sábado, 30 de abril de 2011

CUBA SEM SINAIS VITAIS.

Nos anos 60, o filósofo Jean Paul Sartre escrevia “Furacão sobre Cuba”. Um grupo de valentes jovens barbudos descia a Sierra Maestra para expulsar um ditador, varrer um regime opressivo , trocar o domínio imperialista pela autodeterminação de um povo, e para iniciar a construção do “homem novo” em Cuba, pátria de José Marti, herói da independência do país caribenho.


A terra tremeu e o imaginário socialista no mundo, golpeado de morte pelas revelações do relatório Kruschev sobre os crimes de Stálin e pela revolta húngara esmagada por tanques russos, ganhou uma inesperada sobrevida.

É uma ironia que a revolução que mais encantou e seduziu os corações e as mentes dos jovens nas décadas de 60 e 70 venha agonizando publicamente em imagens tão patéticas como essas que marcaram o VI Congresso do Partido Comunista Cubano: Fidel, 85 anos, ladeado pelo sucessor, seu irmão Raul, à beira dos 80 e seu vice Ventura, também de 80, encenando o “Escravos de Jó” da sucessão.

Uma geração no poder há 52 anos era sucedida pela mesma geração.

A gerontocracia no poder, no caso, é apenas o símbolo da falência de um regime e - mais do que isso - de um projeto de engenharia social que pretendia reformar a natureza egoísta do ser humano e esculpir um “homem novo” que a sociedade justa, humana e solidária livraria dos velhos vícios.

A revolução cubana foi um fracasso tão grande que, além de não atingir nenhum dos seus objetivos, não conseguiu sequer preparar uma nova geração apta a dirigir os destinos do país e introduzir alguma espécie de reforma para dar vitalidade a uma economia burocratizada e esclerosada, incapaz de suprir as necessidades básicas da sua população.

Antes que a doença de Fidel Castro o obrigasse a abrir mão do poder e a entregá-lo ao irmão Raúl, alguns nomes chegaram a emergir e a fazer parte das especulações dos estudiosos do regime como possíveis “delfins”.

Dessa geração nova, destacaram-se especialmente três: Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Popular, Carlos Lage, vice-primeiro ministro, e Felipe Pérez Roque, ministro do Exterior.

Alarcón continua no cargo, mas com a importância aparentemente diminuída; Lage e Pérez Roque submergiram misteriosamente no anonimato, atingidos por genéricas denúncias de “excesso de ambição”.

Como acontece frequentemente em regimes totalitários e sem transparência, estrelas sobem, brilham e se apagam - ou caem em desgraça - com a mesma e inexplicável rapidez, sem que ninguém se sinta obrigado a prestar contas a uma opinião pública de resto inexistente.

A indicação de um membro da velha guarda, José Ramon Machado Ventura, também de 80 anos, como vice de Raúl Castro, é um sinal de que a confirmação da gerontocracia no poder não é uma homenagem à experiência ou um tributo a velhos heróis revolucionários, mas a prova de uma evidente e dramática falta de rumos de uma revolução cujos sinais vitais já se apagaram há muito tempo.

por Sandro Vaia - http://bit.ly/k0AAXO

Bebidas: Propaganda estimula consumo em jovens


                                                     Os anúncios publicitários de cervejas atraem os adolescentes e estão diretamente associadas ao consumo da bebida alcoólica por jovens entre 11 e 16 anos. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo revelou que os jovens prestam muita atenção aos anúncios de bebida.
No estudo, foram ouvidas 1.115 estudantes de 11 a 16 anos, dos 7°e 8º anos, que responderam a um questionário com mais de cem variáveis ligadas à ingestão de álcool.
Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas indicam o início do consumo de álcool no Brasil, em média, aos 12,5 anos.
Os pequisadores dizem que não se pode atribuir o consumo de cerveja aos comerciais, mas a pesquisa aponta que eles estão associados ao ato.
Não apenas a propaganda está ligada à iniciação alcoólica, segundo o estudo. Pouco controle dos pais e consumo de cigarro também aparecem diretamente associados.
O consumo de cerveja foi menor no grupo de jovens que respondeu dar satisfação aos pais, quando estão sozinhos.

Fonte:  Redação, com agências - de São Paulo (JCB)



       




     




Falcão na Presidência do PT lidera ofensiva final contra a direita

                                  Ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra comunicou oficialmente sua renúncia ao comando do partido com um discurso no Diretório Nacional do PT, na manhã desta sexta-feira. Muito aplaudido, Dutra lembrou que alguns companheiros gostariam que ele renovasse a licença, mas acreditava que “não seria justo” nem com ele, nem com o próprio partido. A saída de Dutra e a escolha do deputado estadual Rui Falcão (SP) para o lugar dele significa na realidade, segundo alta fonte no partido, do início da maior ofensiva do PT já realizada contra os partidos da direita em São Paulo, último reduto do PSDB, DEM e PPS.
– Tomei uma decisão sobre a qual tenho total responsabilidade: sair agora da presidência do PT. O partido define seu novo presidente e eu me cuido – disse.
Dutra deixa a Presidência do PT para um tratamento médico que feve durar cerca de 180 dias. Com isso, o vice-presidente Rui Falcão assume o cargo até 2013, época de uma nova eleição no partido, com vistas às eleições presidenciais de 2014.
– Se vocês acompanharam, a minha primeira licença foi de 15 dias. Na véspera do 15º dia, já começaram a especular: ‘volta, não volta, vai ficar três meses fora’. Não é justo com o PT, porque gera instabilidade, porque o partido tem tarefas urgentes na conjuntura política (eleições 2012), e ruim para mim porque essa indefinição gera estresse – disse Dutra sobre as especulações sobre sua continuidade no comando do PT.
Na noite passada, em Brasília, líderes da ala majoritária do partido optaram pela permanência do deputado estadual Rui Falcão (SP) na Presidência do partido, em substituição a José Eduardo Dutra. O nome de Falcão seguiu para votação na reunião da legenda, em São Paulo, e deverá ser aprovado nas próximas horas pelo Diretório Nacional, composto por 81 membros mais os líderes do partido no Congresso. Apoiado pelo ex-ministro José Dirceu, Falcão deverá permanecer no cargo por dois anos. Sua escolha, caso se concretize, devolve o controle da sigla para São Paulo no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta ao Estado, no momento em que os petistas lançam uma ofensiva contra o PSDB num dos últimos redutos da oposição.
Observadores políticos acreditam que o objetivo do ex-presidente Lula é fortalecer na legenda no Estado, em um momento de confusão generalizada nos partidos da direita, após o lançamento da dissidência do prefeito Gilberto Kassab na forma do novo partido, o PSD. Fontes no PT acrescentam que Falcão, que também ocupa a Primeira-secretaria da Assembleia paulista, deverá comandar o PT com um colegiado, integrado por nomes como o do secretário nacional de Organização da sigla, Paulo Frateschi, e José Dirceu, que defendeu junto aos seus pares a candidatura de Falcão desde março.
– A escolha do nome de Falcão foi acertada com a presidenta Dilma (Rousseff) e em nenhum momento houve a discordância entre ela a direção do partido. A versão de que o (ex-ministro José) Dirceu teria influenciado nessa escolha também é uma falácia, pois ele sequer participou das discussões finais sobre a escolha do Rui (Falcão) para o posto de (José Eduardo) Dutra – disse a fonte. Dirceu chegou ao país na noite passada de uma série de palestras agendada na Inglaterra.

Delúbio de volta
Junto com a renovação do Diretório Nacional, a cúpula do PT também estuda a possibilidade de refiliação do ex-secretário de Finanças, Delúbio Soares, expulso do cargo durante o escândalo do mensalão, no final do primeiro mandato de Lula. Integrantes da corrente majoritária, Construindo um Novo Brasil, discutem a possibilidade de refiliação de Delúbio Soares, que foi convidado a participar da reunião quando seu nome estiver em pauta.
Delúbio conta com o apoio explícito de parlamentares e ex-correligionários, entre eles o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza, que participou de jantares na residência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) para tratar do assunto. Acompanhado da esposa, Mônica Valente, na véspera, Delúbio chegou a se emocionar durante a defesa que fez de sua volta à legenda, durante reunião na sede do partido. Apos cinco anos e meio depois da expulsão, Delúbio recebeu o apoio da corrente majoritária no PT.
– A minha identidade política é a mesma identidade do PT. Preciso da minha identidade política de volta – disse Delúbio, com a voz embargada.
O discurso emocionou os presentes e o deputado Sibá Machado (PT-AC), ao lado do dirigente Francisco Rocha, o Rochinha, seguraram as lágrimas ao ouvir o pronunciamento de Delúbio e, depois, ao defender a volta dele para o seio da legenda.
– Ele segurou o choro e ficou muito emocionado. Mas agora eu sinto que o Delúbio está feliz e aliviado – disse o secretário de Comunicação André Vargas (PT-PR).
Processo

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema. O caso veio a público quando foi denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson. Segundo Jefferson, atual presidente nacional do PTB, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Em janeiro de 2008, o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com o acordo, Pereira teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos.
No relatório, Barbosa apontou o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu; o ex-presidente do PT, deputado José Genoino (SP); o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares; e o ex-secretário-geral Silvio Pereira, como núcleo central do esquema. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genuíno e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

O voto do relator apontou ainda que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto por Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A denúncia inclui ainda parlamentares do PT, do PP, do PR (ex-PL), do PTB e do PMDB. Entre os acusados está o ex-deputado federal Roberto Jefferson. O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha responde processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em setembro do ano passado, saiu a primeira sentença do caso, quando a Justiça Federal condenou o advogado Rogério Lanza Tolentino, apontado como sócio do publicitário Marcos Valério, a sete anos e quatro meses de prisão, mais pagamento de 3.780 salários mínimos, pelo crime de lavagem de dinheiro.

Fonte:  Redação - de São Paulo (JCB)




A GRANDE CONFUSÃO (By Miriam Leitão)

A infra-estrutura brasileira está perto do colapso. Falta tudo, inclusive o básico, o simples. As operadoras de celular prestam serviço cada vez pior. Os aeroportos entupidos e o descaso das companhias irritam brasileiros e desorientam os estrangeiros. O trânsito nas cidades é indescritível. Portos não funcionam. O governo investe errado. Basta sair de casa para ver.


Não é necessário mais um estudo do IPEA para saber que os aeroportos não ficarão prontos a tempo, basta circular. Eles permanecem congelados no tempo e nos problemas. Nem é pela Copa. É por nós e agora que eles precisam avançar. Joseph Blatter irritou as autoridades mas estava certo, e o governo agora usará o atraso como álibi para não cumprir os procedimentos em obras públicas.

O PAC não era um supersistema gerencial que permitia ter o controle do andamento dos projetos?

Num país onde falta tudo, a maior obra de infra-estrutura, que vai consumir mais da metade do orçamento para ferrovias dos próximos anos, é o polêmico trem-bala. Ele foi aprovado no Senado esta semana depois de um debate entre especialistas de diversas áreas. Foram desde o BNDES até especialistas independentes, com análises técnicas do projeto. Ótimo momento para que os senadores entendessem em que estavam votando.

