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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CRISE NO JUDICIÁRIO E FESTAS DE FIM DE ANO AJUDAM A ENTERRAR ESCÂNDALO PIMENTEL



Como planejado – Diferentemente do que ocorreu com ministros acusados de corrupção, tráfico de influência e outras irregularidades, que acabaram deixando o cargo após um período de desgaste, o petista Fernando Pimentel, titular do Desenvolvimento, continua com lugar garantido na Esplanada dos Ministérios. Pimentel é amigo de longa data de Dilma Rousseff, desde os tempos de combate à ditadura, e é o primeiro da cota da presidente que tem o nome envolvido em escândalo.

Dilma alega que Fernando Pimentel não tem obrigação de dar explicações sobre sua vida privada, mas o que está sendo deixado para trás é a ética quando o assunto é assumir um cargo público. O caso de Pimentel nos remete ao velho e secular ditado que diz que à mulher de César não basta ser honesta, mas é preciso parecer como tal.

A alegação de Dilma Rousseff de que a vida privada do seu colaborador não deve ser discutida e julgada na esfera oficial não convence, pois o também petista Antonio Palocci Filho, que comandava a Casa Civil até meses atrás, caiu pelo mesmo motivo que açoita Fernando Pimentel. Consultorias milionárias que permitiram evolução patrimonial meteórica e surpreendente dos acusados.

A diferença entre Palocci e Pimentel é que o primeiro não teve a seu favor as festas de final de ano e o racha do Judiciário, que servirão como anestésico da consciência popular. Enquanto os brasileiros abrem os presentes de Natal e escolhem a roupa para receber o novo ano, Dilma Rousseff participa do funeral do mais novo escândalo do seu governo. Como disse certa feita o boquirroto Luiz Inácio da Silva, “nunca antes na história deste país”.
Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PALOCCI, O HERÓI.

Foi estarrecedor, na sua despedida, vê-lo aplaudido de pé como um herói. Eu não entendo mais nada.

DÁ PARA ENTENDER, claro, e até para justificar: já que como ministro empossado da Casa Civil, Palocci, que conhece todas as leis apesar de não ser advogado, não poderia mais dar consultorias, foi obrigado a fazer tudo muito rápido, para que no dia da posse já tivesse seu futuro garantido, mas tudo bem. Com R$ 20 milhões, dá para relaxar e viver bem o resto da vida.

Depois dos quatro meses de quarentena, poderá voltar a trabalhar no mesmo ramo, com o mesmo sucesso, pois continua amigo de todos os que deixou no governo, que poderão lhe passar excelentes informações. Foi estarrecedor, na hora da despedida, ver Palocci aplaudido de pé como um herói. Eu não entendo mais nada.

Cheguei a ter uma certa esperança na presidente Dilma; não era ela a durona, cheia de personalidade? Pois foi preciso Lula ir a Brasilia para resolver o nó Palocci. Dizem que ela não gostou, e depois disso Lula parece ter sossegado, se é que Lula sossega, mas os dois continuam se falando muito no telefone.

Dilma só foi candidata porque todos os possíveis candidatos à Presidência são réus no processo do mensalão.

Como dizem que o Brasil não tem memória, vale lembrar os homens de ouro da total confiança de Lula, que caíram -e mal: o então poderosíssimo José Dirceu, Delúbio, o ex-presidente do PT Genoino, seu irmão -o deputado José Nobre Guimarães-, seu assessor (o dos dólares na cueca), Gushiken, o próprio Palocci, que já tinha ficado mal na foto em Ribeirão Preto, foi ministro da Fazenda, caiu, voltou como ministro da Casa Civil, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, Professor Luizinho, Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT; são 40, mas como não dá para citar todos, ficamos com as estrelas do partido. Todos, absolutamente todos, escolha pessoal de Lula; nenhum, absolutamente nenhum, foi preso, e na última semana de agosto, o crime -formação de quadrilha-, prescreve. Quando ouço falar no PT, me arrepio.

De repente, a surpresa: sai Palocci, entra Gleisi. Será que Lula deixou Dilma escolher sozinha?

Não dá para falar rigorosamente nada de Gleisi, a não ser que ela até sorri, coisa que não acontece com nenhum petista; vamos esperar e ver. Será que ela é mais um dos escolhidos para conquistar a classe média? Ela tem tudo para isso: loirinha, olhos claros, dois filhos que ela leva à escola todos os dias, bonita, simpática, já quis ser freira, citou dois poetas em seu discurso de despedida e tem um projeto de lei dando aposentadoria às donas de casa. Um perfil perfeito para conquistar o eleitorado feminino.

Eu já acreditei em Lula, e até já votei nele, quando o outro candidato era Collor. Eu já acreditei em Dilma; não votei nela, mas dei um voto de confiança, que aliás foi retirado, depois que vi Erenice em sua posse; só por simpatia -e porque preciso ter esperança em alguém- ia dar um votinho de confiança a Gleisi, mas depois de vê-la citar Collor no discurso de despedida do Senado, fiquei na minha. Desejo felicidades a todos, e espero que Lula faça muitas palestras, ganhe muito dinheiro, e não pise nunca mais em Brasília.

Observação 1 - na despedida de Gleisi no Senado, Marta Suplicy estava de dar pena, tal o ódio que não conseguia disfarçar; por que, não sei. Mas ela espumava, praticamente.

Observação 2 - Gleisi é a única petista do governo que usa saia

Danuza Leão

PAÍS SEM PAI, PAÍS SEM PAZ.

Um dia desses comentei com a minha fiel doméstica, rainha dos fornos e fogões, que havia presenciado, paralisado, um assalto à mão armada do roubo da bolsa de uma senhora. "Bem feito, quem mandou dar bobeira!", respondeu ela, docemente. Rosalva, que de tão competente que é, cultiva o medo dos asseclas de Ricardo Teixeira venderem a dita para o Milan.

É isso aí, minha senhora, é o maior dano de um país, cujo imaginário social a respeito da lei e da ordem fica por conta de cada um. Só carece não descuidar, o resto vale tudo. Quando vi a foto do ex-ministro, ex-gente, ex-qualquer-coisa, codinome Palocci, debochando da gente depois de obviamente cometer mais uma das suas falcatruas, lembrei do verso do Chico, em "Acorda Amor", e pensei baixinho: "Socorro! Chame o ladrão! Chame o ladrão!"

