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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NOVO ANTIBIÓTICO QUE ATACA SUPERBACTÉRIA É ENCONTRADO NO MAR


Imagem genérica laboratório | Foto: Scripps
Antibiótico é capaz de atacar com eficácia até mesmo o antrax
Cientistas da Califórnia, nos EUA, descobriram um novo composto antibiótico que é extraído de um microrganismo encontrado em sedimentos do mar.
A descoberta de novos agentes antibióticos é considerada algo raro. Por isso, especialistas afirmam que o achado pode ajudar a combater a atual resistência de bactérias aos antibióticos atualmente em uso - considerada um grave problema mundial de saúde.

Os cientistas americanos ressaltam que o novo composto, chamado anthracimycin, parece ser efetivo no combate aoStaphylococcus aureus - bactéria de fácil contágio por contato e que pode gerar infecções difíceis de tratar, por ter se tornado resistente à maioria dos antibióticos em uso.
anthracimycin também demonstrou ser capaz de eliminar o antrax - bactéria conhecida por seu uso em armas químicas de bioterrorismo.
A pesquisa californiana teve os resultados divulgados na publicação científica alemã Angewandte Chemie.

Nova arma

O composto antibiótico anthracimycin tem uma estrutura química única, o que poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de remédios antibióticos.
"
A descoberta de um composto químico realmente novo é bem raro. Ela vem a somar-se a várias descobertas anteriores que mostram que bactérias marinhas são geneticamente e quimicamente únicas"
William Fenical, cientista líder da pesquisa
Para o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Thomas Frieden, o risco gerado pelas bactérias resistentes aos antibióticos em uso é um "pesadelo" para o cientistas de todo o mundo.
E a CMO (secretária-geral para assuntos da saúde) da Grã-BretanhaSally Daviesdefine a ineficiência dos antibióticos como uma "bomba-relógio ativada" que ameaça a segurança nacional.
A Sociedade de Doenças Infecciosas da América também expressou preocupação com o não-desenvolvimento de novos antibióticos para conter a resistência aos medicamentos atuais.
Por isso, a descoberta de um novo composto antibiótico traz esperanças.
A estrutura da anthracimycin é descrita pelo cientista Kyoung Hwa Jang e sua equipe no jornal científico do Instituto de Oceanografia Scripps como algo único, por ser diferente dos outros antibióticos naturais já descobertos.

Do fundo do mar

Lauren Paul e William Fenical, do Scripps
Lauren Paul e William Fenical, do Scripps: "descoberta única" e "rara"
O novo composto antibiótico foi extraído da bactéria Steptomyces, coletada pelo cientista Christopher Kauffman em sedimentos do oceano pacífico.
William Fenical, do Scripps, disse que "a real importância deste trabalho é que aanthracimycin tem uma estrutura química única".
"A descoberta de um composto químico realmente novo é bem rara. Ela vem a somar-se a várias descobertas anteriores que mostram que bactérias marinhas são geneticamente e quimicamente únicas", ressalta Fenical.

anthracimycin, que têm demonstrado sua eficácia no combate ao antrax e ao Staphylococcus aureus, indica o potencial dos oceanos como fonte para de novas substâncias, já que ainda há grandes áreas marinhas inexploradas.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 30 de novembro de 2010

AGORA ANTIBIÓTICOS SÓ COM RECEITA MÉDICA.

A partir deste domingo (28) começam a valer as novas regras para a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país. Os medicamentos só podem ser vendidos com a apresentação de duas vias da receita médica, sendo que uma delas ficará com o estabelecimento e outra com o consumidor. Essa norma já vale para remédios psicotrópicos, conhecidos como de tarja preta, usados no tratamento de depressão e ansiedade.


As receitas terão validade por dez dias a partir da prescrição do médico. Os médicos e profissionais habilitados devem prescrever o remédio com letra legível e sem rasuras.

A regra vale para 93 tipos de substâncias antimicrobianas que compõem todos os antibióticos registrados no Brasil, como amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol, algumas das mais vendidas no país. Estão de fora da lista os antibióticos usados exclusivamente em hospitais.