Lá, foi dito que não há estudo de engenharia detalhado, portanto, não se sabe quanto a obra custará, de fato.

O governo defende o absurdo de o Tesouro ser o garantidor de R$ 20 bilhões emprestados pelo BNDES. O Estado empresta, o Estado avaliza se o executor der o calote, o Estado será sócio, o Estado dará ainda um subsídio direto de R$ 5 bilhões. Tudo com o nosso dinheiro.

A ideia em si de uma ligação por trem-bala entre Rio e São Paulo é sedutora. O diabo está nos detalhes, principalmente nos que nós não conhecemos porque fazer uma obra em que haverá escavações de rocha e indenizações sem um estudo detalhado é uma insensatez. Mesmo assim, a relatora Marta Suplicy (PT-SP) apresentou um parecer favorável à obra no dia seguinte desse debate em que foram apresentadas tantas dúvidas técnicas.

Um detalhe revelador: a relatora não acompanhou o debate e a apresentação dos técnicos. Não se deu sequer ao trabalho de ouvir os riscos mostrados pelos especialistas sobre o assunto que relatou favoravelmente no dia seguinte

Comportamento diferente teve a oposição e certos senadores da base do governo que acompanharam com atenção o debate. Ricardo Ferraço (PMDB-ES) é um desses que faz parte da base do governo, mas que ouviu tudo e fez uma comparação interessante: com uma fração, não mais que 10% do preço atual do trem-bala, poderia ser feito no seu estado o que se quer há décadas: a dragagem do porto de Vitória.

Há oito anos, no começo do período Paulo Hartung, o governo estadual tentou fazer a dragagem e foi impedido porque tinha que ser uma obra federal. O governo federal disse que faria e não fez. Lá, só podem entrar navios pequenos, e na maré cheia. Isso num estado que quer tirar o melhor proveito de sua vocação logística.

Fiz um programa sobre turismo na Globonews tentando entender o que mais — além do câmbio desfavorável — atrapalha o turismo brasileiro, porque o país no ano passado teve déficit de US$ 10 bilhões na balança de turismo e nos primeiros dois meses deste ano o déficit está aumentando.

Um país com tantas belezas e com atrações para todo o tipo de turismo, o que nos atrapalha? André Coelho contou que a pesquisa de conjuntura de turismo que a Fundação Getulio Vargas faz com 80 presidentes de operadores de turismo acaba de mostrar aumento de faturamento no setor.

Ele cresce puxado pelo aumento da classe C. Mário Moysés, da EMBRATUR, disse que falta “conectividade”, poucos vôos ligam o Brasil aos países dos quais podemos atrair turistas. Há poucos aeroportos de chegada e os grandes estão superlotados. Numa pesquisa feita pela FIPE, turistas que deixavam o país reclamaram, entre outras coisas, da falta de algo fácil de resolver: falta sinalização que eles possam entender. O turista se sente perdido no Brasil.

Quinta-feira tive um dia desses típicos de qualquer brasileiro quando precisa circular pelas cidades em horas de pico e pegar voos de ida e volta. Saí muito mais cedo de casa, contando com o trânsito caótico. No caminho, fui trocando de celular porque a TIM e a Vivo têm cada vez mais pontos cegos na cidade e a ligação caia. O celular de Álvaro Gabriel, que é da Oi, também não pegava ontem na casa dele. A internet banda larga cai com frequência. Tenho reclamado com a TIM há um mês, sem solução, porque para falar no celular eu tenho que sair de casa; dentro de casa não há cobertura.

O motorista de taxi me disse que ouve o mesmo de todas operadoras. Estamos retrocedendo.

No aeroporto, meu voo não aparecia no visor, o que me obrigou a ir duas vezes ao balcão de informação.

Lá, soube de duas trocas de portão. Um estrangeiro se perderia, pensei. Quando cheguei à aeronave, um estrangeiro estava sentado no meu lugar. Fui conferir o bilhete dele e o assento estava certo mas ele estava num voo para Vitória, quando seu ticket era para Guarulhos.

Na volta, encontrei filas gigantes para táxi no aeroporto Santos Dumont. Fui salva por uma carona do professor Antônio Barros de Castro, que definiu tudo numa frase brilhante:

“A China não sabe não crescer, e nós não sabemos crescer.”

Assim, cada vez mais caótico, tomando decisões insensatas e negligenciando tarefas simples, o Brasil aguarda os grandes eventos internacionais.
 
Miriam Leitão

A GREVE E O SOCIAL

A maioria das prefeituras da Grande Vitória e daqui a alguns dias o governo do Estado viverão um momento de reflexão sobre a o tratamento dispensado à educação. Em praticamente todos os municípios os professores estão de braços cruzados. Em Vitória, o movimento já passa dos 40 dias.


A coluna sempre bateu na tecla de que as paralisações nos setores públicos, de serviço, sobretudo, prejudicam a população. E é evidente que uma greve na educação é um dos problemas mais graves, afinal é com a educação que se formam os futuros agentes sociais.

A CUT, de onde surgiu o movimento sindical organizado, com orientação politicamente de esquerda, e as outras centrais que são fruto disso, deveriam ficar atentas a esses movimentos grevistas. Claro que são legítimos, afinal o professor é um dos profissionais mais importantes para a construção de uma sociedade justa e é evidente que na sociedade brasileira ele não tem o tratamento adequando para a importância de sua função.

Mas o movimento sindical deveria buscar alternativas dentro deste contexto para que a luta não se traduza em prejuízo social, ou conflito. É muito importante que a sociedade participe e entenda o movimento. Quando ela se volta contra os professores, a categoria se enfraquece e a solução dos problemas não acontece.

Além do sindicato dos professores, a Central deveria trabalhar como mediadora entre pais, governos e grevistas, para acelerar as negociações. E arrumar uma posição definitiva. Aliás, deveria encampar o movimento para buscar, além da melhoria salarial, a qualidade no ensino, já que os índices de evasão e de aprendizagem são alarmantes.

O movimento sindical surgiu com a ideia de colocar o trabalhador no debate político, buscando uma sociedade mais participativa. Temos, sim, trabalhadores que defendem apenas o capital e temos também empresários que veem com bons olhos o desenvolvimento social. Cabe à central buscar o equilíbrio. Mas o que vemos nos últimos tempos, sobretudo nos movimentos no setor público, é a greve pela greve, muitas vezes visando ao crescimento político individual, a projeção.

A entrada da Central no movimento garantiria o posicionamento social da greve, sua depuração. E o momento é propício, afinal governo e prefeituras seguem a orientação social, ou, pelo menos, se dizem assim.

Mas, se falam assim, abrem a brecha para a cobrança e aí entra a CUT, para cobrar do poder público a posição concreta, que resolva isso definitivamente. O que não dá é todo ano isso se repetir. Os sindicalistas querendo o índice da inflação e os governantes se escondem atrás da lei de responsabilidade fiscal para não conceder a reposição. Isso sem falar no famigerado recurso ao DT, que nem deveria existir. Enfraquece a categoria e prejudica a sociedade.

A coluna defende a greve, mas chama atenção para o fato de que quem está sem aula é o filho do trabalhador. Ele também tem o direito de ter a qualificação necessária para ingressar no mercado de trabalho. E o governo tem que dar as condições para que ele consiga se qualificar para isso e, quem sabe, depois ingressar no próprio serviço público e tenha orgulho, quem sabe, de dizer que é professor

Caetano Roque

PASSANDO A MÃO NA CABEÇA.

O retorno do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ao quadro de filiados do partido é “uma desmoralização para o sistema político brasileiro”, na visão do deputado Raimundo Gomes de Matos (CE). Cinco anos e seis meses após ter sido banido por suspeita de envolvimento no mensalão, Delúbio volta nesta quinta-feira (28) ao convívio dos antigos companheiros, segundo revelou reportagem do jornal “O Globo”. Os 84 membros do Diretório Nacional do PT estão prontos para aprovar o pedido de refiliação.


“Os petistas são muitos solidários com os ‘cuecões’. Infelizmente isso vem se generalizando no país a ponto de parte da população achar que é normal. Com certeza muitos estão aplaudindo o retorno desse grande corrupto à vida pública”, lamentou o vice-líder da bancada. O tucano usou o termo “cuecões” em alusão ao flagrante de dinheiro escondido em roupas íntimas na época do mensalão.

O parlamentar considerou um absurdo o discurso petista de que a volta de Delúbio é uma premiação por ele ter se comportado discretamente desde o início do escândalo. “Isso é fazer chacota com o povo brasileiro”, afirmou Gomes de Matos. O ex-tesoureiro do PT deixou o partido em 2005 e aguarda julgamento do caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Lei da Ficha Limpa pode barrar a candidatura de Delúbio em 2012, caso ele leve adiante a intenção de concorrer a vereador em Goiás. Sancionada em junho de 2010, a lei impede que políticos condenados por colegiados disputem eleições, mesmo que eles estejam recorrendo contra a decisão.

Para o deputado Gomes de Matos, o STF é o mais desmoralizado, pois é inadmissível que o Judiciário prorrogue o julgamento propositadamente. “Se fosse um pobre que estivesse roubando para sobreviver, com certeza já estaria preso. Mas como se trata do companheiro do Lula, o Judiciário fica adiando a ponto do ex-presidente dizer irresponsavelmente que esse processo só deve ser julgado em 2050. Isso é um desserviço à nação brasileira”, reprovou.

O tucano acredita que é possível o ex-tesoureiro recorrer e ser autorizado a disputar as eleições municipais do ano que vem, o que Gomes de Matos considera lamentável. De acordo com o deputado, a volta de Delúbio mostra o poder que ele ainda tem dentro do PT. O tucano defende que algo seja feito para impedir que pessoas como o petista fiquem no comando do país. “Temos que alertar a população”, resumiu.

Para o deputado Romero Rodrigues (PB), o retorno do ex-tesoureiro ao quadro de filiados do partido é um exemplo claro de que o PT deixou de ser ético. “Há muito tempo vemos isso. No PT, a ética é retórica”, ressaltou. O parlamentar também considerou um absurdo o discurso dentro do partido de que a volta do ex-tesoureiro é uma premiação pelo bom comportamento.

Petista é réu por escândalo

→ Delúbio foi expulso do partido em 2005 pelo envolvimento no escândalo do mensalão e foi condenado em maio do ano passado por improbidade administrativa por um colegiado do Tribunal de Justiça de Goiás.

→ No início deste mês, a revista “Época” divulgou relatório elaborado pela Polícia Federal com conclusões sobre o mensalão. O documento reafirma a existência do esquema de corrupção e aponta que saiu dos cofres públicos o dinheiro utilizado para o pagamento de mensalidade a parlamentares da base de sustentação ao governo Lula.

