domingo, 4 de setembro de 2011

CAÇA AO HADDAD.

Aonde o ministro da Educação, Fernando Haddad, vai, eles vão atrás. Desde o início de agosto, jovens da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), entidade que faz oposição à União Nacional dos Estudantes (UNE), promovem o que chamam de "Caça ao Haddad".

Nas aparições públicas do ministro, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, membros do grupo estão lá: fazem barulho e lhe entregam um manifesto pedindo a destinação de 10% do PIB para a educação - e não 7%, como previsto no Plano Nacional de Educação (PNE) enviado pelo ao Congresso.

O primeiro encontro dos estudantes com Haddad ocorreu em 12 de agosto, na 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo (SP), na presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Devido à facilidade de acesso ao ministro, os estudantes resolveram repetir a dose. Para embalar as manifestações, até uma paródia do tema do filme "Os Caça-Fantasmas" foi criada.

"Agora que o ministro é pré-candidato a prefeito de São Paulo, com apoio do Lula, está com uma agenda muito cheia. Vimos que era uma maneira eficiente de pressioná-lo e iniciamos a campanha "Caça ao Haddad", explica Clara Saraiva, membro da Executiva Nacional da Anel.

Fonte: A Gazeta

BALCÃO DE NEGÓCIOS

Com o racha nos partidos da base aliada e ameaças diárias de assinatura de CPIs e dificuldades nas votações no Congresso, como a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), o Palácio do Planalto decidiu mudar de estratégia no seu relacionamento com os parlamentares governistas: a ordem é intensificar o contato individual.

Na semana passada, articuladores políticos do governo fizeram um diagnóstico que preocupou o Planalto: praticamente todos os líderes da base aliada estão esvaziados e enfraquecidos. Resultado: as bancadas dos partidos aliados estão sem comando.

E até os líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), perderam a influência no Congresso.

Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff recebeu recados de que os aliados continuam insatisfeitos. Por isso, a ordem é abrir um canal direto de negociação entre os parlamentares e o Planalto.

Diante desse quadro, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, recebeu a missão de atuar para amenizar as queixas. Nas palavras de um auxiliar da presidente, a ordem é conversar não só com os líderes, mas com todas as lideranças partidárias.

Nesse quadro de rebelião permanente, o PMDB passou a ser um foco de preocupações para o Planalto. Dilma decidiu usar mais o vice-presidente Michel Temer e sua influência no partido para conversar com todas as facções. O Planalto quer que Temer enquadre o partido e chame o PMDB à responsabilidade.

"O PMDB também é governo. Por isso, precisa ter responsabilidade de garantir a governabilidade no Congresso Nacional", ressaltou um ministro.

Os líderes temem que essa nova estratégia palaciana enfraqueça ainda mais a influência deles nas bancadas. Mas, num momento em que o Planalto vai precisar muito do Congresso, a ordem é diminuir os riscos. (AG)

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS (Luis Fernando Veríssimo)

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o
levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as
minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos
enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do
delegado...)
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar
mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os
preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos
outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um
oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas.
Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui
exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de
alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a
cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois
perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o
que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.
D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma
coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo
uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu
me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui
preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo.

POSSO SER VOCÊ AMANHÃ ( By Marco Sobreira)


A figura constrita da Deputada Jacqueline Roriz perante seus pares, lágrimas nos olhos, defendendo que quando embolsou a grana ainda não era deputada é de um cinismo oportunista sem precedentes, mas o grande trunfo e o que realmente carimbou sua absolvição, foi: Se formos julgar atos do passado, quantos do senhores estariam aqui?

Perfeito, bastou a pergunta para que o corporativismo jogasse no lixo a ética, a decência, a ficha limpa e a imagem da Câmara, o voto secreto fez o resto. A expressão de felicidade do líder do PT Cândido Vacarezza parece zombar de todos nós que nas mídias sociais esperávamos pela condenação da deputada.

Então fica assim, foi criado a Jurisprudência da impunidade, o passado não conta, está dado o salvo-conduto para a roubalheira, desde que não seja na posse do mandato, claro! A bola agora está com o STF, mas alguém acredita em punição? Até hoje o bando do mensalão do PT não foi julgado e o seu Chefe mesmo com os direitos políticos cassados, recebe altas figuras do Governo e até mesmo da Oposição às escondidas, numa clara afronta à Presidente “democraticamente” eleita.

