Mostrando postagens com marcador mensalão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mensalão. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de dezembro de 2013

MARCONI PERILLO REAGE ÀS REVELAÇÕES DO TUMA JR. "UM CRIME DE ESTADO"

Marconi Perillo reage às revelações de Tuma Junior: 

O governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, foi o primeiro político graúdo a reagir ao lançamento do livro “Assassinato de reputações – um crime de Estado”, lançado pelo delegado e ex-secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. No livro, Tuma Júnior acusa o Palácio do Planalto de ordenar a fabricação de um dossiê contra Marconi, em razão do alerta que ele garante ter feito, ao ex-presidente, sobre o chamado “mensalão”.

Perillo falou neste sábado, quando cumpria uma agenda de inaugurações de obras nas cidades de Aragoiânia e Guapó. “Com as revelações de Tuma Júnior, não resta mais nenhuma dúvida do ódio e do sentimento de vingança de Lula contra mim”, disse o governador. “Aos poucos a verdade vai sendo restabelecida e os fatos começam a desmontar a farsa”.

No livro de Tuma Júnior, escrito pelo jornalista Claudio Julio Tognolli, há um trecho chamado “Fulmine o Perillo”, com o seguinte relato feito pelo delegado, em primeira pessoa:

“Um dos mais escandalosos pedidos para fulminar alguém me foi feito pelo ex-ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto. Um dia, ele me chamou ao seu gabinete e, um tanto lívido, disse: ‘Isso aqui veio de cima, lá do Planalto, do Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente Lula. Ele quer que você atenda a um pedido do Lula e mande para o DRCI investigar isso aqui’. O ‘isso aqui’ do ministro da Justiça era um envelope numa pastinha que ele me entregou com um dossiê contra Marconi Perillo.”

Perillo se disse indignado. E afirmou ainda que o chamado “caso Cachoeira” foi uma “vingança” orquestrada pelo PT contra ele. “Fui investigado como nenhum outro político deste país e não encontraram nada contra mim”, disse ele. “Aquilo foi uma ação clara de parte do PT liderada pelo ex-presidente Lula para tentar desviar as atenções do mensalão e se vingar de quem o alertou sobre o maior caso de corrupção de nossa história”.

Fonte: Blog Cleuber Carlos

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

MENTIR, CONSPIRAR, TRAIR

Na democracia, a divisa do PT pode ser assim sintetizada: 'Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei'
O PT nem inventou a corrupção nem a inaugurou no Brasil. Mas só o partido ousou, entre nós, transformá-la numa categoria de pensamento e numa teoria do poder. E isso faz a diferença. O partido é caudatário do relativismo moral da esquerda. Na democracia, sua divisa pode ser assim sintetizada: "Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei". Para ter futuro, é preciso ter memória.
Eliana Tranchesi foi presa em 2005 e em 2009. Em 2008, foi a vez de Celso Pitta, surpreendido em casa, de pijama. Daniel Dantas, no mesmo ano, foi exibido de algemas. Nos três casos, e houve uma penca, equipes de TV acompanhavam os agentes federais. A parceria violava direitos dos acusados. Quem se importava? Lula batia no peito: "Nunca antes na história deste país se prendeu tanto". Era a PF em ritmo de "Os Ricos Também Choram".
Ainda que condenados em última instância, e não eram, o espetáculo teria sido ilegal. Ai de quem ousasse apontar, como fez este escriba (os arquivos existem), o circo fascistoide! Tornava-se alvo da fúria dos "espadachins da reputação alheia", era acusado de defensor de endinheirados. Procurem um só intelectual petista --como se isso existisse...-- que tenha escrito uma linha contra os exageros do "Estado repressor". Ao contrário! Fez-se, por exemplo, um quiproquó dos diabos contra a correta 11ª Súmula Vinculante do STF, que disciplinou o uso de algemas. "A direita quer algemar só os pobres!", urravam.
Até que chegou a hora de a trinca de criminosos do PT pagar a pena na Papuda. Aí tudo mudou. O gozo persecutório cedeu à retórica humanista e condoreira. Acusam a truculência de Joaquim Barbosa e a espetacularização das prisões, mas não citam, porque não há, uma só lei que tenha sido violada. Cadê o código, o artigo, o parágrafo, o inciso, a alínea? Não vem nada.
Essa mentalidade tem história. Num texto intitulado "A moral deles e a nossa", Trotsky explica por que os bolcheviques podem, e devem!, cometer crimes, inaceitáveis apenas para seus inimigos. Ele imagina um "moralista" a lhe indagar se, na luta contra os capitalistas, todos os meios são admissíveis, inclusive "a mentira, a conspiração, a traição e o assassinato".
E responde: "Admissíveis e obrigatórios são todos os meios, e só eles, que unam o proletariado revolucionário, que encham seu coração com uma inegociável hostilidade à opressão, que lhe ensinem a desprezar a moral oficial e seus democráticos arautos, que lhe deem consciência de sua missão e aumentem sua coragem e sua abnegação. Donde se conclui que nem todos os meios são admissíveis".
O texto é de 1938. Dois anos depois, um agente de Stalin infiltrado em seu séquito meteu-lhe uma picaretada no crânio. Sinistra e ironicamente, a exemplo de Robespierre, ele havia escrito a justificativa (a)moral da própria morte. Vejam ali. Conspirar, mentir, trair, matar... Vale tudo para "combater a opressão". Só não é aceitável a infidelidade à causa. Pois é...
José Dirceu quer trabalhar. O "consultor de empresas privadas" não precisa de dinheiro. Precisa é de um hotel. Poderia fazer uma camiseta: "Não é pelos R$ 20 mil!". Paulo de Abreu, que lhe ofereceu o, vá lá, emprego, ganhou, nesta semana, o direito de transferir de Francisco Morato para a avenida Paulista antena da sua Top TV, informou Júlia Borba nesta Folha. O governo tomou a decisão contra parecer técnico da Anatel, com quem Abreu tem um contencioso razoável. Dizer o quê? Lembrando adágio famoso, os petistas não aprenderam nada nem esqueceram nada.
Aos amigos, tudo, menos a lei. Aos inimigos, José Eduardo Cardozo e Cade. É a moral deles.
Fonte: Ternuma

domingo, 1 de dezembro de 2013

CORRUPÇÃO, ESSA IRRESISTÍVEL

O Estado de S.Paulo
"... temos enfrentado dificuldades em mudar o sistema político brasileiro, verdadeira camisa de força que impede transformações mais profundas e impõe um 'presidencialismo de coalizão' que corrói o conteúdo programático da ação governamental." Não, não se trata de excerto de um documento subscrito por forças que se opõem ao governo do PT. O eventual equívoco decorrerá da omissão do início da frase, que elimina qualquer dúvida: "Desde 2003, sobretudo, temos enfrentado dificuldades..." Sim, é um documento do Partido dos Trabalhadores, que diz mais: "... o partido é ainda prisioneiro de um sistema eleitoral que favorece a corrupção e de uma atividade parlamentar que dificulta a mudança". Que triste!
Essa pungente confissão de rendição às forças do mal, as mesmas que durante mais de 20 anos prometeram dizimar com destemor, é de tal modo falsa que sugere uma pergunta óbvia para Lula, Dilma e companheirada: afinal, por que esperaram 10 anos para condenar a corrupção que os transformou em "prisioneiros" (e não é que é verdade?), para profligar o "presidencialismo de coalizão" do qual sempre se gabaram e para repudiar "uma atividade parlamentar que dificulta a mudança"? A resposta também é óbvia: porque há 10 anos os petistas de Lula estão comprometidos até o pescoço, numa ação mútua de cooptação, com os mais notórios representantes do que há de pior no Congresso Nacional; com as lideranças retrógradas que se alimentam da corrupção, exigem "coalizão" para se locupletarem no exercício do poder e comandam uma "atividade parlamentar" que não quer saber de mudança porque acha tudo muito bom como está.
Essas "reflexões" serão oferecidas a debate no 5.º Congresso do PT, que se reunirá em meados de dezembro em Brasília. Conclaves políticos dessa natureza se destinam, por definição, à discussão de questões programáticas. Parece claro, no entanto, como se pode inferir do documento preparado por Marco Aurélio Garcia, que mais do que tratar de programas os petistas estão preocupados no momento em neutralizar os reflexos negativos do escândalo do mensalão e da prisão de seus figurões. Vão partir, portanto, para o ataque - sua melhor arma de defesa -, mais uma vez potencializando a síndrome de perseguição com a qual estimulam, até agora com grande êxito, o processo de sua identificação com as chamadas massas populares. É assim que o populismo funciona.
Há, porém, uma outra questão curiosa que o documento petista suscita, principalmente quando associada à recente e inesperada atitude de Lula de atacar com violência o Poder Judiciário e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, por conta da condenação e da prisão de seus companheiros José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. "Parece que a lei só vale para o PT", reclamou, em evento político em Santo André.
Lula vinha adotando nos últimos meses uma postura discreta e cautelosa a respeito do julgamento do mensalão. Segundo sua própria avaliação repassada aos comandos do PT e à presidente Dilma Rousseff, o melhor no momento seria minimizar o assunto, para que ele caia no esquecimento o mais rápido possível e não contamine o debate eleitoral do ano que vem. Mas isso era o que se dizia nos círculos petistas antes da prisão de sua elite. Depois disso, até por causa dos problemas de saúde de Genoino, a reação às prisões por parte de lideranças mais próximas dos encarcerados e da militância foi-se tornando a cada dia mais emocional e ruidosa.
José Dirceu, que jamais se conformou com a maneira "conciliatória" como entende que Lula sempre tratou o assunto, depois de preso teria radicalizado essa postura e cobrado duramente do ex-presidente, por meio de amigos comuns, uma manifestação clara de solidariedade aos prisioneiros. Aparentemente, agora teve sucesso, pois, além do discurso de Lula no ABC paulista, o PT, contrariando decisão anterior de ignorar oficialmente o assunto, teria decidido prestar solidariedade aos condenados na abertura do congresso do partido, dia 12 de dezembro.
Faz sentido. Afinal, se o PT é vítima de instituições corruptas, vítimas também são seus bravos dirigentes que enfrentaram "dificuldades" para resistir à corrupção.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O BRASIL NA BANGUELA