Rosalva, muito mais inteligente do que eu, exceto no preparo de barreado, prato que aprendi no Sul, resolveu elaborar seu próprio estatuto legal. Ela sabe que estamos enfiados em uma modalidade de guerra caótica, onde não há a mínima divisão ética ente polícia e ladrão, entre governo ou não. Rosalva desconfia, como modus operandi da sua sobrevivência. Nem eu escapo: "Doutor me dê outra, essa sua nota de vinte tá esquisita".

Quando comentei o orgulho nacional durante a operação arrasa-favelado Alemão e semelhantes no Rio, ela atacou com toda a sua desconfiança: "Gostei mais do filme. Além disso, uma batalha daquelas sem um arranhão... A jogada foi outra: soltaram muita grana e os malandros se mandaram para outros cantões. Tem neguinho que está até nos Emirados".

E está certo. Quer ver sangue vai no açougue. Esta afro-brasileira não me respeita (ela vê muita novela, até aprendeu com Tony Ramos o italiano e 12 dialetos indianos). Ela tem certas restrições à filosofia, pregando abertamente o pragmatismo caboclo: "Enquanto o senhor está falando em puxadinho no aeroporto, eu estou batendo uma laje para hospedar torcedor na Copa. Sou mais o ?também quero? do que a falação".

Ela acha, em sua santa paranoia, que o atraso nas obras para a Copa no Brasil é de propósito. Tentei argumentar que seria a rígida incompetência imposta pelo partidão do governo, mas ela insistiu. "Deixa de ser bobo, doutor, por isso que o senhor trabalha até hoje, até alta horas". Calo a boca. "Na conversa todo mundo é bom", diz ela. "Veja os bonecos na TV antes das eleições. Todo mundo promete se transformar em saúde, segurança e educação - exatamente o que menos acontece".

Às vezes, surpreende-me com seu grau de complexidade crítica: "Essa história de empurrar os negros de graça para a universidade, que adianta? Quero para os meus meninos as vagas dos brancos, no pau a pau, não as inventadas. Se o senhor me pagar melhor eu passo eles".

Sempre sobra pra mim. É por isso que futebol é paixão, minha senhora. Por mais que roubem e inventem modas o torcedor tá sabendo quando um jogador é ruim de bola e foi traficado. É só dar o primeiro chute. O torcedor participa e entende do processo, por assim dizer. O jogador ruim, sai logo. Não precisa chegar a ministro;

Paulo Bonates - A Gazeta

sexta-feira, 10 de junho de 2011

E O PALOCCI FOI? SE (FOICE NA NOVA ORTOGRAFIA)

Existem hoje duas grandes divisões nas hostes do petismo. Os dentro e os fora.

Os dentro se lambuzam nas tetas do Estado. Aprontam, na moita ou descaradamente, mas pelos bons ofícios de uma mídia omissa, quando lhe convém, nem pia, quando desvenda alguma patifaria de um fora de série (de dentro).

Os de fora, ficam leves e soltos, no partidão ou nas suas proximidades, pois os laços entre cumpanheiros são eternos. Até que a execração pública os condene. Como a opinião pública nem fede nem cheira, só vota, a união será inseparável.

Palocci agora é mais um de fora.

Apesar das omissões gerais de todos, quanto aos deslizes anteriores do fenômeno financeiro, o crucial é que o affaire do Francenildo, por mais estapafúrdio que tenha sido, causou vivo mal - estar na dita opinião pública.

Ao enricar em curto prazo, sem explicações convincentes, e sem a aura de impunidade que circunda o cocuruto do divino mestre, o Palocci, sambou direitinho.

Indiretamente, ao esquivar – se, atabalhoadamente da trolha, Palocci, desagradou aos gregos e aos troianos.

De um lado, embananou a Presidenta (?), que enlaçada nos desígnios do loquaz palestrante, e sabedora de suas preferências por acobertar crápulas, titubeava em apontar o caminho da rua para o seu pródigo assessor e, provavelmente, uma das maiores fontes de recursos, de toda ordem (lícitos e ilícitos) para a sua dispendiosa campanha.

Desgastou ao divino mestre, seu mentor no destacado cargo, por aumentar seu patrimônio, desavergonhadamente, sem possuir as artimanhas que poderiam comprovar os seus ilícitos ganhos, isto, apesar da deplorável decisão do Procurador – Geral (Engavetador – Geral da União) que não encontrou indícios de qualquer desonestidade nos seus espantosos lucros.

Diante de tantos senões, o Palocci foi - se. Vai arrebanhar milhões de reais, agora livre de quaisquer freios e empecilhos.

Vai, e una – se ao Dirceu, ele sabe como dar a volta por cima, pelos lados e por baixo.

Você poderá não ser o papagaio de pirata que sempre foi, mas estará por detrás do pirata, sussurrando, dando dicas, obedecendo na moita aos seus interesses e do partido, entrando no palácio na calada da noite para receber tétricas ordens e horripilantes orientações, tudo em surdina.

Você tem a força, o conhecimento e o descaramento para continuar prestando valiosos serviços em prol da comunidade petista.

A você, auguramos toda a riqueza que um patife pode amealhar neste Brasil varonil.

Você e nós merecemos. Vai... mas não volta.

 Valmir Fonseca Azevedo Pereira

CINISMO E COMPANHIA ILIMITADA.

 Sem dúvida, o Brasil é hoje um país grande e influente, principalmente nos últimos nove ou dez anos sob a proficiência do Partido dos Trabalhadores, o Magnífico.

O sábio povo brasileiro, nesse tempo, elegeu um gênio político, homem de grande “çapiênssia” e “curtura”. Ele nos fez tão grandes de modo agora exportarmos para todas as sociedades ditas mais avançadas um modelo de multinacional muitíssimo avançado, ao ponto de corar os capitalistas extremados do capitalismo selvagem.

Detemos hoje a hegemonia do cinismo político e moral. Pensam que isso é ruim? Talvez seja para um ou outro de nós, mas é coisa importantíssima, uma vez que isso afasta temores, humores ou quaisquer outros sentimentos outrora corretos, mas que agora estão longe dos negócios do Estado, nesta fase de negócios importantíssimos.

Obra prima do neocapitalismo do PT é esse Palocci! Ele teve a capacidade de multiplicar por mais de vinte o seu patrimônio, mesmo tendo sido defenestrado do governo Lula por uma “violência” contra um malfadado jardineiro. Sabem os detalhes desse caso? Nem eu! Isso é coisa da “intelligentsia” do PT e quem sou eu e quem somos nós para esse entendimento. É coisa genial e somos apenas meros mortais e eleitores asnos.