→ Delúbio é um dos 38 réus do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, que deverá julgar em 2012.

Fonte: http://bit.ly/k5DcM5

A CAMÉLIA CAIU DO GALHO, O JARDINEIRO TAMBÉM.

A antiga marchinha de carnaval conta da tristeza do jardineiro ao ver a flor despencada, sem vida. Era um tempo em que os jardins públicos tinham flores. E jardineiros. Mas esses também se foram e não há esperanças de que um dia voltem.


Foi-se o tempo em que a vizinhança conhecia o jardineiro pelo nome. Era ele que atendia, com muito prazer, as senhoras que ao final da missa de domingo pediam uma mudinha de violeta ou de murta. O jardim era seu local de trabalho e de prazer. Ali passava o dia inteiro revolvendo a terra, podando galhos, replantando mudas, admirando o seu pedaço de paraíso. E vigiando para que nenhum moleque pisasse em suas flores. Porque jardim público era lugar de rosas, dálias, manacás, lírios, margaridas, esporinha, veludo, brincos de princesa, beijos, violetas, jasmins....

Mas as coisas mudaram para pior. Nossos jardins perderam as flores e ganharam um novo layout, uma tendência nacional que fez de cada um igual a qualquer outro. E nenhum é bonito. Não perca seu tempo fotografando seu amor nestes recantos. Nunca se saberá se a foto foi feita na Praça dos Namorados ou em outra qualquer de Aracaju, de Belém ou do Rio.

Nossos jardineiros foram vítimas da praticidade dos administradores municipais que terceirizaram os serviços. Agora, de tempos em tempos, um batalhão de operários (outro dia contei dezesseis) pousa sobre os gramados dos parques e dos canteiros centrais das avenidas. São jardineiros de outra galáxia. Vêm munidos de cortadores elétricos de grama, óculos especiais e luvas. Ora, vamos e venhamos, não podem ser jardineiro aqueles que no final do dia têm as unhas tão limpas como a de um dentista! Jardineiro de verdade mete a mão na terra com a intimidade que a natureza lhe concede em retribuição ao amor que ele devota às plantas. Mas esse pelotão intergalático deixa a grama limpa e bem aparada durante a semana que se segue. Depois o mato volta, a tiririca toma conta e o que se vê é feio e triste.

Temos uma flora rica e diversificada, mas longe dos olhos da população. Quem não se encanta com nossas orquídeas? São muitas, belíssimas e objeto de cobiça de colecionadores de todo o mundo. Mas só podemos admirá-las durante a Semana do Verde, quando são expostas e comercializadas em tendas armadas pelas prefeituras. Por que os jardins públicos não têm orquidários?

Fazer a coisa certa não é tão difícil e tão caro como parece. Em São Paulo, cada praça tem um zelador que monitora os espaços e cuida das plantas. E - morramos de inveja dos franceses - os 52 km lineares de canteiros dos jardins do Chateau de Vilandry são cuidados por apenas 13 jardineiros. E são lindos e floridos como as peças publicitárias que exaltam os nossos prefeitos.

Marcos Alencar.

ABRIL VERMELHO, INVASÕES E MORDOMIAS.

Onoticiário nacional nos dá conta de que, mais uma vez, os assentamentos do Incra surgem como inimigos de conservação da Floresta Amazônica. Relatório preliminar do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Comissão Econômica para a América latina e o Caribe (Cepal) sobre o plano de combate ao desmatamento da Amazônia põe esses assentamentos como um dos principais problemas da estratégia do governo para barrar a destruição da floresta.


Promove-se no país, desde que Sarney assumiu o poder, indevidamente, com a morte de Tancredo Neves, a mais indecente reforma agrária. O que se realiza, de verdade, no Brasil é uma inconsequente retalhação do território nacional, com gente da pior espécie, que nunca trabalhou, jamais plantou um pé de quiabo, não por falta de semente ou terra, mas por preguiça, incapacidade para trabalhar a terra, sem saber como plantar.

Existem uns raros assentamentos que frutificaram, porque foram dispensadas terras e colonos que foram acostumados ao trabalho árduo. Mas esses assentamentos formam um verdadeiro oásis no meio do deserto de aproveitadores inescrupulosos, invasores criminosos de terra que querem fazer negócio com aquilo que recebem. Jamais plantarão qualquer coisa porque são oportunistas, despreparados, treinados para invadir.

Não existe no mundo um processo tão ordinário, tão viciado, tão sujo, de se desapropriar terra para dar a verdadeiros marginais, que jamais produzirão algo para seu sustento. Não é fácil trabalhar a terra. Não há dinheiro que chegue para pagar, honrar todas as obrigações fiscais impostas pela legislação, principalmente para quem tem trabalhadores rurais, que paga corretamente salários e FGTS, e cumpre com todas as normas trabalhistas do país que mais cobra impostos no mundo.

Acho que as chamadas terras improdutivas, que estão para especulação imobiliária, devam servir para desapropriação, dentro do critério do exame sério de um zoneamento agrícola para ver o que pode ser produzido ali. Se o país não tem um zoneamento agrícola, para o financiamento da produção de gêneros essenciais, como distribuir terra a quem não sabe nem ao menos o que pode plantar?

O que na realidade essa gente esperta, que faz invasões, sob o comando de notórios subversivos de esquerda, quer é tomar de assalto o poder. São uns doentes mentais, inconsequentes. Como será possível inverter a paixão do povo brasileiro por liberdade, carnaval e futebol?

Cerca de 3 mil integrantes do MST ocuparam dia 11 último as dependências externas da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia, como parte dos protestos do "Abril Vermelho". Como o MST tem bom diálogo com o governo baiano, atendeu o pedido dos invasores, distribui carne para eles e instalou 32 banheiros químicos na área. "Não achamos nada demais, é até uma obrigação do Estado fornecer carne para alimentação dos trabalhadores", disse o coordenador estadual do MST, Márcio Matos. Voz da inconsequência...

Não tem jeito! Estamos vivendo num país de inconsequentes, onde quem trabalha, luta para ter suas terras, está sujeito a esse bando de invasores, sem um mínimo de escrúpulos, que pode tudo!

Gutman Uchôa de Mendonça

PARTIDO DEMOCRATA DO BRASIL?

O PSDB se perde em brigas internas e, por isso, se mostra incapaz de fazer oposição focada e densa.


Divide-se em grupos, cada um com seu candidato presidencial preferido, como se a eleição de 2014 fosse amanhã e não tivesse adversário a enfrentar. O clima está longe de ser promissor ou construtivo.

Dilma Rousseff é refém da crise fiscal que fez Lula popular e a elegeu Presidente. Não toma atitudes fortes contra a valorização do real, que ameaça desindustrializar o País, porque dólar desvalorizado facilita importações e impede inflação ainda mais explosiva que a de hoje. E porque precisa de fortes entradas de dólares para cobrir o rombo das contas externas.

Daí os juros elevados. Medidas “meia-boca”. Imobilismo.

O governo anunciou cortes orçamentários de R$50 bilhões, que não realizará, e repassa mais R$55 bilhões, recolhidos no mercado a juros pesados, para o BNDES emprestar a grandes empresas a juros subsidiados. Corte mesmo só em itens como o combate ao trabalho escravo.

A “mágica” se esgotou. ¼ da renda das famílias vai para pagamento de dívidas. Idosos pendurados no crédito consignado.

Nada de reformas. A fisiologia corre solta. Há Ministros debochados. E Ministérios demais.

A máquina incha. Cargos para a companheirada, esbofeteando quem fez concurso e não será chamado. Desiludindo quem pretende submeter-se a concursos que não serão convocados.

Quatro meses de gestão e nada. Prato cheio para uma oposição coesa e fraterna. Não importa o número. O PT contava com oito senadores e poucos deputados, mas conseguia mobilizar forças da sociedade para enfrentar o governo Fernando Henrique, que é, aliás, o grande nome das oposições. Sua figura mais lúcida e generosa.

Tinha razão Tancredo. Presidência é destino e não promoção burocrática. O PSDB deveria ter predestinados a menos e companheiros humildes a mais. Poderia estar encurralando um governo nascido de estelionato eleitoral, que não tem saída econômica fácil: se correr o bicho pega, se ficar bicho come.

Mas está encurralando a si mesmo no jogo de egos. Parece o Partido Democrata dos EUA, especializado em perder eleições para os Republicanos.

Arthur Virgílio é diplomata, foi líder do PSDB no Senado










Arthur Virgílio é diplomata, foi líder do PSDB no Senado



QUESTÃO DE HONRA.

Quando o dinheiro é mais prezado do que a soberania nacional, é que todo mundo já jogou o país no lixo.


A imagem oficial dos combates travados entre os anos 60 e 70 no Brasil opõe, de maneira reiterada e obsessiva, os "jovens" guerrilheiros aos "velhos" generais. Adolescentes românticos e entusiastas contra setentões endurecidos e carrancudos. O estereótipo, instituído pela minissérie "Anos Rebeldes" (Globo, 1992), tornou-se obrigatório em todos os filmes, romances, contos, novelas de TV e reportagens, ao ponto de arraigar-se no imaginário popular como uma cláusula pétrea da verdade histórica, a base infalível de tudo que se pensa, acredita e sente daquele período histórico.

O simbolismo aí embutido é auto-evidente: a juventude representa a inocência, o idealismo, a esperança, a visão rósea de um mundo melhor; a velhice personifica o realismo cínico, a acomodação ao mal, o apego tacanho a uma ordem social injusta e caquética.

No entanto, é claro que nada disso corresponde aos fatos. Vejam os comandantes da guerrilha. Carlos Marighela era jovem? Joaquim Câmara Ferreira era jovem? Jacob Gorender era jovem? E os soldadinhos das Forças Armadas que trocavam tiros com os terroristas nas ruas e nos campos eram anciãos? Como em todas as guerras, os comandantes dos dois lados eram homens velhos ou maduros, os combatentes em campo eram jovens. Sob esse aspecto, nada se inventou no mundo desde os tempos homéricos.

A deformação cronológica já basta para mostrar que a visão daqueles tempos disseminada por empresas de mídia, artistas, escritores, editores, jornalistas e professores é pura obra de propaganda. Propaganda tanto mais maliciosa e perversa quanto mais adornada do rótulo autolisonjeiro de "pesquisa histórica". Por mais documentos que se revirem, por mais entrevistas que se ouçam, não há pesquisa histórica quando as perguntas são sempre as mesmas e os aspectos antagônicos são sistematicamente evitados.

