maiores vítimas deste sistema penitenciário, em que, segundo a correta definição de Cardozo, "quem cometeu crime pequeno sai de lá criminoso maior", não são os governantes, mas os cidadãos pacatos e honestos assaltados e assassinados na escalada de violência comandada pelos chefões criminosos de suas celas. Maurício Zanoide, professor da USP, chegou à conclusão da qual é difícil discordar: "Já que ele (o ministro da Justiça) reconhece uma profunda falha no sistema, aproveite para melhorá-lo". Só que, antes de condenar o desrespeito aos direitos humanos e a impossibilidade da reinserção social nas prisões sob sua responsabilidade administrativa, o ministro avisou à plateia que o ouvia que falava não como membro do governo, mas como "cidadão comum".

Espera-se que, deixando a planície dos mortais usada provisoriamente para criticar e voltando ao topo do poder, ele use sua autoridade para corrigir os erros que apontou corretamente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

MINISTRO DA JUSTIÇA ADMITE O MENSALÃO, VAI SER EXPULSO DO PT



Pelo menos um – O julgamento do Mensalão do PT, tecnicamente nominada como Ação Penal 470, entra no seu sexto dia e mais uma vez os advogados dos réus hão de negar a existência do maior escândalo de corrupção da história nacional, como se o Brasil fosse um vasto criadouro de imbecis. Seguindo a tentativa frustrada do atabalhoado e mitômano Lula, que quis desqualificar o julgamento, os réus são apresentados como reencarnações angelicais, que no máximo cometeram o já prescrito crime de caixa 2.

Enquanto os petistas negam a existência do imbróglio e os palacianos estão proibidos de comentar o assunto, por ordem da presidente Dilma Rousseff, a fala pretérita de um integrante do governo atual desmonta essa teoria do absurdo.

Ex-deputado federal pelo PT de São Paulo, um dos chamados “três porquinhos” da campanha de Dilma e atualmente no comando do Ministério da Justiça, o petista José Eduardo Martins Cardozo reconheceu, em entrevista concedida à revista Veja, em fevereiro de 2008, a existência do mensalão.

“Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos”, disse Cardozo à semanal publicação.

Considerando que alguém que ocupa o Ministério da Justiça deve saber as razões que o levaram ao cargo, não sem antes ter noções básicas de Direito e de justiça, não há como manobrar nos bastidores para salvar a horda de mensaleiros.

É sabido que no Partido dos Trabalhadores a palavra dada nem sempre é honrada, até porque o vento age em favor dos covardes, mas no caso de José Eduardo Cardozo fica difícil desmentir o que foi dito, especialmente para alguém que ocupa a principal pasta do governo. O grande problema é fazer com que Lula se esforce e leia a edição de 16 de fevereiro de 2008 da revista Veja.

Fonte: Ucho.Info

sábado, 21 de julho de 2012

UM TIRO NA NUCA DA NAÇÃO


 
Carlinhos Cachoeira disse que vai à CPI quando quiser, porque a CPI é dele. Quase simultaneamente, um dos agentes federais que o investigaram é executado num cemitério, enquanto visitava o túmulo dos pais. Al Pacino e Marlon Brando não precisam entrar em cena para o país entender que há uma gangue atentando contra o Estado brasileiro. Em qualquer lugar supostamente civilizado, os dois tiros profissionais na nuca e na têmpora do policial Wilton Tapajós poriam sob suspeita, imediatamente, os investigados pela Operação Monte Carlo - alvos do agente assassinado. Mas no Brasil progressista é diferente.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se pronunciou sobre o crime. Declarou que "é leviano" fazer qualquer ligação entre a execução do policial federal e a operação da qual ele fazia parte. E mais não disse. Tapajós foi enterrado no lugar onde foi morto. Se fosse filme de máfia, iam dizer que esses roteiristas exageram. No enterro, alguém de bom-senso poderia ter soprado ao ouvido do ministro: dizer que é leviano suspeitar dos investigados pela vítima, excelência, é uma leviandade.

Mas ninguém fez isso, e nem poderia. O ministro da Justiça não foi ao enterro. Wilton Tapajós era subordinado ao seu ministério, atuava na principal investigação da Polícia Federal e foi executado em plena capital da República, mas José Eduardo Cardozo devia estar com a agenda cheia. (Talvez seja mais fácil desvendar o crime do que a agenda do ministro.) Por outro lado, o advogado de Cachoeira, investigado pelo agente assassinado, é antecessor de Cardozo no cargo de xerife do governo popular. Seria leviano contrariar o companheiro Thomaz Bastos.