“Trabalhei sob valores éticos e morais, sempre atento aos grandes interesses do Brasil, honrando o meu país, o meu trabalho e a minha família”. Lindas palavras. Mais lindas ainda foram as proferidas por Dilma Vânia Rousseff, a cândida guerrilheira assaltante de cofre, que se despediu do “companheiro de lutas”, pesarosa, pois que ele “trabalhou” sempre a favor do Brasil e pelo nosso futuro.

Palocci iniciou a sua brilhante carreira política militando no movimento “Liberdade e Luta, braço estudantil da antiga Organização Socialista Internacionalista (OSI), grupelho violento e ligado a uma das vertentes do movimento trotskista internacional.

Trotsky, velho cínico, se vivo, talvez também se coraria de ver um seu prosélito muito mais cínico que ele. Os efeitos de uma machadada na cabeça poderiam, efetivamente, ter mudado a consciência desse bandido assassino, Léon Trotsky, a ponto de fazê-lo reprovar o cinismo de um ilustre seguidor brasileiro. O líder histórico morreu na violência pela qual optou, após ter matado muito mais gente do que Hitler. O intrépido Palocci, entretanto, só cuida de machadadas não sei em quais tesouros e só tem a língua solta quando multiplica o seu invejável patrimônio. Ele não perde a cabeça!

Perdemo-las nós todos deste povo varonil, que não nos coramos mais em meio a tanta patifaria e iniquidade.

Lula deve estar certo. Nunca na história “desse” país evoluímos tanto.

Acabo de saber que o “Çupremo Tribunal Federal” negou a extradição de Cesare Battisti, assassino terrorista italiano, e protegido de Lula. É a marca do cinismo e da impostura. É o salve-se-quem-puder, desde que não sejam bandidos, ladrões ou comprometidos com mutretas e delitos de sangue.

Viva o Brasil!

Cuidem-se Ford e Microsoft. Está aí a maior multinacional da História...

Oremos...

Paulo Espíndola

CAIXA PRETA DO PALOCCI.

Por que descobrir os furos dos grandes é tão difícil e dos pequenos tão fácil?

 Qualquer um de nós sabe que por questão de centavos podemos ser chamados e multados pelo IRPF, entretanto, variações patrimoniais de milhões não levantam suspeitas e podem ser explicadas  como explicamos as coisas para as crianças: é porque é, e pronto!
              
Abaixo uma aula de como abrir a caixa preta do Palocci, mas quem acredita que isto possa acontecer.

Este é o chefe da Casa Civil do (des)governo do PT!

 1 - Nenhuma firma existe sem o respectivo CNPJ. (Equivalente ao CPF da pessoa física)

2 - Se é uma firma de consultoria, tem que ter registro na prefeitura, para recolhimento do ISS. Não há como fugir disto.

3 - Se o Dr. Palocci  faturou horrores, ele tem que ter emitido NF, pois de outra forma é muito pior. Incorreu em crime federal, trabalhando sem NF.              

4 - As somas das NF extraídas em um mês resultam no faturamento mensal, que servirá de               base para o cálculo do PIS e COFINS.

5 - A Prefeitura tem a cópia da totalidade das NF extraídas.

6 - O pagamento do IR atualmente é em avanço, com base nas NF extraídas no mês.

7    Portanto, qualquer Auditor Fiscal da Receita  Federal tem autoridade para se dirigir a firma do Dr.Palocci e lavrar um auto, comunicando que a firma será auditada a partir do dia X, devendo estar a disposição os livros fiscais x, y, z, etc.

8 - Pronto! Em 72 horas tornar-se-á clara a situação da firma do Dr. Palocci. (Qual é               mesmo o nome da firma?) Vamos saber quais são os clientes, (NF) o serviço prestado, (NF) o valor cobrado.
9 - Se a firma do Dr.Palocci não for uma firma individual, ele tem que ter pelo menos 2              
sócios.

10 - Estes sócios declaram IR de pessoa física. Com o faturamento cavalar do Dr. Palocci,               vale a pena consultar as declarações de renda das pessoas sócios do Dr. Palocci.

11 - As informações das  pessoas e da PJ tem que ser coerentes, ou então, todos estão               incorrendo em sonegação. (Crime fiscal).

12 - A compra da sala é considerada como variação patrimonial positiva e tem que recolher               imposto, ou então estará configurada mais uma  sonegação.

13 - Se um engenheiro caipira do interior sabe destas coisas, claro que os cérebros  iluminados de Brasília sabem muito mais. Só não apuram porque não querem

terça-feira, 7 de junho de 2011

EXCLUSIVO, PALOCCI O TITÃ DO CAPITALISMO.

Incapaz de levar adiante o seu trabalho à frente da Casa Civil por causa do bombardeio da imprensa, o ministro Antonio Palocci decidiu divulgar com exclusividade para the piauí Herald a lista das empresas que contrataram os seus serviços, bem como a natureza da consultoria oferecida. O ministro acredita que as informações dirimirão de uma vez por todas as dúvidas relativas ao patrimônio que acumulou nestes últimos anos.

1. Apple


"O nome tem de ser iPad", sussurrou Palocci no ouvido de Steve Jobs. O empresário americano titubeou. “Acredita, vai dar certo. Você se arrependeu quando te disse que estava na hora da Apple entrar no negócio de telefones celulares?”

2. Barcelona


Palocci vem dando bons conselhos desde o início da década de 90. Head hunter renomado, ele pode ser visto aqui aconselhando dirigentes do Barcelona a investir em talentos promissores. “Trouxe esse garoto comigo. É franzino, mas meu instinto diz que tem futuro.”

3. Facebook


Assolado com uma miríade de clientes e sem bolsos para guardar a infinidade de cartões corporativos que lhe eram entregues a cada reunião, Palocci sugeriu a um jovem Mark Zuckerberg que pensasse na criação de um site capaz de catalogar e conectar as pessoas. “Mas cuidado com uns gêmeos bem apessoados, eles podem querer roubar a idéia.”

4. Investidores americanos


Perspicaz, no início de 2007 Palocci enviou um email a seus clientes recomendando que vendessem ações da Lehman Brothers

5. CBF


Ao olhar a lista dos convocados para a Copa de 2010, Palocci telefonou para a CBF: "Olha, posso estar errado, mas tudo me diz que na hora H esse Felipe Melo pode dar problema." Palocci considera a consultoria fracassada. Ricardo Teixeira não deu ouvidos.

6. J. K. Rowling


A escritora britânica procurou Palocci. “Quero escrever um livro de culinária.” O Ministro rebateu: "Não sei... quem sabe um livro que conte as artimanhas de um bruxinho de óculos não faça mais sucesso?"

