quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

TIRO NO PÉ, DESMASCARANDO LULA E CABRAL



Faltando alguns dias para a abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o então presidente Luiz Inácio da Silva, dias antes de enfrentar uma sonora e constrangedora vaia no Maracanã, disse, sem medo de errar, que encerrado o evento esportivo a região metropolitana da capital fluminense teria à disposição o melhor e mais eficiente sistema de segurança pública do País.
Nove entre dez pessoas que ouviram tal declaração sabiam que tratava-se de uma monumental mentira, mas mesmo assim Lula insistiu no discurso. Esse messianismo barato e mambembe de Lula, que marcou os oitos anos de sua passagem pelo Palácio do Planalto, não passa de retórica de camelô, que vende aos incautos produtos de origem e eficiência duvidosas.

Para provar que a mitomania de Lula é algo conhecido e longevo, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou na terça-feira (7) que, entre vinte índices de violência, cinco deles registraram alta expressiva em 2011: sequestros-relâmpago (62%), roubo de carga (17,3%), estelionato (21,6%), “saidinha de banco” (15,5%) e extorsão (37,2%).

A migração dos marginais para outras modalidades de crime resulta da ação isolada do governo estadual em morros e favelas, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Os bandidos deixam de praticar crimes nos locais onde moram, mas passam a atuar longe dos olhos dos policiais das UPPs. Em outras palavras, os criminosos são metamorfoses ambulantes.

Por ocasião da mitômana profecia, Lula estava acompanhado do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), um fanfarrão famoso que sai de cena quando a situação não lhe favorece. Acostumado a viver na política como “papagaio de pirata”, Cabral Filho continua acreditando que o Rio avançou sob sua batuta. Mas a democracia, em qualquer parte do planeta, tem dessas aberrações, até porque cada um é livre para pensar e dizer o que quiser.

Fonte: Ucho.Info

EM 2001 LULA E O PT APOIARAM A GREVE DOS PMS DA BAHIA, AGORA SE CALAM



Quem te viu… – O silêncio do PT diante da greve de policiais militares da Bahia já era esperado. A missão de enfrentar a opinião pública ficou a cargo do governador Jaques Wagner, a quem compete dar as devidas explicações sobre o caos que se instalou na terra de todos os santos.

O acanhamento petista, que não aconteceu por ocasião da reintegração de posse de área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), se deve ao fato de que ilustres petistas patrocinaram greve da mesma PM baiana em 2001. É o caso do próprio Jaques Wagner.

Além do governador baiano, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva patrocinou e incentivou a greve dos policiais militares da Bahia, em 2001. Na ocasião, Lula, que engrossava o estridente discurso oposicionista, acusou o então governador baiano César Borges de ter incitado a violência, saques e arrastões durante a greve da PM para, de acordo com o ex-metalúrgico, enfraquecer o movimento grevista.

Durante a Caravana da Agricultura Familiar, realizada em julho de 2001 na cidade gaúcha de Santa Maria, Lula disparou contra o Palácio de Ondina, sede do Executivo baiano. “Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. O que o governo tentou vender? A impressão que passava era a de que, se não houvesse policial na rua, todo baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita [da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio] foi para o segundo turno [nas eleições para a prefeitura]. Você percebeu que, na época, terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões?”, disse o agora situacionista Lula da Silva.

Sobre o direito de greve dos servidores públicos, matéria que aguarda aprovação por parte do Congresso Nacional há mais de duas décadas, Lula defendeu a tese de que todo trabalhador tem o direito de cruzar os braços. “A PM pode fazer greve. Minha tese é que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra”, declarou Luiz Inácio.

É sabido que a incompetência de Lula leva a discursos vazios e oportunistas, mas  queremos  saber se o ex-presidente continua agarrado ao discurso de então ou mais uma vez jogará a coerência na vala do descarte. Como bem disse o próprio Lula, para alfinetar sues adversários políticos, “nunca antes na história deste país”.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PSDB: APÓS AEROPORTOS, PT DEVE DESCULPAS POR PRIVATIZAÇÕES

 
Após o governo federal ter feito o leilão para a exploração dos terminais aéreos de Cumbica, em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, o PSDB defendeu nesta terça-feira a bandeira da privatização e disse que pretende levar o legado da venda da mineradora Vale e da telefonia às próximas eleições, tanto no pleito municipal de outubro quanto na corrida presidencial de 2014.

"Vai ser uma bandeira nas eleições municipais, estaduais, presidenciais, o que quer que seja. (Se não defender) não será candidato do PSDB. Nossa política, enquanto governo, legado, trajetória, não foi devidamente valorizada por nós e foi apropriada pelo PT e apropriada da forma mais cínica possível", disse o presidente nacional tucano, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE).
"Faltou defender (as privatizações) na campanha e na sua vida. A falta de defesa do nosso legado foi uma grande falta nossa. Não valorizamos como devíamos. Um partido que não valoriza sua história vive com dificuldades", admitiu o dirigente.

"Mais que desculpas ao PSDB, o PT deve desculpas à sociedade brasileira. Apregoou que a privatização é um mal e cedeu. O PT deve desculpas à sociedade brasileira como um todo", completou o líder tucano na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PSDB-PE).

No leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda, o aeroporto de Brasília foi o que teve o maior valor acima da oferta mínima exigida pelo governo. O consórcio Inframerica Aeroportos levou a concessão na capital federal com a oferta de R$ 4,5 bilhões, ante preço mínimo de R$ 582 milhões - um ágio de 673%.

O consórcio formado por Invepar, OAS e a sul-africana ACSA, apresentou a melhor oferta econômica pela concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), no valor de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 375% sobre o preço mínimo de R$ 3,4 bilhões. Já o consórcio que inclui a Triunfo Participações e a francesa Egis Airport Operation fez a proposta financeira mais elevada pelo aeroporto de Viracopos (SP), de R$ 3,8 bilhões. O preço mínimo era de R$ 1,47 bilhão - ágio de 159%. Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema aéreo brasileiro.

Na avaliação do PSDB, que disse que, por ora, faz apenas uma "crítica política" à privatização dos aeroportos no governo Dilma, o Partido dos Trabalhadores (PT), que comanda o Executivo federal pelo terceiro mandato consecutivo, não teve "coragem política" de rever as críticas que fez às privatizações tucanas.