CARLOS ALBERTO DI FRANCO - O Estado de S.Paulo
Armação da imprensa. Distorção da mídia. Patrulhamento de jornalista. Quantas vezes, caro leitor, você registrou essa reação nas páginas dos jornais? Inúmeras, estou certo. Elas estão contidas, frequentemente, em declarações de homens públicos apanhados com a boca na botija, no constrangimento de políticos obsessivamente preocupados com a própria imagem e no destempero de lideranças que pescam nas águas turvas do radicalismo. Todos, independentemente de seu colorido ideológico, procuram um bode expiatório para justificar seus deslizes e malfeitos. A culpa é da imprensa! É preciso partir para o controle social da mídia, eufemismo esgrimido pelos que, no fundo, defendem a censura às empresas de conteúdo independentes.
Sou otimista. Acho que o Brasil é maior que seus problemas. Mas não sou cego. O Brasil está na banguela. Corrupção crescente, educação detonada e gestão pública incompetente, não obstante as lantejoulas do marketing político, começam a apresentar sua inescapável fatura. E a sociedade está acordando. As ruas, em junho deste ano, deram os primeiros recados. A violência black bloc, um desvio condenável e inaceitável dos protestos, precisa ser lida num contexto mais profundo. Há um cansaço do Estado ineficiente, corrupto e cínico. E a coisa não se resolve com discursos na TV, mas com mudanças efetivas.
Corrupção endêmica e percepção social da impunidade compõem o ambiente propício para a instalação de um quadro de desencanto cívico. Alguns, equivocadamente, vislumbram uma relação de causa e efeito entre corrupção e democracia. Outros, perigosamente desmemoriados, têm saudade de um passado autoritário de triste memória. Ambos, reféns do desalento, sinalizam um risco que não deve ser subestimado: a utopia autoritária.
O Brasil tem instituições razoavelmente sólidas, embora parcela significativa da sociedade já comece a questionar a validade de um dos pilares da democracia: o Congresso Nacional. O descrédito generalizado, sobretudo dos parlamentares, captado em inúmeras pesquisas de opinião, é preocupante.
O fisiologismo político é responsável por alianças que são monumentos erguidos à incoerência e ao cinismo. Quando vemos Lula, Dilma, Sarney, Collor e Maluf, só para citar exemplos mais vistosos, no mesmo barco, paira no ar a pergunta óbvia: o que une firmemente aqueles que estiveram em campos tão opostos? Interesse. Só interesse. Os fisiologistas têm carta-branca para gozar as benesses do poder. Os ideológicos, lenientes e tolerantes com o apetite dos fisiológicos, recebem deles o passaporte parlamentar para avançar no seu projeto autoritário.
A arquitetura democrática de fachada recebe a certidão do "habite-se" na força cega dos currais eleitorais. Para um projeto autoritário o que menos interessa é gente educada, gente que pense. Educação de qualidade, nem falemos. O sistema educacional brasileiro é um desastre. Multiplicam-se universidades, mas não se formam cidadãos: homens e mulheres livres, bem formados, capazes de desenvolver seu próprio pensamento, conscientes de seus direitos e de seus deveres. Há, sim, um apagão do espírito crítico. Desaba o Brasil no declive de uma unanimidade que, como dizia Nelson Rodrigues, é sempre perigosamente burra. Nós, jornalistas, precisamos trazer os candidatos para o terreno das verdadeiras discussões. É preciso saber o que farão, não com chavões ou com o brilho do marketing político, mas com propostas concretas em três campos: educação, infraestrutura e ética.
A competitividade global reclama crescentemente gente bem formada. Quando comparamos a revolução educacional sul-coreana com a desqualificação da nossa educação, dá vontade de chorar. Como lembrou recente editorial do jornal O Estado de S. Paulo, se "ainda faltasse alguma prova da crise educacional brasileira, o novo relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a escassez de pessoal para a construção seria mais que suficiente". A assustadora falta de mão de obra com formação mínima é um gritante atestado do descalabro da educação brasileira.
Governos, independentemente de seu colorido partidário, sempre exibem números chamativos. E daí? Educação não é prédio. Muito menos galpão. É muito mais. É projeto pedagógico. É exigência. É liberdade. É humanismo. É aposta na formação do cidadão integral. O Brasil pode morrer na praia. Só a educação de qualidade será capaz de preparar o Brasil para o grande salto. Deixarmos de ser um país fundamentalmente exportador de commodities para entrar, efetivamente, no campo da produção de bens industrializados.
Para isso, no entanto, é preciso menos discurso sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e mais investimento real em infraestrutura. É preciso fazer reportagem. Ir ver o que existe e o que não existe. O que foi feito e o que é só publicidade. Ver e contar. É o nosso papel. É a nossa missão. Nós, jornalistas, sucumbimos com frequência ao declaratório. Registramos, com destaque, a euforia presidencial com o futuro do pré-sal. Mas como andam os projetos reais que separam a propaganda da realidade? É por aí que devemos ir.
Tudo isso, no entanto, reclama o corolário da ética. Rouba-se muito. Muito dinheiro público desaparece no ralo da impunidade. Queixa-se a sociedade da impunidade radical. Seis anos após aceitar a denúncia do mensalão, o Supremo Tribunal Federal determinou a prisão dos principais condenados no esquema de corrupção do governo Lula. Trata-se de uma decisão histórica e de um claro divisor de águas.
Educação, infraestrutura e ética podem mudar o destino do Brasil.
DOUTOR EM COMUNICAÇÃO PELA UNIVERSIDADE DE NAVARRA, É DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS

sábado, 2 de novembro de 2013

UMA MENTIRA ATRÁS DA OUTRA



Chumbo trocado – Líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO) rebateu as acusações do ex-presidente Luiz Inácio da Silva de que adversários políticos criticaram de alguma forma o programa Bolsa Família. “A tensão pré-eleitoral toma conta do governo do PT. Hoje, nos 10 anos do Bolsa Família, uma mentira atrás da outra”, disse.
Caiado afirmou que foi Lula quem criticou os programas transferência de renda antes de chegar ao poder, em 2003. “Lula na época falava que transferir renda era assistencialismo, compra de votos. Lula diz uma coisa diferente hoje, mas o que ele realmente pensa sobre transferência de renda é fácil de comprovar”, disse, ao citar programas eleitorais de Lula que estão no YouTube. Em um desses programas, o ex-presidente dizia que “assistencialismo conduz a pensar com o estômago”.
Ronaldo Caiado disse ainda que Fernando Henrique Cardoso criou o piloto do programa Bolsa Escola, mas o falecido senador Antônio Carlos Magalhães, então no PFL, elaborou o fundo contra a pobreza, que permitiu a expansão dos programas sociais, que mais tarde foram unificados com o nome de Bolsa Família. Caiado citaartigo de Gilberto Dimenstein, publicado pela Folha de S. Paulo, em 4 de outubro de 2006.
De acordo com o líder do Democratas, o governo do Partido dos Trabalhadores perdeu todo o seu discurso. “O PT dizia combater a corrupção, mas o Mensalão provou o contrário. O governo do PT se disse contra as privatizações. É só ver algumas estradas e aeroportos para comprovar mais uma falácia. O governo do PT fazia terrorismo contra a privatização da Petrobras. Semana passada, o Campo de Libra quebrou mais um discurso O governo do PT dizia o mesmo sobre o Banco do Brasil, que hoje tem 30% de capital estrangeiro. Na época de FHC, não passava de 12,5%”, disse.
De acordo com Ronaldo Caiado, a perda de discurso “tira o sono dos petistas”. “O ano 2014 está aí e Dilma e Lula estão sem ter o que apresentar e propor. O Brasil acordou”, disse.
Fonte: Ucho.Info
Fp

