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domingo, 18 de setembro de 2011

A REFORMA E O MENSALÃO.

Não é só o controle da mídia que separa o PT do PMDB na pauta de debates na base de sustentação do governo. Também na reforma política há um abismo entre os dois partidos que representam o alicerce da aliança em torno da presidente Dilma Rousseff. A razão é simples: os dois temas são mantidos pelo PT apenas como peças de defesa para atos de corrupção protagonizados pelo partido na quase uma década de experiência de poder.

A censura à mídia, vestida pelo pomposo figurino de controle social, tem a óbvia motivação de enquadrar o noticiário sobre corrupção tanto na gestão anterior quanto na atual, na qual já provocou as demissões de quatro ministros (o quinto, Nelson Jobim, saiu por divergências políticas). Parceiro do Ministério Público num esquema denuncista nos tempos de oposição, o PT pós-poder lida mal como alvo de denúncias.
Posto que a proposta de reforma política do deputado Henrique Fontana (PT-RS) não tem a menor chance de ser aprovada, sua preservação na pauta atende ao interesse de manter o debate sobre o ponto específico do financiamento público de campanha, que relativiza o delito de caixa dois ao qual o PT pretende restringir o mensalão.
A perspectiva do julgamento do escândalo de compra de apoio parlamentar no governo Lula, previsto para 2012, se não foi suficiente para abortar seu mandato, ameaça seriamente a carreira política de expressivas figuras do partido e dá à oposição forte bandeira eleitoral no ano em que o PT se empenha em reduzir a hegemonia municipal do PMDB. Sem falar em 2014.
A reforma hoje cumpre esse papel.

Consenso só para o debate
Saudada como apoio ao projeto de Fontana, a concordância de PDT, PSB e PC do B em votar a reforma na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ainda este mês está longe de significar um consenso. Ao vender essa "vitória", o ex-presidente Lula apenas mantém o debate na pauta. Ainda prepara uma mobilização popular a favor da proposta do PT, no dia 4 de outubro em Brasília. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), ajuda, acenando com a votação em plenário no mês de novembro. Mas o PMDB não quer votar nenhuma reforma que não banque o distritão e, além disso, defende um financiamento misto, público e privado, e não apóia o modelo do "fundo público", gerido pelo TSE, como propõe Fontana.

Em causa própria
Já o apoio do PDT à reforma é para inglês ver. O deputado Miro Teixeira (RJ), liderança influente no partido, considera que uma reforma pelo Congresso deixará a suspeita de ter sido feita em causa própria. Por isso, defende ampla consulta popular.

Afago estratégico
Os afagos da presidente Dilma ao PMDB visam aos descontentes do partido, que mantêm o governo sob ameaça. No Senado, Eunício de Oliveira (CE) cozinha em fogo brando, há duas semanas, a indicação do relator da prorrogação da DRU até 2015, que libera R$ 14 bilhões do Orçamento para livre gestão do Planalto. Na Câmara, cinco deputados assinaram o requerimento da CPI da Corrupção, As adesões, que desgastam mais ainda o líder Henrique Eduardo Alves (RN), foram dos deputados Nelson Bornier (RJ), Raul Henry (PE), Valdir Colatto (SC), André Zacharow (PR) e Almeida Lima (SE).

Constrangimento
Começa a ficar difícil para alguns congressistas disfarçar o constrangimento com o lobby do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pela nomeação da mãe, a deputada Ana Arraes (PSB-PE), para o Tribunal de Contas da União (TCU).
João Bosco Rabello - O Estado de S.Paulo

domingo, 28 de agosto de 2011

EM MINAS, PMDB ROMPE COM O PT.

A provável reedição da aliança entre o PT e o PSDB em torno da reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), levou a bancada estadual do PMDB a encerrar hoje (25) a parceria que matinha com petistas na Assembleia Legislativa de Minas. Esse foi o principal motivo alegado pelos peemedebistas, que assumiram também o peso da interferência do governo estadual tucano na dissolução do bloco de oposição no Legislativo.