Desde logo, as guerrilhas são sempre mostradas como fruto de reação ao golpe de 1964. Isso é absolutamente falso. As guerrilhas começaram em 1962, em pleno regime democrático, orientadas e subsidiadas pela ditadura cubana e ajudadas pelo presidente da República, de modo a articular, segundo a estratégia comunista clássica, a "pressão de baixo" com a "pressão de cima", a agressão armada no subterrâneo da sociedade com a agitação política vinda das altas esferas do poder. Não foram concebidas para derrubar uma ditadura, mas destruir qualquer governo, democrático ou ditatorial, que se opusesse ao plano de Fidel Castro de instituir um regime comunista no continente. Investiguem um a um os guerrilheiros, desde os líderes e planejadores até o último tarefeiro encarregado de vigiar os sequestrados. Não poucos dentre eles eram maoístas, discípulos de um monstro genocida, pedófilo e estuprador. E entre os demais não se encontrará um só que não fosse comunista, marxista-leninista, acima de tudo devoto da Revolução Cubana, que àquela altura já havia matado pelo menos 17 mil civis, quarenta vezes mais que o total de "vítimas", quase todas combatentes, que, num país de população bem maior que a de Cuba, o nosso regime militar viria a fazer ao longo de vinte anos.

Em plena contradição com o culto paralelo do "Che", as guerrilhas também surgem como um fenômeno isoladamente nacional, sem as conexões internacionais que a criaram, sustentaram e orientaram durante todo o tempo da sua existência.

Vasculhem novelas, reportagens, o diabo: raramente encontrarão referência à OLAS, a Organização Latino-Americana de Solidariedade, ancestral do Foro de São Paulo, criada nos anos 60 pela KGB e por Fidel Castro para disseminar na América Latina "um, dois, muitos Vietnãs", segundo a fórmula consagrada pelo teórico Régis Débray num livrinho idiota, A Revolução na Revolução, que os nossos guerrilheiros liam como se fosse a Bíblia.

Tudo, absolutamente tudo o que a guerrilha fez foi planejado, determinado e subsidiado desde a OLAS – o que é o mesmo que dizer: desde a Lubianka, a sede da KGB em Moscou --, o Brasil só entrando na história como o cenário inerme, um dos muitos, onde deveriam realizar-se os planos de ocupação continental concebidos pelos mentores do regime mais assassino e cruel que o mundo já conheceu.

Se a expressão “OLAS” prima pela ausência, mais inaudíveis, ilegíveis e invisíveis ainda são as iniciais K, G, B. Decorrido meio século dos acontecimentos, os esforçados "pesquisadores" da Globo, do SBT, da Folha e das universidades ainda não se lembraram de examinar os Arquivos de Moscou, onde centenas de autênticos pesquisadores, nos EUA e na Europa, têm certificado, acima de qualquer possibilidade de dúvida, a presença dominante do governo soviético na coordenação de todos os movimentos guerrilheiros no Terceiro Mundo.

O único que se interessou por esse material explosivo foi o repórter da Globo, William Waack, e só pesquisou ali acontecimentos dos anos 40, nada do tempo das guerrilhas. Mesmo assim, sua breve passagem pelos Arquivos de Moscou abriu uma ferida profunda no orgulho esquerdista, mostrando que Olga Benário Prestes não foi uma inocente militante perseguida pela ditadura getulista, e sim uma agente do serviço secreto militar soviético.

Um exemplo escandaloso do desinteresse em saber a verdade é o caso José Dirceu. O criador do Mensalão sempre se descreveu como um "ex" agente do serviço secreto militar cubano. Que história é essa de "ex"? Nenhum militar sai do serviço sem dar baixa oficialmente. Cadê o certificado de dispensa? Respeitosos, cabisbaixos, cientes de seus deveres de lealdade para com o segredo tenebroso das esquerdas, nossos repórteres sempre se abstiveram de fazer ao ex-deputado essa pergunta irrespondível. Resultado: com grande probabilidade, um agente estrangeiro, em pleno serviço ativo, presidiu um partido, brilhou na Câmara dos Deputados, berrou, denunciou, acusou e roubou o quanto quis.

As pessoas se escandalizam com o roubo, mas não com a intromissão cubana. Quando o dinheiro é mais prezado que a soberania nacional, é que todo mundo já jogou o país no lixo. A moral nacional hoje em dia resume-se no versinho humorístico que andou circulando pelo youtube: "Zé Dirceu, eu quero o meu."

Do desprezo geral pela busca da verdade resulta a ausência completa da ação soviética na imagem popular das décadas de 60-70. No entanto, em 1964, a KGB tinha na sua folha de pagamentos, entre milhares de profissionais de várias áreas, pelo menos uma centena de jornalistas brasileiros. Algum "pesquisador" tentou descobrir seus nomes, saber se ainda estão por aí, perguntar quanto embolsaram em dinheiro extorquido de uma população escrava? Nada. Silêncio total.

Com igual silêncio foi recebida minha sugestão de que algum dos (des)interessados entrevistasse Ladislav Bittman, o espião tcheco que confessou ter falsificado documentos para dar a impressão (até hoje aceita como pura verdade histórica) de que os EUA planejaram e comandaram o golpe de 1964.

Em compensação, a CIA é onipresente. No imaginário popular, funcionários dessa agência americana pululavam no Brasil, espionando, comprando consciências, tramando a morte de inocentes comunistas. É por isso que ninguém quer entrevistar Ladislav Bittman. O chefe da espionagem soviética no Brasil lhes contaria que na ocasião do golpe a KGB, o maior serviço secreto do mundo, não conseguiu localizar um só agente da CIA lotado no país, apenas um solitário homem do FBI, o único nome que sobrou para ser usado naqueles documentos forjados.

De um só lance, rolariam por terras bibliotecas inteiras de teoria esquerdista da conspiração, ração diária servida aos cérebros inermes de milhões de estudantes brasileiros. É vexame demais. Ocultar essa parte da história é uma questão de honra.

Por Olavo de Carvalho  - Diário do Comércio









A FESTANÇA DAS CENTRAIS.

Houve tempo em que dirigentes sindicais responsáveis faziam do dia 1.º de maio um momento de reflexão sobre os problemas que atormentavam os trabalhadores. Em muitos países, a data foi transformada no Dia do Trabalhador para homenagear aqueles que dedicaram a vida à defesa dos direitos de seus parceiros de trabalho. Nos últimos anos, porém, as centrais sindicais brasileiras transformaram o Dia do Trabalhador num pretexto para festas e discursos demagógicos, desvirtuando seu significado original.


Dinheiro para festejar não lhes falta. Além da generosa fatia a que têm direito na partilha do dinheiro extraído anualmente do bolso dos trabalhadores na forma de imposto sindical, o que lhes garante mais de R$ 100 milhões por ano, as centrais obtiveram patrocínio de empresas estatais e de algumas companhias privadas para realizar sua festança deste domingo.

Estima-se que as duas grandes festas das centrais sindicais em São Paulo - uma liderada pela Força Sindical, com o apoio de outras quatro entidades, outra preparada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) - custarão R$ 5 milhões.

Alguns artistas renomados, outros nem tanto, políticos e sindicalistas se apresentarão para cerca de 2 milhões de pessoas, atraídas não para discutir as grandes questões que afetam o mercado de trabalho e angustiam os trabalhadores, mas para ver seus artistas prediletos e concorrer a prêmios valiosos, como 20 automóveis novos.

Seria muito bom se a realidade justificasse tanta festa. As condições de trabalho e de vida no Brasil e no mundo mudaram radicalmente em relação àquelas que prevaleciam no fim do século 19, quando a data foi escolhida para homenagear os trabalhadores. E continuam a mudar para melhor. Mas problemas novos surgiram.

Nos últimos anos, o avanço da tecnologia na indústria e no setor de serviços e a internacionalização das atividades econômicas e financeiras impuseram mudanças profundas nas relações do trabalho, num processo de desregulamentação que enfraqueceu os vínculos formais entre empregador e empregado.

Com muito raras exceções, os líderes sindicais não entenderam as transformações no mundo do trabalho, no exterior e no Brasil. Continuam presos a velhas palavras de ordem, que repetem como se quisessem ter a sensação do cumprimento de seu dever. Há dias, os dirigentes das centrais sindicais apresentaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), a lista do que consideram prioritário. Os pontos são velhos conhecidos: redução da jornada de trabalho, eliminação do fator previdenciário e regulamentação do trabalho terceirizado.

Nada disseram sobre problemas graves do mercado de trabalho, que não lhes parecem causar preocupação. Alguns são tão antigos como o Brasil e outros são bastante recentes. Mas as lideranças sindicais parecem alheias às mudanças que ocorreram diante de seus narizes.

Pretendendo representar os trabalhadores em nome dos quais dizem atuar, na realidade as centrais representam, no máximo, metade dos brasileiros que vivem de seu trabalho. Dados recentes mostram que a informalidade no mercado de trabalho vem diminuindo, mas, ainda hoje, 51,5% das pessoas que vivem de seu trabalho não têm registro em carteira. Não contam com nenhum direito trabalhista e, por omissão dos sindicatos, não têm direito nem mesmo à sindicalização.

Os que mais precisam de apoio dos sindicatos são por estes inteiramente ignorados, como mostra o fato de terem sido surpreendidos pela recente onda de revoltas nos canteiros de obras de usinas hidrelétricas. Não sabiam o que ocorria em algumas das maiores aglomerações de trabalhadores do País.

Além disso, eles nada têm feito para treinar os trabalhadores de suas bases para as novas demandas do mercado de trabalho. Há empregos, mas é cada vez maior a falta de trabalhadores qualificados para ocupá-los. É preciso preparar os trabalhadores, mas, para os sindicatos, esse não é problema deles, como não são muitos outros. Por isso, a festa de Primeiro de Maio deixou de ser a festa dos trabalhadores para virar a festa das lideranças sindicais.

Fonte: O Estadão - http://bit.ly/lzxHI2





sexta-feira, 29 de abril de 2011

A IRRESPIRÁVEL ATMOSFERA POLÍTICA

Uma grande discussão sobre as classes médias emergentes foi provocada por um artigo de Fernando Henrique Cardoso. É um debate típico de grupos que disputam o poder estatal. Mas existe no mundo também um grande debate voltado para as pessoas que não disputam o poder estatal, não têm projetos de salvação, muito menos acreditam no mito do fim dos tempos.


Bruno Latour, na introdução do livro de 1.070 páginas Atmosferas da Democracia, que traz inúmeras contribuições criativas, usa uma imagem que talvez sintetize o sentimento das pessoas diante da política. Segundo ele, há conjunções planetárias tão pavorosas que os astrólogos recomendam que fiquemos em casa até que os céus mandem novas mensagens. A cena política, com seus picaretas, bufões, terroristas, é algo que desanima.

Mas se é assim, por que tanto esforço e tanto papel para detectar novas possibilidades? O próprio Latour responde no parágrafo seguinte: a astrologia e a ciência política não são exatas e há sempre a possibilidade de novas conjunções, de mudanças. O momento de desespero político permite, pelo menos, que se investiguem outras ideias, novas matérias. Aliás, a tônica de sua intervenção é defender uma política orientada para o objeto, uma política que não seja realista como no tempo de Bismarck porque a palavra realidade perdeu o sentido, diante de tantos crimes cometidos em seu nome.

De forma mais abstrata, esses temas podem ser discutidos numa série de conversas que estou preparando. No momento, vou usá-los, parcialmente, para expressar minha perplexidade diante do que acontece na Líbia.

Por que na Líbia? No século passado aderi ao socialismo revolucionário, que continha uma proposta de salvação. Nas últimas décadas tenho defendido a luta ecológica, que também encerra, embora muitos não percebam, elementos da mitologia religiosa, como o fim dos tempos.

Neste princípio do século 21, sinto a democracia liberal, pressionado pela busca de recursos naturais, caminhar pelas mesmas trilhas mitológicas, da invasão do Iraque aos bombardeios à Líbia. A suposição de que um regime político pode ser imposto de fora para dentro, com a força das bombas, só pode ser movida por sentimentos religiosos de salvação.

John Gray, cujo livro Anatomia acaba de ser lançado no Brasil, abordou essa questão na forma de sátira, escrevendo um artigo sobre a importância da tortura para preservar a democracia e a necessidade de proteger os torturadores no seu delicado papel. Foi alvo de inúmeras críticas de gente que até hoje não entendeu a sátira, escrita na tradição de Jonathan Swift, que, uma vez, propôs que os irlandeses dessem suas crianças para serem comidas pelos ingleses.

Entendo também como uma sátira o texto de Peter Sloterdjick, no livro coordenado por Latour, propondo o parlamento pneumático para levar a democracia de cima para baixo aos povos da África e do Oriente Médio. A proposta, bastante detalhada, implica um grande parlamento que, lançado de paraquedas de um avião, a uma altura de mil metros, ao cair seria inflado automaticamente. O parlamento pneumático de Sloterdjick teria lugar para 160 representantes e contaria também com algumas baterias de energia solar.

Quando John Gray questionou a imposição da democracia pela força e a tortura, estava se baseando apenas nos fatos revelados em Abu Ghraib, prisão do Iraque. Esta semana o WikiLeaks revelou inúmeros outros problemas em Guantánamo, onde até um octogenário, com demência senil, era mantido como perigoso terrorista.

O que acontece na Líbia não precisa só das sátira para se incluir na dimensão do absurdo. Basta um exame frio dos efeitos colaterais da luta pela democracia. Esses efeitos não são apenas bombardeios que às vezes atingem civis. São mais concretos e podem, paradoxalmente, representar um recuo na democracia ocidental.

Um exemplo disso é o drama dos refugiados que se concentram na Ilha de Lampedusa e obrigaram a França a interromper os trens que vinham da Itália. Apesar de o papa Bento XVI ter pedido por eles, os refugiados do Norte da África podem provocar um recuo no próprio processo de integração da Europa. Alguns países, como a França e a Alemanha, tendem a questionar o Tratado de Schengen, que permite ao estrangeiro circular, livremente, pela Europa, uma vez admitido num dos países-membros.

Outro efeito colateral interessante foi revelado esta semana pelo jornal The New York Times: um companheiro de Bin Laden, que lutou com ele no Afeganistão, foi preso em Guantánamo e libertado em 2007, é hoje líder de um dos grupos meio bizarros que lutam contra Kadafi. Sem querer, os Estados Unidos tornam-se aliados de um militante da Al-Qaeda.

Todos esses paradoxos que envolvem a democracia liberal não são novos, mesmo dentro do contexto autoritário do comunismo. Quando os tanques entraram em Praga, um grupo pequeno entre nós denunciou aquilo afirmando que o socialismo não poderia ser imposto de fora para dentro, na ponta das baionetas.

O próprio liberalismo, a julgar por pensadores como Gray e Isaiah Berlin, este já morto, pode encontrar um caminho no seu labirinto. Basta desvencilhar-se de um dos polos da contradição que o deforma. O problema é escolher entre o consenso racional sobre o melhor modo de vida ou a aceitação de que seres humanos podem desenvolver-se adotando os mais diversos modos de vida.

Isso não implica passividade diante dos crimes de Kadafi. Mas significa apenas admitir que é um absurdo imaginar que a democracia se vai impor de fora para dentro, com bombas e tortura.

O marxismo foi uma religião secular, com seus ritos e sua mensagem de salvação universal. A ecologia, com o mito do fim dos tempos, corre o mesmo risco, assim como a democracia ocidental, com suas guerras pela liberdade. Ao fundar sua ação na fé, a política, conforme observa o próprio Gray, provou ser tão destrutiva como a religião, nos seus piores momentos.

Fonte: Fernando Gabeira - O Estado de S.Paulo



CRISE NO PSDB ATINGE COMANDO ESTADUAL EM SÃO PAULO

A exemplo dos vereadores paulistanos, a bancada de deputados federais do PSDB de São Paulo resolveu pleitear maior espaço na formação da nova Executiva estadual, que será eleita daqui a uma semana.


Aurton Vignola/AE - 26.04.2011Presidência do PSDB no Estado deve ficar com Pedro Tobias, que tem apoio de AlckminInspirados pelas demandas dos vereadores, que conseguiram ampliar a influência na cúpula partidária municipal após racha que resultou na saída de seis parlamentares, os deputados decidiram pedir, na formação da Executiva estadual, o mesmo espaço obtido pelos colegas tucanos da Câmara Municipal. A palavra de ordem é "isonomia".

Em almoço na terça-feira, no Senado, os deputados Luiz Fernando Machado, coordenador da bancada paulista, e Vaz de Lima e o senador Aloysio Nunes Ferreira avaliaram que os parlamentares devem ter mais representatividade na cúpula partidária, já que a presidência do partido ficará com um deputado estadual, Pedro Tobias, que conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin.

A bancada federal quer na Executiva estadual pelo menos os cinco postos que os vereadores obtiveram na cúpula municipal. Entre eles, a vice-presidência, a primeira-tesouraria e a secretaria-geral, para a qual não há nome de consenso. O ex-governador José Serra chegou a ser procurado por deputados federais para tratar do assunto.

Eles aceitam eleger Tobias presidente estadual, mas querem indicar um nome da bancada para secretário-geral. Tobias defende a recondução do atual secretário-geral, César Gontijo. "Defendo ele de novo porque precisa ser alguém que toca o dia a dia do partido. E ele fez um bom trabalho. Quem tem mandato não toca muito a vida partidária", afirmou Tobias. Para o deputado, o partido não deve usar como critério para a escolha do presidente e demais cargos o revezamento entre deputados federais e estaduais - o atual presidente é um deputado federal. Ele defende eleição direta, em que todos os tucanos possam participar. "Isso está sendo acertado. Todo mundo será acomodado", disse Tobias. Os parlamentares acreditam que o grupo de Alckmin vai ceder espaço para evitar um novo desgaste político.

Fonte: O Estadão





MARCHA DA MACONHA?!


O juiz Alberto Fraga, do 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim), do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, concedeu nesta quinta-feira (28) habeas corpus preventivo para que manifestantes possam participar, sem serem presos, da Marcha da Maconha, marcada para o próximo dia 7, em Ipanema.

A decisão foi proferida em favor de Renato Athayde Silva, João Gabriel Henriques Pinheiro, Thiago Tomazine Teixeira, Adriano Caldas Cavalcanti de Albuquerque, Achille George Telles Lollo e Antonio Henrique Campello de Souza Dias, mas é válida para todos os demais participantes. Eles deverão participar do movimento sem usar ou incentivar o uso da substância entorpecente.

O juiz acolheu o pedido com base em decisões anteriores, proferidas pelo então juiz titular do Jecrim do Leblon, hoje desembargador Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho, que concedeu a ordem a fim de evitar a prisão dos manifestantes na marcha realizada em 1º de maio de 2010.

O magistrado afirmou ainda que a proposta da manifestação é discutir uma política pública e defender a exclusão da maconha do rol das substâncias ilícitas, sem, todavia, incentivar o seu uso ou comércio. Ele alertou, no entanto, que o Poder Judiciário, por meio da decisão, não está a chancelar o uso de qualquer tipo de droga.

No último sábado (23), quatro pessoas foram detidas na Lapa, na região central, quando faziam panfletagem para a Marcha da Maconha. O material continha frases apoiando a legalização da droga para uso particular e o calendário das passeatas do grupo.

Com eles foram apreendidos panfletos e camisas com propaganda do evento. O grupo foi autuado por apologia ao crime mas todos vão responder o processo em liberdade.


fonte: IG Rio de Janeiro

quinta-feira, 28 de abril de 2011

VOCÊ AINDA ACHA QUE O BRASIL VAI MUITO BEM?


Ronaldinho Gaúcho : R$ 1.400.000,00 por mês. "Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...

Tiririca : R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias; "Membro daComissão de Educação e Cultura do Congresso"...

Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:

Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

Sugestão:

Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

- Educação Física:

Futebol

- Música:

Sertaneja

Pagode

Axé

- História:

Grandes Personagens da Corrupção Brasileira

Biografia dos Heróis do Big Brother

Evolução do Pensamento das "Celebridades"

História da Arte: De Carla Perez a Faustão

- Matemática:

Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha

Cálculo Percentual de Comissões e Propinas

-Português e Literatura :

???????????????????????????? Para quê ???????????????????

-Biologia, Física e Química :

Excluídas por excesso de complexidade

REFLEXÃO E AÇÃO.

Analfabeto (de cada quatro só um lê e interpreta um texto de uma página), inculto, com baixo indice de instrução , não deve ter direito a ter armas, assim como a bons governantes, não sabe escolhe-los; não pode dirigir carro, não devia nem ter carro para não matar os outros.


Deve ser sempre roubado pelos politicos que tem; não deve ter direito a transporte público decente, mas deve pagar caro por esse transporte;

deve pagar pela agua quase o dobro do que o americano paga; pagar a mais cara internet do mundo e ter uma das mais lentas bandas largas do mundo tambem; pagar as maiores tarifas telefonicas moveis do mundo e ter um serviço precário.

Deve pagar quase o dobro da luz que o americano paga, pagar a segunda mais cara gasolina do mundo, pagar mais pelo gas natural que sua grande Petrobras queima aos milhoes de m³ nas plataformas de campos por não fazer a armazenagem e distribuição conveniente; não ter estradas de ferro para passageiros e cargas suficientes , ter péssimas estradas de rodagem, nem entre as principais capitais do pais .

Enfim, esse povinho tem tudo o que merece ter......menos ser cidadão ou cidadania tão decantada pela propaganda oficial , regiamente paga as emissoras de rádio e televisão.

Mais:

Americanos tem mais de quatrocentos milhões de armas distribuidas á população e não assassinam 47000 pessoas por ano. Pelo menos no territorio deles!! Sua Associação Nacional de rifles tem dois milhões de afiliados. Praticam o tiro desportivo em familia. Fizeram a maior democracia do mundo com o cidadão portando sua arma para se defender de um possivel tirano no governo.

Tem a maior frota de automóveis do planeta e não matam ceerca 40.000 pessoas em acidentes de transito por ano, como os brasileiros.

Ingleses são proibidos de portar armas, afinal são tão educados que tem uma policia que não anda armada, só em ocasioes especiais, mas servem às forças armadas , a começar pela familia real e, praticam tiro ao alvo nos seus clubs de tiro.

Suiços guardam fuzis em casa, com munição e seu equipamento militar individual. Fazem exercicios regulares de tiro e produzem as melhores armas leves do mundo, junto com os austriacos. Não saem por la matando gente !

Austriacos tem tambem as melhores industrias de armas leves , assim como belgas. tchecos e ninguém faz campanha para fecharem suas fabricas.

Os "pacificos" suecos tem sua enorme Bofors e outras industrias belicas que me fogem o nome agora.

Os jovens israelenses, quando prestam o serviço militar, andam com fuzis a tira colo pelas ruas, vão ao cinema e discotecas com eles, tomam coca-cola nas lanchonetes com eles e não se matam, apesar de estarem em guerra com os palestinos. Nem estes se matam tanto a varejo quanto os brasileiros num ano! E tem muito mais armas.

E o Brasil só produz trabucos esses é que sobram para o povão se matar, não as sabem usar por falta de educação e por falta de uma mentalidade desportiva de pratica do tiro esportivo e, de quebra por ter um sistema legal castrador inepto e falido .

Tudo isso dá motivo para campanhas pacifistas ridículas que antes de tudo visam a RESTRINGIR O LIVRE ARBITRIO DO CIDADÃO E A SUA LIBERDADE
 
Celso Ferri

A VERDADE SOBRE GUANTANAMO.

Mais de 700 documentos militares confidenciais oferecem novos e detalhados relatos dos homens que cumpriram pena na prisão da Baía de Guantánamo, em Cuba, além de também fornecerem uma nova visão sobre as provas contra os 172 homens que continuam presos no local.
Oficiais de inteligência militar, em avaliações dos detidos escritas entre fevereiro de 2002 e janeiro de 2009, avaliaram as suas histórias e revelaram vislumbres das tensões entre captores e cativos. O que começou como um experimento improvisado após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 agora parece uma instituição americana permanente e os arquivos vazados mostram o porquê, revelando as provas contraditórias e desconexas que em muitos casos nunca chegaram a um tribunal penal ou militar.

 
 Preso em Guantánamo se prepara para orações dentro da prisão da base militar americana em Cuba
Os documentos detalham meticulosamente os "bens de bolso" que dos detentos tinham consigo quando foram capturados: uma passagem de ônibus de Cabul, um passaporte falso, uma identificação de aluno forjada, um recibo de restaurante e até mesmo um poema. Eles listam as doenças dos presos – hepatite, gota, tuberculose, depressão. E observam seus interrogatórios em série, enumerando – mesmo depois de seis ou mais anos de incessante questionamento – "áreas de possível exploração". Além disso, descrevem as infrações dos presos – a agressão contra guardas, a destruição de chuveiros, a gritaria nos pavilhões. E, conforme os analistas tentavam reforçar o processo de encarceramento, foi registrado um número imenso de comentários que os detentos faziam uns sobre os outros.

Os documentos secretos, postos à disposição do New York Times e de várias outras organizações de notícias, revelam que a maioria dos 172 presos restantes foi classificada como de "alto risco", ao constituir uma ameaça para os Estados Unidos e seus aliados caso libertados sem uma reabilitação adequada e supervisão. Mas eles também mostram que um número ainda maior de prisioneiros que deixaram a base em Cuba – cerca de um terço dos 600 já transferidos para outros países – também foram designados como sendo de "alto risco" antes de serem libertados ou transferidos para a custódia de outros governos.

Os documentos não mencionam o uso das táticas duras de interrogatório em Guantánamo – incluindo a privação do sono, prisão em posições de stress e exposição prolongada ao frio – que atraiu a condenação global. Vários presos, no entanto, são retratados como tendo inventado histórias falsas sobre terem sido submetidos a abusos.

As alegações básicas do governo contra muitos dos detidos foram a público há muito tempo e têm sido constantemente contestadas pelos prisioneiros e seus advogados. Mas os processos, elaborados sob a administração Bush, oferecem uma visão mais profunda da assustadora - e falha - inteligência que persuadiu o governo Obama também de que a prisão não pode ser facilmente fechada.

Os presos que preocupam especialmente as autoridades antiterroristas incluem alguns acusados de serem assassinos da Al-Qaeda, agentes para uma missão suicida cancelada e os detentos que juraram aos seus interrogadores que iriam se vingar contra os Estados Unidos.

Os arquivos militares fornecem novos detalhes sobre o mais famoso de seus prisioneiros, Khalid Sheikh Mohammed, que teria planejado os ataques do 11 de setembro de 2001. Por volta de março de 2002, ele ordenou um ex-morador de Baltimore a vestir um colete-bomba e realizar um ataque "martírio" contra Pervez Musharraf, então presidente do Paquistão, de acordo com os documentos. Mas quando o homem, Majid Khan, chegou à mesquita paquistanesa onde foi informado que encontraria Musharraf, a missão se mostrou apenas um teste de sua "vontade de morrer pela causa".

Prisão de inocentes
Os processos também mostram que a espionagem em zonas de guerra levou à prisão de inocentes durante anos em casos de confusão de identidade ou simples infortúnio. Em maio de 2003, por exemplo, as forças afegãs capturaram o prisioneiro 1051, um afegão chamado Sharbat, perto do local da explosão de uma bomba, como mostram os documentos. Ele negou qualquer envolvimento, dizendo que era um pastor.

Investigadores de Guantánamo e analistas concordaram, citando sua história consistente, seu conhecimento de animais de pastoreio e sua ignorância de "simples conceitos militares e políticos", segundo sua avaliação. No entanto, um tribunal militar o declarou um "combatente inimigo" e ele não foi mandado para casa até 2006.

Oficiais do governo Obama condenaram a publicação dos documentos confidenciaisi, que foram obtidos pelo website WikiLeaks no ano passado, mas foram entregues ao New York Times por outra fonte. Os oficiais indicaram que uma força-tarefa do governo instituída em janeiro de 2009 analisou as informações nas avaliações dos prisioneiro e, em alguns casos, chegou a conclusões diferentes. Assim, eles disseram, os documentos publicados pelo New York Times não representa a visão do governo atual sobre os detidos em Guantánamo.



Foto: AP 
O "campo delta" da prisão de Guantánamo, em Cuba (27/06/2006)

 
Veja algumas das descobertas nos arquivos:
- O 20º sequestrador:  O caso mais bem documentado de um interrogatório violento em Guantánamo foram os questionamentos coercitivos de Mohammed Al-Qahtani realizados no final de 2002 e início de 2003. O saudita, que se acredita ter participado dos atentados do 11 de Setembro, foi amarrado como um cão, sexualmente humilhado e obrigado a urinar em si mesmo. Seu arquivo diz: "Embora os registros divulgados publicamente aleguem que o sujeito tenha sido submtido a duras técnicas de interrogatório na fase inicial de detenção", suas confissões "parecem ser verdadeiras e são corroboradas em relatórios de outras fontes". Mas alegações que ele supostamente fez contra pelo menos outros 16 outros prisioneiros - sendo a maioria em abril e maio de 2003 - são citados em seus arquivos, sem qualquer ressalva.

- Ameaças contra captores: Enquanto alguns detentos são descritos nos documentos como "compatíveis com a maioria e raramente hostis à guarda e equipe da prisão", outros falavam de violência. Um dos presos disse que "ele gostaria de dizer aos seus amigos no Iraque para encontrar o interrogador, fatiá-lo e fazer uma shawarma (um tipo de sanduíche) com sua carne, com a cabeça do interrogador saindo da ponta da shawarma". Outro "ameaçou matar um membro do serviço dos Estados Unidos decepando sua cabeça e suas mãos quando saisse da prisão" e informou um guarda que "iria matá-lo e beber seu sangue no almoço. O preso também afirmou que iria jogar aviões em casas americanas e que rezava para que o presidente Bush morresse”.

- O papel de oficiais estrangeiros: os documentos que vazaram mostram como muitos países estrangeiros enviaram oficiais de inteligência para interrogar os detentos de Guantánamo – entre eles China, Rússia, Tajiquistão, Iêmen, Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Argélia e Tunísia. Uma dessas visitas mudou os relatos de um detento: um prisioneiros saudita inicialmente disse a interrogadores dos Estados Unidos que tinha viajado ao Afeganistão para ser treinado em um campo de treinamento terrorista líbio. Mas um analista acrescentou: "O preso mudou sua história para um relato menor incriminador depois de a delegação saudita falar com ele”.

- A reputação de um líder da Al-Qaeda: o arquivo sobre Abd Al-Rahim Al-Nashiri, que foi acusado perante uma comissão militar na semana passada por armar o bombardeio do USS Cole em 2000, afirma que ele era "mais importante" na Al-Qaeda do que Khalid Sheikh Mohammed e o descreve como "tão dedicado à jihad que teria recebido injeções para promover a impotência, além de ter recomendado a injeção aos outros para que mais tempo pudesse ser passado na jihad (em vez de serem distraídos por mulheres)”.

- A má sorte dos iemenitas: os arquivos sobre dezenas dos prisioneiros restantes os retratam como soldados de baixo escalão que viajaram do Iêmen para o Afeganistão antes do 11 de Setembro para receber treinamento militar básico e lutar na guerra civil, e não como terroristas mundiais. Muitos presos na mesma situação foram mandados para casa há muitos anos, segundo os arquivos, mas os iemenitas continuam em Guantánamo por causa de preocupações sobre a estabilidade de seu país e sua capacidade de controlá-los.

- Informações duvidosas: algumas avaliações revelam o risco de confiar em informações fornecidas por pessoas cujas motivações eram obscuras. Hajji Jalil, um afegão que na época tinha 33 anos de idade, foi capturado em julho de 2003, depois que o chefe de inteligência afegãos na província de Helmand disse que Jalil tinha participado "ativamente" em uma emboscada que matou dois soldados americanos. Mas autoridades dos Estados Unidos, citando "circunstâncias fraudulentas", afirmaram depois que o chefe de inteligência e outros haviam participado da emboscada e que tinham "usado" Jalil para “acobertar a seu próprio envolvimento". Ele foi enviado para casa em março de 2005.

- Um agente britânico: um relato revela que oficiais americanos descobriram que um preso havia sido recrutado pela inteligência britânica e canadense para trabalhar como agente duplo por causa de sua “conexão com membros de várias facções”. Mas o relatório sugere que ele nunca mudou sua lealdade militante. Segundo o arquivo, a CIA, após diversos interrogatórios, concluiu que ele "ocultou informações importantes" dos britânicos e canadenses, e o avaliou como "uma ameaça" para os Estados Unidos e seus aliados no Afeganistão e no Paquistão. Ele já foi enviado de volta ao seu país.