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÔEM ( por Arnaldo Jabor )


O que foi que nos  aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis,  ou  melhor, 'explicáveis' até demais.
Quase toda a verdade já foi  descoberta, quase todos os crimes provados, quase todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e quase nada acontece. 
Parte dos culpados  estão catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada  rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são as manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes  da quadrilhaIsto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!
Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no  entanto, tão inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais  mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo, de  cabo a rabo da máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para  encher as contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado  Brasileiro, tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70  anos, como fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO  SOVIÉTICA!!!!
Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo  está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os  tapes, as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e Dilma negam e ignoram tudo!!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata  CHEFE, não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou  vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e  não sente nem remorso, nem vergonha do que fez!!!!!
Mente,  compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir o poder.  Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as  costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada,  num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma, amparada em sua imagem de  'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas, em acusações   'falsas', a condição de Cúmplices e Comandantes, em 'vítimas'!!!!!
E a  população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível  isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes,  na Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só  daqui a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os  julgamentos iniciais da trupe, diz o STF.
Parte dos delitos são  esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda sempre presente, dos TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS. (Some-se à estes dois: Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.) 
                                                  
A Lei protege os crimes e regulamenta a  própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se  inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o  que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira  desses últimos dois governos.
Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo,  inútil, mas tinha de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do  pensamento. 
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê?  Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a  nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,  rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada  negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as  idéias não correspondem mais aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
Nos últimos anos, tivemos um grande  momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de  nossa política.
Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o  relatório da CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da  república, enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO.
São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto,  chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que o  Procurador Geral, nomeado pelo Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como  que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não  mentiu em nome do PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o  infiel Joaquim Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?'
Sempre que a  verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família  Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não  teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Assim  como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus  crimes, o governo de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política. Uma língua esquemática, dualista,  maniqueísta, nos preparando  para o futuro político simplista, que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será  transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o  Populismo e o Simplismo.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

MPF PEDE PARA INVESTIGAR LULA NO MENSALÃO

 

BRASÍLIA - A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) instaurou nesta sexta-feira, 5, um inquérito para apurar suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão. O inquérito foi aberto para investigar a acusação de que Lula negociou com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, o repasse de recursos para o PT.
 
É o primeiro inquérito aberto formalmente para investigar as acusações feitas pelo operador do mensalão, o empresário, Marcos Valério em depoimento prestado em 24 de setembro do ano passado e revelado pelo Estado. A investigação tramitará na Justiça Federal.

Até o momento, a Procuradoria havia instaurado seis novos procedimentos preliminares para analisar todas as acusações feitas por Valério no depoimento, como noticiou o Estado nesta semana. Outros dois procedimentos já estavam abertos. Ao analisar as acusações que envolveram a Portugal Telecom e o ex-presidente, os procuradores decidiram abrir um inquérito para aprofundar as investigações.

De acordo com Valério, Lula e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reuniram-se com Miguel Horta no Palácio Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria R$ 7 milhões para o PT. O dinheiro, conforme Valério, chegou ao Brasil por meio de contas bancárias de publicitários que prestaram serviços para campanhas petistas.

As negociações com a Portugal Telecom estariam por trás da viagem feita em 2005 a Portugal por Valério, seu ex-advogado Rogério Tolentino, e o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri. Segundo o presidente do PTB, Roberto Jefferson, Dirceu havia incumbido Valério de ir a Portugal para negociar a doação de recursos da Portugal Telecom para o PT e o PTB. Essa missão e os depoimentos de Jefferson e Palmieri foram usados à exaustão ao longo do julgamento do mensalão para comprovar o envolvimento de José Dirceu no esquema criminoso.

O dinheiro, segundo as acusações de Valério, foi usado para pagar a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, além do publicitário Nizan Guanaes. As operações teriam ocorrido em 2005. Além de terem sido garotos-propaganda de Lula na campanha presidencial de 2002, os músicos trabalharam em campanhas petistas em 2004. Nesse mesmo ano, Nizan comandou a campanha derrotada de Jorge Bittar (PT) à prefeitura do Rio - dois anos antes, tinha sido o marqueteiro de José Serra na derrota pela disputa ao Planalto. Os publicitários e a dupla sertaneja negaram ter recebido qualquer pagamento de forma ilegal.

A existência do depoimento de Valério com novas acusações do empresário foi revelada pelo Estado em 1.º de novembro do ano passado. Após ser condenado pelo Supremo como o "operador" do mensalão, Valério procurou voluntariamente a Procuradoria-Geral da República. Buscava com isso obter proteção e possíveis benefícios, como redução de sua pena de 40 anos, 2 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

Depois que o teor do depoimento foi revelado pelo Estado, Miguel Horta divulgou nota, negando as acusações: "Como é de conhecimento público, em devido tempo tive a oportunidade de prestar todos os esclarecimentos que me foram solicitados pelas autoridades brasileiras. Na ocasião, tive condições de refutar de forma transparente que não tive qualquer ligação com este processo. Esta é uma questão de política interna brasileira à qual sou totalmente alheio". Todas as acusações feitas por Valério ocuparam apenas 13 páginas do depoimento. Em alguns momentos, ele foi quase telegráfico. De acordo com pessoas próximas, Valério queria apenas mostrar que tinha mais detalhes a contar do esquema. Por isso teria sido sucinto em vários momentos. Com os procedimentos preliminares instaurados e agora com o primeiro inquérito aberto, o empresário deverá ser chamado a esclarecer suas acusações e a dar mais elementos sobre o que disse.

Alana Rizzo e Felipe Recondo - O Estado de S. Paulo


segunda-feira, 14 de maio de 2012

LULA, DE A a Z

Ao entardecer do seu segundo mandato, Lula e o Foro de São Paulo precisam correr atrás da agenda que anda atrasada.

Conferências como a da Comunicação, havida no ano passado, e da cultura, neste ano, parecem ser o indicativo de que pipocarão muitas outras mais, aliadas a outras investidas contra a liberdade das pessoas e o estado de direito.

