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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

FUNCIONÁRIOS PEDEM CPI CONTRA PREFEITO CARLOS CASTEGLIONE DO PT

GUSTAVO RIBEIRO

O documento foi aceito pelos vereadores, mas a votação pela abertura da CPI para investigar as denúncias será na próxima sessão, na semana que vem



Funcionários públicos da prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, foram até a Câmara Municipal para protocolarem um documento com supostas denúncias de irregularidades conta o prefeito Carlos Casteglione (PT). O objetivo deles é que seja aberta uma Comissão Processante de Inquérito (CPI).

Cerca de 60 funcionários ligados ao Sindicado dos Servidores Públicos Municipais (Sindimunicipal) compareceram a sessão da Câmara de ontem. O documento apresentado tem cerca de 200 páginas e traz seis supostas irregularidades.

Dentre as denúncias há irregularidades na contratação de funcionários, redução no salário-base de servidores com cargo técnico, discriminação nos salários de professores efetivos e de designação temporária, aplicação irregular do Fundo Municipal de Trânsito e duas licitações feitas sem concorrência – as licitações já são investigadas pelo Ministério Público.

O presidente Sindimunicipal, Jonathan William, explicou que teve acesso as informações por meio de funcionários da própria prefeitura. “Queremos é que seja aberta uma CPI e que o prefeito seja afastado”, disse.

O documento foi aceito pelos vereadores, mas a votação pela abertura da CPI para investigar as denúncias será na próxima sessão, na semana que vem. É necessário que 13 dos 19 vereadores sejam a favor para que as investigações comecem. “Como eles também reivindicam aumento salarial, vamos conversar com o prefeito”, disse o presidente da Casa, Júlio Ferrari (PV).

Prefeito se reúne com vereadores e sindicato

Logo após a sessão, o prefeito se reuniu à portas fechadas com lideranças do sindicato, funcionários da prefeitura e vereadores na noite de ontem (13). Ao todo cerca de 50 pessoas estavam dentro da plenária. A reunião teve a duração de uma hora e meia, mas acordos não foram firmados em relação a reivindicação do sindicato dos servidores.

De acordo com o prefeito Carlos Casteglione (PT) esta não é a primeira reunião que acontece. “Neste ano foram quatro reuniões que o governo fez. Agora tive a oportunidade de debater os temas da pauta e reafirmar a posição que tem sido colocada em relação ás reivindicações”, diz.

Casteglione garante ainda que está a disposição da Câmara em relação às denúncias apresentadas ao sindicato. “Eu vou com certeza trazer todas as informações aos nossos vereadores para que eles possam ter ciência antes mesmo de fazer a questão da abertura ou não da possibilidade de afastamento. Estou a disposição para esclarecer os sete pontos”.

Com informações da Tv Gazeta Sul

segunda-feira, 23 de julho de 2012

DE ONDA A TSUNAMI



É preciso insistir no assunto.
Por que, em pouco mais de dois meses, o país foi tomado por monumental onda de greves, prevendo-se para depois de agosto um tsunami de proporções asiáticas?
Vale, de início, a ressalva: porque os assalariados, públicos ou privados, sentem a cada dia diminuir o valor do que recebem pelo seu trabalho, em proporção aritmética, ao tempo em que suas despesas aumentam em proporção geométrica.
Não se fala, por certo, das minorias incrustadas no aparelho estatal, do tipo ministros, procuradores, parlamentares e penduricalhos. Sequer vale citar os vigaristas das estruturas privadas, do tipo banqueiros, empreiteiros, empreendedores, bem nascidos e similares. Estes, como aqueles, constituem a casta de quantos, milenarmente, vivem às custas da maioria.
A indagação vai por conta da gente comum, da massa de funcionários públicos, professores, trabalhadores, operários e até integrantes das profissões ditas liberais que de repente protestam contra o modo de vida a que se encontram reduzidos.
Pouco importa se componentes das massas miseráveis subiram de patamar, claro que não tanto quanto a propaganda oficial alardeia, porque na hora das greves são eles a integrar os primeiros contingentes do protesto.
Do que se indaga é das razões de porque, de um dia para outro, despertou a indignação dos oprimidos, alguns, até, sem motivos para indispor-se tão depressa assim diante de injustiças milenares.
É nessa parte da equação que se questiona a forma, não o fundo.
Alguma influência exógena terá precipitado a reação natural e justa das camadas oprimidas, acima e além de seus reclamos naturais.
Aqui pode repousar a resposta dessa charada envolta num mistério circundado por um enigma de proporções mais do que definidas: estão querendo despertar forças naturais através de métodos canhestros cujo objetivo é domínio do poder. Quem?

Aqueles empenhados em desempenhar o papel de defensores dos oprimidos, ainda que pretendendo oprimi-los um pouco mais.
A CUT e o PT e seus serviçais. Com que objetivo? De retomar o controle do Estado e de suas instituições, que um dia, durante os oito anos do governo Lula, mantiveram através da contenção dos movimentos sociais, conseguindo sufocá-los.
Descobre-se a chave para a compreensão dessa nova realidade. Querem enquadrar a presidente Dilma, transformá-la no marionete que era quando escolhida pelo primeiro-companheiro para sucede-la, transformando-se numa sombra.
Acontece que a presidente, se não libertou-se, ao menos sacudiu a crosta em que pretendiam envolve-la. Estrilou e discordou do modelo engendrado para torna-la mero interregno entre dois mandatos do Lula.
Como combate-la?
Ironicamente, com as armas que serviram para derrotar a ditadura. Estimulando greves que não tiveram lugar nos dois mandatos anteriores. E que não teriam agora caso a personalidade de Dilma fosse outra.
Na verdade, imaginaram deter o poder integral. Contrariados, tratam-na como adversária. Ninguém se iluda, vem mais por aí, atingindo outras categorias do serviço público
e, em especial, estendendo-se à área privada. Metalúrgicos e bancários estão sendo preparados.
Carlos Chagas