"Fiz uma crítica política às privatizações. Para uma crítica técnica vamos esperar os elementos. O filé foi cedido, o osso não. O problema (do PT) é não ter coragem política pelo que está fazendo. Houve a demonização de um processo que teve muito mais acertos do que erros. Estamos mais uma vez no caminho certo de uma forma obscura. A presidente assume um governo com o discurso contra as privatizações, (dizendo que é) 'coisa de tucano' e já devia ter feito a privatização dos aeroportos", declarou Sérgio Guerra.

Investimentos

Até o final da concessão de cada aeroporto estão previstos investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões em Guarulhos, R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Os três aeroportos têm prazo de concessão diferentes. São 20 anos para Guarulhos, 25 anos para Brasília e 30 anos para Viracopos. Além da outorga, os concessionários terão que ceder um percentual da receita bruta ao governo, dinheiro que irá para um fundo cujos recursos serão destinados ao fomento da aviação regional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar até 80% do investimento total previsto no edital do leilão para os três aeroportos.

Copa 2014

As concessionárias também têm investimentos mínimos estabelecidos para obras concluídas até a Copa de 2014. Para Brasília, estão previstos R$ 626,5 milhões, que devem ir para um novo terminal de passageiros para pelo menos dois milhões de pessoas por ano. Em Viracopos, a vencedora do leilão terá que colocar R$ 873 milhões, incluindo um terminal para 5,5 milhões de passageiros por ano. Já em Cumbica, a empresa deverá construir um terminal para sete milhões e fazer investimento de R$ 1,38 bilhão. Além disso, estão previstas obras de ampliação de pistas, pátios, estacionamentos, vias de acesso. Os contratos assinados determinam o estabelecimento de padrões internacionais de qualidade de serviço.

O que muda na operação

- A estatal Infraero é responsável pela operação dos aeroportos no Brasil
- Agora, nos aeroportos concedidos, a Infraero será sócia dos concessionários privados, com participação de 49%

- A partir do contrato, haverá um período de transição de seis meses no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, que pode ser prorrogado por mais seis meses, o novo controlador assume o controle das operações do aeroporto

- A Infraero continuará operando 63 aeroportos no País, responsáveis pela movimentação de cerca de 67% do total de passageiros

- Não há previsão de aumento ou diminuição das tarifas
Fonte: Terra noticias

PMDB E PT EM CAMINHOS OPOSTOS EM VITÓRIA E NO ESP.SANTO

Mudança no tabuleiro da Capital
É difícil não avaliar como afastamento, separação, esfriamento ou algo do tipo as declarações para A GAZETA do presidente do PMDB no Estado, deputado Lelo Coimbra, sobre o PT. Ao defender um "novo ciclo" em Vitória, Lelo sinaliza que os partidos deverão ficar em lados diferentes na eleição da Capital.

Além disso, soou como mais um sinal do mal-estar entre as siglas, já apontado em colunas anteriores. Vejamos: primeiro o prefeito João Coser (PT) passou a declarar apoio à colega Iriny Lopes, após apostar na aliança com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) durante boa parte de 2011. O meio político foi surpreendido com essa mudança de discurso.

Depois, quando A GAZETA trouxe à tona as suspeitas sobre as desapropriações da Prefeitura de Vitória, alguns peemedebistas cogitaram nos bastidores se afastar do projeto petista. E agora, por fim, Lelo indica que o PMDB trabalha com outro projeto que não o da petista Iriny Lopes.

Claro que esse movimento não seria feito sem o aval do ex-governador Paulo Hartung, maior liderança do PMDB e do grupo político ao qual Lelo pertence.

Aliás, a interlocutores próximos, Hartung já viria sinalizando, há algum tempo que a cidade quer um projeto diferente do PT. Em outras palavras: ele e seu grupo não caminharão com os petistas, pondo fim a uma aliança que começou no governo dele.

O fato vêm gerando interpretações diversas no meio político. Uma leitura mais pragmática aponta, por exemplo, que é conveniente para Hartung agora se afastar de Coser e da gestão petista na Capital, hoje envolvida em desgastes políticos e administrativos.

Outra avaliação: Hartung retorna ao campo político da "reforma", ou seja, ao seu campo ideológico de militância, que nunca incluiu o PT. "O ex-governador está se reconciliando com sua história de vida, retornando ao seu campo onde se sente mais confortável", observa o cientista político Fernando Pignaton.

O fato é que há sinais claros de mudança no tabuleiro. De um lado está o PT e Iriny, e de outro o PMDB e o bloco hartunguista. Os nomes colocados nesse grupo são Luciano Rezende (PPS), Lelo Coimbra (PMDB), Ricardo Ferraço (PMDB) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Este último se "reconciliou" com Hartung, após as críticas a ele na campanha de 2010.

Se eles caminharão juntos no primeiro turno ou não, só o tempo dirá. Mas o fato de contarem com a simpatia de Hartung é mais um sinal de que ele conta com opções para não ficar com o PT e não ser candidato, como aliás já vem indicando a aliados próximos.
Fonte: Praça oito - A Gazeta

MANTEGA É CHAMADO PARA DAR EXPLICAÇÕES

Tanto o ministro quanto o ex-presidente da Casa da Moeda devem ser convocados

As explicações apresentadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, não convenceram a oposição.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), protocolou ontem dois requerimentos na Comissão de Assuntos Econômicos, um convidando Mantega e outro destinado a Denucci para que prestem esclarecimentos na Casa.

"As explicações do ministro comprometem o governo, quando ele admite que demitiu o presidente da Casa da Moeda por pressão do PTB. O ministro admitiu ainda que nomeou para um cargo estritamente técnico alguém que atenderia a interesses políticos. Isso sem falar nas denúncias de corrupção que pesam sobre o ex-presidente da Casa da Moeda", justificou Dias.

Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) chamou representantes da empresa WIT, que identificou que os US$ 25 milhões movimentados por Denucci em paraísos fiscais teriam sido de comissão paga a fornecedores da Casa da Moeda. O requerimento será protocolado na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) do Senado.

"O governo estabeleceu uma distinção entre os ministros do PT e de outros partidos em meio a denúncias de corrupção. Se for rejeitado o convite a Mantega, será o terceiro ministro petista que será protegido pelo governo para não vir dar explicações no Congresso. Primeiro foi o Palocci (ex Casa Civil), depois o Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)", disse Dias.

Fonte: A Gazeta

RISCO: CESARIANAS NO BRASIL SÃO UMA "EPIDEMIA"

Na rede privada, índice chega a 82% e na rede pública, 37%; ideal é em torno de 15%

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o País alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em 2010, a taxa subiu para 52%. A Organização Mundial da Saúde recomenda que essa taxa fique em torno de 15%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%.