Segundo o ex-líder da minoria e agora líder do PMDB na Assembleia, deputado estadual Antônio Júlio, a forma como os petistas tratam os aliados em relação ao pleito de 2012 é "constrangedora". "O pessoal do PT, quando vai conversar sobre as eleições em Belo Horizonte, que é o balizamento das eleições no Estado, jamais cita o PMDB como parceiro, como aliado. E isso causa desconforto para todos nós. Traz um constrangimento para essa unidade do bloco", afirmou.

Apesar de afirmarem que ainda não há definição, lideranças do PT, PSDB e PSB já admitem a reedição da aliança feita em 2008. Na ocasião, o senador e então governador Aécio Neves (PSDB-MG) e o atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ex-prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT), ficaram lado a lado na campanha de Lacerda. Segundo Antônio Júlio, "o jogo da prefeitura já está jogado", mas os peemedebistas avaliam que faltou "carinho" com a legenda, deixada de lado nos planos eleitorais petistas.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Luiz Dulci chegaram a se reunir com os deputados do PMDB na semana passada e pediram que o grupo mantivesse as conversas, mas o apelo não adiantou. "Quando nós fizemos bloco, nenhum deles foi ouvido. Então, a decisão agora também é nossa", ressaltou o parlamentar, referindo-se também à direção do PMDB.

Antônio Júlio também confirmou que o secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro (PSDB), procurou os peemedebistas para forçar o fim do bloco. Segundo o deputado, os telefonemas e promessas do Executivo "não deixam de ter uma certa influência", mas garantiu que esse não foi o "problema maior".

Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O JOGO DO PMDB.

Com o enfraquecimento do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, em consequência da revelação de que, no ofício de consultor, depois que deixou a Fazenda e assumiu o mandato de deputado federal, ele multiplicou exponencialmente o seu patrimônio em apenas 4 anos, o PMDB está se articulando para rever com o governo do qual é o principal aliado a coordenação política com a sua base parlamentar, para preservar a administração Dilma Rousseff do contágio da crise instaurada.

É nisso que a caciquia peemedebista quer que a opinião pública acredite. Trata-se de um engodo. A origem das tensões entre o Planalto e a legenda do vice-presidente Michel Temer não está no enfraquecimento de Palocci. O enfraquecimento do ministro-chefe da Casa Civil é apenas uma oportunidade com a qual os seus maiorais não contavam para transformar frustrações acumuladas nestes cinco meses de novo governo em pontiagudos instrumentos de pressão sobre a presidente. Simples assim.

O partido e o governo até que se esforçaram para jogar areia nos olhos do público. Foi um fiasco. Desde logo, a ideia já ofendia a inteligência alheia. Consistia em fazer de uma trivialidade na rotina oficial um espetáculo de congraçamento. Na Base Aérea de Brasília, antes de embarcar para um bate e volta a Montevidéu, na manhã de segunda-feira, Dilma Rousseff posaria para uma photo op - como dizem os americanos para designar a encenação conveniente aos fotografados - com o vice que assumiria a interinidade por poucas horas. Faltou combinar com o temperamento da dupla.

Em lugar do registro de um caloroso abraço, que é o que aconteceria fossem os atores, digamos, o exuberante ex-presidente Lula e o afável senador Aécio Neves, o que o aparato de comunicação do Palácio acabou oferecendo foi a imagem patética de duas figuras constrangidas que mal se tocavam, sem um vestígio de sorriso, numa expressão corporal perfeitamente adequada, afinal, à verdade que desejavam escamotear. Nesse embate ninguém decerto é inocente.

