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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

NOVO DIRETOR DE FURNAS VÊ GRUPOS SE DEGLADIANDO.

Recém-nomeado para dirigir Furnas, o engenheiro Flávio Decat promete atuar para "arrumar e pacificar" a estatal do setor elétrico. Ele afirma que grupos políticos "aparentemente estão se digladiando" dentro da empresa, alvo de acusações de irregularidades.Decat nega ser ligado a José Sarney, apesar do conteúdo de grampos da Polícia Federal indicarem o contrário, e afirma que seu único padrinho político é "a presidente".


Apesar da afirmação, a indicação agrada a dois grupos peemedebistas: o da família Sarney e o do governador do Rio, Sérgio Cabral. A nomeação deixou insatisfeita, entretanto, a bancada peemedebista da Câmara e gerou a primeira crise da montagem do segundo escalão do governo Dilma.

Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 5 de fevereiro de 2011

DILMA ENFRENTA CUNHA E ALVES.

Diante das ameaças feitas pela bancada do PMDB na Câmara de entregar todos os cargos no governo se não mantivesse o comando de Furnas, a presidente Dilma Rousseff decidiu ontem nomear o engenheiro Flávio Decat para a presidência da estatal como uma forma de barrar a pressão dos peemedebistas ligados ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dilma ficou especialmente contrariada com as declarações do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), ao GLOBO rejeitando a indicação do nome de Decat, ex-diretor da Eletrobras, que tem proximidade com ela e com o grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A decisão da presidente Dilma foi tomada no final da manhã, depois de uma reunião que contou com as presenças do vice-presidente Michel Temer e dos ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Edison Lobão (Minas e Energia) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais). Segundo relatos, a presidente não gostou de ter sido desafiada com a exigência feita pela bancada do PMDB do Rio de Janeiro de fazer a nova nomeação.


A escolha do engenheiro Flávio Decat para a presidência de Furnas deu ainda mais força para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e para o aliado de primeira hora da presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Decat é amigo de longa data do filho mais velho de Sarney, Fernando Sarney, indiciado em investigações sobre corrupção e que tem indicado parte dos presidentes e diretores do setor elétrico do governo desde os tempos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Foha de São Paulo

SÓCIA DE FURNAS OMITIU SUA ORIGEM EM PARAÍSO FISCAL.

A Companhia Energética Serra da Carioca, empresa pivô da crise em Furnas, omitia seu sócio controlador e não apontava a origem do dinheiro investido na construção de uma hidrelétrica em Goiás em sociedade com a estatal, indicam documentos obtidos pela Folha. Apesar dessas suspeitas, levantadas em relatório do corpo técnico do BNDES, Furnas comprou da empresa a participação no negócio da hidrelétrica. Pagou pelas ações, em agosto de 2008, cerca de R$ 80 milhões. Oito meses antes, a Serra da Carioca havia entrado no negócio desembolsando apenas R$ 7 milhões pelas mesmas ações.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

FURNAS PRESSIONOU BNDES EM PROL DE SÓCIO SUSPEITO

Furnas pressionou BNDES em prol de sócio suspeito


Furnas pressionou o BNDES em 2008 pela liberação de um empréstimo de R$ 587,9 milhões para a construção de uma hidrelétrica no interior de Goiás em sociedade com uma empresa considerada suspeita pelos técnicos do banco. O BNDES suspendeu a assinatura do contrato de financiamento após Furnas incluir entre os sócios do empreendimento a Companhia Energética Serra da Carioca.

Além de considerá-la com um "conceito cadastral ruim", técnicos do banco ressaltaram em relatório interno obtido pela Folha a existência de investigações contra diretores da empresa. O BNDES só liberou o financiamento depois que a empresa saiu do negócio.

Fonte: O Estado de São Paulo