"É uma epidemia. É inaceitável para nós. Tem hospitais que se aproximam de 100%. E há uma pressão, às vezes, da própria paciente para que isso aconteça. Existe muito desconhecimento", afirma o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. Segundo ele, é preciso reforçar que a mulher tem o direito a anestesia, para aquelas que têm medo da dor, além do acompanhante durante todo o processo.

Estudos comprovam que as chamadas "cesáreas eletivas" são as que representam maior risco. Nesse tipo de parto, a mãe agenda o dia do nascimento e o bebê nasce sem que ela entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, principalmente respiratórios, na criança. 

Fonte: A Gazeta

O BEIJO DA MORTE

Em língua inglesa, é hábito denominar kiss of death os governos dos partidos democráticos vitoriosos em eleição majoritária que chegam ao poder sem maioria no Legislativo. São beijos da morte porque, embora vitoriosos, ficam impossibilitados de aprovar emendas constitucionais, que exigem três quintos de votos para aprovação, ou metade mais um para maiorias simples que dependem de alianças. Getúlio Vargas, quando não venceu o beijo da morte, apelou para o regime de exceção, entre 1937 e 1945, quando deposto, chamado por um constitucionalista famoso como Karl Loewenstein de "neopresidencialismo", em que um dos detentores do poder está acima dos demais. Reservou-se para "ditadura", um órgão estatal com exclusão de todos os demais, que monopoliza o poder.

Lula, eleito com espetacular votação, não obteve maioria para a bancada do PT na Câmara e ficou, pois, sujeito à limitação do beijo da morte, de que se livrou pela aliança clandestina com parlamentares de partidos outros que o PT. Assim obteve aprovação tranquila mesmo de emenda constitucional como a indesejada reforma da Previdência Social. O "milagre" só foi explicado quando estourou o escândalo que revelou a origem dos 40 votos necessários à aprovação da reforma da Constituição, tentada antes por antecessores, sem sucesso. Diante do escândalo, a popularidade de Lula desabou de 80% para 20%. Por várias vezes declarou enfaticamente que desconhecia a manobra gerada no próprio gabinete, tanto que se disse traído sem dizer por quem, mas penosamente aceitou a demissão de seu chefe da Casa Civil, encarregado da conduta política do governo e disso acusado pelo presidente do PTB, delator da manobra.

Depois da mancha moral apurada, o honrado procurador-geral da República, dr. Antônio Souza, nomeado pelo próprio presidente Lula, os denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2007 como associados a uma "organização criminosa". A denúncia foi acolhida e o processo, afinal, está pronto para julgamento. O voto do relator já proferido, resta a última possibilidade vergonhosa de vitória dos interessados na prescrição do julgamento. Trata-se do voto do ministro Lewandowski, revisor que anunciou suspeitamente só proferi-lo em 2013, quando já estará o processo prescrito definitivamente e os réus absolvidos. Agradou, sem dúvida, ao ex-presidente Lula, que declarara publicamente dedicar-se a tudo fazer para salvar os denunciados da "farsa do mensalão".

A presidente Dilma também assumiu o governo sob condições do kiss of death, mas não teve dificuldade em governar. Em vez de usar um tipo de mensalão, conseguiu maioria no Legislativo distribuindo o poder com os partidos teoricamente de oposição, mas submetidos os nomes de indicados ao butim ministerial à sua preferência pessoal. Norma que lembra o papel do Serviço Nacional de Informação (SNI), oferecendo aos presidentes militares garantia de honorabilidade de indicados a nomeações no período do neopresidencialismo militar. Missão reforçada pelo AI-5 na ditadura, revogada em outubro de 1978, por emenda constitucional. Desde a sua formação, tem estado o governo atual sob a influência da eminência parda do ex-presidente Lula, de que poucas vezes, penosamente, se libertou. Assim tem se mantido, com o preço da demissão de nove ministros envolvidos, exceto dois, em desonestidades, apesar de avaliações sem parecer desfavorável para o cargo.

A conclusão é que governar sem maioria legislativa por meio de negociação de votos, para obter a maioria eventual, é de segurança precária. No início do governo Lula, salvou-o a negociação desprimorosa do mensalão, pagamento a deputados venais para votarem favoravelmente a todos os projetos de lei da iniciativa do Executivo, inclusive emendas constitucionais, como a da Previdência Social, rejeitada maciçamente no governo anterior. Descoberta a manobra torpe, seus autores estão desde 2007 denunciados em processo no Supremo. O beijo da morte prosseguiu ameaçador, mas o empecilho não eliminado foi substituído por uma política de sociedade na formação do governo.

A presidente Dilma não parece empenhada em qualquer projeto irregular de remoção do beijo da morte, mas de neutralizá-lo por uma base governista que lhe garanta maioria no Congresso. Em lugar de comprar os votos, no sentido de trocar o voto de parlamentares, vendê-los ou alugá-los, obter o mesmo resultado distribuindo, entre os partidos, a chave do cofre ministerial, ainda que impondo-lhes a escolha dos nomes que os representem na gostosa companhia. Não havendo a obrigação de seguir uma norma como a do "centralismo democrático" dos partidos comunistas, tudo o que a presidente pode cobrar para aceitar cada nome indicado resume-se num currículo onde não conste ser claramente antiesquerdista (exceto se convertido) e nenhuma suspeita de desonestidade. Em tão pouco tempo, porém, a presidente já pôde julgar os homens que escolheu para satisfazer seus partidos, segundo o pensamento do santo católico referente "às grandezas e misérias da natureza humana".

Bom será, para os bem-vindos de outras plagas do pensamento, seguir a vocação da defesa de uma política de respeito aos direitos humanos no combate aos ditadores, com o cuidado especial, se estiver em visita oficial a Cuba, de excluir do julgamento do meio século da tirania fidelista que chega a defender: "Os primeiros que lhe jogam pedras têm telhado de vidro".

Jarbas Passarinho - Correio brasiliense

LULA IMPÔE LIDER DO PT NA CÂMARA E TROCA SEIS POR QUATRO



Intruso na área – Não bastasse o extenso dano causado ao País nos oito anos em que ocupou o Palácio do Planalto, algo que só será revertido ao longo de décadas, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva continua atuando nos bastidores da política nacional, sempre com o objetivo de ludibriar a opinião pública.

A escolha do líder do PT na Câmara dos Deputados passou obrigatoriamente pelo crivo do messiânico Lula, que não quer ver a legenda atirada na vala das discussões sobre corrupção, principalmente em ano eleitoral. Depois de bancar a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, impedindo a realização de prévias partidárias, Lula decidiu que o novo líder do PT na Câmara será o deputado federal Jilmar Tatto (SP).