- O interrogatório do jornalista: os documentos mostram que um dos principais motivos pelos quais o cinegrafista sudanês da Al-Jazeera, Sami Al-Hajj, foi detido em Guantánamo por seis anos foi para o questionamento sobre “o programa de treinamento da rede de televisão, seus equipamentos de telecomunicações e suas operações de coleta de notícias na Chechênia, no Kosovo e no Afeganistão", incluindo contatos com grupos terroristas. Enquanto Hajj insistia ser apenas um jornalista, seu arquivo diz que ele ajudou extremistas islâmico com dinheiro para a obtenção de mísseis Stinger e cita a alegação dos Emirados Árabes Unidos de que ele era membro da Al-Qaeda. Ele foi libertado em 2008 e voltou a trabalhar para a Al-Jazeera.

- Os primeiros a sair: os documentos revelam o primeiro olhar público aos relatórios militares de 158 detentos que não receberam uma audiência formal sob o abrigo de um regime instituído em 2004. Muitos foram avaliados como "de pouco valor de inteligência", sem laços ou conhecimento significativo sobre a Al-Qaida ou os Talebans, como foi o caso de um detento que era vendedor de carros usados no Afeganistão. Mas entre os primeiros libertados também estava um paquistanês que se tornou um homem bomba três anos depois.

Vazamento
Muitos dos dossiês incluem fotos oficiais dos detidos, dando rosto a centenas de prisioneiros que não são vistos publicamente há anos. Os arquivos - classificados como "confidenciais" e “noforn", significando que eles não devem ser compartilhados com governos estrangeiros – representam a quarta maior coleção de documentos secretos americanos que se tornaram públicos durante o ano passado; versões anteriores incluíam relatórios de incidentes militares sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque. Os promotores militares acusaram um analista de inteligência do Exército, o soldado Bradley Manning, pelo vazamento do material.

As avaliações de Guantánamo não parecem propensas a acabar com o longo debate sobre a prisão mais controversa da América. Mesmo assim, os documentos podem fornecer provas a todo tipo de posição política, oferecendo argumentos tanto a quem acredita no perigo relativo que os detentos representam quanto a quem quer entender se o sistema do governo de manter a maioria sem julgamento é justificável.

Grande parte da informação contida nos documentos é impossível de ser verificada. Os documentos foram preparados por oficiais de inteligência e militares que operavam principalmente sob a névoa da guerra e, com o passar dos anos, em uma prisão sob críticas internacionais. Em alguns casos, os juízes rejeitaram as alegações do governo, porque as confissões foram feitas durante interrogatórios violentos ou outras fontes não eram confiáveis.

Em 2009, uma força-tarefa de oficiais de agências de segurança nacionais reavaliou todos os 240 presos restantes. Eles vetaram avaliações dos militares que faziam uso de informações obtidas por outras agências e abandonaram a classificação "alto / médio / baixo" sobre o teor de risco, em favor de um olhar mais cheio de nuances de como cada detento pode agir caso seja libertado, de acordo com sua família e ambiente nacional específicos. Mas essas avaliações mais recentes ainda são secretas e não estão disponíveis para comparação. Além disso, o arquivo vazado não está completo e não contém avaliações de cerca de 75 dos detidos.

Mas apesar de todas as limitações dos arquivos, eles ainda oferecem uma visão extraordinária de uma prisão conhecida por sua confidencialidade e pela disputa entre os militares que a coordenam – usando vigilância constante, remoção forçada de celas e outras ferramentas para exercer controle – e os presos que muitas vezes lutaram com as limitadas ferramentas que possuem: greves de fome, ameaças de retaliação e grande quantidade de contrabando, que vai desde um parafuso de metal a restos de comida.

Muitos relatos afirmam que presos foram disciplinados pelo "uso inadequado de fluidos corporais", como alguns arquivos delicadamente colocam – outros mais diretos afirmam que os presos comumente jogam urina e fezes nos guardas.

Governo Obama
Nenhum novo prisioneiro foi transferido para Guantánamo desde 2007. Alguns republicanos estão incitando o governo Obama a enviar os suspeitos de terrorismo capturados recentemente para a prisão, mas até agora as autoridades se recusaram a aumentar a população carcerária. Como resultado, Guantánamo parece cada vez mais congelada no tempo, com prisioneiros trancados nos papéis que mantinham quando foram capturados.

Por exemplo, uma avaliação de um ex-oficial de alto escalão do Taleban afirma que "ele parece estar ressentido por ter sido preso enquanto trabalhava para os Estados Unidos e as forças da coalizão para encontrar o mulá Omar", uma referência ao mulá Muhammad Omar, chefe do Taleban que está se escondendo.

Mas seja qual for a verdade sobre o papel do detento, antes de sua captura em 2002, ela está no passado. Presumivelmente, esse também é o valor de todas as informações que ele possui. Ainda assim, seus carcereiros continuam a pressioná-lo para obter respostas. Sua avaliação de janeiro de 2008 – seis anos depois de ele chegar em Cuba – sustentava que valia a pena continuar a interrogá-lo, em parte porque ele poderia saber sobre o possível paradeiro do mulá Muhammad Omar".

Fonte: Charlie Savage, William Glaberson e Andrew W. Lehren, The New York Times

NOS EUA, MENINAS AFRICANAS RELEMBRAM DOR DA CIRCUNCISÃO



Em uma sala de aula do ensino médio no Brooklyn com paredes adornadas com problemas de álgebra, uma menina de 15 anos de idade nascida na Guiné conversava recentemente com suas amigas depois da aula.

O pequeno grupo – todas as alunas tinham raízes na África – não estava lá para discutir equações, mas algo muito mais pessoal. Uma delas estava compartilhando a memória do dia em que um vizinho em sua terra natal a enganou para que fosse a um hospital. Lá, ela foi amarrada e contida, e submetida à circuncisão.

Ela tinha 8 anos na época e teve de ser hospitalizado por causa do sangramento. "Eu fiquei doente", disse a menina. "Eu estava prestes a morrer." Depois que ela foi curada, uma festa de celebração foi realizada em sua homenagem.




Foto: AP
Mulheres protestos contra mutilação genital feminina em Kilgoris, Quênia (foto de arquivo)

Agora no segundo ano do ensino médio, a menina pertence a um grupo de jovens que compartilham a experiência de terem sido submetidas à circuncisão, procedimento que os críticos chamam de mutilação genital feminina.

A questão tem sido amplamente considerada uma preocupação de direitos humanos no exterior, mas está começando a representar um desafio maior nos Estados Unidos com um aumento no número de imigrantes de países da África e de outros lugares onde a prática é mais comum.

Uma conferência realizada nesta quarta-feira no Hospital Harlem, sediada pelo hospital e pelo Centro Africano para Mulheres e Famílias Sauti Yetu, grupo baseado no Bronx que trabalha para acabar com a mutilação genital feminina, terá como foco as necessidades físicas e emocionais da mulher circuncidada nos Estados Unidos.

EUA
A mutilação genital feminina é proibida nos EUA desde 1996. Alguns pais enviam suas filhas ao exterior para o procedimento, outras meninas são cortadas por familiares, sem o conhecimento dos pais durante férias no exterior.

Uma mulher de 19 anos, de Guiné, que foi mutilada antes de se mudar para os EUA, disse que sua irmã de 13 anos tinha 6 quando seus pais a submeteram ao procedimento durante uma visita à sua terra natal. "Já que ela estava lá, eles decidiram fazer isso", disse a jovem, que vive no Brooklyn.

Como todos as jovens entrevistadas para esta reportagem, ela pediu para não ser identificada, dizendo que não queria ser publicamente associada a um procedimento íntimo e controverso.

Em algumas famílias os pais se opõem à mutilação genital feminina, mas a decisão sobre se a pratica deve ou não ser feita não é sempre deles. Muitos idosos das comunidades africanas têm grande autoridade social e não pedem autorização dos pais para ter o procedimento feito em uma menina.

A menina de 15 anos da Guiné foi circuncidada sem o consentimento da mãe, que estava morando nos Estados Unidos, enquanto sua filha era criada pela avó paterna – que também não foi consultada.

A mutilação genital feminina é controversa mesmo nos países onde ela é realizada, e os críticos têm pressionado seus governos há décadas para proibir a prática. Campanhas para acabar com a prática tem feito progressos em países como o Senegal e Burkina Faso.

A prática pode causar uma variedade de problemas médicos, incluindo hemorragias extensas, infecção, menstruação dolorosa e complicações durante o parto. Algumas mulheres não procuram cuidados por temerem a reação dos médicos.
 
"Me incomoda muito quando vou ao médico, como eles não entendem", disse uma mulher de 18 anos, da Guiné, cujo aparelho genital foi cortado, que vive no Bronx. "O olhar no rosto deles revela que estão chocados e confusos."

Tradição
A mutilação genital feminina é praticada em mais de duas dezenas de países africanos e partes da Ásia e do Oriente Médio, e a Organização Mundial da Saúde estima que até 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas a ela.

A mutilação genital feminina é uma série de procedimentos realizados sem uma finalidade médica. Eles vão da clitoridectomia, a remoção de parte ou todo o clitóris, à infibulação, em que todos os órgãos genitais externos são retirados e a vagina selada, muitas vezes com os pontos deixando apenas uma pequena abertura. Apesar dos riscos e da polêmica, o corte é, em muitos lugares, feito com base em fortes convicções sobre a castidade, a limpeza e a maturidade.

"Isso não é feito com má intenção", disse Zeinab Eyega, diretor-executivo do Sauti Yetu. "Isso é feito para abraçar a criança, para trazer a criança para a comunidade". Todavia, Eyega disse que a prática é perigosa e precisa ser interrompida.

Independentemente dos argumentos sobre a prática, a experiência muitas vezes deixa lembranças indeléveis. "Aquele dia foi o pior dia da minha vida", disse uma aluna do segundo ano do ensino médio, de 16 anos de idade elevada, no Bronx. Ela disse que foi circuncidada na casa de sua avó na Guiné, quando tinha 4 anos.
Um jovem de 17 anos que foi cortada na casa de uma tia, na Costa do Marfim, aprendeu sobre os riscos médicos assistindo a uma reportagem na televisão sobre uma menina que tinha sido cortada e não podia ter filhos. "Isso me faz sentir raiva, porque talvez possa acontecer comigo", disse a jovem, que está nos Estados Unidos há oito meses. "E isso me faz sentir que minha tia mentiu para mim, mas eu sinto que ela também não sabe. Ela só me ensinou o que lhe ensinaram".

Sauti Yetu e outras organizações mantêm grupos de ajuda para africanas estudantes do ensino médio e prestam aconselhamento a mulheres que foram mutiladas.

Alguns críticos da prática também pedem leis que tornem a prática de levar uma menina ao exterior para passar pelo procedimento um crime. "Não queremos impedir as pessoas de saírem de férias", disse a assistente social Mariama Diallo. "Mas as meninas vão se sentir mais protegidas".

Mas Eyega disse uma lei como essa poderia desencorajar as mulheres a relatar a circuncisão ou procurar ajuda, por medo de causar problemas legais para suas famílias.

