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domingo, 6 de fevereiro de 2011

VICE-PRESIDENTE DO EGITO SOFRE ATAQUE A TIROS.

O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, sobreviveu a uma tentativa de assassinato, informou ontem a rede de TV americana Fox News. Segundo o relato, homens armados atiraram contra o comboio em que ele estava viajando, matando dois de seus guarda-costas. Fontes do governo egípcio, no entanto, negaram totalmente a tentativa de assassinato.


O governo dos EUA teria confirmado a veracidade do relato, segundo a Fox, mas o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs não comentou o caso. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse em Munique, na Alemanha, que os relatos sobre a tentativa de assassinato mostram em "relevo muito claro" os desafios do impasse político que paralisa o Egito e já matou pelo menos 300 pessoas e feriu 4.000, segundo a agência de Direitos Humanos da ONU.

Suleiman foi nomeado no final de semana passado, em uma tentativa do contestado presidente Hosni Mubarak de apaziguar os ânimos com a oposição, que pede sua saída do governo, depois de 30 anos no poder.

O vice-presidente é apontado como o provável interlocutor com os diversos grupos da oposição para uma iminente transição de poder no país, que já enfrenta 12 dias de protestos nas ruas. Manifestantes continuavam pacificamente na Praça Tahrir (libertação, em árabe) e prometiam ficar ali até a saída de Mubarak.

O jornal "New York Times" afirmou em sua edição de ontem que ele e militares egípcios estão negociando uma "saída honrosa" para Mubarak. As potências, lideradas pelos EUA, pressionam para que o país tenha uma transição política imediata, embora Mubarak tenha dito que só deixa o poder no final do seu mandato, em setembro.

Mas, em meio ao caos político, já há sinais de que diálogos para uma possível transição estariam começando.

NOBEL DA PAZ

O prêmio Nobel da Paz e político opositor egípcio Mohamed ElBaradei expressou sua vontade de participar de um governo de transição com os militares, uma vez que o presidente Hosni Mubarak deixe o governo. "Mubarak deve sair, não em qualquer momento, mas agora", afirma ElBaredei em declarações publicadas ontem pelo semanário alemão "Der Spiegel".

Jornalistas detidos no Egito voltam ao Brasil

Os jornalistas enviados pela Empresa Brasil de Comunicação ao Egito chegaram ontem pela manhã no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O repórter da Rádio Nacional Corban Costa, 49, e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, 31, da TV Brasil, retornaram ao Brasil após serem expulsos pelo governo egípcio. Os repórteres foram detidos na quarta, logo após chegarem ao Egito para cobrir as manifestações contra Mubarak. Eles foram vendados e mantidos sem água por cerca de 18 horas.

Sob pressão, ditador do país se reúne com ministros

O ditador do Egito, Hosni Mubarak, se reuniu ontem com os ministros do governo, enquanto a revolta popular que reivindica a sua saída entrava em seu 12º dia, informou a agência oficial Mena.

Trata-se da primeira reunião do presidente com os ministros desde que o gabinete anterior foi desfeito, uma medida que teve como objetivo apaziguar os movimentos de prostesto.

Mubarak se reuniu com o primeiro-ministro Ahmad Chafic, assim como com os ministros do Petróleo, Comércio, Finanças, Solidariedade Social e o presidente do Banco Central.

EXPLOSÃO

Um dos principais gasodutos da cidade de Arish, no norte da península egípcia do Sinai, explodiu neste sábado sem deixar vítimas, informaram fontes oficiais. As fontes não confirmaram uma informação da emissora de TV pública egípcia, que assinalou a possibilidade de o caso se tratar de uma sabotagem.

A coluna de fumaça produzida pelas explosões pode ser vista desde a Faixa de Gaza, a 70 quilômetros do local do acidente

Fonte: A Gazeta - http://glo.bo/fyPj7r

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

AL-JAZEERA É PROIBIDA, CHINA CENSURA REVOLTA.


A rede de TV Al-Jazeera, que realiza uma ampla cobertura dos protestos, teve seu sinal cortado ontem e recebeu ordens do governo para encerrar suas operações no país. Na China, a palavra "Egito" foi bloqueada na internet.

Brasileiros reclamam de embaixada no Cairo

Enquanto governos de países como Israel, Turquia e Estados Unidos iniciaram um plano para retirar seus cidadãos do Egito, turistas brasileiros encontram dificuldades de acionar plantão consular.

Fonte: O Globo

OPOSIÇÃO SE ARTICULA PARA FIM DA DITADURA NO EGITO.



Uma semana após o início dos protestos no Egito, a oposição prepara-se para a queda do regime de Hosni Mubaraki e, dividida, briga pela liderança de um governo de transição. O Prêmio Nobel da Paz Mohamed El Baradei, o líder mais conhecido no Ocidente, deixou a prisão domiciliar e pediu a saída imediata do presidente, em discurso na Praça Tahrir, epicentro dos protestos no Cairo. Acompanhado por militantes da Irmandade Muçulmana, lançou-se como líder da transição, mas foi ignorado pela principal coalizão oposicionista, que divulgou manifesto propondo uma Assembléia Constituinte. Já o ditador se reuniu com os militares e ampliou o toque de recolher, mais uma vez ignorado pelos manifestam que voltaram em massa às ruas, informa Fernando Duarte.

Fonte: O Globo



SEGURANÇA CONTRA SAQUES TEM ATÉ CRIANÇAS.



Uma onda de pânico se espalhou pelo Cairo após duas noites de saques e atos de vandalismo atribuídos a capangas leais ao ditador Hosni Mubarak e a criminosos que escaparam da prisão em circunstâncias ainda não esclarecidas. Anteontem surgiram os primeiros relatos de saques em várias áreas da cidade, incluindo o bairro de classe média Maadi, que a Folha visitou na tarde de ontem.

Um dos principais alvos dos vândalos que agiram no setor foi o supermercado da rede francesa Carrefour, situado em uma área de pacatas ruas residenciais. A fachada da loja estava parcialmente destruída, e na calçada ainda havia restos de tijolos arremessados. Segundo testemunhas ouvidas pela reportagem, homens desceram de um carro, invadiram a loja destruindo "tudo que encontraram pela frente" e roubando produtos.

Fonte: Folha de São Paulo

EUA DEFENDEM "TRANSIÇÃO" NO EGITO.



No sexto dia de protestos pela queda de Hosni Mubarak, 82, o governo dos EUA, seu aliado mais importante, sinalizou maior distanciamento do ditador egípcio. A secretária de Estado, Hillary Clinton, cobrou uma "transição ordenada" rumo à democracia -sem, no entanto, pedir claramente a saída de Mubarak. O ditador, há 30 anos no poder, surgiu cercado de militares, tentando dar demonstração de força. O sinal da TV Al Jazeera, uma das principais fontes de informação dos manifestantes, foi bloqueado. O toque de recolher foi antecipado das 16h para as 15h.

Numa clara manobra de intimidação, aviões e helicópteros militares deram rasantes sobre a multidão na praça Tahrir, centro nervoso dos protestos, no Cairo. Mas, no chão, soldados de novo evitaram coibir os manifestantes. No mesmo local, o oposicionista Mohamed ElBaradei juntou-se à multidão. "Tenham paciência, a mudança chegará nos próximos dias", disse. Embora o número de mortos tenha sido menor do que nos dias anteriores, o domingo, dia útil no Oriente Médio, foi de caos nas principais cidades. O comércio e os bancos ficaram fechados;

Fonte: Folha de São Paulo