7. Eike Batista


Ao pesquisar os investimentos de Donald Trump, Palocci catou o telefone e ligou para Eike Batista: "Olha, se você quer enriquecer de verdade, use peruca."

8. Silvio Santos


O talento para a consultoria foi revelado muito cedo. Com quatro anos, Palocci orientou um rapaz que buscava largar a vida de camelô. "Fiz um benchmarking na classe C e notei uma procura por carnês de mercadorias. Achei que BAÚ poderia ser um bom nome.”

Fonte: The i-Piauí Herald - http://bit.ly/iSsaM1

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O PETISTA SE COMPLICA.

Movimento da oposição para investigar ministro Palocci ganha novas adesões
O movimento da oposição para investigar a evolução patrimonial do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ganhou força e novas adesões. Para esclarecer o enriquecimento repentino, nesta terça-feira (7) sairá a decisão sobre a convocação do petista, aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara. Segundo o líder tucano, deputado Duarte Nogueira (SP), o partido recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), invalide o pedido de audiência.

“Se eventualmente o presidente da Câmara sustar essa decisão ou torná-la sem efeito, nós recorreremos ao Supremo Tribunal”, afirmou Nogueira. A base aliada tenta forçar uma ilegalidade na votação do requerimento. Contudo, as imagens mostram que tudo aconteceu dentro das normas regimentais e de forma democrática.

Nesse cenário de esclarecimento dos fatos, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) anunciou que vai assinar o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Com a adesão, a oposição já tem 20 das 27 assinaturas necessárias no Senado. Nogueira aposta no apoio da base para tirar a proposta do papel. “Com a perda de apoio dentro do PT e da base governista, cresce cada vez mais a chance de haver a instalação da CPI”, afirmou.

Além da senadora, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), divulgou nota pedindo o “afastamento imediato” de Palocci. A central sindical é um braço político do partido de Paulinho, como é conhecido o parlamentar.
Para Nogueira, desde a revelação de que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 em quatro anos, há mais de 20 dias, a oposição tentou oferecer a chance para Palocci se explicar. No entanto, o governo resolveu blindá-lo, evitando sua ida ao Congresso. A tropa de choque impediu a votação de vários requerimentos, rejeitou outros e agora tentar anular a legítima votação da Comissão de Agricultura.

A situação do ministro se complicou com denúncia da revista “Veja”, publicada no fim de semana. A matéria revela que Palocci mora em apartamento alugado em nome de uma empresa de fachada, a Lion Franquia e Participações. A Lion está registrada em nome de dois sócios: Dayvini Costa Nunes, com 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, com 0,5%. Os dois são jovens de classe média baixa. E o mais velho confirmou ser “laranja”.

Na opinião de Nogueira, o fato só reforça a necessidade da comissão de inquérito. “A revelação piora ainda mais a situação do ministro. Há um emaranhado de fatos que só com a quebra de sigilos é possível investigar. Não há outro caminho senão uma CPI, que daria mais agilidade à investigação”, disse o líder.
Ministro perde força
→ A Força Sindical, ligada ao PDT, divulgou nota nesta segunda-feira pedindo o “afastamento imediato” do ministro Palocci. O documento é assinado pelo presidente da central sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
→ Enquanto isso, durante cerimônia no Palácio do Planalto, hoje, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, abraçou o ministro da Casa Civil e lhe desejou “força”.
→ O imóvel de 640 metros quadrados alugado por Palocci possui quatro suítes, três salas, duas lareiras, churrasqueira e outros requintes. O apartamento está avaliado em R$ 4 milhões. O condomínio chega a R$ 4.600 e o IPTU a R$ 2.300 mensais. De acordo com imobiliárias que administram as unidades vizinhas à de Palocci, o valor médio da locação naquele prédio é de R$ 15 mil.

Fonte: http://bit.ly/jIiXSx

COMISSÃO DE ÉTICA DA PRESIDÊNCIA REUNIDA PARA ANAISAR CASO PALOCCI.

A Comissão de Ética da Presidência da República está reunida desde o início da noite de hoje no Palácio do Planalto e está tratando da situação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Na última reunião realizada no dia 16 de maio, o presidente da Comissão, Sepúlveda Pertence, disse que não havia o que apurar sob a alegação de que a evolução do patrimônio de Palocci ocorreu antes de ele assumir o cargo no governo federal.

Na época, Sepúlveda reconheceu também que o próprio Palocci procurou-o pessoalmente antes de assumir o cargo no governo e que ele o orientou a mudar a razão do contrato da sua empresa para que não enfrentasse problemas com a Comissão de Ética, no que foi atendido por Palocci. Sepúlveda Pertence não está participando da reunião de hoje.

Fonte: O Estadão

PALOCCI, O CADÁVER AMBULANTE.


O ministro Antonio Palocci se transformou em um cadáver político ambulante. Perdeu aliados à esquerda e à direita. Virou a antítese de Midas, a pessoa menos indicada para coordenar qualquer coisa além de sua defesa. O governo já saiu de Palocci; falta Palocci sair do governo.
Pode-se argumentar que Palocci foi alvo de injustiça pois não há provas contra ele, apenas indícios. Mas o ministro fez a própria cama ao mostrar ser mais leal e preocupado com seus ex-clientes empresariais do que com a atual chefe. Entre o público e o privado, não restam dúvidas quanto à sua
preferência.

Virou lugar-comum comparar a atitude de Palocci com a de seu antecessor Henrique Hargreaves, que, sob suspeita em 1993, afastou-se da Casa Civil para não contaminar o governo do seu amigo Itamar Franco. Ele acabou voltando ao cargo meses depois. As diferenças são grandes, porém.
Hargreaves não só voltou ao ministério. Continuou sendo o braço-direito do ex-presidente quando este foi eleito governador de Minas Gerais em 1998. Foi seu principal secretário. Hoje, representa o governo mineiro em Brasília. Hargreaves nunca saiu do governo e o governo nunca saiu dele.

Caso Palocci deixe o governo Dilma, o comportamento do ministro durante a crise indica que ele voltará a ser consultor de empresas. Com o sucesso financeiro que Palocci obteve nos últimos anos, quem poderá recriminá-lo se fizer essa opção?
Um inconveniente é que as idas e vindas entre o setor público e o privado provocam incompatibilidades e conflitos de interesse. Palocci foi ingênuo (atendendo seu apelo por boa fé) ao dizer que setores atendidos por ele, como o financeiro e de mercado de capitais, não têm interesses diretos no governo, que seus negócios são estritamente privados.