Lula conversou com o líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), que está deixando o cargo, e com José Nobre Guimarães, que cobiçava a liderança, e alegou que no ano em que o PT parte com força para as eleições municipais, o partido não pode ser lembrado por escândalos passados. A preocupação do ex-presidente encontra explicação no fato de José Nobre Guimarães ter sido incluído no escândalo que ficou conhecido como “dólares na cueca”. Em 2005, José Adalberto Vieira da Silva, então assessor parlamentar de José Nobre Guimarães na Assembleia Legislativa do Ceará, foi preso no aeroporto de Congonhas com R$ 200 mil na valise e US$ 100 mil na cueca, no momento do embarque.

À Polícia Federal, Vieira da Silva disse que era agricultor e que o dinheiro era proveniente da venda de legumes no Ceagesp, mas o depoimento não convenceu os policiais. Com o assessor petista a PF encontrou uma agenda e atas de reuniões do PT. Coincidência ou não, José Nobre Guimarães, que alegou não saber de coisa alguma, estava em São Paulo, onde participou de reuniões partidárias.

A preocupação de Lula em relação à liderança da bancada petista na Câmara também se justifica pelo fato de José Nobre Guimarães ser irmão do ex-deputado federal José Genoíno, acusado de envolvimento no escândalo do “Mensalão do PT”, assunto que em breve deverá entrar na pauta de julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Mas Lula pode ter trocado um escândalo de grandes proporções por outro menor. Na gestão da também petista Marta Suplicy à frente da prefeitura de São Paulo, o clã do qual faz parte Jilmar Tatto ganhou importância e notoriedade dentro do PT. Como moeda de troca ao apoio à prefeita, Jilmar assumiu quatro secretarias: Abastecimento, Governo, Implantação das Subprefeituras e Transportes. Arselino, seu irmão, foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

À época, a família Tatto, cujo reduto eleitoral é o bairro pobre de Capela do Socorro, na Zona Sul paulistana, indicou diversos aliados para cargos na prefeitura, especialmente no serviço funerário, onde brotam denúncias de corrupção. Desde que o PT perdeu o trono da maior cidade brasileira, diversos apaniguados do clã dos Tatto foram acomodados em outras prefeituras comandadas pelo ou por partidos aliados. A força política da família de Jilmar Tatto – oito dos seus nove irmãos são filiados ao PT – também justifica a decisão de Lula, que quer conquistar a prefeitura de São Paulo com Fernando Haddad.

Acontece que como secretário de Transportes da cidade de São Paulo, Jilmar patrocinou um projeto que tirou da clandestinidade as vans de transporte de passageiros, organizando-as em cooperativas. Por conta de seu relacionamento com os motoristas de vans, Jilmar foi alvo de investigação do Ministério Público paulista, sob a acusação de interferido para ajudar uma cooperativa de vans vinculada à facção criminosa que controla os presídios paulistas.

Resumindo, em termos de escândalo o ex-presidente Lula trocou seis por quatro, o que não significa que a artilharia da oposição está aniquilada.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

GUERRA ÀS DOENÇAS TROPICAIS

Embora as doenças tropicais aflijam cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, elas são geralmente chamadas pelos especialistas de "doenças esquecidas". E, seja por deficiência dos serviços de saúde pública, seja pela falta de pesquisa de novos remédios pelos principais centros médico-científicos e pelas indústrias farmacêuticas, não recebem os cuidados e a atenção devida. Na verdade, são as populações pobres que têm sido esquecidas, como disse Caroline Anstey, do Banco Mundial (Bird). Há anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os governos de vários países procuram amenizar o problema, mas não há meta definida de erradicação desses males. Isso pode começar a mudar com a destinação de US$ 785 bilhões para a erradicação de dez doenças tropicais, como a hanseníase, a malária, a doença de Chagas, a esquistossomose e a dengue, até 2020. Metade dos recursos virá da Fundação Bill & Melinda Gates, em parceria com o Bird, a OMC e os governos dos EUA, Grã-Bretanha e Emirados Árabes Unidos, como foi há pouco anunciado em Londres. Como assinalou a OMC não se trata apenas de uma questão humanitária. Essas doenças causam perdas bilionárias de produtividade.



Sem desmerecer a importância de doações filantrópicas, há uma forte motivação econômica nessa iniciativa, que pode vir a ser a maior na área de saúde pública, em termos globais, até agora. Com a expansão das economias dos países em desenvolvimento nos últimos anos, houve um aumento apreciável do poder aquisitivo das populações das regiões tropicais, fortalecendo mercados antes de pouca importância no comércio internacional. Os 13 maiores laboratórios farmacêuticos do mundo, que se engajaram na campanha, têm pleno conhecimento disso e não ignoram que, além de vender novos medicamentos que vierem a ser desenvolvidos, terão também de subsidiar ou doar milhões de doses, uma vez que, se o objetivo é a erradicação de endemias, o esforço não pode ficar limitado pela baixa renda de boa parte dos povos que vivem em países tropicais.

Até agora as grandes indústrias farmacêuticas mundiais não vinham dando a importância devida à pesquisa e desenvolvimento de remédios para tratamento de doenças comuns nos trópicos, concentrando-se na produção de medicamentos destinados ao mundo desenvolvido ou às camadas de maior renda dos países emergentes. A introdução de novos tratamentos ficava, em grande parte, a cargo dos institutos de pesquisas dos países tropicais - e o Brasil obteve avanços significativos nessa direção - ou de instituições públicas de países que foram, no passado, grandes impérios coloniais, como a Grã-Bretanha e a França. O ingresso de laboratórios internacionais na campanha deve dar grande impulso à pesquisa nessa área. A Bayer se comprometeu, por exemplo, com um projeto para tratamento e possível cura da doença de Chagas, que mata 10 mil pessoas por ano na América do Sul.

O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que esteve na reunião de Londres em que foi lançado esse programa, considera possível a erradicação e o controle das doenças tropicais mais virulentas. O Ministério está atualmente empenhado no combate a três doenças que afetam milhares de brasileiros, mas que vinham merecendo menos atenção das autoridades: o tracoma (infecção bacteriana nos olhos), a helmintíase (transmitida por alimentos contaminados) e a esquistossomose (transmitida por caramujos).

É lógico que, para que essa campanha tenha êxito, não basta medicar, mas é necessário também prevenir. Pode haver, no futuro, vacinas contra aquelas doenças, assim como contra a dengue. Mas essas doenças, como advertem as autoridades sanitárias, podem ser evitadas e controladas com maior vigilância por parte da população para coibir a proliferação dos seus vetores.