Uma percorrida pelo passado faz-se necessária neste momento:

a) a tentativa da criação de um "conselho federal de jornalismo";

b) a criação da Agência Brasil, com o terrorista Franklin Martins à frente, para concorrer em condições de desigualdade com os veículos de comunicação privados;

c) a criação de Ancine, para o retorno ao poço sem fundo e sem prestação de contas do cinema ideológico;

d) a tentativa de obrigar os canais a cabo a oferecerem programas e filmes nacionais em suas grades;

e) a tentativa de impor a lei da mordaça ao Ministério Público e aos servidores públicos;

f) o plebiscito contra o comércio de armas de fogo, que se seguiu a uma prévia repressão contra a posse de armas pelas pessoas de bem, enquanto a criminalidade não cessa de aumentar;

g) a permanente apologia aos criminosos, que Lula sempre fez questão de apontar como vítimas da sociedade que precisam de educação e não de cadeia (tanto é que, do plano para construir prisões federais, só uma foi construída);

h) as diversas tentativas de implantar a legalização ampla do aborto, geralmente por inserções totalmente fora dos contextos em relação aos documentos que as continham;

i) o combate frontal contra o estudo em casa (homeschooling) e a liberdade dos pais educarem seus filhos segundo seus valores, e o avanço célere na ideologização das salas de aula públicas e privadas, bem como dos exames, vestibulares e concursos públicos;

j) a imposição da agenda gayzista que sirva ao constrangimento dos valores do cristianismo e da família;

k) o estabelecimento do apartheid de sinal trocado que inaugurou os tribunais raciais com suas cotas para vestibulares, concursos públicos e que pretende se estender até o meio privado;

l) a deturpação da lei para o confisco de terras a pretexto de terem sido quilombos;
m) o andamento sem interrupções e impedimentos das invasões e desapropriações de terras mediante a manipulação de índices de produtividade, bem como também por meio da imposição de toda forma de regulamentação inibidora do produtivismo e até da extrema cara-de-pau da desobediência às ordens judiciais de reintegração de posse pelos governos aliados do PT;

n) a revanche da revogação da lei da anistia, conjugada com a premiação milionária dos seus terroristas e até mesmo meros simpatizantes;

o) o uso do patrimônio brasileiro para a manutenção do poder pessoal do presidente Lula e dos seus comparsas do Foro de São Paulo, consubstanciada pela simpática acolhida a Evo Morales, que nos tomou várias refinarias da Petrobras por meio de ostensiva agressão militar; a Rafael Correa, que deu o calote na construção de uma hidrelétrica construída por uma empresa brasileira com recursos do BNDS; ao próprio Hugo Chaves, na forma do envio de petróleo para a abafar a greve dos petroleiros; a toda sorte de contemporização com as trapaças comerciais cometidas pela Argentina; a diversos países africanos, que tiveram suas dívidas perdoadas; e por aí vai...

p) a permanente campanha contra os militares e o sedento projeto de revogar a Lei de Anistia de modo parcial;

q) a progressiva estatização de setores da economia tais como o petrolífero, o químico, o elétrico e o mineral, aliada a uma contínua e crescente intervenção sobre a iniciativa privada,

r) a alegre e frequente companhia junto aos mais execráveis tiranos do planeta e o apoio incondicional aos seus desmandos e crimes...

s) a institucionalização da corrupção como forma de consolidação do poder;

t) a falsidade da teoria do respeito à soberania das nações, que o atual governo dela usa para proteger os seus amigos protoditadores do Foro de São Paulo enquanto se vale da mais deslavada intervenção sobre países como Honduras e a Colômbia;

u) o uso da desgraça alheia como oportunidade de fazer política - as vítimas das enchentes, secas e desmoronamentos do Brasil amargam os seus mortos e os seus prejuízos, mas os holofotes do mundo levam Lula a anunciar uma ajuda de 35 milhões de reais e a expansão da presença militar naquele país por um Exército que em solo pátrio é obrigado a dispensar a tropa ao meio-dia para não ter de pagar rancho.

v) o antiamericanismo e o pretenso anticolonialismo, consagrados pela gritante mobilização do governo contra o governo suíço e seu povo, portando-se sem comedimentos ao lado de uma pilantra que lá se auto-mutilou, enquanto se cala olimpicamente diante do assassinato de brasileiros no Suriname e da perseguição de famílias de agricultores na Bolívia e no Paraguai;

x) o uso despudorado da máquina pública para fazer campanha eleitoral antecipada - na verdade, a todo e qualquer tempo - sob a conivente leniência do TSE;

y) o despacho de dois jovens e inocentes boxeadores cubanos, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, capturados à maneira de um capitão-do-mato sob os cuidados diretos do ministro da (in)justiça Tarso Genro que os devolve célere ao seu patrão, ao arrepio da lei e da tradição de oferecer asilo de nosso país;

w) o loteamento da Amazônia, pronta a ser retalhada e entregue às "nações" indígenas criadas com esta finalidade por uma miríade de ONG's, que por sua vez as encaminharão a potências estrangeiras e que teve a sua pedra fundamental inaugurada com a expulsão dos arrozeiros do ex-próspero e atual virtual estado de Roraima;

z) o uso da rede do crime para sabotar as eleições em São Paulo, quando, por encomenda, facções de criminosos passaram a atacar a população e unidades policiais para instalar o estado de terror e desta forma influenciar o resultado nas urnas.

Como se vê, utilizei-me aqui de todo o alfabeto, e não bastou; na verdade, eu precisaria utilizar-me do ideograma chinês, que, dizem, contém milhares de símbolos.

Tudo para que se evidencie o que há de mais ostensivamente óbvio: as impressões digitais de Lula estão em toda parte!

Afirmo isto não como uma constatação minha, eis que sempre as apontei, mas para que as pessoas mais alheias aos fatos e às suas conexões se convençam, enfim, desta verdade única: Lula tem um projeto de perpetuação de poder, que é levado a sério e executado passo a passo, e isto é tão perigoso para todas as nossas vidas que nos confortamos com qualquer assopro que suceda às suas mordidas.

Agora, vamos ao nosso cenário atual: alguns setores da mídia tradicional, enfim, começam a apontar a tendência totalitarista dos recentes atos do governo, embora ainda teimem em proteger a imagem de Lula como se ele estivesse fora deste contexto.

Ainda no momento em que escrevo este texto, vejo pela tevê uma propaganda apócrifa alertando contra a volta da censura, como ela fosse gente de carne e osso.

Alguma presença das entidades representativas do setor produtivo, ou de defesa da cidadania?

Nadica de nada!

Por quê fazem isto?

Minimizarão a fúria da censura petista?

Com que foram pagas as redações e os veículos de comunicação com a sua histórica cumplicidade com este projeto de traição à pátria?

Com restrições ao financiamento privado (proibição de propagandas de cigarros e restrições às propagandas de bebidas e de alimentos); com processos contra jornalistas e suas empresas; e com a censura judicial imposta contra as suas matérias.

Na verdade, segundo o quadro atual, falta muito pouco para que estas empresas sejam fechadas ou estatizadas, à maneira do que vem acontecendo na Venezuela e nos outros países onde o Foro de São Paulo governa.

Neste momento, que já é tarde, urge que toda a sociedade assuma, enfim, de que esta história de "não sei", "não vi", "assinei sem ler" não convence mais.

Isto precisa ser dito de forma ostensiva e explícita.

As federações e associações do comércio, da indústria e da agricultura precisam neste momento ir às tevês e denunciarem Lula com o dedo apontado para o seu retrato.

Também as entidades de defesa da democracia e da cidadania podem fazer o mesmo e até mesmo qualquer cidadão, pois um simples banner colocado no vidro traseiro de um carro já alerta muita gente.

Este já não é mais o tempo ideal, mas é o tempo que temos, antes que nenhuma ação possa ser feita; antes que tudo se acabe.

Não esperem que a mansidão invoque a complacência dos sedentos de controlar as nossas vidas e as vidas de nossos filhos.

É precisamente isto o que eles esperam de nós.

Lula é o responsável pelo mensalão;

Lula luta pela legalização do aborto,

Lula quer os crucifixos fora das escolas, hospitais e repartições públicas;

Lula é aliado do MST e defende as invasões e desapropriações de terras;

Lula é amigo e cúmplice de Hugo Chaves, Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa, de Ahmadinejad, do regime chinês, do genocídio no Sudão e de todos os ditadores do continente africano;

Lula defende o confisco de terras sob o pretexto quilombola;

Lula quer tomar a propriedade privada pelo aumento de impostos, que já passou de 40%;

Lula é amigo dos bandidos (alguém já viu ele se pronunciar uma única vez que fosse contra bandidos e marginais?);

Lula promoveu a intervenção - ainda que mal-sucedida - contra Honduras;

Lula é amigo e protetor das FARC;

Lula quer educar os seus (os teus!) filhos para serem ovelhas a lhe balir pro resto da vida;

Lula quer destruir a família ao apoiar a agenda gay;

Lula quer usar o aborto (e depois a eutanásia) como instrumentos de controle social;

Lula quer aparecer como um profeta auto-proclamado, por meio de seu filme.

Lula, Lula, Lula.

Lula é o cara!

Lula é o cara...mau!


Klauber Cristofen Pires

terça-feira, 8 de maio de 2012

O STF E O MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

A história do Supremo Tribunal Federal (STF) - como sucede com toda instituição criada e operada por seres humanos - registra altos e baixos. Longos são os capítulos de grandeza e raras as manifestações desabonadoras. Não devemos ignorar, no entanto, a frase implacável de João Mangabeira, encontrada na obra Ruy: o Estadista da República: "O órgão que, desde 1892 até 1937, mais falhou à República não foi o Congresso. Foi o Supremo Tribunal Federal".

Leda Boechat Rodrigues e o ministro Edgard Costa estão entre os grandes historiadores da Suprema Corte. A primeira cuidou, em dois volumes, do período compreendido entre 1891 e 1910. O segundo, em quatro volumes, transcreve julgamentos ocorridos de 1892 a 1966. Entre tantos se destaca o mandado de segurança, cumulado com habeas corpus, em benefício de João Café Filho, afastado da Presidência da República pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra.

Não cabe aqui analisar os motivos de Lott. Vou-me ater ao voto do ministro Nelson Hungria, quando diz: "Contra uma insurreição pelas armas, coroada de êxito, somente uma contrainsurreição com maior força. E esta, positivamente, não poderia ser feita pelo Supremo, que não iria cometer a ingenuidade de, numa inócua declaração de princípios, expedir mandado para cessar a insurreição. Aí está o nó górdio que o Poder Judiciário não pode cortar, pois não dispõe da espada de Alexandre. O ilustre impetrante, ao que me parece, bateu em porta errada".

Não há paralelo entre essa causa e o "mensalão". Afinal, o País não se encontra às voltas com nenhuma insurreição armada. Tampouco se põe em questão o desassombro e a independência dos srs. ministros do STF. Além da complexidade da matéria, inexiste, contudo, dúvida quanto à estreita ligação política dos acusados com o governo federal da época. Não fosse por isso, seria apenas mais um dos feitos submetidos ao julgamento do Supremo, que, no caso, é foro único e privilegiado.

A causa tramita desde 2006, quando o então procurador-geral da República, dr. Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, denunciou ao STF 40 acusados no maior escândalo político das últimas décadas.

A lentidão é inimiga pertinaz do Judiciário. Para certos magistrados, o tempo inexiste, ou não conta. É da morosidade, todavia, que o crime e a impunidade se alimentam. Ignora-se melhor fermento para a corrupção do que a certeza de que o tempo agirá como solvente e fará cair no esquecimento a conduta ilícita.

Algumas justificativas são apresentadas com o propósito de isentar de culpa os juízes vagarosos: a fadiga, o acúmulo de serviço, a impermeabilidade da magistratura a pressões externas. Convenhamos, porém, que dos integrantes do Poder Judiciário se espera disposição para tarefas que, ao se candidatarem ao cargo, sabiam extenuantes.

Quanto ao acúmulo, a morosidade é das maiores responsáveis, por se deixar para amanhã o que se deveria ter feito ontem. A Constituição da República de 1988 assegura, entre os direitos e garantias fundamentais, a razoável duração do processo. A carga mais pesada de trabalho, em qualquer julgamento, incumbe ao relator, cuja tarefa é suplementada pelo revisor. Compete-lhes submeter ao plenário do tribunal relatório que condensará as principais ocorrências registradas no andamento da causa, a fim de facilitar a proferição dos votos restantes.

A informatização facilitou a tarefa de julgar. Além do revisor, os membros do tribunal têm imediato acesso ao relatório, pela rede interna de comunicação. Considero excessivo o prazo de cinco anos, decorridos do recebimento da denúncia, em março de 2012. Não houve escassez de tempo para que os ministros da Suprema Corte se sentissem em condição de julgar.

O egrégio Supremo Tribunal Federal está sob pressão, mas voltado para o interesse geral no julgamento da causa. Pressão legítima, que resulta do sentimento coletivo de cidadania, rogando ao Supremo o cumprimento do dever de se pronunciar.
A nossa mais Alta Corte está farta de saber que não goza de imunidade diante do correr dos dias. Já se ouve dizer que o "mensalão" será julgado somente no segundo semestre deste ano, mas sem definição de data.

Ora, no segundo semestre haverá o recesso judiciário do mês de julho, paralisando os trabalhos da Corte. Em seguida virão as eleições em 5.564 municípios. Dois dos 11 ministros do Supremo Tribunal participam do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com as atenções divididas entre o STF e o TSE, Suas Excelências terão tempo para se dedicar ao "mensalão"?

Não bastasse, o ministro Carlos Ayres Britto vai se aposentar em novembro, fato que exigirá do Supremo a escolha de novo presidente. Logo depois teremos o recesso de Natal e as férias de janeiro. Essas e outras circunstâncias somadas, não será improvável que o julgamento seja deixado para 2013.

Prescrição é contagem regressiva. A cada hora mais se avizinha o momento em que os acusados serão agraciados pela inércia. A denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República cairá, então, no vazio. Tornar-se-á inútil. Os acusados ficarão livres das acusações pela inexorável ação do tempo. E voltarão a ter ficha limpa, aptos a disputar mandato ou a exercer cargos de confiança.

Não é ao que aspira a Nação vigilante. O povo aguarda que irrecorrível decisão do STF identifique culpados e inocentes. É o mínimo a se esperar do órgão máximo do Poder Judiciário, sobretudo porque os réus o têm como foro único e privilegiado.

Neste momento histórico, os olhos dos brasileiros estão concentrados em três ministros: Ayres Britto, presidente, Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Lewandowski, revisor. Deles se espera que ingressem e permaneçam, com honras e glórias, na História do Poder Judiciário.

ALMIR PAZIANNOTTO PINTO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

RUI FALCÃO NÃO TEM MORAL PARA ALEGAR QUE MENSALÃO É UMA FARSA



A prova que faltava para confirmar as intenções petistas em relação à “CPI do Cachoeira” veio com uma declaração do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, que está conclamando a militância para tentar provar que o escândalo que ficou nacionalmente conhecido como “Mensalão do PT” é uma farsa. O palavrório de Falcão provocou reação imediata do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que disse ser o dirigente petista um mentiroso.

A queda de braços entre os situacionistas e a oposição deverá marcar a CPI que, de acordo com a vontade de estrelados petistas, será criada para interferir no julgamento do mensalão, pelo Supremo Tribunal, que deseja colocar o assunto na pauta da Corte até junho próximo.

Em vídeo produzido exatamente para esse fim, Rui Falcão ataca o governador de Goiás, Marconi Perillo, mas não faz qualquer menção ao envolvimento do governador petista do Distrito Federal, o neopetista Agnelo Queiroz, e seus assessores com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

“Nós queremos que uma CPI possa apurar todos os vínculos desse senador e de vários políticos de diferentes partidos com o jogo do bicho, com contrabando, com informações privilegiadas sobre operações policiais. É um esquema que chega ao governador de Goiás Marconi Perillo, que tenta colocar todo mundo na vala comum. Essa semana mesmo ele disse que em Goiás todo mundo tinha relações com Carlinhos cachoeira”, diz Falcão, que preferiu ignorar o suposto envolvimento do deputado Rubens Otoni e do secretário Olavo Noleto, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e que responde à já enrolada ministra Ideli Salvatti.

O discurso boquirroto de Rui Falcão aponta o grau desespero que toma conta da cúpula do PT, cada vez mais convicta da condenação da extensa maioria dos envolvidos no caso do mensalão. A operação foi arquitetada à distância por Luiz Inácio da Silva, que forçou a bancada petista do Congresso a aderir a ideia de se criar a CPI do Cachoeira, desde que respeitadas as limitações que interessam ao partido.

Não foi por acaso que o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula, assumiu a defesa do bicheiro goiano. Qualquer criminalista minimamente experiente sabe que um cliente do naipe de Cachoeira tem informações de sobra para derrubar seus acusadores. Na hipótese de isso acontecer, o PT seria alvo de uma implosão sem precedentes, que colocaria por terra não apenas o partido, mas o ganancioso projeto de poder de alguns “companheiros”.

Se Rui Falcão é o mais recente paladino da moralidade que aterrissou no planeta, que ele cobre explicações de José Dirceu de Oliveira e Silva, o poderoso-chefão do PT. Dirceu, como provam documentos, foi contratado pelo empresário Fernando Cavendish para facilitar a aproximação da Construtora Delta com o governo federal. Coincidência ou não, a Delta é uma das empreiteiras que mais cresceram no governo de Luiz Inácio da Silva.

Ainda questionando a lufada de moralidade que sopra sobre o histriônico Rui Falcão, é preciso que Antonio Palocci Filho, que conseguiu a proeza de turbinar seu patrimônio em velocidade meteórica, explique como se lida com empresários da jogatina. Afinal, Palocci recebeu dinheiro de bingueiros angolanos em sua campanha eleitoral. Os mesmos bingueiros despejaram R$ 1 milhão na campanha de Lula, em 2002.

Se Rui Falcão tiver dúvidas a respeito do assunto, o que é normal em um partido que se transformou em usina de corrupção, que pergunte ao empresário Roberto Carlos Kurzweil, que foi sócio dos angolanos Artur José Valente de Oliveira Caio e José Paulo Teixeira Cruz Figueiredo, o Vadinho.

Uma das empresas de Kurzweil, a Locablin, tinha listado em seu imobilizado o Chevrolet Ômega que foi cedido ao mensaleiro Delúbio Soares, após ter sido ejetado da tesouraria do PT. A mesma Locablin locou, antes disso, três outros carros – dois Ômegas e um Passat alemão – usados na campanha petista de 2002. Em depoimento à CPI dos Bingos, Kurzweil disse sem titubear: “O Lula, o Palocci e o Dirceu andaram em carros alugados por minha empresa na campanha”.

Rui Falcão pode dizer o que bem quiser, pois ainda vivemos em uma democracia, mesmo que já esgarçada, mas não se pode desdenhar da memória de jornalistas que não integram a “imprensa chapa branca”, régia e mensalmente remunerada com polpudos contratos publicitários, quando não com dinheiro oriundo da corrupção que grassa do Oiapoque ao Chuí.

Quando os tentáculos do “Mensalão do PT” começaram a avançar sobre o Congresso Nacional, o então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) alertou Lula, José Dirceu, Ciro Gomes, Miro Teixeira e Walfrido dos Mares Guia sobre o fato de que o governo estava comprando a base aliada com as tais mesadas, assunto que foi confirmado por todos perante a Justiça, muito antes de vir à tona o vídeo em que Maurício Marinho aparece recebendo propina de um outrora fornecedor dos Correios.
Mesmo assim, Rui Falcão, que teme ser obrigado a visitar os “companheiros” na prisão, pode contestar todos esses fatos aqui relatados, mas não poderá ignorar o acordo que Silvio Pereira, o Silvinho Land Rover, então secretário-geral do PT, fez com o STF, substituindo uma eventual pena por prestação de serviços comunitários. Ora, se Silvinho Pereira optou por essa barganha jurídica é porque o crime realmente foi cometido.

Contudo, Rui Falcão pode não estar convencido diante de tantas provas incontestáveis, mas é um direito que cabe a qualquer cidadão que ousa ser uma ode à desfaçatez. Sendo assim, um colóquio rápido com o marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha petista de 2002, pode servir como divisor de águas parra o pensamento de Falcão. Afinal, Duda recebeu em conta bancária no exterior, registrada em nome da “offshore” Düsseldorf, parte dos honorários da campanha que levou Lula ao Palácio do Planalto pela primeira vez.

Fonte: Ucho.Info 

CPI DO CACHOEIRA VIRA VALE TUDO

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que deve ser instalada no Congresso na próxima semana, promete ressuscitar escândalos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em especial o que atingiu Waldomiro Diniz, o ex-assessor da Casa Civil na gestão de José Dirceu, e pode esbarrar novamente em um tema delicado a todos os partidos políticos: o financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

Apesar de o requerimento de instalação da CPI dizer que ela deve “investigar práticas criminosas do senhor Carlos Augusto Ramos, desvendadas pelas Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal” - o que significaria um espaço temporal de 2009 para cá -, o entendimento dos partidos de oposição, que será minoria na comissão, é de que todos os fatos correlacionados podem ser tratados. A Vegas, concluída em 2009, investigou negócios ilícitos de Cachoeira, que pressionava o Congresso pela legalização dos jogos de azar. A Monte Carlo aprofundou as investigações sobre a rede de negócios do “empresário” Cachoeira.

“O Supremo Tribunal Federal decidiu que as CPIs podem fazer as investigações nesses casos, independentemente de espaço temporal”, disse o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE).

O PT, por sua vez, pretende utilizar o espaço da CPI para punir algozes do governo Lula, em especial o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), cuja relação de proximidade com o contraventor Cachoeira ficou clara em diálogos flagrados pela Polícia Federal. Demóstenes foi um parlamentar extremamente atuante, sobretudo na CPI dos Correios, que se debruçou sobre o episódio do mensalão no governo Lula. O Supremo vai julgar, provavelmente neste ano, os 38 réus do caso mensalão.

A amplitude das investigações também alcançaria em cheio figuras tarimbadas da oposição, como o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), alvo do PT na CPI. Perillo já admitiu ter um relacionamento pessoal com Cachoeira e disse que todos os políticos de Goiás tinham ligações com o contraventor pelo fato de ele ser um empresário.

A janela de oportunidade aberta pela própria base governista para a oposição vasculhar malfeitos no governo do ex-presidente Lula e até mesmo da presidente Dilma Rousseff já preocupa o Palácio do Planalto.

O texto da CPI negociado nesta quinta-feira, 12, prevê que poderão ser investigados “agentes públicos e privados” ligados ao esquema de Cachoeira. Ou seja, elos do contraventor com administrações públicas, como as de Goiás e do Distrito Federal, que já vieram à tona, serão explorados. O Estado publicou nesta quinta reportagem mostrando que os grampos indicam a rede de influência da construtora Delta no governo do DF, administrado pelo petista Agnelo Queiroz, negociada por aliados de Cachoeira.

Waldomiro e mensalão. Em fevereiro de 2004 uma fita amplamente divulgada mostrou o então assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz pedindo propina para Cachoeira. Na época, o contraventor mostrava interesses nas máquinas de apostas das loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. O caso culminou na investigação de financiamento de campanha pelo jogo do bicho e caixa 2.

Além de ressuscitar o episódio, a oposição quer pelo menos fazer barulho novamente sobre o mensalão. Pretende procurar algum tipo de ligação entre Cachoeira e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, denunciado pelo Ministério Público como um dos idealizadores do mensalão. Delúbio é réu no Supremo. Assim como Cachoeira, Delúbio é de Goiás.

“Isso que é chamado de mensalão, e que nós, petistas, repudiamos e afirmamos que não existiu, tem sua própria rotina. Será julgado pelo STF. Se quisermos falar desse episódio, temos de tratar de financiamento de campanha, e não de ocupação da máquina do Estado, como queria o Cachoeira. Mensalão é caixa 2, é outra coisa”, justificou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP).

Alvo. A oposição já elegeu como seu alvo prioritário na CPI o governador petista Agnelo Queiroz e vai insistir na suspeita de cobrança de fatura por parte da Delta Construções por supostas doações eleitorais não registradas. “O governador de Brasília terá de explicar isso na CPI”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos dois titulares dos tucanos da Câmara na comissão parlamentar.

Fonte: O Estado de São Paulo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ENFIM MARCOS VALÉRIO NA CADEIA

O empresário Marcos Valério e outras três pessoas, entre elas duas mulheres, foram presas na madrugada desta sexta-feira, 2, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, durante cumprimento de mandado de prisão, segundo informações da Rádio CBN. Ainda não há detalhes sobre o motivo da prisão. Os quatro detidos serão levados para a Bahia, de acordo com a rádio. De acordo com a Globonews, o empresário estaria envolvido com grilagem de terras no sul da Bahia.

Marcos Valério é apontado pelo Ministério Público Federal como operador do suposto esquema de propinas a parlamentares conhecido como "mensalão', que teria sido financiado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca do apoio político no Congresso. O julgamento do mensalão no STF está marcado para 2012.

Sem ligação com o mensalão

Segundo o advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, seu cliente está 'absolutamente surpreendido' com a prisão. Em entrevista à rádio Estadão ESPN, Leonardo negou qualquer ligação dessa prisão com o mensalão. Se refere a fatos de 2003 ou 2004, porque a única ligação que existe da empresa com o sul da Bahia é o fato dela ter adquirido um imóvel no Sul da Bahia nessa época. "Se houve alguma irregularidade, não foi praticada por eles, mas pode ter sido por ter sido praticada por alguém na própria Bahia", afirmou.

O advogado afirmou que desconhecia o processo e diz que a prisão não tinha motivo. "Não tivemos acesso à decisão. O mandado não diz o motivo e nem o artigo em que eles estariam enquadrados", criticou. De acordo com Leonadro, no momento, o interesse da defesa é obter acesso ao processo e à decisão para depois pensar em alguma medida.

Ele informou que o mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da Comarca de São Desidério, no sul da Bahia. A prisão foi decretada contra Marcos Valério e os sócios da empresa DNA Propaganda Ramón Cardoso, Francisco Castilho e Margarete de Freitas, que também foram presos em Belo Horizonte. Eles vão passar por exame médico legal e devem seguir de avião para a Bahia ainda nesta sexta-feira, 2.

Fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

RÉU DO MENSALÃO, DIRCEU CRITICA LUTA CONTRA CORRUPÇÃO

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção".

Ele foi homenageado pelos organizadores, ontem, com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer em 2012, no Supremo. Para criticar os movimentos que têm cobrado combate à corrupção, Dirceu afirmou que ações semelhantes levaram às eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor para a presidência da República. "Nossa luta tem que remontar o passado. Nas duas vezes em que houve lutas moralistas contra a corrupção deu no Jânio e no Collor, um renunciou e o outro sofreu impeachment".

Fonte: A Gazeta

Para ele, a intenção das denúncias é somente atacar o governo. "Nesse momento o que pretende construir é isso, a pretexto de combater a corrupção". Na visão dele, a pressão que é feita sobre os ministros não é a mesma em relação a escândalos em São Paulo, onde o PSDB administra.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TODOS CONTRA A CORRUPÇÃO.

É bastante evidente que o Brasil não segue propriamente em um caminho pavimentado rumo ao futuro almejado e que o país, considerando seu potencial e nossas esperanças, muito merece. Basta dedicar um mínimo de tempo à leitura das páginas de nossos principais jornais para se chegar ao triste entendimento de que nossos políticos conseguem destruir, hoje, todos nossos sonhos de transformar o Brasil em um país efetivamente desenvolvido no futuro. E fica a dúvida se o estrago poderá ser corrigido, tal a força corrosiva dos atos irresponsavelmente praticados.

Muitos são os desmandos efetivados e talvez por esse motivo,múltiplas são, também, as reações esboçadas pelos mais diversos atores que compõem o universo de cidadãos representativos dos diferentes estamentos da sociedade brasileira. Assim, temos acompanhado diversas manifestações de protesto contra a situação caótica para a qual fomos empurrados. Mas as manifestações têm sido erráticas e movidas, principalmente por razões corporativas. A Polícia Federal reclama da interferência do judiciário; os militares protestam contra a presumível parcialidade da Comissão da Verdade; categorias profissionais diversas lutam por melhores salários.

Na verdade, todos têm razão em seus clamores e não temos o direito de reivindicar que cessem com suas rogativas. O que me parece justo é alertar para a necessidade de se emprestar especial atenção ao movimento que começa a empolgar a opinião pública – o combate à corrupção. Trata-se de entender que nessa matéria é completamente prejudicial qualquer dispersão de esforços. Uma hesitação aqui somente faria com que os maus políticos continuem impunes e livres para suas práticas antiéticas. Penso que é chegada a hora de unirmos todos os esforços em torno daquilo que se apresenta com o maior apelo popular.

Os governos do PT não cessam de nos fornecer matéria para campanhas anticorrupção. No passado foram os “mensalões”, os dossiês contra candidatos adversários, os negócios nebulosos envolvendo parentes de integrantes do alto escalão do governo, inclusive do Presidente da República, entre muitos outros casos escandalosos. Agora, convivemos com demissões sucessivas de ministros, quase todas envolvendo denúncias de corrupção. A Presidente ainda posa de “faxineira de malfeitos”, como se não tivesse sido responsabilidade dela própria a escolha dos ministros.

É fato que a atual Presidente, embora sempre a reboque das denúncias da imprensa, tem, pelo menos, demitido os ministros e outros funcionários colocados sob suspeição. Bem diverso era o procedimento de seu antecessor. Lula preferia varrer para baixo do tapete os casos de que tomava conhecimento, como aconteceu com o próprio “mensalão”. O importante, para ele, era assegurar o apoio de sua ampla e heterogênea base de sustentação no Congresso, não importa o preço moral que tivesse de pagar por isso. E sua conduta não se modificou após sua saída do Planalto. Chegou a afirmar que, livre dos encargos da presidência, iria empregar parte de seu tempo para provar que o “mensalão” havia sido uma farsa. Não retornou ao assunto quando o Procurador Geral da República, por ele nomeado, apresentou as alegações finais denunciando 38 “mensaleiros”. Mais recentemente, saiu-se com a incrível afirmativa de que os ministros tinham de ter “casco duro” para resistir às denúncias de corrupção.

No entanto, sabemos todos: é no Congresso que se encontram os principais focos de corrupção. O exemplo da deputada flagrada recebendo propina e inocentada por seus pares ainda repercute em todo o país e fomenta a indignação dos brasileiros de bem. É evidente que reformas políticas profundas são urgentes; reformas que nunca chegam a ser implementadas. De um lado os parlamentares, que se locupletam com o status atual e por esse sistema foram eleitos, não deixam o anseio por mudanças passar do discurso à prática. Por outro, quem poderia patrocinar a iniciativa da reforma – o poder executivo – omite-se por conveniência política de curto prazo.

Muitos são os casos de roubalheiras no serviço público que emporcalham o ambiente político brasileiro e nos enchem de asco. Nem o poder judiciário tem passado incólume pelas mídias que relatam tais fatos.

No Congresso, principalmente, o volume é tão grande e a prática tão descarada que a própria credibilidade do regime democrático sai comprometida. Creio, pois, que é chegada a hora de unirmos forças, de juntarmos nossas energias, de empregarmos nossa capacidade de mobilização para apoiarmos as iniciativas de combate à corrupção que estão nas ruas, evitando que qualquer divergência menor seja causa de indesejável dispersão de esforços

Gilberto Barbosa de Figueiredo

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

GASTÃO VIEIRA: MENSALÃO FOI CORRUPÇÃO SEM PARALELO.

O novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, considerou o esquema do mensalão um "caso de corrupção sem paralelo na história republicana brasileira".
Afilhado do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), Vieira tomará posse hoje em substituição a Pedro Novais, que deixou o cargo depois de a Folha revelar que eles usava funcionários pagos com dinheiro público em atividades particulares.

Em 2005, quando estourou o escândalo do mensalão, Gastão Vieira era deputado pelo PMDB do Maranhão e integrou a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o caso.
Enquanto a cúpula petista e o então presidente Lula se esforçavam na tentativa de desqualificar o escândalo, o novo ministro ia para a tribuna dizer que o mensalão era um caso "deliberadamente e estrategicamente" montado para comprar deputados.

Gastão Vieira citou o escândalo do mensalão em ao menos seis discursos no plenário, entre 2005 e 2009, quando o PMDB já era o principal partido de sustentação do governo do PT.
Em nenhum desses discursos Vieira mudou o tom nem aderiu à versão governista sobre o mensalão. "O nível de recursos desviados revela que o desvio era feito de caso pensado", disse, em discurso em setembro de 2005.

Em 2009, por exemplo, o então deputado disse que o mensalão "envolvia presidentes e líderes de partidos e não aqueles que vagavam na solidão deste plenário".

EXECUTIVO

Em seus pronunciamentos feitos à época, ele diz que o mensalão partiu do Executivo e o governo, em vez de aproveitar a popularidade de Lula, preferiu "comprar partidos e cooptar deputados".
"A crise tem origem no Executivo, que poderia usar a força dos votos que trouxe Lula para a Presidência e fazer as reformas com nossa adesão."
Vieira chegou a dizer que Lula corria risco de sofrer impeachment.
"Devemos eleger um presidente para a Câmara independentemente do tamanho de bancada, que não provoque o impeachment do presidente Lula, mas esteja pronto para fazê-lo se as circunstâncias assim o determinarem", discursou no plenário, três meses após o mensalão ser revelado pela Folha.
Na Câmara, também bateu de frente com a ala do PT contrária ao apoio de Sarney: "Alguns deputados do PT quererem ser donos da verdade e das obras do governo".

ECONOMIA

Outro ponto de atrito foi a questão econômica. Ele criticou um dos principais argumentos do governo na área: a "herança maldita do governo Fernando Henrique". Para Vieira, o discurso refletia "medo de Lula não ter êxito no enfrentamento da crise".