Impostos, taxas, licenças, licitações, normas, regulamentações, leis, julgamentos, contas, publicidade oficial são apenas algumas das muitas interfaces entre empresas de quaisquer setores econômicos e o governo. Sempre há relações entre o público e o privado, e quem tem o pé em ambas as canoas é valorizado por facilitar o tráfego de um lado a outro.

Outra inconveniência é a contaminação. Sobram indícios de que a crise pessoal de Palocci está prejudicando o governo. O melhor indicador são as incontáveis declarações de apoio de próceres do PMDB à permanência do ministro no cargo.
Pode parecer incongruente que a pessoa com quem Palocci discutiu asperamente ao telefone, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), seja quem mais repete que o ministro deve ficar no governo. Não é: quanto mais tempo Palocci permanecer, mais Dilma terá que ceder aos peemedebistas. O tal diamante vale muito mais do que R$ 20 milhões, e é pago a prestações.

Se Palocci não é capaz de reconhecer isso, quão hábil ele ainda pode ser como articulador político? É insubstituível para Dilma? A se tomar como exemplo a votação do Código Florestal, não. Numa democracia, os ocupantes de cargos públicos não devem importar mais do que suas funções.
Ceder anéis brilhantes aos aliados não foi a única consequência dos problemas causados pelo principal auxiliar da presidente. Mesmo que o governo não fique paralisado, a crise de Palocci ofusca qualquer outra iniciativa governamental. Mesmo que não haja uma crise de fato, a aparência é de que há.

Mal comparando com uma tragédia real, enquanto não forem descobertos e punidos os assassinos de líderes extrativistas na Amazônia, os fantasmas dessas mortes assombrarão governo e sociedade com a lembrança indelével de que vastas áreas do Brasil estão além do alcance da lei. Casos assim precisam de investigação profunda, até uma conclusão inconteste.

Dilma demonstrou lealdade a Palocci. A contrapartida é discutível. Se demiti-lo por pressão externa parece sinal de fraqueza, mantê-lo insepulto é ainda mais desgastante. O velório interminável atrapalha o governo e enfraquece a imagem da presidente. Falta a pá de cal

Fonte: José Roberto do Toledo - O Estadão

CONSELHO DO DITADOR CHÁVEZ, "FUERZA" PALOCCI

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recomendou ”força” ao ministro da Casa Civil do Brasil, Antonio Palocci, alvo de denúncia de suspeita de enriquecimento ilícito. “Fuerza, fuerza”, afirmou Chávez, ao cumprimentar Palocci, na chegada ao Palácio do Planalto, em sua visita oficial ao Brasil.
Chávez chegou apoiado de bengala.

Por causa de um problema no joelho, o que o impediu de viajar para Brasília em maio, Chávez evitou a rampa do Palácio do Planalto e chegou pelo elevador ao salão nobre, onde foi recebido pela presidente Dilma Roussef. Depois os dois presidentes ouviram os hinos do Brasil e da Venezuela, no topo da rampa.

FONTE: Radar politica - O Estadão

PALOCCI É O DELÚBIO DA DILMA.

O vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), afirmou há pouco que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, é o “Delúbio da Dilma e, infelizmente, não teve condições de apresentar à sociedade o que se esperava dele”.

Caiado, que participa em São Paulo da abertura do Ethanol Summit, citou Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT afastado do partido por seu envolvimento no escândalo do mensalão, afirmou que a manutenção de Palocci no cargo, após a divulgação de uma série de suspeitas sobre seu repentino aumento de patrimônio antes de integrar o governo, vai “contaminar” o governo da presidente Dilma Rousseff.

O deputado afirmou ainda duvidar que o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), irá reverter a decisão da Comissão de Agricultura, tomada na semana passada, de convocar Palocci. “Ele (Maia) é presidente de uma instituição e não de um partido político, a convocação é um fato consumado e uma reversão será uma atitude agressiva e desrespeitosa.”

Fonte: Radar politico - O Estadão

domingo, 5 de junho de 2011

BAFÔMETRO, DNA E CONSULTORIAS.


Celso Ferri

 Quando um motorista se recusa a soprar no bafômetro, ele é imediatamente suspeito de estar embriagado; quando um homem se recusa a fazer o teste de DNA para determinar paternidade, ele é imediatamente suspeito e alguns juízes aceitam a recusa como admissão tácita de que é realmente o pai do pimpolho.

Agora, quando um consultor se recusa a revelar a lista de seus clientes que lhe pagaram, como se diz, os olhos da cara por seus conselhos... aí tem coisa: ninguém iria lhe pagar por conselhos banais ou, mesmo, de algum valor comercial.
Pelas quantias pagas, é de se supor que a informação foi valiosíssima e partiu de quem tem conhecimentos que extrapolam a área comercial e entram "de com tudo" nos meandros do governo. 
Para saber como funciona o governo, não há necessidade de pagar tanto: todo mundo sabe. 

O busílis é saber como fazer mover a máquina a favor deste ou daquele interessado — e isto, o dr. Palocci sabe, vale ouro, diamantes e apartamentos de vários milhões.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O PENETRA.

Menos constrangimento causaria o convidado a uma cerimônia de casamento que levantasse a mão diante da pergunta do padre se haveria ali alguém contra a celebração do matrimônio. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, foi nesta quinta-feira, 2, a imagem de um penetra dentro do governo que o abriga. E empanou, com sua presença, a festa do lançamento da principal bandeira do governo Dilma, o Brasil sem Miséria.

Esculpido para ser a marca da política social da gestão da petista, o programa travestiu-se - à revelia do Planalto - em antídoto contra a crise provocada pela revelação da fortuna não explicada de Palocci. O chefe da Casa Civil, embora sentado e sem ter sido escalado para discursar, parecia desfilar com a mão levantada pelos salões do Planalto.

Na política brasiliense, o simbolismo conta. Cada imagem é calculada para produzir efeitos. O enorme painel com a palavra "pobreza" pretendia mostrar um governo em ação. A imagem, no entanto, pousou sobre a cabeça de um sorridente Palocci. E foi captada pelos fotógrafos como síntese da reunião.

Antes da posse, Dilma começou a engendrar seu plano de combate à pobreza, algo híbrido, que fosse ao mesmo tempo tributário do Bolsa Família, mas que conduzisse sua marca pessoal.

A presença do ministro foi protocolar. Evitado pelo vice-presidente Michel Temer, liderança peemedebista com poder de desestabilizar a situação do petista no Congresso, Palocci foi mencionado por Dilma uma única vez, na apresentação dos presentes: enfim, um convidado incômodo.

Fonte: O Estadão

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A TRAJETÓRIA DE UM GIGANTE FINANCEIRO.