Ficou muito claro que a Câmara jogou o espírito da Lei da Ficha Limpa na lata de lixo, predomina o protecionismo defensivo, afinal o “eu posso ser você, amanhã”com certeza faria muita gente perder o sono se a Deputada tivesse sido cassada.

Esse é o Brasil da era Lula, acobertar, apadrinhar, ser conivente , desde que os “cumpanheiros” continuem rezando na cartilha do projeto de Poder idealizado por Lula e a cúpula do PT. Será a Presidente Dilma uma pedra no caminho? Pouco provável, o fogo amigo se encarregará de trazer o Grande Chefe de volta.

Não contemos com a oposição para impedir esse desastre, sem número suficiente e sem uma agenda alternativa, vira presa fácil da própria tentativa de sobreviver ao naufrágio. A imprensa ainda é nossa maior arma, embora seus dias de liberdade estão prestes a terminar, aí estaremos a um passo do pensamento único, da democracia de um só partido.

 Se queremos um país livre e democrático a hora da luta é agora, vamos às ruas denunciar a corrupção, a tentativa de mordaça aos meios de comunicação, o aparelhamento irresponsável do Estado, não basta pintarmos os rostos, é preciso pintarmos a alma com as cores da indignação.

A CHARGE DO DIA: "QUADRUNVIRATO"

"

DILMA PROVA QUE LULA É UM MENTIROSO.

Nariz comprido – Querendo se distanciar da pífia e meteórica faxina na Esplanada dos Ministérios, marcado por escândalos de corrupção e outros quetais, a presidente Dilma Vana Rousseff resolvi soltar a voz e tratar de temas que dominaram a pauta política da semana. Um desses assuntos é o financiamento da saúde pública. Com o Palácio do Planalto aterrorizado diante da possibilidade de o

Congresso Nacional aprovar a Emenda 29, Dilma agora discursa favoravelmente à criação de um novo imposto para financiar o setor.
A presidente diz ser contra a recriação da malfadada CPMF, mas explica que nada será feito no setor da saúde sem investimentos. E para tal é preciso buscar uma fonte de financiamento. Em entrevista concedida na quinta-feira (1), Dilma disse que quem afirma que resolve os problemas da saúde sem dinheiro é “demagogo, mente para o povo”.

Pois bem, Dilma Rousseff está certa ao fazer tal afirmação, mas o seu antecessor e mentor eleitoral, o messiânico Luiz Inácio da Silva, disse exatamente o contrário. Em meados de 2006, quando se preparava para a campanha pela reeleição, Lula, em mais um de seus discursos proféticos e mentirosos, afirmou, sem medo de errar, que a saúde pública no Brasil estava a um passo da perfeição.

Passados alguns anos daquela fatídica declaração, nada mudou na área da saúde. E se alguma mudança existiu, certamente foi para pior. O governo federal está aparelhado pelos “companheiros” petistas e loteado entre os integrantes da chamada base aliada, o que faz com que o escoadouro de dinheiro público seja crescente e incontrolável. E qualquer mudança na saúde só acontecerá com dinheiro novo ou corte de gastos, algo que o Planalto deixou parar no campo das promessas.

O mais interessante nessa história toda é que Dilma Rousseff, que foi apresentada ao eleitorado como uma garantia de continuidade das conquistas (sic) da era Lula da Silva, conseguiu provar que seu antecessor é uma tremenda ode à mentira, para não dizer que ele é a mitomania ambulante

Fonte: Ucho.Info

sábado, 3 de setembro de 2011

NINGUÉM MERECE ISSO.

LOGOTIPO DA COPA 2014.


A Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já tem a sua logomarca

Tem logo, mas não tem estádios e aeroportos reformados.
O desenho, nas cores verde, amarelo e vermelho, é inspirado em práticas de políticos brasileiros e foi aprovado por um grupo de notáveis que somente aceitava notas de R$ 100,00 e contava todas as cédulas recebidas.
detalhe: ninguém esta entendendo porque uma das mãos estilizadas só tem 4 dedos.

O MARANHÃO FICA NO BRASIL???!!!



- Para nascer,  Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney;

-Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney,  Marly Sarney e José  Sarney;

-Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney,      que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence  a um  tal de José Sarney;

-Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante,  ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.                     Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;

-Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

-Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até  a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso?  Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José                                 Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria  Pública Kiola Sarney...

Seria cômico se não fosse tão  triste....
Infelizmente, o texto é verdadeiro...

RECADO AOS PORCOS: "NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!!!

Eles acham que podem tudo. E é nosso dever moral, ético, político, humano, dizer-lhes que não. É nosso dever de pais, de filhos, de professores, de alunos, de trabalhadores, de empresários, de leitores, de jornalistas. É nosso dever! Dos homens e das mulheres livres!
Se militantes políticos, mas cidadãos como quaisquer um de nós, eles podem fazer tudo o que não está proibido em lei — ou arcar com as conseqüências da transgressão. Se funcionários do Estado, podem fazer apenas o que a lei lhes permite. Num caso e noutro, é preciso que lhes coloquemos freios. Não são os donos do poder, mas seus ocupantes. E têm de dançar conforme a música da democracia e do estado de direito. Mas eles estão mal acostumados.

Porque o método da mentira deu certo uma vez, eles repetiram a dose. Porque deu certo outra vez, eles insistiram. Agora estão empenhados em transformar o engodo e a trapaça numa categoria de pensamento, num fundamento, num — e isso é o mais pateticamente ridículo — ato de resistência. Têm de ser relatados. Têm de ser denunciados. Têm de ser combatidos onde quer que se manifestem com seu falso exclusivismo ético, com sua combatividade interesseira; com suas duas morais: a que usam para incensar os crimes de seus pares e a que usam para crimininalizar a decência de homens de bem.

Criminalizaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. E ela era boa.
Criminalizaram as privatizações. E elas eram boas.
Criminalizaram o Proer. E ele era bom.
Criminalizaram a abertura do país ao capital estrangeiro. E ela era boa.
Criminalizaram os programas sociais, chamando-os de esmola. E eles eram bons.
Não há uma só virtude que se lhes possa atribuir que não decorra de escolhas feitas antes deles — e que trataram aos tapas e, literalmente, aos pontapés.
Construíram a sua reputação desconstruindo a biografia de pessoas de bem. E acabaram se aliando ao que há de mais nefasto, mais degradante, mais atrasado, mais reacionário, mais vigarista na política brasileira. Poucos são hoje os canalhas da República que não estão abrigados sob o seu guarda-chuva, vivendo o doce conúbio da antiga com a nova corrupção. Se algum canalha restou fora do arco, foi por burrice, não por falta de semelhança. Corromperam, aliás, mais do que as relações entre o público e privado. Promoveram e promovem uma contínua corrupção do caráter.

Perceberam — e há uma vasta literatura política a respeito, que faz o elogio da tirania — que o regime democrático tem falhas, tem fissuras, por onde o mal pode se insinuar e prosperar. Corroem o princípio fundamental da igualdade promovendo leis de reparação destinadas a criar clientela, não cidadãos. E essa doença da democracia já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Estimulam movimentos criminosos, ditos sociais, ou com eles condescendem, porque isso alimenta a sua mística dita socialista — se o socialismo era essencialmente criminoso, e eu acho que era, para eles é a virtude possível para esconder seus vícios. São os porcos de George Orwell, de quem parecem simular também o cheiro. Para eles, a única coisa feia é perder. E isso significa, então, que pouco importam os meios que conduzem à vitória.

Tentaram comprar o Congresso com o mensalão.
Tentaram fraudar uma eleição com os aloprados.
Tentaram destruir um adversário produzindo falsos dossiês.
Tentam agora aprovar uma reforma política que é um escárnio à decência, ao bom senso, à inteligência, à racionalidade. E tudo porque não estão aí para aperfeiçoar os instrumentos do estado do direito que tornem cada homem mais livre, mais senhor de si, mas independente do estado. Eles querem precisamente o contrário. É por isso que “ele” já se disse o pai do Brasil e anunciou que elegeria a mãe. Não é o amor filial que os move, mas o vocação para o mando. Querem um país de menores de idade: de miseráveis pidões, de trabalhadores pidões, de empresários pidões… Até de jornalistas — e como os há! — pidões! E eles odeiam os que não precisam pedir, rastejar, implorar. Acostumaram-se com os mascates de elogios, que têm sempre um “bom negócio” para arrancar um dinheirinho dos cofres públicos. Compram consciências e consideram que os que não se vendem só podem ter sido comprados pelos adversários. Esqueceram-se de que são eles a bênção para os que se vendem porque sempre podem pagar mais.
Estão em toda parte! São uma legião! Realizam a partir desta sexta-feira um congresso partidário, que se estende até domingo. Aproveitarão a ocasião para fazer um desagravo a um dos seus, aquele que se tornou notável, aos 14 anos, segundo testemunho do próprio, porque roubava as hóstias da igreja. Que têmpera corajosa já se formava ali! Até hoje, ao comungar, lembro da minha meninice e colo o Santo Pão no céu da boca. Temíamos, os muito jovens, que o corpo de Cristo sangrasse. Ainda não entendíamos a Transubstanciação da Eucaristia, mas já tínhamos idade para saber que não se deve roubar. É um dos Mandamentos da Lei de Deus! E deve ser um dos mandamentos da lei dos homens. Em qualquer idade.