Mas é fato que motivo para amargura quem tem é o PMDB, tratado a pão, água e desdém pelo governo do qual o partido se considera condômino e não visitante eventual. Começou com a montagem da equipe. Dilma subtraiu da sigla pastas importantes, como a da Saúde, dando-lhe de troco a raquítica Secretaria de Assuntos Estratégicos. Seguiu-se a gafe inaugural da exclusão de Temer da primeira reunião do conselho político do governo com a presidente. Ele teve de passar pelo constrangimento de fazer chegar ao Planalto o seu amuo.

A louvável decisão de Dilma de segurar verbas e cargos ficou azedada pela miopia política que a impedia de enxergar a obrigação de dialogar com o PMDB, por ter o partido uma bancada na Câmara incomumente coesa, como se veria na votação do salário mínimo, quando fechou com o governo, e na do Código Florestal, quando fechou contra.

E neste segundo episódio, combinando impertinência com incompetência, Dilma mandou, e Palocci topou, ameaçar o vice, pelo telefone, com a demissão dos 5 ministros da legenda. Justo pelo telefone, que o ministro se recusava a atender quando do outro lado da linha estavam políticos da base.

Ainda assim, os líderes peemedebistas no Congresso, que bloquearam as tentativas da oposição de convocá-lo a se explicar, prometem continuar a poupá-lo, pelo menos enquanto esperam o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se manifestar sobre as explicações do ministro a respeito de sua rendosa incursão pela esfera privada. O PMDB, por saber que ele não é uma unanimidade no PT, ainda mais agora que pode ser criticado como um grão-burguês, não quer lançá-lo aos lobos. Mas quer que ajoelhe no milho, para aprender bons modos.

Com Palocci - ou, principalmente, sem, na hipótese de sobrevir o pior -, Dilma terá, por sua vez, de trocar sua louvável ojeriza pelos picaretas da política pelo abominável cinismo com que seu criador, Lula da Silva, se cercou deles para garantir-se no poder.

Sob pena de ter de institucionalizar a tutela do ex-presidente.

Fonte: O Estadão.

sábado, 28 de maio de 2011

PMDB SEGURA CPI DE PALOCCI E FAZ PLANALTO REFÉM.

Pressionado pelo Planalto, o PMDB fez um pacto temporário com sete senadores rebeldes da sigla para evitar que sejam favoráveis à instalação de uma CPI que investigue o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deixando o Palácio do Planalto totalmente refém dos humores do partido. Dirigentes da sigla aproveitaram, ainda, para avisar a presidente Dilma Rousseff que não aceitarão retaliações por terem confrontado o governo na votação do Código Florestal.
Na aritmética da pressão, se os sete senadores peemedebistas, que normalmente divergem da orientação da cúpula do partido, se somarem aos 19 senadores de oposição (PSDB, DEM, PPS e PSOL) e demais insatisfeitos da base, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra Palocci passa a ser factível. São necessárias pelo menos 27 assinaturas na Casa para abrir uma investigação.

"Se contemporizando já está difícil, não é hora de colocar combustível nessa relação. Não dá para aceitar isso", diz um cacique do partido, sobre as ameaças verbalizadas por Palocci nesta semana ao vice-presidente da República, Michel Temer, de demitir ministros do PMDB diante de infidelidade do partido na votação do Código Florestal.

Segundo informação publicada na coluna de Dora Kramer, no jornal O Estado de S. Paulo, no dia da votação do código Palocci telefonou para Temer e deu o duro recado de Dilma. Palocci teria insistido ainda sobre a possibilidade de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, indicação pessoal de Temer. O vice-presidente interpretou a ação como ameaça.

Temer fez um café da manhã, na quinta-feira, no Palácio do Jaburu, quando juntou os sete peemedebistas incomodados como governo Dilma: Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS), Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC), Ricardo Ferraço (ES), Waldemir Moca (MS), Eduardo Braga (AM). Eles se comprometeram a não assinar o requerimento da CPI - houve uma "fuga", porque Jarbas assinou, mas, mesmo assim, Palocci ligou ontem no final da tarde para Temer e agradeceu pelo serviço de contenção política.

