Mostrando postagens com marcador pelegos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pelegos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O CIRCO LULO- PETISTA NO DIA DO TRABALHADOR.

“Hoje tem marmelada, tem sim senhor, hoje tem goiabada tem sim senhor. E o palhaço o que é?... É ladrão de muié”.


E lá vai o palhaço do circo concitando a petizada a responder em uníssono, o “tem sim senhor” e o “é ladrão de muié”.

De fato, para os sindicatos nunca foi tão fácil, tão gratificante ser o animador de uma claque idiotizada.

Para alegrá - los, dá - lhes sorteios. Carros, casas, geladeiras ... são distribuídos, alegremente. É a paga pela subserviência, por não reclamarem, por julgarem que uns miseráveis trocados pagam a exorbitância que é arrecadada pelos sindicatos, de cada trabalhador, obrigatória e mensalmente.

E viva o desgoverno! E vivam os sindicatos.

O sindicalismo ri de orelha a orelha. O desgoverno, também.

Belíssima maracutaia a do engodo institucionalizado, “pois é dando que se recebe”.

Chegar aos píncaros do sindicalismo é a pós - graduação do pelego.

No início, matricular – se no partido, condição “sine qua non” para galgar a árdua escada do sucesso.

Lá chegando, o que é um justo prêmio para um radical subordinado ao desgoverno, deitar e rolar nas mordomias, “botar para quebrar” que o nepotismo da posição facilita.

Depois, o céu é o limite. Um polpudo cargo no desgoverno, a presidência de algum fundo de pensão, um cargo político, um cargo eletivo, só Deus sabe aonde pode chegar um “verboso cabra da peste”.

Hoje, é maravilhoso ser dos sindicatos. Entidades sem limites, sem freios, que recolhem fábulas em contribuições mensais de seus associados (obrigatória), e, o impensável, por decreto de “nossa majestade”, não prestam contas a ninguém.

Por isso, queremos ver quem é capaz de arrancar o sorriso maroto do semblante de qualquer sindicalista.

As regalias e a desobrigação financeira são de graça? Quase. Basta uma canina obediência aos ditames do desgoverno.

Por tudo, creiam, o palhaço não se limita a ser “ladrão de muié”.

Ele surrupia a nossa dignidade, o nosso senso, a nossa faculdade de julgar, o nosso dinheiro, em troca de uma submissão aos seus diletos donos.

Portanto, ao distribuir pelo Brasil a fora, com estardalhaço e embalado ao som de famosas duplas sertanejas, esmolas para uns poucos sorteados, cria para o restante, a resignação de que eles poderiam ser os premiados. Como não foram, fica para o próximo ano.

Nós também estamos no circo. Na jaula dos macacos, olhando aparvalhados, escutando a cantilena, mas, infelizmente, mudos.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira - http://bit.ly/jA2lG1










terça-feira, 19 de outubro de 2010

O FUTURO DO PT- Lucia Hipollito -

O povo ingênuo e a pseudo elite de oportunistas correm o risco de queimar o futuro do País (sejam: nossos filhos e netos) desvalorizando seus votos na troca por fugaz e falsa conveniência!!!"

Uma aula de história - O futuro do PT

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário.

Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música".

Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças.

Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos,fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.

Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.