O ladrão de hóstias pretende ser hoje um ladrão de instituições cheio de moral e razão. Mais do que isso: quer dar à sua saga uma dimensão verdadeiramente heróica. Se, antes, pretendeu ser o paladino da liberdade contra a ditadura, numa história superfaturada, apresenta-se hoje como o paladino da ditadura contra a democracia. O herói é um lobista de potentados da economia nacional e global e reivindica o direito de ter como subordinados homens de estado — cuja conduta é regulada por princípios de ética pública —, com os quais pretende despachar num governo clandestino, paralelo, que se exerce em quartos de hotel, numa espécie de lupanar institucional.

E vilã, na boca e na pena daqueles que tentaram comprar o Congresso, fraudar eleições e destruir adversários, é a imprensa livre, que faz o seu trabalho, que vigia a coisa pública, que zela pelos bons costumes da República — aqueles consubstanciados na Constituição. Querem censurar a imprensa. Querem eliminar a oposição. Querem se impor pela violência institucional. Como os porcos! Aqueles passaram a andar sobre duas patas para imitar seus antigos inimigos. Estes não têm qualquer receio de andar de quatro, escoiceando vigarices, para homenagear os amigos.

Mas não passarão!
Não passarão porque a liberdade de imprensa lhes diz: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque as pessoas de bem protestam: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque a decência se escandaliza: “Não, vocês não podem!”
E por isso eles estão bravos e mobilizam seus sicários na rede. Começam a perceber que o movimento ainda é tímido, mas é crescente. A cada dia, surgem evidências de que suas mentiras perdem vigor, de que suas falcatruas perdem encanto, de que seus crimes buscam mesmo é o conforto dos criminosos, não o bem-estar da população.
Não, eles não podem!
Não calarão a imprensa livre!
Não calarão os homens livres!
Não calarão os fatos.
Agora é a eles que me dirijo, que leiam direito e escutem bem:
“NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!!!”
Entre outras coisas, não podem porque estamos aqui.
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PAPAGAIO DE PIRATA


Lula e Dilma com cara de poucos amigos, Zé Dirceu rindo da situação. Estamos nas mãos desse trio, Deus nos proteja.

UM GRANDE DESAFIO (By Ricardo Ferraço)

  Não será o primeiro nem o último desafio que nós, capixabas, enfrentamos. Historicamente, nosso Estado ficou isolado para proteger Minas Gerais. Depois, passamos por um processo duro na erradicação do café. Vivemos crises políticas, administrativas e éticas. Mas sempre levantamos, sacudimos a poeira e demos a volta por cima. Estamos agora diante de um novo desafio, o de defender um direito assegurado pela Constituição - a compensação financeira diferenciada pelos riscos e ônus envolvidos na exploração do petróleo e do gás.

E são custos pesados. A atividade petrolífera atrai outras indústrias de suporte e uma multidão de trabalhadores. O impacto social e o crescimento desordenado das cidades são inevitáveis. As despesas com infraestrutura se multiplicam, assim como a demanda por moradia, segurança e outros serviços públicos. Sem falar em eventuais prejuízos ambientais. É por isso que temos direito, assim como outros Estados produtores, a uma maior parcela de royalties.
 
Senador Ricardo Ferraço

É puro oportunismo e demagogia o pleito de Estados não produtores por uma divisão igualitária dos royalties. Não é à toa que a emenda Ibsen foi vetada. A emenda coloca produtores e não produtores no mesmo patamar, rasgando a Constituição. Ninguém discorda que o petróleo é um patrimônio de todos os brasileiros e que Estados e municípios não produtores também devem ter uma fatia desse bolo. Mas não à custa do prejuízo - e um prejuízo tremendo - de capixabas e fluminenses.

Convém lembrar que Estados produtores firmaram contratos com a União dando como garantia royalties de lotes já licitados. O impasse poderia ser resolvido com o projeto negociado pelo ex-presidente Lula assegurando os direitos de produtores e a divisão mais homogênea das receitas entre todos os entes federados, no caso do regime de partilha. Mas os Estados não confrontantes não querem esperar até dez anos para colocar a mão na riqueza do pré-sal.