Nascemos no sopé de uma montanha. Alguns por deficiências congênitas ou por diversas razões, num buraco no sopé.

O buraco pode ser maior ou menor, depende da fatalidade que acompanha o nascituro.

A partir do sopé, iremos crescendo e galgando a montanha na esperança de, seguindo acima e avante, alcançar alturas melhores, o que significaria um avanço, tanto no crescimento como na obtenção de conhecimento, de bem estar, de riquezas, de amizades, enfim de vida.

Cada indivíduo pois, traça o seu caminho. Basta seguirmos a trilha deixada por um cidadão para verificarmos a trajetória de sua vida pessoal.

As trilhas se multiplicam, desde as vergonhosas até as mais brilhantes. Podemos ter uma trilha maravilhosa e, no entanto o seu responsável não chegou ao topo, parou numa certa altura, mas quando analisamos a sua luta, o seu esforço e a sua dedicação, não titubeamos em cumprimentá - lo, eis um grande homem.

Outros vão longe, e muito, no topo ou quase.

Como sempre, a dimensão da criatura poderá ser avaliada quando analisamos a sua trilha.

O Palocci foi longe. Para muitos, longe demais.

Isoladamente, juram seus inimigos, ainda estaria no início da montanha. Nas asas do PT recebeu um estrondoso impulso, e lá foi ele, aos píncaros.

Na sua trilha, aqui e acolá montículos ou grandes montes de fedorentos excrementos.

Palocci nunca se importou com o mau cheiro, e seguiu em frente.

Em cada montículo obrado um bilhete esclarecedor.

Temos os montículos de quando foi prefeito de Ribeirão Preto, acusado de receber propina de uma empresa que teria favorecido em licitações da prefeitura; ainda em Ribeirão Preto, o montículo por fraude das cestas básicas; sem contar o montículo da empresa G Tech; tem o montículo do mensalão; tem o caso do Francenildo, e agora o montículo do enriquecimento a jato, e sem maiores delongas, simples assim.

Todos os montículos exalam forte mau - cheiro. O Palocci sobe, mas o estrago fica.

Não fosse um bando de amigos, Palocci poderia estar atrás das grades.

Seus amigos são leais, poderosos e imbatíveis. Atuam em frentes de combate. Acionam todas as armas de defesa e circundam seu apadrinhado com uma barreira intransponível de proteção.

Na verdade, eles possuem a experiência, as ferramentas e sabem como anular, eliminar e desmoralizar qualquer acusação e usam odores deleitantes para disfarçar a fedentina de seus montículos.

Atualmente, alguém mais uma vez está gritando, “olha o que o Palocci fez”.

Deve ser um inimigo, um desclassificado que insiste em denegrir a brilhante trajetória do novo Midas rumo às estrelas.

Quanto ao mau – cheiro, quem está acima não sente (?), mas quem esta abaixo, valha – nos Deus.

Fonte:  Valmir Fonseca Azevedo Pereira

QUEM GOVERNA?


 A aparição do ex-presidente Luiz Inácio com objetivo de socorrer sua afilhada política, Dilma Rousseff, por conta do escândalo provocado pelo meteórico enriquecimento do ex-trotskista, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da fazenda, ex-deputado federal, atual chefe da Casa Civil e braço direito da presidente, Antonio Palocci, merece algumas reflexões.

Em fotos estampadas em jornais Luiz Inácio apareceu eufórico entre senadores do PT quase genuflexos diante do chefe. De calça branca ao ex-presidente só faltavam os sapatos bicolores e o chapéu de panamá para completar o traje porque, como todos sabem, a política é feita de malandragem, assumindo frequentemente aspectos de capoeira.

Luiz Inácio, confortável em seu terceiro mandato, reuniu-se com partidos satélites do PT, almoçou com sua afilhada e o reincidente Palocci, deu muitos conselhos a Rousseff que prontamente obedeceu aos ditames do tutor. Ela deixou por breves momentos seu silêncio sepulcral, seu recolhimento misterioso e veio a público defender o risonho Palocci, mudo como a ex-primeira-dama Marisa Letícia que parece ter feito escola.

Não se sabe, porém, se a aparição de Rousseff apaziguou os ânimos das bases aliadas, que andam um tanto desalinhadas, se despistou as incríveis fábulas ganhas por um de seus “três porquinhos” de campanha.

A presidenta, como Rousseff gosta de ser chamada sendo, portanto, uma governanta e não uma governante, não pronunciou a famosa frase petista quando a situação aperta: “assunto encerrado”. Não conseguiu acabar com a encrenca Palocci e, pior, lançou dúvidas sobre o cargo presidencial sendo lícito perguntar: quem governa?

Como se sabe foi Luiz Inácio quem praticamente compôs o atual ministério indicando, pelo menos, os ministros mais importantes. E se chegou a dizer, segundo a imprensa, que sem Palocci o governo de Rousseff se arrastaria até o fim, isto significa que não confia tanto assim na eficiência de sua sucessora como apregoava na campanha. Por que, então, a colocou lá?

Bem, em primeiro lugar, porque os possíveis quadros de seu partido não tinham condição de disputar nenhum cargo eletivo, ainda mais a presidência da República. Entre eles, José Dirceu, outro ministro da Casa Civil que teve sérios problemas com algo chamado eufemisticamente de “mensalão”, que na linguagem usual é denominado de suborno e punido como crime nos países onde as leis funcionam. Dirceu voltou à Câmara de deputados, foi cassado e chamado por uma autoridade do Judiciário de “chefe da quadrilha” do “mensalão”, o que não o impediu de ser feliz em suas consultorias e de ter continuado a exercer influência no PT. Dirceu está certo de que será perdoado de todas suas culpas na Justiça, como Palocci o foi e todos os “mensaleiros” serão. Então, quem sabe, alcançará seus sonhos mais elevados.

Entre os muitos “quadrilheiros” do “mensalão” estava também Delúbio Soares, tesoureiro do PT, que por ter seguido a lei omertá e assumido todas as culpas dos companheiros durante muito tempo teve em sua recente volta ao partido calorosa recepção. Impressionante contraste com o PT de outrora que se dizia o único partido ético, aquele que viria para mudar o que estava errado, inclusive, a corrupção.

Nos mandatos de Luiz Inácio a avalanche de escândalos nunca antes havida neste país foi bem assimilada pela sociedade, enquanto o presidente da República dizia nada saber a respeito dos fatos mesmo quando as falcatruas eram praticadas por seus subordinados mais próximos e mais íntimos.