O estabelecimento que desrespeitar a regra está sujeito a punição, que vai de multa até interdição. Com a venda mais rígida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer evitar o uso indiscriminado de antibiótico pela população e conter o avanço dos casos de contaminação por superbactérias, como a KPC – responsável pelo recente surto de infecção hospitalar no Distrito Federal.

Em nota, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) alega que a regulamentação causará transtorno aos brasileiros. A entidade argumenta que parte significativa da população não tem acesso a uma consulta médica e que a receita de controle especial também não está disponível em todos os municípios. “Não poderá ser aceita uma receita médica comum e, nesse caso, a farmácia não poderá dispensar o medicamento, mesmo prescrito corretamente pelo médico ou dentista”, diz a associação.

A Abrafarma solicitou adiamento do início da vigência da medida para esclarecer a sociedade. Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa informou que a data estipulada estava mantida. As farmácias e drogarias tiveram prazo de 30 dias para adequação.

A resolução da Anvisa, editada em outubro, determina mudanças também nas embalagens e bulas, que deverão ter a seguinte frase: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode Ser Vendido Com Retenção da Receita. As empresas farmacêuticas têm mais cinco meses para se adequar.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ANTIBIÓTICOS AGORA SÓ COM RECEITA MÉDICA.

Desde o início da semana, os medicamentos que contenham alguma substância classificada como antimicrobiano, os conhecidos antibióticos, só podem ser vendidos mediante a apresentação de receita prescrita por profissional competente em letra legível e em duas vias. A determinação é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e entrou em vigor no domingo.


Segundo a Anvisa, a determinação vale para mais de 90 substâncias antimicrobianas que englobam todos os antibióticos registrados no país. Nas embalagens e bulas será obrigatória a inscrição da frase "Venda sob prescrição médica - Só pode ser vendido com retenção da receita". O processo ainda está em implantação e as farmácias e empresas farmacêuticas têm até 180 dias para se adequar à nova exigência.

A receita tem validade de dez dias e deve conter o nome completo do paciente, estar escrita sem rasuras e com letra legível e em duas vias. Na hora da compra também será exigida a identificação do comprador, endereço e um telefone para contato. Todas as vendas realizadas serão cadastradas em um livro fiscalizado pela Vigilância Sanitária.

De acordo com o gerente de uma farmácia localizada na Vila Santa Cecília, Rogério Baião, os pacientes da rede pública já estão levando as receitas em duas vias, mas os das redes particulares apresentaram apenas uma via. Como solução temporária, para o paciente não ficar sem a medicação, ele pediu que uma cópia da receita fosse tirada. Essa orientação foi passada pela Vigilância Sanitária de Volta Redonda.

Nas ruas, as pessoas demonstram compreender a necessidade da nova medida. Esse foi o caso de uma senhora que se identificou apenas como Izabel Cristina. Ela contou que seu filho chegou a tomar um medicamento antibiótico com receita médica e só foi descobrir que era alérgico na terceira dose:

- Meu filho tomou com receita e chegamos a ter problemas, imagina se é um caso que a pessoa se automedica. Isso é muito perigoso e sou totalmente a favor da exigência.

Preocupações comerciais

Com a nova exigência, algumas farmácias acreditam que a venda possa cair porque até mesmo uma pomada cicatrizante, que é comumente vendida nos balcões sem prescrição médica e que contém a neomicina, uma substância antimicrobiana, não poderá mais ser vendida sem a apresentação e retenção de receita médica.

O gerente Rogério Baião acredita que pode haver a possibilidade de queda nas vendas, mas ressalta a necessidade da nova determinação.

- Pode até acontecer de termos uma queda nas vendas, mas por outro lado vai ser melhor porque vai zelar pelo bem-estar da população, acabando com a automedicação - disse.

O coordenador da Vigilância Sanitária de Volta Redonda, Luis Carlos Rodrigues, o Imperial, comentou que a preocupação da Vigilância Sanitária é controlar o costume de automedicação, a fim de evitar o fortalecimento e surgimento de bactérias mais resistentes.

- Nós não podemos ter um pensamento comercial, mas sim um pensamento que se preocupa com a qualidade de vida - falou

Fonte: .Sul Fluminense . http://bit.ly/dVyutq