Aviso. Nesta sexta, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou não acreditar em retaliação por conta da ameaça de demissão dos ministros do PMDB. "Nem conversei com o presidente Temer, não tenho conhecimento desse fato e não acredito em retaliação contra o PMDB em decorrência da posição dos senhores deputados", disse. "Seria uma providência que jamais seria bem recebida pelo partido. Não acredito em nenhuma retaliação do governo pela posição que o PMDB possa ter", acrescentou.

Fonte: Christiane Samarco, Eduardo Bresciani e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

OS DESASTRES DA DUPLA DILMA-PALOCCI.

Onde não costuma chover, quando chove é um dilúvio. No governo Dilma, fazia bom tempo até que o céu veio abaixo por força da conjunção de duas questões tempestuosas: a revelação do enriquecimento em surdina, entre 2006 e 2010, do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o trâmite da reforma do Código Florestal, aprovada esta semana na Câmara dos Deputados. A tormenta ilhou o Palácio do Planalto, expôs a fragilidade congênita da base parlamentar do governo, cuja amplitude é inversamente proporcional à sua consistência programática, e trouxe de volta ao centro das decisões o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o inevitável apequenamento da liderança e do capital político de sua sucessora.

A crise em dose dupla levou à beira da desagregação o enlace de conveniência entre PT e PMDB, já combalido pelo ressentimento da legenda OS DESASTRES DA DUPLA DILMA-PALOCCI. http://bit.ly/jmgh1Hdo vice-presidente Michel Temer com a expansão da presença petista no governo e a preferência de sua titular por quadros técnicos pinçados por ela mesma, em detrimento de apadrinhados políticos. Para a presidente, ficou difícil escolher o pior dos males, entre a má vontade do PMDB em assumir a defesa de Palocci - e o flerte de uma parcela de seus congressistas com a iniciativa da oposição de criar uma CPI sobre o escândalo - e a obstinação do líder do partido na Câmara, Henrique Alves, em fazer aprovar a emenda ao projeto do código que anistia plantações em áreas de proteção permanente e que Dilma considerou “vergonhosa”.

A seu mando, Palocci ligou no dia da votação para Temer para informá-lo de que os cinco ministros do PMDB, a começar do titular da Agricultura, Wagner Rossi - indicado pessoalmente pelo interlocutor -, seriam exonerados caso o partido seguisse na contramão das posições da presidente. Abespinhado, o vice retrucou que a demissão seria desnecessária “porque amanhã cedo mesmo todos entregarão os seus cargos”. A ríspida conversa, testemunhada em ambas as pontas da linha, revela, de um lado, a mão pesada de Dilma e a sua tremenda falta de traquejo político; de outro, a arrogância de seu “primeiro-ministro”, conhecido antes pela sua afabilidade com aqueles em quem reconhece atributos de poder. Mais tarde, Palocci telefonou para se desculpar, mas o estrago estava feito. Lula decerto não deixaria as coisas chegar a tal ponto.

Ele sabe que a presidente precisa do PMDB, não tivesse sido ele quem costurou com a sigla a aliança eleitoral pró-Dilma - e, no embalo, acatou a demanda de Temer de ser o vice -, de olho tanto nas urnas quanto na governança. Ele acha também que Dilma não pode passar sem Palocci. Na mesma conversa com senadores petistas em que o comparou a Pelé, Lula teria prognosticado que, desprovida do ministro, Dilma “se arrastaria até o final do mandato”. Está claro que foi por instigação de seu mentor que ela enfim veio a público “assegurar” que Palocci estava dando todas as explicações necessárias e atacar a oposição por “politizar” o caso, citando a acusação tucana à Receita Federal de privilegiar uma empresa cliente de Palocci, a WTorre.