Agora, no governo PT/Rousseff, o escândalo inicial atingiu novamente a Casa Civil, que teve como inquilina anterior a ministra chamada jocosamente de Erê 6%, conhecida por suas práticas nada edificantes no exercício da função e que foi o braço direito da atual governanta. Também Erê parece seguir seu caminho sem medo de ser feliz.

Em segundo lugar, Luiz Inácio, sem opção para indicar seu sucessor entre companheiros de partido, parece ter pinçado Dilma Rousseff não por suas qualidades de excelência gerencial, mas, exatamente pela falta destas. Desse modo, se a herança maldita lulista na economia e na política seguir pesada demais, em quem o povo porá a culpa? Em Rousseff e não naquele que virá novamente para salvar pobres e oprimidos em 2014. Afinal, o PT não pretende sair do poder pelo menos nos próximos 20 anos e já traçou seus caminhos facilitados pela ausência de oposições coerentes e firmes, pela falta de Poder Judiciário que puna crimes e abusos e da eficácia da propaganda que mantém a bestificação popular.

Palocci pode até ser beatificado junto com irmã Dulce, contudo, as ciladas do poder não garantem que roteiros traçados de antemão se realizem. Os aliados de hoje podem ser os adversários de amanhã no jogo pesado das ambições. Diante dos acontecimentos é cedo ainda para saber quem governa ou governará, se Luiz Inácio, Dilma Rousseff ou Michel Temer.

Maria Lucia Victor Barbosa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SENADORA DO PT, ESPOSA DO MINISTRO PAULO BERNARDO DEFENDE SAÍDA DE PALOCCI.

GLEISI HOFFMANN DIZ A Lula QUE, AO CONTRÁRIO DO MENSALÃO, ENRIQUECIMENTO É PROJETO PESSOAL DE Palocci
ENFRAQUECIDO PELA CRISE aberta após a revelação da multiplicação de seu patrimônio, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, É ALVO CADA VEZ MAIOR DE FOGO AMIGO, vindo tanto de aliados quanto de petistas. DEFENSORA DO governo Dilma NO CONGRESSO, A SENADORA GLEISI HOFFMANN (PT-PR) SUGERIU AO partido A SAÍDA DE Palocci DO governo. A SENADORA, MULHER DO ministro Paulo Bernardo (Comunicações),  EXPÔS sua OPINIÃO durante almoço que ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

ONTEM, NA CÂMARA, o ex-governador do Rio de Janeiro e deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) USOU ABERTAMENTE A CRISE PARA PRESSIONAR O governo A APROVAR UMA MEDIDA QUE CRIA um piso salarial para policiais. Ele disse que os deputados que defendem o piso DEVEM PEDIR A CONVOCAÇÃO DO ministro PARA DEPOR. "TEMOS UMA PEDRA PRECIOSA, UM DIAMANTE QUE CUSTA R$ 20 MILHÕES, QUE SE CHAMA Antonio Palocci", DISSE,
REFERINDO-SE AO FATURAMENTO DO ministro NO ANO ELEITORAL DE 2010, revelado pela Folha. OS ATAQUES A Palocci SE INTENSIFICARAM NA SEMANA PASSADA, DEPOIS QUE A CRISE FEZ O governo SER DERROTADO na votação do Código Florestal e acirrou os ânimos entre governo, aliados e petistas.

Aliados, com o PMDB À FRENTE, querem maior participação nas decisões de governo, aprovar questões de seu interesse e ACELERAR AS NOMEAÇÕES NO SEGUNDO ESCALÃO. Os petistas se queixam, sobretudo, DO DESCONFORTO de ter que dar explicações públicas sobre a EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO ministro. O PRIMEIRO petista ILUSTRE A RECLAMAR FOI O governador DA BAHIA, Jacques Wagner. Em entrevista a uma rádio, ele COBROU EXPLICAÇÕES E  DISSE QUE A EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DO chefe da Casa Civil "CHAMA A ATENÇÃO".
GLEISI, SEGUNDO PARTICIPANTES DO ALMOÇO COM Lula, PERGUNTOU AO ex-presidente SE ERA "ESTRATÉGICO" MOBILIZAR O governo E sua base EM DEFESA DO PROJETO PESSOAL: em referência à evolução patrimonial de Palocci. A senadora CHEGOU A COMPARAR O MOMENTO ATUAL AO ESCÂNDALO DO MENSALÃO. GLEISI DISSE QUE OS MENSALEIROS COMETERAM ERROS GRAVES EM NOME DE UM PROJETO COLETIVO. E QUE ESSE NÃO ERA O CASO DE Palocci. PROCURADA PELA FOLHA, A SENADORA NÃO QUIS REPRODUZIR O CONTEÚDO DE de sua intervenção no almoço.

Garotinho, AO DEFENDER A VOTAÇÃO DO PISO SALARIAL DE POLICIAIS, LEMBROU QUE O governo FOI OBRIGADO A VOLTAR ATRÁS NA DISTRIBUIÇÃO DE UM KIT ANTI-HOMOFOBIA: "A BANCADA EVANGÉLICA PRESSIONOU E O governo RETIROU O KIT GAY. Vamos ver agora quem é da BANCADA DA POLÍCIA. OU VOTA, OU O Palocci VEM AQUI [AO CONGRESSO]." O governo VEM SE DESDOBRANDO PARA QUE Palocci NÃO SEJA CONVOCADO A DEPOR NO CONGRESSO SOBRE sua EVOLUÇÃO PATRIMONIAL.

Fonte: Folha/uol

domingo, 29 de maio de 2011

UM EMPLASTO CHAMADO PALOCCI.

É lamentável que, defronte a esse território opaco dos segredos de uma firma chamada Projeto, protegida por uma fortaleza de "confidencialidades", deva-se ora constatar: o primeiro governo Dilma cambaleia, há menos de cinco meses de um início tão promissor. Mesmo que o prazo da sua sobrevivência se mostre incerto, afeito ainda a várias circunstâncias, já a hemorragia política letal do seu maior ministro não há como estancar, e nenhum expediente terapêutico ou jogada de craque deste que foi definido por Lula como "o Pelé da economia" - seria mesmo Pelé ou estaria mais para Ricardo Teixeira? - parecem, agora, poder reverter.

Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
O chefe da Casa Civil, Antonio Palocci


Se o regime fosse parlamentarista, essa agonia seria visível a olho nu. No presidencialismo ultracentralizado, personalista e fisiológico, em que se funda o sistema político e partidário, talvez se mostre menos evidente, e aí também o perigo maior para o futuro do governo. A derrota na votação do Código Florestal na Câmara foi fragorosa, o PMDB deliberadamente decidiu terçar lanças e testar suas forças contra PT e Planalto. Seria diferente se a Casa Civil estivesse a todo vapor cumprindo sua função política primordial? Difícil responder, mas percebe-se que o jogo de silêncio e tergiversação com que o ex-prefeito de Ribeirão Preto repete, no estilo e no conteúdo, encenações passadas, porém não esquecidas, deixou não só a base aliada à deriva, mas atingiu agora seu ponto de saturação. E o retorno do processo do caseiro Francenildo, neste instante, só tende a agravar todo um quadro suspeitoso.

A entrada em cena de Lula, garantindo respiro no curto prazo, parece destilar veneno também contra a estabilidade e força de sua maior criatura política. Estranha coreografia, essa, a do ex-presidente, diante do desastre anunciado, mal contido em sua desenvoltura de pai soberano e onipresente, recomendando a insistência no emplastro que já se sentia como encosto, como xarope ruim, como receituário incômodo e altamente dispendioso para a economia política do governo. "Tá rindo de quê?", seria a pergunta natural, diante do indisfarçável euforia com que o "Pelé da política" retornava aos meandros do oligarquismo e do personalismo com que ele tanto soube pactuar.

A tragédia no Brasil moderno, no entanto, é sempre mais vasta. Na solidão do Planalto, em algum pequeno instante iluminado, é de se esperar que a presidente Dilma avalie a dimensão do estrago e as perspectivas de desenlace que a liberem desse emplastro hoje impróprio, correndo de si mesmo nas torrentes do inexplicável e nos vícios das amizades capitais, cercado de assessores laranjas e de homens-dispositivos, servidor desregulado aos movimentos do senhor sem nome e sem pátria que alguém alcunhara, há quase 150 anos, de Das Kapital. Ele não era, ao que conste, o eleito de Dilma, bem ao contrário. Sua aceitação significou reverência ao lulo-petismo. Talvez a autonomia requerida para que a grande governante possa despontar se insinue exatamente aqui, nesta encruzilhada a que todo fel da derrota expõe. O primeiro governo Dilma declinou cedo, mas sua chefe pode agora reunir forças para um próximo período, e avançar nas reformas inadiáveis prometidas, livre de um estorvo que não criou, mas cuja proteção, a continuar, lhe custará, certo, muito caro. O preço da hoje tão nomeada blindagem, em face a um PT há muito esquecido dos trabalhadores, a uma base aliada predominantemente conservadora, chegando às raias da pura reação no caso do Código Florestal, já se manifesta algo brutal. Aquilo que no passado se dizia "esforço de militância" confunde-se, cada vez mais, com mera "manobra de milícia". Que, mercenária como qualquer milícia, arredia a toda regulação, clandestina e turva, empareda-se afinal àqueles serviços que alcançam "enorme valor", frutos de uma "experiência única".

Longe dos alaridos enganadores do poder e dos amigos da onça, a presidente Dilma poderia ensaiar exercício imaginário de contrapor a opacidade gritante do enriquecimento vertiginoso do ministro ex-Libelu à clareza cristalina da palavra pobre e rara da professora Amanda Gurgel, há dias, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Já que muita vez o soberano, na solidão de seu posto, é obrigado a escolher sob qual voz melhor se inspirar. Ou sob qual espírito. Nessa semana, em Brasília, enquanto se investia tanta energia inútil em salvar aparências e manter velhos interesses intactos, nos sertões amazônicos do Pará, mais uma vez, a história se repetiu como tragédia, e não houve chance nem apelo para os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, assassinados a mando de desmatadores.

Processos aparentemente isolados, mas em íntima conexão: a paralisia de um governo às voltas com sua Casa Civil convertida momentaneamente em casamata de segredos espúrios, em cofre-forte de fugas da realidade, é a outra face do Brasil, esse do povo trabalhador e guardião da floresta, esse das professoras heroínas e alunos desamparados. A presidente Dilma sabe, sem vacilo, para onde conduz a incúria do Estado e a ganância dos mercados.

Francisco Foot Hardman - O Estadão.

sábado, 28 de maio de 2011

QUER FICAR RICO? BUDALOCCI

PMDB SEGURA CPI DE PALOCCI E FAZ PLANALTO REFÉM.

Pressionado pelo Planalto, o PMDB fez um pacto temporário com sete senadores rebeldes da sigla para evitar que sejam favoráveis à instalação de uma CPI que investigue o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deixando o Palácio do Planalto totalmente refém dos humores do partido. Dirigentes da sigla aproveitaram, ainda, para avisar a presidente Dilma Rousseff que não aceitarão retaliações por terem confrontado o governo na votação do Código Florestal.
Na aritmética da pressão, se os sete senadores peemedebistas, que normalmente divergem da orientação da cúpula do partido, se somarem aos 19 senadores de oposição (PSDB, DEM, PPS e PSOL) e demais insatisfeitos da base, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra Palocci passa a ser factível. São necessárias pelo menos 27 assinaturas na Casa para abrir uma investigação.

"Se contemporizando já está difícil, não é hora de colocar combustível nessa relação. Não dá para aceitar isso", diz um cacique do partido, sobre as ameaças verbalizadas por Palocci nesta semana ao vice-presidente da República, Michel Temer, de demitir ministros do PMDB diante de infidelidade do partido na votação do Código Florestal.

Segundo informação publicada na coluna de Dora Kramer, no jornal O Estado de S. Paulo, no dia da votação do código Palocci telefonou para Temer e deu o duro recado de Dilma. Palocci teria insistido ainda sobre a possibilidade de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, indicação pessoal de Temer. O vice-presidente interpretou a ação como ameaça.

Temer fez um café da manhã, na quinta-feira, no Palácio do Jaburu, quando juntou os sete peemedebistas incomodados como governo Dilma: Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS), Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC), Ricardo Ferraço (ES), Waldemir Moca (MS), Eduardo Braga (AM). Eles se comprometeram a não assinar o requerimento da CPI - houve uma "fuga", porque Jarbas assinou, mas, mesmo assim, Palocci ligou ontem no final da tarde para Temer e agradeceu pelo serviço de contenção política.

Aviso. Nesta sexta, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou não acreditar em retaliação por conta da ameaça de demissão dos ministros do PMDB. "Nem conversei com o presidente Temer, não tenho conhecimento desse fato e não acredito em retaliação contra o PMDB em decorrência da posição dos senhores deputados", disse. "Seria uma providência que jamais seria bem recebida pelo partido. Não acredito em nenhuma retaliação do governo pela posição que o PMDB possa ter", acrescentou.

Fonte: Christiane Samarco, Eduardo Bresciani e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo