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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÔEM ( por Arnaldo Jabor )


O que foi que nos  aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis,  ou  melhor, 'explicáveis' até demais.
Quase toda a verdade já foi  descoberta, quase todos os crimes provados, quase todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e quase nada acontece. 
Parte dos culpados  estão catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada  rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são as manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes  da quadrilhaIsto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!
Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no  entanto, tão inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais  mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo, de  cabo a rabo da máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para  encher as contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado  Brasileiro, tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70  anos, como fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO  SOVIÉTICA!!!!
Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo  está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os  tapes, as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e Dilma negam e ignoram tudo!!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata  CHEFE, não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou  vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e  não sente nem remorso, nem vergonha do que fez!!!!!
Mente,  compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir o poder.  Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as  costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada,  num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma, amparada em sua imagem de  'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas, em acusações   'falsas', a condição de Cúmplices e Comandantes, em 'vítimas'!!!!!
E a  população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível  isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes,  na Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só  daqui a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os  julgamentos iniciais da trupe, diz o STF.
Parte dos delitos são  esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda sempre presente, dos TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS. (Some-se à estes dois: Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.) 
                                                  
A Lei protege os crimes e regulamenta a  própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se  inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o  que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira  desses últimos dois governos.
Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo,  inútil, mas tinha de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do  pensamento. 
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê?  Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a  nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,  rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada  negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as  idéias não correspondem mais aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
Nos últimos anos, tivemos um grande  momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de  nossa política.
Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o  relatório da CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da  república, enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO.
São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto,  chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que o  Procurador Geral, nomeado pelo Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como  que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não  mentiu em nome do PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o  infiel Joaquim Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?'
Sempre que a  verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família  Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não  teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Assim  como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus  crimes, o governo de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política. Uma língua esquemática, dualista,  maniqueísta, nos preparando  para o futuro político simplista, que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será  transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o  Populismo e o Simplismo.

domingo, 18 de abril de 2010

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE BELO MONTE.

Janio de Freitas - Folha de São Paulo




MAIS uma vez se pode testemunhar com clareza o quanto a conduta presidencial de Lula está impregnada de autoritarismo. Como de desajuste com a pedagogia necessária a uma democracia mais real no Brasil. A imposição, com o comprometimento presente e futuro de recursos incalculáveis, da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu paraense, só deixa à sensatez uma esperança tênue no Judiciário.





Marcado para terça-feira, o leilão entre dois consórcios, para decidir o vencedor da obra e da exploração da hidrelétrica, ainda está sujeito à suspensão por medida judicial. O juiz Jirair Aram Meguerian cassou a liminar que sustava o leilão, mas Renato Brill de Góes, procurador da República, dispôs-se a recorrer para que a palavra judicial seja, ao menos, da Corte Especial do Tribunal Regional Federal de Brasília, e não individual. Adiar o leilão, porém, é apenas um recurso temporário e incapaz de deter a vontade autoritária, para que a decisão final surja do confronto entre a pressa interessada do governo e as evidências contrárias à hidrelétrica.





Os R$ 19 bilhões de custo da usina são uma alegação falsa do governo. Seria, se fosse real, o custo da usina em si. Mas há o custo de infraestrutura da região, os custos adicionais de transmissão da energia, e, claro, os reajustes. A proibição contratual dos reajustes pode impedir certas elevações, mas não, por exemplo, as de imprevistos decorrentes -é certo que haverá- da falta de conhecimento pleno da geologia local para o projeto.





O custo alegado da usina para o país é falso ainda porque não inclui os grandes e duradouros subsídios dados pelo governo aos construtores/concessionários. Não inclui a perda do BNDES, que financiará com juros privilegiados 80% do custo da hidrelétrica, caso o dinheiro se destinasse a outros projetos. E não inclui, também, o prejuízo federal do repasse de dinheiro ao BNDES, pelo governo, abaixo do custo de captação. Por fim, é falso porque a graciosidade do financiamento não se limitará aos 30 anos alegados, mas, a custo tão baixo para o devedor, as prorrogações habituais o levarão a um bom meio século.





Você sabe quem pagará tudo isso? Não importa. Pagará sabendo ou não.





O fato de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo não justifica tudo? É outra falsificação. Grande, no caso, pode ser o represamento, sobre a floresta amazônica e zonas hoje habitadas, mas não em geração de energia. Mesmo considerando médias anuais, os números do governo são pífios em relação ao gigantismo da obra e seu custo (financeiro, social e ambiental). E os números se arruinam em definitivo ante a realidade de que, no estio, a redução do volume de água vai se refletir em redução da energia gerada. Indústrias, transportes, comércio e moradias não sustam sua necessidade de energia por causa de estio periódico.





Muitas obras do PAC são do mesmo gênero de Belo Monte, boa parte escolhida ou precipitada por motivo eleitoral. São bilhões sem conta. Outros bilhões, muito misteriosos, são as dezenas aplicadas em armamentos, bases e projetos militares. Como se houvesse um país que tudo pode à custa do país grande, e um país grande que de nada sabe, apenas paga -também sem saber.