Por inadvertência ou cautela, porém definitivamente não a pedido de Lula, Dilma se guardou de dizer que tinha “absoluta confiança” no ministro, como afirmou diante dos boatos - alegadamente insuflados por ele - de que o titular da Fazenda, Guido Mantega, estava com os dias contados no governo. Faz parte das aptidões dos políticos profissionais prestar atenção não só no que diz um governante, como também no que omite. É verdade que o PMDB parece ter se desvinculado de qualquer tentativa de inquirição parlamentar do ministro que foi de excepcional rudeza com o seu dirigente, mas, como diria Dilma (quando perguntada se manteria suspensas as multas aos desflorestadores), “o futuro a Deus pertence”.

E o futuro continua carregado para Palocci. O Ministério Público Federal do DF acaba de abrir uma investigação, na esfera cível, para averiguar se os valores faturados pela Projeto, a empresa aberta em 2006 pelo então deputado, são compatíveis com os serviços prestados por ele. E no fim da semana que vem expira o prazo dado pela Procuradoria-Geral da República para o ministro se explicar.

Por Reinaldo Azevedo - @Veja

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO DA CÂMARA, LÍDER DO PMDB MANDA RECADO AO GOVERNO.

- Já de olho na reabertura das indicações do segundo escalão no governo, Henrique Eduardo Alves (RN), reconduzido pela quinta vez ao cargo de líder do PMDB, defendeu nesta segunda-feira maior espaço do partido no governo Dilma Rousseff. Ele avisa que não aceitará que o PMDB seja achincalhado e manda recado ao governo. ( Leia também: Mabel envia carta a Dilma e reafirma que não desistirá da candidatura à presidência da Câmara )


- Nunca vi um partido ser tão injustiçado e agredido como nos últimos 2 meses. Nunca apanhei tanto, os perfis que recebi os adjetivos mais leves eram de aliado incomodo e fisiológico. Isso não me atemoriza, vou continuar lutando por espaços de um partido que lutou para ganhar a eleição - disse o líder, em reunião para discutir a indicação do partido para a 1ª vice- presidência da Casa.

No discurso, Henrique Alves defendeu que a resposta ao governo seja política, ou seja, nas votações. As declarações foram dadas um dia antes da eleição da Mesa da Câmara e do Senado.

- Os governos passam, o PMDB fica - afirmou.

- São 37 ministérios, e quantos não conseguiram nomear secretários executivos do mesmo partido? Dois, do PMDB: Saúde e Turismo. Na Saúde são 1262 cargos, só dois do PMDB. Quando interessa o Temporão é do PMDB, e quando não interessa, o ministério não é do PMDB - disse o líder.

Na opinião de Henrique Alves, o PMDB venceu a eleição junto com Dilma e tem direito às indicações:

- Não vou mais aceitar isso. Ganhamos o governo para governar com ética. Temos o direito de indicar nomes qualificados porque seremos cobrados nas ruas pela co-participação nesse governo

Ele garantiu também que o partido não será um aliado incomodo. No entanto, deixou claro o recado:

- A presidente Dilma pode ficar sossegada. Somos co-aliados , não sou um aliado incomodo. O caminho que o PMDB quer construir no governo não tem o medo, omissão, covardias ou safadezas. É o caminho da verdade, coragem e do desassombro.


Fonte: O Globo -  http://glo.bo/dHzFyo

DOSSIÊ É "JOGO SUJO" DE PETISTAS, DIZ EDUARDO CUNHA.



Pivô das denúncias que recaem sobre Furnas, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diz que não é responsável por atos de Furnas e ataca o que chama de "jogo sujo" de parte do PT para ganhar espaço na estatal no governo Dilma.

O sr. disse que "aloprados" do PT tentam ocupar o espaço.

A origem desses ataques está claramente identificada. É um ex-diretor de operações, chamado Fabio Resende, que utilizou seu padrinho político, o deputado Bittar, apesar de eles serem feitos num documento apócrifo, de ele não ter tido a coragem de assinar. É um processo igual ao dos aloprados. Somos vítima de denuncismo. Não vamos usar o mesmo remédio para matar o veneno deles.
 
Fonte: Folha de São Paulo