O projeto é patrocinado pelos representantes Joseph Crowley, democrata do Queens, e Mary Bono Mack, republicana da Califórnia. Nevada e Geórgia, bem como vários países europeus, adotaram leis similares.



fonte: The New York Times


PAI DA OVELHA DOLLY CRITICA OPNIÃO DE JUÍZ SOBRE CÉLULA-TRONCO



O pai da ovelha Dolly, Ian Wilmut, e outros cientistas britânicos reconhecidos criticaram a opinião do advogado-geral do Tribunal de Justiça Europeu, que é contra a autorização de patentes que envolvam invenções baseadas em células-tronco embrionárias humanas.
O homem que clonou a primeira ovelha e seus colegas afirmam que a opinião legal do juiz francês Yves Bot, advogado-geral do tribunal com sede em Luxemburgo, que ainda precisa ser aprovada pelos 14 juízes da Câmara, marcaria o fim das pesquisas europeias que poderiam servir para curar doenças degenerativas como o mal de Parkinson.
Em sua sentença, que respondia ao recurso apresentado pelo titular de um patente alemã, o advogado-geral assinalou que o processo de patentear "uma invenção que utilize células-tronco embrionárias" deveria ser proibido, pois sua "aplicação industrial" significaria utilizar embriões humanos "como banal matéria, o que vai contra a ética e a ordem pública".
"As pesquisas que se referem a células-tronco só podem ser patenteadas se não houver detrimento de um embrião, inclusive destruição ou alteração", assinalou o juiz Bot na sua opinião legal, que não tem, no entanto, caráter vinculativo para o tribunal.
De acordo com a publicação do jornal britânico "The Independent", Wilmut e outros 12 pesquisadores renomados no setor das células embrionárias assinalam que essa opinião legal, se for finalmente aceita, encerraria as pesquisas europeias sobre células embrionárias.
"A opinião do advogado-geral supõe uma ameaça para nossas pesquisas e para a ciência europeia em geral. As patentes são essenciais para proporcionar novos produtos com fins médicos", afirma o professor Austin Smith, presidente do centro de pesquisas de células embrionárias de Welcome Truste na Universidade de Cambridge.
O professor Peter Coffey, pesquisador de células-tronco na University College de Londres, que espera começar o teste clínico para tratar um tipo de cegueira conhecida como degeneração macular relacionada com a idade, disse que proibir esse tipo de patentes permitiria aos Estados Unidos e a outros países explorar as invenções europeias nesse setor.




fonte: Folha.com

TERREMOTOS ALTERAM EIXO DA TERRA, MAS NÃO MUDAM CLIMA



Pesquisadores do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da agência espacial americana Nasa, calculam que o terremoto recente no Japão deslocou o eixo rotacional da Terra em mais de 16,5 centímetros, alterando levemente a distribuição de massa no planeta.


Mas, segundo Allegra N. LeGrande, do Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticas da Universidade Columbia, "alterações naturais na massa da Terra na atmosfera e oceanos também causam mudanças de aproximadamente 99 centímetros no eixo rotacional todo ano", diz.


"Trocando em miúdos, as mudanças ligadas a terremotos são muito menores do que as alterações imperceptíveis que acabam ocorrendo todos os anos", diz.

De acordo com LeGrande, são as alterações maiores no eixo que provocam mudanças climáticas.
A mudança cíclica na inclinação do eixo associada a deslocamentos astronômicos, chamadas de obliquidade, tem um ciclo bastante longo, cerca de 41 mil anos, e mudam a inclinação de cerca de 22,1 graus para 24,5 graus. No presente momento, ela está ao redor de 23,4 graus.


Em latitudes mais altas, uma obliquidade maior significa maior irradiação anual total. Nas latitudes baixas, o oposto é válido e, nas médias, praticamente inexiste mudança.


Segundo LeGrande, quando a obliquidade é elevada, as diferenças entre o equador e os polos na irradiação total e, também, na temperatura, é mais ampla, resultando em estações do ano mais extremas.
"Só que as alterações que acontecem todo ano com a obliquidade são tão minúsculas que não percebemos", explica.



Fonte: Folha.com

INFARTO QUE OCORRE PELA MANHÃ PROVOCA MAIS DANOS NO CORAÇÃO


As pessoas que sofrem um ataque cardíaco pela manhã tendem a ter mais problemas do que as que sofrem em outros períodos, descobriram especialistas. Os infartos que ocorrem entre 6h e 12h têm mais chance de criar uma área maior de tecido cardíaco danificado.

A informação foi publicada nesta quinta-feira no site da "BBC News".
O estudo, publicado no "Heart Journal", analisou mais de 800 pacientes na Espanha.
Especialistas dizem que o ciclo natural do corpo pode explicar as diferenças observadas, mas aconselham mais pesquisas para confirmar as descobertas.

Já era conhecido que o relógio do corpo de uma pessoa pode aumentar ou diminuir os riscos de sofrer um ataque cardíaco.

Por exemplo, os médicos sabiam que as pessoas estão mais propensas a ter um ataque cardíaco no momento em que acordam, mas ainda não sabiam quais danos isso provocava.

Para investigar, Borja Ibanez e seus colegas analisaram dados de 811 pacientes que tinham sofrido um tipo de ataque cardíaco, um infarto do miocárdio, que ocorre quando há um período prolongado de suprimento sanguíneo bloqueado para o músculo cardíaco.



Os pesquisadores dividiram os pacientes em quatro grupos, com base no período do dia em que ocorreu o ataque cardíaco.

Eles descobriram que um grupo em particular --das 6h às 12h, ou grupo da "manhã" de ataque cardíaco-- teve infartos mais graves.

O grupo da manhã teve níveis mais elevados de uma enzima no sangue que age como marcador de morte do tecido cardíaco, em comparação aos pacientes que sofreram um ataque cardíaco à noite (entre 18h e 0h).
A julgar pelos níveis de enzima no sangue, os pesquisadores estimam que a área do coração danificada no grupo da manhã foi, em média, um quinto maior do que nos outros grupos.

Fonte: Folha.com

DELÚBIO PROTOCOLA PEDIDO DE REFILIAÇÃO AO PT !


O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares protocolou, na manhã desta quinta-feira, seu pedido de refiliação ao partido.

A carta, redigida há dois dias, está nas mãos do presidente do PT, Rui Falcão, para ser submetida à Executiva. O pedido deverá ser encaminhado ao Diretório Nacional.


O PT começa hoje a discutir a reintegração do ex-tesoureiro e a decisão poderá ser ratificada no sábado, durante reunião do Diretório Nacional da legenda.Nos bastidores do partido, o discurso é que o ex-tesoureiro deve ser premiado com a refiliação por ter se comportado discretamente desde o início do escândalo.

A votação do pedido de refiliação deve ocorrer amanhã.


Alan Marques/Folhapress
Delubio Sores almoça no Hotel Nacional em Brasília, depois de protocolar seu pedido de refiliação ao PT
Delubio Sores almoça no Hotel Nacional em Brasília, depois de protocolar seu pedido de refiliação ao PT 

 Expulso do partido em 2005 por causa do seu envolvimento no escândalo do mensalão, Delúbio foi condenado em maio do ano passado por improbidade administrativa por um colegiado do Tribunal de Justiça de Goiás.

Delúbio foi condenado em Goiás por ter apresentado declarações falsas para continuar recebendo salário como professor da rede pública estadual, mesmo sem aparecer na sala de aula nem atuar no sindicato dos professores, de 1994 a 1998 e de 2001 a 2005.

O político desfrutava de licença remunerada e passou a maior parte desse período em São Paulo, trabalhando como dirigente do PT.

Ele foi condenado a devolver R$ 164,6 mil ao Estado, teve suspensos os direitos políticos por oito anos, foi proibido de contratar com o poder público ou receber benefício fiscal por dez anos.


MENSALÃO 
Delúbio é um dos 38 réus do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, que deverá ser julgado em 2012.
Revelado em 2005 pela Folha, o esquema consistia no desvio de recursos públicos para compra de apoio político no Congresso. O PT afirma que o objetivo era financiar campanhas eleitorais do PT e de partidos aliados.

Fonte: Catia Seabra, Folha.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

FHC CRITICA DIVISÃO INTERNA DO PSDB.

Ao comentar ontem os problemas do PSDB e a saída do secretário Walter Feldman, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso considerou "lamentável" a saída de quadros da oposição e fez um "apelo à unidade" entre os partidos que a compõem.


"Ninguém pode pregar a democracia se não a praticar internamente", afirmou. Condenou o que chama de "falta de aceitação da diversidade" e aconselhou: é preciso entender que "divergências entre pessoas são normais, o que não é normal é a ruptura".

O ex-presidente falou no intervalo de um debate, no Instituto FHC, sobre política venezuelana. "É lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo uma pessoa importante", disse o ex-presidente. "Dentro de um partido é preciso se aprender a conviver com a diversidade, tem de haver pluralidade interna". Completou a fala com um convite aos oposicionistas. "Faço até um apelo ao partido: temos de nos esforçar para continuar unidos".

Sobre a possível fusão entre PSDB e DEM, ele admitiu que "há propostas nesse sentido" e que elas contêm "aspectos delicados". "Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos". Mas evitou fazer avaliações: "Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não". (Agência Estado)

Líder tucano diz que racha está sepultado

Um dia após o ex-secretário municipal Walter Feldman anunciar sua saída do PSDB, o líder do partido na Câmara Municipal, vereador Floriano Pesado, disse ter chegado a um acordo para formação da Executiva da legenda na capital, evitando uma revoada ainda maior na sigla.

Fonte: A Gazeta

REQUIÃO, O BRUCUTU.

O Sindicato dos Jornalistas de Brasília protocolou ontem no Senado uma representação solicitando advertência e censura ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), por ele ter agredido um repórter. O caso ganhou ampla repercussão na imprensa. Requião tomou o gravador de um repórter e apagou uma entrevista na qual ele era questionado sobre a aposentadoria que recebe, como ex-governador do Paraná, de R$ 24 mil. O senador deve mesmo explicações. Em 2007, em ação relativa ao Mato Grosso do Sul, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o dispositivo que concedia a aposentadoria a ex-governadores. Tramitam hoje no Supremo ações contra esse tipo de benefício em oito Estados, entre eles, o Paraná. A sociedade tem o direito de questionar o benefício, num país em que a vasta maioria se aposenta pelo INSS. A agressão a um repórter, no exercício de sua função, é algo grave, não apenas pelo repórter em si, mas pelo que ele representa: ele é o profissional que leva a informação à sociedade. As perguntas do jornalista não foram ofensivas. Em determinado momento, ele questionou se o senador não seria capaz de abrir mão da aposentadoria. "Já pensou em apanhar, rapaz? Me dá isso aqui", disse Requião, ao tomar o gravador, num gesto inadmissível numa democracia. Os políticos devem, sim, satisfação à sociedade, que paga os seus salários. Por sua truculência, o senador merece a punição do Senado. E o repúdio da sociedade.

Fonte: A Gazeta