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sábado, 28 de setembro de 2013

BRAZIU AUFABETISADO















Vergonha nacional – Oucho.info preferiu aguardar o transcorrer desta sexta-feira (27) para, na esperança de que o governo do magistral Partido dos Trabalhadores apresentasse alguma desculpa esfarrapada para o aumento do analfabetismo no País, escrever sobre o tema. Como esperado, isso não aconteceu e contou com a conivência da grande imprensa nacional, sempre obediente, que não publicou uma só matéria mais abrangente em termos políticos sobre o assunto. Ou seja, a covardia de uns e a obediência obtusa de outros acabaram prevalecendo.
Quando decidiu tomar de assalto a maior cidade brasileira, Lula, o lobista-fugitivo, disse aos paulistanos que Fernando Haddad fora o maior ministro da Educação de todos os tempos. O prefeito, que nos bastidores é conhecido como “coxinha”, foi uma ode ao fiasco enquanto responsável pela Educação, mas a magistral mentira de Lula foi desmontada com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.
De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade é de 8,7%, o que corresponde 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, taxa foi de 8,6%, equivalente a 12,9 milhões de pessoas. Trata-se da primeira vez que a taxa de analfabetismo aumenta em quinze anos. A última vez que o índice cresceu em relação ao ano anterior foi em 1997.
Sempre monitorado pelo Palácio do Planalto, o IBGE explicou que a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança”, e não significa obrigatoriamente que o índice de analfabetismo aumentou, mas que se manteve.
Essa explicação do IBGE é no mínimo uma piada de péssimo gosto, se considerado o fato de que a presidente Dilma Rousseff “vendeu” o Brasil aos estrangeiros, durante sua passagem por Nova York, como sendo o país de Alice, aquele das fabulosas maravilhas.
Esse cenário caótico e inaceitável mostra que Fernando Haddad foi um fracasso como ministro da Educação, o que também pode-se dizer a respeito do seu sucessor na pasta, o petista Aloizio Mercadante, o soberbo que conseguiu pela primeira vez na história a proeza de plagiar a si mesmo.
A tropa de choque da esquerda nacional certamente reagirá com a contundência covarde e chicaneira de sempre, mas contra fatos não há argumentos. Para provar que o messianismo petista é de camelô, o Nordeste foi a região do País que registrou o maior índice de analfabetismo, 17,4%, com alta de meio ponto percentual em relação a 2011, quando bateu na casa de 16,9%. Isso mostra que o programa “Bolsa Família” é um instrumento que permite ao PT manter e aumentar o seu curral eleitoral, sem que a contrapartida (manter os filhos na escola) seja cobrada.
Dilma Rousseff, a gerentona inoperante, que gosta de incensar a última década como sendo o período em que o Brasil foi de fato descoberto, deveria deixar de lado seu costumeiro mau humor e explicar essa situação que envergonha uma nação, não sem antes ser um atentado contra a cidadania. O mais incrível é que muita gente não consegue compreender os motivos que levam dois terços da população estarem na faixa dos que recebem menos de dois salários mínimos por mês, que para os bandoleiros do poder é uma enorme conquista.

Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O PAÍS DOS ESPECIALISTAS


Ainda contabilizamos 13 milhões de analfabetos e temos Estados como Paraíba, Piauí e Alagoas que superam os 20% - não listarei os analfabetos funcionais para não perdermos a esperança de futuro

Escreveu o Marquês de Maricá em 1837: “A opinião pública é sujeita à moda e tem ordinariamente a mesma consistência e duração que as modas”. Doutor em Filosofia em Coimbra, o marquês – ou Mariano José da Fonseca – traçou a essência do pensamento que se eterniza em nossas terras. Passados mais de 170 anos, o brasileiro mostra a cada dia ser mestre na arte de dizer muito sobre o que nada se sabe.

Ainda contabilizamos 13 milhões de analfabetos e temos Estados como Paraíba, Piauí e Alagoas que superam os 20% (não listarei os analfabetos funcionais para não perdermos a esperança de futuro). Mas quem se importa? Como disse o doutor honoris causa Lula da Silva: “Escola mesmo é a da vida”. E como há quem acredite nisso, não há restrições: de analfabetos a estudiosos, por aqui todos são especialistas em tudo!

Basta uma vinheta de plantão e pronto: o país para e assiste ao assunto dos próximos dias. Entre um feriado e outro, o povo alimenta-se de escândalos, vive à base de repercussão e protagoniza surtos de (des)conhecimento.

Exemplo claro são os períodos de eleição. No país dos especialistas, esse é o momento do surto de militantes e cidadãos politizados. Amparados pelos sólidos argumentos da propaganda gratuita, eleitores colam adesivos, levantam bandeiras e defendem candidatos como se fossem da família. Enchem as redes sociais de lixo e debatem com um ânimo que deixa qualquer sindicalista com inveja.

Esquecem, porém, que a política não dura 3 meses, mas pelo menos 4 anos. O conhecimento é tamanho que alguns não veem problema em coligações de 16 partidos e ainda discutem ideologia. Mas, terminada a eleição, chega a hora de mostrar sabedoria em novos assuntos!

Na falta de um grande evento, recorre-se aos amparos tradicionais, como futebol, música ruim, fim do mundo ou “a novela que parou o país”. Se a novidade demora a surgir, os clássicos servem de balão de oxigênio para quem se sente sufocado pela falta de algo para cheirar. Em 2013, porém, o povo anda alimentado.
Quem sentia fome de tragédia, lamentavelmente, saciou-se com o ocorrido em Santa Maria. No país dos especialistas, deu-se o surto dos peritos e analistas de segurança. Amparados pelas enriquecedoras entrevistas que tomaram as tardes na TV, o grupo especulou, condenou e levantou alardes como se estivesse na boate.

Após terem sido exploradas e saturadas todas as facetas da tragédia, a moda passou. O assunto agora é a renúncia do papa!

No país dos especialistas, aconteceu um incrível surto de doutores em catolicismo e conhecedores dos bastidores do Vaticano. Amparados pelo “Fulano, que disse para Beltrano, que contou para Ciclano”, os teólogos do faz-de-conta apontam conspirações, intrigas e golpes. E alguns, em jornais e revistas, comentam o pontificado de Ratzinger dando claras demonstrações de que nunca leram seus livros ou suas encíclicas, e que acreditam que seis décadas como intelectual valem menos que um diploma de Jornalismo.

A renúncia de Bento XVI é, sobretudo, um ato de lucidez e humildade. Somente com tais virtudes se é capaz de reconhecer que as forças já faltam e que não se tem mais capacidade para exercer o que lhe foi confiado. A lucidez lhe permitiu analisar a si mesmo. A humildade lhe permitiu conceber-se humano e já frágil diante do que dele se espera.

Então alguns questionam: “Mas logo Ratzinger?”. A simples análise da biografia do pontífice torna tal pergunta vã. A vida dos religiosos (de diversas denominações) é marcada por renúncias. Desde a renúncia à família até os desfrutes de uma vida leve. Em seu caso, Bento renunciou até a defender-se contra os que o atacaram. Sua fala sempre foi “Peço perdão pelos meus defeitos”.

Mas no país dos especialistas, cuspir ideias é mais importante que digeri-las, e as reflexões têm a profundidade de um pires de moda. E, como escreveu o romancista francês Honoré de Balzac, “A moda é um ridículo que não teme objeções”. Pensando bem, no país dos especialistas, ser ridículo sempre esteve na moda.

Gabriel Tebaldi,