Assim como o consultor Fernando Pimentel (ministro vegetativo do Desenvolvimento) e Fernando Haddad (o príncipe do Enem), Cardozo é militante político de Dilma Rousseff e ministro nas horas vagas. O projeto de permanência petista no poder é a prioridade de todos eles, daí os resultados nulos de suas pastas. Cardozo anunciara que ia se aposentar da política, e em seguida virou ministro. Lançou então seu ambicioso plano de espalhar UPPs pelo país e se aposentou (da função de cumpri-lo). Deixou de lado o abacaxi do plano nacional de segurança, que não dá voto a ninguém, e foi fazer política, que ninguém é de ferro. Para bater boca com a oposição e acusá-la de politizar a operação da PF, por exemplo, o ministro não se sente leviano.

Carlinhos Cachoeira era comparsa da Delta, a construtora queridinha do PAC. O bicheiro mandava e desmandava no Dnit, órgão que, além de acobertar as jogadas da Delta, intermediava doações para campanhas políticas, segundo seu ex-diretor Luiz Antonio Pagot. Entre essas campanhas estava a de Dilma Rousseff, da qual Cardozo fazia parte. O policial federal assassinado estava entre os homens que começaram a desmontar o esquema Cachoeira-Delta, e seus tentáculos palacianos. O mínimo que qualquer autoridade responsável deveria dizer é que um caçador da máfia foi eliminado de forma mafiosa. Mas o falante ministro da Justiça preferiu ficar neutro, como se a vítima fosse o sorveteiro da esquina. Haja neutralidade.

Montar golpes contra o Estado brasileiro é, cada vez mais, um crime que compensa. Especialmente se o golpe é montado dentro do próprio Estado, com os padrinhos certos. Exemplo: às vésperas do julgamento do mensalão, um conhecido agente do valerioduto acaba de ser inocentado, candidamente, à luz do dia.

Graças a uma providencial decisão do Tribunal de Contas da União - contrariando parecer técnico anterior do próprio TCU -, Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que permitiu repasses milionários à agência de Marcos Valério, não deve mais nada a ninguém. Os famosos contratos fantasmas de publicidade, que permitiram o escoamento sistemático de dinheiro público para o caixa do PT, acabam de ser, por assim dizer, legalizados. Nesse ritmo, o Brasil ainda descobrirá que Lula tinha razão: o mensalão não existiu (e Marcos Valério se sacrificou por este país).

O melhor de tudo é que uma lavagem de reputação como essa acontece tranquilamente, sem nem uma vaia da arquibancada. No mesmo embalo ético, Delúbio Soares já mandou seu advogado gritar que ele é inocente e jamais subornou ninguém. O máximo que fez foi operar um pouquinho no caixa dois, o que, como já declarou o próprio Lula, todo mundo faz. Nesse clima geral de compreensão e tolerância, o ministro do Supremo Tribunal Federal que passou a vida advogando para o PT já dá sinais de que não vai se declarar impedido de julgar o mensalão. O Brasil progressista há de confiar no seu voto.

Esses ventos indulgentes naturalmente batem na cela de Cachoeira, que se enche de otimismo e fala grosso com a CPI. Se o esquema de Marcos Valério está repleto de inocentes, seria leviano deixar o bicheiro de fora dessa festa.

Guilherme Fiúza

domingo, 21 de novembro de 2010

CARDOZO: DE DESILUDIDO A QUASE MINISTRO.

Desiludido com a vida parlamentar, no ano passado o professor de Direito Constitucional José Eduardo Cardozo, depois de levar muita rasteira de seu próprio partido, anunciou que não disputaria mais um mandato parlamentar, mas seguiria militando no PT. Em pouco mais de um ano sua vida deu uma guinada: ele caiu nas graças da presidente eleita, Dilma Rousseff, e deve ser indicado por ela seu superpoderoso ministro da Justiça.


O segundo José Eduardo da tríade batizada por Dilma de "os três porquinhos" na coordenação da transição, bateu chapa com o primeiro na disputa pela presidência do PT no final do ano passado. Passada a disputa, Cardozo foi mantido na secretaria geral do PT e indicado pelo vencedor José Eduardo Dutra um dos coordenadores da campanha de Dilma. Hoje, os dois Zé Eduardos, Dutra e Cardozo, são unha e carne. Além de serem confundidos um com o outro.

Mas o paulista ainda enfrenta o fogo do grupo petista ligado à senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP). O racha vem do tempo em que ele presidiu a Câmara de Vereadores de São Paulo na gestão de Marta na prefeitura de São Paulo.

perseguição no PT

Na época em que presidiu a Câmara de Vereadores de São Paulo, José Eduardo Cardozo pagou um preço por sua atuação independente. Ele assumiu com a perspectiva de moralizar a Casa. Passou a ser taxado como inconfiável por setores do PT paulista.

Cardozo ganhou expressão na política quando foi secretário de Governo da então petista Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo. Depois, como vereador, presidiu a CPI que investigou a corrupção da gestão Celso Pitta.

Fonte: http://bit.ly/daM4w1