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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

REEDUCAR É PRECISO.

No Brasil, o pensamento esquerdista tornou politicamente corretas duas atitudes que são fatais para o futuro da sociedade: rebeldia e hedonismo.

O apelo à rebeldia, imanente ao ideário esquerdizante, nasceu do jacobinismo francês, antecipando-se em meio século ao manifesto comunista de 1848; e ajustou-se à doutrina revolucionária como artifício que predispõe à violência.

Aproveitando o instinto de insatisfação inerente a todas as pessoas, a rebeldia “científica” avança furtivamente e com roupagem familiar, como no “slogan”: “a luta continua!”.

O hedonismo é o apelo ao prazer. No tempo de Epícuro, emergiu como forma de lassidão, em resposta às agruras da vida. Agora, é usado sutilmente para massificar a sociedade, por meio de sugestões de comportamento egoísta, fazendo alastrar-se o desregramento.

Com esse fim, valores sem valor são inculcados profusamente pela mídia, ganhando espaço no subconsciente coletivo, sob a idéia-força: “o que importa é ser feliz!” - ainda que à custa da felicidade alheia.

Um corolário é a busca incessante de novos direitos pessoais, sem a contrapartida dos deveres requeridos por esses mesmos direitos.

Assimiladas pela juventude, sem o antídoto da educação familiar, essas sugestões estimulam a violência sistêmica e o consumo de drogas. O crescimento contínuo dessas anomalias compromete a segurança e pode afetar a saúde pública e a própria economia do País.

É fato que a subversão contínua da cultura cristã brasileira pela ideologia gramscista tem preterido valores essenciais, colocando em risco o futuro dos nossos filhos.

Se é verdade que “quem sabe faz a hora”, é chegado o tempo de reagir. O modelo asiático é profícuo de exemplos que destacam a força do trabalho, a disciplina social e o estímulo à poupança como indutores de progresso.

Para reverter o estágio de fascinação a que foi conduzida a nossa sociedade, longo e penoso será o trabalho de substituição dos condicionamentos indesejados pelos arquétipos naturais do caráter nacional.

Portanto, não será possível recuperar a harmonia social sem a reeducação da juventude. E as atitudes a serem revigoradas são originárias da própria cultura pátria: amor ao trabalho, ao saber e à família; respeito ao próximo e cumprimento do dever.

Maynard Marques de Santa Rosa

domingo, 12 de dezembro de 2010

PARADOXO DO NOSSO TEMPO.


"Nós falamos demais,

amamos raramente,

odiamos freqüentemente.

Nós bebemos demais,

gastamos sem critérios.

Dirigimos rápido demais,

ficamos acordados até muito mais tarde,

acordamos muito cansados,

lemos muito pouco, assistimos TV demais,

perdemos tempo demais em relações virtuais,

e raramente estamos com Deus.



Multiplicamos nossos bens,

mas reduzimos nossos valores.

Aprendemos a sobreviver,

mas não a viver;

adicionamos anos à nossa vida

e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua,

mas temos dificuldade em cruzar a

rua e encontrar um novo vizinho..

Conquistamos o espaço,

mas não o nosso próprio.



Fizemos muitas coisas maiores,

mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,

mas não nosso preconceito;

escrevemos mais,

mas aprendemos menos;

planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar

e não, a esperar.

Construímos mais computadores

para armazenar mais

informação,

produzir mais cópias do que nunca,

mas nos comunicamos cada vez menos.



Estamos na era do 'fast-food'

e da digestão lenta;

do homem grande, de caráter pequeno;

lucros acentuados e relações vazias.



Essa é a era de dois empregos,

vários divórcios,

casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas,

fraldas e moral descartáveis,

das rapidinhas, dos cérebros ocos

e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e

muito pouco na dispensa.



Lembre-se de passar tempo com as

pessoas que ama, pois elas

não estarão aqui para sempre.



Lembre-se dar um abraço carinhoso

em seus pais, num amigo,

pois não lhe custa um centavo sequer.



Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua

companheira(o) e às pessoas que ama,

mas, em primeiro lugar, se ame.

Um beijo e um abraço curam a dor,

quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia,

seus amores, seus amigos,

a pessoa que lhe ama,

e, aquelas que estão

sempre ao seu lado."
 
George Carlin