O novo ministro de Dilma assume a Esplanada depois de cinco auxiliares caírem em nove meses do governo, quatro deles envolvidos em suspeitas de corrupção.
O caso do mensalão deve ser o maior julgamento da Justiça brasileira. Entre os 38 réus está o ex-ministro José Dirceu, homem forte do governo Lula. A expectativa é que seja julgado em 2012.
Sérgio Lima - 15.set.2011/Folhapress
O novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, que substitui o também peemedebista Pedro Novais na pasta
O novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, que substitui o também peemedebista Pedro Novais na pasta

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MARCOS VALÉRIO NO STF, POR QUE LULA NÃO É RÉU DO MENSALÃO?

O empresário Marcos Valerio com seu advogado Marcelo Leonardo. O empresário Marcos Valerio, presta depoimento na Justiça Federal, em Belo Horizonte. Principal interrogatório do inicio da fase de instrução do processo dos 40 denunciados no escândalo do mensalão. Acusado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato (desvio de dinheiro publico), lavagem de dinheiro e evasão de divisas. (Foto: Paulo Filgueiras/Estado de Minas/Folha Imagem)

Valério: Lula foi um dos "mandantes" dos crimes


Brasília


Marcos Valério, apontado como principal operador do mensalão, afirmou perante o Supremo Tribunal Federal (STF) que nunca existiu o esquema de pagamento de propina por parte do governo em troca de apoio no Congresso Nacional.

Segundo a defesa do empresário, as irregularidades foram "criação mental" do presidente do PTB, Roberto Jefferson, outro réu no processo e delator do suposto esquema. Ainda assim, Valério reclamou do fato de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido poupado de acusações.

Para o empresário, Lula foi um dos "mandantes" dos crimes. "Somente quem pretender tapar o sol com peneira poderá afirmar que houve a compra de votos de parlamentares no Congresso para votação de quaisquer propostas. Não há prova do "mensalão", estória inventada pela imaginação fértil do ex-deputado Roberto Jefferson", argumentou o advogado de Valério, Marcelo Leonardo.

O advogado afirmou que o Ministério Público exagerou ao alçar Marcos Valério, suposto intermediário dos pagamentos, ao mais importante acusado, deixando de fora "mandantes e beneficiários" - como o próprio Lula.

"É raríssimo caso de versão acusatória de crime em que o operador do intermediário aparece como a pessoa mais importante da narrativa, ficando mandantes e beneficiários em segundo plano".(AE)

Fonte: A Gazeta

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MENSALÃO

“Penso que o processo está indo bem, apesar de o ministro-relator Joaquim Barbosa ter faltado muito e atrasado os trabalhos. Ele era o presidente do inquérito, mas faltava, faltava e faltava. Tanto que o STF se reuniu e falou para ele: ‘Volta a trabalhar ou fica no botequim’. Ele faltava com dor de coluna, mas aparecia no botequim. E depois botava a culpa no processo democrático da defesa".
 (Roberto Jefferson - Revista ISTOÉ, Edição 2178, 20.08.2011)

O julgamento dos mensaleiros, nos idos de 2007, começou mal. O comportamento dos desatentos Ministros já nos permitia antever de que mais uma vez tudo acabaria em “pizza”, já que os envolvidos eram apaniguados do poder central. É interessante lembrar que na ocasião do recebimento da denúncia por parte do STF, em agosto de 2007, o Ministro Celso de Mello, afirmou que “o Tribunal não vai permitir que a prescrição penal se consume e, portanto, vai levar a bom termo o julgamento e definir o litígio penal”.

Ao contrário do que afirmou Celso de Mello, o julgamento dos “mensaleiros”, corre o “perigo real e imediato” de prescrição. O Ministro Joaquim Barbosa deveria, já há algum tempo, ter se afastado oficialmente para cuidar melhor de sua precária saúde. Vamos fazer uma pequena digressão, lançando mão de artigos noticiados pela mídia, para justificar as afirmativas anteriores.

O Julgamento da História, 29 de agosto de 2007
    Fonte: Revista VEJA, Edição 2023, 29.08.2007

“O Supremo começa a examinar o caso do mensalão – fantasma que volta a assombrar o governo – e se prepara para tomar decisões que terão alcance histórico no combate à corrupção”.

Na tarde de quarta-feira (29.08.2007), no primeiro dia do julgamento do mensalão, um advogado reclamava da tribuna que a denúncia contra o seu cliente alinhava penas que, somadas, chegavam a 1.152 anos de prisão. O ministro Marco Aurélio Mello, um dos mais antigos membros do Supremo Tribunal Federal, bocejava profundamente. Na manhã do segundo dia de julgamento, outro advogado alegava que seu cliente era vítima de uma acusação tão arbitrária, mas tão arbitrária, que só poderia ser feita sob um regime de exceção. A ministra Ellen Gracie, presidente do STF, conferia o estado das unhas de sua mão esquerda. Antes, quando discursava o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, o barítono amador que denunciou o mensalão, os ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, sentados lado a lado, entretinham-se em um cochicho delicioso, entremeado de contidas gargalhadas. Em três dias de julgamento na semana passada, os magistrados passaram as sessões conferindo e-mails em seus inseparáveis laptops, entrando em sites noticiosos para saber das novidades da hora ou segredando confidências com uma gota de veneno.

-  Passeio de Joaquim Barbosa, no Rio, Revolta Colegas no STF
    Fonte: Folha Online, Josias de Souza, 26.04.2009

Numa sexta-feira de expediente normal no Supremo, Joaquim desfilou sua notoriedade em pleno centro do Rio de Janeiro. Almoçou com uma trinca de amigos no Bar Luiz, tradicional ponto de encontro do carioca. Recebeu cumprimentos da dona do estabelecimento, Rosana Santos. Acenaram-lhe das mesas ao redor. Na saída, foi brindado com os “parabéns” da clientela. Desceu a pé a Rua da Carioca. (...) Sobre a mesa de Joaquim Barbosa repousam 17.207 processos. É, de fato, o campeão de pendências.

Mensalão
    ISTOÉ, n° Edição: 2103, 26.02.10

O processo que investiga o Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 69 mil páginas. São 147 volumes e 173 apensos. Entre os documentos, há 50 depoimentos inéditos colhidos pela Justiça Federal em todo o País ao longo de 2008 e 2009, laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de Justiça em vários Estados. O calhamaço faz a mais ampla e fiel radiografia do maior esquema de corrupção do País. Tudo isso, até hoje, estava sob sigilo de Justiça. Agora não mais.

ISTOÉ teve acesso a todos esses documentos. O conteúdo empresta ainda mais gravidade ao escândalo. Além de lançar luz sobre novos personagens – até aqui eram 40 réus –, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do PT. Chegou-se a levantar essa hipótese durante a CPI, mas não havia provas. Agora, os novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos. Essas novas provas também jogam por terra a desculpa petista de que tudo foi feito para pagar despesas de campanha. Não. Diante de juízes e procuradores, testemunhas contaram em detalhes como atividades privadas de interesse partidário foram custeadas com as mesmas notas de dólares, euros e reais que circularam em cuecas e malas e ainda compravam apoios no Congresso.

Ministro Joaquim Barbosa
    Do Globo-G1 - Débora Santos, 01.08.2011

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta segunda-feira (01.08.2011) que o ministro Joaquim Barbosa tirou uma nova licença médica de 30 dias. No último dia 15 de junho, ele se submeteu a uma cirurgia no quadril, em um hospital de São Paulo. (...) Barbosa é relator da ação penal do mensalão (...) No final de agosto, termina o prazo para que os réus encaminhem suas alegações finais. Terminado o prazo, o relator vai elaborar o voto e liberar a ação penal para ser colocada em pauta no plenário. O relator afirmou não ter previsão do tempo que levará para concluir o voto.

STF, uma Atividade Lítero-Poético-Recreativa!

Caso ocorra a prescrição, os ministros do STF, mais uma vez, deixarão registrado para a posteridade, a sua imoral contribuição para a sociedade brasileira. A prescrição compromete não só a estabilidade e o equilíbrio entre os poderes da República, mas, sobretudo, a justiça e a fé que a população tinha na mais alta corte de justiça do país. Este fato, assim como o de Cesare Battisti, Raposa e Serra do Sol e tantos outros dão claras demonstrações de que as decisões de nossos doutos ministros estão subordinadas a interesses puramente ideológicos.

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 23 de agosto de 2011