É também fundamental que se expandam os serviços de tratamento de água e as redes de esgoto, que ainda são precários no Brasil. Se o clima tropical favorece o surgimento dessas doenças, elas se tornam muito mais facilmente transmissíveis na ausência de condições mínimas de higiene e saneamento.

Fonte: O Estado de São Paulo

JAQUES WAGNER DIZ QUE NÃO NEGOCIA COM PM BANDIDO MAS FOI A CUBA BAJULAR DITADOR ASSASSINO



Dois pesos – A greve dos policiais militares da Bahia, que reivindicam melhores salários, caminha cada vez mais na direção do impasse. Enquanto os representantes dos grevistas continuam amotinados na Assembleia Legislativa baiana, o governador Jaques Wagner disse, em entrevista concedida no domingo (5), que não negocia com bandido e que não concederá anistia aos líderes do movimento.

A habilidade de Wagner para lidar com grevistas parece que ficou estacionada nos tempos em que o Partido dos Trabalhadores, partido do qual o governador é um dos fundadores, incitava greves em todo o País. Em 2001, quando a Bahia era governada por César Borges, então afilhado político do finado ACM e agora na base de apoio ao governo Dilma Rousseff, o mesmo PT de Jaques Wagner incentivou e financiou parcialmente a greve dos policiais militares. Na ocasião, os petistas baianos doaram dinheiro aos grevistas e disponibilizaram alguns veículos para o comando de greve. O movimento, deflagrado pelo mesmo motivo, durou dez dias e também provocou onda de terror no estado.

É sabido que os governantes têm contra si a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede gastos extras, a começar por reajustes salariais, mas governar é algo que exige talento e bom senso, pois a população não pode ser refém de uma queda de braços sem fim.
Antes de viajar para Cuba a convite da residente Dilma Rousseff, o governador da Bahia já sabia da possibilidade de uma greve por parte dos policiais militares e de suas desastrosas consequências. Wagner pode dizer o que quiser a respeito dos grevistas, menos chamá-los de bandidos, mesmo que os revoltosos estejam agindo como tal. Esse impedimento se deve ao fato de Jaques Wagner ter deixado o povo baiano à deriva, enquanto beijava a mão do sanguinário ditador cubano Raúl Castro.

Não se trata de defender a greve que transformou Bahia em faroeste a céu aberto, mas de reconhecer o direito de cada trabalhador de buscar o melhor para si. Entre um bandido que pleiteia melhores salários e outro que prende e endossa a morte lenta dos dissidentes, o primeiro é menos criminoso.


Fonte: Ucho.Info

ÁGIO EM LEILÃO DE AEROPORTOS PROVA QUE LULA FOI IRRESPONSÁVEL



Extensão do problema – O governo arrecadou R$ 24,535 bilhões com o leilão de privatização de três aeroportos realizado nesta segunda-feira (6), na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. O ágio foi de 348% sobre o preço mínimo de R$ 5,477 bilhões estipulado no edital para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília.

Com proposta de R$ 16,213 bilhões, o que representa ágio de 373% sobre o preço mínimo estipulado, a Invepar venceu a disputa pela concessão do aeroporto de Guarulhos (Aeroporto Governador André Franco Montoro), na Grande São Paulo (SP). A empresa detém 90% do consórcio formado com a sul-africana ACSA, que possui os outros 10%.

Já a disputa pelo o aeroporto de Brasília registrou ágio de 673%. A Engevix, vencedora da licitação, ofertou lance de R$ 4,501 bilhões, ágio de 673% (o valor mínimo era de R$ 582 milhões). A concessão do aeroporto de Viracopos, em Campinas, foi vencida pelo consórcio liderado pela Triunfo Participações, que ofereceu R$ 3,821 bilhões, com ágio de 159,8% sobre o R$ 1,471 bilhão que constava do edital.

Enquanto o Palácio do Planalto comemora o resultado do leilão, que superou não apenas os valores trazidos no edital, mas as expectativas dos palacianos, os valores ofertados mostram que o governo federal subestimou a necessidade de investimento nos aeroportos brasileiros. Os vencedores do leilão prometem investimentos com vistas à Copa do Mundo, mas é no mínimo um ato de irresponsabilidade acreditar em promessa tão ufanista. Independentemente do certame futebolístico internacional de 2014, os aeroportos brasileiros carecem de soluções imediatas para os problemas que atrapalham a vida dos milhares de passageiros que cruzam o País pelos ares.

Quando o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, externou sua preocupação com o caos que impera nos aeroportos verde-louros, o então presidente Luiz Inácio da Silva, irritado com a crítica, chamou o executivo de “idiota”, mesmo que de forma inominada e transversa. À época, Lula anunciou investimentos de R$ 5 bilhões em obras de reforma e ampliação dos aeroportos, mas o leilão desta segunda-feira deixou claro que o ex-metalúrgico é especialista em conversa fiada.

Fonte: Ucho.Info

FALTA REMÉDIO PARA DOENTES DO MAL DE CHAGAS

Brasil é o único país que produz o medicamento. Indústria farmacêutica despreza a doença porque não dá lucro
Durante sete meses, entre abril e outubro de 2011, o laboratório brasileiro deixou de fabricar o benznidazol, fórmula usada no tratamento da doença em fase crônica e aguda. Apesar de o Ministério da Saúde garantir que "não há registro de falta localizada" do remédio, até hoje o abastecimento não foi de todo regularizado. Em Posse (GO), por exemplo, o posto de saúde não tem recebido o medicamento, como revela a série de reportagens que o Correio publica nesta semana.
Portadores da doença de Chagas sofrem com a carência de medicamentos. O único disponível teve a fabricação interrompida entre abril e outubro de 2011
Posse (GO) — A enfermeira Rúbia Rodrigues da Silva coordena o posto do Programa Saúde da Família (PSF) na cidade goiana, na divisa com a Bahia. Está acostumada a atender moradores de Posse com a doença de Chagas e a tentar encaminhamentos para centros médicos especializados, em Brasília e em Goiânia. "Aqui, é difícil achar uma família que não tenha Chagas." Os pais e um irmão de Rúbia têm a doença. A família da enfermeira, a exemplo dos pacientes da unidade do PSF, não teve privilégios: ninguém consegue o medicamento indicado para casos agudos e crônicos. "O que nos dizem é que não está fabricando mais. Fico preocupada com meus pais e meu irmão."

O que "dizem" a Rúbia e o que vive sua família são o reflexo de uma falha grave do governo brasileiro e do desinteresse da indústria farmacêutica por uma doença associada exclusivamente à pobreza, nada lucrativa. Por sete meses, pelo menos, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) deixou de produzir o benznidazol, praticamente o único medicamento utilizado no tratamento de casos agudos e até mesmo crônicos da doença de Chagas. A interrupção da produção ocorreu entre abril e outubro do ano passado. Os problemas gerados pela paralisia quase passaram despercebidos, não fosse o manifesto de setores da comunidade científica e de entidades do terceiro setor, como os Médicos sem Fronteiras.

A indústria farmacêutica desistiu de mais uma doença da pobreza, e isso já faz nove anos. Desde 2003, a Roche Farmacêutica não fabrica o rochagan, nome ainda usado por quem tem Chagas para denominar o benznidazol. A licença foi transferida para um laboratório público, o Lafepe, que só produziu os primeiros lotes do medicamento cinco anos depois. Suspensa a fabricação no ano passado, o problema ganhou contornos internacionais. O Lafepe é o único no Brasil e no mundo a produzir o benznidazol. Praticamente todos os pacientes do mal de Chagas, a maioria deles na América Latina, dependem do medicamento produzido em Pernambuco.

"A situação chegou a um ponto crítico", admite o diretor-presidente do Lafepe, Luciano Vasquez Mendez. "Se a matéria-prima não chegasse, haveria colapso no abastecimento." O Correio apurou que houve, sim, desabastecimento. Municípios do interior do país, como Posse, deixaram de receber o benznidazol ao longo do ano passado. São exatamente locais com grande quantidade de doentes crônicos e com possibilidade de novos casos da fase aguda da doença. O acompanhamento, o custeio da produção e a regulação dos estoques de benznidazol são responsabilidades do Ministério da Saúde.

Apesar de o presidente do Lafepe ter admitido ao Correio que a produção do benznidazol foi paralisada por sete meses, o Ministério da Saúde diz que "não é verdade" que o medicamento deixou de ser produzido. "Não há desabastecimento e, até este momento, não há registro de falta localizada do referido medicamento", sustenta, por meio da assessoria de imprensa.

Fila de espera
Além do desabastecimento interno, países que pagaram pelo medicamento entraram numa fila de espera. É o que atestaram participantes da 27ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas, realizada em Uberaba (MG), em outubro do ano passado. Um documento foi elaborado para protestar contra a paralisia da produção do benznidazol e divulgado à comunidade científica brasileira e internacional.

"Iniciou-se uma ruptura de estoque mundial, que pode ser comprovada pela existência, só na América Latina, de uma lista de espera de 12 países que pagaram pelo benznidazol e que hoje aguardam sua distribuição", cita o documento. "Considerando o grave contexto mundial de aumento progressivo da demanda pelo medicamento, essa situação compromete de forma dramática o tratamento de indivíduos acometidos pela doença de Chagas."

Estimativa da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) aponta a existência de 8 milhões de doentes crônicos na América Latina e 55,1 mil casos novos a cada ano. Diante da falta do benznidazol e da distribuição exclusiva pelo Sistema Único de Saúde (SUS), muitos médicos deixam de prescrever o medicamento, que combate o protozoário causador do mal de Chagas. "Como saiu de mercado e só há distribuição por farmácias de hospitais públicos, o acesso ficou limitado", afirma a médica cardiologista Dayse Campos, que atua no ambulatório de Chagas do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.

Em dezembro, o Ministério da Saúde se comprometeu a aumentar a produção para 3,2 milhões de comprimidos e garantir o abastecimento dentro e fora do Brasil. Desde 2008, uma parceria do Lafepe com a DNDi, uma organização sem fins lucrativos de pesquisa de medicamentos para doenças negligenciadas, tenta garantir a fabricação e distribuição de um comprimido pediátrico do benznidazol. Hoje, para uso infantil, o comprimido precisa ser fracionado.

O diretor-presidente do Lafepe garante que a produção foi normalizada a partir de outubro, com a mudança do fornecedor da matéria-prima. Os primeiros lotes para crianças estão prontos desde dezembro, segundo ele. Em pacientes na fase aguda, o índice de cura do benznidazol é de 60% a 80%. Na fase crônica, varia de 10% a 20%.

Fonte: Ucho.Info

CLIMA EXPLOSIVO NA BAHIA, O PT PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO

Presidente da Assembleia pede a Exército retirada de PMs, e grevistas prometem resistir

Mais de 80 homicídios, o pedido formal de desocupação da Assembleia Legislativa, feito pelo presidente da Casa ao Exército, e a chegada de uma tropa especial da Polícia Federal a Salvador reforçaram ontem o clima de tensão que domina a capital baiana, desde o início da greve dos policiais militares. No início da noite, a luz foi cortada no prédio, e o líder do movimento, o ex-bombeiro Marco Prisco, conclamou os grevistas a resistirem, recomendando que não usassem armas de fogo. No local, além dos grevistas havia filhos e mulheres dos policiais amotinados.

Quarenta homens do Comando de Operações Táticas, a "tropa de elite" da Polícia Federal (PF), chegaram à cidade por determinação do governo federal. A missão do grupo é cumprir 11 dos 12 mandados de prisão expedidos contra alguns grevistas e levar os detidos para presídios federais. Quatro blindados do Exército circulavam pelas ruas de Salvador ontem. Os veículos, do tipo Urutu, foram enviados de Recife.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), pediu ao general Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6a Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos grevistas do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até a meia-noite de ontem, sexto dia de paralisação da Polícia Militar do Estado. Nilo afirmou que não admite que o prédio seja usado para "abrigar fugitivos da Justiça com mandado de prisão em aberto": — A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão faltando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos uma maneira pacífica para desocupar o local.

Por volta das 21h de ontem, Prisco desceu a rampa da Assembleia e disse aos manifestantes ter recebido uma contraproposta do "coronel Castro".
Segundo ele, a proposta contemplava anistia para todos os policiais, pagamento parcelado de dois tipos de gratificação e a revogação de 11 dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, menos o dele. A proposta foi rejeitada pelos grevistas.

Desde que a greve começou, terçafeira passada, foram registrados 82 homicídios em Salvador e Região Metropolitana, de acordo com boletins da Superintendência de Telecomunicações das Polícias (Stelecom).
Ontem foram registrados oito casos de assassinatos, seis deles cometidos em bairros de Salvador: três em Valéria, um em Marechal Rondon, um em Itinga e um em Pau da Lima. Os outros dois ocorreram em cidades vizinhas da capital, Madre de Deus e Candeias.

Nos seis primeiros dias de greve, o número de homicídios na capital e Região Metropolitana aumentou 129% em comparação ao mesmo período da semana anterior. Das 21h de terça-feira às 13h de ontem, foram registrados 78 homicídios pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). No mesmo período da semana anterior, ou seja, das 21h do dia 24 de janeiro às 13h do dia 29, foram registrados 34 homicídios, segundo os dados da secretaria.

Escolas em férias forçadas

Cerca de 450 escolas da rede privada no estado devem continuar em férias forçadas. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep-BA), Natálio Dantas, confirmou ter emitido recomendação para que as escolas particulares da Bahia só retornem às aulas após o fim do motim de policiais militares. O grupo educacional que reúne os colégios São Paulo, Anchieta e as unidades Anchietinhas confirmou que acatará a orientação do sindicato, suspendendo as atividades amanhã.

— Os pais devem usar o nosso site como canal de comunicação. Nossa preocupação é a segurança dos alunos durante o trânsito deles — afirmou Antônio Bamberg, diretor técnico e pedagógico das escolas que somam 4,5 mil estudantes na capital.

Na rede pública estadual, cerca de um milhão de estudantes e 40 mil professores voltam às aulas hoje, em meio ao cenário conturbado da segurança pública, devido à paralisação de parte de efetivo de 32 mil policiais militares. O secretário estadual da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, garantiu que o retorno escolar ocorrerá normalmente, garantido pela presença de homens do Exército e de policiais militares não amotinados.

Não informou, contudo, quantos homens atuarão na segurança dos colégios estaduais: — Há um centro de operações à disposição das forças, e o gabinete emergencial já está funcionando. Temos uma parcela ínfima de grevistas, bem menor que o número do início.

A estimativa inicial do governo é que um terço (pouco mais de dez mil policiais) do total de PMs tenha parado.
Sem dar detalhes da distribuição do efetivo pela capital e pelo interior, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Nardi, afirmou que mais de três mil homens estão na Bahia, "a maior massa" já empregada nessas operações.

O primeiro integrante do movimento grevista preso, na madrugada de ontem, é Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA).
Segundo nota do governo, ele foi detido pelo comandante da própria companhia, major Nilton Machado, por formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas).
O policial também responderá a um processo administrativo na corporação. Alvin foi encaminhado para a Polícia do Exército. Com a prisão dele, a polícia cumpre o primeiro dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Marco Prisco, líder da greve e presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), passou mal na noite de sábado e precisou ser acompanhado por uma enfermeira. Ele sofre de problemas de coração e recebeu medicação intravenosa.
O governador Jaques Wagner, por intermédio de sua assessoria de imprensa, negou que tenha ajudado, em 2001, a greve dos policiais militares, acusação feita sábado por Prisco.
— Essa informação é absurda. O governador tem uma carreira política amplamente conhecida pela sociedade.
A responsabilidade e o compromisso com a democracia são alguns dos seus princípios de ação na vida pública — disse o porta-voz Ipojucã Cabral.
Sábado, a secretaria de Segurança recuperou as 16 viaturas que estavam em poder dos grevistas.

Fonte: O Globo

A ANGÚSTIA DAS GESTANTES

O exame para detectar o mal de Chagas ainda não está incluído no Sistema Único de Saúde, um risco tanto para a saúde das mães quanto dos bebês

Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO) — A dona de casa Sônia Lopes de Oliveira, de 38 anos, recebeu a reportagem do Correio em sua casa, em Aparecida de Goiânia (GO), com um choro nervoso. Ela imaginou que a equipe do jornal fosse do Laboratório de Chagas do Hospital das Clínicas, em Goiânia. Sônia tem a doença de Chagas e espera há um ano, desde o nascimento do filho, Marco Paulo, o resultado do exame ao qual o bebê foi submetido. "Eu nem sabia que tinha isso. Descobri quando engravidei. O teste do Marco Paulo foi feito e refeito, e ainda não tenho o resultado", diz Sônia.

Exames laboratoriais durante a gravidez têm sido uma das principais formas de descoberta do mal de Chagas por mulheres mais jovens. Somente em Goiás, estado que adotou há oito anos o chamado teste da mamãe, 2,2 mil mulheres receberam o diagnóstico da doença. Mais de 1,5 mil delas passaram por exames e foram triadas para acompanhamento médico no ambulatório de Chagas do Hospital das Clínicas.

O estado pioneiro foi Mato Grosso do Sul, com mais de 500 mães diagnosticadas com a doença em quatro anos. O teste existe também em Alagoas e Rio Grande do Sul, com subsídio do Sistema Único da Saúde (SUS), mas não é preconizado pelo Ministério da Saúde. No pré-natal, o SUS custeia espontaneamente apenas exames para HIV e sífilis.

Na maior parte do território brasileiro, portanto, as mulheres grávidas não se submetem a exames para detectar Chagas e outras doenças, como toxoplasmose e hepatite C. É um risco evidente tanto para a saúde da mãe quanto do bebê. A possibilidade de gestantes infectadas transmitirem o Trypanosoma cruzi aos fetos, pela placenta, é de 0,5% a 3%, principalmente no terceiro mês de gestação. E as chances de cura dos bebês, que precisam ser monitorados por seis meses, são muito altas. Quanto maior a demora para o diagnóstico, menores são essas chances.

A família de Sônia é de Correntina (BA), uma cidade com alta incidência da doença de Chagas. A existência de outros casos na família preocupa a mãe de Marco Paulo. Um irmão morreu aos 19 anos. "De repente, ele caiu e morreu. Hoje a gente pensa que pode ter sido Chagas", afirma Olinda Maria de Oliveira, 66, mãe de Sônia. A morte súbita, por parada cardíaca, é característica da doença. "Morávamos todos na roça. Lá tinha muito "bicudo". Dormia muita gente no chão, do lado dos "bicudos"." Bicudo é como o barbeiro é conhecido em cidades da Bahia.

Monitoramento

No quarto mês de gestação, a também baiana Beatriz Rocha da Silva, 28, descobriu ter a doença de Chagas há três anos, quando estava grávida do terceiro filho. "Fiquei assustada quando me deram o resultado." Os três filhos de Beatriz já fizeram os testes e o resultado foi negativo. "Como essa doença ataca mais o coração, sinto um pouco de medo. Já ouvi falar de muita gente que morreu." Beatriz mora em Maurilândia (GO), no sul do estado, e vai a Goiânia para a realização dos exames do pré-natal. Quando seu quarto filho nascer, precisará se monitorado por seis meses. "Não posso parar com o tratamento. Sei que a possibilidade é pouca de passar para a criança."
Nascida na comunidade quilombola dos calungas, em Cavalcante (GO), Adeuzenira Pereira da Cunha, 35 anos, foi infectada pelo Trypanosoma cruzi. A mãe morreu com "problemas no coração". O pai e uma tia têm a doença de Chagas. Adeuzenira não sabe se a infecção ocorreu pela picada do barbeiro ou se foi transmitida pela mãe. A angústia agora é com a saúde dos filhos. Kawã, 7, faria os exames ainda em janeiro. A filha que espera — Adeuzenira está grávida de cinco meses — será submetida ao teste após o nascimento. "Tenho medo de morrer e deixar eles aí sofrendo."

Adeuzenira, o marido, que é carpinteiro, e o filho moram há 13 anos num bairro periférico de Aparecida de Goiânia. Construíram uma casa espaçosa, conquistaram conforto. O pai da dona de casa ainda vive na comunidade quilombola, em Cavalcante. A casa é de barro e o teto da cozinha anexa é feito de palha, ambientes propícios ao barbeiro. "Antes tinha muito barbeiro, mas ainda encontro o inseto quando passo um mês lá. Tenho muito medo."

Cinco pesquisadores do mal de Chagas, que estudam o assunto há décadas, concluíram no ano passado um inquérito sobre a prevalência da doença em crianças, entre 2001 e 2008. Amostras de sangue de 104,9 mil crianças, de quase toda a zona rural brasileira (com exceção do estado do Rio de Janeiro), foram coletadas pelos estudiosos. Em 104 casos, os testes foram positivos, com confirmação da infecção para 32 casos.

Vinte crianças contraíram das mães a infecção — 60% delas no Rio Grande do Sul. Onze foram infectadas por barbeiros no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Amazonas e Paraná. Como, no momento da pesquisa, a mãe de uma das crianças já havia morrido, não foi possível detectar a causa dessa última infecção. Os resultados "reforçam a necessidade de manutenção de um programa de controle que garanta a consolidação" do combate à doença, concluem os pesquisadores.

Fonte Ucho.Info

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O MAL ESQUECIDO (DOENÇA DE CHAGAS)

Das 120 casas do povoado de Nova Vista (GO), 40 abrigam doentes de Chagas. Apesar de ter eliminado, há seis anos, o barbeiro Triatoma infestans, o Brasil não conseguiu proteger os brasileiros mais pobres das outras espécies do inseto. São 3 milhões os portadores do mal e 606 municípios com alto risco de infestação. O Correio percorreu regiões endêmicas para uma série de reportagem que será publicada a partir de hoje.
Série de reportagens do Correio revela a situação de abandono e invisibilidade de brasileiros que sofrem de Chagas, uma doença que atinge 3 milhões de pessoasNotíciaGráfico

Posse (GO) — O Estado, para uma legião de doentes de Chagas nas comunidades rurais de Posse, cidade de 31,4 mil habitantes distante 320km de Brasília, se resume a dois "gringos". Interessados no mapeamento genético das famílias e em respostas para a evolução da doença, os norte-americanos escolheram uma região antes completamente infestada por barbeiros e hoje habitada por herdeiros de um mal esquecido. A dupla do Texas aparece uma vez por semestre, há 10 anos. Não há, num local tão isolado no Centro-Oeste brasileiro, quem não conheça os "gringos", como são chamados pelos moradores.

No banco de genes formado até agora, estão 2 mil nomes. São 2 mil pessoas que só souberam oficialmente ter a doença de Chagas em função da existência de um projeto financiado de forma integral pelo governo dos Estados Unidos. O Estado brasileiro se esqueceu desses doentes crônicos. Inexistem diagnósticos, exames, acompanhamento, tratamento médico. Saber, pelos "gringos", da manifestação da doença é um irônico detalhe.

O exame positivo para Chagas não muda nada na vida desses brasileiros. Uma das dificuldades encontradas pelos pesquisadores norte-americanos, aliás, é o encolhimento do banco de genes. Quando os "gringos" retornam aos povoados de Posse, muitos moradores já morreram por complicações cardíacas ou por inchaços no esôfago e no intestino que se mostraram irremediáveis.

É o Brasil real, e não é apenas o Brasil do passado. A doença que leva o nome de um brasileiro, Carlos Chagas, conta a história recente do país — sob a perspectiva dos mais pobres — e continua a escrever o futuro. Pequenos povoados do nordeste goiano estão infestados por barbeiros, vetores da doença. É o mesmo cenário na zona rural e até mesmo em áreas periféricas de cidades do Oeste da Bahia. O Estado, mais uma vez, virou as costas. Nessas regiões, as pesquisas com os vetores — para saber o nível de infestação — e os simples atos de borrifação de veneno estão paralisados. Faltam carros para o transporte e agentes de saúde no Brasil rural.

Alto risco
A doença de Chagas não é democrática, pertence a um estrato social, está associada à pobreza. Há quase seis anos, em 2006, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) um certificado pela virtual eliminação do principal vetor da doença, o barbeiro Triatoma infestans. Foi o resultado de 60 anos de uma ação sanitária contínua, iniciada poucas décadas depois da descoberta feita por Carlos Chagas, em 1909. A realidade, hoje, coloca em xeque a certificação da OMS.

Novos barbeiros assumiram o lugar do Triatoma infestans. O combate ao vetor estagnou-se exatamente nos municípios com alto risco de infestação. São 606 cidades — 11% do país — classificadas pelo Ministério da Saúde como de alto risco para infestação de barbeiros. Outros 1,49 mil municípios (26,9%) têm um risco médio. A volta do Triatoma infestans, caso não sejam mantidos os mecanismos de controle, é admitida em notas técnicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao ministério.

O Brasil não varreu a doença de Chagas do mapa, como virtualmente ocorreu com o principal vetor da infecção e como se faz crer pela inexistência de ações do poder público nas regiões mais atingidas. A herança de um país desigual, sem serviços básicos de saúde e sem a presença do Estado nas décadas passadas, são pelo menos 3 milhões de doentes crônicos. Esses são os que sabem ser portadores do mal de Chagas. Em alguns lugares, como na zona rural de Posse e de Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, o diagnóstico só ocorre em razão de trabalhos isolados de pesquisa científica.

Para revelar a situação de abandono e invisibilidade desses doentes crônicos e os riscos que o país ainda corre diante do mal de Chagas, o Correio percorreu regiões endêmicas e sob ameaça de infestação de espécies de barbeiros. São lugares onde famílias e gerações inteiras, por décadas, sofrem com as consequências da doença de Chagas.

Fonte: Ucho.Info