É até justo, mas a solução é a construção de um acordo e não a derrubada do veto à emenda Ibsen. Mas essa é uma tragédia anunciada: são os interesses pontuais da maioria absoluta dos Estados contra a defesa dos direitos constitucionais de uma minoria.

A racionalidade e o equilíbrio federativo precisam se sobrepor à ganância. Para isso, cabe agora ao governo federal liderar a construção de um entendimento capaz de aplainar divergências e harmonizar interesses estaduais. Afinal das contas, derrubar o veto é negar a política e transferir para o Poder Judiciário uma decisão que ninguém sabe como nem quando será tomada.

ESPERA NA SAÚDE: DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

José Adolfo Amaral, 40, funcionário público, entrevistado sobre a demora no atendimento dos pronto atendimentos de saúde - Editoria: Cidades - Foto: Gabriel Lordêllo

Cansado de aguardar na rede pública, José Adolfo pagou por exame e por medicamentos

O pescador José Luís Batalha de Oliveira, 50 anos, espera há mais de quatro anos por uma cirurgia na coluna para corrigir seis hérnias de disco. Assim como ele, milhares de pessoas aguardam meses, até anos, por consultas, exames e cirurgias na rede pública de saúde do país. O tratamento é diferente para as pessoas que têm plano de saúde: essas são protegidas por uma resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS), que começou a valer em março deste ano e exige atendimento num prazo máximo de duas semanas.

Para tentar acabar com essa diferença de atendimento, o defensor público substituto de Baixo Guandu, Vladimir Polízio Júnior, entrou com uma ação na Justiça, exigindo que a resolução da ANS também seja aplicada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação pede, ainda, que rede pública forneça todos os remédios necessários àqueles que não têm condições de comprá-los.

"Apesar de a Constituição Federal garantir a todos o direito à saude, muitos têm que recorrer à Justiça para assegurar seus direitos. É preciso que haja isonomia - igualdade - entre os pacientes de planos de saúde e do SUS", frisa Polízio Júnior.

Nos planos de saúde, de acordo com a ANS, a espera máxima por consultas de clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia e cirurgia geral é de sete dias úteis. Para outras especialidades, o limite é 14 dias.

Na rede pública, a espera é bem maior. Em Cariacica, por exemplo, uma criança chega a aguardar até três anos por uma consulta com neuropediatra, segundo o sindicato dos médicos.


foto: Gabriel Lordêllo
Zelina Martins, 43, comerciante, entrevistada sobre a demora no atendimento dos pronto atendimentos de saúde - Editoria: Cidades - Foto: Gabriel Lordêllo
Fila por cirurgia: "Continuo sofrendo"José Luís de Oliveira 50 anos, pescador
Minha espera já superou quatro anos. Estou na fila por uma cirurgia na coluna para corrigir seis hérnias de disco. Tentei agendar várias vezes, mas nunca consigo. Enquanto aguardo, sofro com as fortes dores e não consigo trabalhar. Como não tenho condições de pagar um plano de saúde, continuo sofrendo.

Do próprio bolso
Muitos dos pacientes da rede pública pagam do próprio bolso pelo procedimento, como o funcionário público José Adolfo Amaral, 40. "Fui atendido pelo médico, mas tive que pagar R$ 65,00 por uma ultrassonografia e comprar os remédios", conta.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) não comentou a ação da Defensoria Pública. Apenas limitou-se a dizer que disponibiliza, mensalmente, por meio de sistema on-line, uma cota de consultas por cidade.

A secretaria disse, ainda, que os atendimentos são agendados e priorizados pelos municípios. E acrescenta que o sistema on-line para marcação de exames está em fase de implantação.

Diferença
3 anos na rede pública
: Esse é o prazo por consulta com um neuropediatra, segundo médicos.
14 dias na rede particular:
É o prazo máximo para consulta com especialista, segundo a ANS.

Médicos: questão se deve à falta de estrutura

Médicos especialistas afirmam: as maiores filas de espera por consultas na rede pública são para neurologia, cardiologia, ortopedia, dermatologia e oftalmologia. Já a lista dos exames mais demorados inclui endoscopia, colonoscopia, tomografia, ressonância e ultrassonografia.

O diretor do Conselho Regional de Medicina (CRM/ES), Adenilton Pedro Cruzeiro, diz que a demora é resultado da falta de estrutura. "Muitos médicos não aceitam os baixos salários oferecidos pelo SUS. Também faltam equipamentos", frisa.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Estado, Luiz Carlos Baltazar, a longa espera é inadmissível. "O poder público não consegue suprir a demanda. E pacientes morrem à espera de exames."

Rosana Figueiredo - A Gazeta

"O paciente do SUS é tratado como cidadão de 2ª classe. Muitos apelam à Justiça para ter atendimento", Vladimir Polízio, defensor público

foto: Gabriel Lordêllo
José Luis Batalha de Oliveira, 50, pescador, entrevistado sobre a demora no atendimento dos pronto atendimentos de saúde - Editoria: Cidades - Foto: Gabriel Lordêllo
Busca por exame: "Falta respeito"Zelina Martins 43 anos, comerciante

Estou esperando há mais de dois anos por uma endoscopia. Sempre que tento marcar, a funcionária da unidade de saúde diz que não tem previsão. Alega que a prioridade é para casos graves. Isso é um absurdo. Pago impostos e tenho direito a um atendimento digno. Hoje, falta respeito com os pacientes.
 
 

TEMPO QUENTE, DILMA COMPRA BRIGA COM O JUDICIÁRIO

Para complicar ainda mais a difícil situação política porque passa o governo da estreante Dilma Rousseff, um entrevero entre os poderes Executivo e Judiciário tende a dominar a cena. No projeto de orçamento da União enviado ao Congresso Nacional na quarta-feira, o governo federal não incluiu a previsão e aumento salarial dos servidores do Judiciário, inclusive de ministros.

Anteriormente, na proposta de orçamento que enviou ao Executivo, o ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo, destacou que seriam necessários R$ 103 milhões para fazer frente ao aumento de salário dos ministros e dos servidores do Tribunal. E lembrou que o Executivo não poderia alterar a proposta. Acontece que o governo da presidente Dilma Rousseff tem alegado que por conta da contenção de gastos gerada pela crise internacional é impossível reajustar os salários dos servidores.
Responsável pela elaboração do orçamento federal, a ministra Miriam Belchior (Planejamento), disse que “Não faremos guerra com o Judiciário. Não há sentido, da mesma maneira que não fizemos com o funcionalismo. Estamos discutindo com o Judiciário se é apropriado esse projeto de aumento nos limites que estão propostos ao Congresso Nacional”. Há na Constituição Federal um dispositivo que estabelece o percentual do valor arrecadado pela União que deve ser repassado ao Judiciário, o que em tese impede a ingerência de um poder em outro.

Na quinta-feira (1), o ministro Cezar Peluso reagiu à decisão do governo e disse que pode ter havido um equívoco por parte do Executivo e espera que isso seja corrigido. A reação de Peluso surpreendeu o governo e a presidente Dilma Rousseff determinou à ministra do Planejamento que voltasse a conversar com o principal representante do Judiciário. O encontro terminou na noite de quinta-feira e, segundo informações, o Palácio do Planalto manterá o corte, mas enviará mensagem ao Congresso sobe o pleito do Judiciário, que no total chega a R$ 8 bilhões. O acréscimo no orçamento do Judiciário servirá para reajustar os salários dos servidores e ministros.

 O Poder Judiciário custou aos brasileiros, em 2010, R$ 41 bilhões. Com o novo pleito, a conta da Justiça em todo o País saltará para incríveis R$ 49 bilhões. É verdade que se trata de valores estratosféricos, mas o custo da briga entre os dois poderes pode ser ainda maior, se consideradas as consequências desse enfrentamento.

Fonte: Ucho.Info

BOLA QUADRADA, ORLANDO SILVA TEM QUE EXPLICAR REPASSE DE 6 MILHÕES

O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, foi convidado a explicar um repasse de R$ 6 milhões, sem licitação, ao Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol). O convite foi assinado pelos deputados federais Fernando Francischini (PSDB-PR) e Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara, por meio de requerimento enviado na quinta-feira (1) à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC).
O recurso estava destinado ao cadastramento das torcidas organizadas, como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com informações do site Estadão online, o contrato foi assinado no final de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado em abril deste ano, mas o projeto ainda não saiu do papel.
Os tucanos querem ouvir membros do ministério, além do presidente do Sindafebol, Mustafá Contursi; do vice-presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Alexandre Husni, e de Weber Magalhães, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no Centro-Oeste. Contursi já adiantou que o dinheiro encontra-se guardado sem ter gasto um tostão.